domingo, 31 de dezembro de 2017

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Nakayama Seika comemora 40 anos de carreira

Nakayama Seika tem mais de 30 obras publicadas e é lembrada, principalmente, por sua grande obra Alfheim no Kishi  (アルフヘイムの騎士).  Ao longo de suas quatro décadas de carreira, sua "casa" tem sido, as revistas Princess - Mensal e Gold - da Akita Shoten.  


O Comic Natalie trouxe a informação de que um artbook da autora será lançado em 26 fevereiro de 2018 e, se entendi bem, teremos uma exposição, também.  Acredito que não é somente isso, deve vir algum brinde em uma das revistas Princess, com certeza.  


Para quem encomendar o artbook, haverá uma coleção de cartões postais como brinde.  O site comemorativo é este aqui.  O preço do artbook é 2700 ienes.

Sasurai no Taiyou: Acabei de descobrir que o primeiro anime musical é um shoujo...


Uma amiga catalã (*que era uma das responsáveis pelo saudoso Pro Shoujo Spain*) fez uns posts no Twitter sobre um mangá e anime chamado Sasurai no Taiyou  (さすらいの太陽).  Eu nunca tinha ouvido falar e, bem, a série é MUITO importante mesmo.  Vamos lá, organizando a bagunça.

No ano de 1970, a revista Sho-Comic publicou o mangá  Sasurai no Taiyou com roteiro de Fujikawa Keisuke e arte de Mayumi Suzuki.  Teve quatro volumes e contava a história de duas meninas trocadas na maternidade por vingança de uma enfermeira.  A filha de aristocratas, Nozomi, acabou indo parar em uma favela, enquanto a menina da família muito pobre, Miki, foi criada com todos os luxos.  Mais tarde, elas se tornam colegas de escola, e Miki humilha Nozomi.  As duas tornam-se, por fim, rivais, pois aspiram se tornar cantoras de sucesso.  Miki tem os melhores professores e canta músicas ocidentalizadas, já Nozomi prefere ritmos japoneses, pega seu violão e vai fazer trabalho de campo pelo país.  

A rival.
Nozomi tem que enfrentar vários obstáculos, como a pobreza extrema, a morte do pai, a doença da mãe, a necessidade de sustentar os irmãos menores.  No final, a enfermeira se arrepende e revela a verdade.  Nozomi termina sendo acolhida por sua família rica junto com seus irmãos.  Ela tem um interesse romântico, mas, para o bem de sua carreira, parece que o moço desaparece... Ou o pai rico dá sumiço nele, enfim... Poderia ser uma novela e eu sempre defendo que mangás e novelas são mídias muito parecidas.

Imagem da abertura.
Vamos para as curiosidades de Sasurai no Taiyou, ou Wandering Sun, em inglês, ou ainda Nathalie et ses Amis, em francês, ou Jane e Micci, em italiano.  Trata-se do primeiro anime de idols.  Como aprendi em um pequeno documentário sobre o tema (*está aí embaixo*), a palavra "idol" em japonês não veio do inglês, mas do francês, "idole".  Motivo?  Um filme de 1964 chamado Cherchez l'idole, que fez tremendo sucesso no Japão.  Ah, acha que isso é notável?  Sabia que tanto Takemiya Keiko, quanto Hagio Moto, já disseram em entrevista que a fonte de inspiração para seus mangás shounen-ai (*o ponto de partida dos BL*) foi um filme francês chamado Les Amitiés particulières.  Curiosamente, também do ano de 1964.  Enfim, segundo o documentário, a partir do sucesso do filme, programas de TV começaram a aparecer no Japão buscando encontrar idols.  Imagino que o mangá foi feito por encomenda para anteceder a animação.


Outro detalhe de Sasurai no Taiyou é que a dubladora de Nozomi era uma aspirante à cantora, Junko Fujiyama.  o papel ajudou a alavancar sua carreira, já que o anime tinha vários números musicais.  Achei vários deles no Youtube.  aliás, é como se somente houvesse Nozomi, mas Miki deveria cantar, também.  Fujiyama tornou-se famosa cantora de enka (*lembram que Nozomi cantava músicas tradicionais?*) e é mãe de uma cantora muito conhecida,  Utada Hikaru.  Seu nome artístico mais conhecido é Keiko Fuji.  O encerramento do anime (Kokoro no Uta) foi cantado primeiro por Mitsuko Horie (*Que canta muitas das aberturas/encerramentos dos anos 1970 e 1980*) e, depois, pela própria Fujiyama.

Pensando no namorado... 
Mais um ponto importante de Sasurai no Taiyou é que a série teve envolvimento direto de  Yoshiyuki Tomino e Yasuhiko Yoshikazu, que depois fariam Yamato (宇宙戦艦ヤマト, Uchuu Senkan Yamato) e Gundam (機動戦士ガンダム, Kidou Senshi Gundam) .  O character design lembra o de Attack Nº1 (アタックNº.1), não me espantaria se fosse a mesma equipe de arte.  A série saiu em 1971 e teve 26 episódios.  Eu realmente me surpreendi de nunca ter esbarrado nela.

As duas moças no mangá.
Em um documentário italiano que achei, é possível assistir toda a série em italiano no Youtube, o narrador compara Miki - que é metida, arrogante, acha que pode comprar tudo com dinheiro - com Ayumi Himekawa de Glass Mask (ガラスの仮面).  Os paralelos entre Nozomi e Maya, aprotagonista de Glass Mask, são possíveis, mas pelo que depreendi da Miki, ela é muito diferente de Ayumi ou de Ochufujin (Ace Wo Nerae).  Miki parece mais aquelas antagonistas invejosas de segunda categoria.  Não é a mesma coisa, mesmo.  O documentário italiano está aí embaixo:


Sempre é bom aprender alguma coisa.  Eu apendi um monte só de buscar informações sobre Sasurai no Taiyou.  E é bom ver que os shoujo mangá/anime são o ponto de partida de um gênero tão popular.  E, um detalhe, o documentário que eu coloquei no post distingue entre animes de idol de animes com idols.  Exemplo?  Macross  (マクロス) é um anime com idols, mas elas não são o elemento central na série.  Da mesma forma, o documentário distingue animes sobre bandas - Nana  (ナナ), K-ON! (けいおん!) - de animes sobre idols.  Estou, claro, concordando com o que foi dito lá.  e o canal faz um histórico dos animes de idol, Sasurai no Taiyou é somente o primeiro capítulo.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Saiu o trailer de Little Women

The sisters.
Em maio, comentei que uma nova versão de Little Women, baseado no clássico de Louisa May Alcott (1832–1888), estava em preparação.  Em julho, o elenco, ou boa parte dele, havia sido escalado e que o papel de Jo March seria interpretado por Maya Hawke, filha de Uma Thurman e Ethan Hawke.  Confesso que o trailer não me fez ter nenhum clique.  ele está aí embaixo:


Little Women, publicado em 1868, conta a história das quatro irmãs March, Meg, Jo (*a protagonista e alter-ego da autora*), Beth e Amy, durante os duros anos da Guerra Civil Americana.  A família, outrora rica, ficou pobre devido ao idealismo do pai.[1]  A rica e velha Tia March nunca se cansa de lembrar da falta de juízo do sobrinho e humilhar os parentes.  O chefe da família foi lutar na Guerra de Secessão e as mulheres da casa, as filhas e a mãe, se esforçam para serem felizes em uma situação econômica precária.  Com a chegada do neto do vizinho rico, Laurie, a vida das meninas muda para melhor graças á amizade que o rapaz faz com Jo, que lamenta não ter nascido homem.  A convivência com as meninas, especialmente a frágil Beth, alegra a vida do velho.  O primeiro livro é basicamente juvenil, uma história de crescimento (*coming of age, em inglês, Bildungsroman, em alemão*), a continuação, chamada de Good Wives (1869), fala de amadurecimento, casamento, mortes, enfim, a que vida continua.  

Jo e Laurie (Jonah Hauer-King).
Serão três episódios e toda a história será coberta, segundo o site Willow and Thatch.  Eu torço para que consigam fazer isso de forma razoável e que meu querido capítulo "Under the Umbrella" receba um tratamento decente pela primeira vez.  Vi que um tal Mark Stanley, que tem um currículo exíguo, será o  Professor Bhaer.  Espero não me decepcionar com esse troço...  Estréia britânica é em 26, 27 e 28 de dezembro. Vou ter que arrumar um jeito de baixar e assistir no Rio.  Pensei uma coisa, agora, será que já foi feita alguma novela inspirada em Little Women no Brasil?  Espero que alguém pense nisso... 


A versão de 1949, a primeira que eu assisti,
depois do episódio de Super Aventuras, o anime.
Revendo o final das versões de 1933 e de 1949 (*acabei de fazer isso*), só uma coisa a dizer, a mais recente das duas bebeu menos no livro e mais diretamente na versão anterior.  O texto é o mesmo, um exemplo é o diálogo final entre o Prof. Bhaer e Jo.  "I have nothing to give but my heart so full and these empty hands." "They're not empty now" ("Eu não tenho nada a oferecer a não ser este coração tão cheio e estas mãos vazias." "Não estão vazias agora".).  E, no livro, Jo coloca suas mãos nas dele, está nos filmes, e o beija, porque nunca conseguiu agir como uma dama mesmo, isso só está no livro, não nos filmes, vejam só, um livro de 1869... Foi o que sobrou de um capítulo inteiro, fora a invenção de que Jo teria publicado um livro e ele teria vindo trazê-lo.  A de 1994, seguiu um percurso diferente, mantendo a história de que o Professor veio trazer o livro, mas mexeu na personalidade de Bhaer, então, fico com as duas mais antigas.  Queria muito maior fidelidade, mas... 



[1] O livro, que é semi-autobiográfico, não esclarece, mas o pai da autora faliu por ter aberto uma escola que aceitava crianças negras e brancas, foi boicotado, difamado e terminou se endividando.

Yu Yu Hakusho terá especial animado em 2018


Yu☆Yu☆Hakusho (幽☆遊☆白書) foi um marco na TV brasileira.  Exibido pela TV Manchete nos anos 1990, teve uma dublagem inspirada e suas músicas receberam versões que conquistaram o coração de muita gente.  Não, eu não era lá grande fã da série, mas assisti muita coisa, já era adulta, trabalhava e coisa e talz e a gente não tinha como conseguir as coisas na internet como nos dias de hoje.  O mangá, claro, saiu pela JBC.  A série está comemorando 25 anos no Japão.  Eu parei para olhar, porque imaginei que ninguém lançaria umas figures lindas de Hiei e Kurama a troco de nada, enfim... 


Esta semana, foi anunciado na Jump Fest que o anime de Yu☆Yu☆Hakusho será relançado em Blu-ray ano que vem no Japão e, por conta disso, um especial animado será feito para vir nos extras dos boxes.  Boa novidade para os fãs.  A notícia está no Manga Mag.  Certamente o especial será legendado.  Isso, claro, se não destruírem a internet até o ano que vem por conta das presepadas do Trump, como muitos estão vaticinando.  Deixo com vocês a abertura da Rede Manchete:

Exposição comemora os 50 anos de Peanuts no Japão



Peanuts, aqui, no Brasil, normalmente chamamos de  Snoopy, ou Charli Brown e sua turma, começou como uma tirinha diária em 2 de outubro de 1950.  Seu autor, Charles M. Schulz, morreu em 2000 e assegurou antes de sua morte que ninguém, além dele, poderia fazer quadrinhos de suas personagens.  Algo não tão comum nos EUA.  Eu sou fã de Snoopy e o primeiro filme que Júlia viu no cinema foi o último longa das personagens.  

Enfim, o Sora News trouxe uma série de fotos sobre as comemorações dos 50 anos de Peanuts no Japão.  O nome da exposição é Arigatousai (*Festival do Agradecimento*).  Haverá produtos e as personagens são representadas em roupas do Japão da Era Edo.  



A exposição, que é gratuita, será em lojas da rede de departamentos Sogo, uma em Osaka (15-29/12) e outra em Saitama (1-9/01).  

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Meu problema com listas continua! Agora, os animes que não sexualizam as mulheres.

Sexualizado, ou não?  Ou será que, neste caso, é empoderador?
Vamos para um assunto que pode aborrecer muita gente, um texto que pode fazer com que alguns passem a não gostar de mim, enfim, estou com isso engasgado aqui faz tempo.  Está circulando no Facebook - e fatalmente alguém vai postar isso no grupo do Shoujo Café de lá, uma lista de animes que não sexualizam mulheres.  Deve ter sido feita para atrair as moças geek feministas que abominam mangá e anime, porque, bem, é um material que trata mulheres muito mal e tem alto potencial de pedofilia.  

Na tal lista há um monte de animes - a maioria cheios de qualidades, onde as mulheres são meros detalhes, porque ou são séries que flertam com BL, ou histórias sobre homens nas quais as mulheres não fazem diferença alguma.  Exemplo?  Yuri!!! on ICE (ユーリ!!! on ICE).  Eu adoro a série, quem vem aqui sabe, mas pessoal trata-se de uma história sobre homens (*idealizados*) e que tem seus momentos de fanservice, só que com meninos, sendo alguns deles, como Yurio, menores de idade. A sexualização do corpo masculino está ali para que mulheres possam consumir, porque Yuri!!! on ICE tem público, somos nós. Fanservice deve ser banido de todo?  Eu defendo que não.  Quero assistir eternamente Colin Firth com sua camisa molhada em Orgulho e Preconceito e alguém que queira tirar esse meu direito para ver!


Será que todas as meninas de anime precisam ser Utena? 
Mas o shortinho de Utena também não é uma sexualização?
Enfim o que eu quero alertar - estou me dando a este direito como velha que sou - que periga a histeria de alguns chegar ao ponto de considerar até banalidades como minissaias (*sexualização*), personagens mais fofinhas (*pedofilia!*), ou namoro entre adolescentes (*mais pedofilia!*), ou (*complete com o que você achar melhor*) como um problema.  

Temos que nos preocupar, sim, com a sexualização das personagens femininas, com uniformes e armaduras absurdas, com mulheres que não tem história própria, mas estão na narrativa somente para empurrar a trama centrada em algum homem, com crianças ficcionais em situações pedófilas, com a naturalização da violência contra as mulheres e da cultura do estupro.  É nosso dever como feministas discutir tudo isso e muito mais, fora, claro, que não existe equivalência na forma como personagens femininas e masculinas são tratadas.  No entanto, há quem esteja pedindo uma ficção tão sanitarizada, assexuada, que deixa com inveja os fanáticos religiosos mais reprimidos.  E, para mim, todo reprimido, hipócrita, fiscal da moral alheia é um tarado em potencial.  O que eu quero dizer é que perigamos nos juntar ao clube deles.  É preciso cuidado.


Vi mulheres reclamando do uniforme da Mulher Maravilha. 
É direito, eu sei, mas me pareceria
mais estranho ver uma amazona coberta dos pés à cabeça.
Estou ficando preocupada com certos comportamentos que fazem com que a palavra censura circule livremente entre os extremos da direita e da esquerda da nossa sociedade.  Há gente muito hipócrita e/ou muito pudica que pode terminar definindo para a coletividade o que podemos ou não podemos ler, assistir, enfim, gostar.  É preciso cuidado e equilíbrio, ou o universo da fantasia pode se tornar cinza e sem graça como muitos filmes norte americanos dos anos 1950.

Aliás, filme sugerido: A Vida em Preto e Branco (Pleasantville, 1998).  O filme tem como protagonistas um par de gêmeos (Tobey Maguire e Reese Witherspoon), ele um fanático por uma série dos anos 1950, Pleasantville, onde tudo é certinho e bem comportado, o garoto acredita que nasceu na época errada, já ela, uma menina moderna aparentemente superficial e que só deseja ser popular, acha o irmão um esquisito.  Um dia, os dois estão brigando pelo controle remoto e acabam sendo jogados dentro da tal série.  Ambos acabam aprendendo alguma coisa.  Vale assistir.



De resto, a gente tem que tentar lembrar do que nos atraiu para os animes e mangás.  Do que eles têm de especial para nós. Eu sempre gostei das personagens e tramas complexas, de uma subversão dos desenhos certinhos norte-americanos que sempre terminavam com uma lição de moral (*He-Man e She-Ha, por exemplo*), do drama, da possibilidade de morrer, de amar, de fazer sexo, enfim.  Será que queremos uma ficção domesticada que não possa nos surpreender?  

Talvez, a saída para a não-sexualização seja simples: eliminem as mulheres.  Certos grupos de judeus ultra-ortodoxos são especialistas nisso, apagar mulheres das fotos é uma forma muito eficaz de não cair em tentação, porque, gente, uma pessoa obcecada sempre vai ver sexualização em tudo, mesmo nas coisas mais inocentes.  Moralismo nunca é a saída e serve de cortina de fumaça para muitas coisas.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Netflix anuncia remake de She-Ra


Começo dizendo que não sou fã de She-Ra, ou He-Man.  Gente como eu assistia esses desenhos, porque, bem, só havia coisas assim na TV para a gente ver, não havia escolha, não era "vou assistir She-Ra, porque é melhor que Pole Position.".  Havia a hora do desenho X e do desenho Y e era aquilo, não adianta.  Agora, verdade, é que She-ra era importante para a gente, as meninas, porque ela era a heroína, uma mulher forte, independente. Era o mais próximo de uma heroína feminsita que nós tínhamos. Eu gostava mais da Adora, torcia por ela e pelo Gavião do Mar.  Só que era um desenho bem rasinho.  Muito mesmo.

OK, segundo vários sites (*Variety, Gizmondo*), a série que fez sua primeira aparição em 1985, estreia ano que vem na Netflix.  O mais importante?  A responsável pelo projeto é Noelle Stevenson, a jovem quadrinista de Lumberjanes (*elogiada HQ feminista*) e vencedora do Prêmio Eisner.  Vamos ver no que isso vai dar. Pode sair algo interessante, sim.  O site oficial de Stevenson é este aqui.