domingo, 31 de dezembro de 2017

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Algumas palavrinhas sobre Nobuhiro Watsuki, não, não é somente sobre ele


Gente, não vou discutir nenhum caso individual. Nenhum.  É um post de auto-ajuda.  Acho que o primeiro do Shoujo Café. O fato é que estamos tendo uma onda de casos de denúncias, revelações e admissões de culpa (*em muitos casos crimes*) relacionados á questões sexuais.  Daí, vejo os comentários "Fulano, não!"  Fulano, também!"  "Meu ídolo morreu!"  "Preciso repensar meus ídolos!".  É muita angústia circulando na internet esses dias.

Assim, eu sou uma velha, tenho 41 anos.  Eu nunca tive ídolos, minha única grande frustração com uma pessoa foi quando descobri que minha mãe, até minha mãe, a pessoa perfeita, mentia.  Eu devia ter uns dez anos.  O que eu quero dizer é que se a gente parar de olhar para as pessoas como ídolos, ou santos, modelos de perfeição, e olhar pessoas e admirá-las por suas qualidades, parte desse sentimento de frustração desaparece.  O ódio, que é um sentimento muito daninho, que consome tanta energia, não cria raízes dentro da gente.

Não estou dizendo para perdoar.  Não estou dizendo muito menos que A, B ou C não precisem ser punidos, estou aconselhando a ver todos os seres humanos - ainda que brilhantes e admiráveis em determinadas áreas - como o que são, humanos, isto é, passíveis de várias falhas como você, como eu.  Falhas diferentes, que podem, ou não, causar danos a outros, que podem, ou não, ser crime, mas que são expressão da nossa humanidade.  É isso.  O mundo está cheio de ódio nesse momento, gente que ganha dinheiro com isso, inclusive, veja bem se você quer embarcar nessa canoa furada.  Precisamos discutir questões estruturais, o machismo, o racismo, as extremas desigualdades sócio-econômicas que permitem que certas violências se perpetuem.  é isso, ou ficar alternando os agentes e descobrindo que a rede é muito maior e que há tantos cúmplices, como culpados.

Youtuber brasileira testa maquiagens de Sailor Moon


Mandy Candy é uma famosa youtuber trans brasileira.  Ela é otaku, ou foi em algum momento da vida dela.  Nem todos os vídeos que ela faz, eu assisto, mas sigo o canal faz muito tempo (*acho que graças ao Canal das Bee...*) e a considero muito simpática.  Enfim, ela testou as famosas maquiagens de Sailor Moon.  O vídeo está aí embaixo:

Autor de Rurouni Kenshin culpado por possuir pornografia infantil


Passando pelo Manga Mag, vi essa matéria, Nobuhiro Watsuki, autor de Rurouni Kenshin (るろうに剣心), foi considerado culpado (*pelo que entendi não se trata somente de acusação*) por possuir inúmeros  DVDs com aquilo que a legislação japonesa considera pornografia infantil.  Na verdade, quando a gente fala infantil, a gente esconde que são meninas, porque segundo a matéria do site francês e o que eu encontrei em japonês (*Yahoo*), ele tinha inúmeros DVDs com meninas que não deveriam ter 10 anos até adolescentes.  

Ele admitiu em juízo que gostava de ver meninas, foram encontrados mais de 100 DVDs em sua casa e escritório (*Goboiano*).  E pode ser somente ver, mas para que ele pudesse assistir seus DVDs, meninas reais (*não se trata de quadrinhos ou desenhos animados aqui*) tiveram que ser exploradas e abusadas em algum lugar.  Possuir pornografia infantil no Japão passou a ser crime desde 2015 e o Japão é acusado de ter leis muito frouxas em relação à pedofilia e exploração sexual de crianças e adolescentes.  Não sei qual será a pena para o autor, que tem 47 anos, o caso foi tornado público pela polícia de Tokyo na quarta-feira passada.  E só terminando, Watsuki é casado.  Quem acha que pedófilos são celibatários, engana-se, a maioria são homens, não raro casados, as vítimas, em sua maioria, meninas.

ATUALIZAÇÃO 1:  Passei pelo ANN e vi que eles linkaram vários sites japoneses: Yomiuri Shimbun, Asahi, Sankei News via Hachima Kikō.  Além disso, estabeleceram que a pena é de até 1 ano de cadeia ou multa de 1 milhão de ienes (cerca de 28.650 reais).  Para um mangá-ka como ele é coisa nenhuma, prisão, sim, o dinheiro é mole.

ATUALIZAÇÃO 2: O mangá de Nobuhiro Watsuki na JUMP SQ, Rurouni Kenshin: Meiji Kenkaku Romantan: Hokkaidou Hen (るろうに剣心 -明治剣客浪漫譚- 北海道編), continuação da sua série mais famosa, entrou indefinidamente em hiato.  Era o mínimo que podiam fazer.  Eu, de minha parte, espero que as obras anteriores do mangá-ka não sejam banidas.

ATUALIZAÇÃO 3: A história chegou até o G1: Nobuhiro Watsuki, criador do mangá 'Samurai X', é preso por posse de pornografia infantil.  Espero que não vire arma na mão dos hipócritas que pululam em nosso país.  Afinal, Samurai X é uma série conhecida no Brasil e já tem gente (*fãs de anime e mangá*) vendo indícios de pedofilia em Rurouni Kenshin.  Eu não lembro de nada, pelo menos, nada excepcional ou indicador de pedofilia em Kenshin que destoasse da média dos mangás shounen que não tem como foco o conteúdo sexual.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Já que está chegando o aniversário da Sho-Comi, vamos falar de adaptações para o cinema e TV


A revista Sho-Comi começou suas comemorações de 50 anos e, como ressaltei em um post mais cedo, é comum que séries da revista sejam adaptadas para live action, indo para o cinema, ou para a TV, ou streaming (*agora*).  Enfim, foi anunciado em outubro que a série Uirabu。- Uiuishii Love no Ohanashi   (ういらぶ。 -初々しい恋のおはなし-), de Hoshimori Yukimo, vai apra o cinema em 2018.  A série começou em 2015, acumula mais de 1 milhão de volumes vendidos, segundo o ANN, e tem 10 volumes até o momento.  O último saiu este mês.  A última edição da Sho-Comi trouxe um capítulo especial, um one-shot, da série.  A série gira em torno de dois amigos de infância, Rin e Yuu, ambos inexperientes no amor.  Eles se amam desde muito tempo, mas não sabem como se expressar e, mais ainda, temem prejudicar sua amizade.  História fofinha, traço fofinho.  Vamos aguardar.


Saiu um teaser-trailer do dorama de Hana ni Kedamono (花にけだもの), baseado no mangá de Miwako Sugiyama.  Segundo o ANN, o trailer usa a música tema do filme, "Waruguchi" (Insulto) do grupo Da-iCE.  A seréi baseada no mangá estreou no dia 30 de outubro na TV fuji on Demand, suponho que por streaming.  Eu estou com essa notícia aberta aqui faz quase um mês... Pra vocês verem!  


A série, que foi publicada entre 2010 e 2012 na revista Sho-Comi terminou com 10 volumes e conta a história de Kumi (Yurika Nakamura), uma aluna transferida para uma escola de elite, onde conhece Hyo (Yosuke Sugino), que é gentil e atencioso com ela.  Ela, que não tem experiência nenhuma no amor, se apaixona por ele e troca seu primeiro beijo com o rapaz, só que Hyo tem fama de mulherengo.  Quando a menina descobre, ela se sente enganada e decide esquecer os sentimentos que tem por ele. as informações vieram do Comic Natalie e do ANN.

Nathalia Dill fala sobre sua personagem em Orgulho e Paixão


Nathalia Dill será a Elizabeth Bennet, ou melhor Elizabeta (*Quem em nome dos céus acredita que esse nome seja normal no Brasil do início do século XX???*), da próxima novela das seis da Globo.  Para quem não lembra, ou sabe, já fiz um montão de posts, Orgulho & Paixão é inspirada em uma salada doida com os livros de Jane Austen, especialmente, sua obra mais conhecida, Orgulho & Preconceito.

A atriz elogiou sua personagem, disse que é uma mulher forte, a frente de seu tempo, ainda que não saiba que é adequado chamá-la feminista.  Muito coerente da parte dela dizer isso.  No fim das contas, pelas falas dela dá para ver que os trabalhos estão bem no comecinho, sem muitos detalhes mesmo (*ainda posso ter esperança que Elisabeta vire Isabel ou Elizabeth?*).  Agora, o que aborreceu muitas fãs de Jane Austen foi ela ter dito o seguinte: "O livro é bem legal, e a personagem é incrível."

Sei que a gente ama Orgulho & Preceonceito, mas não queimem a Dill por ter dito que o livro é legal.  Gente, eu peguei a entrevista para o Observatório da Televisão e joguei "legal" na busca.  A atriz fala "legal" dez vezes.  Acho eu que ela deve usar muito a palavra.  No trecho que ela fala do livro, "legal" aparece três vezes.  Olha, eu li entrevistas e falas de outras atrizes escaladas e nenhuma delas falou em livro, sempre foi "eu vi o filme", suponho que o de 2005, ou seja, se Dill leu o livro, ela ganhou ponto comigo.  Eu só brigaria se ela dissesse que o Colin Firth não foi o melhor Darcy.  Aí, sim, eu iria odiar ela. :D

Começam as comemorações dos 50 anos da revista Sho-Comi

Miseinen Dakedo Kodomo ja Nai.
Em 2018, a revista Sho-Comi complete seus 50 anos de existência.  O site Manga Mag trouxe um cronograma dos eventos comemorativos já anunciados e eu, sem olhar, pensei “Será que teremos um capítulo extra de Anatolia Story?”.  SIM, TEREMOS!  Trata-se de um dos maiores sucessos da história da revista, como não aparecer alguma coisa?  Mas vamos lá, o que o site francês publicou foi o seguinte:


Anatolia Story.
Ao longo do ano teremos várias sessões de autógrafos com as autoras da revista e, imagino, ex-autoras, caso de Chie Shinohara de Anatolia Story.  Além disso, muitos brindes (furoku) com as edições.  Agora, os capítulos comemorativos de séries já previstos são os seguintes:
- A edição #1 de 2018, que sai em 5 de dezembro, terá um capítulo extra de Miseinen Dakedo Kodomo ja Nai (未成年だけどコドモじゃない), de Kanan Minami. O filme live action da série está previsto para estrear em 23 de dezembro.  A escolha foi estratégica.
- Em 5 e 20 de janeiro (*a revista é quinzenal*), capítulo especial de Suki Desu Suzuki-kun!! (
好きです鈴木くん!!), de Go Ikeyamada.  até hoje não entendo como nada da Ikeyamada foi adaptado para a TV.  Só especiais animados que vieram como brinde e, mesmo assim, muito pouca coisa.  E nem houve adaptação para dorama, ou coisa assim... 
Suki Desu Suzuki-kun!! 
- Em 20 de fevereiro, capítulo extra de Sora wa Akai Kawa no Hotori ~Anatolia Story~ (天は赤い河のほとり), de Chie Shinohara.  Uma das minhas séries favoritas... O que será que a autora vai nos oferecer???
-  Sem data anunciada: capítulo especial de uma das séries de Miyuki Kitagawa; capítulo especial de Akashi Hisen, de Kyouko Kumagai; capítulo especial de uma das séries de Ai Minase; capítulo especial de Kyou, Koi wo Hajimemasu (
今日、恋をはじめます), de Kanan Minami.
Kyou, Koi wo Hajimemasu
No Brasil, que eu me recorde, nenhum mangá publicado originalmente na revista Sho-Comi saiu aqui. Houve um momento, nos anos 1990-2000, em que aa revista estava publicando material com conteúdo sexual considerado exagerado para a (*suposta*) faixa etária a qual se destinava.  Afinal, a revista Cheese! é que deveria atender esse nicho. Deram uma amenizada, a revista deixou de estar na berlinda e continua produzindo alguns sucessos de público.  Normalmente, quando alguma coisa da Sho-Comi é adaptada, vira dorama, ou filme.  Animação é coisa rara, por assim dizer.

P.S.: O Comic Natalie começou a falar das comemorações, mas a publicação foi posterior a do Manga Mag.

domingo, 19 de novembro de 2017

Edição especial da Le Paradis tem 380 páginas


A revista Rakuen Le Paradis tem três edições anuais (*Fevereiro-Junho-outubro), mais suplementos especiais on line.  Este ano, o suplemento de inverno terá 380 páginas, segundo o Comic Natalie.  São 40 trabalhos de 26 artistas diferentes.  Ele fica disponível on line gratuitamente de 17 de novembro até 25 de dezembro.