segunda-feira, 31 de julho de 2017

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Quais personagens de anime dariam um bom pai? Os japoneses respondem.


O site Anime!  Anime! fez uma pesquisa para marcar os dia dos pais, que no Japão é comemorado no dia 18 de junho.  1171 pessoas, 60% mulheres e 90% dos votantes tinham até 30 anos.  Como sempre, a maioria é personagem de materiais novos, ou que estão sempre circulando (*Full Metal Alchemist, por exemplo*).  De shoujo, somente o Kazehaya, de Kimi no Todoke. Parece que esse moço tem cadeira cativa em tudo que é pesquisa. De resto, eu só  sei quem virou um péssimo pai, por exemplo,  Goku,  esse foi o fiasco total... A pesquisa feita entre 8 e 11 de junho e eu coloquei o top 20 geral e o top 5 feminino e masculino, que estavam na página. 

GERAL
1. Makoto Tachibana (Free!)
2. Daichi Sawamura (Haikyuu!!)
3. Kirito (Sword Art Online)
4. Oota-kun (Tanaka-kun wa Itsumo Kedaruge)
5. Edward Elric (Full Metal Alchemist)
6. Piccolo (Dragon Ball)
7. Taihei Doma (Himouto! Umaru-chan)
8. Archer (Fate/Stay Night)
8. Shota Kazehaya (Kimi ni Todoke)
10. Ryuuji Takasu (Toradora)
11. Masamune Izumi (Ero Manga Sensei)
12. Leorio (HUNTER×HUNTER)
13. Shimura Shinpachi (Gintama)
14. Ramba Ral (Kidou Senshi Gundam - The Origin)
15. Klaus Von Reinherz (Kekkai Sensen)
15. Jean Kirstein (Shingeki no Kyojin)
17. Takashi Kawamura (Tennis no Ouji-sama)
18. Tenya Iida (Boku no Hero Academia)
19. Ryoji Kaji (Shin Seiki Evangelion)
20. Yoshikage Kira (JoJo no Kimyou na Bouken Diamond wa Kudakenai)
20. Yu Narukami (Persona 4)

MASCULINA
1. Kirito (Sword Art Online)
2. Taihei Doma (Himouto! Umaru-chan)
3. Oota-kun (Tanaka-kun wa Itsumo Kedaruge)
3. Ryuuji Takasu (Toradora)
5. Archer (Fate/Stay Night)

FEMININA
1. Makoto Tachibana (Free!)
2. Daichi Sawamura (Haikyuu!!)
3. Oota-kun (Tanaka-kun wa Itsumo Kedaruge)
4.  Edward Elric (Full Metal Alchemist)
5. Kirito (Sword Art Online)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Seis animes que foram custeados pelos fãs


O  Goboiano, que é um site especializado em listas, trouxe uma matéria interessante sobre seis vezes que os fãs patrocinaram um anime.  O nome do processo é Crowdfunding e há vários sites que possibilitam esse tipo de coisa, no exterior, o mais famoso é o Kickstarter; aqui, no Brasil, temos o Catarse, o Vaquinha e, certamente, outros que eu não lembro.  De qualquer maneira, é sempre legal descobrir que um grupo de fãs conseguiu levar adiante um projeto como esse e há casos notáveis, eu me surpreendi.  Os seis listados são:


1. In This Corner of the World (この世界の片隅に, Kono Sekai no Katasumi ni): não fazia idéia, descobrir que este longa metragem premiado tinha sido bancado pelos fãs foi surpreendente.  A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial.  O filme entrou em produção em 2012, mas faltava dinheiro, e o patrocínio dos fãs veio em 2015.  Os fãs conseguiram levantar 39 milhões de ienes (U$349,575).  Os custos finais do filme foram de 250 milhões de ienes  (U$2.2 milhões) e lucrou 2.5 bilhões de ienes (U$22.5 milhões).  O longa terminou superando o hit Your Name e levou vários prêmios Yokohama Film Festival, Kinema Junpo, Tokyo Sports Film Award, e o Japan Academy Prize.


2. Under the Dog (アンダー・ザ・ドッグ): O projeto começou no final dos anos 1990 sob a responsabilidade de Jirou Ishii e deveria ser uma série de 26 episódios.  Isso nunca aconteceu, mas em 2016, graças ao apoio dos fãs, que levantaram quase 900 mil dólares, foi feito um OVA de 38 minutos.  A história pode ser interessante: Neo Tokyo (*OK, isso é repetição*), 2015, um terrível ataque terrorista marcou com tragédia a Olimpíada de Tokyo de 2020.  Por conta disso, a ONU (*isso não faz sentido*) montou um grupo de anti-terrorista formado por adolescentes com poderes especiais (*sempre adolescentes, clichê*) para impedir novos ataques.  Só que os jovens são forçados a participar do projeto, porque caso desistam serão mortos com suas famílias, que tiveram bombas instaladas em suas cabeças.  Bem, bem, em Sukeban Deka, ou ela ajudava a polícia ou matariam sua mãe.  Não há muita novidade.


3. Gakuen Handsome (学園ハンサム): Começou como um projeto de um grupo de estudantes universitários no Nico Nico Festival.  Ele passou despercebido até que um dos membros do grupo subiu um trailer para o Nionico Douga.  Virou um sucesso e os fãs levantaram 6.92 milhões de ienes (U$62,023).  Já teve visual novel e OAV, além de várias paródias yaoi. No fim das contas, foi produzida uma série com 12 episódios de 3 minutos.  O traço é bem, quer dizer, alternativo.


4. Mayoiga (迷家-マヨイガ): Série sobre um grupo de 30 pessoas que parte em um ônibus para uma vila chamada Nanaki, um lugar utópico, onde poderão esquecer seus problemas.  Se entendi bem o Goboiano, faltou dinheiro e a produção recorreu aos fãs.  Um total de 10.96 milhões de ienes (U$98,238)  foi levantado e a produção dos 12 episódios conseguiu ser terminada.  Um mangá e uma light novel derivaram sessa série.


5. Little Witch Academia: The Enchanted Parade (リトルウィッチアカデミア 魔法仕掛けのパレード): Hoje, uma franquia de sucesso, Little Witch Academia começou com um curta em 2013.  Ele fez sucesso e a produção recorreu aos fãs para uma continuação.  Foram levantados U$625,518 e o Segundo curta foi produzido.  O interesse fez com que a Little Witch Academia se tornasse uma séire de TV, fora outros produtos.


 6. Kick-Heart: Curta-metragem de 2013 de Masaaki Yuasa conta a história de amor de uma freira e um lutador profissional.  É conhecido como o primeiro projeto no Kickstarter feito direto do Japão.  O Goboiano não dá dados de quanto levantaram, nem eu consegui achar informações na internet. 

O batom de Rayearth é uma graça!


Apesar dos muitos produtos de Card Captor Sakura  (カードキャプターさくら) e Sailor Moon (美少女戦士セーラームーン), há outra famosa série de garotas mágicas da década de 1990 que também está em evidência.  Magic Knight Rayearth (魔法騎士レイアース), que foi exibido, aqui, no Brasil, pelo SBT, o anime produzido entre 1994 e 1995, foi baseado no mangá, publicado na Nakayoshi entre 1993 e 1996. 



Enfim, o batom da Lucy, Hikaru, no original, ficou muito, muito legal, e imita a espada magica da menina.  Pena que só tenhamos um batom até o momento. O batom mede 7.1 centímetros. Há o pó compacto que ficou bem interessante, também.  


Os produtos são da Bandai e será lançado em setembro, segundo o Sora News.  Agora, eles são carinhos. O batom custará 3.024 ienes e o pó compacto, 4.212 ienes.  

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Drama de esposa sem sexo é tema de novo mangá


Anata ga Shitekurenakute Mo (あなたがしてくれなくても) de Haruno Haru acabou de estrear na revista Manga Action, que é uma revista seinen, no entanto, acredito que possa ser uma série do interesse do público do Shoujo Café e que poderia ser um josei.  Vejam só o que diz o Comic Natalie: a protagonista da série é uma mulher de 32 anos, casada, uma OL (office lady), que vê suas colegas de trabalho saírem de licença maternidade, ou mesmo abandonarem o emprego para cuidarem dos filhos.  E ela começa a pressionar o marido que, bem, se recusa a fazer sexo, parece ter outros interesses.  Só que, um dia... Não há muitos detalhes.  Não sei se o mangá poderá enveredar para uma narrativa de adultério, ou para uma discussão sobre os problemas da sociedade japonesa.  Em fevereiro, publiquei no blog o resultado de uma pesquisa que apontava que metade dos casais japoneses vive sem sexo, então, o mangá está antenadísismo com o mundo contemporâneo.  De resto, não sei se é autor, ou autora, apostaria na segunda possibilidade e só achei uma obra anterior dele/a Bokura wa Jibun no Koto Bakari  (僕らは自分のことばかり), que não parece ter scanlations.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Kiki, a bruxinha da Ghibli, retorna em propaganda


Kiki's Delivery Service (魔女の宅急便, Majo no Takkyūbin), aqui, no Brasil, O Serviço de Entregas de Kiki, é um dos longa metragens mais queridos do Studio Ghibli.  Lançado em 1989, ele conta a história de uma menina pertencente a uma linhagem de bruxas.  Quando completam 13 anos, toda bruxinha precisa enfrentar um rito de passagem: fazer uma viagem de um ano sozinha.  Kiki pega sua vassoura, seu gatinho Jiji e parte para outra cidade, onde estabelece o tal serviço de entregas para sobreviver.  Júlia estava assistindo Kiki dia desses é um material que agrada adultos e crianças, além de ter uma menina protagonista, essa coisa tão rara... 


Enfim, o Cup Noodles (*Blergh!*) fez uma propaganda lindinha com Kiki aos 17 anos, morando na Tokyo dos dias atuais e apaixonada por seu amigo do filme original, Tombo.  Eu vi primeiro no Sora News, mas todo mundo já comentou, estou atrasada.  É uma propaganda muito curtinha, mas que conseguiu contar uma história sem problemas.  30 segundos e você termina com Kiki confessando o seu amor.  Não é material do Studio Ghibli, não é prévia de um novo anime, é somente uma propaganda, OK?  Vale assistir:

domingo, 18 de junho de 2017

Filmes de "Geriação", um novo gênero?


Ontem, vi uma matéria El País discutindo o quanto os heróis de filme de ação ficam cada vez mais velhos, enquanto as suas companheiras em tela parecem cada vez mais jovens.  A segunda parte, não é novidade, não é por causa dela que eu estou recomendando o texto, afinal, não faz muito tempo, Maggie Gyllenhaal reclamou publicamente que foi descartada para par romântico com um ator de 37 anos, porque, bem, ela já tinha 37... 

É ridículo, é machismo puro e concentrado, mas faz par com o fato de escalarem atrizes mais jovens (*Estou falando de você, Jennifer Lawrence.*), ainda na casa dos vinte anos, para papéis de mulheres com mais de trinta e até quarenta anos.  É lamentável e priva grandes atrizes de papéis interessantes, vendendo, quando a idade é mantida, uma falsa imagem de juventude perfeita que só serve para angustiar ainda mais mulheres pressionadas para não envelhecerem nunca.  Mas, enfim, não é sobre isso o post.


De qualquer forma, o termo "geriação" (*geriátrico + ação*) apareceu em uma fala de Colin Firth que, com mais de 50 anos, afinal, ele é um dos protagonistas de Kingsman.  E não vou mentir que estou doida para ver o segundo filme, que não me empolgava com um trailer fazia tempo e que, bem, discordo do ator do texto, porque eu realmente não vou assistir Kingsman em busca de verossimilhança, mas par ame divertir e ver o Colin Firth, o Mark Strong e quem mais estiver lá de interessante. Simples assim.  Lamento decepcionar algumas pessoas.  Obviamente,  é preciso uma boa e divertida história, coisa que o primeiro Kingsman ofereceu.  Sim, é um filme que não se leva à sério e isso, para mim, foi fundamental.  Estabelecido esse ponto, vamos para o elemento central da coisa.

Se eu não me incomodo em ver heróis cada vez mais velhos, daí o termo "geriação", em filmes de ação, afinal, alguns atores, até consagrados, se mantém dispostos a fazer esse tipo de filme e a população mundial está envelhecendo, é surpreendente um dado que o texto oferece.  Em 1995, a média de idade dos atores homens que protagonizavam filmes de ação era de 35 anos; em 2015, a idade pulou para 48 anos.  E pode tender a piorar.  Harrison Ford, com 74 anos, protagonizava filmes de ação nos anos 1980 e continua fazendo isso ainda hoje.  Aliás, parece que dos sobreviventes, só mesmo o velho Clint Eastwood largou dessas aventuras...


O que esses dados parecem apontar para mim, não, não vou falar das mulheres ainda, é que parece que não surgiu uma nova geração de atores para ocupar o espaço de velhos ídolos, o já citado Ford, Tom Cruise, Matt Damon, que começaram cedo, Liam Neeson, Daniel Craig, que já entraram nesse ramo mais tarde.  O texto cita Tom Hanks, mas eu não considero os filmes dele da série que começou com O Código Da Vinci como de ação.  Aliás, Tom Hanks não poderia ser enquadrado como astro de filmes de ação.  Por qual motivo atores que ainda estão na casa dos 30 e poucos anos não são mais os protagonistas desses blockbusters?  Será que os grandes estúdios estão investindo na certeza de rentabilidade ou também os gostos da audiência estão mudando?  Homens maduros querem se ver?  Mulheres continuam querendo ver esses astros?  A propaganda ajuda, claro... Nesse ponto, me aproximo do autor do texto, em filmes sérios pode ser um problema.  

Para quem é jovenzinho, ou não conhece história do cinema, Clint Eastwood foi duramente criticado por Na Linha de Fogo (1993).  Neste filme, Eastwood fazia um guarda-costas do presidente norte americano.  O que todos os críticos apontaram, em um filme sério isso pesa, claro, é que ele seria absurdamente velho para continuar fazendo esse trabalho tão exigente.  Fosse Na linha de Fogo um filme atual, talvez, ninguém reclamasse e fosse somente mais um filme de geriação.


Dito isso, voltamos ao segundo parágrafo.  Enquanto os atores de filmes de ação são cada vez mais velhos, sujeitos que parecem atrair audiência, credibilidade e lucro, claro, as atrizes, seu pares, continuam sendo jovens. Neste caso, cada vez mais jovens.  Se as diferenças antes eram de mais ou menos 10 anos, pensem em Jamie Lee Curtis e Arnold Schwarzenegger em True Lies (1994), agora, temos 16, 20 anos, talvez mais.  a mocinha precisa continuar sendo jovem, muito jovem.  Não gosto do termo pedofilia usado no texto, não vejo o problema por aí, uma moça de 19, 20 anos não é uma criança, mas, ainda assim, é um abismo colossal.  As duas mulheres que contracenam com Tom Cruise, de 54 anos, no fiasco A Múmia,  tem, respectivamente, 20 e 22 anos.  E olhem que, mais uma vez, discordo do autor.  Cruise me pareceu muito envelhecido no trailer, porque ver esse filme, sé se me pagarem.

Terminando, se essa onda de geriação produzir coisas legais como Kingsman, eu não tenho lá grandes motivos para reclamar.  Não é bem como assistir A Filha de D'Artagnan (1994), que brincava com a velhice dos três mosqueteiros, mas está valendo.  Agora, em filme de ação pretensamente sérios, pode representar um motivo de riso involuntário e, bem, há todos os problemas envolvidos.  Onde estão os novos astros de ação?  Por que atores veteranos são tão bem recebidos, mas suas parceiras românticas precisam ter idade para ser suas netas ou filhas?  É isso.


Hello Kitty vira a Mulher Maravilha em campanha de lançamento do filme no Japão


O Sora News postou uma matéria comentando a primeira parceria da Sanrio, dona da Hello Kitty, para o lançamento de um filme estrangeiro no Japão, neste caso Mulher Maravilha (Wonder Woman).  O notável é ser a primeira vez que a gatinha mais fofa do mundo entra em cena para divulgar um filme que não é japonês, afinal, Hello Kitty já passou por inúmeras e bem sucedidas transformações.  


Infelizmente para os japoneses e japonesas, o filme só será lançado por lá em 25 de agosto (*tinha gente protestando por causa disso no Twitter*), mas quem comprar os ingressos antecipadamente, a partir de 15 de junho, poderá  escolher o brinde, ou um chaveiro com Kitty vestida de Mulher Maravilha, ou uma réplica do quadrinho de estréia da super-heroína, em 1941.  Segundo a notícia, a diretora do filme, Patty Jenkins, ficou muito contente, pois seria fã da gatinha japonesa.