terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Saiu o teaser-trailer do filme live action de Omoi, Omoware, Furi, Furare


Ontem, tinha sido liberado o primeiro teaser-trailer do filme animado (*CLIQUE AQUI*).  Hoje, saiu o teaser-trailer do filme live action que estreia em 14 de agosto de 2020.


Apareceram na rede várias fotos e outros vídeos com os quatro protagonistas que são: Minami Hamabe como Akari Yamamoto, Takumi Kitamura como Rio Yamamoto, Riko Fukumoto como Yuna Ichihara e Eiji Akaso como Kazuomi Inui. Sinceramente?  Não consegui gostar de nenhum dos quatro, talvez da menina que faz a Akari e só.





O mangá é publicado pela Panini em nosso país e terá duas adaptações no ano que vem.  Ambas para o cinema.  Talvez, a depender do sucesso, tenhamos dorama, ou animação para a TV, mas, por enquanto, é isso.


Como só achei o trailer no Twitter.  Segue o post com o vídeo:


quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Saiu o Kono Manga Ga Sugoi! 2020: Quais mangás você precisa ler em 2020?


Finalmente saiu o guia da editora Takarajimasha chamado (このマンガがすごい!), ou Este Mangá é Legal!,  com os melhores mangás do ano que são os sugeridos para o ano de 2020.  Normalmente, são 50 títulos masculinos, 50 femininos e as 20 melhores revistas.  O ranking, que é feito por profissionais da área de mangás, editores, sai desde 2006.  Honey & Clover (ハチミツとクローバー) foi o maior mangá feminino por dois anos consecutivos, por exemplo. 

Não sei o que deu nesse pessoal este ano, mas jogaram vários mangás de uma revista seinen, a Comic Beam, na lista feminina.  Daí, acho que é o primeiro ano que não vejo série nenhuma da Matogrosso.  Enfim, se você quiser saber a lista dos mangás masculinos, cheque no Comic Natalie, ou no ANN, ou em outro site que desejarem.  Vou reproduzir somente os mangás femininos e as revistas.



MELHORES MANGÁS FEMININOS:
1. Sayonara Mini Skirt  (さよならミニスカート) de Aoi Makino da Ribon (!!!!) - É a primeira vez, desde que eu publico essa lista que um shoujo e, não, um josei vence.  É por isso que a Ribon está como melhor revista feminina.  UAU!
2. Muchuu sa, Kimi ni(夢中さ、きみに。) de Yama Wayama da Comic Beam.  - A rigor, é seinen.
3. Ashita Shinu ni wa, (あした死ぬには、) de Sumako Kari da Ohta Web Comic.
4. Do not say mystery (Mystery to Iu Nakare/ミステリと言う勿れ) de Yumi Tamura da Flowers - Josei.  Mangá super elogiado e premiado.
5. Shinzou (心臓) de Akiko Okuda da revista Torch - Josei.
6. Poe no Ichizoku Unicorn (ポーの一族 ユニコーン) de Moto Hagio da Flowers.  - Josei.
7. Tedare Monra (てだれもんら) de Shizuka Nakano da Comic Beam - Outro seinen.
8. Hadaka Ikkan! Tsuzui-san (裸一貫! つづ井さん) de Tsuzui da Comic Essay Room - Josei?  Seinen?  Whatever.
8. Yuria Sensei no Akai Ito (ゆりあ先生の赤い糸) de Kiwa Irie da Be Love - Josei.
10. Ikoku Nikki (違国日記) de Tomoko Yamashita da Feel Young - Josei.
11. Nagi no Oitoma (凪のお暇) de Misato Konari da Elegance Eve - Josei.
12. Daru-chan (ダルちゃん) de Remon Haruna da revista Hanatsubaki - Josei.
13. Atarashii Joushi wa Do Tennen (新しい上司はど天然) de Dan Ichikawa da Young Champion - Seinen.
13. One Room Angel (ワンルームエンジェル) de Harada da on Blue - BL.
15. Hananoi-kun to Koi no Yamai (花野井くんと恋の病) de Megumi Morino da revista Dessert - Shoujo.
16. Cool Doji Danshi (クールドジ男子) de Kokone Nata da Gangan Pixiv - Shoujo.
17. Tsubaki-chou Lonely Planet (椿町ロンリープラネット) de Mika Yamamori da Margaret - Shoujo.
18. Kageki Shoujo! (かげきしょうじょ!) de Kumiko Saiki da revista Melody - Shoujo.
18. Namida Nikomi Ai Tsurasa Mashimashi (涙煮込み愛辛さマシマシ) de Nikumanko da Comic Beam - Seinen.
18. Mejirobana no Saku (メジロバナの咲く) de Asumiko Nakamura da Rakuen Le Paradis - Josei.


MELHORES REVISTAS 
1. Shonen Jump+ (Shueisha)
2. Weekly Shonen Jump (Shueisha)
3. Ribon (Shueisha)
4. Monthly Flowers (Shogakukan)
5. Ohta Web Comic (Ohta Publishing Co. )
6. Afternoon (Kodansha)
7. Weekly Young Magazine (Kodansha)
8. Monthly Comic Beam (Kadokawa)
9. Weekly Young Jump (Shueisha)
10. Morning (Kodansha)
11. Bessatsu Shōnen Magazine (Kodansha)
12. Monthly Morning two (Kodansha)
13. Manga Cross (Akita Shoten)
14. Kiss (Kodansha)
15. Harta (Kadokawa)
16. Big Comic Spirits (Shogakukan)
17. Big Comic Superior (Shogakukan)
18. ComicWalker (Kadokawa)
18. Monthly Shonen Sirius (Kadokawa)
20. Hana to Yume (Hakusensha)

Saiu o primeiro teaser-trailer do filme animado de Omoi, Omoware, Furi, Furare


Omoi, Omoware, Furi, Furare  (思い、思われ、ふり、ふられ), de Io Sakisaka, terá filme animado no ano que vem.    O pequeno vídeo, que vocês poderão ver no final, trouxe informações sobre os dubladores, equipe e data de estreia, 29 de maio.

Poster do filme.
O resumo do início da história é mais ou menos o seguinte: Yuna Ichihara está feliz por estar prestes a iniciar o seu primeiro ano no colegial e, ao mesmo tempo, sente dor ao ser separada de sua melhor amiga Sa-chan, que está se mudando. Em seu caminho para a estação de trem, ela é parada por uma garota desconhecida que lhe pede dinheiro para sua passagem de trem. Embora Yuna tenha um pouco de medo e relutância, ela dá dinheiro para a garota, que, por sua vez, entrega a pulseira a Yuna como uma promessa de que a encontraria no dia seguinte no mesmo lugar para pagar o dinheiro emprestado e recuperar a joia que deu como penhor.   No mesmo dia, Yuna esbarra duas vezes em um menino que se parece com o príncipe encantado de um livro que leu em sua infância. Depois que a garota, chamada Akari, devolve o dinheiro de Yuna, ela voltam para casa juntas e descobrem que moram no mesmo prédio. As garotas se tornam amigas. No entanto, eles descobrem que eles exploram o amor de maneiras completamente diferentes; Yuna espera encontrar o amor de sua vida, enquanto Akari encara os relacionamentos amorosos de forma muito mais pragmática e sem grande preocupação.  Além das duas meninas, temos Rio, irmão de Akari, que Yuna descobre ser o "príncipe" que ela encontrou na dua, e Kazuomi, amigo de infância da menina, tornando a vida dessas garotas um pouco mais complicada. (Se quiser ler minha resenha do volume #1, clique AQUI*).

Volume #1 brasileiro.

O elenco principal será formado por Marika Suzuki (Yuna Ichihara), Megumi Han (Akari Yamamoto), Sōma Saitō (Kazuomi Inui) e Nobunaga Shimazaki (Rio Yamamoto).  A direção será de Toshimasa Kuroyanagi, roteiro é de Erika Yoshida, o designer de personagens está sob a responsabilidade de Yuu Yamashita, já a música é de  Yuuji Nomi.  O estúdio é o A-1 Pictures.  FuriFura estreou na Betsuma em Junho de 2015 e terminou em 13 de maio deste ano.  São 12 volumes no total.  Aqui, no Brasil, a série é publicada pela Panini e eu resenhei o primeiro volume, se você quiser ler, está aqui.  Além do filme animado, haverá um live action, também, ele estreia em agosto no Japão.   As informações vieram do Comic Natalie e do ANN.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Celebremos as pirralhas no Dia dos Direitos Humanos


Hoje, 10 de dezembro, é dia dos Direitos Humanos, fechamento dos 16 dias de combate à violência contra as mulheres.  A data é uma homenagem à aprovação pela assembleia da ONU, neste mesmo dia em 1948, da Declaração dos Direitos Humanos.  Na época, o mundo queria criar travas de segurança para que ideologias genocidas como o nazismo nunca mais causassem uma tragédia como fora a 2ª Guerra.  Hoje, já distantes do conflito, temos que conviver com o revisionismo histórico e a indiferença em relação aos nossos semelhantes. Queria ter feito um post por dia sobre o tema, mas não consegui e, bem, é muito desgastante ficar relatando violências e mais violências.  Pois bem, a ONU fez uma postagem destacando o papel dos jovens na luta pelo planeta, já que o tema deste ano é “Juventude em Defesa dos Direitos Humanos”.
Por qual motivo usei "pirralha"?  Porque a jovem ativista Greta Thunberg, de quem nunca falei no blog, se pronunciou sobre o assassinato de lideranças indígenas no Brasil.  Aliás, já temos um recorde este ano.  O desdobramento foi uma fala de nosso presidente chamando a menina de pirralha.  Thunberg colocou "pirralha" no seu perfil do Twitter e os jornais internacionais repercutiram a fala do supremo mandatário do país.

Enfim, o que eu posso dizer?  A nova geração de ativistas é composta por uma grande quantidade de meninas muito corajosas e cheias de esperança.  Que o mundo possa ter mais pirralhas como Greta Thunberg, MalalaAhed TamimiAna Júlia RibeiroAnna Luisa BeserraMahira Miyanji, que elas possam tentar tornar esse mundo um lugar melhor, apesar da indiferença e do ódio que muitos homens lhes dedicam.

Autora de Kaichou wa Maid-sama! estreia novo mangá


Hiro Fujiwara acabou de estrear uma nova série chamada Tsukishima-kun no Koroshikata (月島くんの殺し方), em português "Como Matar Tsukishima-kun", na revista LaLa DX.  Só vi duas imagens reveladas da série até agora.  


As informações sobre o assunto do mangá são pouquíssimas, mas, ao que parece, é um mangá escolar e os protagonistas fazem parte de dois cãs de assassinos.  Eles devem ter que se matar, mas acabam se apaixonando.  Pode ser que eu esteja errada, mas não passei muito longe, com certeza.

Mais um Post de Historiadora: Por qual motivo devemos recusar a ideia de que a História é uma Ciência revisionista


Como historiadora (*sim, com graduação, mestrado e doutorado na área*), me incomoda um tanto o uso do termo “revisionismo” aplicado à História, como se fosse uma ciência em permanente "revisionismo", porque, efetivamente, o termo está associado no nosso imaginário social à adulteração do passado. A primeira coisa que vem nas nossas cabeças quando ouvimos a palavra "revisionismo" é negação do Holocausto. Sim ou não?  E só de jogar a palavra revisionismo na internet, nem queiram saber as nojeiras que eu encontrei.

Estabelecido isso, quando a palavra “revisionismo” aparece, normalmente, não é por bons motivos. Por isso mesmo, eu prefiro dizer que a ciência histórica é dinâmica e, portanto, nenhum saber ou discurso sobre o passado é definitivo. Agora, por qual motivo ela é desse jeito? Porque podemos ter acesso a fontes novas, porque podemos ler as fontes antigas de uma forma diferente por motivos teórico-metodológicos, porque novos objetos de estudo possibilitam novas reflexões sobre o passado, porque os historiadores e historiadoras de cada época tem suas próprias perguntas, perguntas pautadas por novos interesses mesmo que as fontes já sejam conhecidas. Esta última ideia é de March Bloch em Apologia da História, mas não tenho a referência em mãos aqui.

A Idade Média é um período queridinho
dos novos revisionistas de extrema-direita.
O que esses picaretas que estrearam esta semana na TV Escola fazem é falsear a narrativa histórica omitindo fontes, impondo-lhes sentidos contemporâneos pautados pelo racismo, pela misoginia, por interesses de classe etc. É o que sugere, por exemplo, esse trecho da matéria da Folha de São Paulo: "No documentário, a história é narrada de forma a engrandecer o papel da Igreja Católica e da fé na empreitada de Portugal na chegada ao território que seria o Brasil. O genocídio indígena e a história dos negros escravizados são minimizados.".  

A Folha erra ao dizer que é a História "com visão de direita".  Há excelentes historiadores que podem ser vistos como de direita, mas não são falseadores da História, ainda que a abordagem das fontes e os objetos possam ser diferentes dos escolhidos por um historiador de esquerda, feminista, ou o que seja.  Ser de direita não é ser reacionário, revisionista, muito menos negacionista, isto é, pessoas que rejeitam evidências científicas e/ou a realidade como forma de escapar de uma verdade desconfortável.




O astrólogo que inspira esses documentários e suas opiniões sobre a Inquisição
que é muito anterior às Reformas
Religiosas, e os protestantes.  Como protestante acho
muito curioso que muitos irmãos e irmãs consigam
ignorar esse ódio todo contra nós, mas cada um com seu cada um.
E mais uma coisa, os reacionários não se veem como revisionistas, mas como os portadores da verdade com “V” maiúsculo, ou seja, eles não estão propondo uma nova leitura, mas a leitura, a única possível, não raro recorrendo a argumentos religiosos. É gente que mente sem nem pensar duas vezes.  Gente que inventa currículo (Ex.: "Tenho pós-graduação, fiz mestrado em Direito Internacional, mas não concluí.") para tentar chamar para si uma autoridade que eles não tem.  E uso ELES, porque a maioria desses picaretas são homens mesmo e brancos e ricos e (pseudo)cristãos e com um discurso antiintelectualista.

Eles são os revisionistas e, não, os historiadores e historiadoras que fazem seu trabalho de forma honesta e pautada por parâmetros científicos que fazem revisionismo. Eu não me vejo como revisionista, me recuso a abraçar a ideia que a História como disciplina é por essência revisionista, porque quando profissionais sérios utilizam a palavra "revisionismo" normalmente é para nos remetemos ao falseamento daquilo que é verdadeiro por motivos desonestos.  Como já escrevi aqui antes e várias vezes, o primeiro campo de batalha é o das palavras.  Eu não vou usar uma palavra utilizada contra o inimigo para nominar o trabalho árduo e científico feito por historiadores e historiadoras dentro e fora da universidade.

Anunciada uma nova série sobre a Rainha Elizabeth I


A Starz, responsável por alguns seriados históricos de qualidade muito duvidosa, anunciou que está em produção uma série sobre a juventude da rainha Elizabeth I (1533-1603).  O nome do seriado será “Becoming Elizabeth”.  Segundo o CEO da Starz Jeffrey A. Hirsch "O mundo de "Becoming Elizabeth" é visceral e perigoso - os julgamentos são proferidos rapidamente e ninguém está seguro.  Esta série explora o reinado dos Tudor e a jovem Elizabeth, que se tornaria a Gloriana da Inglaterra e uma das figuras mais dinâmicas da história, através de uma nova lente que acreditamos que os espectadores acharão altamente envolvente".  Uma palavra: MEDO.

Pouco conhecido retrato da jovem rainha.
A série foi criada e terá roteiro de Anya Reiss, que disse o seguinte sobre o projeto: “O drama parece pular direto do conjunto de esposas de Henrique VIII para uma Gloriana adulta de rosto branco. Reis-meninos desaparecidos, fanáticos religiosos, assuntos secretos e uma jovem adolescente órfã tentando se salvar no meio de disputas cruéis até chegar ao topo. Eu deveria ter achado difícil me relacionar com a realeza de 500 anos, mas Elizabeth vivia em tempos perigosos e polarizadores e muitas vezes tomava decisões terríveis alimentadas por hormônios. Eu achei a história de escrever uma experiência emocionante."  Decisões alimentadas por hormônios... Sei!

O belo retrato da Elizabeth adolescente.
A Starz tem em seu currículo três adaptações relacionadas à Era Tudor e a Guerra das Duas Rosas: The Spanish Princess, The White Queen e The White Princess. Eu realmente pensei que depois da série sobre Catarina de Aragão, eles partiriam para Ana Bolena, ou outra das esposas de Henrique VIII, ou ainda uma série sobre Lady Jane Eyre.  Há muitas representações de Elizabeth e mais uma é sempre bem-vinda, sendo a rainha quando jovem poderá impedirque a atriz escolhida receba críticas muito pesadas, agora, fato é que eu preferisse ver outras mulheres ganhando visibilidade em séries e filmes.  Esperar para ver no que vai dar isso.  A fonte para o meu post foi o site History of Royal Women, que eu recomendo muito.