segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Quer saber qual personagem de anime divide o aniversário com você? Este site pode lhe ajudar!


O  Rocket News 24 trouxe informações sobre um site  japonês (*sim, alguma informação romanizada, mas basicamente é em japonês mesmo*) com um arquivo de mais de 10 mil aniversários de personagens de anime.  Agora é fácil saber quem faz aniversário no mesmo dia que você. :) Enfim, é divertido dar uma olhada nele e há personagens clássicas, também, porque Oscar (A Rosa de Versalhes) está junto com o Levi (Shingeki no Kyojin) e a Mei Tachibana (Suki-tte Ii na yo) em 25 de dezembro... E tem muito mais personagem de anime que faz aniversário nesta data.  Vale a pena dar uma olhadinha, é divertido. :)  O endereço é este aqui.  

Percebi que tem gente perdida sem conseguir achar o caminho.  Desculpem, a coisa não é realmente auto-explicativa.  Enfim, se você clicar direto aqui, vão aparecer os meses em seqüência, a mesma nossa, claro.  Eu nasci em fevereiro, então, procuro o mês dois.  Chegando lá, clico no dia 5.  Os nomes das personagens e séries estão romanizados, assim como as séries.  É fácil.

POST ORIGINALMENTE DE 26/06/2015.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Tokyo Tarareba Musume terá mais três capítulos na revista Kiss


Tokyo Tarareba Musume (東京タラレバ娘), de Akiko Haigashimura, acompanha a vida de três amigas, especialmente Rinko, que percebem que a vida está passando quando completam 33 anos.  daí elas fazem um pacto de estarem casadas até as Olimpíadas de Tokyo, em 2020.  A série teve 9 volumes e fez um grande sucesso junto à crítica e ao público, sendo transformada em dorama, inclusive.     Pois bem, eu acabei não vendo a notinha no ANN, e imagino que apareça no dia 25 de outubro no Comic Natalie, a série terá mais três capítulos a partir da edição da Beijo deste mês.  


A capa, que está ilustrando o post, já foi divulgada.  Akiko Higashimura, vocês sabem, não consegue ficar tranquila sem estar fazendo uns três mangás ao mesmo tempo.

“Eu queria que minha mãe admitisse que mangá é uma coisa maravilhosa!”: Yukari Ichijo fala de sua carreira



Dias atrás, fiz um post sobre a exposição comemorativa dos 50 anos de carreira de Yukari Ichijo.  Ressalto de novo que não sei japonês, eu quebro galhos, mas esta frase que apareceu no tradutor foi um convite para tentar traduzir um pouquinho da conversa que a mangá-ka teve com 60 fãs.  E, gente, que linda que a Yukari Ichijo é.  Ela é muito elegante!  E, para quem não sabe, Yukari Ichijo é uma das mangá-kas favoritas da Naoko Takeuchi de Sailor Moon.  Vamos lá!

Logo no início, ela diz que está no ramo da moda agora, exibiu o seu vestido, e completou que aprendeu a ser designer de moda fazendo shoujo mangá.  Enfim, quando escrevi que ela era linda e elegante, nem tinha visto esta parte, mas Ichijo tem um estilo de desenhar desde os anos 1970 que lembrava desenho de moda.  Um dos seus mangás mais importantes dela se chama? Designer (デザイナー).  


Ela falou, então, de sua estreia como mangá-ka.  Ela disse que era fã da Nakayoshi por causa de A Princesa e o Cavaleiro.  Daí, ela estava no correio para postar seu quadrinho para o concurso da Nakayoshi e viu a Ribon com um mangá de Hideko Mizuno (*Honey Honey, Fire*) na capa. Ela gostava muito do trabalho de Mizuno e decidiu mandar seu mangá para a Ribon, então.  Ela acabou ganhando o concurso. 😊 O da Nakayoshi pagava 100 mil ienes, o da Ribon pagava 200 mil.  Saiu no lucro e ela riu que foi conquistada pelo dinheiro, também.

A autora falou, então, de sua infância muito pobre e que os pais detestavam mangá, culpavam os mangás por todos os males do mundo.  Ichijo falou, então, que ela queria desenhar e dada a oposição dos pais, ela queria sair de casa logo, desde a época da escola, porque queria fazer mangá.  Parece que a forma como a mãe dela a reprimia a respeito de seu interesse pelos mangás, fez com que ela tivesse medo de ser mãe, de tornar-se como sua genitora.  Olha, essa experiência aprece ser geracional, Hagio Moto comentou sobre a mãe em uma entrevista, que eu traduzi para o blog, e falou que até hoje, ou na época da entrevista, enfim, a mãe dela ainda dizia aos vizinhos e conhecidos que ela era professora de arte, não mangá-ka.


Mas parece que, no caso de Ichijo, ela desenvolveu certo rancor em relação à mãe.  Ela queria desenhar e contar histórias sobre temas tabus, como a homossexualidade, amor entre pessoas muito diferentes, coisas, enfim, que a mãe desprezava.  Ao mesmo tempo, ela queria que a mãe reconhecesse seu trabalho e percebesse que mangás eram coisas boas, porque ela amava sua mãe.  Ela queria que a mãe se desculpasse com ela depois de compreender a beleza dos mangás a partir das suas obras.  Pelo que pude perceber, ela não conseguiu, não.

Daí, ela falou de três de seus mangás: Suna no Shiro  (砂の城), Designer e Yuukan Club (有閑倶楽部).  Esta parte, vou pular, OK?  Daí, ela respondeu perguntas dos fãs.  O Comic Natalie pontua que a maioria perguntou coisas semelhantes “Quais os seus hobbies nos dias de hoje?”  Piano, estudo de línguas e jardinagem.  Daí, Ichijo falou dos tomates maravilhosos que ela planta em casa.  Yukari Ichijo falou do glaucoma, que foi aconselhada a parar de beber, mas que ela bebeu a vida inteira e gosta de tomar um drink em casa.  Ela enfatiza, no entanto, que está feliz e saudável.  Esse foi o resumo de 90 minutos de conversa com a autora.  Há mais outras duas marcadas durante o período em que a exposição estiver aberta.

Último volume da edição brasileira de Love★Com trará brindes


A publicação brasileira de Love★Com  (ラブ★コン), de Aya Nakahara, pela Panini está chegando ao fim.  O volume #17 deve ser lançado nos próximos dias e o Facebook da editora anunciou que o encadernado contará com brindes, um marcador de página e um pôster.  Parece que é o canto do cisne dos shoujo mangá da editora, já que não parece existir projeto de publicação de novas séries em um futuro próximo.  De resto, comparem o resumo na página da Panini e o que colocaram no Facebook.  
"Os três anos do colegial de Risa, Otani e dos demais chegaram ao fim com a dupla discursando na cerimônia de formatura. Agora, cada um seguirá para novos rumos... Mas antes, que tal dar uma espiada na época de ginasial da dupla dinâmica mais maluca de todas?!" (*SITE*)
"No último título da série, Risa e Onanie discursam na formatura e planejam o futuro rumo ao ginásio. Falando em ginásio, a edição mostra o que essa dupla pode esperar pela frente." (*FACEBOOK*)
Quem cuida dessas coisas na rede social, sei lá... De onde tiraram um resumo tão ruim e cheio de incorreções.  é muita coisa em um parágrafo só!  Ah, sim!  E não esperem pelo gaiden da série, porque ele não virá.

Publicada a última edição da revista ITAN


Outra das revistas canceladas este ano, a ITAN, teve seu último volume publicado ontem, em formato digital.  Segundo vi no Twitter da revista, algumas séries chegaram ao fim, outras como Noumen Joshi no Hanako-san  (能面女子の花子さん), de Oda Ryou, foram transferidas para outras publicações.  A edição digital da ITAN, acredito que os dois últimos números, estão disponíveis no site e aplicativo Comic Days.  É para lá que as séries inconclusas da revista devem migrar.  


Como já pontuamos antes, o mercado japonês está mudando, os padrões de consumo, especialmente das mulheres, mais rápido do que de outras demografias, e o povo tem preferido ler na internet e comprar o encadernado quando ele sair.  Essa última parte não mudou muito, mas, resumindo, as antologias estão morrendo.  Imagino que veremos muios outros cancelamentos, ou mudanças para formato digital nos próximos anos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Revista B's Log traz matéria sobre o game inspirado na Rosa de Versalhes


Já escrevi duas vezes sobre o game Shiritsu Berubara Gakuen ~Versailles no Bara Re*imagination~ (私立ベルばら学園 ~ベルサイユのばらRe*imagination~), que é um dating simulator inspirado no clássico de Riyoko Ikeda, A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら).  Trata-se, como nos jogos do tipo, de uma personagem feminina que terá que escolher entre uma cartela de homens variados.  Não sei se Oscar aparecerá para inspirá-la, se Oscar será um dos rapazes, ou se somente a ambientação  física do colégio lembrará Berubara em alguma coisa.   


De qualquer forma, a revista B's LOG que é voltada para mulheres gamers e otaku trouxe maiores detalhes sobre o game, como personagens secundárias e tudo mais.  A imagem principal do post, no entanto, veio da página do game em si.  É a única disponível até o momento. O trailer pode ser visto aqui.

domingo, 21 de outubro de 2018

Casamento como opção de carreira para as mulheres, ou quando o velho torna-se novíssimo


Estamos entrando em tempos que podem ser sombrios.  Eu, de minha parte, espero estar errada, muito errada, aliás, e me retratar daqui quatro anos dizendo que, sim, o candidato que não será nomeado era injustiçado e fez um bom governo.  Desejo isso por mim, pela minha filha, por todos os habitantes do Brasil, especialmente, por aqueles que sentem mais ameaçados por sua eleição.  Aliás, ele será o primeiro presidente do qual minha filha se lembrará, espero que sua memórias sejam boas, ou neutras, como são as minhas sobre o General Figueiredo, porque de Geisel, não me lembro mesmo.  Enfim, estabelecido isso, é mais um post político e feminista.  Quer fugir dele?  Dá tempo, viu?

O casamento como carreira ideal para as mulheres.
Em 1981, Paulo Maluf, na época governador biônico de São Paulo, disse "Professora não é mal paga, professora é mal casada." Anteontem, no Twitter, li a seguinte frase de uma moça "Não preciso receber o mesmo que um homem, tenho marido para me bancar."  Era uma resposta para a falta de mulheres em uma foto de apoiadores do candidato citado, mas não nomeado, no primeiro parágrafo.  Foi algo dito gratuitamente, como uma ofensa para a outra mulher que fez a observação, mas algo absolutamente conectado com o momento em que vivemos.  A lógica, aliás, é a mesma.  

Mas case bem, case para ser rica, ou
vai trabalhar dentro e fora de casa.
 
Uma mulher bem sucedida, na perspectiva de várias pessoas, ainda é aquela que arranja alguém que a sustente.  Esta não é uma ideia feminista, aliás, as feministas lutaram e muito para que as mulheres pudessem trabalhar em condições igualitárias, seguras, e terem acesso a todos os cargos e profissões.  Vejam bem, não que não pudessem trabalhar, porque mulheres pobres sempre trabalharam, na época da escravidão em nosso país, mulheres nessa condição não eram isentas do trabalho pesado (*"trabalho de homem"*) por serem mulheres, a questão sempre foi respeito, remuneração justa e oportunidades iguais.  Se olharmos para o nosso país quase 50 anos atrás, encontraremos a seguinte situação: "Uma mulher com curso universitário no Brasil em 1970 ganhava em média 41% do salário médio de um homem com diploma. Hoje, o percentual é de 75%."  Um progresso considerável, certo?  Para muita gente, parece que não.

Durante muito tempo, a maioria das mulheres, mesmo pobres,
era estimulada a ver o trabalho como algo temporário,
um bom casamento era a meta de vida.
O problema é que frases semelhantes serão muito ouvidas nos próximos anos. Talvez, inclusive, saiam da boca de políticos, homens e mulheres, alinhados com a futura e provável  orientação do governo federal.  Poderão ser ditas por mulheres comuns, também, e de forma sincera, para quem enuncia, claro, de que casamento é o projeto de vida de qualquer mulher.  Nessas horas, lembro sempre do livro "E o Vento Levou" (*vol.1 e vol.2*), porque a discussão não está no filme, quando Scarlett O'Hara se questiona sobre qual a razão de investir tanto tempo em prendas e disciplina (*aquela série de "não podes"*) para arriscar tudo em uma temporada caçando um marido, duas no máximo, ou será vista como uma encalhada, e depois de casada ficar em um canto com as matronas, mesmo sendo uma moça de 16 anos.  Casar e procriar eram os objetivos máximos da vida de uma mulher burguesa, ou nobre, as demais, sempre tiveram que trabalhar muito, mesmo depois de arranjarem o seu "provedor", ainda que não recebessem por seu trabalho, ou fossem sub-remuneradas.

Scarlett é ótima no filme e no livro, mas algumas
discussões feministas importantes, mesmo ela
não sendo feminista, são feitas no original.
Enfim, o ponto central das duas frases que citei lá em cima é que uma mulher não tem do que reclamar, desde que arrume um marido rico.  Sindicato?  Só as barangas e encalhadas ou mal casadas precisam dessas coisas.  E se precisam, é por culpa delas, ou incompetência.  Aliás, conhecem aquela dito popular "nascer pobre é destino, casar com pobre é burrice"? As duas frases sinalizam, também, uma forma de reafirmar uma visão de mundo arcaica e violenta para com as mulheres, porque depender de alguém é sempre uma forma velada de escravidão.


E, sim, você pode confiar no seu senhor, pode ser o seu projeto de vida  arrumar um desses para que ele lhe chame de sua (*porque o dono é ele*), tal e qual na espetacular abertura do filme "O Casamento do Meu Melhor Amigo", e está tudo muito bom.  no fim das contas, a é escolha sua, desde que tenha em mente que você está assumindo um risco. E mais, se o casamento acabar, a mesma sociedade patriarcal que lhe soprou no ouvido que casamento é carreira, vai dificultar a sua pensão e chamar você de aproveitadora, afinal, você pode trabalhar e ganhar o seu sustento, mesmo tendo, sei lá, negligenciado estudos e carreira formal pelo seu marido e família.  Isso não importa.  Lembram do meu texto "Se Marido não é previdência, esposa não deveria ser empregada doméstica".  Recomendo a leitura.  De qualquer forma, a feminista de plantão está aqui para avisar. Aliás, avisar, não é impôr uma visão de mundo.  Feministas, normalmente, há exceções, claro, só avisam e fazem reflexões e se mobilizam, mas não obrigam ninguém a escolher um caminho X ou Y.  Normalmente, quem está do outro lado é que quer obrigar, discriminar e oprimir, como forma de manter privilégios, os seus, no caso dos homens, ou o do seu senhor, no caso das mulheres.  

Em uma sociedade patriarcal, na qual as mulheres valem
menos, recebem salários menores, tem menos direitos. 
Mãe feliz, é mãe de menino.
De qualquer forma, a gente pensou que iria deixar esses arcaísmo para trás, que O Conto da Aia era somente uma distopia literária e nada mais que isso, mas quem vota em quem tem projeto de levar o país 50 anos no passado, deve assumir o que está fazendo, especialmente, quando será você a ouvir que não merece um salário justo, porque é mulher e engravida. E torça para ter filhos homens, porque dentro dessa mesma lógica misógina, cabe a eles bancar você no futuro. Filhas, neste caso, não servem.  Já eles, os filhos, são uma forma de investimento, sabe? Assim, tipo em Caminho para as Índias e outras novelas exóticas da Glória Perez.  Mas é preciso confiar neles, também.  Mas, você sabe, não é?  Se os filhos e filhas não são bem educados, a culpa, dentro desse mundo ideal, será sua, também.  Quem avisa, amiga é!