terça-feira, 31 de julho de 2018

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

domingo, 17 de junho de 2018

31 Dias de Desafio Shoujo



Na impossibilidade de fazer um post por dia por enquanto, vou deixar no topo este desafio que vi circulando no Twitter e vou acrescentando dia a dia as informações.  Tem um número repetido, o três, como é um mês de 31 dias, vou contar em sequência até 31.



DIA 1 - Primeiro Shoujo que você leu: Acho que foi Fushigi Yuugi (ふしぎ遊戯) que era publicado em capítulos na revista Animerica.  Será que estou me confundindo? Consegui comprar uns números.  X (エックス), da CLAMP, era publicado lá, também.   Isso é certeza.  Eu sei que comprei um volume americano de Vampire Princess Myu (吸血姫美夕- Kyuuketsuki Miyu) antes, mas não vou considerar que li essa edição que estava bem no meio da história.



DIA 2 - Shoujo Mangá Favorito de Todos os Tempos: Difícil isso... Vou colocar um shoujo que eu adoro, gosto em todos os sentidos, Waltz wa Shiroi Dress de  (円舞曲は白いドレスで) e suas continuações Lilac Nocturne (紫丁香夜想曲) e Magnolia Waltz  (白木蘭円舞曲).  Chiho Saito no seu melhor, urdiu uma bela trama, construiu personagens interessantes e nos ofereceu uma protagonista contestadora que toma nas mãos o seu destino e não fica com o primeiro cara por quem se apaixonou... nem com o segundo... ^_^  Tem resenha aqui.



DIA 3 - "Ultimate shoujo hero crush" (*Como eu traduzo isso mesmo?! O meu crush herói de shoujo definitivo?  Fica melhor em inglês...*): Complicado, mas vamos de Masaomi de Waltz wa Shiroi Dress de (円舞曲は白いドレスで). Que começa como um oresama guy (*Não sabe o que é isso?  Clique AQUI*) semi-detestável, é largado pela mocinha (*que foge com outro na noite de núpcias dos dois*), amadurece e se torna digno dela.  E ele é o personagem masculino favorito da própria Chiho Saito. 



DIA 3/Parte B - Meu shoujo Anime Favorito de Todos os Tempos: Ace Wo Nerae! (エースをねらえ!), nem vou pensar duas vezes, ainda que eu tenha várias séries do coração.  Ace wo Nerae!, a primeira temporada, capturou a atmosfera do mangá e criou sequências eletrizantes com poucos recursos tecnológicos. O uso da cor, especialmente.  Além disso, temos a música... E, sim, tinha muito drama, sangue, suor, lágrimas, akogare, incesto não consumado e uma torre na escola, porque o Osamu Dezaki gostava dessas coisas e colocou em Ace wo Nerae e, depois, no anime de Oniisama E...  (おにいさまへ…), também.
DIA 4 - Heroína Shoujo Favorita: Há várias heroínas de shoujo mangá que eu gosto bastante, falei duas vezes de Waltz, por exemplo, gosto da Koto.  Gosto da Hiromi de Ace wo Nerae!.  Da Yuuri de Anatolia Story (天は赤い河のほとり). Da Kira de Mars (マース ).  Da Tsukushi Makino de Hana Yori Dango (花より男子).  De Utena... Só que a minha heroína de shoujo mangá favorita é Oscar da Rosa de Versalhes  (ベルサイユのばら) e friso bem: a do mangá.  A personagem que vemos amadurecer, que nunca se arrepende de ser um soldado, que tem senso de humor, que ama, que se mostra frágil e forte, que amadurece, que enfrenta o patriarcado, sim, que toma as decisões trágicas e se responsabiliza por elas. Que bom que esta Oscar, a que Ikeda inventou, será conhecida no Brasil em breve.



DIA 5 - Melhor Cena de Beijo em Shoujo: Achei difícil esse dia, porque beijo, especialmente, primeiros beijos em muitos shoujo não são bem consensuais.  Mas lembrei de Ōoku (大奥) e da bela sequência na qual Emonnosuke, camareiro-mor da shogun Tsunayoshi finalmente se declara para a sua senhora e morre depois de, pela primeira vez, fazer amor por amor e, não, por dever e para procriação.  Emonnosuke nunca tinha sido amante da shogun, porque não queria dividi-la com outros, mas fazia amor com Tsunayoshi através dos homens que lhe apresentava.  No volume #6, já velho, ele é capaz de romper o protocolo de beijar e fazer amor com Tsunayoshi.  Lembro que, na época, chorei muito com essa sequência, e já reli várias vezes.  Um dos pontos altos da série.



DIA 6 - Clichê Favorito: Um... há dois que eu gosto bastante, mas vou escolher o de roteiro, a inimiga que se torna amiga, ou aliada.  O fato das autoras japonesas favorecerem alianças entre as mulheres e, não, que se autodestruam por um homem.  Temos, por exemplo, Tsukushi e Sakurako, em Hana Yori Dango (花より男子).  A Sakurako nunca deixará de ser sinistra e uma figura meio perigosa, mas uma vez que se torna amiga da protagonista,torna-se uma aliada preciosa.



DIA 7 - Casal mais Fofo: Coisa complicada... Escolher somente um?  Kira e Rei de Mars (マース).  Gosto da forma como a relação dos dois se constrói, como ambos se beneficiam com ela, como Kira se empodera (*quem leu o mangá sabe que, neste caso, o termo é realmente adequado*), como ele cura suas feridas.  Um dos melhore shoujo que eu já li.  



DIA 8 - Shoujo Mangá com a Arte mais Bela: Qualquer um da Chiho Saito.  A mulher não deixa a peteca cair nem quando faz mangá Harlequin. ❤  A imagem acima é de séries mais antigas dela e ela só faz melhorar.



DIA 9 - Ship Impopular que Você Apoiou: Realmente, tenho que passar... Acho que nunca shippei nenhum casal de shoujo mangá que não fosse aquele que a autora quisesse que a gente torcesse.  Acho que nem em Hot Gimmick (ホットギミック), mas não cheguei a torcer realmente  para que o Azusa, que parecia super boa gente em comparação com o babaca do Hiroki, ficasse com a protagonista... Nem precisou da sequência doentia em que, para se vingar do pai da menina (*que nem era culpado daquilo que o garoto achava que ele tinha feito*), o cara entrega Hatsumi para ser estuprada por uma gangue de marginais.  Sim.  Hot Gimmick é tenso.  Mas acho que não cheguei a torcer nem pelos protagonistas.  Lia pelos coadjuvantes mesmo.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Notícia triste do Dia: Revista Betsuhana é cancelada

A última capa.
Uma pessoa postou assustada no Facebook esta notícia: a Hana to Yume foi cancelada.  Eu não tinha visto no Comic Natalie ainda.  Calma.  É notícia TRISTE, sim, mas foi a Bessatsu Hana to Yume, uma edição irmã da Hanayume original.   O fato é que o mercado japonês está mudando e as antologias, o processo é mais rápido entre as revistas josei e shoujo, estão migrando apra formato digital.  O chato é quando a revista acaba mesmo, caso da Betsuhana.  O volume que saiu no dia 26 de maio (*já é 26 no Japão*) foi o último.  E o que acontecem com as séries?  Como o My Anime List explicou, vou utilizar o texto deles como base.

Kyuuketsuki to Yukai na Nakama-tachi entra em hiato.
Boku wa Chikyuu to Utau (ぼくは地球と歌う)de Saki Hiwatari vai apra a revista Melody e começará a ser publicado em 28 de agosto.  A Melody é bimestral.  A maioria das outras séries da revista, Wonder Honey (ワンダーハニー) de Emura, Hyakka Mangekyou (百花万華鏡) de Rei Izawa, e Momomomotto! (ももももっと!) de Hisaya Nakajo vão ser publicadas direto no aplicativo Manga Park, sem revista, no dia 26 de junho.  Outras autoras da Betsuhana (*Nanpei Yamada, Shigeru Takao, Ritsu Miyako e Banko Kuze*) serão transferidas para uma nova revista digital (*então, alguma revista vem para o lugar da Betsuhana*), a Hanamaru.  Já Nanpei Yamada, Shigeru Takao, Ritsu Miyako e Banko Kuze irão para outra nova revista digital, a que estreia no outono japonês, a Hanayume Ai. Já Kyuuketsuki to Yukai na Nakama-tachi (吸血鬼と愉快な仲間たち) de Marimo Ragawa e Narise Konohara retorna na primavera na revista Hanayume Ai, 2019, portanto... 

Imagino que Glass Mask vá para a Hanayume normal.
Resumindo, morre uma revista de papel, porque a Betsunaha, que foi lançada em julho de 1977, morreu mesmo, e entram duas novas revistas digitais.  Por qual motivo não manter a Betsuhana no mesmo formato?  Enfim, os japoneses é que sabem... Foram publicados na Betsuhana: Otomen (オトメン), além dos clássicos, Glass Massk (ガラスの仮面) e Patalliro (パタリロ!), por exemplo.

Os japoneses beijam no primeiro encontro? Eles e elas responderam.


Dia 23 de maio é o Dia do Beijo no Japão.  Pensei que a pesquisa seria o tema mais importante do post, mas indo pesquisar o motivo da data, encontrei uma informação muito legal.  Dia 23 de maio de 1946, bem naquele período mais terrível do pós-guerra, estreou o filme Hatachi no Seishun (はたちの青春), de Yasushi Sasaki.  


Este filme trazia a primeira cena de beijo do cinema japonês e o tal beijo era exatamente a primeiríssima cena do filme.  Uau!  Lembrou do impacto da primeira cena de Kaze to Ki no Uta (風と木の詩), de Keiko Takemiya, que abre com uma cena de cama, enfim... O site Iromegane, diz que foi um simples Seppun (接吻), um toque de lábios.  Bonitinho?  Eu achei... 


Mas vamos lá, o Sora News publicou os resultados de uma pesquisa com 6,510.  33% delas diz que o terceiro encontro é o momento ideal para um primeiro beijo.  O resultado geral foi o seguinte:

1. No terceiro encontro (2,127 pessoas)
2. No primeiro encontro (1,753 pessoas)
3. No Segundo encontro (1146 pessoas)
4. No quinto encontro, ou depois (910 pessoas)
5. Só no casamento (184 pessoas)

Desmembrando por sexo, o terceiro encontro é popular tanto com homens (33%), quanto mulheres (34%).  Já no primeiro encontro, 22% para eles e 24% para elas.  O SN ressalta que os resultados são semelhantes para a maioria das faixas etárias, menos para as pessoas de 30 anos, com 30% respondendo que beijar no primeiro encontro era o ideal, com 24% para o terceiro encontro.  


Bem animador, eu esperava resultados diferentes.  Afinal, em mangá, às vezes o beijo, beijo mesmo, demora horrores para sair... Agora, algo que eu não sei, não sei mesmo, é se os japoneses se beijavam, e não falo somente do beijo entre amantes, antes do contato com os Ocidentais.  Beijo, vocês sabem é prática cultural.  O fato é que em algumas culturas, o beijo é visto como ritual normal do namoro.  Em outras, pode ser uma preliminar do sexo.  Daí, muitas vezes, em um mangá o beijo demora a sair, mas quando sai, o sexo vem quase que em seguida.  Cultural, enfim, mas os japoneses dialogam com outras culturas e, como a pesquisa aponta, a relação com o beijo vem mudando.

Novo Mangá de Ichigo Takano faz a revista Manga Action esgotar


Segundo o Manga Mag, a edição de junho da revista seinen Manga Action, e que saiu em 24 de abril, esgotou-se.  A estréia de Kimi ni Nare (君になれ), nova série da autora de Orange (オレンジ), provocou uma corrida às lojas.  A revista foi lançada em 2013 e isso nunca tinha ocorrido.  O desdobramento da coisa é que a editora disponibilizou o capítulo um gratuitamente on line.  Ele pode ser acessado AQUI.  Enfim, muito sucesso para Ichigo Takano.  Muito mesmo.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Ouran Host Club ganha capítulo especial na ANELALA?????


Estava passando pelo Twitter da revista LaLa e vi uma chamada com uma imagem de Ouran Host Club (桜蘭高校ホスト部) e um letreiramento de Urakata!!  (ウラカタ!!),  última série de Bisco Hatori.  Só que não era publicação na LaLa, mas na AneLala, a irmã josei da revista shoujo original.  Só que esta revista  foi cancelada em 2017... Até fui procurar outras fontes, vai que eu entendi errado, e o Shoujo Lovers dizia o mesmo... 


Resumindo, ao que parece, a revista não terminou, continua sendo publicada em formato digital.  Agora, é descobrir periodicidade e maiores detalhes, mas, fica a informação, capítulo novo de Ouran, talvez, crossover com Urataka!!, talvez esta série também tenha um gaiden publicado na AneLala.  No Brasil, Ouran Host Club foi publicado pela Panini.

23º volume de Natsume Yuujinchou terá edição limitada e romance do filme


Natsume Yuujinchou (夏目友人帳), talvez a franquia shoujo de maior sucesso dos últimos tempos, terá um volume #23 em edição limitada, junto com a versão normal.  Segundo o Manga Mag, foi anunciado na revista Lala, que o volume, que sai em 5 de setembro, trará uma strap para celular.  No mesmo dia, será lançado uma adaptação literária da história do filme animado que estréia em 29 de setembro.  A série de Yuki Midorikawa é publicada na revista LaLa e seus 22 volumes somam 12 milhões de exemplares vendidos.  Até o momento, houve seis temporadas animadas: 2008, 2009, 2011, 2012, 2016 e 2017.  Umm grande feito, sem dúvida.

Globo passa uma rasteira no SBT e Éramos Seis não Poderá ser Reexibida pelo canal


Talvez, você seja muito jovem e não se lembre da famosa Coleção Vaga-Lume, da Editora Ática.  Ela reunia romances nacionais juvenis e, alguns, até discutindo temas mais adultos (*para nossos tempos limitados*).  Era leitura obrigatória na maioria das escolas nos anos 1970 até o início dos anos 1990.  Meu irmão adorava, eu, odiava.  Preferia ler clássicos internacionais recontados da Ediouro, a querida Coleção Elefante, ou a coleção Veredas, da Editora Moderna, que tinha histórias mais atuais, como as aventuras dos Karas.

Pois bem, um dos livros mais amados da Coleção Vaga-Lume era Éramos Seis, de Maria José Dupré,  de 1943.  O livro narra a história de Dona Lola, a protagonista, seu marido, Júlio, e seus filhos, Carlos, Alfredo, Julinho e Isabel.  Eu nunca quis ler o livro, meu irmão leu e releu.  A história começava nos anos 1920, com as durezas enfrentadas pelas famílias pobres urbanas da época.  O patriarca morria.  Dona Lola seguia sacrificando-se para criar os filhos.  Carlos era esforçado, responsável, estudioso, o apoio da mãe e teve que abrir mão de seu sonho (*ele queria estudar medicina, mas só havia cursos privados e muito caros*) pelo bem da família.  Alfredo era o moleque danado, depois jovem rebelde, que termina seguindo com os Pracinhas para a Itália.  Julinho, o caçula e favorito da mãe, Isabel, a queridinha do pai, ambos abandonam Dona Lola, viram-lhe as costas por um motivo, ou outro.  Por exemplo, Isabel apaixona-se por um homem separado.  Prefere seguir com ele.

O livro da coleção Vaga-Lume, você 
encontra muito barato em sebos.  
A edição nova é esta aqui.
O livro já foi adaptado várias vezes.  Para o cinema, em um filme argentino de 1945.  A partir daí, tivemos quatro telenovelas baseadas em Éramos Seis: 1958, 1967, 1977 e 1994.  Daí, vocês tiram a importância da obra.  Compare com outros grandes sucessos de público,  como livros como Orgulho & Preconceito, ou Jane Eyre, ou, no campo das telenovelas, a importância de Coração Selvagem entre nossos vizinhos latinos.  Não falo de qualidade, embora desafio alguém a atacar Éramos Seis dentro daquilo que o livro se propõe, mas aceitação e certeza do sucesso.

Eu só assisti a versão do SBT, a de 1994.  A versão da emissora utilizou o roteiro de Sílvio de Abreu e Rubens Edwald Filho, o mesmo de 1977.  Comprou os direitos e executou a melhor telenovela da editora.  Sucesso de público e de crítica, fez uma reconstituição de época em termos de costumes e figurinos, além de fazer uma abordagem da História do Brasil, a partir do olhar dos paulistas, que fique claro, quase impecável.  Até o núcleo rural da trama, puxado por Osmar Prado e Denise Fraga, funcionava bem.  

A família de 1977, na primeira fase.
Nunca vi representação de uma família patriarcal pobre tão bem feita como a de Éramos Seis.  Algumas sequências ficaram grudadas no fundo da minha mente.  E a novela não fez concessões às sensibilidades modernas.  Exemplos?  O pai batia nos filhos.  O pai exigia submissão da esposa e era autoritário.  O romance da filha com um homem desquitado não foi tratada como coisa de menor importância.  Era uma novela realista, ainda que com humor e crianças (*na primeira fase*).  Foi nessa novela que vi Tarcísio Filho (Alfredo) mostrando o talento que, na Globo, não conseguia exibir.

Enfim, os direitos do roteiro expiraram e, segundo o jornalista Nilson Xavier, a Globo comprou seus direitos.  Haverá uma outra adaptação em breve com base nesse roteiro.  Só que a Globo comprou, também, os direitos do livro.  Resultado?  O SBT está impedido, provavelmente, para sempre de reexibir sua novela mais elogiada.  Sabia-se que Sílvio Santos colocaria a novela no ar, ela só tinha sido exibida em 2001, como parte de um marketing agressivo contra a nova produção da Globo, então...

Reconhecem o Caio Blat e o
Wagner Santisteban entre as crianças?
Foi tudo dentro da lei.  Tudo.  Só que é triste que uma obra de tanta qualidade seja condenada ao limbo.  É uma grande perda, grande mesmo.  E não acho que a Globo vá "estragar" coisa alguma, só acredito que o realismo do original - livro e roteiro - será sacrificado em prol das tais "sensibilidades modernas".  Aliás, todo mundo parece estar se curvando a elas, basta comparar as versões de Sinhá Moça de 1986 e 2006 (*estou devendo um texto, eu sei*), ou a forma como a Record foge de temas espinhosos em suas adaptações bíblicas.  Também, não me preocupo com sexo, os/as puritanos/as de plantão parecem, como dizia Dona Bela, "só pensarem naquilo" e, claro, não tem noção dos limites impostos às tramas das seis.  Bem, é isso.  Eu espero que essas atitudes agressivas não virem moda... Ainda se o livro fosse domínio público... 

Pensei em Candy Candy  (キャンディ・キャンディ), que por disputa judicial entre as autoras, está aí sem poder ser republicado e o anime reexibido.  Sim, achou que eu não seria capaz de fazer a ponte com shoujo mangá?  é possível, sim.  Disputas que se arrastam por anos e anos, podem prejudicar grandes obras e sua difusão.  Agora, no caso de Éramos Seis, a Globo cercou por todos os cantos, acho que foi xeque-mate mesmo.