quarta-feira, 31 de julho de 2019

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Café com Jane Austen #5: Adaptações de Orgulho e Preconceito (Parte 1)


Saiu mais um episódio do podcast Café com Jane Austen e foi o que eu mais gostei de gravar, provavelmente, porque falei bastante e de algo que eu gosto: adaptações.  Aliás, há um Shoujocast com a participação da Adriana, que é da equipe do Café com Jane Austen, sobre Orgulho e Preconceito.  Vou deixar o link no final.  Como o programa foi ficando grande demais, a gente teve que parar.  A segunda parte promete ser muito interessante, também.  Confiem em mim, ficou legal!

Além de mim, participam do podcast Moira Bianchi (escritora e autora do blog Moira Bianchi), Adriana Sales (pesquisadora e fundadora da Jane Austen Sociedade do Brasil - JASBRA), que gravou os Shoujocasts sobre Orgulho e Preconceito conosco, e a Thaís Brito (jornalista e autora do blog Fantástico Mundo de Jane Austen), que editou o programa.  É só dar pla!





  • Para ouvir no Spotify - AQUI 
  • Nosso Instagram.
  • Shoujocast sobre Orgulho & Preconceito - Parte 1 e Parte 2.

  • quarta-feira, 26 de junho de 2019

    Uma imagem que queria dividir com vocês


    Batsukoi (バツコイ), da mangá-ka Tsukiko, não tem scanlations.  Eu já tinha visto ilustrações do mangá, mas, hoje, no Twitter, fiquei realmente surpresa com uma ilustração da série na qual a protagonista aparece de biquíni e com um barrigão de grávida.  Quantas vezes vocês já viram uma grávida em um mangá, ou anime?  Não falo de uma mulher descobrindo-se grávida, sem barriga alguma, falo de gravidez mesmo.  Eu conto nos dedos, uma imagem assim, nunca vi, é sempre a grávida discreta.  Parece que as mulheres, no Japão, costumam se esforçar para que a gravidez seja percebida pelo menor número de pessoas possível.  Há a pressão para se manterem magras, mesmo grávidas.  Então, queria dividir a imagem com vocês.


    Fui atrás de um resumo da série, que já vai nos 5 volumes, achei o seguinte: Kahori é uma advogada, solteira, já com trinta anos e sem nenhuma disposição para caçar marido.  Ela quer ser independente e, se as reviews não me enganaram, ter romances e sexo ocasionais.  Há uma capa em que ela aparece com dois caras, inclusive. Obviamente, duvido que isso se mantenha por muito tempo.   


    De qualquer forma, ela parece ser feliz, mas acaba sendo surpreendida por uma gravidez e decide levar adiante, ter a criança e sozinha.  Outro tema tabu,  Agora, não sei se o pai da criança é casado, ou algo assim.  Pelo que li, parece opção da personagem mesmo.  Queria scanlations.  A página do mangá é essa aqui.

    terça-feira, 25 de junho de 2019

    Gamer rebate comentário machista e perde contrato com marca de acessórios para gamers


    Usei o mesmo título da matéria do Jornal O Dia, porque ela expressa perfeitamente o que houve nesse caso e se posiciona de forma critica em relação à questão.  Enfim, não conheço Gabi Cattuzzo, não sou gamer, muito longe disso.  Só que, como não podia deixar de ser, chegou em mim o incidente no qual a moça, uma gamer importante do cenário brasileiro, deu uma resposta enviesada para um sujeito que a assediou, muito provavelmente, por já ter sofrido isso tantas e tantas vezes, e acabou sendo alvo de uma campanha de misóginos, machistas e afins.  Resultado, a Razer Brasil, empresa ligada ao ramo, anunciou que vai retirar seu patrocínio.  O comunicado está aí embaixo:



    Mais cedo, antes de saber mais detalhes do caso, eu tinha me posicionado da seguinte forma, Cattuzzo é uma pessoa pública, por isso mesmo, deve ter cuidado com a forma como se expressa em suas redes sociais, e a empresa patrocina quem quiser.  Ainda que mantenha essa posição, sei muito bem do momento terrível em que vivemos, isto é, toda a sorte de escória se sente empoderada para expressar o que tem de pior e ameaçar as pessoas que considera mais fracas.  Gabi Gattuzzo disse que todos os homens são lixo e uma turba de homens (*e mulheres validadoras*) prontamente age como se ela tivesse ameaçado promover um genocídio de metade da raça humana.  

    se você não é lixo, não vai dar a mínima para isso.  Mas qual não foi o resultado?  Ela, seus familiares e amigos começam a receber ameaças de morte.  Sim, de morte.  Mulheres são chamadas de uma série de coisas absurdas todos os dias no coletivo, nem por isso saem por aí ameaçando MATAR os homens, muito menos, matando seus desafetos, ou pessoas que dizem amar profundamente, como os homens fazem.  Mulheres matam, mas em uma proporção muito melhor aos dissabores que enfrentam no dia-a-dia.


    A atitude da Razer Brasil, que disse que não vai renovar o patrocínio com a moça, foi saudada por 9 entre dez misóginos da internet.  A ação, aliás, foi orquestrada e atingiu os objetivos. É para comemorar mesmo.  A empresa se posicionou imediatamente contra a moça e a acusou de fazer discriminação por sexo (!!!!!).  Seja lá o que signifique isso, trata-se de uma invenção para justificar a covardia, ou a cumplicidade.  Olhei o Twitter faz pouco e existe uma onda de indignação.  Bem, é direito da empresa deixar de dar dinheiro para Gattuzzo, é direito dos consumidores apoiar essa medida, ou boicotar a marca.  Simples assim.  Acabei de ver que Felipe Neto, que tem estado do lado certo da maioria das causas nos últimos tempos, veio a público defender a moça.  Bom, espero que aumente a onda de indignação.

    Discuti mais cedo com um moço que veio na linha do "quem lacra, não lucra".  Pergunto-me se já esqueceram da ressaca causada pelo sucesso da Capitã Marvel, porque está mais que provado que abraçar causas justas não causa benefícios somente para a sua consciência.  Ele citou o exemplo de Neymar, que perdeu patrocínios por conta do escândalo recente.  Perdeu, sim, nem tanto por causa do suposto estupro (*sim, nada provado, apesar da moça já ter sido julgada e condenada*), mas muito mais por ter cometido um crime ao expor as imagens da moça, conversas, nome do filho criança dela na internet.  E, olha, que ele já era sonegador antes disso e, bem, continuava em alta.  Só que ele recebeu inúmeros apoios, começando pelo presidente, o mesmo que não prestou uma solidariedade sequer à família negra fuzilada pelo Exército no Rio de Janeiro.  Enfim, se houvesse o mesmo peso e a mesma medida, não teríamos um homofóbico, misógino e racista eleito e festejado, inclusive em meios cristãos.  Resumindo, os pesos e as medidas não são as mesmas, homens e mulheres não são tratados da mesma forma em nossa sociedade..

    Misóginos querem que as mulheres fiquem "no seu lugar",
    aqueles que eles determinaram para elas.
    Voltando, o meio gamer é extremamente machista e tóxico. Querem ver?  Segue algumas notícias: Em campanha contra machismo nos games, youtubers sentem assédio na peleNo “Dia do Orgulho Nerd”, mulheres expõem o lado tóxico dessa comunidadeAnita Sarkeesian talks about exposing gaming’s most toxic trends with sheer dataConheça Anita Sarkeesian, a crítica de games que está sendo execrada na internetAnita Sarkeesian: uma voz mal-entendidaO que as mulheres fazem para driblar o machismo em games online?Mulher denuncia ataques machistas em jogos online etc.  Poderia continuar listando matérias o dia inteiro e em várias línguas.  O meio nerd em geral é muito machista e uso nerd para abarcar tudo, a seção dos games pode ser mais exacerbada, mas não abri o Shoujo Café e antes dele o Shoujo House e uma lista de discussão no Yahoo, porque as mulheres e suas opiniões eram bem acolhidas em grupos mais amplos.

    Enfim, Gabi Gattuzzo poderia ter respondido de forma diferente.  Ela poderia não ter generalizado, aliás, detesto esse tipo de coisa.  Ela poderia ter respirado e dado uma resposta melhor, mas ela não fez nada de tão nefasto assim.  Abominável é ser ameaçada de morte e ver a festa que alguns estão fazendo, porque, aparentemente, conseguiram anular uma mulher, uma gamer e aparentemente feminista.  É disso que se trata, uma ação coordenada para tentar silenciar mulheres, aterrorizá-las e a empresa, a Razer, agiu no mínimo precipitadamente, ainda que, repito, seja direito deles patrocinarem quem quiserem.


    Terminando, deixo o vídeo do Clayson sobre o assunto, está aí em cima.  Ele explora bem o caso.  Não concordo com ele quando diz que a empresa deveria separar a gamer de suas ideias.  Não.  Se uma pessoa é horrorosa, salvo em caso de necessidade absoluta como vencer uma guerra, ou impedir uma catástrofe, não se deve dar voz e espaço para elas.  Raros são os monstros que já nascem grandes, sabe?  Mas nem é o caso.  

    Não há simetria entre o que uma mulher gamer sofre e a indignação (*seletiva*) dos homens que se sentiram ofendidíssmos com a generalização.  Infelizmente, porém, é o mundo em que vivemos.  Espero que a Gabi Gattuzzo não se deixe calar e logo esteja com um novo patrocínio.  Sim, estou me posicionando.  Entre os misóginos e hipócritas, eu fico com ela.  Perdeu a paciência, mas é mais vítima do que uma coletividade que raramente se junta para algo de positivo.

    Anunciado mais um OAV de Midnight Occult Civil Servants


    Midnight Occult Civil Servants ou Mayonaka no Occult Koumuin  (真夜中のオカルト公務員)  é uma série da revisa Asuka.  O mangá de Youko Tamotsu começou a ser publicado em 2015 e teve anime este ano.  Desculpem, mas acabei não dando a notícia.  A série começou a ser exibida em abril e terminou este mês, contando com 12 episódios de TV + 3 OAVs.  O Comic Natalie noticiou que mais um OAV será lançado em 25 de outubro na   Hikari TV e outros meios.


    O resumo do início do mangá é o seguinte: Arata Miyako foi recentemente designado para o Departamento de Relações Regionais Noturnas do Escritório de Shinjuku. Cada um dos 23 distritos de Tokyo tem um desses departamentos, criado para mitigar eventos paranormais e relacionados ao ocultismo. A habilidade especial de Arata é a compreensão da fala não humana, e a história começa com ele encontrando um youkai no parque Shinjuku Gyoen que se refere a ele como o lendário exorcista da era Heian, Abe no Seimei.

    segunda-feira, 24 de junho de 2019

    Primeiro capítulo de Babysitter Gin! republicado na revista Kiss


    Babysitter Gin! (ベビーシッター・ギン!), de Waki Yamato, vai virar dorama.  Comentei isso recentemente.  A série estreia no diz 30 de junho na NHK e a Kodansha está fazendo o possível para promover a série.  Acabei de ver no Twitter que o primeiro capítulo do mangá será publicado amanhã na revista eKiss, a versão digital da Kiss.



    Não conhecia Babysitter Gin! e por tudo o que eu vi de imagens da série, deve ser um negócio muito surtado.  Do tipo, ou é muito bom, ou é muito ruim.


    De qualquer forma, o dorama faz parte das comemorações dos 50 anos de carreira de Waki Yamato.  Aliás, alguém sabe se a segunda parte do filme animado de Haikara-san ga Tooru (はいからさんが通る) já saiu?  Eu agradeço a informação.

    Publicado capítulo extra de Sabaku no Harem


    Em março, fiz uma pequena resenha dos primeiros capítulos de Sabaku no Harem (砂漠のハレム), de Mitsuru Yumeki.  É um mangá simpático e preciso lembrar de retomá-lo.  Hoje, foi lançado um capítulo especial do mangá na revista LaLa.  


    Em 5 de julho, teremos o último volume lançado, o #10, em edição normal e limitada.  Essa versão especial tem um booklet.  As imagens vieram do Twitter da autora.

    Meio Off-topic, mas vamos falar de Celibato Clerical


    Ontem, falei de duas produções televisivas que tratam do celibato como ponto de partida para uma um drama amoroso.  Poderia listar de cabeça outras tantas novelas que criam um drama em torno do padre apaixonado e que está preso por seus votos. Pois, bem, hoje, vários jornais e portais davam destaque à possibilidade do Vaticano flexibilizar (*não abolir, não é disso que se fala*), o celibato.  Que isso seria um risco para o Papa Francisco.  Não acho que vá acontecer, mas como me meti em uma discussão no Facebook e não queria desperdiçar ideias, vamos fazer a história dessa imposição disciplinar, porque não é dogma, nem algo fundamental à fé. 

    Desde o século IV, pelo menos, havia gente que propunha a proibição do casamento dos padres (clero secular).  Essas proposições foram rejeitadas várias vezes e tivemos, inclusive, vários papas casados.  E falo de casados mesmo, não amigados, não estou pensando em gente tipo Alexandre VI (Rodrigo Bórgia).  Quem não se casava de jeito nenhum?  Clero regular, os monges e as monjas.  Eis que no século XI, os monges chegaram ao poder na Igreja Católica, vários papas eram monges e a moral deste grupo passou a ser imposta ao resto do clero.  Por fim, o Primeiro Concílio de Latrão (1123) e o Segundo Concílio de Latrão (1139) determinaram que era proibido para os padres viverem em concubinato, ou serem casados.  

    O ex-padre anglicano Robin Farrow (de óculos)
     é casado e tem quatro filhas.
    A partir daí, toda uma série de discursos foram construídos para justificar o celibato para todo o clero, desde repulsa ao sexo, às mulheres, até o elogio ao altruísmo, sacrifício e abnegação.  Enfim, todos os padres eram celibatários, mas castidade, bem, alguns não mantinham, não.  São coisas diferentes.  Mula Sem Cabeça, vocês sabem, é amante de padre.  Há quem não entenda, mas casamento não é somente sexo.  Aliás, mesmo com a proibição do casamento, a questão da moral dos padres continuou sendo um problema para a ICAR.  Impedir o casamento é tirar a possibilidade do sujeito de ter uma família, filhos, um tipo de conforto que vai além de ter alguém na sua cama.  No século XVI, através do Imperador Carlos V, se fez a proposta de reforma da Igreja Católica, com o intuito de reintegrar os protestantes, um dos itens era colocar fim ao celibato do clero secular.  A Igreja rejeitou, e o Concílio de Trento (1545-1563) confirmou o celibato.  A Igreja Ortodoxa lida com a coisa de outra forma.  Padre que não quer ascender na hierarquia da igreja, pode casar, se você é monge, ou almeja se tornar bispo e além, não pode.  

    Como o próprio texto que eu linkei pontua, a própria ICAR abre exceções.  Igrejas do rito oriental que permaneceram com Roma permitem o casamento dos padres, o que gera tensões.  Padres anglicanos que decidem se tornar católicos, podem vir com suas famílias.  O que eu quero dizer, o celibato não é absoluto e o que o Sínodo amazônico irá discutir é a possibilidade de abrir outras exceções, como a admissão de homens casados ao sacerdócio em lugares isolados.  Abrirá?  Não sei.  Abrindo, haverá pressão para a abolição total e a ICAR poderá ter que lidar com questões novas, separações, brigas por herança e outras coisas que, bem, não fazem parte do dia-a-dia da igreja.   E os padres católicos que largaram a igreja para terem uma família?  Poderão ser reintegrados?  Afinal, muitos continuam bons católicos (*mesmo sem que possam se casar no religioso*), amavam o sacerdócio, fora que a instituição investiu muito neles.  De qualquer forma, garanto a vocês, que ela se adaptaria sem problema, não sobreviveu tanto tempo por ser intransigente, ou agir de forma pouco inteligente, ainda que possa ter tropeçado aqui e ali.

    A ICAR perde cerca de mil padres por ano,
    por  causa do celibato.  Dados do ano passado.

    O celibato é um problema?  Bem, minha opinião pessoal é a seguinte: não é.  O problema é o celibato compulsório, isto é, obrigar os sujeitos, porque estamos falando de homens, aqui, a escolher entre o sacerdócio e o casamento.  Nesse sentido, o casamento compulsório, algo que muitas vezes é exigido dos pastores evangélicos e protestantes, também é.  Conheço mais de um pastor que se casou para poder assumir uma igreja, que não foi escolhido, porque era solteiro.  Esses casamentos às pressas, com a única função de conseguir exercer o sacerdócio, são tão ruins como se forçar ao celibato.  Enfim, deveriam deixar as pessoas livres nesse aspecto.  E, não, sexo não é fundamental para a vida.  Há quem precise mais, há quem precise menos, há quem não sinta falta.  Assexualidade não é doença.  O problema é que o dispositivo da sexualidade faz com que fiquemos tal e qual insetos em volta da lâmpada, obcecados pela ideia do sexo.  

    No mais, o fim do celibato (*que o próprio Papa negou em janeiro desta ano*) poderia ajudar a aumentar candidatos ao ao sacerdócio, mas digo e lembro para quem não sabe que formar um padre dá muito mais trabalho que formar um pastor.  Oito anos, no mínimo. Tempo suficiente para o sujeito mudar de ideia e ainda sair com uma boa base intelectual.  Fora que é um processo caro, muito caro.  Já um pastor, ele pode ser autodidata.  Temos milhares, ou até mais, de "iluminados" por aí.  Para o ara os que querem estudar, há faculdades de teologia de três anos.  São raras as denominações protestantes e/ou evangélicas que exigem muito mais que isso.  Vai continuar faltando padres.  Havia outra solução, mas essa nem Francisco iria externar: ordenar mulheres.  Isso não está mesmo no horizonte.