sábado, 23 de outubro de 2021

Kaho Miyasaka, autora de Kare First Love, completa trinta anos de carreira com várias comemorações

 

Kare First Love  (第一恋人) foi o primeiro grande sucesso de Kaho Miyasaka e foi publicado na revista Sho-comi entre 2002 e 2004.  No Brasil, a série foi lançada pela Panini entre 2008 e 2009 e foi um dos primeiros shoujo de não fantasia e fora do nicho CLAMP a sair por aqui.  Quando fiz um artigo sobre a cultura do estupro nos shoujo mangá trabalhei com esse mangá, porque ele tem umas situações complicadas, e algumas participantes do grupo do Facebook lembraram que Kare First Love tinha sido o primeiro shoujo que leram na vida. O maior sucesso da autora até hoje, no entanto, não é Kare, mas 10-manbun no 1  (10万分の1) ou One In A Hundred Thousand (Um em Cem Mil), que trata do drama de uma adolescente que descobre ter ELA (esclerose lateral amiotrófica).  Esta série teve filme para o cinema em 2020.

Segundo o Comic Natalie, a autora participará de uma sessão de autógrafos online (*como funciona isso?!*) em 26 de dezembro.  Várias séries da autora terão reimpressão, se entendi bem serão lançados três artbooks com 20 ilustrações cada, 32 ilustrações especiais e haverá uma loteria para brindes exclusivos.  Para participar da tal sessão é preciso adquirir algum dos produtos comemorativos na loja on line da Shogakukan e em lojas físicas (*acho que é uma só*) associadas.  

Em dezembro, haverá matéria especial com cronologia da carreira da autora na revista Cheese!, onde ela publica sua série atual Kurosaki Hisho ni Home Raretai (黒崎秘書に褒められたい). Haverá brinde da série, também, que deve vir na capa da edição.  Na página da Shogakukan há uma entrevista comemorativa com a autora.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Mangá sobre esposa que deseja "matar" o marido estreia na revista Office YOU

Começo esclarecendo que não sei se a mulher que matar o marido literalmente, ou em sentido figurado, só sei que a nova série de Harada Taeko parece ser interessante.  Segundo o Comic Natalie, Asami vive uma relação muito estressante com seu marido, que é narcisista e vive se queixando.  Para tentar desanuviar a sua vida, ela começa a escrever um romance.  OK.  Só que ela descobre um recibo de motel e camisinhas  dentro da carteira do marido e decide se vingar.  Ela pretende apagar o cidadão da sua vida e do mundo?  Como será isso?  A série acabou de estrear e queria poder dar uma olhada nesse material.  O nome da série é Otto o konoyo kara kesou to kimemashita (夫をこの世から消そうと決めました) e a tradução do título do mangá é "Eu gostaria de apagar meu marido do mundo", ou algo assim. 

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Taamo estreia novo mangá a revista Dessert

A mangá-ka Taamo, conhecida por Taiyou no Ie (たいようのいえ), estreou uma nova série na revista Dessert com direito à capa.  Pelo que eu entendi do resumo do Comic Natalie, a protagonista, Tsumugi Morimoto, gosta de ficar sozinha, mas sente falta de ter amigos e companhia.  Um dia, quando está almoçando sozinha, como sempre, um colega, Ryotaro Sakaki, pede para tirar sua foto, porque gostaria de desenhá-la.  Ele faz mangá.  A garota permite.

Tempos depois, por razões que a resenha não explica, a menina precisa ir morar na casa de uma amiga de sua mãe e descobre que Ryotaro mora na mesma casa.  O nome da série é Tsumugu to koi ni naru futari (つむぐと恋になるふたり).  Taamo  fez muito sucesso com Taiyou no Ie, mas nunca teve nenhuma de suas obras transformadas em anime, ou dorama. Taamo já fez josei, também, mas, ao que parece, pretende continuar publicando shoujo mangá.


terça-feira, 19 de outubro de 2021

Dorama baseado em mangá sobre homem grávido terá estreia internacional na Netflix

Hiyama Kentarou no Ninshin (ヒヤマケンタロウの妊娠) de Eri Sakai mostra um mundo alternativo no qual os homens (cis) engravidam. Hiyama Kentarou, um salary man, passa por todos os percalços que uma mulher costuma passar.  Pois bem, falei dessa série algumas vezes aqui no blog (*Exemplo*) e comentei em abril que haveria um dorama baseado no mangá.  Pois bem, segundo o Comic Natalie (*via ANN*), a série vai estrear mundialmente na Netflix com o nome "He's Expecting" (*Ele está grávido*), em japonês, o nome se refere à primeira gravidez do protagonista.  Já está disponível o trailer e a série irá estrear em 2022.  Takumi Saitou e Juri Ueno serão os protagonistas.  O trailer, no entanto, parece não estar disponível para o Brasil ainda, todos que encontrei não abriam.

domingo, 17 de outubro de 2021

Majo wo Mamoru。: O interessante mangá sobre o primeiro médico que questionou publicamente a caça às bruxas

 

Mais cedo, o Pro Shoujo Spain estava comemorando o lançamento do mangá Majo wo Mamoru。(魔女をまもる。), de Maki Ebishi, na França.  A série, que só tem três volumes, e baseada na vida de Johann Weyer (1515-1588), médico holandês, ocultista e demonologista, considerado um dos pais da psiquiatria, porque foi a primeira voz científica (*dentro dos padrões do século XVI, claro*) a defender que boa parte dos incidentes considerados como bruxaria, ou ação demoníaca, eram fruto da ignorância, ou de distúrbios emocionais e/ou mentais, como a melancolia, que poderia abranger uma série de transtornos que são categorizados em nossos dias.

Sim, mangá josei (*poderia ser shoujo, poderia ser seinen, mas dificilmente seria shounen*) sobre um sujeito que se insurgiu contra um pensamento hegemônico da época, que criticou o Maleus Maleficarum (Martelo das Feiticeiras), manual absoluto sobre como identificar bruxas (*porque eram principalmente mulheres*) e como combatê-las.  Sobre o tema, Meyer escreveu dois livros,  De Praestigiis Daemonum et Incantationibus ac Venificiis (Sobre as ilusões dos demônios e sobre feitiços e venenos, 1563) e o apêndice Pseudomonarchia Daemonum (O Falso Reino dos Demônios, 1577).

Meyer testemunhou em julgamentos sobre bruxaria, no geral, defendendo as acusadas, e era consultado em casos difíceis, nos quais ele aplicou uma visão médica cética em relação às maravilhas relatadas e supostos exemplos de magia ou feitiçaria.  Como um sujeito desses escapou ileso de uma condenação por parte de autoridades civis ou eclesiásticas em pleno século XVI?  Bem, ele tinha um patrono poderoso, o Guilherme (1516-1592), o rico, duque de Jülich-Cleves-Berg, além de acumular outros títulos dentro do antigo Sacro Império Romano Germânico.

Guilherme foi uma figura poderosa, como seu apelido sugere, que usou de seu prestígio e riqueza para manter uma corte ilustrada em plena Contra Reforma. Não era coisa rara no Renascimento, mas era algo incomum a partir de meados do século XVI. Ele era um católico flexível, seguia as ideias de Erasmo de Roterdam, se casou com a filha do Imperador, uma Habsburgo, e educou suas filhas como católicas e seus filhos como protestantes luteranos, fé de boa parte de seus súditos.  Só na corte de uma aberração como essa uma mente crítica como a de  Johann Weyer poderia sobreviver e produzir em um pleno século da intolerância (*a tese é do historiador Jean Delumeau, e eu a abraço*).  

Quando li Cleves no meio dessa história e vi que o duque era super poderoso, tive um clique, porque nunca tinha ouvido falar de Weyer, pois bem, o patrono do protagonista é irmão de Ana de Cleves, a quarta esposa de Henrique VIII, a única com quem ele casou sem conhecer, sem se apaixonar (*outra figura pitoresca, o rei na Inglaterra*), por mera aliança política entre nobres protestantes (*sim, Guilherme era católico, mas não tanto e a maioria de seus súditos eram protestantes.*).  Quem conhece a história de Henrique VIII sabe que o casamento com Ana de Cleves não deu certo, que o rei a acusou de ser feia e desinteressante, que foi enganado.  E muitos historiadores repetem essa história, apesar de fontes de época elogiando a rainha, que não tinha recebido uma educação refinada ao gosto do marido, mas era razoavelmente bonita.  Enfim, mais fácil culpar a moça do que dizer que Henrique VIII estava velho e podre na época do casamento.

Voltando, não sei da qualidade do mangá Majo wo Mamoru。, mas não acho que a Glenat arriscaria publicar algo ruim, ainda mais sendo mangá feminino, sem anime, sem dorama, ou qualquer coisa que o empurre.  O traço é bom, basta olhar, as imagens na internet.  Não há scanlations, mas só de ler um pouco sobre a história desse médico, que não nasceu em berço rico, porque medicina não era profissão de gente realmente importante na época, mas conseguiu deixar sua marca na História, já me fez imaginar uma série, ou filme, sobre ele.  É isso, mais um mangá que dificilmente aparecerão por aqui.

Sucesso do dorama de Kieta Hatsukoi faz com que volumes do mangá ganhem reedição

O Pro Shojo Spain noticiou que o sucesso do dorama baseado no mangá Kieta Hatsukoi (消えた初恋) levou à republicação dos cinco primeiros volumes da série da Betsuma.  Com o lançamento do volume #7 da série previsto para o dia 25 de outubro, a série live action está no ar na TV japonesa no momento.

Kieta Hatsukoi é desenhado por Aruko, conhecida no Brasil por Ore Monogatari!! (オレモノガタリ!!) e tem roteiro de Wataru Hinekure.  A série trata do primeiro amor de Aoki, que começa a série apaixonado por uma menina, mas acaba, graças a um mal entendido, se envolvendo com outro colega de classe.  Sim, é mangá da Betsuma e temos uma série discutindo a questão da bissexualidade.  Fiz uma resenha do começo do mangá, mas preciso retomar a leitura urgentemente.

sábado, 16 de outubro de 2021

Shoujocast no Ar! Um Pouco de Nostalgia: Mostrando Minha Coleção de Japan Fury e Animax

Houve um tempo que as revistinhas informativas eram a salvação dos fãs de mangá e anime.  Arrumando minhas coisas, encontrei minhas coleções de Japan Fury e Animax e decidi falar sobre essas revistas que foram fundamentais para o início da minha caminhada como fã e como pesquisadora de mangás.   Depois de muito tempo, lancei mais um Shoujocast falando de algo que foi muito importante na minha vida de fã de anime e mangá, as revistinhas informativas que se multiplicaram nas bancas do Brasil após o lançamento de Cavaleiros do Zodíaco pela rede Manchete.  Se quiser assistir, é só clicar!

Artbook de Wotakoi lançado no Japão

No dia 14, houve uma série de lançamentos relacionados à série Wotakoi (ヲタクい), que sai no Brasil pela Panini.  Saíram as duas versões do volume final da série, o #11, em versão normal e especial, que traz Blu-ray com um especial mostrando os eventos de um capítulo do volume #6 do mangá.

Além dos dois volumes e brindes para quem comprasse os exemplares nas lojas da rede Animate, foi lançado, também, um artbook chamado Wotaku ni Koi wa Muzukashii - Official Art Works (ヲタクに恋は難しい official art works) com ilustrações feitas pela autora, Fujita, em diversas ocasiões, além de originais nunca publicados.

Wotakoi teve série animada, além de especiais, e um filme live action.  Surgido no Pixiv, fez tanto sucesso que migrou para a revista Comic Pool e se tornou um sucesso mundial ao retratar o dia-a-dia de um grupo de otakus adultos, com profissão, enfim, uma vida que não se restringe aos seus hobbies.  As informações vieram do Comic Natalie.