segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

Quer saber qual personagem de anime divide o aniversário com você? Este site pode lhe ajudar!


O  Rocket News 24 trouxe informações sobre um site  japonês (*sim, alguma informação romanizada, mas basicamente é em japonês mesmo*) com um arquivo de mais de 10 mil aniversários de personagens de anime.  Agora é fácil saber quem faz aniversário no mesmo dia que você. :) Enfim, é divertido dar uma olhada nele e há personagens clássicas, também, porque Oscar (A Rosa de Versalhes) está junto com o Levi (Shingeki no Kyojin) e a Mei Tachibana (Suki-tte Ii na yo) em 25 de dezembro... E tem muito mais personagem de anime que faz aniversário nesta data.  Vale a pena dar uma olhadinha, é divertido. :)  O endereço é este aqui.  

Percebi que tem gente perdida sem conseguir achar o caminho.  Desculpem, a coisa não é realmente auto-explicativa.  Enfim, se você clicar direto aqui, vão aparecer os meses em seqüência, a mesma nossa, claro.  Eu nasci em fevereiro, então, procuro o mês dois.  Chegando lá, clico no dia 5.  Os nomes das personagens e séries estão romanizados, assim como as séries.  É fácil.

POST ORIGINALMENTE DE 26/06/2015.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

31 Dias de Desafio Anime


Já postei outros desafios este ano e, bem, é sempre um exercício divertido. Este que vou colocar no post foi postado no grupo do Facebook do Shoujo Café.  Serão 31 dias com tarefas para preencher.  Eu não traduzi nada do quadrinho, mas conforme for colocando a tarefa, eu traduzo.


1. Primeiro Anime que Você Assistiu: o primeiro do qual me lembro é Speed Racer (マッハGoGoGo/Macha GōGōGō), quando tinha cinco anos.  Posso até ter assistido A Princesa e o Cavaleiro antes, mas não tenho recordação. A série era de 1967-68, foi adaptada e exibida em vários países.



2. Anime Favorito até o Momento: Meu anime favorito, ontem, hoje, sempre, é Ace wo Nerae ( エースをねらえ!), a primeira série de 1973-74.  é de antes de eu nascer, comecei a assistir somente no século XXI.  Acredito que é o melhor exemplo de série que conseguiu fazer milagre com recursos limitados de animação, usando a cor e outros efeitos, para causar emoção, tensão, ansiedade, com efeitos maravilhosos.  Já sabem, então, que meu anime de esportes favoritos é Ace Wo Nerae, também.



3. Personagem Masculino Favorito: Yang Wen-li da Lenda dos Heróis Galácticos (銀河英雄伝説/Ginga Eiyuu Densetsu) ou André da Rosa de Versalhes  (ベルサイユのばら)?  Como eu prefiro o André do mangá, que é muito mais compreensivo e menos machista (*apesar de ter tentado envenenar Oscar...*), fico com Yang, que nunca decepciona e ainda é meu historiador favorito da ficção. 💖


4. Personagem Feminina Favorita: De cara pipocou na minha cabeça Oscar, da Rosa de Versalhes.  Só que, aí, pensei no quanto prefiro a personagem no mangá, no qual ela tem senso de humor, não parece ser empurrada para a vida militar, tem vocação, gosta do que faz e, bem, não abdica de seu comando por obediência, nem é por amor, vejam bem, a André.  Por essas e outras, eu fico com Utena de Shoujo Kakumei Utena (少女革命ウテナ), porque, no anime, ela é uma personagem cheia de vida e de força, que deseja ser o príncipe de sua própria história salvando-se a si mesma, se apaixona e é seduzida pelo vilão, mas dá a volta por cima e escapa.  Utena é minha favorita, a do anime, Oscar seria a minha favorita, se estivéssemos falando do mangá.



5. Anime que você tem vergonha de ter gostado: Sei lá, assisti tanta coisa de fansuber, coisas fragmentadas, simplesmente, porque era anime e queria/precisava assistir qualquer coisa que pudesse colocar os olhos.  Daí a dizer que tenho "vergonha" vai muito longe.  Normalmente, quando não gosto, eu olho e largo.  Não insisto com obra nenhuma, seja mangá, seja anime, seja livro.  Não tenho o que colocar hoje.  Não me envergonho nem me arrependo de nada.



6. Anime que você gostaria de assistir e não viu ainda: Queria assistir Yamato 2199 (宇宙戦艦ヤマト2199/Uchuu Senkan Yamato Ni-ichi-kyuu-kyuu).  Não tive ânimo e tempo ainda.  Patrulha Estelar foi um dos animes da minha infância e sei que o remake foi feito com uma qualidade, por exemplo, que Lenda dos Heróis Galácticos não recebeu.

7. Meu Crush de Anime: Para não repetir Yang Wen-li, vou pegar o meu primeiro "amor" nos animes que foi o Mark Venturi (Daisuke Shima) de Patrulha Estelar (Yamato).  Não assisti a nova versão e, diferente de outras personagens, não gostei do design novo do Venturi, porque eu assisti na infância dublado em português e com nomes que vieram dos EUA.  A imagem acima é um fanart.



8. Casal de Anime Favorito:  Ah, essa é fácil!  Yuri Katsuki e Victor Nikiforov.  Tenho outros casais que eu gosto muito, até vieram na minha cabeça, mas como é anime, vamos de Yuri!!! on ICE (ユーリ!!! on ICE). 💗



9. Melhor Vilão de Anime: Complicado... O bom vilão é aquele que tem motivação e que, de certa forma, atrai empatia.  Pensei em Zagat de Guerreiras Mágicas de Rayearth (魔法騎士マジックナイトレイアース Majikku Naito Rayearth), mas quem viu esta série sabe que é complicado enquadrá-lo como tal.  Pensei em Akio de Shoujo Kakumei Utena.  Ele era mau de verdade e é derrotado no final.  Mas acho que vou de Desslock (Abelt Dessler), o vilão de Patrulha Estelar.  Acho que é difícil superá-lo, porque a gente ama e odeia o sujeito, ele é inteligente, tem objetivos claros, é cruel, enfim.



10. Anime de Luta Favorito: [1] É isso mesmo?  O que é um anime de luta? Posso incluir Cavaleiros do Zodíaco (聖闘士星矢)?  E seu eu disser que não vejo animes pelas lutas?  Animes de robô, ou de mecha, são animes de luta?  Evangelion (新世紀エヴァンゲリオン) entra aqui? Escaflowne (天空のエスカフローネ), que eu ano, tem lutas de robô e com dragões, é anime de luta?  Ashita no Joe (あしたのジョー) ou Yawara!  (ヤワラ!) são um animes de luta e de esportes.  Entram onde?  Enfim, como não entendi mesmo, vamos escolher um que era de luta mesmo, sem dúvida alguma, Street Fighter, aquele que o SBT passou, acho que era Street Fighter II V (ストリートファイターⅡ V), e que tinha uns fanservices violentos e um traço muito bom.



11. Anime de Esportes Favorito: Meu anime de esportes favorito é meu anime favorito, Ace wo Nerae.  O mais emocionante, o mais shoujesco, e o mais influente anime de tênis de todos os tempos.  Fora que foi base para o anime de ficção científica Gunbuster, que em japonês é Top wo Nerae! (トップをねらえ!).  Já foi citado mais lá em cima, no ponto 2.  Se eu tivesse que citar um segundo e terceiro, seriam Touch (タッチ), baseado na obra de Mitsuru Adachi, e Princess Nine (プリンセスナイン如月女子高野球部), que presta, em certo sentido, homenagem aos dois primeiros e é centrado em um time de garotas que não quer somente jogar baseball, mas chegar ao Koshien, o templo desse esporte no Japão e, até hoje, proibido para mulheres.  E tem Yuri!!! on ICE, claro, ele entraria como meu quarto favorito.



12. A Cena de Anime mais Triste: Poderia entrar com uma voadora e dizer "A morte da Setsuko em O Túmulo dos Vaga-Lumes (火垂るの墓 Hotaru no Haka)".  Desafio alguém a achar outro anime tão triste, porque, bem, há um montão de cenas tristes nesse filme da Ghibli.  Desafio, também, qualquer pessoa a assistir o anime e não morrer.  Obviamente, ha cenas tristíssimas em outros animes.  Vamos, então, sugerir outras três: o massacre dos irmãozinhos do Tamahome e a morte de Hotohori em Fushigi Yuugi ( ふしぎ遊戯); a menina fantasma de Anohana  (あの日見た花の名前を僕達はまだ知らない。/ Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai。) descobrindo que está morta no final do primeiro capítulo.



13. Personagem de Anime com Quem Você se Parece: Fisicamente, nenhuma personagem de anime se parece comigo.  Nenhuma.  Apesar de já ter usado "utena" como apelido, sei bem que não me apreço com ela.  Posso usar o Yang Wen-li de novo?  Meu historiador favorito da ficção e que fica lá na dele evitando problemas, mas sempre acaba sendo obrigado a agir de alguma forma?  Ele também é um sujeito muito sábio, isso já não sei se eu sou... Também não consigo ser tão low profile quanto o Yang, mas me finjo bem de pedra e algumas pessoas acabam esquecendo que eu estou no recinto.



14. Anime que Nunca Envelhece: Qualquer animação do Studio Ghibli parece imune ao tempo, porque a humanidade no tratamento dos temas, a beleza da animação, as mensagens elas atravessam o tempo e dialogam muito bem com as culturas.  Enfim, ao invés de escolher uma animação só, eu diria que as animações do Estúdio Ghibli são atemporais.  ❤



15. Sidekick favorito, bicho de estimação ou ser sobrenatural: Acho que é o Mokona, criado pela CLAMP e que aparece em várias obras do grupo.  Agora, essa categoria de personagem, o sidekick, bicho de estimação, ser sobrenatural, whatever, tem tudo para se tornar um pé no saco, raros, raríssimos, enriquecem uma história.  Ser fofinho, para mim, não á atributo que qualifique alguém.



16. Anime com a Melhor Animação: Difícil... Lembro de uma série de TV que me impactou muito quando comecei a assistir, o primeiro capítulo foi um deslumbre, e que até hoje me parece ter uma animação maravilhosa para a época é Escaflowne.  É um dos meus animes favoritos de todos os tempos, obviamente, a animação, hoje, envelheceu, mas era excelente para uma série de TV.  Não vou citar Ghibli de novo, o padrão deles é sempre muito elevadíssimo.  E das coisas novas, o reboot, porque não se trata de um simples remake, de Yamato é excepcional.



17. Personagem Masculino Coadjuvante Favorito: A roleta gira, gira, gira e voltamos para a Lenda dos Heróis Galácticos, meu coadjuvante favorito é Siegfried Kircheis.  O que seria de  Reinhard  sem o seu André?  Mais do que isso, Sieg é o esteio moral do protagonista, ao se afastar de seu amigo de infância, Reinhard se torna vulnerável e faz escolhas equivocadas.  Enfim, pena que não fizeram uma figure que capturasse a expressão doce do olhar do Siegfried, olhe o cara ruivo do gif, é ele, eu queria tê-lo na minha pequena coleção.

18. Personagem Feminina Coadjuvante Favorita: Há muitas coadjuvantes que eu gosto muito, mas acredito que a minha favorita mesmo é a Ranko Midorikawa, de Ace wo Nerae!.  Ela é uma excelente tenista, ela tem ciúme de Hiromi, a protagonista, porque seu irmão se tornou treinador da menina.  A questão é que Ranko é uma excelente tenista, mas houve um momento em que ela era somente uma menina muito alta e desengonçada, Jun Munakata passa a treiná-la e faz com que a moça descubra que sua altura e força estão a seu favor no esporte.  O problema é que ela se apaixona pelo treinador e somente mais tarde ambos descobrem que são irmãos.  O pai de Jin havia abandonado a família para casar com a mãe de Ranko.  Jun se afasta dela e evita que alfo mais aconteça.  Bem, Ranko não é má, acaba se tornando importante na vida de Hiromi, apoiando-a e vendo nela as qualidades que seu irmão percebeu.  Sua grande oponente nem é Hiromi, mas Ochufujin, a melhor tenista até que a protagonista descobre seu talento, para piorar, Jun efetivamente desenvolve sentimentos pela rival da meio-irmã.  Ranko termina abandonando o esporte temporariamente para cuidar do irmão quando ele adoece.  Quando vi o primeiro episódio de Prince of Tennis, imaginei que a treinadora dos meninos fosse Ranko Midorikawa, afinal, homenagens à Ace Wo Nerae! é que não faltam, mas não era, não.  Eu prefiro Ranko desenhada no mangá, com força e delicadeza.  Akio Sugino, responsável pelo character design das animações, tirou de Ranko quase toda a sua elegância e beleza.

[1] Uma amiga me alertou, e ela está coberta de razão, que anime de luta é "fighting anime", mas ponderou que deve ter sido um erro e a pessoa queria escrever "fighting" e escreveu "fighter", porque não casa de jeito algum.  Enfim, deixo como está, mas aviso que está zoado mesmo.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Novo anime para Fruits Basket! Quem poderia imaginar?


Siiiiiiiiiiiiim!  Detalhes ainda não temos, mas a capa da Hana to Yume que sai no dia 20 de novembro foi antecipada e está anunciando um novo anime para Fruits Basket (フルーツバスケット).  Segundo o ANN, a capa traz a palavra  "Zenpen," que significa "a história completa".  Para quem não se lembra, quando a primeira série saiu, em 2001 não cobriu a história como devia, porque o mangá estava em andamento e só se completou em 2006.  Uma amiga, que foi uma das líderes da campanha para que a JBC trouxesse o mangá se referia ao anime como teaser do mangá.  Assim, não sou nem tão fã de Fruits Basket, mas é uma notícia tão legal, tão feliz! 💓

Attack Nº1 vira peça de teatro pela primeira vez


Attack Nº1 (アタックNo.1), de Chikako Urano, foi o primeiro shoujo mangá de esportes e foi lançado na euforia pós Olimpíada de Tokyo, a primeira, de 1964, quando a seleção feminina do país ganhou a medalha de ouro no  vôlei.  Pois bem, desde que o mangá, que é super dramático e violento como todos os do gênero à época, começou a ser publicado em 1968 é um sucesso e virou anime (1969-1971) e dorama (2005), claro.  Agora, o Comic Natalie anunciou que o mangá vai ter uma peça de teatro mostrando como uma jovem equipe de vôlei juvenil chega ao sucesso.  Acredito que o revival tenha a ver com as Olimpíadas de 2020 e espero que ofereçam, quem sabe, novas versões animadas de mangás clássicos de esporte.  


Se entendi bem o CN, há personagens novas e o foco não deve ficar em cima somente da protagonista, Kozue Ayuhara.  As apresentações serão entre 29/11-9/12.   Ingressos já estão à venda.  O CN postou foto de todas as atrizes e seus nomes, basta dar uma olhadinha.

Comentando Prelúdio do Arco-Íris (NewPop), mais um lançamento de Osamu Tezuka no Brasil


Sábado fiz a leitura da coletânea de histórias curtas de Osamu Tezuka lançadas pela NewPop.  Trata-se de mangás curtos publicados em revistas shoujo entre 1958 e 1975, sendo que a última história, Prelúdio do Arco-Íris, dá título ao volume completo.  Foi mantido o formato original da publicação de 1977, o mesmo volume foi relançado em 1999 e na edição de obras completas de Tezuka em 2010, é o volume 87.  Lendo o volume, e não fui checar a data das histórias no final do volume, li às cegas mesmo, só tenho três coisas a dizer:

Senti-me como se estivesse abrindo uma cápsula do tempo.  Sabe o que é isso, não?  Não leu Orange?  É quando um grupo de pessoas se junta e coloca em uma caixa objetos, ou cartas para serem vistas no futuro.  Dez anos, cinquenta anos, enfim.  Pegar esse volume publicado pela NewPop foi bem assim.  É possível ter um vislumbre do que Tezuka fazia nos anos 1950, dos (pre)conceitos do autor, do que era a média do shoujo mangá na época.  É meio chocante, sabe?  Mas, ainda assim, é Tezuka e confrontando o material mais antigo com Prelúdio do Arco-Íris ou Niji no Prelude (虹のプレリュード), o mangá mais moderno, de 1975, é possível ver o quanto a arte e a narrativa do autor evoluiu.


Trata-se de um material de valor histórico, se você se interessa, por exemplo, por saber o que era mangá nos anos 1950, mangá de Osamu Tezuka, especificamente, o volume deve ser comprado por você.  Se você é fã do “deus dos mangás”, também vale adquirir a obra.  É uma boa homenagem da editora ao mestre que completaria 90 anos em 2018, caso estivesse vivo.

Agora, e este é o terceiro ponto, provavelmente ninguém vai se interessar por mangá, menos ainda por shoujo mangá, por causa desse volume.  Ele não é formador de novas audiências, ele é uma curiosidade e, muito provavelmente, seria possível encontrar material melhor de Tezuka, menos datado, por assim dizer, para lançar.  Não sei qual a intenção da NewPop, enfim, se for homenagear Tezuka, está valendo, agora, eu realmente não acredito que vá atrair público, não.

Ao fundo, tudo lembra o Takarazuka.
Vamos lá, o volume tem 224 páginas e cinco one-shots.  Não sei quais os critérios de Tezuka para organizar esse encadernado lá nos anos 1970, mas espero que essas obras não sejam as mais representativas dele na demografia depois de A Princesa e o Cavaleiro (リボンの騎士, porque, se forem, é bem decepcionante, sabe?

Prelúdio do Arco-Íris (Niji no Prelude), publicado na Shoujo Comic, é um romance histórico envolvendo Chopin, o futuro grande pianista, seu amigo Joseph, um revolucionário que luta contra a ocupação russa da Polônia, e Louisie, uma jovem que finge ser o irmão para ingressar no conservatório de música de Varsóvia.  Cria-se um triângulo amoroso entre os três, na verdade, um quadrado, porque um soldado russo tenta se aproximar da moça, e a coisa termina em tragédia.  Para começo de conversa, o resumo que está antes do mangá já entrega toda a trama, inclusive o seu final.  Eu não faria isso, mas vá lá, de repente foi uma exigência dos japoneses.

Joseph conhece Louisie sem saber que é uma moça.
A abertura de Prelúdio do Arco-Íris traz uns quadros bem Teatro Takarazuka, como se fosse efetivamente um espetáculo da Revue, como ele era fã do teatro musical feminino, trata-se de uma homenagem.  Ficou simpático mesmo, agora, os elogios não vão muito além.  Em 1975, estávamos no meio da revolução do shoujo mangá com as autoras do grupo de 1948 (Riyoko Ikeda, Hagio Moto, Keiko Takemiya etc.) e outras tantas como Yukari Ichijo publicando loucamente, com altíssima qualidade de roteiro e fazendo mil experimentações visuais, nesse sentido, o quadrinho de Tezuka é muito pobre, muito, muito mesmo.  É Tezuka, mas é ultrapassado para o que se fazia naquele momento.  

Mesmo a questão da moça travestida é esvaziada.  Eu imaginava que Louisie assumiria a identidade do irmão não somente para prestar-lhe homenagem, mas porque o conservatório não aceitava mulheres.  O problema é que há mulheres estudando lá, elas são mostradas, mas não desenvolvidas, salvo por Louisie e a mãe de Chopin, que só aparece em uma única sequência, todas as personagens femininas estão lá para alívio cômico.  De qualquer forma, é uma história agradável de se ler, bem narrada, mas é muito mais Tezuka do que shoujo mangá da década de 1970, aliás, ele mesmo diz no posfácio que era um projeto maior que ele não teve como desenvolver do jeito que desejava.  Agora, Prelúdio do Arco-Íris é lembrado no Japão, tanto que virou peça de teatro em 2014.

Elenco da peça de teatro.
A Cortina é Azul Nesta Noite Também (Kaaten wa Konya mo Aoi/カーテンは今夜も青い) foi publicado na Shoujo Comic em 1958.  É uma história muito, muito bobinha.  Talvez a mais fraca do volume, eu diria, porque ela tem um roteiro bem rasinho.  A trama gira em torno de uma grande atriz que sofre um colapso nervoso ao ver um objeto vermelho enquanto estava no meio de uma apresentação.  Sua irmãzinha, ainda uma menina, como as leitoras dessa história deveriam ser, quer descobrir o motivo do trauma e por qual motivo somente um tom de vermelho tem efeitos daninhos sobre sua irmã.  

Descobrimos então, que a atriz é uma princesa que foi resgatada por um soldado japonês em um país distante.  Toda sua família foi morta e ela realmente está com sua vida ameaçada. Há um assassino e uma detetive, mas quem salva o dia é a menininha.  Deve ser o típico exemplo dos shoujo mais banais da época com uma protagonista criança, trama rocambolesca e centrado nas relações familiares.  Só que faltou EMOÇÃO e, bem, nesse tipo de história, sentimentos fazem toda a diferença.

Abertura de A Cortina é
Azul Nesta Noite Também.
Em seguida temos uma adaptação para os dias atuais, quer dizer, para 1959, do Mercador de Veneza de William Shakespeare.  O nome em japonês é Venice no Shounin (ベニスの商人) e o mangazinho foi publicado na Chugaku Ichinen Course.  Com esse nome, parece ser uma revista para crianças em geral e, não, para meninas.  “ichinen”é primeiro ano, logo, material para criancinhas, ou menininhas, de sete anos na média.  Talvez, tenha sido a primeira adaptação para mangá dessa peça de Shakespeare, mas há outras, porque achei imagens, já do mangá de Tezuka, nenhuma.  E acredito que não encontrei, porque é um Tezuka realmente muito fraco.

Quem conhece o Mercador de Veneza sabe que não é material infantil, mas Tezuka insere humor, simplifica as questões e temos, de novo, uma mocinha que se traveste de homem em um dado momento da história. Só que tudo é muito diluído e o conflito, sendo visto quase sessenta anos depois, não gera impacto algum.  Como pontuei, ler esse material é pura curiosidade, saltando aos olhos o fato de Tezuka experimentar muito pouco visualmente.  

Louisie é assediada pelo oficial russo.
Não há figure style, por exemplo, as imagens rompendo com os enquadramentos, coisa que já era feito por Shotaro Ishinomori e comum nos shoujo mangá de Miyako Maki e Macoto Takahashi. Olhando assim, só esse material do volume, fica parecendo que Tezuka estava fazendo material de segunda, ou que ele era menos criativo que outros contemporâneos.  Prefiro acreditar na primeira opção e reforçar que concordo com Deborah Shamoon, o shoujo deve muito mais às revistas literárias femininas e autores como Takahashi e Maki, entre outros, do que Tezuka.

Por fim, há mais duas histórias que, apesar da quadrinização bem formal, são interessantes por motivos diferentes.  A Concha (みどりの真珠/Midori no Shinju) foi publicado em 1958, na revista Shoujo Club.  Trata-se de uma história que deixaria de cabelo em pé quem acredita que Tintin no Congo é racista.  Temos um japonês náufrago que é resgatado por uma princesa e sua velha (*e feia*) dama de companhia.  O moço está ferido e precisa de cuidados, mas as leis da ilha não permitem a presença de estrangeiros, a velha dama de companhia o adverte que deve partir logo.  O japonês, que é um arquiteto, se recupera logo e sai pela vila onde está escondido, logo de cara, questiona os costumes locais, os taxa de bárbaros e provoca uma confusão.

Louisie se revela e abriga o revolucionário.
Levado à presença do rei, só não é morto, porque a princesa, que se chama Lima, intercede por ele.  Os dois se apaixonam, o moço começa a querer reformar o reino, civilizando-o.  Só que o rei é influenciado por uma cruel feiticeira que não quer perder o seu poder.  Quer lugar mais atrasado do que um dominado por superstições ditadas por uma mulher?  A tal feiticeira quer melar o romance e chega a provocar uma guerra para atingir seus objetivos.  Obviamente, a armação fracassa graças ao engenho do japonês.

A princesa quer casar com ele, mas, para isso, ele precisa ficar, pois o rei não dá permissão para que a irmã parta com ele.  O japonês não quer permanecer em um lugar tão atrasado, além de colocar os pais como prioridade.  Entre o amor e o dever, ele não tem dúvida, vai embora sem olhar para trás.  A princesa se desespera e faz uma loucura para conseguir trazer seu amor de volta e provar que é digna dele.  Obviamente, não dá certo, mas a culpa, claro, não é do japonês, mas dos costumes bárbaros locais.

Páginas coloridas da  A Canção do Pavão Branco.
Sinceramente?  Em 1958, depois de tudo o que rolou na 2ª Guerra e sendo Tezuka esperava mais discernimento, mas o discurso que impera em “A Concha” é o do “fardo do homem branco”, neste caso, não é bem branco, mas é superior, porque é civilizado e pode ditar as regras para aqueles que são inferiores e que somente ele pode salvar.  Assim, é bem desagradável mesmo.  Agora, é interessante como Tezuka insere a questão da hierarquia dos deveres.  Antes da moça, da amada, há a responsabilidade maior que é com os pais.  Infelizmente, não encontrei imagens desse mangá para ilustrar o post e fiquei com preguiça de fotografar o meu exemplar.

O último mangazinho se chama A Canção do Pavão Branco (白くじゃくの歌/Shiro Kujaku no Uta) que é simples, infantil, mas é bem bonitinho, sabe?  Lançado em 1959, ele foi publicado na Nakayoshi.  Temos uma mãe e uma filha que vivem na pobreza e tem esperança de que o pai da família, desaparecido na 2ª Guerra seja reencontrado.  Uma expedição que está procurando combatentes japoneses perdidos em ilhas do Pacífico encontra o capacete do Capitão Chikara Ogawa, só que o pavão branco do título não quer desgrudar dele.   O bicho é levado para o Japão junto com as evidências da morte do militar.

Viram a arma de fogo... Pois é... 
A filha do militar, uma menina de nome Yuri, insiste com a mãe para ficar com o pavão, de quem o pai tinha falado na última carta que escrevera à família, e termina por desenvolver forte amizade com o bicho. Por causa do pavão, a menina acaba indo parar em um show de talentos, ela toca o piano e o pavão dança.  Só que Yuri se torna uma mini celebridade, ocupada demais para cuidar de Piku, o pavão.  Seu empresário quer se livrar do bicho e a menina e o pavão terminam por se separar, o que não traz benefício para nenhum dos dois.

Curiosamente, essa história trágica (*mas não darei spoilers*), porém singela, tece uma crítica social a um fenômeno comum no Japão até hoje, o das idols.  Yuri se torna uma celebridade, super ocupada e explorada, mas a fama é tênue.  Quando o interesse do público diminui, seu empresário a abandona.  Para muitas meninas, o fim da carreira poderia indicar o começo de outros problemas, como depressão, por exemplo.  De qualquer forma, Tezuka diz no posfácio que se inspirou na história de uma estrela mirim real, Tomoko Matsushima (松島トモ子), que continua na carreira artística até nossos dias.

Yuri recorda o seu pavão branco.
Enfim, no geral, gostei da tradução e da adaptação da NewPop.  Não usam os honoríficos (*san, sama, chan, entre outros*), mas não fizeram falta.  Não gostei de terem usado nossa moeda, o real, em uma das histórias.  Que mal há em deixar ienes?  Há resumos de quatro histórias do volume bem no início do livro, por algum motivo, esqueceram de A Cortina é Azul Nesta Noite Também.  Será que não estava no original?  No finzinho do volume, no posfácio escrito por Tezuka, o autor fala que faz tempo que os homens deixaram de escrever shoujo e que poucos homens os leem (*Qual seria o problema nisso?*), mas Tezuka escreve em seguida que as mulheres (*seria incluindo as meninas, também?  Teria que perguntar para quem traduziu, talvez.*) quase não leem mangás dessa demografia, porque preferem shounen.  

O posfácio é de 1979, o Grupo de 1948 já tinha revolucionado o shoujo mangá, a primeira revista josei, a YOU, seria criada em 1980.  O fato de Tezuka ter se afastado da demografia talvez o impedisse de ver que naquele momento não havia crise alguma, muito pelo contrário, a produção e consumo de shoujo mangá estava a todo vapor, com múltiplas temáticas e abordagens, muito diferente do material esquemático que encontramos nesse volume que a NewPop publicou.

Para Tezuka, somente homens fãs do Takarazuka,
como ele mesmo, continuavam lendo shoujo.
Enfim, reforço o que disse lá no início, ler Prelúdio do Arco-Íris é como abrir uma cápsula do tempo, uma janela para o passado.  Trata-se mais de um documento histórico do que de um mangá no sentido estrito da palavra, uma curiosidade, do que uma leitura interessante em si mesma.  É Tezuka e vale como homenagem, ainda mais nos seus 90 anos, mas não tenho muito mais a acrescentar, salvo que fico feliz do shoujo mangá ter evoluído tanto, especialmente, graças às mulheres que adentraram a indústria de mangá.  Olhando esses shoujo de Tezuka, é fácil entender a diferença que elas fizeram.

domingo, 11 de novembro de 2018

Lembrando os 100 Anos do Fim do conflito: A Primeira Guerra nos Animes e Mangás, Seriados e Cinema


PAZ: Armistício Assinado e a Guerra Mundial
está terminada: Wilson (presidente americano)
suspende o alistamento.  Termos da trégua
apresentados ao Congresso.
Hoje é centenário do fim da 1ª Guerra Mundial (19154-18), o dia do Armísticio, e estava tentando lembrar de animes que retratem este conflito especificamente.  O envolvimento do Japão foi limitado, a guerra foi basicamente uma guerra europeia.  O único mangá e anime que me vem na cabeça é Candy♡Candy (キャンディ♡キャンディ).  Sim, deve haver outros, talvez até com uma abordagem mais realista do conflito, os japoneses nãos e furtariam de escrever e desenhar um evento tão importante.  A diferença é que Candy♡Candy se passava nos EUA e na Inglaterra, estava no eixo da Grande Guerra, por assim dizer.

Candy, a protagonista, se
tornou enfermeira.
Comecei a escrever e não nomeei os países principais envolvidos na Guerra, não foi?  Precedendo o conflito, que iniciou-se em 1914, havia uma série de tensões acumuladas entre as potencias europeias e foram montadas alianças.  De um lado, os Impérios Russo e Britânico mais a República da França.  Do outro lado, os Impérios Alemão e Austro-Húngaro junto com o Reino da Itália.  Cada um desses países tinha outras redes de alianças, assim, se um país fosse agredido, os outros teriam que entrar no conflito.  Assassinaram o herdeiro do trono austríaco em Sarajevo, capital da Bósnia-Hezergovina.  Os austríacos acusaram os sérvios pelo crime e atacaram o país.  A Sérvia era aliada da Rússia.  A Alemanha até tentou acalmar os ânimos, ainda que estivesse se preparando para uma guerra fazia tempo, mas não foi possível.  Os ânimos estavam exaltados e todo mundo, ou quase, parecia disposto a pegar em armas.

A morte de Stear.
Voltando para Candy♡Candy, se vocês pegarem a lista dos episódios do anime, o mangá é muito mais curto e a abordagem do conflito foi bem mais resumida, verão o quanto de tensão foi colocado na discussão dos antecedentes, do conflito e do pós-guerra.  Os protagonistas eram todos jovens. Candy, nossa heroína loura, assim como seus colegas, é obrigada a voltar do colégio interno na Inglaterra para os EUA.  Mesmo algumas amigas britânicas vem se abrigar na América.



A morte de Stear no mangá.
A heroína abandona os estudos formais para receber instrução em enfermagem, ela quer ir para a guerra quando as tropas americanas - que entraram tardiamente no conflito - partirem.  Ela não chega a ir, mas atende soldados que voltam para Chicago feridos e traumatizados pelo conflito.  Candy ajudará alguns a lidarem com as lembranças das trincheiras e ela viverá o luto, porque um dos seus melhores amigos, Alistair "Stear" Cornwell, morre no conflito, no capítulo 113 do anime.  A série teve 115 episódios.  Stear era aviador e se oferece para voar com os ingleses ou franceses, nem sei se o anime deixa isso claro, antes mesmo dos norte-americanos entrarem no conflito, em 1917.  Vários estrangeiros, brasileiros, inclusive, lutaram em ambos os lados como voluntários.

Catedral de Ypres devastada pelos alemães.
Foi a única representação da Primeira Guerra Mundial que encontrei.  Este conflito, diferente da Segunda Guerra Mundial, não deixa muito espaço para que se elejam vilões.  Ainda que os alemães tenham cometidos atrocidades na Bélgica e na França, não havia um direcionamento genocida como veremos com o nazismo.  Fora isso, as vidas dos soldados era queimada sem que mesmo os seus próprios comandantes se preocupassem muito com seu bem estar.  A Primeira Guerra foi muito mais mortal para as tropas alemães, britânicas e francesas do que a Segunda.  A Grande Guerra, como foi chamada na época, "a guerra para colocar fim a todas as guerras" cobriu de sangue os campos da França e da Bélgica, as papoulas, flor símbolo da guerra, pareciam representar esse desperdício de juventude e de esperanças de futuro.  

Papoulas, a flor símbolo da Primeira Guerra Mundial.
Enfim, a teia de interesses e motivações que arrastaram todas as potências europeias da época para o conflito não se resumia aos interesses imperialistas fora do continente, a explicação marxista clássica, havia velhos ódios, revanches, e nacionalismos alimentados por décadas e que só podiam ser colocados em prática nos campos de batalha.  Os jovens se lançaram ao alistamento, mesmo sem precisarem.  Havia a esperança de uma guerra rápida, afinal, todos acreditavam que suas tropas eram as melhores, os meninos eram educados nas escolas para acreditarem nisso.  

Líderes Mundiais lembram o Armísticio na França.
A Primeira Guerra foi democrática em muitos aspectos, porque dizimou do operário e do camponês, obrigados a se alistas, ou voluntários, até os jovens das cidades e os moços da nobreza.  Foi, também, a guerra que destruiu impérios.  Quantos entraram?  Quantos saíram?  Impérios Alemão, Austro-Húngaro, Russo, Otomano não viram o fim da Guerra, ou se viram, estavam com seus dias contados.  O Império Britânico sobreviveu, verdade, mas nunca mais seria o mesmo.  É justo que hoje estejamos lembrando dessa tragédia, a mais importante, sim, eu defendo isso em sala de aula, guerra do século XX, ainda que possa ser compreendida como uma primeira fase da Segunda Guerra.  Esta é uma tese historiográfica válida, também.

Testament of the Youth mostra
 o Dia do Armistício.
E o que eu recomendo para vocês de filmes e resenhas que eu tenha feito aqui no blog?  Testament of Youth, Juventudes Roubadas, aqui, no Brasil, é uma boa recomendação.  Porque a guerra, seja justa, ou injusta, rouba vidas, normalmente, a dos jovens.  E mesmo quando escapam, muitos carregarão marcas visíveis e invisíveis pelo resto da vida.  O filme é baseado no relato de uma mulher que perdeu o único irmão, o noivo e todos os amigos na Primeira Guerra.  Ela serviu como enfermeira e teve que lidar com os traumas sendo a única sobrevivente de um grupo de jovens promissores.

Downton Abbey trata da Primeira Guerra
 em sua segunda temporada.
Outra recomendação, essa um tanto mais complicada de assistir, é a segunda temporada de Downton Abbey que é toda centrada na Primeira Guerra Mundial, mostrando quem ficou em casa e quem partiu, dos tipos de engajamento no conflito, de como ele mudou a vida das pessoas e as relações sociais.  Dá para assistir sem ver a primeira?  Dá, sim, mas, claro, seria mais interessante ver a partir da primeira temporada.

Parade's End, o livro é melhor que o seriado,
mas ambos são muito bons.
E, claro, meu xodó por um bom tempo, Parade's End, com Bennedict Cumberbatch.  Christopher Tietjens, protagonista, um sujeito que podia se furtar de ir para os campos de batalha pela idade e por ser um funcionário necessário para o esforço de guerra no próprio país, se alista e aprende a ser uma pessoa melhor, porque, sim, ele era altamente problemático, muito mais no livro, mas a guerra fez bem para ele.  A minissérie, claro, não trata somente disso e a melhor personagem da história nem é o protagonista, mas a terrível esposa dele, Sylvia, nunca vi um homem sofrer tanto em filme, minissérie, livro whatever.  E o sujeito, humilhado pela esposa, apaixonasse por uma jovem sufragista e morre de culpa, porque é um homem direito e cumpridor de seus deveres. Todas as resenhas estão no blog.  Recomendo muito essa série, muito mesmo.

Se a guerra fez bem para alguém foi para o "Chris".
É isso!  Queria ter feito um post melhor, mas não consegui lembrar de animes e mangás sobre a Primeira Guerra.  Antes do conflito, sim, depois do conflito, também, mas da Guerra em si... E, por favor, antes de sugerir algum título, não confundam a Guerra Russo-Japonesa (1904-05) com a Primeira Guerra, porque neste último caso, estava todo mundo do mesmo lado.  Não confundam, também, com a tentativa japonesa de tomar territórios da Rússia durante a Guerra Civil (1918-1921) que se seguiu à Revolução Russa (1917), porque temos muito mangá/anime sobre isso.

RESENHAS:

sábado, 10 de novembro de 2018

Guidebook de Banana Fish relançado e ampliado


Em 2001 foi lançado um Guidebook de Banana Fish, agora, com a animação, o material está sendo relançado com acréscimos e novo formato.  Segundo o Comic Natalie, o original era em tamanho A5 (148 x 210 mm), o novo formato é um pouco maior, B5 (176 x 250 mm).  Se entendi bem, o livro tem 105 páginas, dois posteres, todas as ilustrações coloridas do mangá já publicadas, informações sobre as personagens e a história e muita coisa além disso.  


Quem comprar a edição da revista Flowers (28/12) e o guia, terá dois códigos necessários para acessar um site e baixar mais três ilustrações especiais.  Para quem quiser, o nome do guia é BANANA FISH Official Guidebook REBIRTH Complete Edition (BANANA FISHオフィシャルガイドブックREBIRTH完全版)., saiu ontem e custa 2735 ienes.