segunda-feira, 31 de julho de 2017

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

sábado, 22 de julho de 2017

Alguns comentários sobre Manga-ka to Yakuza


Postando o ranking da Orikon me deparei com um mangá chamado Manga-ka to Yakuza (漫画家とヤクザ), literalmente, "A Mangá-ka e o Yakuza".  Para quem não sabe, Yakuza é mafioso.  Olhando no Mangaupdates vi que era um mangá josei erótico.  Sem scanlations, mas consegui o raw do primeiro volume.  Enfim, me pareceu interessante, apesar de ser, em linhas gerais, o mesmo tipo de material que Souryo to Majiwaru Shikiyoku no Yoru ni...  (僧侶と交わる色欲の夜に…), que virou anime este ano, mas parece ter um pouco mais de recheio, coisa que me deixa curiosa, mas não consegui ler nada, enfim...  Trata-se de material pornográfico, fantasia erótica feminina heterossexual.  Sim, feminina, não feminista.  Coisa do tipo que você acha nos livros Harlequin, Avon, mais apimentados, mas não no nível de um Eloras Cave, por exemplo.


O ponto de partida da história é o encontro entre Rui, uma mangá-ka, e um yakuza de nome Azuma.  O bandido - que é moreno, másculo, enfim, bem bonitão - bate na porta dela para cobra uma dívida de 6 milhões de ienes (*mais ou menos uns 190 mil reais*).  Ela não fez o empréstimo, mas alguém usou seu nome (*acho que é o antigo crush do colegial, um cara que me pareceu bem vagabundozinho*) e ela está devendo para a máfia.  A reação dela é de indignação, mas o mafioso entra e diz que se ela vai ter que pagar de qualquer jeito.  Se não for com dinheiro, será com sexo.  


Pronto, daí passamos para o que representa boa parte da história, cenas de sexo muito melhor desenhadas que as de Souryo to Majiwaru Shikiyoku no Yoru ni... , com uma protagonista com um corpo muito esguio e nada voluptuoso e um sujeito muito bonitão (*ela só percebe realmente que ele é um yakuza, quando vê a espetacular tatuagem que ele tem*).  No fim das contas, a primeira transa dos dois começa com um tom de estupro, mas, como é uma fantasia erótica, vejam bem, ela vê que está sozinha e tem a chance de tirar umas casquinhas de um cara gostoso, que (*surpresa!*) além de super sexy ainda é gentil e atencioso.  Ou seja, enquanto ela não se apaixona, e isso já está visível no primeiro volume, vejam que o dispositivo amoroso não poderia faltar, pagar a dívida que ela não fez nem é tão problema assim.


Azuma tem outras amantes.  No primeiro volume, ele aparece fazendo sexo com outras duas mulheres, todas muito diferentes de Rui.  Mulheres com muitas curvas, ar sedutor, tudo que a mangá-ka não parece ser.  Há, também, o "secretário" (*acho que é isso que ele é*) de Azuma, um cara que o segue para todo lugar, que já invadiu a casa de Rui quando ela estava transando com o yakuza e que a olha com cara de desprezo.  Qual o problema do cara (*que também é bonitão*)?  Ciúmes?  Ele acha que o chefe está se metendo em encrenca, enfim, precisaria ler o mangá.


Queria muito, muito mesmo, ler o texto (*salvo os gemidos, porque isso nem precisa ler*), porque queria muito saber que tipo de mangá Rui faz.  Ela tem um editor, um sujeito gordinho e de óculos. Quando conversa com ele, volta e meia, ela imagina estar fazendo sexo com Azuma.  Também, queria saber qual o rolo com o ex-colega de colégio. Suspeito que foi ele quem encrencou Rui, algumas vezes, quando está com Azuma, ela pensa no cara e nunca parece ser uma boa lembrança.  Fora que ele aparece, tenta se aproximar dela de uma forma acintosa e, bem, Azuma chega e ele toma umas pancadas.  Há uma outra cena na qual mafiosos feiosos vem atrás de Rui.  Azuma a salva bem em tempo.


A história só funciona, porque Azuma é bonitão e, não, feioso ou asqueroso. Ele é viril e fofo (*a protagonista muitas vezes lembra do seu antigo cachorrinho quando acaricia os cabelos dele*), fosse o mafioso padrão de mangá shounen, ou seinen, provavelmente, a coisa jamais se sustentaria.  Agora, é um tom muito diferente dos mangás smut adolescentes que pulularam nos anos 1990 e 2000, com suas protagonistas reféns, ainda que, bem, o ponto de partida dessa história não seja lá muito abonador.  De qualquer forma, é por tudo isso, repito, que se trata de uma  fantasia erótica para mulheres.  


A autora, Coda, tem conta no Twitter, site, Tumblr, e conta no pixivi, onde é possível ver alguns dos seus rascunhos, inclusive com detalhes que a censura não permite que apareçam na edição final.  Parece que é sua primeira série, ou, pelo menos, não há nada registrado no Mangaupdates.  O mangá sai na revista josei erótica Love Coffre, que foi criada em 2015.  A série está no volume #2, que entrou no top 20 da Oricon.  Além disso, terá drama CD.  Se Souryo to Majiwaru Shikiyoku no Yoru ni... tiver feito sucesso, talvez vire anime.  Com menos sexo, poderia ser um dorama interessante.  E, bem, é material #NSFW.  Comentei sem postar nada explícito, porque, bem, o Shoujo Café é para "toda a família" e qualquer família.

Ore-sama Teacher comemora 10 anos de publicação


Ore-sama Teacher (俺様ティーチャー) é o mangá mais importante de Izumi Tsubaki, autora de Gekkan Shoujo Nozaki-kun  (月刊少女野崎くん).  Ele conta a história de uma garota, Mafuyu Kurosaki, uma delinquente que decide se reformar no colegial.  Na verdade, a justiça está de olho nela.  No colégio, ela descobre que seu professor orientador, Saeki Takaomi, é um sujeito muito suspeito que pode atrapalhar seus planos de ser uma garota modelo no novo colégio.


Ore-sama Teacher está no volume #24, que trará um Drama CD, fora isso, ele é capa da revista Hana to Yume, que é comemorativa dos dez anos da série.  De repente, com o sucesso de Nozaki-kun, Ore-sama Teacher termine virando anime, ou dorama.  A segunda possibilidade, claro, é sempre a mais possível.  Enfim, a notícia está no Comic Natalie.

Tokyo Alice vai virar dorama


O Comic Natalie anunciou que a série Tokyo Alice (東京アリス), de Toriko Chiya, vai virar dorama.  Com 15 volumes, ela foi publicada na revista Kiss entre 2005 e 2015 com grande sucesso (*sempre aparecia no ranking de vendagens*).  A série tem como protagonista a jovem Arisugawa Fuu, uma jovem office lady de 26 anos que trabalha em uma companhia de design.  Ela vive em busca de algo que dê sentido a sua vida e prefere fazer compras do que encontrar o amor.  Segundo o Comic Natalie, a série será produzida pelo Amazon e veiculada por streaming pela Amazon Prime Video.  A protagonista será interpretada pela atriz Mizuki Yamamoto e estão também no elenco Reina Triendl, Aya Asahina e Maryjun Takahashi.

Me enganei, última edição da Sylph saiu hoje


Ontem, noticiei que a primeira edição digital da pixiv Sylph tinha sido lançada e substituiria a revista impressa.  Sim, é verdade, mas a última edição da Sylph, que havia sido criada em 2006, foi lançada hoje, dia 22.  A capa traz um "THANKS" em agradecimento às leitoras.  


Segundo o Comic Natalie, as séries da revista serão transferidas para a pixiv Sylph.  Enfim, a extinção das revistas de papel e sua substituição por edições on line parece ser um caminho sem volta no Japão.  Vejam bem, extinção das revistas de papel não significa fim das antologias, mas que as japonesas talvez estejam preferindo outras plataformas.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Baraou no Souretsu entra no seu segundo arco


Baraou no Souretsu (薔薇王の葬列), de Aya Kanno, entrou no seu segundo arco.  Esse mangá, que eu deveria acompanhar, porque tudo o que li dele e sobre ele é magnífico, acompanha a Guerra das Duas Rosas  ‎(1455–1485) e tem como protagonista Ricardo III, que foi transformado em um dos maiores vilões da História da Inglaterra por William Shakespeare.  Agora, nesse ponto da história, Richard se tornou rei.


Enfim, a série chegou no volume 8, se houver equilíbrio, teremos mais 8 volumes... Ou será que esse é somente o segundo arco do mangá?  Enfim, comemorações e produtos (*capas de iphone*) foram lançados, segundo o Comic Natalie.  Ainda vou tomar vergonha e retomar a série.  Não me surpreenderia mesmo se viesse um anime.  Aqui, no Brasil, Otomen (オトメン), mangá da mesma autora, começou a ser publicado e foi cancelado pela Panini.

Anime de Otaku ni Koi wa Muzukashii tem data de estréia anunciada


O anime da série Otaku ni Koi wa Muzukashii (ヲタクに恋は難しい) foi anunciada ontem.  Hoje, o Comic Natalie trouxe a informação de que a estréia é só para abril de 2018. Esperava para mais cedo.  Aliás, anunciarem tão rápido a data de estréia só aponta, pelo menos para mim, que era algo que vinha sendo planejado faz tempo.  Fazer o quê?  Espero que valha a espera.  De repente, até lá, o mangá é licenciado pelo menos nos EUA.

Lançada a primeira edição da pixiv Sylph


O Comic Natalie trouxe hoje a capa da primeira edição da pixiv Sylph, a substituta da Sylph de papel.  A antiga revista tradicional deixou de existir e foi substituída por uma edição digital.  Segundo o CN, a maioria das séries da antiga edição impressa foi transferida, além disso, alguns antigos sucessos apareceram na primeira edição. 

Futsutsuka na Oyako de wa Arimasu ga
(ふつつかな父娘ではありますが)
Dramatic Irony (ドラマティック・アイロニー)
Tsugi Wa Sasete Ne (次はさせてね)


Acima, três séries de destaque na revista.  Ao que parece, a revista é gratuita e sairá todo dia 20 do mês.