domingo, 31 de dezembro de 2017

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Kodaike no Hitobito terá capítulo especial em dezembro



Kodaike no Hitobito (高台家の人々) foi mais um mangá bem-sucedido de Kozueko Morimoto, que parece que não erra nunca e sempre tem suas séries adaptadas para filme, dorama ou anime.  Enfim, segundo o ANN, um capítulo especial da série sairá na revista You, no dia 15 de dezembro.  Provavelmente, será da autora a capa da revista.  

Kodaike no Hitobito tem como protagonista Kie Hirano, uma OL  (*office-lady*) de 30 anos e ainda solteira.  Ela tem muita imaginação e, um dia, termina por descobrir que, Mitsumasa Koudai, um colega de trabalho tem poderes telepáticos.  O rapaz é, também, muito atraente, e os dois iniciam um relacionamento.  Parece que ele se diverte lendo a mente um tanto exagerada da moça.  Por exemplo, quando ela conhece os irmãos do noivo, imagina que eles são, na verdade, membros de um clã de vampiros.  No entanto, a mãe do rapaz, Yuuko, não vê com bons olhos a nora e acredita que ela não tem condições de casar com sue filho.  Já a matriarca da família, a avó do rapaz, cai de amores por Kie e decide que irá transformá-la em uma dama e possibilitar sua aceitação pela família.  


Kodaike no Hitobito chegou ao seu final com seis volumes e seu último capítulo foi publicado em março.  Um capítulo extra (*gaiden*) foi lançado em abril.  Agora, temos mais um especial da série.  Kodaike no Hitobito teve um filme para o cinema que estreou em 2016.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Ranking da Oricon (*Vários de uma vez*)


Achava que tinha três rankings da Oricon atrasados e quando fui me organizar, vi que já eram cinco!  Como o tempo passou assim tão rápido?  O último ranking que postei foi em 5 de outubro... Enfim, agora está tudo aí, até o último, que saiu ontem.  Aliás, na última semana, somente um shoujo, Akagami no Shirayukihime, o volume já estava na semana passada e duas vezes, porque emplacou a sua edição limitada.  Segue os rankings das últimas semanas, todos os shoujo, josei e BL.  Infelizmente, não dá para comentar cada um deles, várias séries importantes terminando, não esperava que a coisa tivesse se acumulado tanto.  

06-12/11
15. Akagami no Shirayukihime #18


30/10-05/11
13. Akagami no Shirayukihime #18
21. Akagami no Shirayukihime #18 Edição Limitada
25. Skip Beat! #41
28. Coffee & Vanilla #7



23-29/10
5. Skip Beat! #41
8. Coffee & Vanilla #7
12. Suteki na Kareshi #5
16. Life so Happy #2
19. Ani ni Ai Saresugite Komattemasu #8
23. Kirameki no Lion Boy #4
24. Queen's Quality #5
25. Chocolate Vampire #4
29. Haru Matsu Bokura #8
30. Machida-kun no Sekai #6


16-22/10
6. Skip Beat! #41
11. Haru Matsu Bokura #8
13. L ♥ DK #24
20. Life so Happy #2
27. Ao-Natsu  #8


09-15/10
5. Love Phantom #6
6. Haru Matsu Bokura #8
10. L ♥ DK #24
11. Ookami Heika no Hanayome #17
12. Gakuen Babysitters #15
18. Hidoku Shinai de #7
21. Hatsukoi no Sekai #3
28. Ao-Natsu #8


02-08/10
9. Ookami Heika no Hanayome #17
12. Gakuen Babysitters #15
24. Uramichi Oniisan #1
27. Card Captor Sakura Clear Card Hen #3

Seven Seas anuncia Claudine...! nos EUA e Algumas considerações sobre as protagonistas de Riyoko Ikeda


A editora norte-americana Seven Seas anunciou que irá lançar Claudine...! (クローディーヌ...!) ano que vem.  Segundo a notícia, o encadernado estará disponível em 26 de junho pelo preço de U$13.99.  Tudo bem, espero que saia mesmo.  Estou até hoje esperando que a Udon publique A Rosa de Versalhes  (ベルサイユのばら) nos EUA.  Editoras diferentes, eu sei, mas há coisas que só acredito quando o volume estiver em minhas mãos.  E se e quando sair Claudine, eu compro.

Claudine...! (クローディーヌ...!) é um mangá one shot de 1978 feito por Riyoko Ikeda, um  extremamente revolucionário.  Trata-se da história de uma garota, a Claudine do título, que afirma ser um garoto, tem seu desejo alimentado pelo pai, enquanto é confrontada pela mãe que contrata um psiquiatra (*o narrador da história*) para "ajudá-la" a se encontrar. Claudine acaba levando sua vida em uma busca constante por aceitação, ela deseja ser vista como um homem e termina passando por várias relações amorosas frustradas até que tudo culmina em tragédia.  Normal, os grandes mangás de Ikeda nos anos 1970 são trágicos.  "Ah, mas Riyoko Ikeda fez o mesmo tipo de personagem várias vezes!".  Não, Claudine não é simplesmente a moça travestida, uma garota-príncipe, ela é um homem trans e sua identidade de gênero caminha junto com sua orientação sexual, ela deseja mulheres.  
Oscar François de Jarjayes.
Riyoko Ikeda criou nos anos 1970 quatro personagens que flertam com os papéis de gênero masculinos de alguma forma, mas elas não são a mesma coisa.  A primeira e a mais lembrada das personagens de Ikeda é Oscar (Rosa de Versalhes, 1972), uma moça nobre que foi educada pelo pai como um homem, assumindo papéis masculinos diante da sociedade.  Oscar gosta desse "lugar de homem" que ocupa, mas sua orientação sexual é absolutamente heterossexual (*dentro dos padrões dos mangás shoujo da época*).  Oscar até lamenta em um dado momento não ser um homem para poder retribuir os sentimentos que uma outra personagem feminina do mangá (Rosalie) alimenta por ela.  Mas é uma cena, boa parte do tempo, Oscar está envolvida romanticamente com algum homem, primeiro, Fersen, seu amor impossível, depois, André, seu companheiro de infância que sempre a amou em segredo.
Saint-Just.
Rei/Saint Just (Onisama E..., 1975) se veste com roupas masculinas estilizadas (*ela é mais um otokoyaku do Teatro Takarazuka*), assume papéis masculinos na escola feminina que frequenta e é lésbica, seu relacionamento com a protagonista da série, Nanako, é um dos eixos centrais da história, ainda que o grande amor de Rei não seja bem a menina... A tragédia, nesse caso, tem a ver com esse segredo doído guardado pela moça e que é um spoiler grande demais para relatar.  No mesmo mangá, temos outra garota-príncipe, Kaoru, melhor amiga de Rei e seu ponto de apoio em suas crises de depressão.  Kaoru - chamada pelas meninas da escola de Príncipe (Kaoru-no-Kimi) - é muito parecida com Oscar, assume papéis que são vistos como masculinos, mas é heterossexual.  E, no final da história, termina se casando.
Julia/Julius.
E, por fim, temos Julia/Julius (Orpheus no Mado, 1975), que é obrigada pela mãe a fingir ser um garoto, o filho que o pai nunca teve.  A mãe da protagonista usa a criança tão desejada para deixar de ser amante e se tornar esposa, o pai de Julia não teria problemas em rejeitar uma menina, afinal, já tinha duas, mas o filho que tanto desejava merecia toda a proteção do mundo.  Agora, se dependesse de Julia, ela usaria vestidos lindos e seria a mocinha mais convencional possível, entregando-se ao amor de Klaus, seu colega de colégio interno.  A protagonista odeia estar na posição que está, enganar a todos, ser fiadora do segredo da mãe, uma mulher de origens humildes, e isso (*e muito mais coisas*) acaba tendo impacto sobre a saúde mental da personagem.  Tragédia!  Tragédia!  Tragédia!

Um dos quadros de Claudine.
E temos Claudine (1978), que não questiona somente papéis de gênero, que não é apenas (*não que seja fácil isso aqui*) lésbica, ela questiona sua identidade de gênero, ela não se vê como mulher, ela não é cis, ela é trans.  Ninguém tinha discutido a questão antes nos mangás, que eu saiba, e Ikeda o faz de forma densa, elegante e sofrida.  E, bem, é um mangá curto, tem scanlations faz muitos anos, acredito que até em português.  E não é josei, é shoujo.  Saiu na Margaret mesmo. A seven Seas também anunciou outro clássico, o mangá de Yamato (宇宙戦艦ヤマト), de Leiji Matsumoto.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Primeiro teaser-trailer do filme de Tonari no Kaibutsu-kun


Em maio foi anunciado que Tonari no Kaibutsu-kun (となりの怪物くん), da mangá-ka Robico, iria virar anime.  Enfim, data de estréia é 27 de abril e o primeiro teaser-trailer foi postado no ANN.  A série original tem como protagonista a jovem Mizutani, uma garota aplicada nos estudos e que só pensa em tirar boas notas.  Ela é vista como antissocial pelos colegas.  Um dia, seu caminho se cruza com Haru, um rapaz que é capaz de alternar doçura e violência e foi suspenso no primeiro dia de aula.  Mizutani é escalada para levar os deveres de casa para o garoto enquanto ele está fora e Haru interpreta isso como amizade para desgosto da moça.


Tonari no Kaibutsu-kun teve mangá na revista Dessert publicado entre 2008-2013 e contou com 13 volumes encadernados.  Um anime foi lançado em 2012 e, logo no início, causou algum furor - pró e contra - por conter aquela cena clichê do mocinho dizendo para a menina "eu poderia estuprar você (*se eu quisesse*)".  Mas, no geral, é uma série divertida e inócua.  Vamos ver como fica o filme.  Masaki Suda será Haru Yoshida e Tao Tsuchiya será Shizuku Mizutani.  Não me surpreenderia se antes do filme tivéssemos capítulo extra do mangá e relançamento do anime no Japão.

Quais os animes que tem as melhores transformações? Os japoneses escolheram.


Passando pelo Sankaku Complex (*NSFW/+18*), vi que eles publicaram uma pesquisa feita pelo site japonês Anime DMKT para saber quais as melhores cenas de transformação dos animes.  Não achei quantos votaram, ou como foi feita a votação, não é um site que eu conheça, esse Anime DMKT, agora, como há boa representatividade dos shoujo e as listas parecem coerentes, decidi postar.  Segue:

MULHERES
1. Binan Koukou Chikyuu Bouei-bu Love! (美男高校地球防衛部LOVE!)
2. Sailor Moon (美少女戦士セーラームーン)
3. Ao no Exorcist (青の祓魔師)
4. Kill la Kill (キルラキル)
5. Macross Delta (マクロスΔ)
6. World Trigger (ワールドトリガー)
7. Card Captor Sakura (カードキャプターさくら)
8. Kamigami no Asobi (神々の悪戯(あそび))
9. Shingeki no Kyojin (進撃の巨人)
10. Ayakashi – Samurai Horror Stories (怪~ayakashi~)

HOMENS
1. Kill la Kill (キルラキル)
2. Yuuki Yuna wa Yuusha de Aru (結城友奈は勇者である)
3. Accel World (アクセル・ワールド)
4. Mahou Shoujo Lyrical Nanoha (魔法少女リリカルなのは)
5. Mobile Suit Gundam Unicorn RE:0096 (機動戦士ガンダムユニコーン RE:0096)
6. Overlord (オーバーロード)
7. Flip Flappers (フリップフラッパーズ)
8. Senki Zesshou Symphogear (戦姫絶唱シンフォギア)
9. Sword Art Online (ソードアート・オンライン)
10. Fate/kaleid liner PrismaIllya (Fate/kaleid liner プリズマ☆イリヤ ツヴァイ ヘルツ!)


Marquei Kill la Kill, porque é a única série que aparece em ambas as listas.  Curioso não ver nenhum shoujo anime na lista masculina, não ver Precure em nenhum lugar.  Também é curioso ver Sailor Moon derrotada pelo pioneiro mahou shounen,  Binan Koukou Chikyuu Bouei-bu Love!.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Comentando Thor: Ragnarok (2017)



Semana atrasada (*já se passou um tempão*), nem lembro mais o dia, assisti Thor: Ragnarok, 3D e legendado.  Por vários motivos, fui adiando a resenha e nem sei mais se os detalhes ainda estão na minha cabeça.  Este aliás é um ponto chave para analisar o filme, ele é legal, mas é esquecível, isto é, daqui a pouco, só me lembrarei em linhas gerais do que aconteceu na trama.  Se não o vejo como  decepcionante,  pode até ser visto como melhor que o primeiro filme do herói, este último Thor é como uma paródia dos filmes anteriores do Deus do Trovão.  O tom do filme é de comédia e Chris Hemsworth parece ter tomado gosto pela coisa e sabe fazer a gente rir.  Então, parecia outro Thor e, bem, eu não tenho o que reclamar.  O filme é bem superior ao segundo filme do herói.

O filme Thor: Ragnarok se inicia dois anos depois do segundo filme dos Vingadores. Enquanto o deus do trovão enfrente Surtur, uma criatura superpoderosa que quer destruir Asgard, é informado pelo mesmo do desaparecimento de Odin (Anthony Hopkins, em participação discreta).  Vencedor, Thor retorna para seu reino e percebe que as coisas não estão muito no lugar, Heimdall (Idris Elba) foi substituído pelo fanfarrão Skurge (Karl Urban) e Loki (Tom Hiddleston), o irmão problemático de Thor, finge ser Odin.  Desmascarado, Loki segue com o irmão para a Terra em busca do pai e com a ajuda do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) reencontram o senhor de Asgard para logo depois perdê-lo com a chegada de Hela (Cate Blanchett), a filha primogênita de Odin  e encarcerada por ele no Hell.

Thor e Loki em "roupas civis" em busca de Odin na Terra.
Hela é muito poderosa e termina por dominar Asgard aterrorizando seus moradores.  Já Loki e Thor terminam atirados em um planeta distante e caem presa do Grandmaster (Jeff Goldblum), um ser superpoderoso e insano que se delicia em brincar com formas de vida inferiores.  Ele tem um campeão, que Thor logo descobre ser Hulk (Mark Ruffalo), que havia desaparecido depois da batalha em Sokovia.  Thor, então, tenta fazer com que Hulk retome a razão e volte a se transformar em Bruce Banner, além de tentar convencer uma mercenária (Tessa Thompson), a ajudá-lo na fuga para Asgard.  Thor termina por descobrir que a moça é uma valquíria, entidades asgardianas que foram massacradas por Hela na batalha que a aprisionou.  Apesar dos obstáculos, uma equipe é formada e eles retornam para Asgard com o objetivo de evitar o Ragnarok, que destruiria a tudo e todos.

Como coloquei no primeiro parágrafo, Thor: Ragnarok é um filme divertido.  Ágil, boa parte do tempo, carregado de personagens simpáticas, o próprio Thor, Loki, Hulk/Banner, Heimdall, Valquíria (Tessa Thompson), o Grandmaster etc.  A participação de Benedict Cumberbatch é uma delícia de se ver  (*sou fã do ator, aviso*) e Thor causa vários danos à mansão do herói.  É um filme leve, também.  Um bom filme de herói?  Sim e não. Se as pessoas quiserem um pouco mais de densidade, encontrarão pouco disso nesse novo Thor.  É um filme que não se leva a sério, o que é bom, em certo sentido, mas, talvez, um pouco mais de tensão e menos humor fizesse diferença em alguns momentos do filme, talvez...  De qualquer forma, esse Thor dirigido por Taika Waititi me agradou mais do que Guerra Civil e Doutor Estranho, mas ficou longe da simpatia do novo Homem Aranha.

Hulk por dois anos desaparecido,
tornou-se um guerreiro do Grandmaster.
Thor: Ragnarok é um filme colorido, uma comédia de ação, e explora ao máximo Hemsworth- Ruffalo-Hiddleston.  Idris Elba tem seus momentos, assim como Karl Urban, mas são os três que seguram o filme.  Eles se articulam muito bem, os diálogos, as caras e bocas, tudo é muito divertido.  Agora, em nenhum momento se perde de vista que Thor é o protagonista.  É diferente do que fizeram em Guerra Civil com o Capitão América, que não teve sua trilogia fechada de forma digna.  Sim, Guerra Civil é um filme dos Vingadores.  Já Thor: Ragnarok é generoso com Hulk – que se destaca bastante – e com Bruce Banner sem transformá-lo em protagonista.  Hulk tem histórias por contar, talvez até envolvendo o Grandmaster, quem sabe?  Jeff Goldblum estava divertidíssimo, será que aparecerá de novo?

Falando das personagens femininas do filme, o grande destaque vai para Hela.  Não sei como ela é apresentada nos quadrinhos de Thor, mas a Hela da mitologia nórdica era filha de Loki, não de Odin.  O filme apresentou um passado obscuro de Odin, um que seus próprios filhos desconheciam.  Normal, não vejo como problema, é ficção, os deuses da Marvel são extraterrestres e tudo mais.  O problema de Hela é ser poderosa demais.  Virtualmente, indestrutível, independentemente de qualquer evolução que a Thor possa ter.  Um dos focos do filme é o crescimento do protagonista, a descoberta de sua verdadeira força para além do Mjölnir. Não darei maiores spoilers, mas o Thor que começa o filme, não é o mesmo que termina.  Voltando para Hela, Cate Blanchett estava bem à vontade no papel.

O Grandmaster com sua Guarda-Costas e Valquíria.
Outra personagem feminina de destaque é a Valquíria de Tessa Thompson, uma mercenária que captura seres vindos de outros mundos para lutarem nas arenas do Grandmaster.  Ela tem menos cenas de humor que Thor e Loki e mais cenas de ação, por assim dizer.  O filme foi bem competente em apresentar de forma rápida e objetiva seu passado em um flashback de uma batalha com Hela.  Esse passado termina por justificar o abandono de Asgard, sua vida como uma mercenária à serviço do Grandmaster e seu alcoolismo.  Não que o próprio Thor não seja de entornar umas e outras, como a cena com o Doutor Estranho bem mostrou.  A personagem conseguiu se articular bem com os outros membros da equipe que tenta desesperadamente salvar Asgard, de resto, ela não substitui Sif (Jaimie Alexander).

A grande ausência do filme foi Sif.  Todos os guerreiros que ajudaram Thor nos filmes anteriores estavam no filme (*e foram impiedosamente destruídos por Hela, aparecem para morrer*), menos Sif.  Segundo meu marido, Sif se torna amante de Thor nos quadrinhos, pelos menos nos mais clássicos, depois que Jane perde peso nas histórias.  Aliás, isso foi piada no filme, Jane teria dado “o fora” em Thor.  Sif poderia aparecer no filme, não estou falando como interesse romântico, mas sobreviendo junto com Heimdall, liderando a resistência.  Isso tudo só me leva a supor que talvez alguém achasse que seriam mulheres personagens com falas demais no filme, pois ainda há a Guarda-Costa do Grandmaster (Rachel House), que tem algum destaque. Enfim, Thor: Ragnarok não cumpre a Bechdel Rule, ainda que o filme tenha mulheres em papéis importantes na história.

O elenco.
Terminando, não sei se consegui apresentar o filme como gostaria.  ela é bom, divertido, um final digno para a trilogia do deus do trovão.  Importante, ainda, ele não exige que você seja um conhecedor dos quadrinhos de Thor, ou Hulk.  Aliás, até quem não assistiu os filmes anteriores, pode se divertir com ele.  De resto, me desculpo por uma resenha tão curta e desinteressante até.  Quando fui ao cinema, tive um aborrecimento na entrada, o atendimento do Kinoplex do Shopping Boulevard é péssimo, eu estava cansada e isso impactou a minha percepção do filme.  Me diverti, mas poderia ter sido uma experiência melhor.   Só que os horários das sessões legendadas não são dos mais favoráveis para mim.  Isso até atrasou minha ida ao cinema.  O filme estreou na quinta e eu demorei bem uma semana para conseguir me ajustar aos horários.   De resto, amanhã estreia liga da Justiça, espero não demorar muito a assistir, nem a resenhar o filme.


P.S.: Tenho mais três resenhas de filmes por fazer, Orações por Bobby (*que assisti em casa*), Missão Cegonha e Big Pai, Big Filho.  Os dois desenhos que vi com Júlia talvez venham em um texto só.  Preciso de fôlego.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Quais as séries sobrenaturais favoritas dos japoneses?


O Gooranking fez uma pesquisa para saber quais os mangás que lidam com o sobrenatural favoritas dos japoneses.  Foram 5.016 votantes, como é normal no Gooranking, sem demografia.  50 posições, mas muitos votos fragmentados.  Eu peguei os 15 primeiros colocados que o Goboiano traduziu e acrescentei os shoujo e josei que estavam na lista.  Senti falta de algumas séries, Jigoku Shoujo  (地獄少女) é mais forte em anime, não estava falando dessa série especificamente.  Enfim, alguns shoujo interessantes.  O único lançado no Brasil foi Black Bird.  Amatsuki é o único josei da lista.

1. Youkai Apartment no Yuuga na Nichijou (妖怪アパートの幽雅な日常) – 594 votos
2. Hoozuki no Reitetsu (鬼灯の冷徹) – 589 votos
3. Natsume Yuujinchou (夏目友人帳) – 500 votos
4. InuYasha (犬夜叉) – 487 votos
5. GeGeGe no Kitaro (ゲゲゲの鬼太郎) – 334 votos
6. xxxHOLiC (XXXHOLiCシリーズ) – 283 votos
7. Gugure! Kokkuri-san (繰繰れ!コックリさん) – 281 votos
8. Yu☆Yu☆Hakusho (幽☆遊☆白書) – 280 votos
9. Ao no Exorcist (青の祓魔師) – 277 votos
10. Jigoku Sensei Nube (地獄先生ぬ〜べ〜) – 230 votos
11. Nurarihyon no Mago (ぬらりひょんの孫) – 154 votos
12. Ushio to Tora (うしおととら)– 136 votos
13. Kekkaishi (結界師) – 74 votos
14. Ghost Sweeper Mikami (GS美神 極楽大作戦!!)  – 72 votos
15. Hoshin Engi (封神演義) – 71 votos
19. Hakkenden - Touhou Hakken Ibun  (八犬伝 東方八犬異聞) – 27 votos
24. Black Bird (ブラックバード) – 17 votos 
26. Amatsuki  (あまつき) – 15 votos 
26. Tactics (たくてぃくす) – 15 votos
37. Love♥ Monster (ラブ♥モンスター) – 10 votos