domingo, 31 de dezembro de 2017

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Guest Post: Comentando o primeiro trailer oficial do filme “Alita: Battle Angel”.


Havia prometido no fim de semana um guestpost sobre o trailer do filme de Alita, que estréia ano que vem, e mobilizou os fóruns de internet.  Eu não sou leitora do mangá, mas o autor do texto, meu marido, é fã da série há quase 20 anos.  Nossa filha é Júlia ALITA, por causa da personagem.

Enfim, aviso que não é um texto meu, mas ao publicá-lo, aceito as ponderações como válidas e que não estariam em conflito com a política do Shoujo Café. Não tenho condições de fazer grandes ponderações sobra Alita e o trailer, salvo uma: aqueles olhos ficaram bizarros.  Se você quiser marcar a singularidade dos robôs por meio de olhos horrorosos, marque de TODOS eles, não somente da protagonista.  Seguem o trailer e o guest post:


Antes de mais nada, tenham em mente que estou escrevendo pensando em especial naqueles que leram o mangá e assistiram ao anime em dois episódios lançado para vídeo (OVA – “original video animation” – animação original para vídeo) em 1993 e que, portanto, conhecem a estória. Também é necessário dizer que minhas opiniões não representam, necessariamente, as opiniões da criadora do blog Shoujo Café.

Esse filme tem sido alvo de especulações pelos fãs desde que se soube pela primeira vez, há uns quinze anos, que o aclamado cineasta James Cameron (Titanic, Avatar) comprou os direitos de filmagem do famoso mangá “Gunnm: Hyper Future Vision” da autoria de Yukito Kishiro, o qual começou a ser publicado em 1990 no Japão e, poucos anos depois, chegou aos Estados Unidos – onde teve o título mudado para “Battle Angel Alita” – e Europa. Portanto o mangá se tornou mais conhecido no ocidente pelo título americano. 

O título original “Gunnm”, segundo o autor, é uma contração de 銃夢 “gunm dream” (“o sonho da arma” ou “sonhando com armas” – ignoro qual seja a melhor tradução). Em especial o nome da personagem principal foi mudado de “Gally” para “Alita”. Para mim, que comecei a ler o mangá lá pelo final de 1998, o título e nomes americanos são mais familiares e, portanto, preferidos, embora atualmente esse tipo de deturpação não seja mais tolerado pelos fãs. É obrigatório comentar também que o mangá foi lançado no Brasil há uns dez anos pela Editora JBC (originalmente com o título e nomes japoneses) e agora está sendo relançado pela mesma editora, em formato muito melhor, porém desta vez com o título americano, para oportunamente capitalizar a publicidade e interesse criados pelo filme, o qual tem data de lançamento para julho de 2018.

Cameron planejava de fato produzir e dirigir o filme, porém, após o sucesso bombástico de Avatar, ele resolveu se dedicar exclusivamente à essa franquia e os planos para o filme de Alita foram engavetados. O projeto somente foi retomado porque o diretor Robert Rodriguez se propôs a fazer o filme, tendo por base o roteiro já escrito por Cameron, portanto meus comentários fazem principalmente um contraponto à entrevista de Rodriguez, disponível aqui.

Assistindo ao trailer, a primeira coisa que nos “salta aos olhos” são justamente os olhos da personagem título. O trailer se inicia com um “close up” do rosto de Alita despertando e abrindo seus olhos assustadoramente grandes. 


 São esses olhos o motivo da celeuma entre os fãs em qualquer lugar onde o trailer é assunto. Neste vídeo do Youtube temos outra entrevista com Rodriguez, desta vez na CCXP 2017, ele esclarece o motivo da escolha:


Rodriguez se concentra apenas nos olhos como a marca distintiva dos animes de uma maneira geral, ele volta no tempo até Astroboy (original de 1963 com remake em 2003). Sim, eles o são, e uma vez que você se acostuma com eles, você os considera muito naturais. No entanto, é evidente (pelo menos para mim) que o que parece ser bom nas páginas de um mangá ou em um anime é bizarro com "pessoas reais". Rodriguez acha que é muito inovador porque nunca isso jamais foi feito antes numa adaptação de anime para o cinema “live action”. Todos as personagens femininas (as jovens na verdade) têm esses olhos, portanto eles não são um privilégio de Alita. Rodriguez toca a superfície do lago, mas é incapaz de mergulhar nele. Creio que assistiu aos dois OVAs e, na melhor das hipóteses, folheou primeiros volumes do mangá. Na entrevista, é apenas o produtor Jon Landau que menciona o mangá de Kishiro, Rodriguez não tem familiaridade com ele.

Os olhos anormalmente grandes, jogam a personagem interpretada por Rosa Salazar no fundo do “vale da estranheza” e o resultado pouco, ou nada mesmo, se assemelha ao rosto da atriz.



As adaptações Hollywoodianas de mangás e animes são invariavelmente medíocres. Entrega-se uma obra prima do mangá nas mãos de alguns “hotshots” de Hollywood e eles o transformarão numa merda, tal foi o caso do recente Ghost in The Shell e outros como Speed Racer ou Dragonball, tão ruins que todos preferem esquecer. Rodriguez pensa, do fundo de sua ignorância, que a essência da personagem Alita são seus olhos – ele não poderia estar mais errado. 



O que faz o leitor se identificar com Alita é a sua origem misteriosa e comovente: uma garota literalmente encontrada no lixo, cujo corpo é todo artificial e que não tem memórias de sua vida anterior. Some-se a isso o fato de ela dominar, sem saber como, uma antiga arte marcial conhecida como “panzer kunst” (punho blindado) desenvolvida em Marte duzentos anos antes do início da estória. O “panzer kunst” foi a primeira arte marcial desenvolvida especialmente para o combate entre ciborgues e que se supunha extinta até o aparecimento de Alita. Caso eu, ou qualquer outro fã do mangá, encontrasse a imagem abaixo enquanto navegava ao acaso pela internet e desconhecendo o trailer, jamais diria: “Esta é Alita!” – Quem disser o contrário, mente.


Em minha opinião, isto não passa de um “photoshop” mal feito com um aplicativo de celular!

Ao longo do mangá, por várias vezes o autor, Yukito Kishiro, menciona que o traço facial mais marcante de Alita são seus “octopus lips” (lábios de polvo). Tal como os olhos, creio que essa característica não ficaria bem numa representação mais realista.


Nem tudo é ruim na composição da personagem, seus braços ficaram muito bons, porém, no mangá, Alita usa aqueles braços decorados por muito pouco tempo, pois eles foram retirados do corpo de uma prostituta assassinada por um serial killer e são inadequados para o combate. De fato, todo o primeiro corpo que Daisuke Ido monta para ela, à duras penas, é muito fraco e logo se despedaça num combate contra um inimigo poderoso. Assim sendo, contra sua própria vontade inicial, Ido dará para Alita um corpo ciborgue retirado de um guerreiro berserker morto. Esse corpo berserker é, em si próprio quase uma personagem dentro da trama, pois trará vários desdobramentos importantes ao longo do mangá. Inicialmente, é graças a tal corpo que Alita pode despertar todo o seu potencial como guerreira que é herança de sua de sua vida passada da qual não consegue se lembrar.




Falando em Ido, eles escolheram um ator muito velho para interpretá-lo. Eu imagino a idade de Ido entre 28 e 34 anos no máximo. Christoph Waltz tem 61 anos, caramba! Ido estava reconstruindo Alita para ser sua amada, quando percebeu que não poderia tê-la como tal, ele se conformou com o papel do pai. Os braços decorados eram apenas parte da fantasia ao estilo Pigmaleão e Galatea de Ido.

Outra escolha ruim é a criação de uma personagem que não existe no mangá e nem nos OVAs, a enfermeira Gerhad (Idara Victor) a qual é posta no lugar de Gonzu, amigo e assistente eventual de Ido. Idara Victor aparentemente foi escolhida apenas para cumprir quotas de representatividade, o que não seria necessário, pois o mangá possui uma boa quantidade de personagens negras e também mulheres, como é o caso de Zafal Takié ou Shumira.


Mahershala Ali, apenas com aparência, é uma boa escolha para interpretar Vector, uma personagem menor que tem pouca contribuição para o amadurecimento da Alita. No entanto Rodriguez opta por mesclar esta pesonagem com Desty Nova, outro erro enorme! Vector é apenas um gangster médio, um chefe do submundo, o qual pouco aparece no mangá. Desty Nova, por sua vez, é um cientista expulso de Tiphares/Zalem por usar seres humanos em pesquisas proibidas. Nova é um agente do caos, uma personagem cujo caráter e papel é semelhante ao de Loki ou Exu. Ele não se dedica ao bem, porém não é completamente perverso. Nova não está interessado em conquista, poder ou dinheiro; ele escolhe pessoas que pensa serem boas cobaias e interfere em suas vidas, é um pregador de peças em sua essência. Nova tem um papel importante no amadurecimento de Alita, indiretamente no início, como o criador de Makaku e Jashugan e, mais tarde, “brincando” diretamente com ela. Nova não aparece nos OVAs, enquanto neles Vector tem um papel maior, fato que somente reforça a impressão de que são estes a fonte maior de inspiração e não o mangá, como seria correto.

Chiren (Jennifer Connelly) é outra inclusão ruim, já que ela é uma personagem apenas dos OVAs. Ela é uma cidadã de expulsa de Tiphares (tal como Nova e Ido) que desejava retornar para a cidade utópica. Ela recorre a Vector para tentar voltar e tudo o que consegue é ser morta e desmembrada por ele, pois, em seu variado ramo de atividades, Vector controla o envio de órgãos humanos para Tiphares, a única e perversa maneira ao seu alcance de cumprir o desejo de Chiren.

A única escalação que me agradou foi Ed Skrein no papel de Zapan, o qual interpretou muito bem o vilão Ajax/Francis no filme Deadpool. No entanto é bem possível que ele apareça pouco durante o filme, dada a grande quantidade de personagens e situação que Rodriguez pretende incluir na trama. 

Keean Johnson, no papel de Hugo, é apenas o garoto bonito para ser o interesse romântico de Alita. Penso que ele seja excessivamente bonito e limpo para interpretar Hugo, pois a personagem é originalmente um garoto de rua, um órfão que rouba espinhas de ciborgues para revendê-las. Isto o coloca na lista de criminosos a serem procurados pelos guerreiros caçadores (Alita é um deles).

Grewishka (Jackie Earle Haley) – outra personagem dos OVAs – Ele está preenchendo o lugar de Makaku como nosso costumeiro monstro sem cérebro. Muito provavelmente não terá a mesma profundidade e importância, pois Makaku é o primeiro grande “chefe” que Alita enfrenta. Em realidade Makaku é uma alma torturada. Depois de derrotá-lo, Alita pôde ver que ele era apenas outra vítima de uma sociedade implacável e derrama lágrimas por ele.

Scrapyard, a “cidade da sucata”, que vive sob a sombra da majestosa Tiphares/Zalem e se alimenta de seu lixo, seria melhor descrita como uma “favela cyberpunk”. Sua população é predominantemente de ciborgues e pessoas com corpo completamente humano como Ido e Gonzu são minoria. É um lugar sujo e perigoso onde a regra geral é “cada um por si”. Não existe polícia, todos os criminosos são punidos com a morte e os guerreiros caçadores implacáveis são enviados atrás destes. Os flashes da cidade que aparecem no trailer mostram um ambiente muito claro e limpo, habitado por pessoas em sua maioria normais. Scrapyard deveria se assemelhar à cidade onde se passa a ação no cult movie Blade Runner (o original).

Vi vários comentários criticando a música  eu mal a notei, dada a quantidade de coisas erradas que se passavam diante de meus olhos. Ouvindo-a novamente, posso dizer que não me parece particularmente ruim, porém é um aspecto de somenos importância neste primeiro trailer.

Por fim, concluo que esse filme será um fracasso, tanto de público quanto de crítica. Para consertar os erros gritantes evidentes, o filme teria que ser completamente reformulado. Caso, por conta da repercussão negativa, tenham o bom senso de pelo menos colocar olhos normais em Alita, eu me arriscarei a ir ao cinema assistir. Não desejo de forma alguma que meu mangá favorito seja profanado por memórias ruins e o que ví até agora já me desagrada profundamente.

Trailer do novo filme do diretor de Ookami Kodomo no Ame to Yuki é muito fofo


Mamoru Hosoda acumula filmes de sucesso e qualidade em sua carreira: Ookami Kodomo no Ame to Yuki (おおかみこどもの雨と雪), Toki o Kakeru Shoujo (時をかける少女), Summer Wars (サマーウォーズ) etc.  Seu novo filme, Mirai no Mirai ( 未来のミライ), estréia somente em meados de 2018, mas o primeiro teaser já saiu e o Comic Natalie.  Uma menina de 4 anos recebe a visita de sua irmã no futuro.  Sinceramente?  Eu acho que é ela mesma. O trailer está aí embaixo:

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Coletânea BL de Chiho Saito já tem data para sair


Comentei dias atrás sobre o livro Hatsu BL Book (初BL BOOK), uma coletânea de ilustrações e pequenos mangás BL de Chiho Saito, conhecida no Brasil por ser a autora (*uma das criadoras, na verdade*) de Shoujo Kakumei Utena (少女革命ウテナ), para a revista  BeXBoy e/ou BeXBoy GOLD.  Enfim, a informação extra que o Comic Natalie trouxe foi que o lançamento será em 9 de fevereiro e que as historinhas curtas giram, principalmente, em torno da família imperial japonesa durante a Era Heian e em torno da casa imperial da Rússia.  Só lembrando, ela fez um mangá sobre a Era Heian, Torikae Baya (とりかえ・ばや), e mais de um mangá sobre a Rússia imperial no século XIX, exemplo maior Bronze no Tanshi (ブロンズの天使).

Nijiiro Days ganha seu primeiro teaser-trailer


Nijiiro Days  (虹色デイズ), de Mizuno Minami, foi publicado na revista Betsuma entre 2012 e 2017, e tem 15 volumes.  Como era um dos sucessos da revista e um shoujo que vendia bem, teve uma série animada em 2016.  A série original tinha quatro meninos como protagonistas.  Eles são da mesma turma, não pertencem a nenhum clube e só querem se divertir juntos.  Só que um dos garotos, Natsuki, é um romântico incurável e está apaixonado por uma menina chamada Anna.  Só que seus três amigos vivem se metendo e atrapalhando a relação dos dois.  O filme foi anunciado, já tem site oficial, e o primeiro trailer está aí embaixo:

Todas as homenagens à Kimi ni Todoke


Kimi ni Todoke  (君に届け) chegou ao final na edição da Betsuma de 13 de novembro.  Como havia comentado, vários mangá-kas deixaram a sua homenagem: Aya Nakahara (Please Love Me !), Masami Nagata (Renai Catalog), Ao Mimori (B.O.D.Y), Mika Yamamori (Daytime Shooting Star), Kazune Kawahara (So Charming!), Io Sakisaka (Love, Be Loved Leave, Be Left), Kana Watanabe (Kimi to Wonderland), Akira Ozaki (Fushigi no Kuni no Arisugawa-san), Minami Mizuno (Rainbow Days), Momoko Koda (Sensei Kunshu), Aruko (Mon Histoire), Amu Meguro (Honey), Ayuko Hatta (Wolf Girl & Black Prince), Touko Minami (ReRe Hello), Yuki Andou (Machida-kun no Sekai), Osamu Akimoto (Kochi Kame), Gôshô Aoyama (Detective Conan), Hirohiko Araki (Jojolion), Sui Ishida (Tokyo Ghoul:RE), Ryou Ikuemi (Principal), Fusako Kuramochi (Simple comme l’Amour), Yuki Suetsugu (Chihayafuru), Yumi Tamura (7 Seeds), Kanae Hazuki (Say I Love You), Satoru Hiura (Hotaru no Hikari), Naoko Matsuda (Juuhan Shuttai!), Mari Fujimura (Kyou ha Kaisha Yasumimasu) e Mitsuba Takahashi (Sumika Sumire). O site Manga Mag fez a gentileza de postar os scans.  
Osamu Akimoto
Goushou Aoyama

Hirohiko Araki
Sui Ishida
Ryou Ikuemi
Fusako Kuramochi
Yuki Suetsugu
Yumi Tamura
Kanae Hazuki
Satoru Hiura
Nanako Matsuda
Mari Fujimura
Mitsuba Takanashi
Aya Nakahara
Masami Nagata
Ao Mimori
Mika Yamamori
Kazune Kawahara
Io Sakisaka
Touko Minami
Aruko
Akira Ozaki
Momoko Kouda
Ayuko Hatta
Minami Mizuno
Amu Meguro
Kana Watanabe
Yuki Andou

Meus agradecimentos ao maravilhoso site francês, porque consegui matar a minha curiosidade. No Brasil, Kimi ni Todoke é publicado pela Panini.

River's Edge, baseado em mangá de Kyoko Okazaki, ganha trailer e data de estréia


River's Edge (リバーズ エッジ) foi publicado entre 1993-94 e conta a história da amizade entre dois adolescentes.  Haruna Wakagusa um dia salva Ichirou Yamada de um bully que, por acaso, tinha sido namorado da garota.  Yamada é perseguido por ser gay.  Os dois se tornam amigos e, um dia, vêem um cadáver na beira do rio, daí o título do mangá e decidem guardar segredo a respeito do que sabem.   O mangá, que é volume único, teve três edições no Japão até o momento, a original, em 2000 (*foi publicado na extinta revista de moda CUTiE entre 1993-94*), em 2008 e 2015.  


O Comic Natalie (*vi primeiro no ANN*) publicou o novo trailer (*antes tínhamos um teaser*) com a data de estréia do filme: 16 de fevereiro.  O filme tem como protagonistas Fumi Nikaidō (Himizu, Inuyashiki, Wolf Girl & Black Prince) como Haruna Wakagusa e Ryō Yoshizawa (Kamen Rider Fourze, Gintama, Tomodachi Game) no papel de Ichirō Yamada.  Ela foi atropelada por um motorista bêbado em 1996 e está em reabilitação até hoje.  Para vocês verem o quanto as lesões foram terríveis.  Uma das obras da autora, Helter Skelter (ヘルタースケルター), foi publicado no Brasil pela Newpop.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Web Mangá dá voz à cultura Ainu


O Povo Ainu é um dos povos indígenas que habitam o Japão (Hokaido), ilhas Curilas e Sacalina (Rússia).  Durante muito tempo, suas práticas tradicionais foram reprimidas pelo governo japonês, assim como a sua língua.  Com as reformas da Era Meiji, muitos ainu, hoje, nem conhecem suas origens e se mesclaram ao restante do povo japonês. Eles são oficialmente 25 mil, mas seu número real pode chegar a 200 mil.  Enfim, o Comic Natalie trouxe informações sobre um web mangá chamado Akorokotan (アコロコタン), publicado em uma das revistas on line da editora Futabasha.  e transliterei direito o nome do autor, ele se chama Narita Hidetoshi é um especialista em língua e cultura Ainu, com mais de 30 anos de estudos.  Sua idéia é desenhar o povo Ainu de uma forma nunca feita antes.