quinta-feira, 4 de março de 2021

Associação dos figurinistas revela sua lista de indicados

Eu gosto de observar o figurino dos filmes e séries mesmo sendo leiga, então decidi dar destaque ao 23º Costume Designers Guild Awards (CDGA).  Eles não fazem como no Oscar e tem categorias diferentes para filmes de fantasia, contemporâneos e de época, além de premiarem seriados, também.  Não incluí shows musicais e realities no post, basta acessar o site da premiação.  Os vencedores serão conhecidos em 13 de abril.  Vamos aos indicados!

Sci-Fi/Fantasy Film

Dolittle - Jenny Beavan

Jingle Jangle: A Christmas Journey - Michael Wilkinson

Mulan - Bina Daigeler

Pinocchio - Massimo Cantini Parrini

Wonder Woman 1984 - Lindy Hemming

Desse grupo, assisti Dolitle, que eu esqueci que assisti em 2020, porque é muito ruim, e Wonder Woman 1984.  Não vi nada demais em nenhum dos dois.  Olhei Mulan por alto, talvez seja o melhor do grupo.

Contemporary Film

Barb and Star Go to Vista Del Mar - Trayce Gigi Field

Birds of Prey - Erin Benach

Da 5 Bloods - Donna Berwick

Promising Young Woman - Nancy Steiner

The Prom - Lou Eyrich

Do grupo, só vi The Prom.  E não entendo por qual motivo Birds of Prey não está na outra categoria.

Period Film

Emma - Alexandra Byrne

Judas and the Black Messiah - Charlese Antoinette Jones

Ma Rainey’s Black Bottom - Ann Roth

Mank - Trish Summerville

One Night in Miami - Francine Jamison-Tanchuck

Só vi Emma e, bem, o forte do filme é o visual, o figurino é impecável.  Eu gostaria que vencesse a categoria e levasse o Oscar, também.

Sci-Fi/Fantasy Television

The Mandalorian: “Chapter 13: The Jedi” - Shawna Trpcic

Snowpiercer: “Access is Power” - Cynthia Summers

Star Trek: Picard: “Absolute Candor” - Christine Bieselin Clark

Westworld: “Parce Domine” - Shay Cunliffe

What We Do in the Shadows: “Nouveau Théâtre des Vampires” - Amanda Neale

Star Tek indicado... Nunca consegui achar os figurinos de Jornada interessantes, mas não vi Picard, então... 

Contemporary Television

Emily in Paris: “Faux Amis” - Patricia Field & Marilyn Fitoussi

Euphoria: “Part 1: Rue – Trouble Don’t Last Always” - Heidi Bivens

I May Destroy You: “Social Media is a Great Way to Connect” - Lynsey Moore

Schitt’s Creek: “Happy Ending” - Debra Hanson

Unorthodox: “Part 2” - Justine Seymour

Só vi Unorthodox e não tenho opinião sobre esta categoria.

Period Television


Bridgerton: “Diamond of the First Water” - Ellen Mirojnick & John W. Glaser III

The Crown: “Terra Nullius” - Amy Roberts

Lovecraft Country: “I Am.” - Dayna Pink

Mrs. America: “Shirley” - Bina Daigeler

The Queen’s Gambit: “End Game” - Gabriele Binder

Bridgerton deveria estar em fantasia, não se propõe a ser fiel ao figurino da época que se propõe a retratar.  Vi umas análises do figurino de Lovecraft Country que me fizeram dizer "UAU!".  E The Queen's Gambit tem um deslumbre de figurino.

quarta-feira, 3 de março de 2021

1910 mortos em um dia... 1910 brasileiros e brasileiras se foram.

Não tenho feito posts comentando o COVID-19, não escrevi nenhuma linha aqui quando atingimos a terrível cifra de 250 mil mortos registrados, porque vocês podem colocar mais 30% ou até 50% em cima desse número, pelo menos, mas hoje tenho que deixar algo registrado.  Morreram quase 2 mil pessoas em um único dia, 1 em 4 mortes naturais no país hoje são causadas pelo vírus, e a projeção dos especialistas, não dos negacionistas, que fique claro, é que dias piores virão.  Eu me sinto sufocada, um nó na garganta, um peso no peito, vontade de chorar.  É muito desesperador saber que o poço do fundo não foi atingido e que com esse governo federal podemos esperar pelo pior sempre.  O número de órfãos da COVID não para de crescer.

Moro em Brasília, hoje, registramos 13 mortos, um deles um adolescente, sem vagas de UTI, a tendência é que o número não diminua, mas termine crescendo.  Ponto fora da curva, dirão alguns, mas estamos na eminência de de voltarmos a abrir as escolas na semana que vem, porque acreditam os curiosos e mal intencionados que escolas fechadas causam um dano irreparável às crianças e adolescentes.  Para situar vocês, as escolas públicas não voltaram, as particulares e o Colégio Militar, onde trabalho, estavam abertas faz tempo.  Estou presencialmente em sala de aula desde o dia 25 de janeiro.  Com a desgraça batendo em nossa porta, o governo do DF decretou um lockdown sem vergonha, com templos abertos e muita coisa mais.  Há pressão para o retorno das escolas já em 8 de março com apoio de médicos de diversas especialidades, nenhum epidemiologista entre eles, pelo que sei.  É desesperador.

Enfim, aguardemos pelo pior.  E eu tenho certeza absoluta de que qualquer outro dos candidatos estaria lidando de forma responsável com a pandemia.  Qualquer um, incluso aí o Amoedo.  Mas as pessoas escolheram o pior e/ou lavaram suas mãos, agora, o sangue dos brasileiros e brasileiras está sobre vocês, também.  Vocês tinham outras escolhas e são corresponsáveis pelo que está acontecendo e quando alguém se abstém de se pronunciar, ou abre a boca para defender o indefensável, age de forma criminosa.  É isso.  É muito, muito triste o que está acontecendo, mas é revoltante, também.

terça-feira, 2 de março de 2021

Jurado "Pró-vida" expõe fragilidade dos julgadores do Oscar ao afirmar que não assistiria filme que fala de aborto

Todo ano a gente lê matérias sobre o quanto os jurados do Oscar estariam descolados do que seria a maioria da sociedade dos EUA, sim, apesar de acidentes como Parasita, não se enganem, é uma premiação do cinema norte americano e para o cinema norte americano.  O motivo das críticas sempre reside no aspecto da diversidade, pois a maioria dos jurados são homens brancos, ricos e velhos.  Mesmo com os lobbies dos estúdios, geralmente fica evidente o quanto esses homens preferem indicar homens, histórias sobre homens (*brancos*), quando se trata das atrizes indicadas, elas tendem a ser brancas, também, às veze em duplicidade, ignorando colegas não brancas que tiveram desempenho elogiado e aclamado por crítica e público.  Para cada ano com mais diversidade, temos outro que beira o fundo do poço.  Tenho acompanhado o Oscar desde a minha adolescência e leio sobre a história do cinema, então, eu tendo a não me surpreender.  Estabelecido isso, vamos para a noticia.

Um jurado afirmou que não iria assistir ao filme independente Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre (Never Rarely Sometimes Always).  Dirigido e roteirizado por uma mulher, Eliza Hittman, o filme discute gravidez na adolescência e aborto.  Uma adolescente do interior da Pensilvânia engravida e em seu estado não pode abortar sem a autorização de seus pais.  Ela parte para Nova York, onde é possível fazer o procedimento sem que os responsáveis assinem e, claro, fiquem sabendo.  O filme fui muito bem recebido em vários festivais que premiam o cinema alternativo, trata-se de uma história sobre uma jovem mulher, feito por uma mulher e que deve ter montes delas na produção.  É um assunto atual e o Oscar já cumulou de indicações e premiou um filme sobre o mesmo tema antes, Juno, só que se tratava de um filme alinhado com as ideias pró-vida.

Voltando ao jurado, o cineasta Kieth Merrill, vencedor de um Oscar em 1973 pelo documentário "The Great American Cowboy" e indicado em 1997 pelo curta "Amazon".  Ele tornou público o seguinte: "Recebi o filme, mas como cristão, pai de 8 filhos e avô de 39 netos E ativista pró-vida, eu tenho ZERO interesse em assistir a uma mulher cruzando fronteiras para alguém assassinar seu filho.  (...) 75 milhões de nós enxergamos o aborto como a atrocidade que é. Não tem nada heroico sobre uma mãe se esforçando tanto para matar seu filho. Pense nisso!"

A diretora ficou indignada e fez um post criticando o óbvio, que "(...) a Academia ainda é infelizmente monopolizada por uma guarda velha, branca e puritana." Se ela estiver usando "puritana" como sinônimo de hipócrita, concordo integralmente.  O fato é que a matéria que uso por base explica que os julgadores de melhor filme não precisam assistir todos os pré-concorrentes, por isso mesmo, há todo um esforço de marketing, lobby e tudo mais feito pelos estúdios para que os seus filmes fiquem em evidência, sejam assistidos.  Imagino mesmo que é muito filme para se assistir.  Partindo disso, alguém poderia afirmar que é direito dele não assistir ao filme.  Sem dúvida é, porém, ele não foi ético em divulgar essa informação, ainda mais para fazer campanha de suas crenças pó-vida.  Como ele inicia sua afirmativa dizendo-se "cristão", pergunto-me se ele boicota qualquer filme que vá contra os princípios de sua fé, ou somente quando tratam de aborto sob uma perspectiva feminina.

Bastava não assistir e não falar nada, agora, se ele vem à público dizer essa groselha toda, ele compromete a premiação, que já é muito criticada, e expõe o quão sem noção são os sujeitos que avaliam os filmes, porque eles não são indivíduos escolhendo o que assistir com a família no sábado à noite, mas jurados. Eu, no meu blog, resenho aquilo que quero, afinal, o tempo e dinheiro investidos são meus.  Agora, se estivesse sendo convidada a julgar uma seleção de filmes, eu teria que sentar e assistir todos com atenção, avaliando-os a partir de critérios razoáveis.

Um filme pode ser muito bom e não estar de acordo com nossos padrões de comportamento, nossa moral sexual, ou religiosa. Agora, é interessante, repito, vir fazer esse tipo de exibição de virtude justamente com um filme dirigido por uma mulher, sobre temas que são importantes para a militância feminista e dos direitos das mulheres. De resto, a questão aqui não é ser pró ou contra o direito de aborto e as regras atinentes a ele em estados diferentes dos Estados Unidos, mas a atitude absurda do jurado e como esse tipo de comportamento compromete a qualidade da premiação.  Usando um cara desses como modelo, é possível entender como Green Book levou melhor filme em um ano com concorrentes muito superiores tratando sobre o mesmo tema, o racismo estrutural.  Ganhou, porque é confortável para esses homens brancos, velhos e ricos que dominam o quadro de jurados do Oscar.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Mangá sobre romance entre office lady e rapaz andrógino vai virar dorama

Desde que vi as primeiras imagens do mangá Genderless Danshi ni Ai sarete imasu。(ジェンダーレス男子に愛されています。) da mangá-ka Tamekou, sabia que ia virar dorama.  E, bem, acabou de ser anunciado no Twitter.  A série é publicada na revista Feel Young e conta, no momento, com 3 volumes.  O resumo do mangá é o seguinte: 

"Sua maquiagem é impecável! Os meandros diários de uma senhora de escritório e seu lindo namorado.  Wako e seu namorado andrógino não têm exatamente o mais tradicional dos relacionamentos. Ela passa os dias trabalhando duro no mundo editorial, enquanto ele passa o tempo obcecado por moda e maquiagem - tudo com o objetivo de se tornar bonito apenas para ela. Esta romântica história de vida é sobre amor, relacionamentos e rompimento com a tradição!"

Ai Yoshikawa e Rihito Itagaki serão os protagonistas, segundo o Comic Natalie.  Há scanlations em inglês do primeiro volume.  O traço do mangá é muito bonito.  Nos próximos dias, teremos mais informações sobre a série.  No CN já há os nomes da produção.

Três trailers de animes shoujo meio atrasados, eles estreiam este ano

 

Faz duas semanas que estou para postar o segundo trailer  de Hamefura, ou Otome Game no Hametsu Flag shika Nai Akuyaku Reijou ni Tensei shiteshimatta... ( 乙女ゲームの破滅フラグしかない悪役令嬢に転生してしまった…), ou ainda, o anime da Katarina.  Previsão de estreia é abril, acredito.

Fruits Basket (フルーツバスケット), claro, porque a temporada final estreia em abril, também, teve um terceiro trailer lançado:

E, por fim, Kageki Shoujo! (かげきしょうじょ!), cujo cenário se inspira na escola do Teatro Takarazuka.  

O ANN informou que a série irá se basear no mangá, Kageki Shoujo!! Season Zero (かげきしょうじょ!! シーズンゼロ), a série começou em uma revista seinen, conclui por lá com dois volumes e, depois, mudou-se para uma revista shoujo.  A Wikipedia fala ainda de um terceiro mangá, shoujo, também, eu só conhecia dois.

Número de nascimentos no Japão bate recorde negativo, enquanto número de suicídios de mulheres aumenta

O jornal Mainichi trouxe uma matéria falando sobre a queda do número de nascimentos no Japão em 2020.  O número combinado de bebês nascidos no Japão e de japoneses que vivem no exterior foi de 872.683 em 2020, queda de 25.917 em relação ao ano anterior e marcando o nível mais baixo registrado, de acordo com dados do ministério da saúde divulgados segunda-feira passada.  

Já o número de mortes caiu de 9.373 para 1.384.544, o primeiro declínio em 11 anos, disse o ministério em um relatório preliminar que também incluiu dados de estrangeiros vivendo no Japão.  É interessante que em um ano de pandemia, a mortalidade tenha sido reduzida, talvez, as pessoas tenham se exposto menos, se cuidado mais.  No entanto, segundo os últimos dados e citando o UOL, "Em 2020, as taxas de suicídio no Japão aumentaram pela primeira vez em 11 anos. O mais surpreendente é que, enquanto os suicídios masculinos caíram ligeiramente, as taxas entre as mulheres subiram quase 15%. Só em outubro, a taxa de suicídio feminino do país aumentou mais de 70%, em comparação com o mesmo mês do ano anterior." Segundo Jun Tachibana, fundadora Project Bond, o covid-19 parece estar levando aqueles já vulneráveis ao limite. Historicamente, no Japão, mulheres se matam menos que os homens, alguma coisa está acontecendo, com certeza.

Ainda no Mainichi, um total de 537.583 casamentos foram registrados, queda de 78.069, ou 12,7 por cento, a maior margem de declínio desde 1950.  O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar disse que a pandemia do coronavírus pode ter afetado as tendências demográficas, mas ainda não foi feita uma determinação concreta.  O efeito total da pandemia sobre a taxa de natalidade do país não será conhecido até 2021.  O Japão há muito enfrenta taxas de natalidade em declínio. Em 2019, o número de nascimentos no país caiu para menos de 900.000 pela primeira vez.

Mangá-ka to Yakuza terá um gaiden

Ontem, fiquei sabendo pelo Twitter que Mangá-ka to Yakuza (漫画家とヤクザ), da mangá-ka coda, terá um gaiden, isto é, um capítulo extra, na edição atual da revista Love Coffre Perfume.  Ao que parece, será uma história focada em Azuma, o yakuza, e Nakano, seu braço direito e que é apaixonado por ele.  Provavelmente, a história se passará na juventude dos dois.  Quem não lembra dessa série, já comentei sobre ela aqui, trata-se de um mangá sobre um yakuza (*mafioso*) que vai cobrar uma dívida de uma mangá-ka.  Ela, na verdade, estava pagando o pato por uma conta de um antigo amigo/crush/whatever.  A mangá-ka e o yakuza acabam se tornando um casal e Nakano tenta obstruir os dois, mas acaba se conformando e contando uma histórias para a protagonista que possibilitam que ela crie um mangá BL de grande sucesso.

Já a capa da edição da Love Coffre Perfume traz o mangá Kamidanomi Konkatsu (神頼みコン活), da mangá-ka chamada Crow, e que conta a história de Natsuki, uma office lady que tem muita dificuldade em se relacionar com os homens e que, de repente, conhece um homem muito especial, na verdade, não é um homem, é esse raposão da capa, uma divindade.  Aliás, seu problema com homens é decorrente dos poderes dele.  Enfim, a série tem um volume e está em andamento.  Devo resenhá-la em breve.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Comentando o episódio #8 de WandaVision: Mergulhando na dor da protagonista

Assisti ao episódio #8 de WandaVision agora pela manhã e decidi fazer uma resenha rápida para comentar algumas coisas.  Foi um episódio de revelações e flashbacks com algumas cenas carregadas de grande carga emocional, pois discutiram solidão, luto e o desespero de uma mãe diante do sofrimento de seus filhos.  Sim, está cheio de spoilers o meu texto, se você se importa, melhor não ler.  

Começo com as minhas pequenas duas decepções em um episódio excelente.  A primeira, não tivemos Monica Rambeau, a segunda, também não vimos Mercúrio, ainda que tenha sido revelado que ele era criação de Agatha Harkness.  E o capítulo foi TODO focado em Harkness e Wanda, com pouca participação de Visão e tudo em flashback.  Para quem não lembra, ou não viu, mas está lendo, quando terminamos o último capítulo, Wanda tinha caído em uma armadilha criada por Agatha que dera sumiço nos filhos da heroína.  Por causa de uma série de feitiços, Wanda estava incapacitada de usar seus poderes.  O que Agatha quer saber é como Wanda desenvolveu poderes tão grandiosos.  Alguém lhe ensinou?  Os poderes nasceram com ela?  O que teria detonado tamanho poder?

O episódio começa na famosa Salém, no século XVII, quando Agatha Harkness iria ser punida por suas colegas bruxas por ter quebrado regras importantes para o grupo.  So que o que as bruxas acabam conseguindo é ampliar os poderes da vilã.  Posso chamá-la assim?  Acredito que possa.  Depois disso, Agatha obriga Wanda a rever o seu passado, episódios traumáticos de sua vida, para tentar descobrir o que fez com que a heroína manifestasse poderes tão grandes.

Assim, vemos a família de Wanda e como as sitcom fizeram parte de sua infância e a ajudaram a aprender inglês, assim como se tornaram um porto seguro, um lugar de conforto, quando ela estava em sofrimento.  Tipo eu correndo para assistir Orgulho & Preconceito (1995).  Entendo perfeitamente.  Esses flashes do passado de Wanda são como uma tortura para a heroína, porque ela está revendo situações de dor profunda.  Após a morte de Pietro, Visão e Wanda terminam por se aproximar e o diálogo entre os dois é muito comovente.  A partir daí, eles se tornarão um casal como vimos nos filmes do cinema.  Outro salto e descobrimos que Wanda não roubou o corpo do amado, a quem queria dar uma sepultura digna, mas foi exposta ao seu corpo dilacerado e desmembrado, sendo preparado para testes e pesquisas.  

Tyler Hayward, que merece, sim, o título de vilão, acredita que enterrar Visão é um desperdício de dinheiro.  Ele não tem nenhum pudor em desrespeitar o testamento do herói, que não desejava ser transformado em uma arma.  Vi ali um revival das discussões de Jornada nas Estrelas ~A  Nova Geração~ sobre Data ter, ou não, direito sobre si mesmo, ou se seria propriedade da Frota Estelas (*Episódios The Measure of a Man e The Offspring*).  O vídeo com  a heroína roubando o corpo de Visão é falso, o que nos faz perguntar por qual motivo Hayward quer que todos pensem que ele é verdadeiro.  Por fim, uma Wanda alquebrada, engole sua dor e vai embora.

Ela tem um panfleto na mão, uma propriedade comprada por Visão em Westview, em um típico subúrbio de sitcom, e com um coração desenhado e a mensagem "Para envelhecermos juntos".  É aí que Wanda libera seu poder desconhecido, a magia do caos, que é capaz de manipular a realidade e criar vida.  Sim, ela tem um poder semelhante ao da Elza de Frozen e é capaz de recriar Visão e criar os gêmeos usando o seu poder.  Agatha Harkness fica fascinada, mas não sabemos o que ela pretende fazer com a informação, ou com Wanda, ou com os meninos.  Na última cena, ela está torturando os filhos da heroína e dá o nome de "Scarlet Witch" para a protagonista.

E foi isso.  Sem Monica, sem Darcy, sem Visão, sem Pietro, mas não desligue, porque temos uma cena pós-créditos que mostra o Visão branco, uma criação da S.W.O.R.D. que usa a energia de Wanda, capturada em um dos drones que eles enviaram para investigar Westview.  Não sei o que pode sair daí, salvo que aposto que os dois Visão irão se tornar um só.  E foi um episódio emocionante com várias cenas muito boas.  Eu fiquei tão empolgada que comecei a rever A Era de Ultron.  É isso! Que venha o último capítulo.  Ah, sim, um detalhe.  Os dois filmes que estavam sendo exibidos no cinema quando Wanda cria sua Westview não são contemporâneos de I Love Lucy!, mas de 1962 (Big Red) e 1960 (Kidnapped), respectivamente.  E, sim, a participação especial no último episódio.  Muita gente acredita que será o ator Dick Van Dyke, que aparece nos episódios que Wanda estava assistindo neste episódio.