sexta-feira, 31 de julho de 2020

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Mangá sobre a vida com um pai alcoólatra e abusivo causa comoção no Japão


O jornal japonês The Mainichi trouxe uma matéria longa sobre o mangá autobiográfico de Mariko Kikuchi chamado You to Bakemono ni naru Chichi ga tsurai  (酔うと化け物になる父がつらい).  Com um único volume, ele conta a história de como a autora cresceu com um pai alcoólatra e abusivo, mas só tomou consciência de que ele era doente e que isso não era normal e aceitável quando já adulta.  


"Espero que isso ofereça às pessoas a chance de rever as relações entre pais e filhos. Quero quebrar o mito de que qualquer coisa é aceitável entre os membros da família, não importa o que se faça.", diz a autora.  Ao que parece, os capítulos publicados on line (*pelo que eu entendi*) despertaram comoção com o primeiro capítulo derrubando a página da revista por causa dos acessos.  Muitas pessoas escreveram comentando que a experiência da autora falava aos seus corações e que tinham vivido coisas semelhantes e sofrido muito.


A história do mangá começa na adolescência de Mariko, quando ela estava no segundo ano ginasial.  Seu pai era gerente de uma pequena empresa, ele reunia os amigos todo fim de semana para jogar mahjong e beber chegando ao ponto de cair no banheiro e ficar em contato com seu próprio vômito.  Nunca tinha tempo para a família, ou para sair com suas filhas, a autora tem uma irmã mais nova, mas o final de semana de bebedeira nunca falhava.


A mãe, que era obcecada por uma seita religiosa, cuidava dele com toda dedicação, sem recriminá-lo, mas termina por cometer suicídio.  Mariko, então, acreditando que era seu dever (*olha o dispositivo amoroso em ação*), assume o lugar da mãe, cuidando do pai até sua morte, aos 72 anos.  Ela nunca saiu da casa dos pais, mesmo depois de se tornar mangá-ka  só conseguiu compreender que seu pai era doente quando fazia pesquisa para um mangá.


O mangá, que foi publicado em 2017, fez tanto sucesso que uma adaptação para o cinema estreia em 6 de março.  Honoka Matsumoto faz o papel da protagonista e Kiyohiko Shibukawa é o pai alcoólatra.  Aposto que esse mangá vai sair nos Estados Unidos.

Já que muita gente gosta de mangá de balé, recomendo Dance! Subaru


Ontem, repostei uma resenha de Swan (スワン), o mangá de balé com o traço mais bonito que já vi.  Curiosamente, estava no Twitter e vi um post sobre o relançamento de Subaru (昴 スバル) de Masahito Soda.  Me bateu nostalgia, porque mais de dez anos atrás eu li parte do mangá em scanlations e porque ele começou a sair na Espanha em um selo de josei mangá, mas nunca foi completado.  Só que há um detalhe nisso, Subaru não é josei, nem shoujo, é seinen.

Masahito Soda é especialista em mangás de esporte e, na cabeça dos japoneses, mangá de balé é mangá de esporte.  A série Subaru tem 11 volumes e conta a trajetória de Miyamoto Subaru desde os cinco anos de idade até que ela se torna uma  grande bailarina.  O mangá original tem 11 volumes, um número bem civilizado para um mangá, diga-se de passagem, e o autor continuou a saga da moça, agora profissional e morando na Alemanha, em outra série chamada Moon Subaru Solitude Standing (MOON 昴 ソリチュード スタンディング).

O ponto de partida do mangá.
O resumo do início do mangá é o seguinte: Subaru e seu irmão gêmeo querem ser bailarinos clássicos.  Só que o menino já começa a história em uma cama de hospital, morrendo por causa de um tumor no cérebro.  Subaru sofre pela perda do irmão, mas sofre mais ainda por ver sua mãe rejeitá-la, afinal, para além da dor da perda de um filho, o centro da vida daquela mulher é o filho do sexo masculino.  Subaru se revolta, sofre, mas acaba conseguindo encontrar no balé as forças para seguir em frente.  Eu cheguei a fazer resenha dos quatro primeiros volumes para o blog.

Subaru teve filme em 2009, uma co-produção China-Japão que alterou significativamente alguns pontos da história, mas teve um lançamento com bastante pompa na época.  Diferente de produções japonesas normais, que são anunciadas e saem poucos meses depois, Subaru teve pelo menos dois anos de produção.  Acredito que possa estar disponível em algum lugar.

E teve filme.
Já chequei e Subaru tem scanlations em inglês até o volume #8, o mesmo vale para sua continuação.  Parece que ninguém terminou o trabalho.  Não sei em outras línguas.  Subaru tem um traço um tanto sujo, mas é um mangá com uma história muito poderosa e que mobiliza a gente emocionalmente.  Eu recomendo.  Vou ver se encontro os meus volumes espanhóis em algum lugar.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Reeditando textos antigos: Swan, nunca o balé foi desenhado de forma tão bonita 💗


Não sei por qual motivo, mas, hoje, lembrei de Swan (スワン), de Kyouko Ariyoshi.  Consegui ler parte da série, quando parte da série foi publicada nos Estados Unidos pela CMX, o braço da DC que publicava mangás, a maioria, clássicos do shoujo.  Enfim, decidi procurar no HD minha resenha da série do meu antigo site, o Shoujo House.  Ei-lo, aqui.  A publicação original é de 19 de março de 2005.



Até pouco tempo atrás, Swan era somente mais um dos shoujo mangás que eu não conhecia e que sempre eram citados nas listas do tipo "esse você tem que ler". Talvez, as coisas continuassem assim se a DC não começasse a publicar mangás e meu marido cismasse de comprar Swan. Resultado, já temos dois volumes e estamos ansiosos pelo próximo que só sai em maio. Mas o que esse mangá tem de especial?

O maior atrativo de Swan é visual, eu diria. Antes de você começar a ler já fica encantado com a arte de Kyouko Ariyoshi que em alguns momentos lembra muito Ryoko Ikeda.  A autora consegue captar com maestria os movimentos delicados e vigorosos do balé clássico, além de subverter os enquadramentos do jeito que somente uma mestre do shoujo mangá consegue fazer. Aliás, ela usa e abusa das flores, e outros recursos típicos do estilo nos anos 1970.



O segundo grande atrativo é a história, claro, afinal, eu não sou do tipo que suporta coisas do tipo Vagabond ( バガボンド) por causa da "arte e narrativa visual arrojadas". Falo isso, porque o visual é o que vai cativar em um primeiro momento, mas sem história nenhum mangá se sustenta por muito tempo. 

Mas vamos lá, Swan gira em torno do universo do balé. Assim como outros mangás, de esporte (Ace Wo Nerae), teatro (Glass Mask) ou música, Swan mostra o processo de crescimento de uma menina aparentemente comum, mas que tem grande talento e vocação para a "arte". No caso de Swan, essa menina é Masumi Higiri. Ela é apaixonada por balé e mora com o pai viúvo (a mãe dela foi bailarina) no interior do Japão, mas sua formação básica foi deficiente e parece que ela nunca poderá sonhar com sucesso profissional. 



Sua vida muda quando ela invade um teatro onde estava sendo encenado por bailarinos russos o Lago dos Cisnes. Ela não consegue assistir ao espetáculo mas furando a segurança, dança uma das peças diante do par principal. Sua performance muda, talvez uma analogia com o "cisne" do título, surpreendente e fascina tanto o bailarino russo Sergeiev, quanto Sayoko Kyogoku, a mais promissora das jovens bailarinas japonesas.

Dias depois, graças à intervenção do bailarino russo, Sergeiev, Masumi é selecionada para participar de um grande concurso promovido em conjunto pelo governo do Japão e da União Soviética com o objetivo de selecionar os melhores bailarinos adolescentes do país. Os vencedores receberão aulas, custeados pelo governo, de grandes bailarinos da Rússia e do Japão, além de bolsas de estudo em Moscou. Por causa de sua simpatia, Masumi consegue cair sob a proteção de Sayoko e de seu par regular nos palcos, o gentil Kusakabe Hisho. 



Além da dupla de reconhecido talento, conhece também Aoi, bailarino com estilo arrojado, e que lembra um pouco o Kairi de Peach Girl ( ピーチガール). Aliás, os dois rapazes caem de amores por Masumi que parece não perceber, ou não querer ter que escolher entre os dois. Apesar de esforçada e incentivada por Sergeiev, um dos juízes, a formação deficiente de Masumi se impõe e ela não vai para a fase final.

Decepcionada por ter que voltar para casa e para sua academia medíocre, Masumi fica deprimida, apesar de torcer muito por seus amigos. Para sua surpresa, entretanto, Sergeiev consegue que se abra uma exceção e ela volta para Tóquio para estudar sob o patrocínio do governo japonês. Lá o bailarino russo deixa claro que ela precisa aprender o básico para corrigir suas falhas. Muitos não acreditam que isso seja possível, mas Masumi se esforça, treina noite e dia e sobe seu nível técnico a ponto de Sayoko reconhecer nela uma adversária. 



Como o mangá se mantém, na média, apegado à realidade, a melhora da protagonista não é suficiente para que ela seja selecionada para uma apresentação especial em Moscou. Masumi vê todos os seus amigos partirem com bolsas do governo (Sayoko e Hisho para Moscou, Yuka para Nova York, Aoi - frustrado por ter perdido a chance de ir para a Rússia - parte para Mônaco). Ela mesma logo terá sua chance em Londres. Antes entretanto, faz uma parada de três dias em Moscou onde todo o seu percurso pode ser mudado...

O que eu posso dizer é que Swan é encantador, li tão devagarinho o volume #2 só para não ter que terminar logo. O duelo de Aoi e Hisho pelo papel no espetáculo em Moscou é tão poético e forte nas imagens e texto que vi e revi várias vezes. Se, por princípio, vemos em Swan a presença de algumas características de outros shoujos de crescimento (Bildungsroman) como a antagonista loura, Sayoko, ou o treinador severo, na figura de Sergeiev, a autora é competente o bastante para reverter todos os clichês a seu favor. Fora isso, nos oferece uma heroína extremamente humana e pouco relutante, afinal ela quer ser uma grande bailarina e acredita que pode tentar, se não ser a melhor, pelo menos chegar a ser uma das melhores do Japão. 



Temos também outros dramas, como o do fofíssimo Aoi que sempre perde para Hisho não por incompetência mas porque não tem o "perfil" do bailarino clássico. Acredito que ele volte a aparecer, afinal, ele e Hisho disputam por enquanto o coração de Masumi. Fora isso, ainda temos um mistério envolvendo Sergeiev e a mãe de Masumi que está deixando a moça com a pulga atrás da orelha.

Swan foi publicado originalmente na revista Margaret, entre 1976 e 1981, contando com 21 volumes ao todo. Só por aí se pode tirar o quanto de reviravoltas a vida da protagonista pode sofrer. Swan teve como um de seus objetivos promover o balé, e isso fica claro no cuidado com que apresenta termos e balés clássicos. Mostra também como um governo pode promover o desenvolvimento de certa atividade através do patrocínio de jovens talentos e do investimento pesado na formação de base. 



Isso é feito no Japão em várias áreas, e o mangá mostra, fiticiamente ou não, o esforço para que o nível dos bailarinos japoneses possa se equiparar aos dos russos e outros com mais tradição na dança clássica. Um belo sonho que podemos ver se materializar na instalação, aqui no Brasil, do primeiro centro de treinamento fora da Rússia do tradicional Balé Bolshoi. Pena que nossos políticos se interessem mais por prejudicar do que ajudar a atividade, jogando lama sobre o nome da nação e o esforço dos jovens bailarinos.

Apesar de Swan ser belíssimo e recomendado, ele não é considerado o mangá mais importante do filão balé, cabendo a Arabesque (アラベスク), obra de Yamagishi Ryoko iniciado em 1975, a primazia. De qualquer forma, se você tiver a chance de ler Swan, não perca, pois é um dos melhores shoujos clássicos em publicação no Ocidente. Para fãs hardcore como eu, isso é um grande presente! ^_^



Voltei!  Mantive a estrutura do texto conforme estava no original.  Só fiz algumas pequenas correções e nada mais.  O que eu tenho a acrescentar é que Swan teve vários gaiden: Swan: Hakuchou no Inori (SWAN白鳥の祈り),  Swan Selection (SWAN・セレクション),  Maia - Swan Act 2  (まいあ SWAN act 2), Swan - Germany Hen  (SWAN-白鳥-ドイツ編) e Swan - Moscow Hen  (SWAN-白鳥-モスクワ編).

Até o momento, Swan permanece inédito na maioria dos países ocidentais.  Não houve edições, nem na França, nem Itália.  Nos Estados Unidos, o mangá permanece inacabado.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Coronavírus e o impacto sobre a indústria de animes e eventos no Japão


O coronavírus (COVID-19) tem causado grande preocupação em todo o mundo.  Ainda que o foco da doença continue sendo a China, que acumula maior número de contaminados e mortos, o fato é que a doença chegou a outros países e temos mortes no Japão.  A situação é preocupante e não me surpreenderia se a Olimpíada fosse adiada, apesar das negativas.  De qualquer forma, o Sora News trouxe informações sobre o cancelamento de um dos maiores eventos de cosplays do país que ocorre em Osaka todos os anos.


Nipppombashi Street Festa reúne mais de 200 mil pessoas (*em 2015 foram mais de 250 mil*) e estava previsto para o dia 15 de março.  Não mais.  Os organizadores soltaram uma nota lamentosa, mas correta avisando que o evento precisava ser suspenso.  Já no caso da Anime Japan, maior evento da indústria de animação de Tokyo, que acontecerá entre 21-24 de março, está sob risco de cancelamento.


Ainda, nesse tema, vários animes tiveram capítulos atrasados, além de outros impactos no cronograma de algumas séries: Infinite DendrogramA Certain Scientific Railgun T A3!, etc.  Aqui, no Brasil, a doença parece um drama distante (*mas o Carnaval vem aí*), mas, no Japão, o problema chegou e veio com força, vide o caso do navio de cruzeiro retido por lá.  Enfim, torço para que as coisas se estabilizem em breve.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Novo sucesso coreano é remake de filme brasileiro


Dia 12 de fevereiro, estreou na Coreia o filme Honest Candidate (Jungjikhan Hoobo/정직한 후보) que conta a história de uma deputada, Joo Sang-Sook (Ra Mi-Ran) competindo pelo seu quarto mandato, ela é corrupta e mentirosa compulsiva, porém, de repente, ela descobre que perdeu a capacidade de mentir... 


O filme, que dominou as bilheterias do país, é um remake do filme O candidato Honesto, de 2014.  Sim, senhoras e senhores, é isso mesmo.  Curioso é que mudaram o sexo do protagonista e, no caso brasileiro, o sujeito era candidato a presidente.  Agora, aguardemos a carreira internacional desse filme coreano, muito dinheiro em casa, ele já está fazendo.  O trailer, com legendas em inglês, está aí embaixo:


P.S.: Uma amiga me avisou que em 2015 houve um remake coreano de De Pernas para o Ar chamado Casa Amor: Exclusive for Ladies (워킹걸/Wokinggeol).  Enfim, não deixa de ser surpreendente e é bom para uns e outros perceberem que, em alguns casos, nossos filmes fazem sucesso fora do Brasil, alguns são premiados inclusive, enquanto você só lembra das nossas produções para dizer que são ruins (*sem ter assistido um filme nacional nos últimos 20, ou mais, anos*), ou que nossa produção não existe.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Tem filme novo baseado em Jane Austen? SIM! Vamos falar das suas obras e adaptações!


Como está para estrear um novo filme baseado em Jane Austen, a gente, que é fá, claro, acaba tropeçando em montes de coisas relacionadas à autora e ao seu livro mais importante, Orgulho & Preconceito.   Tipo, eu abro a internet e as coisas começam a pipocar para mim, mais do que material relacionado à shoujo mangá.  A imagem do topo do post é de uma matéria antiga do The Guardian.  É interessante, mas tem erros, um deles é omitir que a adaptação de Razão & Sensibilidade de 1995, a mais famosa, as personagens tiveram suas idades alteradas para mais, porque a Emma Thompson queria fazer a Elinor Dashwood.  Inclusive, isso fica bem claro no filme, com alguém dizendo que ele tinha perdido sua chance de casar por já ter 27 anos.  No livro, a personagem começa a história com 17 anos, ou seja, em uma idade bem adequada, mas sem recursos para ser apresentada na sociedade e procurar um bom partido devido à morte do pai.

Sim, também acho que o Alan Rickman está perfeito
em Razão & Sensibilidade 1995.
Aliás, por causa disso, essa deliberada alteração nas idades de algumas personagens, muita gente (*que não leu os livros, nem pesquisou*) acredita piamente que o Coronel Brandon é mais velho que o Mr. Knightley, porque o papel caiu como uma luva para o Alan Rickman.  O Coronel tem 35 anos no início do livro, a idade da mãe das moças, aliás.  Além disso, esquecem, também, que Brandon tinha sofrido muito na vida, ido para a guerra, era tímido e tudo mais e o Mr. Knightley só era o vizinho intrometido que não tinha muita coisa para ocupar seus pensamentos salvo pela "obsessão" por Emma. 😄 Aliás, eis outro momento, um novo filme, no caso Emma, para que alguma editora tenha o estalo e lance as adaptações de romances da autora para mangá, no caso, da editora Ohozora, josei mangá.  Não estou falando de material produzido nos EUA (*EXEMPLO*).

A piada é boa.  E eu adoro Waterloo
 com o elenco de Mamma Mia.
Deixo a sugestão de um quiz sobre Orgulho & Preconceito em inglês.  É, sim, difícil.  Eu, pelo menos, achei.  Abaixo, uma entrevista longa dada pelo Colin Firth na China.  


No minuto 18min30s o repórter começa a perguntar todo animadinho sobre Orgulho & Preconceito (1995), recomenda a série, diz que passou na China dublado e legendado e o Colin Firth fica bem sem graça e começa a dizer coisas como: "Eu não esperava que o sucesso fosse durar tanto." "No ano anterior (1994) a BBC tinha feito uma versão de muito sucesso de MiddleMarch e Orgulho e Preconceito foi feito para manter o interesse por clássicos."  

Colin Firth, na entrevista, só faltou mandar
 o pessoal esquecer O&P e ir assistir MiddleMarch.
Aqui, um adendo, Rufus Sewell, protagonista de MiddleMarch, tem seus encantos na série iria ficar mais interessante (*bonito, sexy, enfim*) alguns anos depois.  Aliás, tenho a série no meu HD faz mais de uma década.  Preciso assistir e resenhar, mas a qualidade do vídeo é bem ruim.  Continuando, "Mr. Darcy não faz muita coisa na série, ele só 'stares' (encara as pessoas)". Ele tem trauma tipo Leonard Nimoy teve do Sr. Spock por muito tempo. Fazer o quê?  

Darcy e Elizabeth, 1995 e 2005.
Lembro de uma entrevista em que ele comenta "Se, um dia, eu chegasse em Marte, a manchete dos jornais seria 'Mr. Darcy desembarca em Marte'".  Bem, é preciso lidar com isso.  Mas acredito que é jogo, ele adora ficar reprisando a cena da camisa molhada em outros filmes.  Se não gosta, recuse, ué!  Quem mandou manter a velha chama acessa?  Ah, sim, mais adoante na entrevista o repórter pergunta se ele não sonha com alguns papéis, como Hamlet.  O Colin Firth ri e diz que está muito velho para a personagem.  Pois é... 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Anunciando o dorama de Mairunovich


Acabei de ver no Manga Mogura que foi anunciado o dorama de Mairunovich  de Sato Zakuri.  Para comemorar, o primeiro volume será relançado, provavelmente, em formato digital.  O anúncio oficial virá na próxima edição da revista Margaret, que traz na capa a nova série da autora, Mojikoinenekoi  (モジコイネネコイ).  


Voltando à Mairunovich,  trata-se de uma adaptação tardia, pois a série foi publicada entre 2010 e 2014.  O resumo do início da história é o seguinte: Kinoshita Mairu tem um nome fofo, mas vive se desculpando por ser feia. Na verdade, ela pede desculpas por sua existência. Os colegas de classe a chamam de "Cogumelo Venenoso" pelas costas e até seu próprio irmão a trata com desdém. No entanto, tudo isso está prestes a mudar com a ajuda de sua mentora/vizinha transexual, Fuwari-chan, e do "rei da escola", Kumada Tenyuu!  Vamos aguardar maiores detalhes.