segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Comentando Akuma to Love Song



Às vezes, quando eu vejo um mangá tenho a sensação de que vou gostar dele ou que não vou gostar dele... E falo “vejo” de olhar a capa mesmo, sem ter lido coisa nenhuma, em alguns casos nem a review. Foi assim com Akuma to Love Song (悪魔とラブソング), em português, O Demônio e a Canção de Amor. Só que fui baixando as scanlations e deixando no PC, só fui ler agora, nas férias. Ah, e engoli três volumes rapidamente, não o rapidamente de Black Bird, aquela coisa que nem se percebe, mas o rapidamente de quando você quer saber o que vem depois, ainda que a leitura não seja superficial. Aliás, como há muito texto – diálogo e o que vai na cabeça das personagens – não é um mangá tão fácil de ler. Eu falei que Black Bird era legal, um bom divertimento, mas não merecia o Shogakukan, no caso de Akuma to Love Song é o inverso, é um mangá desconcertante e que foge de muitos clichês, no entanto, ainda não foi premiado nem figura nos top 10 gerais, só nos de shoujo mangá.

Engraçado é que a sinopse não parece prometer muito, embora lance o mistério que persiste até, pelo menos, o volume #3, que é onde parei (*conexão maldita que não me deixa baixar volume #4*). Mas vamos lá: Kawai Maria foi expulsa de um colégio católico feminino de elite, o St. Katria (*suponho que quem transliterou possa ter feito errado e seja Santa Katharina*), assim tipo Maria-sama ga Miteru, e acaba tendo que se matricular na pior escola pública do distrito, chamada de Touzuka. Na ficha da menina, o motivo da expulsão é “violência contra uma professora”, mas não sabemos nada mais que isso. Maria é bonita (*não é kawai somente no nome*), tem olhos de menina má (*nada dos olhões típicos da heroína shoujo padrão*), e a capacidade (*alguns chamariam de maldição*) de ver através das máscaras da pessoa.

Pior, é que ela sempre fala a verdade, sem se preocupar com quem quer que seja, de forma direta e sem rodeios. Assim, tão logo se dissipa a forte impressão causada pela sua aparência, ela passa a ser odiada pelas meninas da turma e sofrer bullying inclusive do professor. Aliás, o professor de Akuma to Love Song já entrou na lista das minhas personagens mais odiadas de mangá, porque efetivamente gente como ele existe e causa dano considerável em muitas escolas por aí. Para todos ela passa a ser Maria, o demônio, que expõe tudo o que de pior você tem por dentro. E a imagem final de um dos capítulos, com Maria carregando o uniforme do St. Katria rasgado (*bullying*) sobre as costas, faz com que ele pareça asinhas de demônio.

O interessante é que mesmo sofrendo perseguição e trotes malignos, Maria mantém a cabeça erguida e vai em frente. Sem precisar de salvadores, sem se desmontar emocionalmente, sem derramar uma lágrima sequer. Ela parece em muitos momentos a anti-heroína dos shoujo padrão e, talvez, seja a protagonista shoujo mais interessante que eu vi desde a Tsukushi de Hana Yori Dango, ainda que elas sejam muito diferentes. O mistério fica por conta dos motivos da agressão à professora e sua expulsão. O que aconteceu e como? Por que Maria parece tão conformada com sua culpa? Por que a freira lhe deu o crucifixo quando ela foi expulsa? Por que disse que ela “corrompe as pessoas”? E a canção de Maria, que ela entoa em seus momentos de solidão/frustração/raiva, a tal “canção de amor” do título é o famoso hino protestante Amazing Grace, que já tocou em dezenas e dezenas de filmes (*como nos funerais de Spock em Jornada nas Estrelas – A Ira de Khan*). É um dos meus hinos favoritos, também. A parte que Maria cantou até agora é esta:
Amazing grace!/Graça Maravilhosa
How sweet the sound,/Como é doce a melodia
That saved a wretch like me!/Que salvou um desgraçado como eu!
I once was lost but now am found/Eu uma vez estive perdido mas agora fui encontrado
Was blind, but now I see./Era cego, mas agora eu vejo.
Não é bem uma canção de amor, mas é o suficiente para que Meguro Shin – o outsider da turma – caia de amores por ela. O rapaz faz o tipo calado e grosseiro, só é bom em inglês, gazeta todas as aulas possíveis, e, depois descobrimos, que ele tem um segredo escondido, ele toca piano. Ele não se torna todo amores com Maria, até porque ela também não é toda amores com ninguém, mas o que parece ser o romance dos dois se desenvolve de forma lenta e peculiar. Ele se coloca a favor dela sempre que necessário e, também, começa a se transformar. E, se não houver romance, pelo menos ambos se tornarão grandes amigos. E Maria acaba fazendo dois outros amigos: Kousaka Tomoyo e Yuusuke Kanda.

Kanda é o típico garoto bonitinho, o príncipe da turma, amigo de todos e conciliador. Só que o olhar destruidor de Maria expõe o grande medroso e conformista que ele é. Na verdade, Kanda quer agradar a todos/as e tem uma auto-estima muito baixa, por isso tenta parecer fofinho sempre. Engraçado é que quando Maria consegue fazer com que ele tenha uma explosão de raiva, ela finalmente, depois de esculhambar com ele várias vezes, lhe dá os parabéns. Já Kanda, desde o primeiro momento, tenta fazê-la se tornar parte da turma e ensiná-la a ser “adorável”. Maria tentando ser “adorável” é de assustar, mas ela se esforça...

Já Tomoyo era outra falsa e medrosa. Se fazia de burra, tirando sempre 28 em todos os testes, rindo das piadas sem graça, ajudando a perseguir Maria, na verdade, ela queria ela mesma fugir do bullying. Mas Maria diz claramente que não quer ser amiga de pessoas como Tomoyo. A moça termina parando para refletir e começa a mudar. O que não quer dizer que Maria vá ser um doce com ela. Aliás, Tomoyo, é quem tem os olhões de heroína de shoujo mangá, e parece boazinha, mas, no fundo, curte caveiras, metal pesado e só usa preto em casa, além de saber tudo sobre técnicas secretas de bullying. Enquanto isso, o demônio, Maria, é adepta dos fru-frus e das coisinhas fofas. Destaque para a cena do sapato com Meguro. Aliás, a autora desenha a menina sempre como lolita na abertura dos capítulos e ilustrações especiais. Maria é muito bonita mesmo e o traço do mangá é muito bom.

Voltando à menina, ela está em busca de redenção, mas se é para seguir a lógica do hino, ela não virá sem custo ou sofrimento. E a autora, Miyoshi Toumori, adora meter o dedo nas feridas e mostrar o pior do ser humano. Tudo, claro, em doses aceitáveis para a faixa etária do mangá e a revista no qual é publicado, a Margaret. Não se trata, de um Life, que fique bem claro, e Maria tem muita personalidade. Mas o que ela fez? Qual foi o seu pecado? Por que ela se sente tão suja e tem dificuldade em acreditar nas pessoas? Por que ela deseja tanto que acreditem nela? Aliás, ela decora o nome de todos na sala e os chama por nome e sobrenome para não esquecer. Isso é sintomático de que ela deseja ser parte do grupo, segundo as personagens.

E, que surpresa! Acontece em Akuma to Love Song algo que normalmente não ocorre nos mangás e me levam à loucura: quando uma personagem precisa de um abraço em mangá, normalmente ele não vem. E nem falo de abraço de namorados, falo do abraço de suporte, que no caso japonês é tão difícil por causa das questões culturais relacionadas ao contato físico. Em Akuma to Love Song ele acontece, causa constrangimento, mas está lá! No momento certo, na hora certa, para sedimentar a amizade do grupo. Isso eu não poderia deixar de citar. Foi inusitado e um dos momentos mais bonitos do mangá, e de muitos mangás que li até agora.


Enfim, Akuma to Love Song é um mangá muito bom. Talvez o melhor shoujo mangá “mais básico” que li nos últimos tempos. Não ofende a inteligência das leitoras; é pesado sem ser barra pesada; tem um romance lento, mas que não é enrolação; tem um mistério bem guardado; uma trama consistente e personagens carismáticas. E, mais que tudo, tem uma heroína forte, muito, muito forte e segura, ainda que queira, pela primeira vez na vida, ser aceita e fazer amigos. Engraçado é ver que a série ainda não foi licenciada pela VIZ... Engraçado mesmo, já que ela é, a meu ver, muito superior à outras que correram para lançar...

GOSTOU?

25 pessoas comentaram:

Desculpe, Valéria. Não é querendo parecer preguiçoso, mas já sendo... quando você escrever um texto longo demais, seria bom que você enfocasse logo nas primeiras linhas o assunto que você quer tratar ou as informações mais importantes. Já que o texto é longo, é bom que o leitor possa saber logo bem no comecinho sobre o quê vai ler.

No caso de "Akuma To Love Song", seria bom se você falasse logo do que se trata o mangá pra depois você começar a falar o que pensa a respeito dele.

Desculpe, eu sei que por eu não ter lido o texto todo, posso não ter moral pra criticar. Mas com esse tamanho e não sendo direto ao que interessa no começo, fica muito difícil de ler. Juro que tentei.

Fique com Deus!

Dos mangás com tema colegial de hoje em dia, este é um dos que ainda acompanho. Geralmente tenho certa dificuldade em ler temas relacionados ao bullying em mangás, porque o tempo todo os autores parecem assimilar que exagero de violência é maneira de conscientizar as pessoas (é claro que há exceções, e às vezes pegar pesado é necessário - nem sempre). No caso de Akuma to Love Song, a autora dá igual importância ao conflito real diário e ao conflito psicológico de cada personagem, o que é muito bom. Gostaria de ver o mangá licenciado este ano.

Jáder, sei que sua intenção é boa, e que você sempre freqüenta o meu blog, mas você chegou ao segundo parágrafo? Porque eu explico a história básica do mangá a partir dele. Ou seja, você realmente não leu nada, ou ainda está sob os efeitos etílicos do Ano Novo, talvez... Era desse texto mesmo que você queria falar? O que você quer dizer com "primeiras linhas"?

Segunda chance! Li o segundo paragráfo e o mangá parece interessante. Só o fiz porque sei quem escreveu ^^ Se fose de outro blog qualquer, não teria nem passado da metade do primeiro paragrafo (isso, claro, considerando o tamaaaaaaaaaaaanho do texto).

Mas que seria melhor falar do mangá logo no primeiro parágrafo, seria!

Excelente texto, eu simplesmente amo Akuma to Love Song e até estranhava o fato de não ter havido nenhuma resenha ou ao menos uma demonstração de atenção ao título (dado os gostos da autora do blog).
Parabéns!

- (É isso mesmo?), eu não tinha lido a série ainda. Omissão minha, sabe?

Amei! Akuma to Love Song é um ótimo mangá e só você pra conseguir traduzir em palavras todas as ótimas qualidades que ele tem.

E graças a Deus aqui não é Twitter! Textos longos existem!!

Incrivelmente, eu prefiro 'Black Bird' à 'Akuma To Love Song'... não sei se é por que a protagonista deste segundo mangá me irrita (e eu apenas li o primeiro volume, confesso),ou se é porque a história não me cativou. Mas que seja^^

E parabéns pelo o seu blog^^ Sou sua fã assídua e o visito diariamente, embore não comente muito :)

Que resenha interessante. Vou procurar ler este mangá, fiquei curiosíssimo. Poderia me dizer onde a encontrou para ler?

Uau! Lendo esta resenha eu chutaria que "Akuma to love song" é bem mais legal que "Life". Bullying é um tema mega atual e acontece com muitas pessoas (aconteceu comigo)e alguns dos mangás mais criativos dessa década que passou tem bullying como tema. Será que é pq esses mangakás estão falando de algo que realmente conhecem ao invés de escolherem temas que não entendem muito?

Estou baixando Akuma to Love Song via Mangatraders. Tem até o terceiro capítulo do volume 4. Como minha conexão está muito irregular aqui no Rio, só consegui pegar até o capítulo 1 até agora.

Sabe Pedro, eu não conseguiria dizer ainda que Akuma é melhor que Life. O segundo foca quase que exclusivamente no bullying e 'para uma faixa etária maior, tipo 16 anos e além, mais ou menos. Akuma, por vários fatores, inclusive uma violência menos explícita, pode ser lido por gente de 10 anos e por adultos, também. São materiais diferentes, mas como denúncia de bullying, Life é imbatível, eu diria. Bullying em Akuma é só um componente que move a ação ou transformação das persoangens.

Vou tentar prestar mais atenção em Lifee quero muito começar a baixar akuma to love song. Pelo o que eu entendi os dois tem ótimas visões sobre o assunto. São para pensar. Fora que só o tema já faz ser obrigatório para mim.

Óquei, eu quero ler isso! *ama protagonistas geniosas*

Faço coro com a Diana, ainda bem que isso aqui não é o twitter! Pior que ser preguiçoso é justificar a preguiça culpando os outros! =_=

Realmente, até o capitulo 4 achei muito interessante e diferente...
ate que fui procurar um raw, não sei ler em japonês(curiosa como sou), mas só de ver as "figuras" dos capítulos seguintes, fiquei meio decepcionada ...
Vi depois disto comentários de outras pessoas, que também expuseram sentimentos parecidos com os meus, de decepção, após lerem alguns capítulos seguintes.Mas espero que este manga não caia em clichês, porque realmente gostei dos primeiros capítulos.

emiviv, eu li até o início do volume #4. Ainda não me decepcionei nem um pouco. Há scanlations até o terceiro capítulo deste volume. Dê uma olhada. Eu ainda não li nada por aí que apontasspara decepção coletiva.

Agora preciso arranjar scanlations decentes de Switch Girl! para fazer uma review.

Eu já tinha baixado este mangá (RAW) até o vol. 6, mas ainda não tinha lido. Depois de ler essa sinopse, fiquei curiosa e peguei para ler. Li todos os volume e ainda baixei até o vol. 8 de tanta curiosidade.

Juliana, se vc só leu o primeiro volume, ainda não deu para entender como a protagonista é realmente. Eu adorei ela e todos os outros personagens. Todos são fantásticos.

E, meu deus! Achei uma leitura meio complexa no começo, até me acostumar com a leitura. Mas eu acho que tudo quanto é história que lida muito com o psicolégico desse jeito é meio complicado de entender e interpretar, pq cada um tem seu modo de ver as coisas.

Adorei o mangá e acho que vou acabar comprando o original para ter em mãos para poder ler. Fora que tb gostei muito do traço.

Karen, esse mergulho no psicológico também tornou minha leitura complicada. Em alguns momentos - e eu li pelas scanlations - eu não sabia quem estava pensando. pode ser dificuldade minha, sei lá. Mas o fato é que, até agora, estou gostando muito. É bom ver um material bem mainstream que consegue atrair e não subestima a inteligência de quem é adulto.

Valéria, não é dificuldade sua, não.
Realmente tem horas que não dá para saber quem está pensando se não ler até o fim dos pensamentos.
Não é sempre a mesma pessoa.

Tem horas que parece que tem um narrador que é a Maria, mas depois passa a ser uma outra pessoa dando seu parecer sobre o assunto. E se vc não presta atenção, não sabe direito quem está "falando".

Acho que esse é o único problema que vi até agora, mesmo não sendo exatamente um "problema". Acho mais que é um estilo de se escrever uma história.

Gostei, mas espero que a autora não prolongue demais a história. Já chega de mangás infinitos na minha coleção. Se bem que já teve bastante coisa esclarecida até o vol. 8.

O problema é a aparição de novos personagem para dar novos rumos à história. Espero que isso não faça a história se prolongar e acabar cansativa.

Curti a resenha, se tivesse tempo leria xD. Estou atolado de coisas para ler, a maioria em papel mesmo.

Não sei como não vi esse seu post! Bem tinha que comentar mesmo que atrasado, eu comecei a ler o mangá por curiosidade o título me chamo a atenção e evito ficar lendo mangas que não estejam completos pra não sofrer com a curiosidade! Sua descrição foi perfeita, todos os detalhes que fazem a diferença você citou! Junto com One Piece, Kimi ni todoke e kaichou maido-sama é um dos mangas que mais tem me divertido atualmente!

bemmm
vi que seu comentario foi longo e horrivel nao precisa falar os detalhes isso acaba dando preguiça de ler para nos eu vi que você se empolgou escrevendo mas nao empolgue de mais isso acaba em exagero mas no meu no meu comentario vou exagerar ate d mais..
Mais uma coisa quando se vai falar d animes nao use nosso cotidiano como bulying so fale tipo...
que todos as odeiam assim mais ou menos tipo '' nos otakus conhecemos o tato da palavra etc etc'' não é mesmo mais eu nao sou do tipo de pessoa que ver esses animeizinhos modinha como naruto,sakura card captor e fulmetal achymist seia como era o nome mais é claro que ja vimos e etc mas vamos parar de falar sobre otaku ja esta ficando entediante.
Entao. seu resumo foi mal feito enorme e horrivel. Mas agora vamos falar oq acho akuma to love e como achei este blogger vamos começar pelo mangá.Bem como conheci akuma to love foi pelo redisu um site que passa milhares de mangás amei o mangá lindo divino adorei a historia.
Agora vem como eu conheçi seu site foi graças ao akuma to love song achei que vc tinhas os links mas me enganei *pff* so tem resumo nisto agora vc pergunta pq nao estou no redisu ? nao é nao estou la pq akuma to love song esta em andamento e como uma viciada e anime e mangás e claro que procuraria um site que foi que achei o seu me decepcionei com ele ahh pode falar mal de mim pelas costas nao irei ligar pq nunca visitarei teu site novamente adeus sua troxa de mau resumo

Querido ou querida sopa de letrinhas (hghgfh), meu blog não é feito para preguiçosos, para "otakus" que não sabem ler, para "otakus" que não queriam aprender palavras novas ou aplicar conceitos que são utilizados internacionalmente (*bullying, por exemplo*).

Se não gostou do texto, não leia. E saiba que eu tenho certeza de que não está mal escrito, o leitor é que é deseinteressado, limitado e preguiçoso.

Existem muitos sites por aí que podem te dar links de onde encontrar scanlations. O meu tem. Mas procurar na barrinha de liniks deve dar trabalho.

Nenhum comentário seu será aprovado neste blog. Como disse, você, que não gosta/quer/sabe ler, não é meu público.

Esse foi um dos melhores textos sobre Akuma to Love Song que eu ja li e só vim mesmo dar os parabens. O manga ta no capitulo 35 atualmente e tem online no site http://www.onemanga.com/Akuma_to_Love_Song/ se tu tiver ainda com problemas para baixar só que é em ingles. abrs e parabens

Com certeza um dos melhores shoujo que li, parei no 91 estou aguardando a tradução nem que for em espanhol,.
Virei fã da Maria.

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