sábado, 6 de maio de 2017

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Comentando os três primeiros capítulos de Souryo to Majiwaru Shikiyoku no Yoru ni...


Em janeiro foi anunciado que o mangá Souryo to Majiwaru Shikiyoku no Yoru ni...  (僧侶と交わる色欲の夜に…), um josei erótico, iria virar anime em abril.  Eu assisti os três primeiros episódios, que se acha até com legendas em português, e dei uma passada de olhos no episódio 4.  Será uma resenha curta, porque, bem, não há muito o que falar.

A história básica é a seguinte: Mio Fukaya é uma estudante universitária, que não tem namorado, e ainda fantasia um pouco com seu primeiro amor, Takahide Kujou.  Uma noite, há uma reunião da turma do colegial e Mio reencontra Kujou.  O sujeito continua lindo, expansivo e tudo mais, só que, quando lhe arrancam o boné, Mio descobre uma coisa: ele se tornou um monge. O rapaz é herdeiro do templo da família.  Desolada, já que acredita que monges não podem ter uma vida amorosa, Mio bebe demais.  A moça é socorrida por Kujou que a leva para casa.  Ao chegarem ao apartamento da moça, o rapaz lhe mostra por atos e palavras que ela está muito, muito enganada...


Ponto um: os capítulos do anime duram míseros 4 minutos e meio.  Ponto dois: é pornografia mesmo.  Ponto três: não sei se alguma história de verdade vai se salvar no final.  O primeiro episódio conseguiu apresentar os protagonistas muito bem.  A moça é insegura de si, um clichês, e meio culpada por se sentir atraída por um monge.  Já Kujou não parece nem aí para qualquer moderação e deseja mesmo é transar com ela.  Não há penetração, todo o ato sexual é o rapaz dando prazer para a protagonista.  Talvez, aí, seja a única diferença entre o material e um hentai comum, mas é preciso frisar que ele, Kujou, é que guia toda a ação.

O segundo episódio é todo a transa dos dois.  Nada além disso.  Detalhe curioso é que o anime tem três versões: uma para a TV, mais curta e com censura 15 anos, uma censurada com aqueles mosaicos que a gente conhece (*o capítulo dois joga os mosaicos na cena de sexo oral*) e um sem censura.  Um fansuber colocou as duas versões do episódio 1 para download.  A versão censurada tem cerca de um minuto a menos e, ao invés de mostrar uma cena tórrida de sexo, mostra uns amassos e beijos.


No episódio três, Kujou leva Mio para conhecer sua família no templo e a apresenta como sua noiva.  Ele não perguntou a ela sua vontade, daí, outra ação impositiva. Ao que parece, ele estava sendo pressionado pelo pai a se casar e propõe que a moça finja que é sua noiva.  O que não impedirá que os dois façam sexo, já que, como ele diz, têm grande compatibilidade física. Só que a moça ama Kujou e a situação a faz se sentir mal.  De resto, a mocinha com cara de adolescente, vestido e avental, é mãe de Kujou, o que acrescenta uma nota de ridículo à história toda. O capítulo quatro parece ser mais uma crise de culpa da mocinha por estar se relacionando de forma tão explícita com um monge.  Nesses dois episódios, há somente uns amassos, continuamos sem penetração.

Os títulos dos episódios são engraçadíssimos: Antes de ser um monge... Eu sou um homem; Mesmo monge, eu irei amar, me casar, e...; Eu imagino que a compatibilidade física pareça não ser ruim, mas...  Enfim, todos os títulos são falas ou pensamentos de Kujou.  Pergunto-me se Mio será responsável por algum título futuro.  Falando da animação, é bem meia boca mesmo, mas ninguém espera muito de um anime desse tipo.  Se as transas forem boas, ele cumpriu 90% da sua proposta.  


É isso.  Se você for assistir Souryo to Majiwaru Shikiyoku no Yoru ni..., não espere muito e, principalmente, não espere uma heroína empoderada, Mio é uma típica protagonista de shoujo mangá mediano.  A série é curiosa, porque veio ocupar um nicho vazio e pode ser a primeira de outras adaptações de mangás eróticos femininos para a animação.  Nesse aspecto, ela ganha relevância pelo pioneirismo.  

De resto, a série ainda está em andamento, mas parece que as coisas estão decididas.  A mocinha é frágil, o mocinho é um sujeito bonitão e habilidoso, que sabe dar prazer (*físico*) a uma mulher, como os homens dos romances de banca de jornal.  Talvez apareça um rival, talvez, não.  Passei olhos em uns quadros do mangá, achei pouca coisa mesmo, mas são umas cenas de sexo bem pesadas, será que vão estar no anime?  Falando em mangás eróticos e pornográficos para mulheres, o ANN publicou um artigo sobre isso. Pode ser interessante para alguém. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Dois mangás josei são os grandes vencedores do 21º Tezuka Osamu Award


Hoje, foi divulgado o resultado do 21º Tezuka Osamu Award.  Motivo principal para estar comentando o prêmio é que dois mangás josei foram vencedores das categorias mais importantes da premiação.  A notícia foi dada no Comic Natalie, mas eu vi primeiro no ANN.


O grande prêmio ficou para Hana ni Somu (花に染む) de Fusako Kuramochi.  O mangá, que terminou com 8 volumes, começou a ser publicado ainda na época em que a Cocohana se chamava Chorus.  A história gira em torno da prática do arco e flecha tradicional e a amizade e o amor entre dois vizinhos desde a infância.


O prêmio para novas criações, inovações, enfim, foi para Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu  (昭和元禄落語心中) de Haruko Kumota.  A série era publicada na revisa Itan, fechou com 10 volumes e teve duas séries animadas.  É uma série muito elogiada e indicada para várias premiações.  Venceu o 38º Kodansha Manga Awards na categoria geral. 


O prêmio pra trabalhos curtos foi para Yomawari Neko  (夜廻り猫) de Kahoru Fukaya.  Com dois volumes e em andamento, a série começou sua publicação no Twitter e conta as aventuras de um gatinho que se aproxima de qualquer pessoa que esteja chorando.


Osamu Akimoto  recebeu o prêmio especial por Kochikame (こちら葛飾区亀有公園前派出所/Kochira Katsushikaku Kameari Kouenmae Hashutsujo).  Sperie da Shounen Jump que terminou no ano passado com 200 volumes.


O comitê julgador este ano reuniu a atriz Anne Watanabe, o autor (?) Kazuki Sakuraba, os mangá-kas Machiko Satonaka and Tarō Minamoto, o professor e acadêmico Shōhei Chūjō, o editor de mangá Haruyuki Nakano, o crítico de mangás Nobunaga Shinbo e a pesqusiadora de mangás Tomoko Yamada.  Havia oito indicados (*acho que eu não postei as indicações*), para poder concorrer, o mangá precisava ter pelo menos um volume publicado em 2016.  Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu já havia sido indicado em 2013.  Os prêmios em dinheiro e a estátua de Astro Boy serão entregues em uma cerimônia no dia 31 de maio.  

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Próximo filme de Sofia Copolla dá nova versão à conto sombrio durante a Guerra de Secessão


Lembro de ter assistido a primeira versão de The Beguiled, aqui, no Brasil, O Estranho que Nós Amamos, quando estava no final da adolescência.  Ele passou de madrugada na Globo, eu gravei para ver depois, mas a fita terminou antes do final e eu tive que esperar uma próxima exibição, acho que mais de dois anos depois, para assistir o final.  Não havia internet, era outro mundo.  

Eastwood na primeira versão.
Resumindo o filme, Mississípi, 1863, um soldado do Norte ferido e quase morto é encontrado por uma aluna de um colégio interno para meninas, o Martha Farnsworth Seminary for Young Ladies.  Ele, que se chama John McBurney, é cuidado pelas alunas e professoras e começa a exercer fascínio tanto sobre as adolescentes, quanto sobre as solteironas e a escrava doméstica.   Pensem em um ambiente fechado, marcado pela repressão sexual, e um sujeito jovem convivendo com sete mulheres.  Eventualmente, o soldado se envolve com uma delas, a professora Edwina Dabney, sofre o assédio da diretora, a Martha que dá nome ao colégio, e termina sendo pego em flagrante transando com uma das alunas adolescentes.  Edwina o agride e ele rola a escada quebrando a perna.  Martha, então, alega que é necessário amputá-lo para evitar a gangrena, mas todos suspeitam que se trata de uma vingança... Depois disso, só tragédia...

Diretora e elenco. 
A versão de 1971, era estrelada por Clint Eastwood, já maduro e muito bonito.  O filme tinha umas cenas de sexo não muito leves, para muita gente, hoje, há um cheiro de pedofilia no ar, e o olhar era profundamente machista, quer dizer, o que esperar de um bando de mulheres, donzelas e solteironas, do que se atirarem sobre um sujeito e se lançarem carregadas de inveja e rancor umas contra as outras por causa dele?  Só que o tom do filme flertava com o terror e, bem, o pesadelo misógino não termina bem para o único macho alfa de plantão.  Não termina mesmo... 

Todas em torno de John?
Não li o livro, nem sabia, aliás, que o filme se baseava em um livro, A Painted Devil, de Thomas P. Cullinan.  Não sei se o filme de 1971 é fiel ao livro, mas desconfio que a nova versão será diferente, talvez uma leitura feminina (*quiçá feminista*) do original.  De qualquer forma, estou um pouco curiosa para ver a releitura de Sofia Copolla para uma história que é centrada nas mulheres, que é ditada por elas, por assim dizer.  É uma nova chance de fazer um filme excelente como As Virgens Suicidas.  Desta vez, Colin Farrell é o soldado; Nicole Kidman é Miss Martha, e Kirsten Dunst é Edwina.  Já Elle Fanning é Carol, a aluna adolescente que acaba transando com John McBurney.  O trailer está aí embaixo:


Revista Dessert completa 20 anos


O Comic Natalie trouxe um post falando dos 20 anos da revista Dessert.  Alguns animes shoujo recentes de grande sucesso, como Sukitte Ii na yo。 (好きっていいなよ。) e Tonari no Kaibutsu-kun  (となりの怪物くん), vieram de lá.  O que eu achei legal é que a revista quer saber o que as leitoras desejam nas comemorações, a edição de aniversário é a de setembro.  


Daí, está no ar um questionário com um nome engraçado, porque ele pede que "tod@s sejam honestas", perguntando sobre brindes, extras, autoras e tudo mais.  Se outra revista já fez isso, e deve ter feito, eu nunca vi nesse tempo todo de Shoujo Café.

domingo, 23 de abril de 2017

Evgenia Medvedeva encanta com nova rotina baseada em Sailor Moon


Evgenia Medvedeva é uma campeã de patinação russa e otaku assumida.  Ela já tinha apresentado uma rotina baseada em Sailor Moon.  Hoje, ela fez uma apresentação ainda mais elaborada no World Team Trophy 2017 usando Sailor Moon.  O vídeo está aí embaixo. Vejam a lindeza:

Filmes que eu deveria rever, mas nunca faço isso


Às vezes, me pego pensando em quantos filmes bons eu precisaria rever.  Não falo daqueles mais badalados, que sempre pipocam por aí nas discussões, mas filmes que eu realmente gosto, que tenho em casa os DVDs ou Blu-ray e não tomo vergonha de ir lá e ver de novo.  Alguns são sérios e densos, outros bem levinhos e, bem, todos são queridos.  Esse post é para listar (*somente*) dez deles:

Cinderela mais adorável.
1. Para Sempre Cinderela (Ever After) – Drew Barrymore na versão mais genuinamente feminista e bonitinha desse conto de fadas.  O figurino é lindo e as liberdades tomadas não impactam no resultado final. Nenhuma pretensão e muito resultado, o príncipe é um canastrão, mas o resto do elenco é maravilhoso. Angelica Huston é uma madrasta muito má.

A Bela do Palco tem um figurino espetacular, também.
2. A Bela do Palco (Stage Beauty) – Porque tem Ruppert Evertt como o rei Carlos II e um dramão realmente convincente sobre um homem que se especializou em papéis femininos a vida inteira e que, de repente, se vê proibido de fazer o que sabe melhor, e uma mulher que aprendeu a interpretar mulheres observando homens fazendo isso, quando mulheres no palco eram proibidas.  Ambos vão ter que reaprender a profissão.  Maravilhoso para discutir questões de gênero e identidade.

Aprendendo a servir.
3. O outro lado da nobreza (Restoration) – Outra vez o rei Carlos II, dessa vez Sam Neill, e Robert Downey Jr. como médico brilhante que se perde nos vícios e precisa recuperar sua dignidade.  É uma história de conversão mesmo.  O sujeito vai ao fundo do poço em termos morais, envergonha o pai que se sacrificou para que ele se formasse, vira as costas para os amigos, se deixa corromper pelo rei, é escorraçado e descobre o quanto é insignificante.  Daí, recomeça, se humilha, se reconcilia com Deus, reaprende o sentido de sua profissão, reconstrói a sua dignidade, enfim, eu diria que um dos filmes mais cristãos que eu já assisti.

Família que se ama.
4. O Leão no Inverno (The Lion in Winter) – O primeiro, aquele que reúne um elenco espetacular:  Peter O'Toole, Katharine Hepburn (*que levou o Oscar de melhor atriz*), Anthony Hopkins e Timothy Dalton (*bem novinho*).  A família real da Inglaterra sendo mostrada como uma família mafiosa e o velho pai, o leão do título, descobre que nenhum dos seus filhotes é um  sucessor digno.  Talvez Geoffrey (John Castle) fosse, mas ele é o irmão do meio e não é o favorito nem da mãe, nem do pai.  E os confrontos entre as personagens?  Os diálogos?  E o embate entre Henrique II (Peter O'Toole) e Felipe Augusto (Timothy Dalton) com o jovem rei de França levando a melhor e expondo a homossexualidade de Ricardo Coração de Leão (Anthony Hopkins)?  A cena é tensa.  Aliás, o que não é tenso nesse filme?

A Rainha Vitória nunca foi tão linda.
5. A Jovem Rainha Vitória (The Young Victoria) – Eu costumava odiar o vestuário e os cabelos da década de 1830 até ver este filme.  Fora isso, ele consegue tornar o romance de Vitória e Albert tão simpático, mérito em grande parte de Emily Blunt.  Além disso, dá uma limpada no início do reinado da jovem rainha, cortando as partes mais pesadas.  Não é um conto de fadas, mas uma versão benevolente e adocicada.  E tem Mark Strong (*sempre maravilhoso*), Paul Bettany e Rupert Friend, que nunca estará tão bonito como neste filme. (Resenha aqui)

O duelo.
6. Te Pego Lá Fora (Three O'Clock High) – Esse eu não tenho, mas eu compraria.  Um filme de sessão da tarde divertidíssimo, com um sujeito tímido, aplicado e tudo mais que hoje chamaríamos de nerd sendo intimado para um “duelo” às três da tarde pelo valentão.  O sujeito faz de tudo para fugir, mas, bem, ele não consegue.  Sempre achei mais legal que Curtindo a Vida Adoidado. Faz uns 20 anos que não assisto este filme, talvez mais.  Foi um dos primeiros filmes que eu aluguei em VHS.

William Pitt, o jovem.
7. Jornada pela Liberdade (Amazing Grace) – Sobre o movimento que levou à abolição do tráfico de escravos pelos ingleses.  Ótimo para jogar por terra aquela historinha que que foi o capitalismo e a revolução industrial que colocaram fim à escravidão.  Maravilhoso para descobrir o papel de cristãos comprometidos com a causa da liberdade.  Muito “Amazing Grace” tocando durante o filme e Benedict Cumberbatch de brinde como o mais jovem primeiro-ministro da história da Inglaterra. (Resenha aqui)

Hipatia desesperada salvando os seus livros.
8. Alexandria (Agora) – Porque Hipatia de Alexandria é maravilhoso, Rachel Weiz deu um show e todos os defeitos do filme não conseguem torná-lo desinteressante.  Dá para se discutir história da ciência, limitações de gênero, as travas colocadas pelas teorias hegemônicas, intolerância etc.  Este eu assisti várias vezes, passei para minhas turmas e tal, mas é um filme muito, muito querido.  Bônus?  Oscar Issac de toga.  Que homem não fica bem de toga? (Resenha aqui)

Esse filme é muito ruim e muito bom ao mesmo tempo.
9. A Última Legião (The Last Legion) – Colin Firth de toga (^_^), uma história sem pé nem cabeça (*eu tenho o livro e, bem, o livro faz algum sentido*) que une o Império Romano e a lenda do Rei Arthur, Aishwarya Rai (*estou sendo redundante*) linda e no papel de uma guerreira invencível, Alexander Siddig (*o Dr. Bashir de Deep Space Nine*) fazendo um bizantino (*minorias escaladas para papéis de minoria*) sem escrúpulos e traiçoeiro (*clichê! clichê!*) e muita correria.  Esse aqui ganha todas as estrelinhas da minha cartela “É ruim, mas eu gosto!”.

Pobre Maria.
10. Sonho Proibido (Storia di Una Capinera) – Este eu tinha a fita que foi lançada em banca de jornal.  Semana passada senti um ímpeto de fazer um post de memória para o blog.  Enfim, é Franco Zefirelli sendo Franco Zefirelli e fazendo um drama bem pesado e choroso sobre uma menina que é mandada ainda criança para o convento, sai de lá para casa adolescente por causa de uma epidemia de cólera que obriga conventos, escolas, universidades etc. a serem esvaziados.  De volta ao lar, a jovem se apaixona pelo vizinho, mas sua madrasta tem outros planos para o moço em questão.  Ele deve se casar com sua filha.  Assim, a madrasta inicia uma campanha para convencer o marido, que queria manter a filha em casa consigo, de que a moça, que é boa demais para viver no mundo, que tem vocação para santa.  Assim, ela é enviada de volta para o convento.  

O vizinho.
Sua melhor amiga não retorna e ela fica só e com a incumbência de cuidar da freira “louca” do convento, interpretada pela grande Vanessa Redgrave.  A noviça descobre que a “loucura” da irmã foi fruto de um amor não concretizado e uma vocação forçada.  Ela foge do convento, segue para o endereço que o amado lhe deu e, ao chegar lá, dá de cara com sua esposa grávida, ninguém menos que sua própria irmã.  Sem alarde, ela volta para o convento e o filme termina com a moça fazendo os votos e, claro, se condenando a ser a próxima louca do convento.  Quando estava fazendo Letras Português-Italiano descobri que o filme era baseado em um romance de Giovani Verga, um dos grandes autores do romantismo daquele país e se chamava "Storia di Una Capinera".  Capinera é pardal e pardais não podem viver presos, vocês sabem.  Faz mais de vinte anos que assisti este filme. 

E você?  Quais filmes acredita que precisa rever?

sábado, 22 de abril de 2017

Antologia sobre patinação no gelo masculina esgota no lançamento


O sucesso de Yuri!!! on ICE (ユーリ!!! on ICE) foi imenso (*e eu realmente não sei por qual motivo não anunciaram a continuação ainda*).  Daí, uma coletânea de mangás sobre o tema  - patinação no gelo masculina – esgotou-se no lançamento, segundo o Comic Natalie (*via ANN*). A antologia BOYS on Ice: Figure Danshi Anthology (ボーイズ on ICE フィギュア男子アンソロジー) contou com a participação de várias artistas, dentre elas, Utakata, Meme Ōda, Kana, Kanataka, Satchan, Nazuna Shiraume, 298 (???), e Umi Harano.  A capa foi de Ame Karasuba. Lançada na quinta-feira passada e custando 800 ienes, ela esgotou imediatamente.

O ANN fala, também, que por conta da histeria em torno da patinação, um evento chamado  "Yuri!!! on Ice ~Figure Skate wo 100-Bai Tanoshimu Shūchū Kōgi~ (ユーリ!!! on ICE~フィギュアスケートを100倍楽しむ集中講義~), que contou com a participação do coreógrafo Kenji Miyamoto e do patinador Akiko Suzuki, além de vários dubladores da série, teve que ser transmitido simultaneamente em 48 cinemas do Japão, tamanha a demanda. Simplesmente “Uau!”.