segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

Quer saber qual personagem de anime divide o aniversário com você? Este site pode lhe ajudar!


O  Rocket News 24 trouxe informações sobre um site  japonês (*sim, alguma informação romanizada, mas basicamente é em japonês mesmo*) com um arquivo de mais de 10 mil aniversários de personagens de anime.  Agora é fácil saber quem faz aniversário no mesmo dia que você. :) Enfim, é divertido dar uma olhada nele e há personagens clássicas, também, porque Oscar (A Rosa de Versalhes) está junto com o Levi (Shingeki no Kyojin) e a Mei Tachibana (Suki-tte Ii na yo) em 25 de dezembro... E tem muito mais personagem de anime que faz aniversário nesta data.  Vale a pena dar uma olhadinha, é divertido. :)  O endereço é este aqui.  

Percebi que tem gente perdida sem conseguir achar o caminho.  Desculpem, a coisa não é realmente auto-explicativa.  Enfim, se você clicar direto aqui, vão aparecer os meses em seqüência, a mesma nossa, claro.  Eu nasci em fevereiro, então, procuro o mês dois.  Chegando lá, clico no dia 5.  Os nomes das personagens e séries estão romanizados, assim como as séries.  É fácil.

POST ORIGINALMENTE DE 26/06/2015.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

31 Dias de Desafio Anime


Já postei outros desafios este ano e, bem, é sempre um exercício divertido. Este que vou colocar no post foi postado no grupo do Facebook do Shoujo Café.  Serão 31 dias com tarefas para preencher.  Eu não traduzi nada do quadrinho, mas conforme for colocando a tarefa, eu traduzo.


1. Primeiro Anime que Você Assistiu: o primeiro do qual me lembro é Speed Racer (マッハGoGoGo/Macha GōGōGō), quando tinha cinco anos.  Posso até ter assistido A Princesa e o Cavaleiro antes, mas não tenho recordação. A série era de 1967-68, foi adaptada e exibida em vários países.



2. Anime Favorito até o Momento: Meu anime favorito, ontem, hoje, sempre, é Ace wo Nerae ( エースをねらえ!), a primeira série de 1973-74.  é de antes de eu nascer, comecei a assistir somente no século XXI.  Acredito que é o melhor exemplo de série que conseguiu fazer milagre com recursos limitados de animação, usando a cor e outros efeitos, para causar emoção, tensão, ansiedade, com efeitos maravilhosos.  Já sabem, então, que meu anime de esportes favoritos é Ace Wo Nerae, também.



3. Personagem Masculino Favorito: Yang Wen-li da Lenda dos Heróis Galácticos (銀河英雄伝説/Ginga Eiyuu Densetsu) ou André da Rosa de Versalhes  (ベルサイユのばら)?  Como eu prefiro o André do mangá, que é muito mais compreensivo e menos machista (*apesar de ter tentado envenenar Oscar...*), fico com Yang, que nunca decepciona e ainda é meu historiador favorito da ficção. 💖


4. Personagem Feminina Favorita: De cara pipocou na minha cabeça Oscar, da Rosa de Versalhes.  Só que, aí, pensei no quanto prefiro a personagem no mangá, no qual ela tem senso de humor, não parece ser empurrada para a vida militar, tem vocação, gosta do que faz e, bem, não abdica de seu comando por obediência, nem é por amor, vejam bem, a André.  Por essas e outras, eu fico com Utena de Shoujo Kakumei Utena (少女革命ウテナ), porque, no anime, ela é uma personagem cheia de vida e de força, que deseja ser o príncipe de sua própria história salvando-se a si mesma, se apaixona e é seduzida pelo vilão, mas dá a volta por cima e escapa.  Utena é minha favorita, a do anime, Oscar seria a minha favorita, se estivéssemos falando do mangá.



5. Anime que você tem vergonha de ter gostado: Sei lá, assisti tanta coisa de fansuber, coisas fragmentadas, simplesmente, porque era anime e queria/precisava assistir qualquer coisa que pudesse colocar os olhos.  Daí a dizer que tenho "vergonha" vai muito longe.  Normalmente, quando não gosto, eu olho e largo.  Não insisto com obra nenhuma, seja mangá, seja anime, seja livro.  Não tenho o que colocar hoje.  Não me envergonho nem me arrependo de nada.



6. Anime que você gostaria de assistir e não viu ainda: Queria assistir Yamato 2199 (宇宙戦艦ヤマト2199/Uchuu Senkan Yamato Ni-ichi-kyuu-kyuu).  Não tive ânimo e tempo ainda.  Patrulha Estelar foi um dos animes da minha infância e sei que o remake foi feito com uma qualidade, por exemplo, que Lenda dos Heróis Galácticos não recebeu.

7. Meu Crush de Anime: Para não repetir Yang Wen-li, vou pegar o meu primeiro "amor" nos animes que foi o Mark Venturi (Daisuke Shima) de Patrulha Estelar (Yamato).  Não assisti a nova versão e, diferente de outras personagens, não gostei do design novo do Venturi, porque eu assisti na infância dublado em português e com nomes que vieram dos EUA.  A imagem acima é um fanart.



8. Casal de Anime Favorito:  Ah, essa é fácil!  Yuri Katsuki e Victor Nikiforov.  Tenho outros casais que eu gosto muito, até vieram na minha cabeça, mas como é anime, vamos de Yuri!!! on ICE (ユーリ!!! on ICE). 💗



9. Melhor Vilão de Anime: Complicado... O bom vilão é aquele que tem motivação e que, de certa forma, atrai empatia.  Pensei em Zagat de Guerreiras Mágicas de Rayearth (魔法騎士マジックナイトレイアース Majikku Naito Rayearth), mas quem viu esta série sabe que é complicado enquadrá-lo como tal.  Pensei em Akio de Shoujo Kakumei Utena.  Ele era mau de verdade e é derrotado no final.  Mas acho que vou de Desslock (Abelt Dessler), o vilão de Patrulha Estelar.  Acho que é difícil superá-lo, porque a gente ama e odeia o sujeito, ele é inteligente, tem objetivos claros, é cruel, enfim.



10. Anime de Luta Favorito: [1] É isso mesmo?  O que é um anime de luta? Posso incluir Cavaleiros do Zodíaco (聖闘士星矢)?  E seu eu disser que não vejo animes pelas lutas?  Animes de robô, ou de mecha, são animes de luta?  Evangelion (新世紀エヴァンゲリオン) entra aqui? Escaflowne (天空のエスカフローネ), que eu ano, tem lutas de robô e com dragões, é anime de luta?  Ashita no Joe (あしたのジョー) ou Yawara!  (ヤワラ!) são um animes de luta e de esportes.  Entram onde?  Enfim, como não entendi mesmo, vamos escolher um que era de luta mesmo, sem dúvida alguma, Street Fighter, aquele que o SBT passou, acho que era Street Fighter II V (ストリートファイターⅡ V), e que tinha uns fanservices violentos e um traço muito bom.



11. Anime de Esportes Favorito: Meu anime de esportes favorito é meu anime favorito, Ace wo Nerae.  O mais emocionante, o mais shoujesco, e o mais influente anime de tênis de todos os tempos.  Fora que foi base para o anime de ficção científica Gunbuster, que em japonês é Top wo Nerae! (トップをねらえ!).  Já foi citado mais lá em cima, no ponto 2.  Se eu tivesse que citar um segundo e terceiro, seriam Touch (タッチ), baseado na obra de Mitsuru Adachi, e Princess Nine (プリンセスナイン如月女子高野球部), que presta, em certo sentido, homenagem aos dois primeiros e é centrado em um time de garotas que não quer somente jogar baseball, mas chegar ao Koshien, o templo desse esporte no Japão e, até hoje, proibido para mulheres.  E tem Yuri!!! on ICE, claro, ele entraria como meu quarto favorito.



12. A Cena de Anime mais Triste: Poderia entrar com uma voadora e dizer "A morte da Setsuko em O Túmulo dos Vaga-Lumes (火垂るの墓 Hotaru no Haka)".  Desafio alguém a achar outro anime tão triste, porque, bem, há um montão de cenas tristes nesse filme da Ghibli.  Desafio, também, qualquer pessoa a assistir o anime e não morrer.  Obviamente, ha cenas tristíssimas em outros animes.  Vamos, então, sugerir outras três: o massacre dos irmãozinhos do Tamahome e a morte de Hotohori em Fushigi Yuugi ( ふしぎ遊戯); a menina fantasma de Anohana  (あの日見た花の名前を僕達はまだ知らない。/ Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai。) descobrindo que está morta no final do primeiro capítulo.



13. Personagem de Anime com Quem Você se Parece: Fisicamente, nenhuma personagem de anime se parece comigo.  Nenhuma.  Apesar de já ter usado "utena" como apelido, sei bem que não me apreço com ela.  Posso usar o Yang Wen-li de novo?  Meu historiador favorito da ficção e que fica lá na dele evitando problemas, mas sempre acaba sendo obrigado a agir de alguma forma?  Ele também é um sujeito muito sábio, isso já não sei se eu sou... Também não consigo ser tão low profile quanto o Yang, mas me finjo bem de pedra e algumas pessoas acabam esquecendo que eu estou no recinto.



14. Anime que Nunca Envelhece: Qualquer animação do Studio Ghibli parece imune ao tempo, porque a humanidade no tratamento dos temas, a beleza da animação, as mensagens elas atravessam o tempo e dialogam muito bem com as culturas.  Enfim, ao invés de escolher uma animação só, eu diria que as animações do Estúdio Ghibli são atemporais.  ❤



15. Sidekick favorito, bicho de estimação ou ser sobrenatural: Acho que é o Mokona, criado pela CLAMP e que aparece em várias obras do grupo.  Agora, essa categoria de personagem, o sidekick, bicho de estimação, ser sobrenatural, whatever, tem tudo para se tornar um pé no saco, raros, raríssimos, enriquecem uma história.  Ser fofinho, para mim, não á atributo que qualifique alguém.



16. Anime com a Melhor Animação: Difícil... Lembro de uma série de TV que me impactou muito quando comecei a assistir, o primeiro capítulo foi um deslumbre, e que até hoje me parece ter uma animação maravilhosa para a época é Escaflowne.  É um dos meus animes favoritos de todos os tempos, obviamente, a animação, hoje, envelheceu, mas era excelente para uma série de TV.  Não vou citar Ghibli de novo, o padrão deles é sempre muito elevadíssimo.  E das coisas novas, o reboot, porque não se trata de um simples remake, de Yamato é excepcional.



17. Personagem Masculino Coadjuvante Favorito: A roleta gira, gira, gira e voltamos para a Lenda dos Heróis Galácticos, meu coadjuvante favorito é Siegfried Kircheis.  O que seria de  Reinhard  sem o seu André?  Mais do que isso, Sieg é o esteio moral do protagonista, ao se afastar de seu amigo de infância, Reinhard se torna vulnerável e faz escolhas equivocadas.  Enfim, pena que não fizeram uma figure que capturasse a expressão doce do olhar do Siegfried, olhe o cara ruivo do gif, é ele, eu queria tê-lo na minha pequena coleção.

18. Personagem Feminina Coadjuvante Favorita: Há muitas coadjuvantes que eu gosto muito, mas acredito que a minha favorita mesmo é a Ranko Midorikawa, de Ace wo Nerae!.  Ela é uma excelente tenista, ela tem ciúme de Hiromi, a protagonista, porque seu irmão se tornou treinador da menina.  A questão é que Ranko é uma excelente tenista, mas houve um momento em que ela era somente uma menina muito alta e desengonçada, Jun Munakata passa a treiná-la e faz com que a moça descubra que sua altura e força estão a seu favor no esporte.  O problema é que ela se apaixona pelo treinador e somente mais tarde ambos descobrem que são irmãos.  O pai de Jin havia abandonado a família para casar com a mãe de Ranko.  Jun se afasta dela e evita que alfo mais aconteça.  Bem, Ranko não é má, acaba se tornando importante na vida de Hiromi, apoiando-a e vendo nela as qualidades que seu irmão percebeu.  Sua grande oponente nem é Hiromi, mas Ochufujin, a melhor tenista até que a protagonista descobre seu talento, para piorar, Jun efetivamente desenvolve sentimentos pela rival da meio-irmã.  Ranko termina abandonando o esporte temporariamente para cuidar do irmão quando ele adoece.  Quando vi o primeiro episódio de Prince of Tennis, imaginei que a treinadora dos meninos fosse Ranko Midorikawa, afinal, homenagens à Ace Wo Nerae! é que não faltam, mas não era, não.  Eu prefiro Ranko desenhada no mangá, com força e delicadeza.  Akio Sugino, responsável pelo character design das animações, tirou de Ranko quase toda a sua elegância e beleza.



19.  A Cena Mais Épica de Todos os Tempos: É quando a tripulação do Yamato "rouba" a nave  que seria descomissionada, desmontada, ou viraria um monumento, e partem para salvar a Terra na série do Cometa Império.  O mar se abrindo e a nave subindo aos céus tudo isso ao som de Issao Sasaki cantando a música tema.  É a sequência que marcou minha infância, eu me arrepiava quando ouvia a música e, até hoje, Issao Sasaki é uma das grandes vozes para mim.  Deve ter a mesma sequência do remake, com uma animação muito superior, claro.



 20. Personagens de Anime que lhe dão nos Nervos: Sei lá, acho que voltarei aos clássicos novamente.  Eliza e Neil de CandyCandy (キャンディ♥キャンディ), a dupla de gêmeos que faz toda sorte de maldade gratuita com a protagonista só para tornar sua vida um inferno.  Candy ainda dá umas bolachas em Neil, mas, snfim, tinha que ter batido na irmã, também.  Já no final da série, Neil tenta chantagear a heroína para casar com ela, porque (*Ah, esses roteiristas...*) descobre que não sentia ódio por ela, mas amor.


21. Anime Shoujo ou Josei Favorito: Vou citar um de cada e não vou colocar que é Ace wo Nerae, porque vocês que estão acompanhando o tópico já sabe que é meu anime favorito de entre TODOS.  Vamos lá, melhor anime josei, Honey & Clover (*resenha aqui*).  Passa o tempo e a obra de Chika Umino - o mangá e o anime - continuam encantadores, melhor ainda, ver que a autora não estagnou, ficou refém de sua primeira grande obra.  O anime tem uma animação bonita e funcional, fiel em muitos aspectos ao mangá que serviu de ponto de partida e, claro, tem uma trilha sonora muito boa.  Anime tem música, mangá, no máximo, quando é sobre música, a gente pode imaginá-la.  E há, claro, o trabalho dos dubladores.  Agora, meu shoujo anime favorito é Shoujo Kakumei Utena e, neste caso, o anime para a TV é muito superior ao mangá, agregou várias discussões interessantes, sobre papéis de gênero e orientação sexual que não estão no quadrinho.  Ainda conseguiu transformar os gaiden do original em arcos, ou episódios, da série de TV. A animação era muito boa para a época, claro.   E, mais uma vez, temos a música que funciona organicamente com a animação em Utena, especialmente, nas sequências dos duelos.  Além disso, a protagonista, Utena, é a garota-príncipe ideal, a versão melhor acabada desse modelo.  Como Shoujo Kakumei Utena (少女革命ウテナ) está fazendo vinte anos, está passando por um revival e, para quem não assistiu, vale dar uma olhadinha.  Eu preciso colocar meus textos sobre Utena do antigo site Shoujo House no ar aqui.

[1] Uma amiga me alertou, e ela está coberta de razão, que anime de luta é "fighting anime", mas ponderou que deve ter sido um erro e a pessoa queria escrever "fighting" e escreveu "fighter", porque não casa de jeito algum.  Enfim, deixo como está, mas aviso que está zoado mesmo.

domingo, 18 de novembro de 2018

Novo anime para Fruits Basket! Quem poderia imaginar?


Siiiiiiiiiiiiim!  Detalhes ainda não temos, mas a capa da Hana to Yume que sai no dia 20 de novembro foi antecipada e está anunciando um novo anime para Fruits Basket (フルーツバスケット).  Segundo o ANN, a capa traz a palavra  "Zenpen," que significa "a história completa".  Para quem não se lembra, quando a primeira série saiu, em 2001 não cobriu a história como devia, porque o mangá estava em andamento e só se completou em 2006.  Uma amiga, que foi uma das líderes da campanha para que a JBC trouxesse o mangá se referia ao anime como teaser do mangá.  Assim, não sou nem tão fã de Fruits Basket, mas é uma notícia tão legal, tão feliz! 💓

(Anúncio original feio no dia 12/11)

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Fuyumi Souryo retoma Cesare na revista Morning


Cesare~Hakai no Souzousha~ (チェーザレ ~破壊の創造者~), ou Cesare~Il Creatore che ha distrutto~, é o mengá seinen de Fuyumi Souryo que conta a vida de César Bórgia, filho do papa Alexandre VI, ancorado em sólida bibliografia e fontes históricas.  É um primor e uma chatice, já escrevi isso antes.  Ao que parece, a série estava interrompida desde 2014 e o último volume, o décimo-primeiro, foi lançado em 2015.  Segundo o Comic Natalie, a série foi retomada na última edição da Morning e traz a eleição do Papa.  Desesperei aqui, #11 volumes e Rodrigo não tinha sido eleito Papa?!  Sério isso?!  OK... OK... 


Parece ser a obra-prima de Souryo aos olhos da própria, eu que amo Mars (マース), acho que ela já publicou.  Detalhe é que se o mangá estava em hiato desde 2015, a autora não ficou sem fazer nada, ela publicou uma elaborada biografia de Maria Antonieta cobrindo sua juventude.  O mangá saiu na França antes de ser publicado no Japão.  Eu comentei aqui.  Bem, o CN acrescenta que a autora lançará um capítulo por mês, a revista é semanal.

Relembrando Anatolia Story: Sugestão de Documentário sobre os Hititas


Por conta de uns pensamentos aleatórios, estava vendo um vídeo sobre o Grand Bazaar na Turquia e o sujeito mostrou um odre de vinho seguindo o modelo hitita, ele é enfiado no braço, nunca tinha visto, e  me deu vontade de caçar um documentário sobre esse povo que aprendi a amar graças ao mangá Anatolia Story (天は赤い河のほとり).  Resumidamente, a série conta a história de uma adolescente japonesa comum, Yuuri, que acaba sendo levada para o século XIV a.C. pelas artes mágicas da rainha dos hititas que quer sacrificá-la aos deuses.  No passado, Yuuri cai sobre a proteção do príncipe Kail Mursili e termina descobrindo que ela mesma é especial, porque é, na verdade, o avatar de Ishtar, deusa do amor e da guerra.

Versão moderna do
odre hitita de vinho.
Acabei encontrando um documentário de duas horas de duração narrado pelo Jeremy Irons (!!!).  É quase um docudrama, porque há encenações (*meio pobrinhas, verdade*), mas o mais legal são as informações arqueológicas e históricas.  Para quem não sabe, até o final do século XIX, início do século XX, não se sabia que os hititas tinham construído um dos maiores impérios da Antiguidade(*mais ou menos entre os séculos XVI e XII a.C.*), muita gente cria que eles eram somente um dos muitos povos cananeus citados na Bíblia, ou seja, sem grande relevância.  O documentário é de 2003 e diverge em alguns pontos, poucos, aliás, de coisas que li.  Ele está aí embaixo, para quem quiser, não tem legendas, mas é um inglês bem claro, salvo, talvez, pelas partes (*que são poucas*) em que fala um professor egípcio.


Enfim, achei o documentário bem interessante e ele fala bastante de Suppiluliuma II, seu filho (Kail) Mursili II, Zannanza e Nakia (Tawananna), cujo nome real era Malignal (*sim, não estou brincando*).  São todos personagens de Anatolia Story.  Suppiluliuma II, que deveria ser bem terrível no bom e no mal sentido, usurpou o trono de seu irmão e usando engenho e força conseguiu retomar territórios que tinham sido tomados pelos inimigos.  O Império, quando ele assume, estava confinado na Atatólia, reduzido a 1/5, ou 1/6, do que havia sido.  Ele retoma tudo e expande ainda mais.  Só que tomado pela dor, depois de ter seu filho assassinado (*Zannanza*) a caminho do Egito, ele arrasa várias cidades egípcias da fronteira e leva muitos cativos, junto com eles, a peste.  Suppiluliuma morre de peste, assim como seu filho mais velho.  Dois reis em menos de um ano.  Ah, sim, os hititas não acreditavam que seus reis fossem deuses, eles se tornavam deuses depois de mortos.  Semelhante aos romanos, mas eu teria que ler mais sobre isso.

Acredito que esta foi a extensão máxima do Império Hitita.
É curioso que Chie Shinohara não fala da peste, ainda que exista um episódio em que Yuuri escapa de uma por ser vacinada, mas a doença arrasou o Império Hitita e matou gente por vinte anos, inclusive a esposa tão amada por Mursili II.  É curioso que Mursili deixou extensas memórias, nas quais conta que chegou ao trono muito jovem e que seus inimigos debochavam dele.  O texto de uma das cartas lidas no documentário, parece com um trecho de um dos romances sobre o Rei Arthur em que o inimigo dizia que não se submeteria, porque o jovem rei nem barba tinha ainda.  De qualquer forma, o novo rei acreditava que os deuses estavam punindo os hititas pelos crimes do pai (*assassinar o irmão, expulsar a primeira esposa, a rainha Henti, sua mãe*), e tinha problemas com a madrasta (Ha!), que irá atormentá-lo por muitos anos.  Quando ele perde a esposa,  Gassulawiya, lamenta longamente e culpa a Tawananna por bruxaria, ou envenenamento.  Ele termina por exilá-la como no mangá.  Engraçado que o documentário fala um monte da depressão de Kail, sua dor, de como é fácil ter empatia por ele, para só no finzinho comentar que ele foi um grande administrador e guerreiro e expandiu o império.  Parte rápida que não detalhou coisas importantes, leia o mangá, porque Shinohara fala disso e muito bem.

Kail Mursili.
O documentário dá um bom espaço, também, para o filho mais jovem de Mursili II, que governou como braço direito do irmão, mas destronou o sobrinho, que tentou destruí-lo.  Hattusili III deixou uma autobiografia, o mais antigo texto conhecido desse tipo, chamada "Apologia", na qual justifica seus atos, então, só temos as palavras dele.  Hattusili foi o último grande rei dos hititas e é citado no final de Anatolia Story.  Ele conta que quando criança todos esperavam que ele morresse, porque tinha saúde frágil, mas que o irmão mais velho teve uma visão de que se fosse dedicado à deusa Ishtar (!!!) e se tornasse seu sacerdote, ele viveria.  Ele efetivamente se torna sacerdote da deusa, mas é, também, guerreiro e esteve presente na grandiosa batalha de Kadesh.  Deve ser daqueles eternos doentes de mangá, ou alguns santos e santas que eu conheço, o documentário até retoma a ideia da doença e fragilidade da sua saúde quando da morte dele. Agora, só como rei, acredito que foram quase 30 anos.  E era o sujeito que iria morrer logo... 

No mangá, a Rainha Henti é assassinada por Nakia.
 A batalha, uma das melhor documentadas da Antiguidade, foi, durante muito tempo, vista como uma vitória inconteste dos egípcios.  Ramssés II era um grande mentiroso (* Larry Gonick faz piada com isso no excelente The Cartoon History of the Universe*) e, claro, ninguém sabia quem eram os hititas por mais de 3 mil anos.  Na volta de Kadesh, Hattusili encontra sua amada, a mulher mais importante e poderosa da História dos hititas,  Puduhepa.  Ela também era uma sacerdotisa de Ishtar e Hattusili acredita (*é o que ele deixa registrado*) que foi a deusa que os uniu.   Há várias declarações de amor por escrito para a rainha, os hititas escreviam tudo, ao que parece, de leis até sentimentos mais íntimos e ternos.   Segundo o documentário, que é sobre os hititas e pode exagerar um tanto, nunca um rei tinha se expressado de forma tão apaixonada e amorosa em relação a sua rainha.  Casamentos reais normalmente eram uniões politicais e assim continuarão por muito tempo, o que não quer dizer que o amor, o respeito e a parceria não pudessem ser cultivadas entre os esposos.
Selo da Rainha Puduhepa.
Puduhepa se torna uma espécie de co-governante do marido, negociando com potências estrangeiras, gerenciando uma bem sucedida política de casamentos e na diplomacia em geral (*ela troca cartas com reis e rainhas, como Nefertári, bem amada de Ramssés II*), julgando junto com o rei.  Além disso, ela recebe uma missão interna importante, racionalizar o panteão hitita que tinha mais de mil deuses porque eles incorporavam os de outros povos e coisa e tal.  Tarefa das mais sérias.  Ela era 25 anos mais jovem que o marido e ele morre antes dela, a rainha segue como Tawananna durante o governo de seu filho.  A rainha viúva era mais importante que a esposa do rei, lembram de Anatolia Story e dos problemas de Mursili II?  Antes disso, Puduhepa envia mensageiros ao Egito, pedindo à Ramssés, agora um aliado, que seus sacerdotes intercedam pela vida de seu marido.  Bem que Chie Shinohara podia fazer outro mangá sobre os hititas, ou alguém poderia fazer um filme sobre Hattusili  e Puduhepa. 


A atriz que faz Puduhepa no documentário é muito bonita.
O documentário termina com a morte de Hattusili, porque não há uma explicação fechada para o fim do Império Hitita, ainda que os Assírios estejam lá do ladinho como potência em ascensão.  O mundo estava se transformando e o equilíbrio no Oriente mudando.  E só há registro de quatro reis depois de Hattusili e os registros pararam.  Um povo que escrevia e registrava tudo compulsivamente, não pararia de escrever.

Príncipe hitita em Ouke no Monshou.
Espero que não tenha sido um post chato.  Vi o documentário e me empolguei.  Gosto dos hititas, junto com os romanos e os espartanos são o meu povo favorito da Antiguidade, me fez lembrar e ter vontade de reler Anatolia Story.  Ah, sim!  Os hititas aparecem em Ouke no Monshou (王家の紋章) como vilões, já que a heroína, Carol, cai no meio dos egípcios que são os mocinhos, por assim dizer.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Volume #40 de chihayafuru lançado com festa no Japão


Acredito que o volume #40, que tem edição normal e limitada, foi lançado na segunda-feira. Desde lá, o Twitter da Be Love, revista que publica a série, da autora, de fãs, estão postando vídeos e fotos dos volumes, especialmente, da edição limitada.


Acredito que se eu estivesse no japão, eu compraria a edição especial.  Olha como a especial é mais grossa que a normal.


Ela vem com um monte de presentinhos, olha o vídeo aí embaixo.


No obi dos volumes há, também, o anúncio da nova série animada.  A gente já sabia, mas é sempre notável ver um josei tão bem sucedido a ponto de ter várias temporadas animadas e filmes para o cinema.  E uma série sobre um jogo tão japonês, o Karuta.


Mas a festa é dupla, porque a prequel do mangá, Chihayafuru: Chuugakusei-hen (ちはやふる 中学生編), fechou o seu ciclo com três volumes.  A série é baseada nas novels da autora, Yuki Suetsugu, e de Yui Tokiumi.  A arte é de Oto Tooda.


Não sei quantos mais volumes Chihayafuru (ちはやふる) terá, mas a série é espantosa, também, porque tirou do ostracismo Yuki Suetsugu, alvo de acusações da plágio (*tracing*) e queimada na fogueira, porque teria usado como referência para um de seus primeiros mangás ilustrações de jogos de basquete de Slam Dunk (スラム ダンク).  O mangá, aliás, nem era sobre basquete, mas muitos supunham que ela, na época uma iniciante, estava condenada ao limbo, ela ressurgiu das cinzas como uma fênix.  


Aliás, eu, que não sou especialista nisso, não consigo ver no tracing de cenas específicas algo tão ofensivo, pode ser até uma homenagem em certos caso (*muita gente famosa faz e fica por isso mesmo*), mas, sim, ela errou feio, enfrentou as medidas cabíveis, trata-se de crime, seu mangá Eden no Hana  (エデンの花) foi tirado de circulação no mundo inteiro.  Era uma boa série, infelizmente, não consegui terminar a leitura.

Suu Morishita estreia série sobre garota devoradora de homens na GanGan OnLine


Suu Morishita é uma autora de shoujo mangá conhecida por sucessos fofinhos como Hibi Chouchou (日々蝶々) e Short Cake Cake (ショートケーキケーキ), sua série atual na Margaret.  Enfim, segundo o Comic Natalie, ela estreou uma série de comédia na revista GanGan OnLine, a rigor, uma revista shounen, chamado  Hoshokukei Heroine ni ato 1-nen Inai ni Taberaremasu  (捕食系ヒロインにあと1年以内に食べられます).  Parece ser, se entendi corretamente, a história é um harém mangá centrado em uma garota extra-terrestre que vem para o nosso planeta em busca de alimento, isto é, garotos adolescentes bonitos.  Não sei se ela quer comê-los no sentido figurado, ou literal, mas o fato é que ela não tem lá boas intenções... ou tem?


A GanGan OnLine é a mesma que publica Gekkan Shoujo Nozaki-kun (月刊少女野崎くん), então, já imagino que o tom seja parecido.  Outra coisa, se duvidar, a primeira série de Morishita a ser animada será esta daí, periga ser divertido.