quarta-feira, 31 de julho de 2019

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

domingo, 19 de maio de 2019

Comentando Os Vingadores: Ultimato (EUA, 2019): Agora COM SPOILERS


Assisti ao último filme dos Vingadores na quinta-feira de estreia, estava sozinha e fiz uma resenha sem spoilers.  Na quinta-feira seguinte, consegui convencer meu marido a ir ao cinema ver o filme.  O único filme dos Vingadores que eu tinha assistido duas vezes, tinha sido o primeiro.  Aliás, é raro nos últimos anos, conseguir assistir um filme mais de uma vez nos cinemas.  Primeiro, falta de tempo; segundo, os ingressos se tornaram muito mais caros do que eram quando eu estava lá nos anos 1980-90.  Talvez, o texto tenha vindo já muito tarde, afinal, muita gente já comentou inclusive coisas que eu devo comentar, mas trabalhei até no sábado e estou corrigindo provas, realmente, não tive tempo ainda para sentar e escrever um texto robusto.

Pois bem, primeira coisa que tenho a colocar é que gostei muito de assistir de novo, especialmente, em um cinema melhor, com uma tela decente.  Pude ver bem, coisas que não tinha percebido da primeira vez.  As lágrimas vieram aos olhos mesmo sabendo o que iria acontecer.  Observei melhor certas questões, também.  Outra coisa, meu marido gostou do filme, muito mesmo, e foi a primeira vez que o vi demonstrando euforia e alegria em muitos meses.  Ele sofre de depressão (*além de outras coisas*) e, nesses últimos tempos, a situação geral do país só tem feito o seu estado geral de saúde piorar.  Perceber o efeito benéfico do filme sobre ele já valeria pela sessão inteira.  E, sim, este texto que já demorou muito a sair, talvez seja um tanto desordenado, espero que isso não incomode a muita gente.


No final, ela fez pouca diferença.
Vamos lá, preciso resumir o filme de novo?  Não vou, não, peço que leiam a primeira resenha, ela dá conta dessa parte.  Ficou um texto bem organizado e com um cuidado que normalmente não tenho com spoilers.  Sou tagarela, quem visita o site deve saber.  

Quem assistiu ao primeiro filme e não é ingênuo já sabia que todos os que viraram pó iriam voltar.  O que não tínhamos ideia era de como os heróis conseguiriam ressuscitar os amigos e  todos os outros desaparecidos.  Aliás, nem sabíamos se isso seria possível.  Ao longo do filme, tivemos que lidar com um detalhe doloroso, porque foi, nem todo o mal que Thanos tinha feito, pode ser desfeito.  algumas personagens morreram de fato e acredito que o MCU (Marvel Cinematic Universe), não irá se trair nesse aspecto.  Começo citando dois exemplos, Visão (Paul Bettany) e Gamora (Zoe Saldanha) estão definitivamente mortos.  Ambos foram sacrificados para que Thanos tivesse acesso a duas das jóias, ele pela jóia da mente, já Gamora, a da alma.

O Homem de Ferro se sacrifica por todos.
Saber lidar com a morte é algo importante e conversando com uma fã dos filmes da Marvel, tão fã que a prova que ela aplicou para suas turmas era cheia de textos sobre o MCU, vi que deve ter havido pelo menos alguns fãs que saíram frustrados do filme.  Ela foi a primeira pessoa que encontrei que não gostou de Ultimato.  O motivo foi esse.  Eu cresci vendo anime e leio mangá, enfim, salvo alguns casos absurdos, como os shounen arrasa-quarteirão, as pessoas morrem e normalmente ficam mortas, exceções são exceções. 

Fãs de anime e mangá precisam aprender a lidar com o luto e com a necessidade do recomeço, sei disso desde que Anthony caiu do cavalo e quebrou o pescoço em Candy Candy.  Pessoas morrem, a gente sofre, guarda as boas lembranças.  Por isso mesmo, quando cheguei para assistir Ultimato, uma morte estava certa para mim, a de Tony Stark (Robert Downey Jr.).  O que sempre me pareceu o mais importante é o como o roteiro iria me entregar esse momento.  Não podia ser da forma abrupta e sem significados maiores como a morte de Tasha Yar na primeira temporada de Jornada nas Estralas: A Nova Geração.  Era necessário fazer justiça à trajetória da personagem, a primeira a estrear no MCU, em 2008.  E assim foi feito.  Da segunda vez que assisti, conseguindo enxergar o filme direito, umas lágrimas brincaram nos meus olhos.  Ver Ultimato pela segunda vez, me emocionou mais do que da primeira.


Algo que incomodou muita gente e
que, para mim, engrandeceu o herói.
Voltando, uma grande sacada foi dividir o filme em duas partes e começar com a morte de Thanos (Josh Brolin).  Acredito que ninguém esperava que o grande vilão fosse ser executado pelo Thor (Chris Hemsworth) nos primeiros minutos de filme, mas foi.  E não foi o suficiente e só trouxe mais tristeza e sensação de impotência para os heróis.  Houve quem reclamasse que essa primeira uma hora e pouco se Ultimato foi lenta demais, no entanto, ela serviu para construir a angústia e a frustração dos heróis.  Eles fizeram tudo o que podiam, mas não foi o suficiente.  Nem a chegada da Capitã Marvel (Brie Larson), prestou para alguma coisa.  

Dentre os sobreviventes em destaque, afinal, o filme tinha como objetivo fechar a saga dos Vingadores originais (*do cinema*), o Capitão América (Chris Evans) e a Viúva Negra (Scarlett Johansson) eram os mais engajados, cada um da sua maneira, em tentar ajudar aqueles que sobreviveram e conseguir superar sua própria dor que não era pequena.  Os demais, nesse caso, o Homem de Ferro, o Hulk (Mark Ruffalo) e Thor seguiram em frente, ou, no caso deste último, permaneceram doentiamente atrelados ao passado, mas volto a isso mais adiante.

Natasha sofre por ter falhado e se
esforça por proteger os que restaram.
Thor sofreu uma série de perdas ao longo dos vários filme.  Perdeu amigos fiéis, a mãe, o irmão (*que eu esperava que voltasse neste filme vivo e bem*), o Mjolnir (*o martelo*), perdeu Asgaard.  Não é pouca coisa, não.  Enfim, mas algo que gerou grande controvérsia, foi colocarem o Thor depressivo, porque, sim, ele estava doente, como alguém desleixado e gordo.  O preconceito contra pessoas obesas é grande e, para alguns, isso foi tomado como expressão de preconceito.  A colega de trabalho que citei lá em cima, considerou desrespeito com a figura do herói.  Ao que parece, foi o próprio ator, cuja veia para comédia eu elogiei na primeira resenha, quem pediu que algo diferente fosse feito com Thor.  Enfim, foi gordofobia, ou não?

Vejam bem, convivo com um depressivo, conheço vários dos sintomas mais comuns dessa doença, acredito que a representação do Thor foi muito próxima daquilo que eu vejo perto de mim.  No caso do Thor, com um agravante, a culpa.  "Ah, mas ele precisava ser gordo?"  Olha, o Thor não estava obeso, porque este é o seu biotipo, sabemos bem que não era o caso.  Ele engordou e se tornou alcoólatra, para mim um traço determinante nessa equação toda, porque acabou sendo arrastado pela doença.  Nada no seu ambiente doméstico era saudável.  Havia sujeira.  Havia muita bebida alcoólica e  o que de comida vimos, era pizza.  Eu amo pizza, mas a gente sabe que não é lá muito saudável comer essa iguaria todos os dias.  


As palavras certas, ditas pela pessoa certa.
Claro, que o humor estava presente, mas ele me pareceu muito mais explicito em relação aos males do álcool, do que da obesidade que, no caso de Thor, era fruto, sim, de um estilo de vida destrutivo.  Daí, Tony o chamar em um dado momento de Great  Lebowski.    A cena da conversa entre Thor e sua mãe (René Russo) foi uma das mais importantes do filme e é bom escrever isso em um Dia das Mães.  Enfim, é desse encontro que o herói arranca forças para recomeçar, para tentar, e todo depressivo sabe o quanto isso é difícil e complicado, e prova que mesmo fora de forma, ele ainda é o deus do trovão.  E, sim, se ele comer melhor, no caso o conselho da mãe, isso não iria lhe fazer mal.  


Thor continua gordo no final do filme e não menos poderoso.
Não conheço ninguém do movimento body positive que defenda que as pessoas se alimentem de forma desequilibrada, porque devem aprender a amar o seu corpo e serem gentis consigo mesmas para encontrar seu ponto de equilíbrio.  Dito isso, não vi mal em um Thor gordo, especialmente, porque ele continua poderoso mesmo assim, os problemas que vi no filme foram outros.

Como você viu o filme, sabe que a trama envolveu viagem no tempo como forma de conseguir reverter o que Thanos tinha feito, localizando as joias no passado.  Tivemos citações a vários filmes e mesmo a um dos meus seriados favoritos, Quantum Leap.  Segundo meu marido, que entende muito mais da parte científica da coisa do que eu, teoricamente é possível viajar no tempo seguindo essa teoria de redução ao nível de partículas quânticas.  Obviamente, ninguém deve se torturar sobre essas questões.  Primeira coisa, eu ADORO historias com VIAGEM NO TEMPO, teria que ser muito ruim para não me agradar.  E vejo a coisa da seguinte forma, viagem no tempo raramente não produz uma boa história, seja apelando para conceitos científicos mais sólidos, e foi esse o aporte que a ideia do Homem Formiga (Paul Rudd) trouxe para o filme, ou de lances mais absurdos.  


Coisas que só uma boa viagem no tempo podem fazer por você.
Querem um exemplo?  Em Algum Lugar do Passado, o sujeito volta no tempo de tanto olhar para a foto de uma mulher de cem anos atrás e desejar estar com ela.  E a gente embarca na história.  😄 Quem é velha como eu, lembra desse filme.  O livro é ainda melhor, pelo menos lá a gente sabe que o sujeito tinha um tumor cerebral e tudo poderia ter sido uma alucinação.  Aliás, falando nisso, houve quem ficou aborrecido com a escolha do Capitão América, e foi a forma que encontraram para dar um final definitivo para a personagem interpretada por Chris Evans, voltar ao passado e se casar com a agente Carter (Hayley Atwell)  e viver o amor e a vida de um norte americano médio com ela.  Sim, foi um paradoxo, afinal, tudo parecia ter ocorrido na mesma linha temporal e, não, em uma nova linha alternativa.  Vai ter que lidar com isso, já vi gente exigindo suspensão de descrença maiores que essa.

O filme ofereceu para Thor, Homem de Ferro e Capitão América a grande luta que os três heróis mereciam em sua última (*aparente*) participação no MCU.  O confronto com Thanos foi dramático, heroico e bem impactante.  O momento em que o Capitão América consegue erguer e usar o martelo do Thor em especial.  Mau marido estava esperando por isso desde o primeiro filme e reclamava bastante, muito mesmo.  E ele ficou vibrando.  Também foi bem coerente, dentro da lógica do filme, devolver o Mjolnir ao passado, assim como a jóias, restaurando o fluxo temporal.  E, sim, a única participação de Loki criou a possibilidade de vermos Tom Hiddleston, mas o irmão de Thor que sobreviveu, não foi o que tinha passado por uma série de experiências importantes que permitiram que ele se tornasse alguém melhor.  Dito isso, o Loki que vai voltar em algum filme futuro, talvez, no próximo Guardiões da Galáxia, é aquele lá do primeiro filme dos Vingadores.  vamos ver no que vai dar isso... 


A melhor personagem feminina do filme.
Falando das mulheres, agora, porque acho que nunca conseguirei terminar esse texto e ainda tenho provas para corrigir:  Não tinha percebido, e fiz um comentário tolo na minha primeira resenha por causa disso, que Shuri (Letitia Wright), irmã do Pantera Negra (Chadwick Boseman), poderia ter ajudado como uma das mentes científicas que trabalham no projeto de viagem do tempo.  Bem, ela estava morta, aparece em um dos trailers.  De qualquer forma, a questão da representação das mulheres é um dos problemas da película.  E, sim, temos muitas mulheres em cena, sim, a Marvel se esforçou, mas o fez por vias muito conservadoras.  A equipe que viaja no tempo, é pobre tanto em diversidade étnica, quanto em relação às mulheres, pois só temos Natasha e Nebula (Karen Gillan), por sinal, as duas mulheres mais importantes do filme.  

Nebula, irmã de Gamora, uma personagem secundária nos filmes dos Guardiões da Galáxia, teve o melhor arco dentre todas as mulheres do filme.  Ela salva o Homem de Ferro, ela atua como membro efetivo da equipe que tenta derrotar Thanos, ela faz as escolhas certas, inclusive eliminando seu "eu" do passado.  Sim, Karen Gillian fez duas personagens, a fiel servidora do vilão, a filha maltratada, usada, ofendida e, ainda assim, fiel, e a do presente, transformada por uma série de experiências, mas, ainda assim, com uma personalidade coerente.


Nebula cresceu e apareceu nesse filme.
É estranho que com tantas personagens femininas importantes no MCU, uma que nunca efetivamente se destacou, tenha conseguido ter um papel tão decisivo.  E o momento de sororidade mais forte do filme não foi a cena girl power com todas as mulheres disponíveis dizendo que protegeriam a Capitã Marvel, alguém que não precisa de apoio algum, mas quando Gamora e Nebula fazem as pazes.  Nebula consegue, enfim, dizer tudo o que a morte prematura da irmã, em um sacrifício de sangue feito por Thanos para obter a jóia da alma, a tinha impedido.  Inclusive dizendo para a Gamora do passado que ela teria um envolvimento com Peter Quill (Chris Pratt).

Aliás, algo importante aqui.  A Gamora que fica na história não é a mesma que viveu uma série de experiências com os Guardiões, da mesma forma que o Loki não será, mas algo que o filme deixa em aberto e era muito importante, é como os renascidos irão lidar com o retorno.  Se gente como o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) ficou com a vida parada após a morte de sua família, outraas pessoas seguiram com sua vida.  Cinco anos é muito tempo.  Quantas pessoas casaram de novo? quantas pessoas se suicidaram?  Quantas vidas seguiram em frente?  Sei que não dava para lidar com esses temas dentro de um filme enorme, mas fiquei com minha cabeça trabalhando em cima disso.  E, bem, se falamos do Gavião, vamos direto para Natasha e o sacrifício da Viúva Negra.


Natasha e o Arqueiro formam uma dupla, seja por serem amigos
de verdade, seja por serem as personagens mais frágeis dos Vingadores.
Olha, todo site ou canal de youtube feminista que mereça esse nome (*e recomendo o vídeo da Mikannn*), já falou sobre isso, estou bem atrasada, mas é algo fundamental.  A personagem de Scarlett Johansson, um dos Vingadores originais dentro do MCU, teve seu arco de história negado.  Ela foi sacrificada no melhor estilo "women in refrigerators" para que a personagem do Gavião Arqueiro (*ou Ronin*) pudesse crescer e amadurecer, além de servir de estímulo para o conjunto dos Vingadores restantes, todos homens, sua única "família", recebessem estímulo extra para lutar.  É um recurso de roteiro batido e super machista, por assim dizer.

Mais do que isso, temos uma repetição, ainda que não movida pelos mesmos sentimentos, da morte de Gamora.  Idêntica cena, tal e qual um duplo invertido.  A Viúva Negra, uma mulher sem família, sem laços definitivos, por assim dizer, se sacrifica pelo amigo e por metade do universo, elevando-se; já Gamora, é sacrificada pelo pai, uma criatura cheia de defeitos e contradições, um monstro de egoísmo, um indivíduo que se arvora o direito de ser um deus, para que ele possa eliminar metade do universo.  Com certeza, poderíamos ter seguido outro percurso, feito outras escolhas, mas matar mulheres é aquela forma mais preguiçosa de empurrar um herói para a ação.   


Os roteiristas sacrificaram três mulheres por este homem.
E, não, nunca fui fã da Natasha, até escrevi outras vezes que ela e o Gavião estavam em níveis muito diferentes de força e poder em relação aos outros Vingadores.  Agora, como um dos Vingadores originais, ela merecia mais.  Tínhamos cinco homens e uma mulher e preferiram sacrificar a ela, porque certamente ela é mais dispensável que qualquer um deles.  Como desdobramento, o Gavião cresce e aparece como herói.  Vejam que a morte sacrificial de Tony Stark coloca um ponto final à história, ela não é uma alavanca para a elevação de outras personagens, ela é sua consagração, sua redenção.  A morte de Natasha é artifício de roteiro para que os homens cresçam.  É uma escada, por assim dizer.

Em relação a isso, uma coisa que a Mikannn pontuou e que eu não tinha pensado, foram três mulheres sacrificadas para que ele pudesse crescer.  Natasha, a esposa e a filha.  Prestem atenção que ele dá pouca ênfase à perda de seus meninos, ele fala da esposa e da filha.  Por elas, ao que parece, ele se torna um exterminador.  Elas morrem, ele vai ao inferno e se torna o Ronin.  Natasha morre, ele tem sua elevação final.  Não, não foi justo.  Até o Rocket (Bradley Cooper) teve mais crescimento que a Natasha nesse file.  Viram ele protegendo o Groot (Vin Diesel) no campo de batalha?  E, sim, o filme foi ótimo com isso tudo, também.


O filme é dos homens, não importa quantas mulheres
eles coloquem para preencher a tela.
E, claro, nada do que eu pensei para a Capitã Marvel nesse filme se concretizou.  Era um filme dos Vingadores, ela poderia desequilibrar a balança.  Fizeram o quê?  A afastaram e ela demorou o suficiente para voltar a ponto de termos tido tempo para a luta espetacular da tríade Thor, Homem de Ferro e Capitão América com o vilão.  Ela volta e seu efeito no campo de batalha poderia definir rapidamente as coisas para o lado dos heróis e que temos?  Aí, sim, um uso inteligente das joias, Thanos usa somente uma delas contra a Capitã Marvel e a neutraliza, jogando-nos na sequência mais importante desse confronto final, o sacrifício do herói.

Vocês sabem que eu gostei do filme.  Eu poderia ficar citando tudo o que amei, começando com o uso de Nebula, seu crescimento, e o papel do Homem Formiga; a representação do Thor depressivo; a luta de Tony Stark com ele mesmo, seu crescimento como herói.  Gostei, também, de terem dado ao Capitão América a chance de ser um sujeito comum, porque, bem, ele sempre foi o sujeito comum, de bom caráter e sentimentos puros, elevado à herói.  E o Homem Aranha (Tom Holland), fofo e confuso, sem entender muito bem o que estava acontecendo, mas feliz por estar vivo.  Mesmo o Hulk foi muito bem utilizado e quem acompanha o MCU sabe o quão acidentada é a carreira do herói em seus filme solo.  E eu espero que o Dr. Estanho (Benedict Cumberbatch) dos Vingadores cresça e apareça em seus filmes solos, tirando a decepção que o primeiro filme do herói me deixou.  


Ah, Marvel!  Vocês precisam tratar melhor
as suas personagens femininas.
E já ia esquecendo da Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen)!  Sim!  Sim!  Ela não teve uma grande participação no filme em termos de tempo de tela, mas foi quase responsável pela derrota de Thanos.  O quase a gente sabe o motivo.  Cheia de ódio por ter perdido seu amado, ela colocou Thanos nas cordas de uma forma que nenhum dos outros heróis fez, nem a Capitã Marvel.  Eu nunca li histórias dem quadrinhos em que a personagem aparecesse, mas meu marido comentou que ela é uma personagem poderosa, sim, mas cujas capacidades não são muito claras, variam muito no decorrer do tempo.  De qualquer forma, foi por causa dela que Thanos mandou destruir tudo com uma chuva de fogo.  Criou-se a deixa para a entrada da Capitã Marvel, atrasada somente por questões de roteiro, que fique claro.  Uma personagem tão poderosa como a Feiticeira Escarlate precisa ter um uso maior nos próximos filmes do MCU.

Foi um filme de muitos altos e poucos baixos.  Só que alguns dos pontos baixos estão relacionados às mulheres.  Ainda é muito difícil questionar velhos clichês quando se trata da representação das  mulheres.  Fala-se muito em diversidade, cogita-se um próximo filme com um (*ou uma*) super-herói gay.  Será bem-vindo, ou bem-vinda, mas eis que a Marvel anuncia que irá revelar que um de seus grandes heróis atuais é homossexual.  Os dedos de muita gente estão cruzados para que seja a Capitã Marvel.  
Sim!   E ela sozinha poderia ter detonado Thanos,
mas a gente sabe que os roteiristas não deixariam.
Bem, já me desgastei ontem e terei que produzir um texto sobre isso por causa da Elsa de Frozen, mas vou escrever de novo.  Pegar uma personagem como a Capitã Marvel e colocá-la como lésbica é reforçar esterótipos de gênero, mulher forte, independente, solitária, que se mete em ambiente masculino, deve ser lésbica.  Não percebo a escolha, caso seja essa, como ofensiva, não entendam mal, mas é clichê preguiçoso, é reforçar representações sociais a respeito das mulheres.  é esperar para ver.

De resto e concluindo, parei para prestar atenção nos olhares entre o Bucky (Sebastian Stan) e o Capitão América quando o herói viaja para o passado.  Sim, entendo que o povo ship os dois e vou tomar vergonha na cara e assistir ao Soldado Invernal, porque o Blu-ray está aqui em casa e não assisti por preguiça.  Segundo li, os atores revelaram em entrevista que a cena dos dois, os olhares e tal, estão ligados ao fato do Capitão ter revelado antecipadamente para o amigo que não pretendia voltar, que iria ficar no passado.  Whatever... Também prometo ver finalmente os dois filmes do Homem Formiga para resenhar.  Já os do Hulk, apesar do Eric Bana, não, não tenho vontade.  


E o Capitão América usa o martelo de Thor.
É isso, por favor, leia a primeira resenha, ela complementa esta aqui, lá fiz um texto melhor, acredito.  Este aqui, ficou grande, ficou confuso.  Eu perdi um pouco o pique de escrever esse texto.  queria fazer outras coisas.  Feliz Dia das Mães para quem curte a data.  Espero que o novo Homem Aranha possa ser tão satisfatório como o primeiro.  Sentirei falta dos Vingadores "originais" caso tenhamos outros filmes da equipe.  Duvido que não tenhamos com uma nova formação.  Bom domingo pra vocês!

(Postado em 12/05)

Shoujo Café em crise? Algumas ponderações.


Faz mais ou menos um mês que estou mapeando as visitações do Shoujo Café e tenho percebido uma queda considerável, mais ou menos 1/4 em média, do número de cliques que o site tem.  Como não ganho dinheiro com meu blog, isso não significa propriamente um problema, no entanto, preciso me indagar sobre o que está ocorrendo.  Primeira coisa, sei que não se trata de retaliação dos minions.  Se eu tivesse que perder visitas por questões ideológicas, isso teria acontecido ano passado, não no último mês e meio.  Tenho que buscar explicações em outro lugar, não em uma rejeição às opiniões que expresso aqui.

Normalmente, os picos de visitação nos últimos tempos acontecem nos posts políticos.  Se eu escrever alguma coisa que se remeta às desgraças que acontecem no país, e meu último post do gênero foi sobre o corte nas verbas das universidades, a acusação de balbúrdia, o número de visitações é alto.  O último boom por aqui foram os posts (*1-2*) que fiz relacionados à Game of Thrones, série que vocês sabem que não assisto. Pois bem, será que as pessoas estão visitando menos o Shoujo Café, porque querem mais política e mais GOT?  Talvez, mas no caso de GOT só escrevi mesmo, porque a questão era pertinente.  Não ficaria fazendo isso para ganhar visitas, ainda que talvez tenha que comentar novamente a depender do que ocorra hoje.  Aliás, nem resenhei A Rosa de Versalhes, ou Fruits Basket ainda, coisas que deveriam ser prioridades por aqui.

Natsuki Takaya postou essa
 ilustração no Twitter ontem.
O fato é que sempre falei de questões políticas que tivessem alguma ligação com os temas do blog, basta procurar, mas não quero transformar o Shoujo Café em um blog sobre política.  Conheço canais do Youtube que deram uma guinada para esse lado depois das eleições.  Falando em Youtube, muitos blogs morreram e deram lugar a canais nessa plataforma (*me lembraram do Instagram, também...*).  Eu não tenho como fazer vídeos e postar, não gerenciando tudo sozinha e trabalhando ao mesmo tempo.  Por exemplo, estou pensando em fazer um vídeo sobre material da Rosa de Versalhes faz mais de um mês e venho protelando isso. O fato é que novas linguagens podem substituir as antigas e muita gente não tem paciência para textos longos e eu não pretendo encurtá-los por causa disso.  Eis um impasse.

Este ano, minha carga de trabalho aumentou consideravelmente, faltam professores de História no Colégio Militar de Brasília (*mas não vai ter concurso*), fora, claro, que a própria profissão docente tornou-se motivo de tensão.  Professor, para muita gente, virou sinônimo de bandido, os de Humanas, então... Além disso, ainda não digeri a "ordem", que não veio por escrito, para que nossos alunos e alunas se retirassem da Olimpíada Nacional de História do Brasil.  Fomos pegos de surpresa pela decisão, e não falo só dos civis, mas dos militares, porque uma das coisas que o Sistema mais valoriza é a participação em olimpíadas do conhecimento.  Eu tenho vontade de chorar só de estar relatando o ocorrido.  E não me tomem por dramática, para alguém que ama o que faz, esses golpes são duros.  E nem tenho como mergulhar em um mundo paralelo e me entupir de filmes, seriados, livros, novelas e outras coisas que eu gosto para tentar amenizar as coisas.


Porque é uma situação muito muito doída, especialmente, quando penso no potencial de nossos alunos e que eles e elas sempre chegam nas finais. Para além do aprendizado em si, para muitos a participação nas olimpíadas tinha uma função prática, criar um currículo para concorrer à bolsas de estudo no exterior. Se a Olimpíada não mudou, se a proposta pedagógica dos Colégios Militares não mudou, o que mudou?  Enfim, ando muito cansada para postar com a frequência e a profundidade que costumava fazer.  Espero que entendam.  E não é somente a carreira, tenho família.  Uma criança de 5 anos que precisa de mim e eu dela, aliás.

De qualquer forma, gostaria de receber um feedback dos leitoras e leitoras.  Há algo de errado com o blog?  Em que posso tentar melhorar?  O que trazer de novo?  Não me peçam para falar de música, já até pedi que quem quisesse contribuir com textos sobre o assunto, seria bem-vindo.  Eu sou um ZERO à esquerda em música contemporânea.  De qualquer forma, podem sugerir e eu vou ponderar, claro, sobre o que é viável, ou não.  Pode ser somente um momento, que pode passar, ou não...


Resumindo, as pessoas podem estar se cansando do Shoujo Café e buscando fontes melhores, ou linguagens que lhes agradem mais. Isso quer dizer que vou fechar o blog?  Não, mas se realmente se comprovar o esvaziamento, talvez, precise repensar a forma como trabalho, ou me acostumar com menos visitas.  Lembro que o site foi subindo até chegar em uma média diária de 2 mil visitas, pendendo para mais que isso, com picos de até 6 mil, e um dia enlouquecido que chegamos a 100 mil.  Enfim, tenho quatorze anos de postagens e, bem, é um arquivo enorme. Vocês não sabem o quanto me emociono quando alguém diz que cresceu lendo o blog.  Não me sinto velha, ainda que eu seja, sinto-me feliz.  Por isso mesmo, sempre haverá gente descobrindo posts antigos, comentando e até reclamando de coisas que aconteceram dez anos atrás.  É isso.  Enquanto acreditar que o Shoujo Café é útil e puder escrever, continuarei com o blog.

sábado, 18 de maio de 2019

Dia-a-Dia estressante de uma jovem mangá-ka é tema de novo mangá


Nos últimos tempos, multiplicaram-se os mangás sobre a vida de mangá-kas, eles podem ser de todo o tipo, realistas, focando nas dificuldades do cotidiano de uma profissão que pode tornar alguém uma celebridade, ou comédias enlouquecidas, o fato é que geralmente são séries interessantes.

Enfim, o Comic Natalie trouxe uma pequena matéria sobre o mangá  Egao no Taenai Shokuba desu(笑顔のたえない職場です。) cujo título é algo como "Não se pode sorrir no ambiente de trabalho", ou algo assim. A série está sendo publicada direto na internet para o aplicativo Comic Days da Kodansha.  Acredito que será considerada seinen, mas gira em torno de três mulheres: uma jovem mangá-ka, sua experiente editora e a assistente.  Se entendi bem, a mangá-ka fez uma estreia promissora, mas emocionalmente é frágil e acaba adoecendo mesmo, levando a editora a assumir seu mangá e fazer o trabalho em alguns momentos.  Mas é uma comédia.  

Vendo uma página do mangá que a moça está fazendo, e que acredito se chamar Ani no Yome to Kurashite Imasu。 (兄の嫁と暮らしています。), parece ser algo erótico.  Agora, o título se refere a morar com a noiva do irmão, é isso mesmo?  No resumo, não há referência a isso.  De qualquer forma, o início do mangá está aqui.  É possível ver algumas páginas.

Hagio Moto e Gengoroh Tagame em Londres


A Japan House, em Londres, irá sediar dois eventos (*entre tantos outros, basta entrar na página deles*) sobre mangá em maio, junho e julho.  Enfim, as principais atrações deste mês de maio são Hagio Moto e Gengoroh Tagami.


O evento com Hagio Moto ocorrerá no dia 20 de maio e se chama "It’s a Girls' World" (*O Mundo é das Garotas*) e contará, também com a presença da editora Asako Furukawa, que trabalha na indústria desde 1995.  Furukawa foi a responsável pela edição comemorativa dos 40 anos de  Poe no Ichizoku (ポーの一族).  O tema será a revolução dos shoujo mangá promovida pela geração de Hagio Moto e o mercado de mangá feminino na perspectiva de uma mangá-ka e de uma editora.  O evento terá uma hora de duração (18:30-19:30) e um coquetel em seguida, é preciso se inscrever antes.


O segundo evento acontecerá no dia 22 de maio, também às 18:30-19:30, com a presença de Gengoroh Tagame, estrela dos mangás bara (*para o público gay masculino*) e que parece ter migrado para o mainstream.  O evento com Tagami terá como tema "LGBT+: Diversity in Manga" (LGBT + Diversidade nos Mangás) e está ligado a uma mostra da biblioteca da Japan House. O outro convidado é o curador da biblioteca, Haba Yoshitaka.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Bisco Hatori na Anime Expo 2019


A autora de Ouran Host Club (桜蘭高校ホスト部) fará sua primeira participação em evento internacional este ano. Ela estará no próximo ANIME EXPO 2019 que se realizará em Los Angeles entre os dias 4 e 7 de julho.  Haverá sessão de autógrafos e mesa redonda, mas os detalhes ainda serão revelados.  Imagino que tanto a autora, quanto o público, ficará muito emocionado.  As informações foram dadas pela página da VIZ.

Qual o mangá interminável mais amado da Era Heisei? Os japoneses respondem.


Mais uma pesquisa do Gooranking celebrando, de uma certa forma, o início de um novo período da história do Japão, neste caso, a Era Reiwa (2019-), só que, curiosamente, vários mangás deles começaram na Era Showa (1926-1989), não na Era Heisei (1989-2019).  Há casos, também, de mangás episódicos, como Golgo 13 e Kindaichi que, efetivamente, não são feitos para terminar, podem continuar indefinidamente, porque não tem princípio, meio e fim.  Há mangás, listados, também, que são séries com continuação, ou seja, há arcos bem marcados e fechados, não colocaria no mesmo saco de, por exemplo, Glass Mask, mas, enfim.  De qualquer forma, seguem os primeiros colocados e mais dois shoujo/josei que apareceram no final. 


1. ONE PIECE (Iniciou em 1997) - 1055 votos
2. Detetive Conan (Iniciou em 1994) - 935 votos
3. KochiKame (Iniciou em 1976,  terminou em 2016) - 916 votos
4. HUNTER x HUNTER (Iniciou em 1998) - 636 votos
5. Dragon Ball - Todas as suas séries (Iniciou em 1984) - 421 votos
6. Doraemon (Iniciado em 1969 e incompleto) - 398 votos
7.  Glass Mask (Iniciado em 1976) - 241 votos
8. Golgo 13 (Iniciado em 1968) - 221 votos
9. JoJo's Bizarre Adventure - Todas as séries (Iniciou em 1987) - 211 votos
10. Crayon Shin-chan (Iniciou em 1990) - 206 votos


Aqui, nessa seção temos um shoujo óbvio, Ouke no Monshou, e Patarillo!, que é episódico, não é a mesma história desde o início, ou, se for, não faz muita diferença de fato.  

11. Ouke no Monshou (Iniciou em 1976) - 201 votos
12. Hajime no Ippo (Iniciou em 1989) - 199 votos
13. Patarillo! (Iniciou em 1978) - 197 votos
14. Berserk (Iniciou em 1989) - 195 votos
15. Tennis no Oujisama - Todas as séries (Iniciou em 1999) - 193 votos
16. Naruto (Iniciada em 1999 e concluída em 2014) - 182 votos
17. Kindaichi - Todas as séries (Iniciada em 1992) - 181 votos
18. Bleach (2001-2016) - 180 votos
19. Gintama (Iniciada em 2004) - 178 votos
20. Major (Iniciada em 1994) - 177 votos


Seito Shokun!, a história original, tem princípio, meio e fim.  O mangá fechou em 1984.  A questão é que a autora decidiu retomar sua protagonista, Nakki, já formada professora, e contar sua história.  Foram muitos volumes.  Já Karura Mau!, um mangá de terror/horror, já mudou de revista várias vezes.  Eu nunca li nada da série, nem assisti ao anime, ou outras adaptações, mas no Mangaupdates, o que temos é uma série original com 18 volumes e vários gaiden.  Duvido que seja uma mesma história, enfim.  Só incluí as duas, porque são mangás femininos.


41. Seito Shokun!  - Todas as séries (Iniciou em 1977, mas o último gaiden terminou este ano) - 7 votos


55. Hengen Taima Yakou - Karura Mau!  (Começou em 1986 e segue com gaiden até hoje) - 3 votos

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Qual a personagem andrógina favorita dos japoneses?


O Gooranking fez uma pesquisa para saber quais personagens de anime que estão acima, ou além do seu sexo biológico, na verdade, trata-se de personagens cujo comportamento, o gênero, neste caso, faz com que as noções de feminino e masculino se confundam.  Não acredito que o termo andrógino se aplique a todos, ainda que eu tenha usado no título, porque em alguns casos, trata-se da ideia de perfeita combinação e equilíbrio entre dois pólos (supostamente) distintos.  Como há várias personagens de shoujo entre os mais votados, decidi publicar.  Vamos lá:

Haruka, claro.
1. Kurapica (HunterXHunter) - 381 votos
2. Zoë Hange (Shingeki no Kyojin) - 281 votos 
3. Masumi Sera (Detective Conan) - 224 votos 
4. Nagisa Shiota (Assassination Classroom) - 200 votos 
5. Haruka Tennou (Sailor Moon) - 183 votos 
6. Kino (Kino no Tabi) - 163 votos 
7. Haku (Naruto) - 151 votos 
8. Envy (Full Metal Alchemist) - 133 votos
9. Maraich (Patalliro!) - 120 votos 
10. Kurama (Yu☆Yu☆Hakusho) - 119 votos 

Oscar, não poderia faltar!
11. Haku (Sen to Chihiro) - 119 votos
12. Hideyoshi Kinoshita (Baka to Test to Shoukanjuu)  - 112 votos 
13. Astolfo (Fate/Apocrypha) - 107 votos 
14. Yagyuu Kyuubei (Gintama) - 96 votos
15. Tieria Erde (Mobile Suit Gundam 00) - 93 votos
16. Shun de Andrômeda (Cavaleiros do Zodíaco) - 76 votos 
17. Armin Arlert (Shingeki no Kyojin) - 74 votos 
18. Oscar François de Jarjayes (Rosa de Versalhes) - 68 votos 
19. Ryuunosuke Fujinami (Urusei Yatsura) - 66 votos 
20. Saika Totsuka (Yahari Ore no Seishun Love Come wa Machigatteiru。) - 62 votos

Kashima é uma graça.
25. Yuu Kashima (Gekkan Shoujo Nozaki-kun) - 44 votos
27. Akira Kenjou/Cure Chocolat (Kirakira☆PreCure a la Mode) - 36 votos
33. Yuri Plisetsky (Yuri!!! on ICE) - 28 votos
35. Momiji Sohma (Fruits Basket) - 25 votos
36. Yoon (Akatsuki No Yona) - 24 votos
47. Aoi Hyōdō (Kaichou Wa Maid-Sama!) - 11 votos

Kaoru no Kimi e Saint-Juste deveriam estar na lista.
Claro, que pensando um pouco, lembraria de mais personagens.  Kaoru no Kimi e Saint-Juste (Rei Asaka) de Onisama e... (おにいさまへ…) entrariam em qualquer lista que eu fizesse.  Outros que eu colocaria são Noriko (Fushigi Yuugi), Aburatsubo (Mahou Tsukai Tai!) e Utena, claro.