segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

Quer saber qual personagem de anime divide o aniversário com você? Este site pode lhe ajudar!


O  Rocket News 24 trouxe informações sobre um site  japonês (*sim, alguma informação romanizada, mas basicamente é em japonês mesmo*) com um arquivo de mais de 10 mil aniversários de personagens de anime.  Agora é fácil saber quem faz aniversário no mesmo dia que você. :) Enfim, é divertido dar uma olhada nele e há personagens clássicas, também, porque Oscar (A Rosa de Versalhes) está junto com o Levi (Shingeki no Kyojin) e a Mei Tachibana (Suki-tte Ii na yo) em 25 de dezembro... E tem muito mais personagem de anime que faz aniversário nesta data.  Vale a pena dar uma olhadinha, é divertido. :)  O endereço é este aqui.  

Percebi que tem gente perdida sem conseguir achar o caminho.  Desculpem, a coisa não é realmente auto-explicativa.  Enfim, se você clicar direto aqui, vão aparecer os meses em seqüência, a mesma nossa, claro.  Eu nasci em fevereiro, então, procuro o mês dois.  Chegando lá, clico no dia 5.  Os nomes das personagens e séries estão romanizados, assim como as séries.  É fácil.

POST ORIGINALMENTE DE 26/06/2015.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

31 Dias de Desafio Anime


Já postei outros desafios este ano e, bem, é sempre um exercício divertido. Este que vou colocar no post foi postado no grupo do Facebook do Shoujo Café.  Serão 31 dias com tarefas para preencher.  Eu não traduzi nada do quadrinho, mas conforme for colocando a tarefa, eu traduzo.


1. Primeiro Anime que Você Assistiu: o primeiro do qual me lembro é Speed Racer (マッハGoGoGo/Macha GōGōGō), quando tinha cinco anos.  Posso até ter assistido A Princesa e o Cavaleiro antes, mas não tenho recordação. A série era de 1967-68, foi adaptada e exibida em vários países.



2. Anime Favorito até o Momento: Meu anime favorito, ontem, hoje, sempre, é Ace wo Nerae ( エースをねらえ!), a primeira série de 1973-74.  é de antes de eu nascer, comecei a assistir somente no século XXI.  Acredito que é o melhor exemplo de série que conseguiu fazer milagre com recursos limitados de animação, usando a cor e outros efeitos, para causar emoção, tensão, ansiedade, com efeitos maravilhosos.  Já sabem, então, que meu anime de esportes favoritos é Ace Wo Nerae, também.



3. Personagem Masculino Favorito: Yang Wen-li da Lenda dos Heróis Galácticos (銀河英雄伝説/Ginga Eiyuu Densetsu) ou André da Rosa de Versalhes  (ベルサイユのばら)?  Como eu prefiro o André do mangá, que é muito mais compreensivo e menos machista (*apesar de ter tentado envenenar Oscar...*), fico com Yang, que nunca decepciona e ainda é meu historiador favorito da ficção. 💖


4. Personagem Feminina Favorita: De cara pipocou na minha cabeça Oscar, da Rosa de Versalhes.  Só que, aí, pensei no quanto prefiro a personagem no mangá, no qual ela tem senso de humor, não parece ser empurrada para a vida militar, tem vocação, gosta do que faz e, bem, não abdica de seu comando por obediência, nem é por amor, vejam bem, a André.  Por essas e outras, eu fico com Utena de Shoujo Kakumei Utena (少女革命ウテナ), porque, no anime, ela é uma personagem cheia de vida e de força, que deseja ser o príncipe de sua própria história salvando-se a si mesma, se apaixona e é seduzida pelo vilão, mas dá a volta por cima e escapa.  Utena é minha favorita, a do anime, Oscar seria a minha favorita, se estivéssemos falando do mangá.



5. Anime que você tem vergonha de ter gostado: Sei lá, assisti tanta coisa de fansuber, coisas fragmentadas, simplesmente, porque era anime e queria/precisava assistir qualquer coisa que pudesse colocar os olhos.  Daí a dizer que tenho "vergonha" vai muito longe.  Normalmente, quando não gosto, eu olho e largo.  Não insisto com obra nenhuma, seja mangá, seja anime, seja livro.  Não tenho o que colocar hoje.  Não me envergonho nem me arrependo de nada.



6. Anime que você gostaria de assistir e não viu ainda: Queria assistir Yamato 2199 (宇宙戦艦ヤマト2199/Uchuu Senkan Yamato Ni-ichi-kyuu-kyuu).  Não tive ânimo e tempo ainda.  Patrulha Estelar foi um dos animes da minha infância e sei que o remake foi feito com uma qualidade, por exemplo, que Lenda dos Heróis Galácticos não recebeu.

7. Meu Crush de Anime: Para não repetir Yang Wen-li, vou pegar o meu primeiro "amor" nos animes que foi o Mark Venturi (Daisuke Shima) de Patrulha Estelar (Yamato).  Não assisti a nova versão e, diferente de outras personagens, não gostei do design novo do Venturi, porque eu assisti na infância dublado em português e com nomes que vieram dos EUA.  A imagem acima é um fanart.



8. Casal de Anime Favorito:  Ah, essa é fácil!  Yuri Katsuki e Victor Nikiforov.  Tenho outros casais que eu gosto muito, até vieram na minha cabeça, mas como é anime, vamos de Yuri!!! on ICE (ユーリ!!! on ICE). 💗



9. Melhor Vilão de Anime: Complicado... O bom vilão é aquele que tem motivação e que, de certa forma, atrai empatia.  Pensei em Zagat de Guerreiras Mágicas de Rayearth (魔法騎士マジックナイトレイアース Majikku Naito Rayearth), mas quem viu esta série sabe que é complicado enquadrá-lo como tal.  Pensei em Akio de Shoujo Kakumei Utena.  Ele era mau de verdade e é derrotado no final.  Mas acho que vou de Desslock (Abelt Dessler), o vilão de Patrulha Estelar.  Acho que é difícil superá-lo, porque a gente ama e odeia o sujeito, ele é inteligente, tem objetivos claros, é cruel, enfim.



10. Anime de Luta Favorito: [1] É isso mesmo?  O que é um anime de luta? Posso incluir Cavaleiros do Zodíaco (聖闘士星矢)?  E seu eu disser que não vejo animes pelas lutas?  Animes de robô, ou de mecha, são animes de luta?  Evangelion (新世紀エヴァンゲリオン) entra aqui? Escaflowne (天空のエスカフローネ), que eu ano, tem lutas de robô e com dragões, é anime de luta?  Ashita no Joe (あしたのジョー) ou Yawara!  (ヤワラ!) são um animes de luta e de esportes.  Entram onde?  Enfim, como não entendi mesmo, vamos escolher um que era de luta mesmo, sem dúvida alguma, Street Fighter, aquele que o SBT passou, acho que era Street Fighter II V (ストリートファイターⅡ V), e que tinha uns fanservices violentos e um traço muito bom.



11. Anime de Esportes Favorito: Meu anime de esportes favorito é meu anime favorito, Ace wo Nerae.  O mais emocionante, o mais shoujesco, e o mais influente anime de tênis de todos os tempos.  Fora que foi base para o anime de ficção científica Gunbuster, que em japonês é Top wo Nerae! (トップをねらえ!).  Já foi citado mais lá em cima, no ponto 2.  Se eu tivesse que citar um segundo e terceiro, seriam Touch (タッチ), baseado na obra de Mitsuru Adachi, e Princess Nine (プリンセスナイン如月女子高野球部), que presta, em certo sentido, homenagem aos dois primeiros e é centrado em um time de garotas que não quer somente jogar baseball, mas chegar ao Koshien, o templo desse esporte no Japão e, até hoje, proibido para mulheres.  E tem Yuri!!! on ICE, claro, ele entraria como meu quarto favorito.



12. A Cena de Anime mais Triste: Poderia entrar com uma voadora e dizer "A morte da Setsuko em O Túmulo dos Vaga-Lumes (火垂るの墓 Hotaru no Haka)".  Desafio alguém a achar outro anime tão triste, porque, bem, há um montão de cenas tristes nesse filme da Ghibli.  Desafio, também, qualquer pessoa a assistir o anime e não morrer.  Obviamente, ha cenas tristíssimas em outros animes.  Vamos, então, sugerir outras três: o massacre dos irmãozinhos do Tamahome e a morte de Hotohori em Fushigi Yuugi ( ふしぎ遊戯); a menina fantasma de Anohana  (あの日見た花の名前を僕達はまだ知らない。/ Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai。) descobrindo que está morta no final do primeiro capítulo.



13. Personagem de Anime com Quem Você se Parece: Fisicamente, nenhuma personagem de anime se parece comigo.  Nenhuma.  Apesar de já ter usado "utena" como apelido, sei bem que não me apreço com ela.  Posso usar o Yang Wen-li de novo?  Meu historiador favorito da ficção e que fica lá na dele evitando problemas, mas sempre acaba sendo obrigado a agir de alguma forma?  Ele também é um sujeito muito sábio, isso já não sei se eu sou... Também não consigo ser tão low profile quanto o Yang, mas me finjo bem de pedra e algumas pessoas acabam esquecendo que eu estou no recinto.



14. Anime que Nunca Envelhece: Qualquer animação do Studio Ghibli parece imune ao tempo, porque a humanidade no tratamento dos temas, a beleza da animação, as mensagens elas atravessam o tempo e dialogam muito bem com as culturas.  Enfim, ao invés de escolher uma animação só, eu diria que as animações do Estúdio Ghibli são atemporais.  ❤



15. Sidekick favorito, bicho de estimação ou ser sobrenatural: Acho que é o Mokona, criado pela CLAMP e que aparece em várias obras do grupo.  Agora, essa categoria de personagem, o sidekick, bicho de estimação, ser sobrenatural, whatever, tem tudo para se tornar um pé no saco, raros, raríssimos, enriquecem uma história.  Ser fofinho, para mim, não á atributo que qualifique alguém.



16. Anime com a Melhor Animação: Difícil... Lembro de uma série de TV que me impactou muito quando comecei a assistir, o primeiro capítulo foi um deslumbre, e que até hoje me parece ter uma animação maravilhosa para a época é Escaflowne.  É um dos meus animes favoritos de todos os tempos, obviamente, a animação, hoje, envelheceu, mas era excelente para uma série de TV.  Não vou citar Ghibli de novo, o padrão deles é sempre muito elevadíssimo.  E das coisas novas, o reboot, porque não se trata de um simples remake, de Yamato é excepcional.



17. Personagem Masculino Coadjuvante Favorito: A roleta gira, gira, gira e voltamos para a Lenda dos Heróis Galácticos, meu coadjuvante favorito é Siegfried Kircheis.  O que seria de  Reinhard  sem o seu André?  Mais do que isso, Sieg é o esteio moral do protagonista, ao se afastar de seu amigo de infância, Reinhard se torna vulnerável e faz escolhas equivocadas.  Enfim, pena que não fizeram uma figure que capturasse a expressão doce do olhar do Siegfried, olhe o cara ruivo do gif, é ele, eu queria tê-lo na minha pequena coleção.

18. Personagem Feminina Coadjuvante Favorita: Há muitas coadjuvantes que eu gosto muito, mas acredito que a minha favorita mesmo é a Ranko Midorikawa, de Ace wo Nerae!.  Ela é uma excelente tenista, ela tem ciúme de Hiromi, a protagonista, porque seu irmão se tornou treinador da menina.  A questão é que Ranko é uma excelente tenista, mas houve um momento em que ela era somente uma menina muito alta e desengonçada, Jun Munakata passa a treiná-la e faz com que a moça descubra que sua altura e força estão a seu favor no esporte.  O problema é que ela se apaixona pelo treinador e somente mais tarde ambos descobrem que são irmãos.  O pai de Jin havia abandonado a família para casar com a mãe de Ranko.  Jun se afasta dela e evita que alfo mais aconteça.  Bem, Ranko não é má, acaba se tornando importante na vida de Hiromi, apoiando-a e vendo nela as qualidades que seu irmão percebeu.  Sua grande oponente nem é Hiromi, mas Ochufujin, a melhor tenista até que a protagonista descobre seu talento, para piorar, Jun efetivamente desenvolve sentimentos pela rival da meio-irmã.  Ranko termina abandonando o esporte temporariamente para cuidar do irmão quando ele adoece.  Quando vi o primeiro episódio de Prince of Tennis, imaginei que a treinadora dos meninos fosse Ranko Midorikawa, afinal, homenagens à Ace Wo Nerae! é que não faltam, mas não era, não.  Eu prefiro Ranko desenhada no mangá, com força e delicadeza.  Akio Sugino, responsável pelo character design das animações, tirou de Ranko quase toda a sua elegância e beleza.



19.  A Cena Mais Épica de Todos os Tempos: É quando a tripulação do Yamato "rouba" a nave  que seria descomissionada, desmontada, ou viraria um monumento, e partem para salvar a Terra na série do Cometa Império.  O mar se abrindo e a nave subindo aos céus tudo isso ao som de Issao Sasaki cantando a música tema.  É a sequência que marcou minha infância, eu me arrepiava quando ouvia a música e, até hoje, Issao Sasaki é uma das grandes vozes para mim.  Deve ter a mesma sequência do remake, com uma animação muito superior, claro.



 20. Personagens de Anime que lhe dão nos Nervos: Sei lá, acho que voltarei aos clássicos novamente.  Eliza e Neil de CandyCandy (キャンディ♥キャンディ), a dupla de gêmeos que faz toda sorte de maldade gratuita com a protagonista só para tornar sua vida um inferno.  Candy ainda dá umas bolachas em Neil, mas, snfim, tinha que ter batido na irmã, também.  Já no final da série, Neil tenta chantagear a heroína para casar com ela, porque (*Ah, esses roteiristas...*) descobre que não sentia ódio por ela, mas amor.


21. Anime Shoujo ou Josei Favorito: Vou citar um de cada e não vou colocar que é Ace wo Nerae, porque vocês que estão acompanhando o tópico já sabe que é meu anime favorito de entre TODOS.  Vamos lá, melhor anime josei, Honey & Clover (*resenha aqui*).  Passa o tempo e a obra de Chika Umino - o mangá e o anime - continuam encantadores, melhor ainda, ver que a autora não estagnou, ficou refém de sua primeira grande obra.  O anime tem uma animação bonita e funcional, fiel em muitos aspectos ao mangá que serviu de ponto de partida e, claro, tem uma trilha sonora muito boa.  Anime tem música, mangá, no máximo, quando é sobre música, a gente pode imaginá-la.  E há, claro, o trabalho dos dubladores.  Agora, meu shoujo anime favorito é Shoujo Kakumei Utena e, neste caso, o anime para a TV é muito superior ao mangá, agregou várias discussões interessantes, sobre papéis de gênero e orientação sexual que não estão no quadrinho.  Ainda conseguiu transformar os gaiden do original em arcos, ou episódios, da série de TV. A animação era muito boa para a época, claro.   E, mais uma vez, temos a música que funciona organicamente com a animação em Utena, especialmente, nas sequências dos duelos.  Além disso, a protagonista, Utena, é a garota-príncipe ideal, a versão melhor acabada desse modelo.  Como Shoujo Kakumei Utena (少女革命ウテナ) está fazendo vinte anos, está passando por um revival e, para quem não assistiu, vale dar uma olhadinha.  Eu preciso colocar meus textos sobre Utena do antigo site Shoujo House no ar aqui.

[1] Uma amiga me alertou, e ela está coberta de razão, que anime de luta é "fighting anime", mas ponderou que deve ter sido um erro e a pessoa queria escrever "fighting" e escreveu "fighter", porque não casa de jeito algum.  Enfim, deixo como está, mas aviso que está zoado mesmo.

sábado, 17 de novembro de 2018

Mangá Yuri que fala de Bullying e da descoberta da Sexualidade tem primeiro volume lançado no Japão + Pequena Review


O Comic Natalie trouxe um post promovendo o mangá Atashi no Senpai (アタシのセンパイ) do (*acho que é homem*) mangá-ka Shioya Teruko (*não sei se é mulher, ou homem, mas pelo Twitter, acho que é uma autora*).  Olhei oito capítulos raw disponíveis no sita LHScans e tive "mixed feelings".  Vou fazer uma pequena review às cegas, não sei japonês, nem sequer descobri o nome das protagonistas, porque apesar de tudo, achei a história promissora.

Capa do primeiro volume.
A série tem como protagonista é uma aluna do segundo ano que faz parte da equipe de atletismo.  Contrariando o estereótipo comum, ela tem cabelos longos e um aspecto bem feminino.  Um dia, ela ajuda uma kouhai (*significado*) que se molhou na chuva, uma menina franzina e tímida.  A senpai fica fascinada pela menina, mas não entende seus sentimentos.  Quando recebe as roupas de volta, ela sem nem perceber abraça e cheira as roupas.  E há a melhor amiga da senpai, que parece ser mais uma companheira mesmo do que nutrir sentimentos românticos por ela.  Melhor assim.
A reação da protagonista ao presenciar o abuso.
No outro dia, a jovem vê a outra garota entrar em uma espécie de armário de limpeza.  Ela vai espiar e percebe que ela está sendo violentada (*não há duvida do que está acontecendo MESMO*) por uma garota aparentemente mais velha, uma senpai, talvez.  A garota mais velha tem um ar de ojou-sama do mal.  O conteúdo da cena é bem explícito (*pense hentai mesmo*) e meio vouyerístico.  

Ojou-sama do mal parece ter alguma carta na manga.
Foi isso, aliás, que me incomodou no mangá.  Ele é seinen e oferece uma situação de violência como algo para deleite do leitor homem.  Será que teremos alguma reflexão sobre a questão?  São pouquíssimas cenas assim nos oito capítulos que olhei, mas me incomodaram muito.  Certamente, a menina está sendo chantageada e constrangida.  O próprio CN fala que ela guarda um segredo.


Pequenos gestos de apoio e amizade.
A partir daí, a protagonista parece obcecada por livrar a kouhai do abuso, ajudá-la mesmo, e a ojou-sama do mal (*ela me lembrou uma das irmãs vilãs de Sukeban Deka*) tentando envolvê-la, de alguma forma.  Ela enfrenta a outra, mas não tem como romper os ciclos de abuso.  A menina mais jovem, empurrada pela ojou-sama maligna tenta enredar a protagonista, talvez a menina nem saiba separar direito o que é afeto e o que é abuso.  Mais tarde, ela parece confundir os atos de bondade da senpai com o dever de prestar-lhe algum favor sexual, mas a moça mais velha resiste aos avanços.

A protagonista se sente impotente.
Toda essa situação faz com que a protagonista descubra que deseja a colega e passa a sentir que seu corpo está ali, bem vivo.  Há cenas de masturbação que não são explicitas, ou, pelo menos, tão explicitas, quanto as de abuso sexual.  Nesse caso, elas funcionam como algo pedagógico, eu diria e se ajustam bem ao traço delicado do mangá.  Delicado, porém não inocente, dado o conteúdo sexual que comentei no terceiro parágrafo.

A melhor amiga da protagonista
 se preocupa com ela.
Enfim, com o andar dos capítulos, a menina mais nova parece entender que gosta da senpai e as duas começam a interagir mais, saem juntas para se divertir.  Visivelmente a mais velha quer ajudá-la a se livrar da ojou-sama maligna.  Está tudo em japonês, então, estou deduzindo tudo.  No capítulo 8, as duas fazem amor.

O primeiro beijo.
Bem, bem, se as cenas de violência sexual não tivessem um tratamento quase de hentai, eu diria que a série tem tudo para ser interessante. Talvez nem seja longa.  Eu fiquei interessada em ver como o amor pode ajudar uma menina ferida e abusada a encontrar a felicidade.  Da mesma forma, a senpai e sua descoberta da sexualidade parecem desenvolvidas de forma bem razoável.  De repente, com algum sucesso, a série termine sendo animada, já que outros yuri estão virando animação.  Só vão ter que minimizar esse conteúdo sexual (*espero que mesmo o mangá o faça*), mas deve ser coisa do perfil da revista, a Young King Ours GH.

Mangá conta o dia-a-dia de uma escola feminina no Japão


O mangá Joshi Ko Days Otoko Ga Inai Seishun Datte Yoi Monda (女子校デイズ 男がいない青春だって良いもんだ), de Gurahamu Ko e Cho, é mais um exemplo desses novos tempos que vivemos.


Uma obra coletiva publicada no Instagram e que termina sendo publicado como um volume encadernado.  Josei?  Seinen?  Não sei?  Enfim, segundo entendi com Comic Natalie é um mangá-ensaio com alguns textos curtos e 4komas (*tirinhas*) mostrando coisas que só aconteciam em escolas só para garotas.  

As autoras contavam sua própria experiência, ou recebiam depoimentos e transformavam em mangá.  Para a publicação, se compreendi direito, mais 80 páginas inéditas.  Se vocês visitarem o CN, poderão ver vários quadros do mangá.  Deve ser interessante, se alguém traduzisse, claro... 

Comentando Todas as Canções de Amor (Brasil, 2018)


Terça-feira fui assistir ao filme nacional Todas as Canções de Amor.  Curiosamente, acabei vendo dois filmes muito musicais seguidamente, o anterior foi Bohemian Rhapsody.  A vantagem de um filme musical, e este teve sua trilha sonora e tudo relacionado à cargo de Maria Gadú, é que, se nada se salvar, sobra a música.  Todas as Canções de Amor não é um filme ruim, mas suas histórias e personagens não conseguiram me tocar em nenhum momento, já a música, ah, esta sim foi maravilhosa!  

O que mais se destaca do filme é a trilha sonora e o uso da música para guiar a história de dois casais em temporalidades diferentes que tem em comum um apartamento no Centro de São Paulo.  Chico (Bruno Gagliasso) e Ana (Marina Ruy Barbosa) são recém casados e encontram um aparelho 3 em 1 no apartamento onde vão morar.  Junto com o aparelho uma fita cassete gravada por uma mulher chamada Clarisse (Luiza Mariani) para o marido, Daniel (Julio Andrade), de quem pretendia se separar.  A partir daí, somos guiados pela música a acompanhar duas histórias de amor, dois casais diferentes, unidos pelo apartamento e pelas músicas que falam de todos os sentimentos possíveis.

Ana descobre o 3X1 e a fita cassete. 
O filme traz boas piadas sobre tecnologia.
Todas as Canções de Amor é um filme que só tem quatro personagens e se passa praticamente todo ele dentro de um apartamento no centro da capital paulista.  Além disso, ele é um olhar para dentro, em especial da personagem de Marina Ruy Barbosa, uma jovem escritora de 24 anos que fica obcecada por Clarisse e Daniel a ponto de escrever a história de amor dos dois.  Eis então a boa sacada do filme, o que o torna interessante para além da música.  O que vemos da história de Clarisse e Daniel de fato aconteceu ou é fruto da imaginação de Ana?

Ao longo do filme, vemos, também, um amor jovem e um que está morrendo.  Clarisse ama Daniel, mas os dois não conseguem conversar, ela tenta usar canções para se comunicar com ele, que é músico, confessando os sentimentos que é incapaz de expressar por palavras.  Já Ana está presa em um relacionamento desigual com um homem mais velho e muito bem de vida.  Eles se amam, mas talvez um não satisfaça as expectativas do outro.  Será que o casamento deles irá durar?

A vista de São Paulo.  O filme é uma propaganda da cidade.
OK, temos aí desenhado um filme sobre relações amorosas entre adultos, em um tom intimista e sob o olhar feminino.  Aliás, cabe ressaltar que além de contar com mulheres como protagonistas, o filme tem direção feminina (Joana Mariani) e um roteiro assinado por quatro pessoas, três do sexo feminino. Em se tratando de cinema, isso é bem legal.  O filme é bom?  Eu diria que é mediano.  Basta compará-lo com Como Nossos Pais (*resenha aqui*), filme que deveria ter sido o indicado do Brasil ao Oscar do ano passado, e Todas as canções de Amor se apequena em todos os sentidos.  

Se eu consigo simpatizar e, ao mesmo tempo, ser critica, às protagonistas de Como Nossos Pais, não consigo ter muita empatia nem por Ana, nem por Clarisse.  Ana parece uma patricinha muito mimada que tem uma visão umbiguista do mundo.  Tanto que o filme conduz a tensão produzida pelo conflito entre ela e o marido, apresentado como um homem  muito mais velho que se casou com uma menina inexperiente a favor dele, ou seja, o filme meio que aponta que a errada é ela.  Será?  E é curioso, nunca tinha parado para pensar, mas Bruno Gagliasso já não é tão jovem.  

Confrontos entre Clarisse e Daniel são uma constante.
Agora, para que eu, Valéria, visse o casal Ana-Chico como tão desigual, eles teriam que me mostrar isso em outras situações que fossem além dos embates dentro do apartamento, e da repetição de que a personagem de Gagliasso era muito mais velho e experiente e tudo mais que a perceira.  Talvez, se eu conseguisse me ver um pouco na moça-protagonista, eu empatizasse com ela, o problema é que eu me vejo mais no sujeito que sai para trabalhar todo dia, que tem um monte de responsabilidades, volta querendo um lugar aconchegante para ficar com a pessoa amada e ainda tem que ouvir lamúrias de quem não consegue administrar um dia quase vazio de acontecimentos.  "Você não vê meu trabalho de escritora como trabalho!"  Desculpe, da forma como o filme apresenta é complicado para mim.

Já o casal Clarisse e Daniel, bem, os dois atores estão excelentes, mas a relação dos dois poderia ser mais explorada.  É por isso, por causa da falta de aprofundamento das duas personagens que eu imagino que elas sejam, sim, uma criação de Ana, uma mulher sem muitas experiências de vida.  Enfim, Daniel e Clarisse se amam, mas não sabem se expressar.  Ele é grosseiro e pouco sensível.  Ela se assume como vítima, provoca e tenta seduzir, agride e está sempre com um copo de bebida na mão.  Nenhum dos dois quer ceder e, bem, em um casamento, é preciso ajustes, nenhum dos dois quer ceder e o sexo pode ser ótimo, mas casamento não é só isso.

Você olha para os dois e consegue
ver uma distância tão grande assim?
Continuando, Daniel, assim como Chico, tem profissão.  É músico, professor, também.  Clarisse o acusa de ter casos com as alunas. O vemos sair para trabalhar e trabalhando, também.  Já Clarisse, o que faz da vida?  Ela fala de festas, de economia, do Plano Real, que estava começando naquele momento, que nunca iria querer ter um celular, de voltar a estudar e mudar de área (*qual seria, afinal?*), fala em viajar pelo mundo... Mas de onde vem o dinheiro?  Qual o trabalho de Clarisse, afinal?  Ela só é mostrada com o copo de bebida na mão, saindo ou chegando de baladas, ou dormindo.  Tudo é muito superficial.  E, bem, não consigo simpatizar com quem quebra um copo e não recolhe os cacos.  Eu já cortei feio o pé e sei o estrago que um caco de vidro pode causar.  Daniel não é simpático, também, mas deixar os cacos de vidro pro cara pisar, ou, simplesmente, porque é uma dondoca e não se importa, não é legal.

Já caminhando para o final, as atuações são ótimas.  Luiza Mariani, que é muito elegante, também, e Júlio Andrade, especialmente, estão muito bem  nos papéis.  Como as mulheres são dominantes no filme, exige-se menos dele, eu diria, mas a personagem Daniel é a mais introvertida das quatro.  Marina Ruy Barbosa sempre parece a mesma para mim, ela é boa atriz, mas parece meio que prisioneira dos mesmos papéis.  Bruno Gagliasso fazendo um sujeito normal geralmente não exige muito dele.  Cenas de sexo há uma só, com alguma nudez (*a bunda do Gagliasso é linda, enfim*).  É um filme muito leve.  E todo mundo é bonito de alguma forma, dentro do padrão de aceitação geral.

A fita cassete que embala os
dois relacionamentos do filme.
O filme não cumpre a Bechdel Rule, porque as mulheres não conversam entre si.  São quatro personagens em temporalidades diferentes, o que dificulta, obviamente.  Não é um filme feminista, aliás, não vi nada de efetivamente empoderador nele.  São mulheres bem nascidas, privilegiadas, em relacionamentos que, para termos certeza de que são abusivos, teríamos que ter maiores informações.  Fora isso, velhos clichês são reforçados, como a rivalidade sogra-nora.  A mãe de Chico, que nunca aparece, é pintada como megera.  Normal, não é?  Por isso mesmo, recomendo de novo Como Nossos Pais para uma comparação.

Há uma outra discussão que pode ser feita com o filme e convém pontuá-la no fim da resenha.  Todas as Canções de Amos mostra muito do Centro de São Paulo.  Há uma cena em especial, com Chico correndo e Daniel levando o cachorro para passear em que os dois se cruzam nos mesmos pontos turísticos da capital paulista.  Eu já passei caminhando pelos mesmos lugares.  São espaços privilegiados, porque ou permitem visualizar a cidade inteira, ou porque são monumentos importantes por seu valor histórico e arquitetônico. Daí, fiquei me questionando sobre o processo de gentrificação desses espaços, isto é, como lugares antes decadentes, é assim que o apartamento parece nos tempos de Clarisse e Daniel, onde pessoas mais pobres, ou menos bem de vida, podiam morar, se tornam chiques e privilegiados.  

Clarisse merecia um pouco mais de profundidade.
Em 2018, é muito caro morar no Centro de São Paulo, ou do Rio de Janeiro. Daí, a valorização de bairros outrora decadentes como a Lapa, tradicional espaço da boemia carioca.  Os aluguéis dispararam e morar lá é para poucos.  Enfim, residir perto do trabalho, especialmente, em uma grande cidade, é um luxo que a maioria não tem e, claro, só quem pode pagar terá esse privilégio, ou quem mora em uma ocupação, ou nos cortiços que ainda restam, ou em residências que estão na família por mutias gerações, mas que podem ser vendidas a qualquer momento, porque valem ouro.   Pensei Aquarius, agora, outro filme que discute essa questão e de uma forma mais direta.  

É isso, me prolonguei demais.  O filme é a estreia da diretora, Joana Mariani, que me pergunto se é parente da atriz que faz Clarisse e ela mesma definiu bem sua obra como "(...) um filme sobre o amor, seus inícios, seus fins e seus meios. Ele fala sobre duas relações e pretende, ao mesmo tempo, falar sobre todas. Sobre os altos, os baixos, os ajustes, os encontros e os desencontros”.  A música é a atração principal do filme, repito, Maria Gadú merecia um prêmio.  A incógnita sobre se são duas temporalidades distintas, ou imaginação da escritora, tornam o filme interessante até certo ponto.  De resto, achei tudo muito superficial e pouco estimulante, mas o filme está bem cotado.  Não vi nenhuma resenha que não desse pelo menos três estrelinhas.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Nova versão de Rebecca: a mulher Inesquecível já tem seus protagonistas


Dia desses comecei a rever Rebecca, um filme que gosto muito, mas acabei interrompendo. A película de 1940, baseada no livro Rebecca: a Mulher Inesquecível (1938), Daphne du Maurier, foi estrelada por Joan Fontaine  e Laurence Olivier, indicada a 11 prêmios Oscars vencendo melhor filme e fotografia.  Rebecca foi, também, a estréia de Alfred Hitchcock em Hollywood.

A história gira em torno de uma jovem norte americana ingênua que conhece um viúvo inglês enquanto está à serviço de uma rica senhora em Monte Carlo.  Eles se apaixonam e se casam, mas a jovem - que não tem nome - é atormentada pela imagem glamourosa da primeira esposa do marido, Rebecca, e sua memória mantida pela governanta, Mrs. Danvers (Judith Anderson).  É um excelente filme, ainda que tenham envelhecido Olivier para o papel, Maximilian "Maxim" de Winter tinha 42 anos e o ator estava com 32 ou 33 quando das filmagens.  

Não vejo esses dois como boas escalações.
OK, ontem a conversa do dia foi a revelação de que  Lily James será a protagonista e Armie Hammer fará o viúvo em uma nova versão do livro de 1938.  Não gostei de nenhum dos dois.  Ele só tem 32 anos.  Vão envelhecer o ator como fizeram com Olivier?  Não havia um ator inglês mais adequado para o papel?  Posso fazer uma lista de uns 10 em menos de 40 segundos.  Já Lily James é muito competente, mas tem quase 30 anos, ou seja, muito mais do que a protagonista do livro deveria ter, e sua presença insistente em vários e vários filmes está me cansando.  Parece que seu nome agora está associado às produções de época, tal e qual Keira Knightley alguns anos atrás.  Custa procurar outras atrizes?  

A roteirista, Jane Goldman, tem um excelente currículo, agora, o filme depende de uma escalação em especial.  Quem fará Mrs. Danvers?  Há duas linhas possíveis para conduzir a personagem.  A primeira é a de que ela queria ser Rebecca, a patroa morta, e a idolatrava.  Esta é a abordagem utilizada na novela A Sucessora, por exemplo, que bebe muito em Rebecca, ou no seu similar nacional que lhe deu o nome. [1] A segunda, a de que Danvers era, na verdade, apaixonada por Rebecca.  Provavelmente, é o encaminhamento que muita gente deseja ver nas telas ano que vem.  Mrs. Danvers tem grande destaque no documentário The Celluloid Closet (1995), que trata da representação dos LGBTs no cinema hollywoodiano.   Estou curiosa?  Sim, mas não estou muito empolgada, não.

A governanta atormenta a nova Mrs. de Winter.


[1] Du Maurier é acusada por alguns de ter plagiado o livro da brasileira Carolina Nabuco. Tendo lido alguma coisa sobre o caso e observado o quão extensa é a carreira de Daphne du Maurier sinto-me inclinada a ver uma coincidência, uma história comum, previsível até, e já utilizada antes, inclusive no romance Encarnação de José de Alencar.

O dia que uma mangá-ka falou comigo no Twitter


Este post é bem boboca mesmo, mas fazer o quê?  Eu fiquei nas nuvens.  Já falei da mangá-ka Yoko Iwasaki no blog, ela desenha maravilhosamente bem e faz uns homens lindos.  Li vários mangás Harlequins dela e comprei uns que nunca compraria somente por ela estar desenhando.  Ela, assim como Chiho Saito, tem um mérito que é não diminuir a qualidade do seu traço por estar desenhando um mangá Harlequin.  O normal é que as mangá-kas, estrelas, ou não, façam isso.  


OK.  tinha saído o último capítulo de Lupin Etude (ルパン・エチュード), o mangá principal da autora hoje, na Princess Gold.  No Twitter da revista, um monte de imagens de encher os olhos.  Recolhi todas e postei na Fanpage do Shoujo Café.  Saí para o trabalho e fui pensando (*sério, eu fiz isso*) em um Shoujocast sobre Arsène Lupin de Maurice Leblanc, uma personagem que eu adoro, juntando os mangás shoujo e josei sobre ele, falando de Lupin III (ルパン三世), vendo se descobria quantos mais mangás e animes sobre a personagem eu conseguia descobrir e comentando qualquer coisa sobre a série da Netlix que sai ano que vem.  

Quando cheguei em casa e abri o Twitter no celular, vi uma mensagem da autora para mim.  Estava em um português esquisito, e eu demorei a entender do que se tratava. Tive vontade de sair dançando pela casa.  É uma coisa mínima, mas em tempos tão infelizes, qualquer cosia boa é algo a se celebrar, ainda mais isso.   Como ela me achou, meu marido perguntou.  


Eu fiquei confusa, verdade.  Não tinha escrito o nome dela em kanji... É que tudo que eu posto no Facebook vai parar no Twitter e eu tinha colocado o nome do mangá em japonês.  Agradeci, claro.  Elogiei de novo.  E olhando o Twitter da autora vi que ela comentou um outro mangá de Lupin, na verdade, um encontro do ladrão-cavalheiro com Holmes. O nome é Lupin.Holmes Ki Kiippatsu (ルパン・ホームズ危機一髪) de um autor chamado Kawai Hidekazu, eu acho. 
Enfim, são muitos mangás sobre Lupin e, normalmente, não os japoneses não evitam colocá-lo encontrando Sherlock Holmes.  E eu vou fazer o Shoujocast, podem esperar.  Vou ver se gravo ainda neste fim de semana. 😊