terça-feira, 27 de outubro de 2026

RIP Tetsuya Chiba: Kodansha comunica o falecimento do criador de Ashita no Joe

Hoje, foi comunicado o falecimento do mangá-ka Tetsuya Chiba, co-criador de Ashita no Joe (あしたのジョー), um dos mangás mais importantes de todos os tempos.  Chiba fazia parte de uma geração que estava atenta à sociedade ao seu redor e tinha um compromisso em retratar as angústias, dificuldades e o esforço de superação dos japoneses do pós-guerra.  No final da década de 1960 e no início da década de 1970, o Japão vivenciou protestos estudantis massivos liderados pela Nova Esquerda e por facções estudantis comunistas. Os jovens marginalizados se identificavam fortemente com seu protagonista Joe Yabuki, rapaz pobre, nascido e crescido na favela, que lutava desesperadamente contra um sistema opressor.  Chiba criou um herói que foi abraçado tanto pelos estudantes universitários quanto pelos membros da classe operária.  Sim, essa identificação com personagens de mangá não foi inventada pela Geração Z, como se o mundo tivesse começado hoje. 

Entre suas muitas premiações, Tetsuya Chiba recebeu a Ordem da Cultura do Japão (Bunka Kunshou) em outubro de 2024. Ele foi o primeiro autor de mangás a ser condecorado com essa prestigiada honraria desde a sua criação em 1937.  E uma curiosidade: a obra de estreia de Chiba, Butoukai no Shouōjo (舞踏会の少女), de 1958, era um shoujo mangá. ☺️ Enfim, o artigo do Japan Times comunicando a morte de Tesuya Chiba está muito bom e eu decidi traduzi-lo e colocá-lo abaixo.   Ah, sim!  Ashita no Joe é publicado pela Newpop no Brasil.

O artista de mangá Tetsuya Chiba, criador de 'Ashita no Joe', morre aos 87 anos.

O artista de mangá Tetsuya Chiba, mais conhecido por sucessos como "Ashita no Joe" e condecorado com a Ordem da Cultura do Japão, faleceu aos 87 anos. | JIJI

Por Alyssa I. Smith, Redatora da Equipe

A editora Kodansha anunciou na terça-feira que o artista de mangá Tetsuya Chiba, mais conhecido por ser um dos criadores da popular série de boxe "Ashita no Joe", faleceu aos 87 anos na última quinta-feira em um hospital em Tóquio.

Com uma carreira que abrangeu sete décadas, Chiba foi uma figura fundamental na consolidação do mangá esportivo como um gênero importante. Em 2024, ele se tornou o primeiro artista de mangá a receber a Ordem da Cultura, uma das maiores honrarias culturais do país.

"Tetsuya Chiba criou inúmeras obras-primas ao longo de seus 70 anos de carreira, impulsionado por um forte amor e fé na arte do mangá”, diz o comunicado da Kodansha, que também destaca o Prêmio Chiba Tetsuya, criado há 46 anos para incentivar novos talentos. “Muitos aspirantes a mangakás deram seus primeiros passos rumo a carreiras profissionais com suas palavras em mente — e continuam atuantes na indústria até hoje. Suas imensas contribuições para o mundo do mangá são insubstituíveis.”

Nascido em Tóquio em 1939, Chiba passou a infância na Manchúria ocupada pelo Japão, atualmente no nordeste da China. Suas experiências durante a Segunda Guerra Mundial e a luta de sua família para sobreviver após o retorno ao Japão depois da rendição do país influenciaram grande parte de sua obra criativa.

Chiba estreou no mercado editorial de revistas em 1958 com “Butokai no Shojo”. Sua obra mais famosa, “Ashita no Joe” (conhecida como “Tomorrow's Joe” ou “Ashita no Joe: Fighting for Tomorrow” em inglês), começou a ser publicada na Weekly Shonen Magazine em 1968. A história acompanha Joe Yabuki, um órfão das favelas de Tóquio que começa como um azarão no mundo do boxe japonês e eventualmente se torna um lutador de renome mundial.

Uma representação impactante das ansiedades sociais e econômicas do Japão pós-guerra, a série tornou-se um fenômeno, vendendo mais de 20 milhões de exemplares. Quando o personagem rival de Joe, Toru Rikiishi, morreu na história, os fãs compareceram a um funeral real realizado em sua homenagem, demonstrando o impacto significativo da série.

Chiba também era conhecido por outras séries com temática esportiva, como “Notari Matsutaro”, que se passava no mundo do sumô, e “Ashita Tenki ni Naare”, sobre um jovem jogador de golfe. Em dezembro de 2015, Chiba começou a serializar “Hinemosu Notari Nikki”, um mangá baseado em suas experiências vivendo na Manchúria, seu retorno ao Japão e sua vida como artista. Em setembro deste ano, no entanto, a série foi suspensa devido a problemas de saúde.

Além da Ordem da Cultura, Chiba recebeu honrarias como a de Personalidade de Mérito Cultural em 2014 e a de membro da Academia de Artes do Japão em 2022. Ele também atuou como presidente da Associação de Cartunistas do Japão e lecionou na Universidade de Artes de Bunsei.

Os mangás, com seus personagens rebeldes e resilientes, estão ganhando espaço em bloqueios e manifestações em escolas de ensino médio. (Artigo Traduzido)

Vamos lá, quando postei a imagem acima no Twitter, vieram me dizer que os fãs japoneses estavam indignados com o uso da Rosa de Versalhes em protestos.  Achei estranho, perguntei se havia links, mas a criatura disse que "Estava em todo lugar.".  Sim, coisas podem escapar ao meu radar, mas algo assim seria difícil.  Pois bem, há reação de fãs japoneses ao uso geral de imagens e personagens de mangá e anime.  Isso é generalizado?  Não.  Em relação à Rosa de Versalhes, ela é identificada, os franceses conhecem a série, seja o anime (Lady Oscar) ou o mangá, mas a maioria das críticas se liga ao que mais aparece: One Piece.  O coleguinha estava exagerando e meio que tentando me fazer parecer desinformada.  Conheço as estratégias.  OK.  Com a ajuda do ChatGPT, encontrei artigo do Le Monde que identificou a presença de Oscar nos protestos, PORÉM, como o próprio texto diz:

Para seus leitores, de diferentes gerações, gêneros e classes sociais na França, os mangás são portadores de esperança e coragem, mas também veículos para mensagens profundas. Não surpreendentemente, os mangás mais citados são best-sellers, a maioria dos quais pertence ao gênero shounen — séries historicamente voltadas para meninos. A maioria são histórias de aventura e artes marciais que destacam valores como perseverança, solidariedade e a busca por poder e justiça. Algumas dessas virtudes ressoam com os protestos atuais.

Os protestos começaram com colegiais, meninos e meninas que apontam que suas escolas estão caindo aos pedaços e que há falta de professores.  O custo de vida também está empurrando as manifestações e vi entrevistas desses líderes estudantis falando também da infiltração de elementos violentos e que as demandas iniciais estão sendo deixadas de lado e o que aparece na grande imprensa é a violência e a destruição.  Bem, é o que vende, não é mesmo?  De repente, será como em 1968, havia um leque de demandas, inclusive o sistema educacional francês, a descolonização, direitos civis e o que ficou na cabeça de muita gente é que os jovens foram para a rua, porque queriam amor livre e usar drogas.

Montpellier, no ano passado.

Enfim, na minha busca sem auxílio da IA, encontrei vários artigos: « C’est un symbole de liberté » : le drapeau « One Piece », étendard des contestations ("É um símbolo de liberdade": a bandeira de "One Piece", um estandarte de protesto), One Piece flag at French protests sparks backlash among anime fans (A exibição da bandeira de One Piece em protestos na França gerou reação negativa entre os fãs do anime), Em meio aos protestos na França, fãs japoneses pedem para que manifestantes não usem a bandeira de One Piece como símbolo de resistência, De fenómeno japonês a símbolo de revolta: Como “One Piece” conquistou os manifestantes da geração Z e os protestos em França,  On en a vu partout lors de la mobilisation du 17 octobre : pourquoi le drapeau “One Piece” s’invite dans les manifestations (Eles estavam por toda parte durante a mobilização de 17 de outubro: por que a bandeira de "One Piece" está aparecendo nas manifestações?) e (*o único que cita A Rosa de Versalhes*) 'One Piece Was Never About This': Anime Fans Outraged as Manga Becomes Symbol of Paris Riots ('One Piece nunca foi sobre isso': Fãs de anime indignados com a transformação do mangá em símbolo dos protestos de Paris).  Todos os artigos são da mesma época, entre 17 e 20 de outubro, por aí, e meio que um replica o outro, logo, desconfio que essa indignação seja de bolha, mas chama a atenção, claro!  Serve para fazer parecer que é algo imenso.  Há artigos mais antigos falando de protestos do ano passado e usando One Piece, procurando você acha.  One Piece é o centro das atenções sempre.

Abaixo está o artigo do Le Monde, com a mesma estrutura do original.  Ele fala do uso das personagens de mangá e anime e do que elas representam para os jovens franceses.  Cita Oscar, mas não fala da reação dos japoneses ou outros fãs de anime  pelo mundo que identificam os protestos como terrorismo.  O que importa, para mim, é como os mangás e animes mobilizam sentimentos e como mesmo obras clássicas, como a Rosa de Versalhes, continuam sendo lembradas e resignificadas pelas novas gerações.

Os mangás, com seus personagens rebeldes e resilientes, estão ganhando espaço em bloqueios e manifestações em escolas de ensino médio.

Personagens de "One Piece", "Naruto" ou "Dragon Ball" são frequentemente invocados em marchas de protesto e nas redes sociais.

Por  Pauline Croquet

Durante as manifestações na Place de la Victoire, em Bordéus, em 17 de outubro de 2026. MORGAN FACHE/DIVERGENCE FOR "LE MONDE"

Trajes coloridos, cartazes desenhados à mão, bandeiras e símbolos… Nos bloqueios de escolas, nas recentes manifestações na França e também nas postagens em redes sociais, as referências à cultura pop se multiplicam. Entre esses emblemas, destacam-se os mangás, e especialmente o mais popular de todos: One Piece. A série criada por Eiichiro Oda já marcava presença nos movimentos juvenis em 2025, da França ao Nepal, passando pelo Marrocos, onde a bandeira negra adornada com uma caveira e ossos cruzados usando um chapéu de palha foi vista tremulando. A bandeira nada mais é do que a do bando do Chapéu de Palha, liderado por Monkey D. Luffy, o herói.

Na aura também aparecem referências a outras séries muito apreciadas, como Naruto , Dragon Ball e mais marginalmente, Lady Oscar, personagem da Rosa de Versalhes, heroína aristocrata que vai reunir o povo diante do prêmio da Bastilha, em perigo de vida. Mesmo imagens falsas geradas por inteligência artificial e atraentes on-line foram convocadas para a estética do mangá, como as mensagens de apoio da parte dos artistas. E mais lojas e bibliotecas consagradas em mangás e animação japonesa também foram pagas para cible durante as pilhagens, no mesmo dia 17 de outubro, na margem das cortes, em Paris ou encore em Grenoble.

A presença de mangás e animes nas manifestações vai bem na simples diversão e nas emoções intensas que os suscitam. Desordens relevantes de uma cultura pop globalizada, esses símbolos virais e federais devem ser sinais de manifestação, ainda que incluídos no estranho das fotos do movimento social amplamente circuladas.

Um libertador de pessoas oprimidas

Para seus leitores, de diferentes gerações, gêneros e classes sociais na França, os mangás são portadores de esperança e coragem, mas também veículos para mensagens profundas. Não surpreendentemente, os mangás mais citados são best-sellers, a maioria dos quais pertence ao gênero shounen — séries historicamente voltadas para meninos. A maioria são histórias de aventura e artes marciais que destacam valores como perseverança, solidariedade e a busca por poder e justiça. Algumas dessas virtudes ressoam com os protestos atuais.

Assim, manifestantes entrevistados nos últimos dias por veículos de comunicação como L’Humanité, Sud Ouest e Franceinfo afirmam que, para eles, Luffy, o herói de One Piece, é um símbolo de liberdade e oposição a estados autoritários, um libertador de povos oprimidos. Ao longo de sua jornada, ele e sua tripulação enfrentam escravidão, racismo, xenofobia, líderes corruptos e desastres ecológicos.

Além de seu forte senso de lealdade e justiça, o personagem também demonstra um otimismo contagiante: este jovem, que não sabe nadar, tem como objetivo se tornar o maior pirata, colocando as mãos em um tesouro mítico – o "One Piece".

Entre as fantasias preferidas pelos manifestantes estão as da Akatsuki, do universo de Naruto, um grupo criminoso composto por ninjas renegados, que vestem um casaco escuro com nuvens vermelhas. Essa fantasia é fácil de adquirir e usar, o que explica sua popularidade. Mas talvez também porque, entre seus membros poderosos, existam figuras redentoras, como Itachi, que massacrou todo o seu clã, ou Pain-Nagato, uma antiga vítima de guerra. Eles justificam suas ações por motivos políticos e no interesse geral.

Todas essas figuras que resistem à autoridade estão galvanizando os manifestantes em um momento em que muitos cidadãos querem marcar o rompimento com o governo e com o Presidente da República Francesa – que não hesitou, durante seus mandatos, em demonstrar seu interesse por mangá, e em particular por One Piece.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Manga Mavericks, editora norte-americana que anunciou Paros no Ken, irá lançar outro clássico dos shoujo dos anos 1980: Georgie!

A editora Manga Mavericks anunciou mais um clássico do shoujo dos anos 1980, primeiro, A Espada de Paros (Paros no Ken/パロスの剣), agora, Georgie! (ジョージィ!).  Em comum, ambas as obras têm o traço marcante de Yumiko Igarashi.  Já o autor, sim, um homem, do roteiro é Man Izawa.  O mangá começou a ser publicado em 1982, na revista Sho-Comi, e tem 5 volumes, que já foram republicados em flhaxrebrc formatos.  A edição norte-americana terá dois volumes em capa dura.  Uma edição de luxo, enfim.  Em 1983-1984, Georgie foi adaptado para animação, com 45 episódios, e chegou à Itália com o nome de Lady Georgie, por causa de Lady Oscar (A Rosa de Versalhes) e na esteira do sucesso de Candy♥Candy (キャンディ♥キャンディ).  Só que Georgie tem uma boa dose de nudez, tensão sexual e violência que acabou levando as TVs do país a censurarem o anime, que tem adições fofas, como a infância de Georgie, que não estão no mangá.  Traço bonitinho não quer dizer material inócuo ou infantil.  Mas qual é a história do mangá?

Georgie é uma garota que vive em uma fazenda em Sydney , Austrália, no século XIX . Ela não tinha pai, mas vivia feliz com sua mãe e dois irmãos mais velhos e bondosos. No entanto, quando Rowell, neto do Governador-Geral da Austrália, conhece e se interessa por Georgie, seus irmãos (Arthur e Abel) revelam os sentimentos há muito reprimidos por ela e acabam brigando. Ao ver isso, sua mãe fica furiosa e triste e chama Georgie de filha de um exilado. É então que Georgie descobre, pela primeira vez, que é adotada.  Para encontrar seu verdadeiro pai, Georgie viaja para a Inglaterra, onde vive seu amado Lowell, levando consigo uma pulseira que usa desde criança . Abel também segue Georgie para a Inglaterra. Lowell, incapaz de romper seu noivado com Elise, arranjado por suas famílias, foge de Londres com Georgie, mas adoece gravemente. Georgie trabalha como costureira para ajudar a sustentar Lowell. Arthur, que fica para trás, também segue para a Inglaterra.  E, bem, muita tragédia ainda irá acontecer com as personagens.  Tenho uma das edições italianas.  Se conseguir, porque não sei qual será o preço do mangá, comprarei a edição norte-americana.

Para nenhuma surpresa minha, Man Izawa teve que entrar em disputa por direitos autorais com Yumiko Igarashi.  Segundo a Wikipedia japonesa: "Em 2001 , o autor original confiou a gestão dos direitos autorais de "Georgie!" a Keiko Nagita (Kyoko Mizuki), autora original de "Candy♥Candy", da Associação de Escritores do Japão . Em outubro do mesmo ano, o processo judicial referente aos direitos autorais de "Candy♥Candy" foi finalizado em favor do autor original. Posteriormente, o autor original e a ilustradora de "Georgie!" chegaram a um acordo judicial e, atualmente, a gestão dos direitos autorais está a cargo de uma empresa ."  Pelo menos a obra não ficou embargada como Candy Candy.

domingo, 25 de outubro de 2026

"O Brasil não cabe no quintal de ninguém!" E viva a democracia e a força do povo!

André Janones no bagaço. Lula sem voz. Geraldo Alckimin com os olhos marejados. Gente, eu estou muito emocionada também! Saiu um peso do meu peito. Pela democracia! E espero que não desmobilizem o povo, porque a rua fez toda a diferença.  Hoje, vi gente indo votar em cadeiras de rodas, com muletas, bengalas, mulheres com crianças pequenas.  Gente que fez uma brutal diferença.  Sem esses votos, a vitória seria impossível.

Lula é o único presidente quatro vezes eleito e aconteceu a primeira virada no segundo turno de uma eleição presidencial. É um momento histórico.  E eu gostaria muito que o Lula não precisasse se obrigar a isso, que ele pudesse descansar, mas, mais uma vez, a democracia estava em jogo.  E havia toda uma máquina contra ele.  Uma máquina pesada que incluía a grande imprensa que, em boa parte, abriria mão da democracia pelos seus interesses.


E eu raramente falo de religião, mas nas minhas orações eu pedia que Deus tivesse misericórdia do Brasil.  Porque ficava imaginando crianças sem vacina, gente com fome, gente sem remédio, sem médico, meus amigos LGBTQIAPN+ temendo por seus direitos e suas vidas, fascistas empoderados para atacar mulheres e outras minorias.  E eu acredito que Ele teve misericórdia, sim. Mesmo com gente votando fechando os olhos para o currículo do miliciano, sem empatia pelo próximo, a eleição virou. 

Espero que meus irmãos e irmãs evangélicos repensem certas escolhas, porque essa promiscuidade política, essa manipulação religiosa dos mais vulneráveis em favor de um projeto de poder é uma vergonha para todos nós.

Shoujocast no Ar! "Toma que o filho é seu!" O capítulo mais novelão de Anatolia Story até agora.

Como precisava subir rapidamente este Shoujocast e tive que regravá-lo por  motivos técnicos e acabei não incluindo imagens, mesmo tendo sido um ótimo episódio.  Além disso, deixei de colocar uma informação importante.  A dubladora de Ursula é Nana Mizuki.  Ela canta a nova abertura.  Espero que vocês gostem do programa e peço desculpas pelo excesso de política, mas está na minutagem (*que está no Youtube*) e o momento pede.