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sábado, 12 de abril de 2014

Comentando os Primeiros Capítulos de Meu Pedacinho de Chão



Ainda não tenho muito que dizer sobre Meu Pedacinho de Chão, quer dizer, assisti picadinho todos os capítulos (*é bem no horário em que a Júlia quer mamar e dormir*) e gostei.  No início, achei a coisa meio estranha, sabe, quando a gente prova algo novo?  Mas é tudo tão bonitinho, tão fofo, que parece feito para virar animação, quer dizer, parece mesmo um desenho animado, e teria tudo para gerar uma boa HQ e uma coleção de brinquedos legais ou action figures.  

Queria o Zelão, do excelente Irandhir Santos, na minha estante.  A idéia dos animais marionetes ficou ótima, especialmente, o cavalo ou égua, não sei bem, do Zelão.  E que menina, ou menino, quem sabe, não iria querer a boneca da professora Juliana (Bruna Linzmeyer) ou a Pituca (Geysa Garcia)?  Aliás, de onde tiraram aquela menininha tão graciosa e cheia de talento?  O que foi aquela cena na venda com o Antonio Fagundes e o pote de doces? Foi engraçado e terno ao mesmo tempo.


Achei principalmente a personagem da Juliana Paes um tanto exagerada e o jogo de câmera me deixou meio tonta.  A tal Gina, de Paula Barbosa, é outra que parece meio fora de tom, artificial, forçada.  Embora não seja uma novela realista, deveriam ter escalado uma atriz mais jovem ou que parecesse mais jovem para o papel da filha do Rodrigo Lombardi.  Ou, talvez, colocado alguém mais velho no papel de Pedro Falcão, já que era isso que o papel pedia, um homem de meia idade.  

Alguns sotaques também não ajudam.  O caipirês de vários atores do elenco está muito, muito esquisito.  Como nada é realista, poderiam deixar os atores e atrizes falando com seus próprios registros.  Por que, não?  Uma reclamação que ouvi da minha mãe é que ela não consegue entender o que algumas personagens estão dizendo.  


Acho que, se a novela cair no gosto popular, Osmar Prado será um dos vilões mais amados dos últimos anos.  O que foi aquela conversa dele com a filha, a Pituca, dizendo que grita com ela porque a ama?  Como odiar um sujeito assim? ^_^  O menino Serelepe, Tomás Sampaio, também é uma graça. Simpático que só.  Mas poderia ser um garoto negro, ou menos branco, por assim dizer.  Aliás, como a novela não é realista, sinto falta de atores e atrizes negros fora dos papéis cômicos e subalternos de sempre.  

Alguém viu Muito Barulho por Nada com Denzel Washington no papel de Príncipe e irmão do Keanu Reeves?  É desse tipo de liberdade que eu falo.  Só que, fora de um ambiente de minissérie, duvido que houvesse tal ousadia.  De resto, como nota fútil, temos o filho do Almir Sater, Gabriel Sater, pare deleite dos nossos olhos.  Genética poderosa a deles.


A partir do segundo capítulo, acho que consegui começar a curtir a experiência estética.  A mistura de texturas, a câmera, a imprecisão espaço-temporal, tudo parece estar funcionando bem.  Só que fica aquele gosto de especial de fim de ano ou microssérie na boca da gente.  Alguém mais?  Não parece novela e desde as chamadas eu comentava com meu marido que, se Meu Pedacinho de Chão desse certo representaria uma revolução estética na história da telenovela brasileira, mas e se fracassar?

Espero sinceramente que a novela mantenha bons níveis de audiência.  Ninguém espere 30 ou mais de audiência, porque com a internet, TV por assinatura, e engarrafamentos mantendo o pessoal na rua, o horário das seis perdeu muito do seu público.  Falo de algo na casa dos 23, 25.  Acredito que é possível e a novela será curta, se me lembro bem, terá uns 100 capítulos.  E como o que conta é só São Paulo, não adianta, para a Globo, que a novela bombe no Nordeste ou no Norte do país. Há quem despreze as novelas das seis, especialmente, quem odeia novelas de época, mas o horário já ofereceu obras de grande qualidade, além de alguns dos maiores sucessos da Globo, como Escrava Isaura.  Talvez esta nova versão de Meu Pedacinho de Chão faça história d enovo.


Até o momento, recomendo Meu Pedacinho de Chão.  É uma novela encantadora, fofinha, até se propõe a discutir temas sérios que marcaram a original, mas é leve e com uma direção de arte e atores muito arrojada.  Percebo até algo da estética mangá na novela, mas as influências são muito variadas.  A abertura é bem legal, também, uma animação bem engraçadinha.  Vale conferir.

P.S.: Salvo se conseguir algum tempo, não farei uma resenha final de Jóia Rara.  Só digo o seguinte, foi uma das maiores decepções dos últimos anos.  Será esquecida com facilidade, apesar do muito que prometeu.  Salvou-se alguma coisa, porque o elenco era de alto nível e a menina Mel Maia é talentosa e simpática.  Espero que as autoras da novela acertem da próxima vez, porque Joia Rara foi quase um fiasco total.

4 comentários:

  1. A novela causa certa estranheza pelo estilo inusitado mas no fim das contas está bem simpática, eu achei que seria mais chatinha, mas até que gostei :)! Você não achou a Gina uma personagem meio que "homenageando" a Merida de Valente? Só que claro, muito mais caricata e exagerada, como se uma menina valente precisasse ser arisca ^^"

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  2. Eu também simpatizei com "Meu pedacinho de chão", mas também estranhei. Concordo com sua mãe que nem sempre entendo o que alguns personagens dizem. E a trilha sonora me irrita um pouco. Explicando melhor: Me irrita quando um simples mover de cabeça vem acompanhado de um barulhinho.
    De resto, é um deleite visual. E já torço pela professora Juliana com o "malvado" que tá na dúvida se queima ou não a escola. E de boa, pra mim ele é o mais gato da novela!

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  3. Sei não. é caricata demais, e o exagero é enjoativo, o sotaque, as caras e bocas, dão uma agonia doida.
    A professorinha parece uma filhinha da Effie Trinket haha
    Minha prima de dez anos já é fã da novela, tava louca pra Joia Rara acabar só para ver a novela nova.
    Acho que o problema é justamente o exagero. Poderia ser lúdica,meio como Hj é Dia de Maria, mas erraram a mão nas cores e trejeitos.

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  4. No início, também estranhei as falas, os trejeitos dos atores, as cores na tela. Mas, depois que me acostumei, posso dizer que estou adorando a novela! Acho até que vou acompanhar, como a tempos não fazia. Concordo com você quanto ao menino Serelepe: faria mais sentido um menino negro. E discordo quanto à Juliana Paes: gostei muito da atuação dela, e acho que é no exagero que está toda a graça. As insinuações sobre um possível envolvimento dela com o enteado seriam bem legais, a princípio, se se concretizassem.

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