quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Quais são as meninas mais cabeça de vento dos animes? Os japoneses escolheram.


O Goboiano publicou o resultado de uma pesquisa do Goo Ranking perguntando quais as meninas mais cabeça de vento dos animes.  Pelo menos, em inglês era o que estava escrito "airhead" como tradução para o termos "天然女子".  Enfim, o que eu estranhei foi ver, por exemplo, Ami Mizuno de Sailor Moon na lista.  Eu esperaria a própria Usagi, nunca a Sailor Mercury... O Goboiano publicou 15 nomes e eu estendi até a vigésima colocação.  Se você não encontrar sua cabeça de vento favorita, lembra que o Goboiano sempre faz rankings de 50 nomes, foram  5,291 votos no total.  Eu marquei as personagens de shoujo e josei anime.

1. Miyuki Takara (Lucky Star) – 394 votes
2. Yuno (Hidamari Sketch) – 384 votes
3. Asuna Harukaze (Softenni) – 374 votes
4. An Hanakoizumi (Anne-Happy) – 369 votes
5. Hane Sakura (Bakuon!!) – 365 votes
6. Megumi Noda (Nodame Cantabile) – 305 votes
7. Sazae Fuguta (Sazae-san) – 219 votes
8. Sasha Braus (Attack on Titan) – 182 votes
9. Yui Hirasawa (K-On!) – 180 votes
10. Sakura Kinomoto (Cardcaptor Sakura) – 153 votes
11. Tohru Honda (Fruits Basket) – 113 votes
12. Yachiyo Todoroki (Working!!) – 103 votes
13. Tsukasa Hiiragi (Lucky Star) – 101 votes
14. Kosaki Onodera (Nisekoi) – 92 votes
15. Kotori Minami (Love Live! School Idol Project) – 91 votes
16. Kyoko Sasagawa (Katekyo Hitman REBORN!) – 89 votos
17. ChaCha (Akazukin ChaCha ) – 87 votos
18. Eru Chitanda (Hyouka) – 83 votos
19. Ami Mizuno (Sailor Moon) – 81 votos
20. Mikuru Asahina (Suzumiya Haruhi) – 79 votos

Brinde de One Piece na revista Margaret


O Comic Natalie noticiou que um brinde de One Piece veio com a última edição da revista Margaret.  É um notepad (*um caderninho?*)   para marcar os 20 anos de aniversário da série.  Há dois modelos - imagino que isso obrigue as pessoas a comprarem duas edições inflacionando as vendas da revista - um comemorando os 86 volumes de One Piece e outro com a série shounen em um traço maisMargaret, por assim dizer.  


Se entendi bem o CN, a próxima edição trará uma história especial de One Piece como brinde.  Para quem se espanta, lembrem que praticamente metade dos consumidores da Shounen Jump, que public One Piece, são mulheres.  Os japoneses sabem disso, reconhecem a popularidade do fenômeno One Piece.

domingo, 20 de agosto de 2017

Brindes de Akatsuki no Yona na revista Hana to Yume


O Comic Natalie noticiou que a última edição da revista Hana to Yume trouxe um drama CD de Akatsuki no Yona (暁のヨナ), uma série muito interessante e que teve animação com 24 episódios + 3 OAVs em 2014-15.  A série acompanha as aventuras da princesa Yona, que cresceu protegida de todos os males pelo pai e parecia destinada a um casamento feliz e uma vida dentro dos padrões mais tradicionais.  Só que uma grande traição (*o moço que ela ama mata o rei e dá um golpe de Estado*), Yona precisa fugir e aprender a lutar e mesmo matar.  


Além do Drama CD, que é de graça, 200 fãs poderão solicitar  um booklet especial.  Instruções estão na revista.

Não estranhem a falta de postagens



Pessoal, esses dias (18-25/08) estou fora de casa. Primeiro, em um encontro de professores no Rio, o XI ESCIME (Encontro dos Servidores Civis das instituições de Ensino do ministério da Defesa, isto é, os colégios militares da Marinha, Exército e Força Aérea), e, a partir de segunda, em São Paulo, para as Jornadas Internacionais em Histórias em Quadrinhos na USP. Meu trabalho é na terça.  Não esperem muitas postagens. Ontem, por exemplo, estava muito cansada para sequer abria o computador. Durante o dia, minha internet não funcionou, no lugar que eu estava parece que só pegava bem a Vivo e a TIM.  A Oi piscava, a Claro estava morta. Enfim, podendo, eu posto, mas não estranhem o silêncio. 


Como, ontem, foi o dia do/a historiador/a, deixo esta frase do Peter Burke para vocês.  É um dos grandes historiadores britânicos e muitos de seus livros foram publicados no Brasil.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A dura vida dos animadores japoneses em duas notícias


Volta e meia, aparecem notícias sobre o quanto são explorados (*jornadas de 11 horas, 6 dias por semana*) e mal pagos os animadores japoneses, especialmente, os iniciantes. O Goboiano trouxe duas matérias recentes, uma falando de duas ONGs que oferecem apoio e alojamento (*Sim, não dá para pagar aluguel em Tokyo*) para animadores, a Animator Dormitory e a AEYAC. Elas iniciaram uma campanha de levantamento de fundos para se sustentaram. Vaquinha, enfim. Agora, pensem na exploração do trabalho dos assalariados e nos lucros da indústria de animação japonesa como um todo. É absurdo que os animadores não recebam salários capazes de sustentá-los em Tokyo. Eles precisam contar com a caridade.

A outra notícia traz fragmentos, logo, seleções, de uma entre vista com o crítico de cinema e roteirista, Tomohiro Machiyama. Ele começa com o básico, isto é, criticando os salários de fome que os estúdios pagam aos animadores no país, especialmente, os iniciantes. Em seguida, ele prevê que os padrões da indústria irão mudar agora que a Netflix anunciou que vai produzir animes. Sim, vários sites comentaram o remake de Cavaleiros do Zodíaco, mas não é só isso, eles parecem interessados em entrar neste mercado.



Machiyama comenta que só um capítulo de uma série da Netflix tem um orçamento maior que a de um longa metragem japonês. Que isso será o início de uma guerra no Japão e poderá obrigar os estúdios do país a se adaptarem ou eles podem perder a disputa. Mas como o Goboiano aponta, isso não significa que o canal vá investir os mesmos recursos em animação.

Fora isso, eu acrescentaria que o mercado de streaming está mudando, a Diseny anunciou que vai criar seu próprio serviço e retirar seus produtos do canal. Isso inclui os filmes da Marvel e de Guerra nas Estrelas, por exemplo. É uma perda e tanto. Espero que, pelo menos, algo mude, para melhor na vida dos animadores nipônicos. Pelo menos isso...

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sobre Devaneios e Três Pragas Literárias

Ele parece bonzinho.
Estou desde segunda-feira com vontade de escrever um post, tudo começou pensando em como certos atores – não estava pensando em atrizes, não – terminam sendo escalados para os mesmos papéis.  Gente com potencial que termina sendo limitada por escalações tacanhas de elenco.  Como estou assistindo Essas Mulheres no Youtube, estava pensando no Gabriel Braga Nunes e de como a Globo cismou que ele tem cara de vilão psicopata.  O mesmo vale para o Carmo Dalla Vecchia, parece que o rei de Cordel Encantado nunca existiu.  

Da mesma forma, Dan Stulbach só faz papel de bobão, como se sua estreia na Globo não tivesse sido na pele de um sujeito frio, cruel, que espancava a esposa, em Mulheres Apaixonadas de Manoel Carlos.  E cheguei em Hugh Bonneville – Lorde Grantham de Downton Abbey – que tem o mesmo perfil e acumulava papéis de sujeito bonzinho, amigo engraçado do protagonista (*vide Nothing Hill*), até que o vi como o vilão na adaptação de Daniel Deronda (2002), baseado no livro de George Eliot de 1876.  Enfim, Bonneville faz um sujeito que é terrível  e muito convincente, nem parece o sujeito sempre escalado para fazer o sujeito bonzinho.  Para mim, se equipara ao Sr. de Montserrat (Carlos Vereza) de O Direito de Amar.

Ela avisou...
Chegando em  Hugh Bonneville e Daniel Deronda, lembrei da praga que a concubina do vilão (Greta Scacchi) joga na noiva do nobre, Gwendolen (Romola Garai), quando ela se recusa a cancelar o casamento com o nobre, mesmo sabendo que ele tinha três filhos com a mulher mais velha.  Daí, pensei, quais as três pragas literárias que mais me marcaram e que melhor foram transferidas para o cinema e TV.  A primeira, claro, está aí.  Gwendolen é uma moça nobre, falida, que deseja manter seus hábitos caros,e ela tinha uma mãe viúva, também.  Ela ama Daniel Deronda, o protagonista, mas recebe uma proposta de casamento do mais velho Lorde Grandcourt (Hugh Bonneville).  Ele a enche de presentes, enquanto Deronda, primo do vilão, não se mexe para cortejá-la (*era um sujeito confuso*).  

Ela termina aceitando e, às vésperas do casamento, é procurada pela amante do sujeito, companheira de longa data, com três crianças a tiracolo.  Diz que Grandcourt não é flor que se cheire e que se ela se casar com ele sofrerá, fora que o objetivo dele é ter um herdeiro com ela e deixar suas três crianças ao desamparo.  Gwendolen não é má, se comove, mas se recusa a atender o pedido.  E vem a praga.  A mocinha leviana comerá o pão que o diabo amassou nas mãos do vilão.  Suas manchas roxas e ferimentos serão cobertas com as mais belas jóias.  Mas o final da história é interessante e dúbio, ainda que eu acredite que Deronda casou com quem não amava de verdade, enfim... 

Uma jovem Ellen.
Segunda praga, outra lançada por uma mulher, é a de Ellen, “a bruxa” de Os Pilares da Terra.  Logo na abertura do livro, temos a execução de um jovem.  Ninguém sabe o que ele fez, mas toda execução é um acontecimento.  Antes de ser enforcado, o rapaz canta em francês.   De repente, uma mocinha grávida aparece, roga uma praga terrível sobre os três responsáveis pela execução, um cavaleiro, um padre e um monge.  As pragas da Ellen sempre têm sangue de galo, então toma rodopiar o bicho decapitado e sujar de sangue a vítima do sortilégio.   Gente só vai saber quem era o moço e a relação exata com Ellen, porque ele foi morto, lá no final do livro.  A praga pega, nem preciso dizer.

Mas Ellen vi rogar outra praga com galo decapitado quando Aliena, a mocinha do livro, se vê obrigada a casar com Alfred, violãozinho vagabundo de terceira categoria, porque seu negócio foi destruído por um incêndio (*provocado por William, o vilão de verdade da história*) e ela não tem coo sustentar seu irmão cavaleiro, que é um inútil.   Só que Aliena ama Jack, o filho de Ellen, herói da história, que está sofrendo horrores por causa disso.  

Não mexa com meu filho.
Lá vai Ellen de novo, dessa vez, ela roga a praga da impotência.  Ou seja, o galo de pescoço molinho representa outra coisa que também não vai endurecer jamais.  Dito e feito.  Só que, bem, Aliena tinha feito amor com Jack horas antes dele fugir da vila e não sabia que estava grávida... Leiam o livro, porque nada disso foi contado da forma mais adequada na série de TV de 2010.  Ela é boa, mas não tem comparação com o livro.

E, por fim, a melhor de todas as pragas literárias que eu me lembro, porque acabou com uma dinastia, se estendeu por treze gerações e está na base da Guerra dos Cem Anos: Os Reis Malditos.  No primeiro livro da série, O Rei de Ferro, Maurice Druon mostra a execução de Jacques de Molay na fogueira por ordem de Filipe IV, o Belo, o Rei de Ferro.  Resumindo, Filipe IV foi um rei fundamental para o início do processo de centralização de poder na França.  Ele presidiu um Estado predatório que taxou impiedosamente judeus, banqueiros italianos e, bem, necessitando de recursos, partiu para cima dos Templários.  Como o papa Bonifácio VIII não se mostrou flexível, ele excomungou o rei e seu ministro Nogaret, foi sequestrado por ordem do monarca francês.  Algo sem precedentes.  

Versão 2005.
Enfim, morto o papa, transferida a sede da Igreja da Roma para Avignon, Felipe consegue um pontífice mais colaborativo, Clemente V.  Os Templários são dissolvidos, seus bens confiscados pelos reis e pela Igreja, muitos dos cavaleiros são mortos.  Jacques de Molay é torturado e condenado, por fim, a morrer n fogueira como herege.  Do meio das chamas ele levanta a voz e roga a praga “Papa Clemente... Cavaleiro Guilherme de Nogaret... Rei Filipe: antes de um ano eu vos intimo a comparecer diante do tribunal de Deus, para ali receberdes o justo castigo. Malditos! Malditos! Todos malditos, até a décima terceira geração de vossas raças!”.  No  livro, o rei murmura que cometeu um erro.  Seu irmão, Filipe de Valois, que foi contra a execução, pergunta qual erro.  “Não ter mandado cortar a língua de De Molay”.

O fato é que seis meses depois, Clemente, Nogaret e Felipe estavam mortos.  Todos os filhos homens de Felipe IV morreram em relativamente rápida sucessão, sem descendência masculina, o que tinha se tornado fundamental quando o segundo filho do rei de ferro desencavou a infame “Lei Sálica”, uma falsificação que proibia as mulheres de herdarem o trono francês, para roubar o trono da sobrinha.  Muita gente morre e o rei da Inglaterra, neto de Felipe IV através de sua filha, Isabel, a loba de França, vem pedir o trono francês.  Aplicam-lhe a lei Sálica, claro, no que o embaixador britânico pergunta se os homens não nascem de mulheres na França... 

Versão 1972.
São vários livros e muita desgraça decorrente da tal praga, treze gerações...  Minha orientadora de graduação e mestrado disse uma vez que largou os livros, porque não aguentava tanto sofrimento, especialmente, por parte das personagens fictícias que orbitavam as históricas.   Considero Os Reis Malditos uma obra monumental e ela foi adaptada pelos franceses duas vezes, em 1972 e em 2005.  É fácil achar a versão de 2005, muito inferior, mas com design de Moebius (*acho que é ele e fica parecendo ficção científica*) e Jacques de Molay interpretado por Gerard Depardieu com legendas.  A melhor, no entanto, é a série de 1972. Pena que ambas as adaptações tenham sacrificado o segundo melhor livro da série – A Lei dos Varões – que é quando inventam a Lei Sálica por falta de gerenciamento de tempo.

É isso, devaneei e cheguei nesse post.  Resumindo, há atores muito subestimados.  No Brasil, a Globo é especialista em desperdiçar talento e promover nulidades.  De resto, há pragas literárias que foram bem transpostas para outras mídias, as minhas três favoritas são essas.  Não lembro de nenhuma da literatura brasileira.  Vocês têm uma praga literária favorita?  Uma que foi adaptada para o cinema e/ou TV?

Mangá sobre colegiais vingadoras comemora 35 anos na revista Princess Gold


Yajikita Gakuen Douchuuki  (やじきた学園道中記), de Shitou Ryouko, foi lançado em 1983 na revista Mystery Bonita.  As protagonistas, duas colegiais peritas em artes marciais, viajam pelo Japão, matriculando-se em uma escola e combatendo pequenos e grandes vilões, sempre ajudando pessoas que estão em necessidade e fazendo justiça.  A série já teve vários spin-off e um deles está em publicação na Princess Gold.  



Segundo o Comic Natalie, a última edição da revista Princess Gold traz o último capítulo de Yajikita Gakuen Douchuuki F   (やじきた学園道中記F) além de um booklet sobre a série original com fichas de mais de 200 personagens.  Deve ser um fanbook interessante.  De qualquer forma, uma série assim só se tornou possível depois que Sukeban Deka (スケバン刑事) abriu caminho para séries shoujo com policiais, ou gentes, adolescentes.