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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Tomato Soup: "Sempre me pergunto em que ponto podemos introduzir um toque de ficção em uma narrativa histórica." (Entrevista traduzida)

Postaram essa entrevista com Tomato Soup para um site francês no Twitter e eu decidi traduzir.  Ela é de março do ano passado, antes do anúncio do mangá.  A entrevista é bem rica, porque a autora fala sobre como se tornou mangá-ka, suas influências, como o seu trabalho é singular e muito shoujo mangá, e como ela percebe a História.  Olhando o Bakaupdates, é possível ver que a autora só fez mangás históricos até o momento.  Falando das influências, a autora diz que Hetalia (ヘタリア Axis Powers) foi importante para a sua carreira.  Essa série está completando vinte anos este ano do início de sua publicação.  A série foi lançada no Brasil pela Newpop.  Já Tenmaku no Jaadugar (天幕のジャードゥーガル), tem anime no ar neste momento e o mangá está sendo publicado pela Panini.

Para quem quiser ler a entrevista no original, é só clicar aqui.  Na medida do possível, preservei o original, mantive inclusive as notas que o entrevistador colocou e que estão ligadas ao mercado francês.  As imagens eu tive que colocar próximas de onde estavam na entrevista, porque a diagramação do Blogger é diferente. Coloquei links na entrevista para ajudar na compreensão de quem está lendo.  

Tomato Soup: "Sempre me pergunto em que ponto podemos introduzir um toque de ficção em uma narrativa histórica."

Valentin Paquot

A mangaká por trás da brilhante obra Tenmaku no Jaadugar, concordou em responder às perguntas do jornal L'Internaute, de Tokyo. Uma entrevista exclusiva.

A história da Mongólia, além das hordas de Genghis Khan, permanece relativamente inexplorada no mundo dos quadrinhos. Portanto, quando um artista de mangá decide abordar o tema, é natural que isso desperte nosso interesse. Especialmente porque o talentoso artista escolhe a perspectiva de Fátima, a favorita de Töregene Khatun, regente do Império Mongol de 1241 a 1246. Uma figura que deixou sua marca na história da Pérsia e até mesmo além dela.

Sem rodeios: Tenmaku no Jaadugar é uma verdadeira joia. O mangá inclusive ganhou o prestigioso prêmio Kono Manga ga Sugoi em 2023. Enquanto a autora, Tomato Soup, entrega uma narrativa histórica meticulosamente pesquisada, intercalada com cenas do cotidiano, sua arte cativa completamente o leitor. Seu estilo, com suas curvas sutis, se harmoniza perfeitamente com o uso incrível da cor preta.

Foi em Tokyo, nos escritórios de sua editora, Akita Shoten, que conseguimos conversar com a mangaká.

© TOMATO SOUP (AKITASHOTEN) 2022

Linternaute.com: Antes de se tornar um artista de mangá, você estudou arte, com foco em calcografia (gravura em cobre). Como começou essa paixão?

Tomato Soup: Há muito tempo que me sinto atraída pela gravura e pela impressão. O ponto de virada, eu diria, aconteceu quando eu estava no colegial. Pouco antes dos meus exames de admissão para a universidade, fui a uma exposição de Chimei Hamada, um artista renomado no Japão. Depois dos exames, fui aceita em dois cursos, um dos quais era especializado em calcografia. Como aquela exposição teve um impacto tão profundo em mim, decidi seguir essa forma de arte.

O que você aprendeu em seus estudos que aplica ao seu trabalho como artista de mangá?

Essencialmente, trata-se do gerenciamento de áreas planas em preto e branco. É por meio dessas áreas planas que a cor é manipulada na calcografia.

© TOMATO SOUP (AKITASHOTEN) 2022

Será que sua experiência em calcografia lhe permite trabalhar com volumes com tanta facilidade? Conseguimos sentir variações de espessura nas áreas planas.

Em vez de desenhar linhas retas, costumo brincar com curvas, especialmente nos personagens. Isso pode dar uma sensação irregular, quase como um esboço, às vezes. Acho que é por isso que minhas áreas de preto sólido parecem profundas e até texturizadas.

Você buscou esses estudos com o objetivo de se tornar um artista de mangá? Ou essa escolha de carreira surgiu por outros meios?

Quando me matriculei na universidade, tinha em mente seguir carreira em calcografia. Talvez também me tornar pintora a óleo. Esse era meu objetivo inicial.

Mas viver dessa arte é um verdadeiro desafio. Conseguir se destacar e construir uma reputação, duas condições essenciais para viver da própria arte, é extremamente difícil. Paralelamente a isso, eu desenhava mangá por paixão, como uma espécie de hobby. E como eu gostava muito dessa atividade, naturalmente me vi inclinada a me tornar uma artista de mangá.

Você afirmou no podcast Radio Manga de Hisanori Yoshida que era fã de Shigeru Mizuki…

Descobri a obra de Shigeru Mizuki através de Yoshiharu Tsuge, um artista de mangá cujo trabalho admiro muito. Ele tem um estilo magnífico, e sua técnica lembra um pouco a calcografia. Ao pesquisar sobre Tsuge, descobri que ele havia sido aluno de Shigeru Mizuki. Foi então que descobri o universo de Mizuki e me tornei fã.

Qual foi a primeira obra do Mestre Mizuki que lhe causou impacto?

Sem dúvida, Kitaro é repulsivo. E especialmente o conto "O Yokai do Lago Obebe", que me impressionou profundamente. O que mais me chamou a atenção foi o trabalho nos cenários. Uma abordagem completamente diferente do que costumamos ver nos mangás contemporâneos. Esse estilo fotorrealista impacta o ritmo da narrativa.

© Shigeru Mizuki / Mizuki Produções / Cornélius 2009.

Em que momento o gênero histórico se tornou tão importante para você?

Embora tenha escolhido dedicar meus estudos universitários à arte, sempre fui apaixonada por história. Leio muito material histórico online. E um dia, minha atenção foi atraída por um grupo de entusiastas que realizavam suas próprias pesquisas históricas e compartilhavam os resultados de suas investigações em formato de mangá. Essa foi a faísca que me fez querer experimentar esse gênero. A ideia era fazer algo semelhante ao que eles faziam: pesquisar eventos históricos e apresentar essa pesquisa em formato de mangá.

O que te atrai na história fora do Japão?

No Japão, temos um mangá histórico chamado Hetalia (de Hidekaz Himaruya; uma versão em anime está disponível na França pela Dybex, nota do editor) que apresenta uma ampla gama de eventos históricos com um estilo muito fofo. Foi esse mangá que me abriu os olhos para a história fora do Japão. A partir daí, pareceu-me mais interessante, pessoalmente, ir além, contar histórias sobre aspectos da história que não haviam sido abordados em Hetalia . Foi a fonte da minha pesquisa inicial. E foi assim que criei meus primeiros fanzines.

© TOMATO SOUP (AKITASHOTEN) 2022

Foi através da leitura de seus fanzines online que sua editora, Sayuri Tsuda, descobriu você. Conte-nos sobre o primeiro encontro de vocês.

Foi a Tsuda-san quem me contatou. Antes de assinar com a Akita Shoten, eu trabalhava com outra editora, e meu mangá, Dampier no Oishii Bouken (ainda não publicado na França), tinha acabado de ser indicado a um prêmio. Pensei que a Tsuda-san tivesse me contatado por causa dessa indicação. Mas não; ela já me acompanhava há um bom tempo, pois eu publicava bastante do meu trabalho nas redes sociais. Começaram a circular rumores sobre uma segunda indicação a outro prêmio, então Tsuda-san me disse: "Vamos assinar logo, antes que você fique tão famosa que não possamos mais te manter conosco!" 

O que você sentiu naquele momento?

Obviamente, fiquei muito feliz. Meu primeiro pensamento foi que meu trabalho poderia alcançar um público maior. Adoro ler desde criança; amo livros. Então, a ideia de ver meu mangá nas livrarias, ao lado de todos aqueles livros que amo, foi mais do que emocionante.

Você foi às livrarias tirar fotos quando o primeiro volume foi lançado?

Sim, visitei todas as livrarias do meu bairro. Cheguei a ir a outras livrarias de que gosto particularmente, para ver se tinham colocado os meus mangás no lugar certo (risos).

© TOMATO SOUP (AKITASHOTEN) 2022

Você tem um estilo de desenho muito peculiar, semelhante ao de desenhos animados. Como você desenvolveu esse estilo?

De fato, sempre fui fã de desenhos animados americanos. Adoro South Park, em particular, e assisti bastante a alguns episódios. É uma série muito singular. Os rostos têm, mais ou menos, o mesmo formato, e a animação é bem simples. Apesar dessas fortes limitações artísticas, os criadores conseguem expressar muita coisa. É algo parecido, na minha opinião, com os desenhos do mestre Tezuka. É possível expressar muito com traços relativamente simples, mesmo com personagens que se assemelham. Encontramos essa abordagem também nas obras da Disney, até mesmo nas mais recentes. Foi a partir dessa premissa de rica expressão por meio de traços simples que desenvolvi meu estilo.

Você já deve ter ouvido essa pergunta muitas vezes, mas de onde vem seu pseudônimo? É uma referência a Andy Warhol?

Para ser sincera, nem eu mesma tenho certeza (risos). Sempre admirei os desenhos de Andy Warhol, mas, para falar a verdade, esse pseudônimo foi pura coincidência. Eu tinha um porta-lápis na minha mesa, em formato de sopa de tomate, como o do Andy Warhol. Quando precisei criar minha conta nas redes sociais, a plataforma me pediu um pseudônimo. Eu não tinha pensado em qual nome escolher. Simplesmente olhei para tudo que me chamava a atenção em busca de inspiração, e vi esse porta-lápis. Daí o nome "Tomato Soup". Adoraria dizer que existe uma ligação direta com Andy Warhol, mas, na realidade, é só um porta-lápis (risos).

Você largou o emprego e passou seis meses aperfeiçoando um conto sobre os assassinos Nizari, uma ordem religiosa xiita ismaelita. Como alguém encontra a coragem de se demitir para perseguir seu sonho?

Quando escrevi meu mangá sobre a Geórgia e quando comecei o mangá sobre os Assassinos Nizari, eu estava empregada. Pedi demissão porque não gostava do trabalho, não para me dedicar ao mangá. Na verdade, eu não tinha decidido me tornar um mangaká naquela época, e encontrei outro emprego rapidamente. Aprimorei minhas habilidades de desenho durante esse período. Finalmente, pedi demissão desse segundo emprego quando as discussões sobre Jaadugar se concretizaram. A garantia de segurança financeira como mangaká, praticamente equivalente à do meu emprego fixo, me permitiu pedir demissão. Fiz meus cálculos levando tudo em consideração. Mas não foi um salto no escuro. Muito pelo contrário.

"Mas quando você cria um mangá, você não está apenas transcrevendo a história. Você está contando uma história."

Como nasceu Jaagudar ?

Sempre fui fascinada pela Mongólia, particularmente pelo período em que Genghis Khan expandiu as fronteiras do Império Mongol. Inicialmente, queria criar um mangá sobre Genghis Khan. Gosto da ideia de uma figura histórica lembrada e retratada como vilã, como Genghis Khan e seu séquito. Mas também achei interessante ter uma protagonista feminina, de uma classe social mais baixa — não necessariamente uma plebeia, mas certamente não rica. Quando comecei a discutir a ideia com minha editora na Akita Shoten, surgiu a questão de qual tema se prestaria à serialização, e decidimos que minha série seria publicada na revista Souffle . Essa revista é classificada como josei, e seu público principal é feminino. Eu me perguntava que tipo de história atrairia esse público. E foi a convergência dessas ideias e necessidades que me levou a centrar minha história na personagem Fátima. Ela é uma personagem que, na minha opinião, permite que os leitores se projetem nela, que criem uma conexão, uma forte identificação.

Como evitar se perder ao começar a pesquisar em um campo tão vasto? Que conselhos você daria?

Ao mergulhar na história da Mongólia, encontramos uma riqueza de documentos, inclusive relatos em primeira mão, que contam a história de Genghis Khan. É um período extremamente bem documentado. A história já está escrita; basta lê-la para transcrevê-la. Mas, ao criar um mangá, você não apenas transcreve a história, você conta uma história. Portanto, você usa esses documentos como fonte de inspiração, para encontrar o ponto de partida da sua narrativa. E foi para evitar ficar presa à história que concentrei minha pesquisa em documentos mais etnográficos. Aqueles que narram o cotidiano das pessoas daquela época lançam luz sobre a cultura do período: como as pessoas viviam, qual o papel da arte em suas vidas diárias. Outro aspecto da era que gostei de descobrir por meio da minha pesquisa foi a riqueza de seu comércio e intercâmbios culturais. Concentrei-me nesses dois tipos de documentos.

© TOMATO SOUP (AKITASHOTEN) 2022

Você disse que gosta de personagens sombrios da história. Como você consegue tornar esses "monstros" tão fascinantes?

O primeiro motivo é o meu amor por figuras históricas. Não importa se eram boas ou más. Como são figuras históricas, e não míticas, eu me esforcei para torná-las o mais reais possível, para que suas motivações fossem concretas. E talvez seja aí que surja a empatia por esses personagens.

O segredo é focar no aspecto realista, em vez de tentar humanizá-los.

Com certeza. Quando você se aprofunda nessas figuras históricas, percebe que elas às vezes fazem escolhas que podem parecer confusas à luz de suas realizações. Você também vê suas falhas, suas fraquezas. Esses personagens não são perfeitos; eles não saíram de um conto de fadas. E meu objetivo é capturar todas as complexidades dessas figuras históricas no meu mangá.

O conhecimento é um dos poderes mais importantes. Foi essa a mensagem que você descobriu ao estudar a história de Fátima?

Na verdade, é um tema que eu já havia explorado no meu mangá anterior, Dampier no Oishii Bouken. É um mangá que conta a história de piratas e da chegada dos primeiros colonizadores europeus à América no século XVII.

Obviamente, com esse tema, eu abordo a questão da colonização. E eu me esforcei bastante para encontrar uma maneira de tornar essa história palatável. É por isso que mencionei o tema do conhecimento, mas eu não havia desenvolvido completamente essa ideia. Eu não havia explorado completamente a mensagem que queria transmitir com aquele mangá. Então, em Jaadugar, eu abordei o mesmo tema, mas de um ângulo completamente diferente.

© TOMATO SOUP (AKITASHOTEN) 2022

Você cria uma conexão empática com seus personagens? Como você se distancia de cenas de massacre para não ficar muito perturbado(a) por elas?

Sinto, de fato, empatia pelos meus personagens, mas empatia não deve ser confundida com amizade. Vejo-me mais como uma observadora. Isso me permite traçar uma linha clara entre a empatia que sinto por esses protagonistas e a representação da realidade. É uma questão de respeito, tanto pela história quanto por essas pessoas reais. Em relação às cenas de massacre, dou grande importância a garantir que não influenciem a perspectiva do leitor. A história não se trata de levar o leitor a tomar partido. Tento permanecer o mais neutra possível. Uma perspectiva histórica não deve ser parcial.

Falando em respeito à história, como você decide quando pode usar de licença poética e quando precisa ser extremamente fiel?

Essa é uma pergunta muito importante. Como autora de um mangá histórico, sempre me pergunto quando posso inserir um toque de ficção em uma narrativa histórica. Se analisarmos a história de forma mais ampla, os eventos históricos são pontos na linha do tempo. O objetivo de um mangá histórico é conectar todos esses pontos por meio de uma história. E é nessas linhas, nessas curvas, que posso deixar minha imaginação correr solta. É aí que me certifico de tornar minha história o mais interessante possível para os leitores. É crucial não alterar esses fatos históricos. Como autor, você precisa considerar esses eventos como imutáveis.
© TOMATO SOUP (AKITASHOTEN) 2022


Quando criança, você participou de uma viagem à Mongólia e ficou impressionado com a imensidão das planícies que se estendiam até onde a vista alcançava. Essa foi uma das primeiras cenas que você imaginou ao começar a escrever Jaadugar ? 

A viagem que fiz quando criança foi para a Mongólia Interior, um território que hoje pertence à China. A história de Jaadugar se passa mais ao norte, no que é conhecido como o estado da Mongólia.

O clima e as paisagens são diferentes; é mais parecido com a tundra. Às vezes se veem árvores ou montanhas. Devido a essas diferenças, minhas memórias não puderam ser usadas, então estou me baseando mais na minha imagem mental do lugar. Estou tentando desenhar o local onde a história se passa com a maior precisão possível. Eu adoraria ir à Mongólia, mas, por enquanto, estou trabalhando com base em pesquisas.

Você tem um layout muito incomum, com uma grade bastante irregular, painéis com bordas sangradas e personagens flutuando entre vários painéis. Como você aborda o layout da página?

No início da minha carreira, meus layouts de página eram muito básicos. Tentei evoluir para um layout mais dinâmico, visando aumentar o apelo para o leitor. Quando você observa mangás shoujo, percebe que o layout é muito fluido e dinâmico, tanto em termos de composição quanto de disposição dos quadros. Autores de mangá shoujo frequentemente brincam com a quebra do ritmo de suas grades, usando quadros exagerados com bordas sangradas para criar cenas impactantes. Naturalmente, fui inspirada por esse dinamismo na minha abordagem à narrativa.

© TOMATO SOUP (AKITASHOTEN) 2022



No Império Mongol, você explica que a situação das mulheres era melhor do que em muitos países da mesma época. Qual a sua opinião sobre o lugar da mulher na sociedade japonesa atual?

É impossível e, na minha opinião, inútil tentar comparar o status das mulheres na Mongólia do século XIII com o das mulheres no Japão moderno. Simplesmente não é a abordagem correta. Obviamente, na Mongólia do século XIII, as mulheres tinham certo poder, mas esse poder dependia, em última análise, de seus relacionamentos com os homens, fossem maridos ou filhos. Elas podiam exercer influência nos bastidores e ocupar uma certa posição social, mas ainda assim era muito limitado. Portanto, o status das mulheres hoje é claramente melhor. Se mencionei esse assunto, foi novamente sob a perspectiva da precisão histórica.

Como você se sentiu ao ganhar o Kono Manga ga Sugoi de 2023? Você esperava por isso?

É um trabalho muito pessoal. Eu realmente queria escrever esta história sobre a Mongólia, um país que amo muito. Fiquei muito surpresa, muito agradavelmente surpresa, ao ver que esta história, tão querida para mim, ressoa com tantas pessoas. É quase como um sonho. Quando percebi que as pessoas que aplaudiam meu trabalho não eram apenas meus amigos, isso me emocionou e tocou profundamente.

Jaadugar, la légende de Fatima, de Tomato Soup, publicado pela Glénat. €10,95 por volume. Três volumes disponíveis. Um enorme agradecimento à Tomato Soup pela disponibilidade, à sua editora Sayuri Tsuda pela gentileza, à equipe da Akita Shoten pelo apoio, a Vincent Marcantognini pela tradução e, claro, à equipe da Glénat.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Shoujocast no Ar! Resumão da temporada de animes até agora.


Gravei um resumão das minhas observações sobre os animes da temporada, que consegui assistir até agora. Falta olhar alguns, se eu tivesse assistido ao episódio #4 de Oni no Hanayome antes de gravar o programa, teria outras coisas a dizer (*e não seriam elogios*), mas foi o que consegui fazer antes de me ausentar de casa. Espero que minha falação seja pelo menos divertida de se ouvir. A minutagem está abaixo e, claro, haverá spoilers.  Para quem quiser minhas primeiras impressões por escrito, é só clicar na tag reviews.  Aqui, o Shoujocast sobre as estreias da temporada e o texto listando e comentando todos eles é este.

 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Livro lançado no Japão traz coletâneas de artigos sobre a cultura mongol e Tenmaku no Jaadugar: Uma Bruxa na Mongólia

Tenmaku no Jaadugar: Uma Bruxa na Mongólia (天幕のジャードゥーガル) é um sucesso; já era como mangá e, agora, o anime está expandindo ainda mais o fandom da série.   Por isso mesmo, produtos e eventos vão se multiplicar nas próximas semanas.  Dentre eles está o livro Motto! Tenmaku no Jaadugar (もっと!天幕のジャードゥーガル) que, segundo o Comic Natalie, reúne "(...) uma série de colunas publicada no Souffle por Haruna Tanikawa, que pesquisa a Mongólia Khalkha do final do século XVII ao início do século XX. O livro lançado desta vez inclui um diagrama de relacionamento entre os personagens, resumos de cada volume e explicações sobre a cultura mongol na qual a história se passa, além de um capítulo bônus ilustrado por Tomato Soup, que retrata o que aconteceu com o guerreiro Merkit, Kurthugan, posteriormente.".  Queria registrar que o mangá se passa no século XIII, meio longe do século XVII.  Já a palavra "motto" quer dizer mais, em português.

Para quem não está assistindo, recomendo muito Tenmaku no Jaadugar. A série está no Crunchyroll e o mangá foi licenciado pela Panini e está em pré-venda.  No Japão, a série está no volume #6.