terça-feira, 14 de julho de 2026

Nova ilustração de Watashi no Shiawase na Kekkon nos lembra que a terceira temporada está se aproximando

No dia 7 de julho, foi publicada uma nova ilustração de Watashi no Shiawase na Kekkon (わたしの幸せな結婚), marcando o Tanabata Matsuri, com o seguinte texto: "Edição Especial de Meu Casamento Feliz (3 episódios). Com estreia prevista para 2026 e disponível na Netflix.".  Eu apostaria na próxima temporada, que começa em outubro, talvez os episódios entrem de uma vez só em dezembro, mais perto do Natal. Entretanto, ainda não temos a informação.  No site oficial da animação, essa imagem está disponível em várias resoluções para celular, PC, tablet etc.

Saiu o trailer de Kanata Kara e já sabemos quando o anime vai estrear.

Primeiro trailer de Kanata Kara (彼方から). Estreia em 4 de outubro. A era dourada dos isekai com mocinhas que não precisam morrer para viver uma aventura e encontrar o amor voltou. 🤩  O perfil do anime no Twitter comemora dizendo que "35 anos depois, a história de Noriko e Isaac finalmente chega às telas.".  Se me dessem Amakusa 1637, eu iria ficar ainda mais feliz. 🤗



segunda-feira, 13 de julho de 2026

Premiada autora Yu Miri foi assediada na internet após criticar o racismo dos políticos japoneses.

O Unseen Japan trouxe uma matéria falando dos ataques xenofóbicos sofridos pela romancista Yu Miri, filha de imigrantes coreanos e descendente de um grupo chamado de Zainichi (在日), isto é, residentes estrangeiros no Japão.  Seu pai veio para o Japão quando criança, na época em que a Coreia estava ocupada pelos japoneses.  Sua mãe migrou na época da Guerra da Coreia.  Yu Miri, nascida em 1968, viu seus pais se separarem por causa da violência doméstica, sofreu racismo e bullying, tentando tirar sua vida mais de uma vez.  Seu refúgio e salvação foi a literatura e ela é uma das mais premiadas romancistas do país, que não deixa de falar das minorias, dos estrangeiros e de questões que sempre estiveram presentes em sua vida.  Por conta disso, mesmo antes dela criticar o atual governo japonês, eventos de lançamento de seus livros foram cancelados por ameaças de ataques com bomba.  Seu romance mais importante se chama Tokyo Ueno Station (上野駅公園口/Ueno-Eki Kōenguchi).  Tem em inglês e em várias outras línguas no Amazon.

Voltando para a matéria do Unseen Japan, a autora criticou os discursos da extrema direita japonesa, inclusive o partido mais radical, o Sanseito, e seu slogan "Japoneses em Primeiro Lugar" e "(...) criticou a recente retórica política anti-estrangeiros no Japão, alertando para a crescente normalização de atitudes excludentes. Suas postagens rapidamente atraíram uma onda de abusos discriminatórios, (...)".  Os haters da internet começaram a atacar a autora argumentando que ela não era japonesa e não deveria opinar sobre a política do país no qual nasceu, cresceu e sempre residiu.

Segundo a matéria, "A reação negativa logo se tornou tão severa que seu editor na revista Weekly Gendai, Hatori Ryō, saiu publicamente em sua defesa, condenando os ataques .  “Não posso fechar os olhos à discriminação”, escreveu ele.  Ele argumentou que estrangeiros e minorias étnicas que vivem no Japão têm todo o direito de expressar opiniões sobre a sociedade em que vivem.".  O racismo, acirrado pelos discursos contra os imigrantes, parece estar crescendo no Japão em um país que nunca foi muito acolhedor com os diferentes, inclusive quando se trata de japoneses étnicos.

Ainda segundo a matéria, o país tem uma Lei de Eliminação do Discurso de Ódio, que é de 2016, mas "(...) a retórica discriminatória persiste, tendo grande parte dela migrado das ruas para as redes sociais. Em 2020, por exemplo, o presidente de uma grande empresa de cosméticos utilizou retórica anti-coreana ao atacar seus concorrentes.".  Ou seja, há mais questões envolvidas nessa onda contra os imigrantes e seus descendentes do que sentimentos racistas, ainda que eles estejam lá.  De qualquer forma, o caso tem atraído grande atenção e provocado uma onda de apoio à autora, só não acho que o governo atual irá se comprometer em integrar pessoas, acredito mesmo que irá insistir em excluir.

domingo, 12 de julho de 2026

Balanço geral da série Cenas de Awajima (Awajima Hyakkei/淡島百景)

A nova temporada de animes já começou e já estou me atrasando, mas precisava separar um tempo para terminar Cenas de Awajima (Awajima Hyakkei/淡島百景), série baseada no mangá homônimo de Takako Shimura.  Não encontrei scanlations completas da série, mas imagino que o anime cobriu todo o mangá, porque são somente 5 volumes e a série teve 12 episódios.  Este é meu quarto texto sobre a Awajima; é um fechamento mesmo.  Para as outras resenhas, é só clicar: 1 - 2 - 3.  Como o mangá está em lançamento nos EUA, vou usar o resumo da Yen Press:

A Escola de Ópera de Awajima, para onde inúmeras garotas de todo o país convergem na esperança de um dia brilhar nos grandes palcos. Enquanto se esforçam para alcançar seus sonhos de estrelato, seu tempo em Awajima é repleto tanto de amizade e admiração quanto de competição e inveja. Os preciosos sentimentos de garotas que são, ao mesmo tempo, colegas e rivais são capturados com ternura nos retratos de um elenco de artistas!

Cenas de Awajima conta a história de uma escola de teatro musical; é a instituição, o centro da nossa história, o real protagonista da série, assim como no caso de  Ōoku (大奥) de Fumi Yoshinaga.  As meninas entram e saem de cena, frequentam a escola em anos, às vezes, décadas diferentes, seguem suas vidas que podem, ou não, se cruzar em outros momentos da série.  A escola, no entanto, permanece como uma referência positiva ou negativa para elas.  A inspiração de Awajima é o Teatro Takarazuka.  A divisão entre atrizes que fazem papéis femininos (musumeyaku) e masculinos (otokoyaku) é a mesma, assim como o tempo de curso (dois anos), a ênfase na disciplina e na hierarquia etc.  Por outro lado, a série parece introduzir coisas que não são típicas do Takarazuka, como as longas licenças das atrizes, a possibilidade de sair e voltar para Awajima e o fato de que algumas atrizes parecem se casar e continuar atuando.  Isso não existe no Takarazuka.

Como pontuei em meu outro texto,  Cenas de Awajima tem muitas persoangens, sua narrativa é fragmentada, não linear e opera em várias temporalidades, sem se preocupar com quem está assistindo.  Às vezes, temos umas três temporalidades diferentes no mesmo episódio.  É confuso, portanto, mas é a estrutura da série mesmo.  Outra coisa, as personagens, pelo menos algumas delas, mudam de nome.  As meninas têm seu nome de nascimento quando entram na escola, seu nome artístico depois que se formam e, as que se casam, têm o nome de casada.  No mesmo episódio, os três nomes podem aparecer.  Você desfoca um pouquinho e se perde.  Fora isso, as legendas da Crunchyroll nem sempre são realmente boas, porque se eu, que sei muito pouco de japonês, estou estranhando certas coisas, imagino quem sabe a língua mesmo.

Não aconselho ninguém a fazer o que fiz hoje com uma série como essa, isto é, pegar CINCO EPISÓDIOS e assistir de enfiada.  Mas eu precisava terminar ou acabaria deixando de lado, coisa que aconteceu com mais de uma série da temporada de inverno.  São muitas personagens que entram e saem da história, que têm uma parte de sua história narrada em um episódio e eventualmente aparecem em outro, e você precisa estar atenta para perceber que o fulano ou a fulana já apareceu antes.  De qualquer forma, já nos últimos três episódios, temos uma confirmação de quem são as personagens mais importantes de Cenas de Awajima: Wakana Tabata e Kinue Takehara, que acredito que foram alunas na primeira ou na segunda década do nosso século, e Katsurako Ibuki, que vinha de uma família com tradição em Awajima e acabou se tornando professora da instituição.  As três personagens aparecem várias vezes.

Nos últimos três episódios, ficamos sabendo que Tabata teve curta carreira em Awajima, graduou-se e se tornou escritora de muito sucesso.  Seus livros, alguns de memórias, outros romances, se entendi corretamente, falam de Awajima e ajudam a alimentar a mitologia em torno do teatro. Tabata participa de um evento em Awajima como palestrante e visita a professora Ibuki no hospital.  Ibuki era uma professora estrita, temida pelas alunas, mas Tabata estabeleceu um laço de respeito, admiração e amizade com ela.  Ibuki pede ajuda a Tabata para corrigir um grande erro do passado.

Katsurako Ibuki, quando era aluna, nos anos 1960, eu imagino, foi responsável pela desistência ou expulsão de uma aluna brilhante, Emi Okabe.  As duas eram amigas, mas quando Okabe defende uma outra aluna e diz que ela era mais talentosa do que Ibuki e as outras meninas da roda de invejosas, ela passa a sofrer bullying.  Sim, bullying do tipo que meninas costumam fazer, isto é, desprezo, maledicência, abuso verbal temperado de ironia e veneno, isolamento.  O que Okabe diz desperta as inseguranças de Ibuki, porque sua avó, uma grande estrela de Awajima, sempre disse que ela não era boa, graciosa e bonita o  suficiente para ser uma grande estrela.  Ibuki parecia não se deixar atingir pela avó, mas, no fim das contas, isso não era verdade.  Pior, a série colocou Ibuki arrependida de ter dito à velha o que ela merecia ouvir.  Acredito que comentei sobre isso em minha segunda resenha.

Com a perseguição liderada por Ibuki, Okabe termina perdendo a paciência com ela, a agride e tem que sair de Awajima.  A outra colega, a que tinha muito talento, termina atentando contra sua vida.  Já tínhamos visto parte dessa história em um episódio anterior; algumas sequências se repetem, só que com mais detalhes.  Ibuki quer que Tabata escreva um livro sobre o que há de tóxico em Awajima.  O pedido vem em outra visita, que parece ter ocorrido com algum tempo de diferença.  Sim, a história das várias temporalidades.

Tabata tem medo de que o relato transformado em livro ganhe ares sensacionalistas e manche a imagem da escola; fora isso, ela precisa da autorização da família de Emi Okabe para escrever sobre ela.  Aqui, temos um problema de sobrenomes.  O marido de Emi não é Okabe; aparece outro sobrenome, inclusive, mas, depois, ele parece ter o mesmo sobrenome que a esposa.  Confuso, mas, neste caso, eu ouvi o diálogo; não estava na dependência da legenda.  Um filho de Emi é contra; o viúvo e o filho mais velho são a favor.  Achei o filho caçula jovem demais e o marido de Okabe deveria ser mais velho, porque Ibuki parecia bem mais velha.  Poderia ser a doença, claro.  O fato é que o viúvo acredita que a história de Emi deve ser contada e que isso poderia fazer diferença para alguém.

A editora do livro de Tabata é outra ex-aluna de Awajima, que nunca foi para os palcos. Depois da palestra de Tabata, ela decidiu seguir carreira na área de literatura.  É outro indício de que anos se passaram entre a primeira visita de Tabata ao hospital e a segunda.  Muito bem, o livro de Tabata é um sucesso, mas expõe Awajima como um lugar de bullying e competição.  Ex-atrizes e alunas vêm a público dar seu testemunho.   Tabata se sente culpada, mas eis que Awajima decide transformar o livro em peça.  Alguém termina comentando que capitalismo é capitalismo.   No fim das contas, Awajima irá lucrar e reforçar sua mística mesmo com todos os problemas que vieram à tona.  E a mensagem final da série é de nostalgia em relação às várias gerações de meninas que passaram por Awajima e que tiveram suas vidas impactadas pela escola.

Gostei da série?  Achei que gostaria mais de Awajima.  O tom intimista me agradou, o foco nas personagens e seus dramas, mas queria ver mais das aulas na escola.  Queria ver Ibuki coo professora, por exemplo, não somente em suas interações com Tabata.  Só que não tivemos quase nada disso.  E, em alguns momentos, os dramas não me convenceram tanto, a pareceram exagerados, mesmo em um anime com um tom muito contido.  Um exemplo é no episódio da seita ou este final que coloca em evidência o bullying (ijime) que é um negócio muito presente nas escolas japonesas. 

A competição em Awajima não deveria chocar ninguém, como parece ser o caso depois do lançamento do livro de Tabata. Talvez, se eu conseguisse rever a série, conseguiria compreendê-la melhor.  O mais seguro, no entanto, será ler o mangá.  Como o preço da versão Kindle é bem acessível, devo comprar a edição norte-americana.  Deixo a recomendação para quem quiser assistir Awajima, mas com todas as ressalvas que escrevi, afinal, não é uma série de fácil digestão.

Ranking da Oricon: Quatro Últimas Semanas


Eu pisco e já se foram quatro semanas desde que postei o último ranking da Oricon. E, quanto mais semanas se acumulam, mais trabalho braçal eu tenho.  Enfim, houve semanas com um bom número de shoujo/josei/BL no top 10, houve semanas sem nenhum título.  Houve uma semana com um BL no top 10 como único representante das demografias femininas.  Importante é observar, também, a permanência, o quanto um título resiste entre os trinta mais vendidos, o que é indicativo de que teremos a sua presença ainda nos cinquenta mais vendidos, ainda que não saibamos.  E temos títulos publicados no Brasil em destaque.  E, só explicando, eu posto o top 10, marco os mangás de demografia feminina, e do 11º em diante, só coloco os mangás femininos.  

1. ONE PIECE #115
2. HUNTER×HUNTER #39
3. One-Punch Man #37
4. Katainaka no Ossan, Kensei ni Naru ~Tada no Inaka no Kenjutsu Shihan datta noni, Taisei Shita Deshi-tachi ga Ore o Houttekurenai Ken~ #9
5. BLUE GIANT MOMENTUM #8
6. Madan no Ichi #9
7. Ao no Hako #26
8. Aoashi Brotherhood #2
9. Kinnikuman #93
10. ONE PIECE #114
13. Honey Lemon Soda Another Stories
19. Koushaku-sama, Akusai no Watashi wa Mou Houtteoite Kudasai #3
20. Akujiki Reijou to Kyouketsu Koushaku ~Sono Mamono, Watashi ga Oishiku Itadakimasu!~ #13
24. Fukurou to Tsugai-sama #2 ~Sekkaku no Hare no Hinanoni, Kokunai Kara Kokugai Made Teki-Darake ~~

1. Katainaka no Ossan, Kensei ni Naru ~Tada no Inaka no Kenjutsu Shihan datta noni, Taisei Shita Deshi-tachi ga Ore o Houttekurenai Ken~ #9
2. Solo Leveling #25
3. Blue Lock #39
4. Kusuriya no Hitorigoto ~Maomao no Koukyuu Nazotoki Techou~ #22
5. Skip Beat! #53
6. Reiwa no Dara-san #8
7. Honey Lemon Soda Another Stories
8. Dustland #1
9. Tensei Shitara Slime Datta Ken #32
10. Fukakouryoku no I Love You #9
11. Hotaru no Yomeiri #12
12. Tamon-kun Ima Docchi!? #16
13. Koi seyo Mayakashi Tenshi-domo #7
14. Re: Blue #10
27. Ouke no Monshou #71
30. Uchi no Otouto-domo ga Sumimasen #15

SEMANA 15-21/06
1. Blue Lock #39
2. Kusuriya no Hitorigoto ~Maomao no Koukyuu Nazotoki Techou~ #22
3. Tensei Shitara Slime Datta Ken #32
4. ONE PIECE CHOPPER’s #1
5. Tsuki ga Michibiku Isekai Douchuu #17
6. Koi seyo Mayakashi Tenshi-domo #7
7. Skip Beat! #53
8. Ouke no Monshou #71
9. Tamon-kun Ima Docchi!? #16
10. Hen na Ie #7
17. 40 Made ni Shitai 10 no koto #3
18. Under the Oak Tree #5 (manhwa)
20. Nanatsuya Shinobu no Housekibako #27
21. Hotaru no Yomeiri #12

1. Tensei Shitara Slime Datta Ken #32
2. Mairimashita! Iruma-kun #49
3. Kaoru Hana wa Rin to Saku #23
4. WIND BREAKER #26
5. 40 Made ni Shitai 10 no koto #3 
6. Mairimashita! Iruma-kun if Episode of Maffia #8
7. Chainsaw Man #24
8. Dandadan #24
9. Tensei Shitara Slime Datta Ken #32 Special Edition
10. Kindaichi Papa no Jikenbo #4
11. Koi seyo Mayakashi Tenshi-domo #7
20. Nanatsuya Shinobu no Housekibako #27
22. Konya, Uchi ni Oide: Reitetsu Joushi no Risei ga Toketara #6
23. Maronier Oukoku no Shichinin no Kishi #11
25. Fushigi Yugi: Byakko Senki #6
27. Akuyaku Reijou wa Dekiai Route ni Hairimashita!? #7