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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Suspensa a exibição dos filmes de Rurouni Kenshin na TV Japonesa


Estava passando pelo Sora News e vi essa notícia.  Além da continuação do mangá de Rurouni Kenshin (るろうに剣心) na Jump SQ ter sido suspensa indefinidamente, agora, chega a notícia de que a TV network NECO iria exibir os três filmes (*2012 e dois de 2014*) no dia 25 de novembro.   Veio o escândalo e sua exibição foi suspensa.  O SN assevera que a sociedade japonesa leva muito a sério o cumprimento das leis e as empresas geralmente não querem seu nome associados à escândalos.  Enfim, há controvérsias, mas o fato é que a questão da pedofilia, assim como a crítica ao Japão por suas leis frouxas a respeito dessa questão, parece estar surtindo algum efeito.   E, no caso de Nobuhiro Watsuki é pornografia infantil MESMO, não são desenhos, animações, enfim.  Agora vamos para o segundo ponto da discussão.


Devemos banir uma obra em virtude de um crime cometido pelo seu criador, ou alguém que dela participe?  Eu não tenho questão fechada quanto a isso.  Confesso sem problema que não tenho.  Vi alguém levantando que estão tratando de forma diferenciada os escândalos.  enquanto alguns querem queimar os mangás de Kenshin na fogueira (*e vejo ZERO problema em Rurouni Kenshin e muitos problemas em Card Captor Sakura e a tolerância com a relação entre o Prof. Terada e a menina Rika*), ninguém quer destruir seus discos de Procurando Nemo ou Wall-e,  porque John Lasseter confessou ter assediado sexualmente funcionárias e colegas.  Aqui, abro um parenteses, eu - e repito EU - acho detestável qualquer forma de assédio, PORÉM é diferente você assediar pessoas adultas (*e há graus de assédio*) e patrocinar a indústria de exploração sexual de meninas.  Mas é opinião pessoal. 


Claro, que entra a questão econômica.  Se eu compro um produto feito por um criminoso, ou um abusador, ele lucra com isso.  Caberia à legislação evitar isso.  Esse seria o ponto?  Privar o criminoso de recursos? Talvez usando seus lucros pessoais para patrocinar camapnhas de conscientização, recuperação, centros de assistência á vítimas de violência sexual, enfim... E depois que a pessoa cumpre sua pena?  Não merece uma segunda chance, ser reintegrada? Agora, será que é justo banir uma obra que é, não raro, uma criação coletiva? O que fazer?  Eu não sei.  Só não quero uma caça às bruxas instalada.

2 comentários:

  1. Não sei como o Japão tem leis tão frouxas sobre a pornografia.
    Enfim, eu não deixei de gostar de Samurai X por causa do que o autor fez. É sério e abominável, sim. Mas a história do mangá nada tem haver com esses problemas dele. E, tipo, deixar de exibir o filme só estará se estendendo uma punição aos atores, produtores, diretor e toda a staff dos filmes que nada tem a ver com isso. Aliais, os filmes continuam sendo, pra mim, as melhores adaptações já feitas de um mangá. E não é o que o autor fez que vai me fazer mudar de ideia sobre isso.
    (E eu cheguei a ler a continuação do mangá que ele começou a lançar, e achei bem fraco. Porém, provavelmente daqui um ano, depois de cumprir a pena, todo mundo esqueça e ele volte como aconteceu com o mangaká de Toriko que tá na ativa sem ninguém ficar falando nada sobre o que ele fez. O problema é que a maioria das pessoas tem a memória curta. Vão se indignar hoje e daqui um ano já esqueceram tudo).

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  2. Corretíssimo seu ponto de vista Bianca, porém tudo na vida, assim como no sucesso de uma obra, também têm um preço muito alto a ser pagar. Os mais prejudicados nisso tudo são os fãs que perderam confiança na obra do autor devido a esse escândalo que manchou de vez a imagem boa que ser tinha dele, e isso pode acabar de vez com a carreira dele infelizmente.

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