segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Representações do Feminino nas Histórias em Quadrinhos




Este é o título do livro que ajudei o Prof. Amaro Braga a organizar.  Trata-se de uma coletânea de artigos com abordagem multidisciplinar (História, Comunicação, Pedagogia, Psicologia etc.) das formas como as mulheres e o feminino são representadas nas HQs.  Os textos discutem mangá, comics, BD, quadrinhos brasileiros, enfim, é um volume bem diversificado.  Você pode ver o índice aqui.  Se você quiser adquirir o livro, o preço do volume com o frete (*mando o código de rastreio para você*) é 50 reais.  Se estiver interessado/a, envie um e-mail para mim, com o título do livro (Representações do Feminino nas Histórias em Quadrinhos), e eu lhe passo meus dados de depósito.  

É isso, ainda tenho um bom número de exemplares aqui, uns 20, acredito, e tanto quero, quanto preciso vendê-los, não vou mentir.  Então, é isso.  Para quem quiser (*pode ser um presente de Natal interessante*), lé só entrar em contato.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Ana Hickman sofreu bullying por ser bonita, uma reflexão


A foto acima foi postada com o objetivo de fazer humor, de servir de chacota.  O mesmo aconteceu com uma de Grazi Massafera tempos atrás  que ia na mesma linha, mas falava em preconceito por ser bonita.  É aquilo, ela pode, sim, ter sofrido bullying. A questão é dimensionar o sofrimento, ter consciência de que, ainda que tenha passado por um ou outro aperto, ela está em vantagem sobre a maioria.

Mas eu lembro de uma palestra anos atrás, na qual o palestrante disse que é cada vez mais comum que meninas consideradas bonitas sofram bullying. Agora, vamos analisar isso sob a ótica feminista, se mulheres são adestradas a verem outras mulheres desde cedo como inimigas, se o importante é que você "pertença" a um homem, ooops... que ele escolha você. Sabe a espetacular abertura do filme O Casamento do Meu Melhor amigo?  Eu recomendo.  Quem é a ameaça? Com quem você precisa competir?  Quem precisa ser derrotada para que você brilhe?  Enfim, nada de novo.


Fora isso, a menina modelo aos 14, 16 anos, pode ter sido a garota girafa desengonçada aos 11, 12, aquela de quem todos riam, que os meninos ignoravam, porque, bem, ela era muito maior que eles. Há um episódio de Todo Mundo Odeia Cris exatamente sobre isso.  De novo, meninas altas demais, fortes demais, baixas demais, com a "cor errada" de pele, com "cabelo ruim" só o são, porque parecem menos atraentes ao olhar masculino.  Apesar da piada em cima da fala da Ana Hickman, que nem sei em qual contexto foi dita, há muita coisa que pode ser analisada. Há muitas formas de opressão, muitas expressões de machismo e mesmo misoginia por aí.

Obviamente, ou não tão óbvio assim, há opressões que podem adquirir uma dimensão mais ampla.  A menina negra que é ofendida ou estimulada a não se ver como "bela", porque ser bela é ser loura, olhe para a maioria das bonecas!  Essa mesma menina que é bombardeada com imagens e textos de subalternidade, mulheres negras associadas aos trabalhos braçais no campo, à cozinha, ou aos serviços sexuais, isso quando as imagens e textos existem, na escola, na ficção, enfim, em todo o lugar, talvez não consigam romper com essas mesmas imagens.  Em quem se espelhar?  Uma menina  branca, loura ou ruiva girafa pode se mirar em Gisele Bündchen, em uma Grazi Massafera, em uma Ana Hickman.  Não estou negando o sofrimento, estou tentando redimensioná-lo.


E se uma menina negra encontra um modelo de mulher negra em quem se mirar.  Uma atleta, uma juíza, uma médica, talvez, termine por descobrir, também, que elas são estatisticamente as pessoas mais solitárias de nossa sociedade.  Quanto mais longe uma mulher negra for, quanto mais alto ela estiver, maior a possibilidade de estar só.  Solidão tem cor e ela é negra, e é mais feminina que masculina, também.  Este massacre, no qual a escola tem um grande papel, ajuda na manutenção de uma mão-de-obra barata e subalterna que, bem, ajuda muito às mulheres que estão em outras prateleiras sociais.

E nessa conversa toda, nem falei do ser gorda.  Eu que sempre estive acima do peso durante boa parte da minha vida, lembro-me muito bem de todas as ofensas, porque é dito como ofensa mesmo, que ouvi ao longo da minha infância e adolescência.  Por isso, agora que cismei de assistir a segunda temporada do Master Chef, tenho tanta empatia pela Isabel (*ela venceu a competição*), com seu medo de ser a última escolhida para a equipe (*o que aconteceu*), já que  sempre era assim na escola, especialmente, quando tinha que jogar basquete.  Ela é baixinha, eu nunca fui das menores da turma, mas era assim, salvo se fosse questão acadêmica, eu era a última, a gorda, a feia.  E quem ofendia?  Normalmente, meninas.


Lembro bem do elogio mais interessante que recebi na vida: festa de 15 anos, aquela que foi sonhada por meus pais, não por mim, uma tia me diz "E olha que ela ficou bonita maquiada!".  😊 E você agradece e continua desfilando pelo salão e cumprimentando a todos com um sorriso nos lábios.  Recebi, também, elogios por isso, a gordinha pode ser simpática.  Eu poderia ser atriz, mas nunca tive interesse em tentar de verdade.  Enquanto isso, meu pai deveras preocupado, porque queria que eu fosse bonita como minhas primas e que fosse prendada, e que ler demais me deixaria maluca.  Tipo a Bela da Bela e a Fera?  Mas eu não era a Bela.  Meu pai, na sua falta de tato, queria simplesmente que algum homem me escolhesse e do jeito que eu era...  Não vou dizer que essas coisas se resolveram bem dentro de mim, mas cá estou eu, sobrevivi e continuo na guerra.  

Enfim, não sei se o texto atingiu o objetivo, eu não quero diminuir as opressões sofridas por A e B, ainda que A e B possam estar superdimensionando seus problemas e deixando de olhar ao redor.  O que eu quero dizer é que essas opressões são sistêmicas e se prestam muito bem a manutenção do patriarcado e do capitalismo mais selvagem.  Este mesmo, que na nova reforma da previdência, se nega a ver que mulheres tem dupla, tripla jornada de trabalho.  Enfim, deixo-vos Adrienne Rich, que disse tudo.  


Se mulheres se unirem, o sistema cai, por isso, é bom que continuemos nos agredindo, ofendendo e competindo pelo quê?  Um olhar, um anel no dedo, o braço de um homem para nos conduzir na vida.  E, não, não estou dizendo que amar não é bom, que ser heterossexual é um problema, mas isso é assunto para outro texto, não para este.  De qualquer forma, só quando houver a compreensão de que somos todas nós vítimas é que as coisas mudarão, não por aceitarmos a situação de parte mais frágil, mas porque dessa compreensão poderemos tirar forças para lutar juntas e transformar o mundo.  Bom domingo!

sábado, 10 de dezembro de 2016

Notícias de Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu


Ontem, minha amiga Erika repassou-me dois twitts falando que Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu (昭和元禄落語心中), consagrado mangá de Haruko Kumota, será lançado nos EUA pela Kodansha.  A notícia estava hoje no ANN.  A previsão de lançamento do primeiro volume é maior de 2017.  A série foi iniciada em 2010 da revista Itan e fechou com 10 volumes.  Uma primeira temporada animada já foi lançada, além de OADs, e a segunda temporada animada estréia em  6 de janeiro.  


A segunda notícia é do Comic Natalie, haverá uma exposição do mangá no Ginza Mitsukoshi, em Tokyo, entre os dias 17 e 23 de janeiro.  Durante a exposição haverá shows de música e do teatro de contação de histórias rakugo  (落語) que é  assunto principal da série.  


Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu recebeu o prêmio de melhor mangá, categoria geral, no 38º Kodansha Manga Awards e recebeu o prêmio de excelência no 17º Japan Media Arts Festival Awards.  A série recebeu, também, a indicação para o 17º  Tezuka Osamu Cultural Prize e está no top 10 do Kono Manga ga Sugoi! 2017.

Saiu o Kono Manga ga Sugoi! 2017


Ontem, alguns sites começaram a publicar (*vi primeiro no ANN*) a lista do Kono Manga ga Sugoi! (*Este mangá é legal!*) deste ano.  Trata-se de um guia de referência dos melhores mangás feminino e masculinos publicados pela editora Takarajimasha  desde 2005.  Votam para a confecção do guia editores, autores, livreiros e outros convidados, são 400 participantes ao todo.  Podem ser eleitos para o guia mangás que tenahm sido publicados entre 1 de outubro de 2015 e 30 de setembro de 2016.

Quem define onde uma série entra são os responsáveis pelo guia e realmente há revistas que me são totalmente desconhecidas.  Eu suspeito que algumas são revistas literárias, ou outro tipo de publicação que não é exclusivamente de mangá.  O ANN publicou 20 títulos, achei um site francês  chamado MangaMag que trouxe a lista completa.  Normalmente, os sites costumam publicar somente 20, é possível que este ano tenham aumentado a lista.  Agora, é comum que os sites ignorem a lista de revistas,  daí, eu só lembro de ter achado para postar uma vez, o MangaMag publicou.  Curiosamente, está tudo misturado e as três melhores revistas são das josei e uma shoujo.


Este ano, também, há  vários shoujo na lista dos melhores mangás, mais do que em outros anos, eu acredito.  O melhor mangá feminino foi Kin no Kuni Mizu no Kuni de Nao Iwamoto, ele é publicado na Flowers, que apareceu como melhor revista.  O melhor mangá masculino foi  Chuukan Kanriroku Tonegawa  (中間管理録トネガワ), publicado na Gekkan Young Magazine.  Um josei e um seinen respectivamente.  Não vou postar a lista dos melhores mangás masculinos, quem quiser, pode checar nos links da matéria.  Segue a lista dos mangás femininos e a de melhors revistas:

Ranking Feminino
1. Kin no Kuni Mizu no Kuni (金の国水の国) - Nao Iwamoto - Flowers  - Josei
2. Haru no Noroi (春の呪い) - Asuka Konishi - Comic Zero-Sum - Josei
3. Sabishi Sugite Lesbian Fûzoku ni Ikimashita Reportage (さびしすぎてレズ風俗に行きましたレポ) - Kabi Nagata - ??? (*mangá Yuri*)   - Josei
4. Shinya no Dame Koizukan (深夜のダメ恋図鑑) - Ira Ozaki - Petit Comic - Shoujo
5. TTsubaki-chou Lonely Planet  (椿町ロンリープラネット) - Mika Yamamori - Margaret - Shoujo
6. Tômei na Yurikago (透明なゆりかご) - Bakka Okita - Hatsu Kiss   - Josei
7. Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu (昭和元禄落語心中)  - Haruko Kumota - Itan   - Josei
8. Boku to Kimi no Taisetsu na Hanashi (僕と君の大切な話) - Robiko - Dessert - Shoujo
9. Omoi, Omoware, Furi, Furare  (思い、思われ、ふり、ふられ) - Io Sakisaka - Betsuma - Shoujo
10. Niehime to Kemono no Ou  (贄姫と獣の王) - Yuu Tomofuji - Hana to Yume - Shoujo
11. Tokyo Tarareba Musume (東京タラレバ娘) - Akiko Higashimura - Kiss   - Josei
12. Gaikotsu Shotenin Honda-san (ガイコツ書店員本田さん) - Honda - Gene Pixiv   - Josei
13. Saraba, Yoki Hi (さらば、佳き日) - Yuki Akaneda - Comic It   - Josei
13. Tsuki to Yubisaki no Aida (月と指先の間) - Toriko Chiya - Kiss   - Josei
15. Ofuro Douzo  (おふろどうぞ) - Peco Watanabe - Manga Erotics F - Josei
15. Doukyonin wa Hiza, Tokidoki, Atama no Ue。(同居人はひざ、時々、頭のうえ。)   - Asu Futatsuya / Tsunami Minatsuki - Comic Polaris - Shoujo
17. Suteki na Kareshi (素敵な彼氏) - Kazune Kawahara - Betsuma - Shoujo
18. Cult Mura de Umaremashita。(カルト村で生まれました。)  -  Kaya Takada  -  Comic  Essay Room  - Josei
19. Chuugaku Seinikki  (中学聖日記) - Junko Kawakami - Feel Young  - Josei
19. Noumen Joshi no Hanako-san @ Web  (能面女子の花子さん@Web) - Ryou Oda - Itan  - Josei
21. Majoshi no Tsuzui-san - Drifters - Tenho 99% de certeza de que quem postou isso aqui errou e o mangá correto é Fujoshi no Tsudui-san  (腐女子のつづ井さん) e a autora se chama Tsudui.  Não há referência de mangá com o nome que eles colocaram e nenhum mangá-ka registrado como "Drifters".
22. Kageki Shôoujo!! (かげきしょうじょ!!) - Kumiko Saiki - Melody - Shoujo
23. Koi to Yobu ni wa Kimochi Warui  (恋と呼ぶには気持ち悪い) - Mogusu - Comic Pool  - Josei
23. Ningyo Ouji (人魚王子) - Yuki Yoshihara - Petit Comic - Shoujo
25. Nigeru ha Haji da ga Yaku ni Tatsu  (逃げるは恥だが役に立つ)  - Tsunami Umino - Kiss  - Josei
26. Fruits Basket Another フルーツバスケットanother) - Natsuki Takaya - Bessatsu Hana to Yume / Hana Lala Online - Shoujo
26. White Note Pad - Tomoko Yamashita - Feel Young  - Josei
28. Ikemendomoyo Meshi wo Kue  (イケメン共よ メシを喰え) - Hajime Higashida - Shoku Otoko  - Josei
28. Hakoniwa no Soleil (箱庭のソレイユ) - Shiki Kawabata - Betsuma - Shoujo
28. Yomawari Neko (夜廻り猫) -   Kahoru Fukaya  - Comic Walker  - Josei


Melhores Revistas
1. Flowers (Shogakukan)  - Josei
2. Kiss (Kodansha)  - Josei
3. Betsuma (Shueisha) - Shoujo
4. Shounen Jump (Shueisha) - Shounen
5. Shounen Jump+ (web) (Shueisha) - Shounen
6. Feel Young (Shodensha)  - Josei
7. Comic Zero-Sum (Ichijinsha)  - Josei
8. Morning (Kodansha) - Seinen
9. Gekkan Action (Futabasha) - Seinen
10. Gekkan Young Magazine (Kodansha) - Seinen
11. Itan (Kodansha)  - Josei
12. Harta (Enterbrain) - Seinen
13. Afternoon (Kodansha) - Seinen
13. Young Magazine (Kodansha) - Seinen
15. To-ti (web) (Leedsha)   - Seinen
16. Dessert (Kodansha) - Shoujo
17. Gekkan! Spirits (Shogakukan)
18. Young Jump (Shueisha) - Seinen
19. Big Comic Superior (Shogakukan) - Seinen
20. Petit Comic (Shogakukan) - Shoujo

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Hirunaka no Ryuusei: Primeiro teaser-trailer?


Não sei se é o primeiro teaser-trailer do filme de Hirunaka no Ryuusei (ひるなかの流星), baseado no mangá de  Mika Yamamori, só sei que ainda não tinha visto nenhum outro aparecer no Comic Natalie, ou outro site.


O mangá é centrado em Suzume Yosano  (Mei Nagano), uma garota que vem do interior para morar com o tio (Ryuta Sato) e estudar em Tokyo.  No seu primeiro dia da cidade, ela se perde e é ajudada por um homem, que, mais tarde, ela descobre ser Satsuki Shishio (Shohei Miura), o professor responsável por sua classe.  Outra personagem da história é o vizinho de carteira da garota, Daiki Mamura(Aran Shirahama), que odeia mulheres.  Os dois, no entanto, terminam se tornando amigos.  O filme estréia nos cinemas japoneses em 24 de março.




Comidinhas inspiradas em Gekkan Shoujo Nozaki-kun por um tempo limitado


Segundo o Comic Natalie, os fãs de Gekkan Shoujo Nozaki-kun (月刊少女野崎くん) poderão comer comidinhas inspiradas na série em um café em Ikeburo.  Entre 26 de dezembro e 14 de fevereiro, o THEATER CAFE & DINING STORIA terá um menu todo especial e a autora da série, Izumi Tsubaki, participou da confecção dos itens que serão vendidos no estabelecimento.  


O Comic Natalie trouxe várias fotos.  A comida pode até não ser saudável, ou gostosa, mas é bonita.  Já os brindes, ah, eu queria todos!  Seria muito bom ter uma segunda temporada de Gekkan Shoujo Nozaki-kun anunciada para 2017.  A  página com as informações do Collaboration Café é esta aqui.

Revista Cocohana comemora cinco anos


A revista Cocohana  veio para substituir a antiga revista Chorus (*que tinha vindo para ocupar o espaço da Young You*) e é uma das mais importantes revistas josei da editora Shueisha.  Mês passado, a revista completou seu quinto aniversário e, para comemorar, as leitoras receberão um calendário de presente, segundo o Comic Natalie.  Participam do calendário Mari Fujimura, Aroha Higa, Hinako Ashihara, Fumiko Tanikawa, Kozueko Morimoto, Yumi Tamura, Satoru Makimura, Ryo Ikuemi, Wataru Yoshimizu, Nanae Haruno, Akiko Higashimura e Bun Katsuta.  (*Haverá pelo menos outro brinde, mas não consegui entender o que é direito.*)


Além disso, Ashi-Girl (アシガール), de Kozueko Morimoto, e Clover Trèfle  (クローバー trefle), de Toriko Chiya estão disponíveis na Margaret BOOK store! para leitura gratuita por tempo limitado.  Já na próxima edição, a de fevereiro (*que sai em dezembro*), estréia o novo mangá de Kazune Kawahara Lucky Girl (ラッキーガール).  Para quem não está unindo o nome à pessoa, trata-se da roteirista de Ore Monogatari!! (俺物語!!), que teve um mangá adaptado para o cinema este ano, Aozora Yell (青空エール), e terá outro na tela grande ano que vem, Sensei! (先生!).

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Sherlock volta ano que vem na BBC e o mangá chega ao Brasil pela Panini


Semana passada, aconteceu a Comic Con Experience em São Paulo.  Grande evento com muitas atrações e anúncios de lançamentos de mangás, também.  Nenhum shoujo.  Nenhum josei.  Não tenho, portanto, o que comentar com urgência, tampouco o que comemorar.  Se anunciassem um seinen da Kaoru Mori, talvez, mas nem sombra.  Um anúncio, no entanto, me foi passado com aquela ansiedade "Você viu?  Você viu?".  Vi, depois que me avisaram.  A Panini vai lanar o mangá de Sherlock no Brasil.  

Sherlock é a série da BBC estrelada por Benedict Cumberbatch e Martin Freeman, trata-se de uma nova releitura das personagens clássicas de Sir Arthur Conan Doyle trazida para os nossos dias.   Ela estreou em 2010 e eu não levava fé nenhuma no resultado, mas fui surpreendida e muito. Tivemos a segunda temporada em 2012, a terceira em 2014, e um especial em 2016.  Ano que vem estréia a quarta temporada e os três episódios já tem data: 1, 8 e 15 de janeiro.


Voltando para a Panini, a editora vai lançar a versão mangá lançada no Japão.  Trata-se de uma adaptação, praticamente quadro a quadro, dos episódios da primeira temporada.    O quadrinista se chama Jay e ninguém nunca me convenceu de que é um material de segunda, o que não quer dizer que não possa ser divertido, OK?  São três volumes até agora.  Pode sair mais?  Claro, de repente, no ano que vem.  Eles começaram a sair em 2012 na revista Young Ace.  Como fã de Sherlock Holmes, eu comprarei pelo menos o primeiro volume.  Se   achar que vale a pena, compro os três que estão previstos.

De resto, se vocês quiserem olhar as resenhas de Sherlock aqui no blog, há textos sobre a primeira (*1-2-3*) e a segunda temporada (*1-2/3-especial*).  A terceira, que bateu com a época da Júlia recém-nascida caiu meio que no limbo das outras coisas que fiquei sem assistir, há somente a resenha do primeiro episódio.  Se quiserem ler minhas considerações sobre como estão interpretando Irene Adler esses dias, há texto aqui.  Não comentei a Irene de Elementary.  Assisti episódios com ele e, realmente, não achei grande melhora ou revolucionário o que fizeram com ela.