terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Quer saber qual personagem de anime divide o aniversário com você? Este site pode lhe ajudar!


O  Rocket News 24 trouxe informações sobre um site  japonês (*sim, alguma informação romanizada, mas basicamente é em japonês mesmo*) com um arquivo de mais de 10 mil aniversários de personagens de anime.  Agora é fácil saber quem faz aniversário no mesmo dia que você. :) Enfim, é divertido dar uma olhada nele e há personagens clássicas, também, porque Oscar (A Rosa de Versalhes) está junto com o Levi (Shingeki no Kyojin) e a Mei Tachibana (Suki-tte Ii na yo) em 25 de dezembro... E tem muito mais personagem de anime que faz aniversário nesta data.  Vale a pena dar uma olhadinha, é divertido. :)  O endereço é este aqui.  

Percebi que tem gente perdida sem conseguir achar o caminho.  Desculpem, a coisa não é realmente auto-explicativa.  Enfim, se você clicar direto aqui, vão aparecer os meses em seqüência, a mesma nossa, claro.  Eu nasci em fevereiro, então, procuro o mês dois.  Chegando lá, clico no dia 5.  Os nomes das personagens e séries estão romanizados, assim como as séries.  É fácil.

POST ORIGINALMENTE DE 26/06/2015.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

domingo, 10 de março de 2019

Shoujocast #58: Anime da Rosa de Versalhes completa 40 anos


Com o sucesso do mangá da Rosa de Versalhes, havia todo um interesse para que Riyoko Ikeda permitisse uma adaptação animada. Ela resistiu, mas o anime saiu em 1979. Character design belíssimo, trilha sonora espetacular, fãs aguardando ansiosamente pela animação e... fracasso. Só que, curiosamente, o que não deu certo no Japão, tornou a série famosa no mundo. Quer ouvir o programa? Então é só dar play.


Alguns links úteis para vocês:


  • Encerramento do anime:
  • Mangá da Rosa de Versalhes e Pré-venda no Amazon.  É só clicar na imagem: 


(Publicação original: 10/02)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Marina Ruy Barbosa é Linchada Publicamente ou o Mito da Destruidora de Lares se Revigora Mais uma Vez


Não sou fá de José Loreto, Débora Nascimento, ou Marina Ruy Barbosa, aliás, além de serem três modelos de beleza televisiva, não vejo grande motivo para lembrar deles, no entanto, cabe analisar de forma feminista o imbróglio dos últimos dias.  Débora Nascimento e José Loreto eram um dos casais jovens modelo que a mídia tinha a oferecer, juntos desde 2012, com uma filhinha pequena, muito merchandising de produtos e serviços estava no seu destino.  Mas eis que no último fim de semana, a esposa coloca o marido fora de casa, anuncia separação e expõe que foi traída.  Morreria aí, não fossem celebridades, mas o mais curioso foi que começaram a caçar o "pivô" da separação, como se o cidadão não fosse responsável pelos seus atos e fim de papo.

O foco desvia dele, o marido, para
a possível amante, a mulher má.
Em uma virada muito curiosa, a maioria dos sites de celebridade passaram a noticiar que a vilã da história era Marina Ruy Barbosa, companheira de cena do rapaz na novela das 9 da Globo.  O nome do moço, muito menos famoso que ela, verdade, rapidamente desapareceu das manchetes e o dela passou estampar chamadas até de jornais impressos.  Outras celebridades, atrizes jovens, rivais no estrelato e nas redes sociais, começaram a expressar sua desaprovação e em uma versão moderna de apedrejamento, deixaram de seguir a ruiva no Instagram.  Era como se Ruy Barbosa tivesse encarnado todos os fantasmas da mulher má e sedutora das fantasias patriarcais.  Foi acusada, julgada e condenada sem sequer ser ouvida.  Não há certeza, admissão de culpa, o marido de Ruy Barbosa permanece calado, mas ela é o centro das atenções e do desprezo público, mesmo depois de negar qualquer envolvimento com o colega de trabalho.

Deixar de seguir, uma nova forma de apedrejamento público.
O suposto adúltero, porque ele nega, que fique claro, parece pairar acima da situação.  Foi seduzido, certamente, ou, como homem, não conseguiu resistir à tentação.  Nada mais normal.  Assim como no caso Grazi-Cauã-Isis, a culpa do fim do casamento perfeito é da "destruidora de lares", ou da esposa negligente, repete uma ladainha que vem desde os tempos de nossas avós.  Lamenta-se o casamento lindo desfeito, a pobre criança envolvida, há a torcida pelo perdão e, claro, queimem na fogueira a mulher má.  Às mulheres virtuosas, recomenda-se que não se misturem com ela.

Afinal, quem jurou fidelidade à Débora? 
Loreto ou Ruy Barbosa?
Em 2019, ainda somos impelidas a nos atirarmos contra outra mulher.  A odiá-la, a querer seu mal.  Não estou falando que devamos simpatizar com quem trai, mas veja que quem traiu a esposa foi quem lhe jurou fidelidade.  Não convém cair na armadilha mais uma vez.  O patriarcado se revigora ao explorar nossas fraquezas.  Jogando uma mulher contra a outra, garantida está a certeza de que não iremos perceber que o problema não está em nós, mas neles, que a responsabilidade primeira de uma traição não é da amante, mas de quem tem o compromisso conosco.  E que, claro, ninguém rouba marido de ninguém, eles não são coisas, eles fazem suas escolhas.  Homens precisam ser responsabilizados pelos seus atos e, não, tratados como indefessos, os eternos meninos, vítimas de uma mulher ardilosa.  É isso.  Texto curto.  O sobre o caso Grazi-Cauã-Isís serve para adensar a discussão, porque é como comer comida requentada mesmo.  Tristes tempos.

P.S.1: E, para quem não entendeu, talvez, eu não tenha sido clara, o objetivo do texto não é ficar demonizando A ou B, mas pensar como a sociedade e mídia demonizam A e, não, B.  Se você conseguir refletir sobre isso, acredito que o texto valeu a pena.

P.S.2: Loreto assumiu que traiu, saiu agorinha no jornal, a esposa e pediu perdão.  Reparem o tratamento amoroso da mídia, somente isso.

Menina de 13 anos vence concurso e tem seu trabalho publicado na Betsuma

Hoje, vários sites repercutiram a notícia de que uma menina de 13 anos chamada Nana Hoshiki venceu o concurso de talentos da revista Betsuma.  Segundo o ANN, ela ficou em primeiro lugar no 609º Manga School, que é feito todos os meses com o objetivo de revelar novas artistas, e sua história foi publicada na edição da Betsuma lançada no dia 13 de fevereiro.  Sua história, chamada Inshin no Yuki (音信の雪), tem 16 páginas e conta a história de uma menina apática, ela parece não gostar, ou desgostar, de nada.  Um dia, ela está em uma estação de trem (*acredito*) com um garoto muito cheio de vida e chega à conclusão de que talvez, no fim das contas, ela goste da neve.


 Li em alguns lugares que ela seria a mais jovem mangá-ka a publicar em uma revista.  Bem, dois anos atrás outra menina de 13 anos, Shion Sakamaki, publicou na Cheese.  Na época, disseram que era a mais jovem a publicar em uma revista.  Talvez, esta menina da Betsuma seja meses mais jovem.  Realmente, não sei.  O fato é que acho mais saudável que uma menina de 13 anos esteja lendo e publicando na Betsuma e, não, na Cheese.  Desejo sorte para as duas.

Mangá sobre uma jovem apaixonada por banhos públicos, vira dorama no Japão


Nonoyu (のの湯), de Nodoka Tsurimaki., saia na revista ITAN, que encontra-se em hiato, e foi anunciado ontem que vem aí um dorama baseado na série.  A série, que estreia no dia 14 de abril, gira em torno da protagonista, Yu (*acredito*), e suas duas amigas.  A jovem adora banhos públicos e aluga um apartamento sem chuveiro, ou similar, mas que dá aos locatários um ticket para usar o banho público próximo.  Lá, ela conhece outras duas moças e elas se tornam amigas.  O terceiro e último volume da série está previsto para 18 de março.  


Foi o que consegui tirar do Comic Natalie.  Não sei o motivo, mas acho que é uma série simpática.  Não tem scanlatios, mas está disponível para leitura on line, infelizmente e eu nem consegui descobrir o nome das atrizes escaladas.  Alguém pode me ajudar?

Filme de Battle Angel Alita já é considerado um sucesso


O que parecia impossível, se concretizou em números: Battle Angel Alita, o filme, é um sucesso de bilheteria.  Segundo o site Cinepop, na melhor estimativa, a Fox esperava  23 milhões de dólares em seus três dias de estreia.  O filme fez 42 milhões de dólares em seu final de semana de estreia nos EUA e  95 milhões de dólares em outros países.  Caminhando para os 140 milhões, já parece certo que teremos o segundo filme.  Como comentei na minha resenha do filme, a estratégia foi fugir de grandes lançamentos como  'Bumblebee', 'Aquaman' e 'O Retorno de Mary Poppins'.   Enfrentou Lego 2 (*que eu não resenhei ainda.  Será que vou?*) e ganhou de lavada.  Enfim, minha opinião sobre Alita, vocês sabem, é um filme legal, não ofende, se afasta do mangá original, mas não o perde de vista, logo, merece ser assistido, sim.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Vamos Falar de Racismo Mais uma Vez: o caso Marighella


Esse texto rápido, porque tenho que ir dar aula daqui meia hora, é sobre a querela em relação à escalação de Seu Jorge como Marighella.  Não, não vou discutir a questão dos posicionamentos políticos do sujeito, ou do diretor (Wagner Moura), ou se o filme (*que nem assisti, mas sugiro esse link do DW que vai além da festa que a mídia brasileira anda fazendo*) é bom, ou se Marighella é guerrilheiro, ou terrorista, fica ao gosto do freguês. O assunto é outro.

O racismo é tão descarado no Brasil que poucos se incomodam com o branqueamento de  nossas personagens históricas. Homens e mulheres com traços negros evidentes, tornam-se, por escolha de elenco, brancos padrão novela da Globo.  Lembram da propaganda da Caixa Econômica com Machado de Assis? Ele era branco?  Quem se importa, não é?  Que gente chata! Garrincha? Peguem um ator socialmente branco e coloquem no papel, basta uma maquiagem e está ótimo. Dona Ivone Lara? Ah, mas a atriz é ótima! Estão reclamando do quê?  Lembram quando escalaram não-orientais para fazerem japoneses em uma novela brasileira?  Sempre se pode mentir que não havia nenhum ator ou atriz de origem japonesa com talento suficiente para os papéis.

Em algumas fotos, Marighella é um branco social padrão.
Quando alguém faz a crítica, se pronuncia  (*movimento negro, parentes dos dito cujos, historiadores, biógrafos*) vem o coro dos ofendidos dizendo que é discriminação, arte não tem cor. Eu concordo nesse ponto, em um mundo ideal, qualquer atriz poderia ser Julieta, ou a Ceci de O Guarani, mas sabemos que não é assim que funciona.  E chegamos ao meu ponto, quando escalam um ator negro para interpretar um negro de pele mais clara que a sua, o mundo desaba. é como se fosse uma ofensa. "Mas fulano nem era negro!" 

Vem o biógrafo do cara, o  jornalista Mário Magalhães, e joga na mesa uma série de situações nas quais o sujeito foi discriminado por ser negro e, ainda assim, vão querer enfatizar que "ele era mestiço, o pai dele era italiano.". Ho Ho Ho! Certamente ele sofria racismo por causa do pai italiano e, não, pelo sangue negro de sua mãe filha de negros escravizados de origem sudanesa.


Termino dizendo o seguinte, pergunte a um racista quem é negro e ele saberá apontar. Marighella sofreu racismo várias vezes. Não sei qual a necessidade de enfatizar que ele era mestiço, afinal, há mestiços de todos os tipos, alguns tem passabilidade, podem parecer brancos em algumas situações, ou várias, já outros serão sempre vistos como "de cor".  Ademais, fotos antigas em preto e branco pareciam clarear as pessoas, essa é minha impressão, sabe? De qualquer forma, Marighella, ao que parece, não tinha passabilidade. Eu, Valéria, não me identifico como negra, mas posso facilmente ser enquadrada como tal a depender da vontade do freguês, meus traços, meu cabelo (*mais crespo do que em outras fases de minha vida*).  Um professor me chamou de "mulatinha" uma vez, eu demorei a entender que era comigo, mas era.  Já meu irmão, nunca será visto como negro. Minha filha nunca será vista como negra no Brasil.  Mestiçagem, bênção e maldição.  

Em algumas fotos, ele parece mais negro que em outras.
Se um dia quiserem fazer um filme sobre mim (*motivos não terão, acredito*) e escalarem uma atriz indiscutivelmente negra para o papel, saibam que não virei reclamar do além túmulo e espero que meus parentes não me façam passar essa vergonha.