sexta-feira, 10 de julho de 2020

Recomendação de mangá: Second Virgin Road~Koneko no Hanayome~


Tropecei no mangá Second Virgin Road~Koneko no Hanayome~ (セカンドバージンロード~子猫の花嫁~), de Yuriko Matsukawa, ontem, ou anteontem.  É um volume único e parte de uma série que parece girar em torno de mulheres que tiveram uma segunda chance no amor.  Só li essa história e comecei por causa do gatinho, porque ele é que une a protagonista e o seu novo amor.  Este texto será curto, uma mini resenha mesmo.

Koneko no Hanayome começa de forma bem violenta e com um cenário que eu ainda não tinha visto em um mangá.  A protagonista é casada e se chama Keiko, no primeiro quadro sei marido lhe pergunta se ela está grávida.  A moça responde muito feliz que está e iria dizer quando o bebê nasceria, mas é interrompida.  "Você andou me traindo com outro?"  "Não, claro que não!  Você não está feliz que finalmente eu esteja grávida?" "Faça um aborto."  Ela se recusa e ele a espanca e faz com que Keiko perca o bebê.

É um ponto de partida bem surpreendente.  A partir daí, ficamos sabendo que Keiko se separou dele, que o ex-marido está na prisão e ela está empregada em uma loja, confeitaria, não fica muito claro, fazendo um trabalho que não exige grande qualificação.  Trabalho pesado, na verdade.  Quando voltava para casa, ela acaba vendo um filhote de gato na rua e o bichinho é atropelado.  Para sorte de Keiko, um homem estava passando, ele se chama Koichiro e é veterinário.  Ele salva o gato, os dois se tornam amigos e acabam se tornando mais que isso...


Koneko no Hanayome não é um mangá feminista, Keiko está absolutamente assujeitada à maternidade compulsória e continuará assim até o fim, aviso logo.  Ela não se acha digna de amar novamente, de se casar de novo, porque não poderá dar um filho ao marido.  Parece bobagem, mas mulheres se arriscam todos os dias, aqui mesmo, no Brasil, para terem filhos e assim agradarem ou presentearem seus atuais companheiros, mulheres fazem fila para desfazer laqueaduras precipitadas (*porque abrir barriga de mulher é coisa normal no Brasil*) para se tornarem mães novamente por causa de um novo marido.  

Algumas, se arriscam por um sonho, elas precisa gestar e parir uma criança, mesmo ao custo de muito dinheiro, de muito sofrimento.  Adotar não seria o mesmo.  Não é culpa delas, é estrutural, uma cantilena que ouvimos desde quando pequenas, ser mãe, cuidar da boneca como se fosse um filho, se sentir incompleta, menos mulher, se não foi capaz de engravidar e egoísta se optou por outras coisas, como a profissão.  Keiko é uma mulher possível e, bem, o mangá é sobre segundas chances.
Koichiro, o novo parceiro, não é perfeito.  Ele imaginava que Keiko, por seus modos e atitudes, seria uma virgem, um uma mulher sem grandes experiências sexuais.  Ele se espanta quando, na primeira vez dos dois, ela diz que eles não precisam de camisinha, porque ela não é capaz de engravidar.   Já disse que os mangás josei, mesmo os pornográficos, o que não é o caso desse mangá, são bem responsáveis em relação aos preservativos e isso é um mérito.  O fato é que Koichiro não lida muito bem com o passado de Keiko.  

Até aí, nossa história seria bem melancólica se Keiko não tivesse amigas.  E o bônus desse mangá é exatamente esse, mesmo quando Keiko escolheu mal um parceiro, rompeu com seus pais, jogou fora suas possibilidades de estudos e carreira (*ela era uma aluna brilhante*) por causa de um homem, as amigas a apoiaram.  E aqui algo importante, apoiaram a amiga, não as escolhas ruins.  Sororidade é o nome disso.  E elas vão tomar satisfações com o veterinário quando veem que Keiko pode estar, de novo, sofrendo pelo homem errado.  Esse confronto foi a melhor parte do mangá para mim.


É isso.  Achei um mangá muito bom e é curtinho, somente três capítulos.  Para quem quiser ler, tem em inglês aqui.  Talvez exista scanlations em português, o mangá saiu em 2014.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Atriz do Takarazuka participa de propaganda de lançamento de mangá de Chie Shinohara


O volume #14 do mangá Yume no Shizuku, Ougon no Torikago (夢の雫、黄金の鳥籠), de chie Shinohara, foi lançado ontem no Japão.    


O Comic Natalie trouxe a informação de que uma propaganda foi exibida na TV japonesa anunciando o novo volume e estrelada pela atriz Hiroki Nanami, ex-estrela do Teatro Takarazuka.  Hiroki era uma otokoyaku, isto é, especializada em papéis masculinos, mas aparece na propaganda fazendo as três personagens principais da série, o sultão Suleiman, Roxelana e o vizir, Matheus.


Segundo o CN, quem comprar o volume em determinadas lojas terá bindes especiais.  

Yume no Shizuku, Ougon no Torikago estreou em 2010 da revista Anekei Petit Comic e entrou em seu arco final e já se tornou um dos maiores sucessos de Chie Shinohara.

Desculpe voltar ao assunto J.K. Rowling, mas é preciso

Prestem atenção nessa manchete de um importante e renomado site brasileiro sobre cultura pop. Ele faz referência a uma carta da Harper's Magazine pedindo tolerância, reflexão e outras coisas. Você pode concordar, concordar parcialmente, discordar, enfim, mas é uma carta bem abrangente.  E o documento foi assinada por CENTO E CINQUENTA pessoas, a maioria HOMENS, dentre elas, Noam Chomsky e Salman Rushdie.  

Para quem não sabe, Rushdie escreveu um livro chamado Versos Satânicos, considerado uma crítica ao Islamismo, o que fez com que o aiatolá Khomeini, que governava o Irã, decretasse em 1989 uma sentença de morte (fatwa) clamando pela morte do autor.  Rushdie passou anos sendo protegido.  Para se ter uma ideia, o tradutor da edição japonesa do livro foi assassinado em Tokyo por um fanático muçulmano, o tradutor da edição italiana foi atacado, mas sobreviveu.  Acho que o Rushdie deve entender de intolerância e do que significa ser literalmente cancelado, só para usar esse termo imbecil que está na moda.

Manifestação no Paquistão pedindo a morte de Rushdie. 
Foram CENTO E CINQUENTA assinando a carta, mas a manchete coloca lado a lado duas mulheres, uma delas manchada por suas opiniões transfóbicas... Ah, você não acredita que a Rowling seja transfóbica?  Desculpe, ela é, sim. E dada a forma confusa como ela trata identidade de gênero e orientação sexual, ela pode, fácil, fácil, ser chamada de homofóbica e lesbofóbica, também. Enfim, colocaram Rowling e Margaret Atwood, uma escritora feminista renomada e crítica do patriarcado, na mesma chamada.  Qual a sugestão? Que Atwood está apoiando um documento que parece defender as atitudes da Rowling?  Está?  É disso que trata a carta?  A única pessoa controversa, para dizer o mínimo, que assinou foi a Rowling? Irresponsável, eu diria.  E Atwood inclusive já se posicionou publicamente a favor das pessoas trans.

Outra coisa, ontem vi circulando no Twitter, um trecho da carta em que uma pessoa acrescentou a palavra "transgênero", "transfobia", tipo fazia aquele site da caneta esquerdizadora, ao texto para clarificar que a carta era contra as pessoas trans. Isso é falseamento da verdade. Daí, várias outras pessoas fizeram o mesmo colocando "negro", "judeu", "gay", "mulher" e mostraram muito bem que esse tipo de brincadeira é possível fazer com outros grupos. O que eu digo? Vamos parar, está ficando feio, e o tom de uma discussão não pode ser dado pelos fanáticos de parte a parte.

Terminando, eu condeno a atitude da Rowling, o fiz no meu primeiro texto, caso isso tenha escapado a alguém, mas ninguém vai ser misógino debaixo do meu nariz e eu vou ficar quietinha com medo de retaliações. Nem vou apoiar a "censura do bem" que sob a bandeira do respeito, ou da moral e dos bons costumes, quer apagar a História, impedir discussões, retirar livros das listas escolares, ou mesmo das bibliotecas. Babaquice tem limite.

Suenobu Keiko vai fazer um gaiden de Life


Aqui, no Brasil, o pessoal conhece Suenobu Keiko por Vitamin (*resenha aqui*) e Limit (リミット), mas o grande sucesso entre um e outro, que projetou o nome da autora fora do Japão, foi Life (ライフ).  Life trata de bullying, abuso sexual, drogas, automutilação, temas muito leves, levíssimos... 
Manami, a garota popular, no
início trata Ayumu muito bem.
A história acompanhava os sofrimentos de Ayumu Shiiba, uma adolescente que sofria bullying pesado, além de outros abusos (*como o do rapaz que a mãe dela contrata para lhe dar reforço escolar*), mas que começa a ter alguma esperança quando conhece Miki Hatori, uma garota independente, muito bonita (*e difamada por causa disso*) e que não leva desaforo para casa, e Yuuki Sonoda, um garoto que tinha sofrido bullying, mas consegue superar o medo e ajudar os outros.  

Manami era a "vilã" da série.
Life foi publicado entre 2002 e 2009.  Teve dorama em 2007 e fechou com 20 volumes.  Gosto do mangá, gosto mesmo, PORÉM poderia ter uns cinco volumes mesmo.  Sabe quando é sofrimento demais e a coisa fica repetitiva?  E a serie teve uma barriga, também.  A autora produziu um mangá chamado Life 2 ~Giver Taker~  (ライフ2 ギバーテイカー), publicado em uma revista seinen, mas que não parece ter nada a ver com a série original, talvez, o tema do bullying, mas não é uma continuação.

OK, vi no Twitter a autora publicando ilustrações de Life.  "Por qual motivo ela está fazendo isso?"  Enfim, achei um Tweet onde a Suenobu Keiko comenta que está treinando desenhar as personagens de Life, porque pretende fazer um gaiden da série.  Parece que será uma história pequena, não uma continuação do mangá.  Enfim, espero que seja legal.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Recomendação de vídeo: Uma tragédia mexicana: Maximiliano e Maria Amélia


Anteontem, o Canal do Paulo Rezutti postou um vídeo sobre o amor do Príncipe Maximiliano da Áustria pela Princesa Maria Amélia, filha de D. Pedro I com sua segunda esposa, a Imperatriz Amélia.  Quem conta a história, da qual eu conhecia somente uma pequena parte, é a pesquisadora Cláudia Thomé Witte, especialista na vida da Imperatriz Amélia.  

Para um Habsburgo, ele era bem apessoado.
Eu sabia que a Princesa Amélia e o Príncipe Maximiliano iriam ficar noivos, mas que a morte prematura dela acabou com os planos que estavam sendo desenhados desde a infância dos dois.  A jovem contraiu tuberculose e morreu aos 21 anos, deixando o príncipe inconsolável.  Agora, que ele guardou a jovem na memória até o seu último momento, eu não sabia.  Estou postando como um exemplo extremado desse amor romântico idealizado do século XIX e porque foi belamente contado.  A parte dos beija-flores e do anel, em especial, foram bem tocantes. 

Maximiliano veio ao Brasil buscar beija-flores.
Mas não estou defendendo monarquia, tampouco estou com pena do destino do Príncipe Maximiliano que embarcou, porque quis, nessa canoa furadíssima que foi a experiência imperialista francesa no México.  Maximiliano, que era um homem adulto, teve o que procurou por aceitar as propostas indecentes do cretino do Napoleão III (*Desse, eu não gosto mesmo*).  Aliás, como era comum no século XIX essa história de perguntar se havia um príncipe sobrando para se meter a ocupar algum trono perigoso. Fizeram bem, D. João VI e, mais tarde, a Rainha Vitória, em se negar a emprestar um filho para sentar no trono da Grécia. 

Maximiliano acabou se casando
com uma princesa belga.
Retornando ao ponto, a minha pena vai  para a Princesa Carlota, que se casou com ele e deve ter tido que lutar inutilmente contra um fantasma.  Depois do vídeo, duvido até que o casamento tenha sido consumado.  Enfim, o vídeo está aí embaixo, para quem quiser assistir.  E recomendo o canal do Paulo Rezutti, é muito bom.


Desenhista russa condenada à prisão por fazer arte feminista


A jovem artista Yulia Tsvetkova, de 27 anos, corre o risco de passar até seis anos na prisão por fazer arte feminista.  Ativista dos direitos LGBT, ela é acusada de distribuir pornografia por ter desenhado vaginas e postado nas redes sociais.  A jovem, segundo o The Moscow Times, ficou em prisão domiciliar entre novembro/2019 e março/2020 na cidade de Komsomolsk-on-Amur, no extremo leste da Rússia.  Ela não está mais em prisão domiciliar, mas não pode viajar para fora da cidade, ou da região, não entendi bem.

"Mulheres que estão vivas têm
gordura corporal e isso é normal".
Tsvetkova afirmou para a CNN, que seus problemas com a justiça começaram quando seu grupo de teatro amador encenou duas peças, uma questionando estereótipos de gênero, como meninas vestem rosa e meninos vestem azul, ela disse em entrevista, e outra sobre militarismo.

"Mulheres que estão vivas
têm pele imperfeita e isso é normal".
Mais tarde, ela foi acionada por causa dos desenhos que posta em sua página pessoal, chamada de Monólogos da Vagina, o nome de uma famosa peça de teatro, promovendo  body positivity, isto é, que as mulheres olhem para seus corpos com mais carinho, respeito e aceitação.  Trata-se de mais um daqueles casos escandalosos de desrespeito aos direitos humanos e das mulheres, em particular, na Rússia.

Um dos desenhos pornográficos
da artista, segundo o DW.
Acho que no mês passado, o Põe na Roda fez uma entrevista com um Youtuber gay famoso do país.  Ele defendeu o tempo inteiro que ser um homem gay na Rússia não é um grande problema, que tem uma boate gay na esquina da casa dele, desde que você não seja militante.  O moço se recusou a falar das mulheres, porque disse não estar inteirado da situação das lésbicas.  Foi sábio, porque ser mulher em um país que se esforça em reforçar estereótipos de gênero implica em se subordinar ao masculino, a aceitar limitações inventadas como naturais.  
Yulia está sendo acusada de fazer propaganda homossexual,
o que é contra a lei do país.  Nesse momento,
está em discussão uma reforma constitucional na
Rússia, um dos pontos é proibir a adoção por LGBTQ+.
E, bem, é por causa disso que  Yulia Tsvetkova está sendo perseguida.  Espero que Yulia Tsvetkova não seja condenada.  Mas que ninguém se engane, porque com o governo que temos, caminhamos para uma situação bem complicada.

12 livros para mulheres adultas farão parte de uma série animada japonesa


O ANN trouxe uma matéria sobre o anuncio da editora  Publisher AlphaPolis, doze romances do seu selo de livros românticos Eternity Books serão transformados em capítulos de uma série com o nome de Eternity ~Shinya Nurekoi Channel~ (エタニティ濡れちゃん), em inglês, Eternity ~Late Night Wet Love Channel~.  "Amor molhado", bem, desconfio que não sejam livros românticos, como o ANN sugere, mas eróticos.  Aliás, nem é desconfiança, deve ser isso mesmo.  Sabe por quê?

Como os demais animes erótico-pornográficos baratos (*episódios curtos, animação de baixa qualidade*) para mulheres que tem saído nos últimos anos, haverá uma versão censurada, que irá ao ar tarde da noite na Tokyo MX e uma versão deluxe com as cenas "para adultos".  Alguma dúvida?  A série terá os seguintes episódios:

  1. Kimi ga Suki Dakara (君が好きだから) de Miju Inoue
  2. Dekiai Days (溺愛デイズ) de Maki Makihara
  3. Ai Sareru no Mo Oshigoto Desu ka?! (愛されるのもお仕事ですかっ!?) de Subaru Kayano
  4. Machikogareta Happy End (待ち焦がれたハッピーエンド) de Miki Yoshizakura
  5. Noraneko wa Ai ni Oboreru (野良猫は愛に溺れる) de Akari Sakura
  6. Bōsō Propose wa Goku Ama Shitate (暴走プロポーズは極甘仕立て) de Mayu Fuyuno
  7. Purin no Tanaka-san wa Kedamono。(プリンの田中さんはケダモノ。) de Zakku Yukito
  8. Reikoku CEO wa Hisho ni Oboreru ka? (冷酷CEOは秘書に溺れるか?) de Ruru Ruzuki
  9. Sōmubu no Maruyama-san, Ikemen Shachō ni Dekiai Sareru (総務部の丸山さん、イケメン社長に溺愛される) de Hiromi Yūin
  10. 152-senchi 62-kilo no Koibito (152センチ62キロの恋人) de Aoi Katakura
  11. Watashi to Kare no Omiai Jijō (私と彼のお見合い事情) de Mao Yukimura
  12. 4-ban Me no Iinazuke Kōho (4番目の許婚候補) de Seiya Togashi
Autora do mangá de Dekiai Days
estava comemorando no Twitter.
Segundo o ANN, todos esses livros tem versão mangá.  Talvez, algum deles esteja disponível.  A página oficial de série é esta aqui.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Kaseifu no Nagisa-san: Dorama sobre "governanta" dos sonhos estreia no Japão


Estreia, hoje, no Japão o dorama Kaseifu no Nagisa-san (家政夫のナギサさん), ou Governanta Nagisa-san, em português.  baseado no mangá de mesmo nome de Furiko Yutsuhara.  

O traço do mangá.
A série, que deveria ter estreado em abril, mas foi adiada por causa do coronavírus, tem como protagonista a jovem Aihara Mei (Tabe Mikako), uma bem sucedida representante da indústria farmacêutica, mas que é absolutamente incompetente nas prendas domésticas.  No dia do seu 28º aniversário, um homem maduro, Nagisa-san (Omori Nao), aparece na sua casa e oferece seus serviços como governanta, ela não quer contratá-lo, mas acaba cedendo e sua qualidade de vida melhora significativamente.  Pouco depois da contratação de Nagisa-san, um novo representante comercial, Tadokoro Yuta (Seto Koji), é contratado pela empresa de Mei.  O sujeito é muito bom e ela se sente ameaçada por ele, seu concorrente, só que o rapaz, ao que parece, está romanticamente interessado por ela.

Jiji era interessadas em homens mais velhos (oyaji).
Não achei informações muito consistentes sobre o mangá, se já terminou, mas a .Wikipedia japonesa fala que é publicado digitalmente e tem 8 volumes (*Terminou?  Até o momento?*).  Também na Wikipedia é dito que há livros baseados no mangá.  A página oficial da série é esta aqui.  Outra coisa, o Bakaupdates traz a informação de que o mangá é publicado em uma revista chamada Oyajism.  Não achei página da publicação, mas encontrei a informação de que se trata de uma revista com histórias sobre jovens mulheres interessadas por homens mais velhos.  Lembrei da Jiji de Kuragehime ( 海月姫).