terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

O Jardim Secreto ganha nova adaptação em filme


O estúdio Studiocanal liberou o trailer de mais uma adaptação de O Jardim Secreto (The Secret Garden) de Frances Hodgson Burnett.  Trata-se de outro daqueles clássicos da literatura infanto-juvenil escritos por mulheres e com uma menina como protagonista.  Lançado em 1911, o livro teve sua primeira adaptação para o cinema em 1919.  Foram muitas adaptações, acredito que eu assisti duas que eram para o cinema, mas houve minisséries e, claro, os japoneses fizeram uma versão animada com 39 capítulos chamada  Anime Himitsu no Hanazono (アニメ ひみつの花園).

Versão anime.
Essa nova versão britânica trará mais mudanças do que a média, começando por tirar o livro do início do século XX para 1947, no momento da traumática repartição da Índia. No livro original, Mary Lennox é uma menina de 10 anos, nascida na Índia de pais ingleses que não demonstram nenhum amor por ela.  A criança é educada por criados e é mimada, agressiva e aparentemente doente.  Há uma epidemia de cólera, os pais e os criados morrem e a menina é resgatada de uma mansão vazia e cheia de mortos.

Uma das versões para mangá.
Mary termina sendo enviada para a casa de um tio na Inglaterra.  Yorkshire, clima frio, um parente que não lhe dá atenção, charneca (the moors).  Mary continua se comportando mal como uma forma de defesa.  Um dia, uma das criadas, Martha, comenta com ela sobre o jardim secreto que era cultivado por sua falecida tia,  Lilias Craven,  A jovem tinha morrido em um acidente no jardim e o marido, Mr. Craven, decide fechar o lugar para sempre.

A versão de Chikako Urano.
Mary decide encontrar o jardim e conhecê-lo, termina descobrindo que o jardim continua florescendo, graças ao trabalho silencioso do jardineiro, e parece um paraíso.  Com o tempo, o comportamento da menina melhora, ela fica amiga do irmão de Martha, Dickon, e sua vida começa a melhorar, até que ela ouve gritos na mansão e termina descobrindo que há um menino escondido nela, seu primo, Colin, uma criança aparentemente doente e que não consegue andar.  Mary decide  mudar a vida do menino, mas isso não será tão fácil assim...

Há muitas versões ilustradas de O Jardim Secreto.
O trailer está aí embaixo.  O filme vai para os cinemas ingleses na primavera de 2020.  Deve chegar aqui por streaming.  Colin Firth está no elenco fazendo o tio de Mary, Mr. Craven.


Por curiosidade, fui procurar para saber se tínhamos versões para mangá do livro (*óbvio que iria achar*).  Encontrei três com certeza, uma de Fumizuki Kyouko, de 1984, outra de Fujita Motoko de 1990 e uma versão de Chikako Urano, de Attack Nº1, de 1977.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Quatro grandes editoras japonesas movem ação nos EUA contra sites de pirataria


Passando pelo Sora News vi a notícia de que Shueisha, Kodansha, Kadokawa e Shogakukan, quatro das maiores editoras japonesas, estão movendo um processo na corte de Nova York contra sites piratas.  A movimentação começou com a derrubada do site japonês MangaMura, fonte de muitos materiais posteriormente utilizados por sites estrangeiros e a prisão do seu administrador nas Filipinas.  A ação internacional visa neutralizar sites grandes que cometem pirataria e lucram com isso.

Segundo o ANN, as editoras argumentam que os sites hospedados nos EUA hospedam mais de 93 mil volumes de mangá muitos deles oriundos do MangaMura.  Essa ação das editoras provavelmente está ligada ao anúncio do fechamento do site MangaRock este mês.


O problema de alguns desses sites é que eles não fazem somente scanlations de material que muitas vezes nunca será publicado, eles distribuem títulos populares, ganham com propaganda paga e chegam a cobrar por assinaturas premium para que as pessoas possam ter acesso a todos os mangás disponíveis.  Enfim, precisamos das scanlations, especialmente quando queremos ler em uma língua acessível mangás que nunca serão publicados fora do Japão, no entanto, lucrar com material que muitas vezes é feito de graça por fãs é muita picaretagem.

Jane Austen ilustrada por Margaux Motin


Conhecia Margaux Motin do quadrinhos Placas Tectônicas publicado pela editora Nemo.  Procurando informações sobre uma quadrinização francesa de Orgulho & Preconceito terminei achando ilustrações de Margaux Motin.



Achei que era um quadrinho, ou alguma coisa do gênero, mas, na verdade, são edições dos livros de Jane Austen em francês com ilustrações da autora.  Não são versões adaptadas, mas os originais mesmo.



Publicados pela editora Tibert, Orgulho e Preconceito foi publicado em 2017, Persuasão, em 2018, mas já no final do ano.  De repente, está a caminho mais adaptações.  


Há muitas ilustrações do livro na internet e, bem, o traço da atriz é bem simpático.



Queria muito que saísse um álbum com as ilustrações.  Aí embaixo, um video da autora falando de Persuasão.

Mangá sobre duas amigas que descobrem que se amam tem primeiro volume lançado no Japão


Sore wa, haru no arashi no you ni (それは、春の嵐のように), de Kurukuruhime, é um mangá yuri lançado na internet que teve seu primeiro volume encadernado lançado agorinha.  



A série tem como protagonistas duas amigas desde a escola.  Sakai (*acho que o nome dela é esse*) é uma OL (*office lady*) que deseja ser uma pessoa comum, se encaixar e ser socialmente aceita.  Já Chiho é uma novelista que deseja tudo, menos ser uma pessoa comum.



Sakai arruma um noivo e no dia do casamento, Chiho a madrinha, aparece vestindo um ternoe a amiga decide largar o noivo no altar e ir embora com ela.  Vocês já viram noiva largar noivo no altar em mangá?  Eu nunca!  E as duas viram um casal.  Enfim, queria ler isso (*Scanlations!  Scanlations!*) e espero ter entendido direitinho o resumo do Comic Natalie.  

Exposição comemora o encerramento de Tsubaki-Chou Lonely Planet


Entre os dias 17 de setembro e 11 de outubro, teremos uma exposição no prédio da Shueisha, em Tokyo, comemorando o encerramento de Tsubaki-Chou Lonely Planet (椿町ロンリープラネット) de Mika Yamamori.  

Segundo o Comic Natalie, além de ilustrações, haverá uma exibição em 4K de uma das sequências mais importantes do mangá.

Tsubaki-Chou Lonely Planet é um dos mangás que eu precisava parar para dar uma olhadinha... Um entre muitos... 

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Comentando Bacurau (Brasil/2019): Um Convite à Resistência


Hoje, assisti Bacurau, filme dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.  Bacurau vem causando comoção, ganhou o prêmio do júri em Cannes, e vem sendo saudado como uma película genial.  Enfim, gostei do filme, mas não me senti impactada por ele, na verdade, comparado com O Som ao Redor e Aquarius, achei esse trabalho de Kleber Mendonça Filho mais interessante, no entanto, ainda não foi dessa vez que o Novo Cinema Pernambucano conquistou meu coração, mas Bacurau é bem interessante um misto de filme de ação, faroeste, crítica social e ficção científica, talvez, mais coisa ainda.  Mas vamos para o básico da história:

Brasil, alguns anos no futuro, oeste de Pernambuco.  Teresa (Bárbara Colen) está voltando para Bacurau, cidade onde nasceu, em tempo para se despedir de sua avó, Carmelita  (Lia de Itamaracá), a matriarca da cidade.  Passado o funeral, coisas estranhas começam a acontecer.  Bacurau some do mapa gerado por satélite, é como se a cidade nunca tivesse existido.  Pouco depois, os habitantes da cidade começam a ser mortos e o sinal de celular desaparece.  Bacurau está isolada.  Pacote/Acácio (Thomás Aquino), um matador que havia se regenerado, vai atrás de Lunga (Silvero Pereira), uma espécie de cangaceiro pós-moderno, para tentar organizar as defesas da cidade.  

O enterro da matriaca.
É difícil resenhar Bacurau sem dar spoilers, muito difícil mesmo.  Na verdade, uma das minhas impressões é que o próprio filme entrega cedo demais a ameaça que ronda Bacurau, o mistério deveria ter sido mantido por um pouco mais de tempo.  Ainda assim, é um bom filme, não me cansei em nenhum momento de estar na sala de cinema, diferente do que aconteceu com Era Uma Vez em... Hollywood, que tem quase a mesma duração.  Se Bacurau fosse mais longo, eu não me cansaria, porque o filme não tem barriga alguma e o ritmo consegue variar sem que isso prejudique a narrativa.  Agora, vejo nele mais um filme de ação, esquemático em alguns momentos, do que um grande manifesto sobre o Brasil contemporâneo, como muita gente vem defendendo. 

Como pontuei, acredito que o filme entregou o ouro cedo demais, poderíamos esperar mais para conhecermos os vilões, e demorou-se muito no primeiro arco, quando poderia se estender mais na parte final que enfocava a resistência. Quando chegamos na vingança, aquele momento catártico que nesse tipo de filme é o mais importante, afinal, os habitantes de Bacurau são submetidos a grandes crueldades, a coisa vai rápido demais.  A direção meio que bambeou nesse momento.

Forasteiros aterrorizam o povoado.
Além de filme de ação, Bacurau é uma ficção científica social, questionando as relações violentas que começam a se desenhar em nossos dias e podem se agravar.  Por exemplo, o grande drama da população de Bacurau é que a água foi apropriada por uma empresa com a conivência da prefeitura e a população depende de carros-pipa.  A privatização de bens coletivos, de serviços básicos, não está muito distante de nossa realidade.  Esse Brasil distópico, que o filme só sugere, tem pena de morte e execuções públicas.  Vemos a questão de relance na TV.  E, sim, não explorar esse futuro é um problema que parece rondar os filmes brasileiros que estão se aventurando na ficção científica social.  Assisti a resenha da Mikannn de Divino Amor, outro filme que mostra um futuro próximo distópico, que apontava o mesmo defeito na película.  

E Bacurau nem parece distópico o suficiente.  O povoado é marcado por uma tolerância e solidariedade utópicas, na verdade.  A população se apoia, trai o grupo quando a situação se torna (*quase*) desesperadora, ou  ninguém aponta o dedo na cara de ninguém. E como o filme enfatiza este último aspecto?  Com excesso de nudez naturalista e cenas de sexo casual. Parece que o Kleber Mendonça Filho curte essas coisas, basta pegar seus dois filmes anteriores.  É positivo ver a diversidade de corpos na tela (*jovens, velhos, gordos, magros, brancos, negros etc.*), mas a coisa parece forçada, sem real conexão com a história.  


Lunga se torna o líder da resistência.
Quando você menos se espera, alguém aparece transando de relance, a câmera é jogada em cima de corpos em êxtase, ou simplesmente as pessoas aparecem nuas em situações inusitadas, como regando as plantas.  Desculpe, não há naturalismo que justifique gente regando plantas sem roupa.  O uso exagerado dos nus frontais impacta a classificação indicativa do filme e, repito, não colabora com a narrativa.  O tema da prostituição aparece inclusive atrelado a esse aspecto e me parece mal trabalhado no filme, especialmente, a questão da violência.  Fica parecendo que ser prostituta, ou prostituto, em Bacurau é bem legal, você pode trabalhar onde quiser e transar em qualquer espaço, porque o perigo são os forasteiros.  E, ainda assim, a sequência que envolve uma prostituta levada à força não tem continuidade, só silêncio quando ela retorna.

Falando dos vilões, eles estão no limite do caricato, a riqueza nesse aspecto está na população de Bacurau.  Há uma discussão importante no filme (*e que deve parecer muito mais interessante para quem nunca parou para refletir sobre isso, ou ler/assistir Jessé Souza*) que é a do desprezo e forma (pre) conceituosa como gente do Sul vê o Nordeste.  Para as personagens malignas (*claro*), vindas de São Paulo e Rio de Janeiro, eles são diferentes dos nordestinos (*que são todos iguais*), eles são civilizados e brancos, tem sangue europeu (*italiano, alemão e outros*).  Só que em confronto com os "gringos", eles são pela primeira vez constrangidos a perceber que brasileiros branco não existe, que para os estrangeiros, somos todos iguais, inferiores, incivilizados, sujos etc.  Mas veja que ao falar "Sul" para englobar Sul, Sudeste e Centro-Oeste (*provavelmente*) é um equívoco, também.  Talvez, cada vez mais o Brasil esteja cindido entre Norte e Sul, mas ainda estamos um pouco longe de termos dois países mesmo, como parece que é a realidade do filme.

Os habitantes de Bacurau consomem uma droga natural. 
Uma espécie de alucinógeno.
A parte tecnológica do filme, como na maioria das ficções científicas nesse formato, é discreta.  Filmes como Bacurau, assim como Gattaca, não dependem de efeitos especiais, ou máquinas elaboradas.  Por exemplo, nesse Brasil do futuro, o sinal de celular pega em todo lugar e uma escola rural tem TV tela plana moderníssima.  Um sonho.  Não acho que vai se concretizar em breve esse cenário.  Os vilões tem gadgets mais elaborados, ainda que nada realmente impressionante e, repito, nem precisava ser.  Já o drone disco voador, no entanto, pareceu bem falso (*muito mesmo*) em algumas cenas.  Faltou cuidado, especialmente, no início do filme.

Agora, uma crítica mais séria, e esta eu fiz para Tropa de Elite 2: impossível um Brasil distópico em um futuro próximo sem religião. A única igreja de Bacurau está fechada.  Virou depósito de tralha.  Talvez, na utópica Bacurau, a religião, não a religiosidade, vejam bem, esteja banida, porém, em um futuro ainda mais fascista desse Brasil em que vivemos, a religião teria algum papel a desempenhar.  Se os diretores não queriam igreja em Bacurau, ressaltando a rebeldia do vilarejo, poderiam colocar o prefeito, um dos vilões, como um político pastor.  Cairia muito bem, aliás.  Só que a opção é apagar o elemento religioso me sugere duas coisas, ou eco da incompreensão por parte das esquerdas do papel da religião em nosso país, o que colaborou para chegarmos onde estamos hoje em termos políticos, ou medo de atrair alguma crítica.  Seja qual a opção, é lamentável.

Resistir é preciso.
Falando de elenco, dois destaques são Lunga e Domingas (Sônia Braga).  Sônia Braga é a médica da cidade, alcoólatra, com altos e baixos de humor, lésbica e muito bem casada.  Ela expõe a trama do prefeito de distribuir remédios tarja preta (*psicotrópicos*), uma espécie de droga comum nesse Brasil do futuro, para a população.  Só que em Bacurau há uma droga natural que toda a população consome e nada é explicado sobre ela, enfim... Domingas também enfrenta o vilão sem medo da morte, ela sabe ser acolhedora e, ao mesmo tempo, terrível.  Fosse um filme americano, valeria uma indicação de melhor coadjuvante com certeza.

Já Lunga é uma personagem interessantíssima, ele remonta à mística dos cangaceiros como Lampião com toques de bandido moderno e ecos de drag queen.  Ele é capaz de cometer crueldades, vocês verão no filme, sem pestanejar, mas pouco se diz a respeito dos motivos pelos quais Lunga entrou na lista dos procurados "vivo ou morto" do país.  Sabemos que ele atacou os empresários que se apropriaram da água, mas é só isso.  Sobre Pacote/Acácio, e o ator Thomás Aquino está muito bem, sabemos bem mais do que sobre o famoso criminoso.  De qualquer forma, Lunga é o líder implacável que Bacurau precisa para se defender dos ataques.  Assistiria uma série sobre Lunga sem pensar duas vezes, ou leria um quadrinho.  É uma personagem com grande potencial.

O ataque à Bacurau e a vingança final acontecem rápido demais.
Já concluindo, Bacurau cumpre a Bechdel Rule, pois tem várias personagens femininas que dialogam entre si sobre diferentes temas.  Teresa e a irmã falam sobre a avó morta, por exemplo.  Há muitas personagens femininas sem nome, mas que parecem gente que poderia ser da minha família.  Olhando várias cenas em Bacurau, lembrei das minhas tias-avós, da minha avó, das visitas da infância, ou mesmo de São Cristóvão, em Sergipe.  Teresa, Domingas e outras mulheres têm grande importância no filme que valoriza a ação comunitária como fonte de transformação social e resistência.  Eis que aí reside a força do filme.  Bacurau valoriza a união não dos fracos, mas daqueles que não sabem a força que tem.   O problema, pelo menos para mim, é sucumbir à barbárie.  Mas haveria outra alternativa? 

Não se sabe se Bacurau, que significa originalmente um pássaro bravo que só sai à noite, irá se auto-gerir, ou será tragada pela política desse Brasil do futuro, de qualquer forma, assim como os cangaceiros do início do século XX, ninguém jamais esquecerá da coragem de seus moradores.  Aliás, se não há igreja funcionando em Bacurau, há um museu histórico que guarda memórias de resistência, de luta e de esperança, renovadas pelas novas experiências da população do povoado.  Se puder, veja Bacurau.  É um bom filme e merece a bilheteria que em fazendo até agora.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Quais os meninos mais bonitos dos animes? Os japoneses fizeram uma lista.


O Gooranking fez uma pesquisa para saber quais os meninos de anime são os mais bonitos, bishounen, enfim, ou pelo menos entendi desse jeito.  Traduzi o top 10 e peguei personagens de shoujo e josei, ou personagens de séries feitas para o público feminino, como Free!, ou ainda, o primeiro shounen de Keiko Takemiya, Terra E...  Foram 2.951 votos no total e achei o gosto desse pessoal muito questionável, mas segue a lista: 


1. Kaname Isaki de Nagi no Asukara - 423 votos
2. Haruka Nanase de Free! - 420 votos
3. Haku de A Viagem de Chihiro - 316 votos
4. Kaworu Nagisa de Evangelion - 205 votos
5. Kurama Youko de Yu☆Yu☆Hakusho - 187 votos
6. Ciel Phantomhive de Kuroshitsuji - 114 votos
7. Nagisa Shiota de Assassination Classroom - 68 votos
8. Yuri Plisetsky de Yuri!!! on ICE - 60 votos
8. Shun de Andrômeda de Cavaleiros do Zodíaco - 60 votos
10. Kurapika de Hunter X Hunter - 59 votos


11. Yuki Sohma de Fruits Basket - 57 votos
13. Shoran Li de Card Captor Sakura - 49 votos
14. Taichi Mashima de Chihayafuru - 46 votos
19. Tamaki Suou de Ouran Host Club - 35 votos
21. Makoto Sunakawa de Ore Monogatari!! - 30 votos
22. Soldier Blue de Terra E... - 28 votos
27. Rin Matsuoka de Free! - 23 votos
29. Yon de Akatsuki no Yona - 17 votos 


39. Wataru Hibiki de Ensemble Stars! - 8 votos
47. Nagisa Ran de Ensemble Stars! - 4 votos
51. Gora Hakone de Binan Koukou Chikyuu Bouei-bu Love! - 3 votos
51. Ryuu Zaou de Binan Koukou Chikyuu Bouei-bu Love! - 3 votos
58. Outros - 168 votos