sexta-feira, 31 de julho de 2020

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Termo "mulheres do conforto militares" volta a aparecer nos livros didáticos japoneses


Passando pelo Sora News, vi um artigo sobre um tema que gera controvérsia até hoje no Japão e por culpa das autoridades do país, as chamada "mulheres do conforto".  Para quem nunca leu nada sobre isso, e localizei dois textos no blog (*1 - 2*), sei que tenho mais, eram mulheres e meninas, normalmente, chinesas, coreanas, filipinas, malaias etc., mas houve ocidentais entre elas, recrutadas à força em áreas ocupadas pelos japoneses para serem usadas como escravas sexuais pelas tropas do país. 

Sim, se você tropeçou em um texto de algum nacionalista nipônico negando isso, e já li coisas como "as coreanas tem uma tendência natural à prostituição", ou de fãs do Japão que usam óculos cor de rosa, esqueçam. A prática era violenta, cruel, há casos de meninas de 10 anos sendo submetidas à escravidão sexual, algumas mulheres foram rejeitadas por suas famílias ao retornarem, ou conclamadas a se calar.  Elas estavam manchadas, desgraçadas, poderiam desonrar suas famílias. 

Em 2014, Francisco encontrou algumas dessas mulheres.
Pois bem, segundo o Sora News, pela primeira vez, em muito tempo, o termo "mulheres do conforto militares" vai aparecer em livros didáticos aprovados pelo governo japonês para o ano de 2021 e voltados para os alunos do ginasial, isto é, crianças e adolescentes que tem entre 12 e 14 anos.  Segundo o site japonês, a coisa estava fora fazia tanto tempo que quem estudou em livros que falavam disso deve ter no mínimo 28 anos.  "Ah, mas é preciso discutir a questão!"  Eu também acredito que seja, mas o que está sendo colocado nos livros é um trecho aparentemente neutro e que normaliza a prática.  Não fala de violência, não fala de escravidão, é como se as mulheres quisessem estar lá.

Até hoje, as poucas sobreviventes ainda pleiteiam reparação.  Muitas das poucas ainda vivas, desejam somente um pedido de desculpas.  O Governo Japonês se recusa, encrencam com a estátua que os coreanos mandaram fazer em honra dessas mulheres.  Não raro, alguma autoridade vem falar da "necessidade" de ter essas mulheres satisfazendo as tropas.  Repito, eram escravas.  Avançam um passo, retrocedem dois.  As velhinhas vão morrendo e fica tudo como está.  Para quem lê inglês, francês ou espanhol, recomendo o vídeo com o relato de uma dessas mulheres.  Ele me impactou muito e acredito que é um dos documentos mais importantes sobre essa prática monstruosa.  Se quiser um filme sobre o tema, recomendo o filme Flores do Oriente.  Há outros materiais, claro, basta ir atrás.

Coronavírus: Olimpíadas de Tokyo já tem nova data


As Olimpíadas e as Paralimpíadas de Tokyo tem nova data: 23 de julho e 8 de agosto de 2021.  Já as Paralimpíadas irão se realizar entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro. Segundo O Globo, "a decisão foi tomada após estudos e negociações entre o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, e dirigentes das federações esportivas e de comitês nacionais. A nova data cumpre a promessa do COI de que os Jogos seriam realizados até o verão de 2021".  Desde o início, a ideia de cancelamento das Olimpíadas era algo que me angustiava.  Bom saber que teremos os jogos.  Só espero que as coisas realmente cooperem para que a nova data seja mantida.

Tokyo Tarareba Musume terá um especial de Verão


Foi anunciado que Tokyo Tarareba Musume (東京タラレバ娘) de Akiko Higashimura terá um especial live action no verão japonês.  Nana Eikura, Yuriko Yoshitaka, e Yuko Oshima voltam aos seus papéis como  Kaori, Rinko, e Koyuki, respectivamente.  Houve um dorama em 2017 baseado no mangá original.  Tokyo Tarareba Musume teve 9 volumes (2014-17), um volume  chamado  Tokyo Tarareba Musume: Tarare Bar (東京タラレバ娘番外編 タラレBar) em 2017-18 e outro gaiden em 2018 com o acréscimo de "Returns" ao título original.  Em 2019, a autora estreou uma continuação oficial do mangá com Tokyo Tarareba Musume ~Season 2~ (東京タラレバ娘 シーズン2).


Segundo o Comic Natalie (*e vi primeiro no ANN*), a música tema terá o nome de Tokyo Girl e será do grupo Perfume.  Yuma Suzuki volta à direção e Yuuko Matsuda será novamente a responsável pelo roteiro.  O resumo do início da série é o seguinte: "Passei o tempo todo me perguntando 'e se', então um dia eu acordei e tinha 33 anos." Ela não é tão feia, mas antes que percebesse, Rinko tinha trinta e poucos anos e continuava solteira. Ela quer estar casada quando as Olimpíadas de Tóquio chegarem em seis anos, mas ... isso pode ser mais fácil de falar do que de fazer!"  E, claro, Rinko tem duas amigas e as vidas delas também são importantes na história, elas se encontram sempre no mesmo bar para conversar.  Imagino que a nova série em formato mangá deve discutir o adiamento das Olimpíadas, afinal, o mangá tinha no evento um marco.  

Nasce revista digital josei especializada em histórias sobre a relação das mulheres com a estética


O Animenews Network comentou o lançamento de uma nova antologia josei chamada Joshi Katsu Anthology (女子活アンソロジー) na plataforma LINE Mangá.  O LINE é  um aplicativo que permite a troca de mensagens, jogar (*Tsum Tsum, por exemplo, me obriga a ter o aplitativo*) e tem sua própria plataforma de mangá faz muito tempo.  


O site Nijimen, uma das fontes do ANN, ressalta que várias das autoras que estão publicando na revista, que será semanal, vieram do BL.  As que estão listadas são: Sachi Narashima (Cosmetic Play Lover), Akira Hino (Teikoku no Kangan), Togame (Secretly, I've Been Suffering About Being Sexless), e Rinen Takizawa (Anata de Fukuramu, Watashi no Peshanko).  


Já o destaque da primeira edição, quem desenhou a capa, é a Aiba Kyouko (Toshishita Kareshi ni Semararetemasu), que conta a história de uma mangá-ka de trinta anos que começa a se preocupar com sua aparência. 

domingo, 29 de março de 2020

Primeiro teaser trailer de Watashitachi wa Douka Shiteiru


Watashitachi wa Douka Shiteiru (私たちはどうかしている), de Natsumi Ando, vai virar dorama.  Fiz post sobre isso este semana e é bom visitar para olhar o resumo da história, porque é interessante.  Hoje, no Twitter, saiu o primeiro teaser.  Ele está aí embaixo.  O dorama estreia em julho com Minami Hamabe e  Ryuusei Yokohama como protagonistas.


Segunda temporada de Fruits Basket está chegando e tem um vídeo enorme de aperitivo


Apareceu no Twitter um vídeo promocional da segunda temporada de Fruits Basket (フルーツバスケット), que estreia no dia 6 de abril no Japão. Está lindo, lindo.  Para quem não sabe, a JBC está republicando o mangá no Brasil  e estão em promoção no Amazon (*Vol. 1 - 2 - 3*).

Como assim esse mangá sai na Nakayoshi??????


Não sou uma pessoa moralista, ou, pelo menos, não tanto, mas eu defendo que as obras precisem estar adequadas à faixa etária, ou proposta de uma revista.  Estava passando pelo Twitter e vi que havia muito material da revista Cheese sendo anunciado.  A Cheese é uma revista shoujo para garotas no fim de adolescência e idade adulta.  Sempre vai ter material com apelo sexual, você sabe o que vai encontrar nas páginas dessa revista, mas, ora, ora, veja a faixa etária e a proposta da publicação.




Mas eis que eu me deparo com um link para o primeiro capítulo do mangá Chouka-han ka ~Gokudou-sama Afurete Afurete Naka Setai~  (蝶か犯か ~極道様 溢れて溢れて泣かせたい~) da mangá-ka Pedoro Toriumi.  Não prestei atenção na origem, mas a própria capa do volume #1, e por causa do lançamento o material está em evidência, era bem chamativa e eu pensei que era ou da Cheese, ou de uma dessas revistas josei eróticas que eu sigo no Twitter.  Olhei o primeiro capítulo.



A protagonista é uma colegial de aparência bem de menininha fofa e que não consegue fazer amigas.  Olhando um resumo, vi que a moça é discriminada por ser muito rica (!!!!) e, acredito, se comportar de forma muito infantil para uma adolescente.  A protagonista tem uma aparência meio infantil, imatura, mas um busto bem avantajado.  Ela é sequestrada.  Os sujeitos que a levam parecem bem mal intencionados.  Bandidos e há toda uma ameaça de estupro no ar.  Mas eu estava imaginando que era material adulto e, ainda assim, não estava gostando.




O carro é interceptado.  A menina fica toda ensanguentada, mais assustada do que já estava, e é resgatada por uns yakuza e o líder deles, que parece um adolescente, faz bem o tipo ore-sama guy.  A garota é levada para uma mansão.  A cena muda e ela está tomando banho.  De repente, o jovem yakuza aparece, já está sem camisa, tira a toalha de menina, que faz aquelas caras de "Ah! Oh!".  Eu não consigo ler o diálogo, mas terminamos com ela nua e levando uns amassos do sujeito.




Não gostei da linha geral da história, mas entenderia a sua existência em uma revista Cheese, em uma revista josei adulta da Ohzora, mas a Nakayoshi é para um público de idade entre 9 e 13 anos e gente que gosta de ler histórias para essa faixa etária.  Mas não é o primeiro caso de coisas colocadas na revista errada.  Por exemplo, Watashi ni xx Shinasai (わたしに××しなさい!) de Ema Tooyama tem uma pegada esquisita para a Nakayoshi e inclusive ganhou o 36º Kodansha Award na categoria infantil.   




Enfim, coisas estranhas acontecem na Nakayoshi, mas eu acho que algum editor deveria ficar mais atento para essas coisas.  Se quiserem olhar o capítulo inteiro, ele está aqui.