sexta-feira, 31 de julho de 2020

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Tem filme novo baseado em Jane Austen? SIM! Vamos falar das suas obras e adaptações!


Como está para estrear um novo filme baseado em Jane Austen, a gente, que é fá, claro, acaba tropeçando em montes de coisas relacionadas à autora e ao seu livro mais importante, Orgulho & Preconceito.   Tipo, eu abro a internet e as coisas começam a pipocar para mim, mais do que material relacionado à shoujo mangá.  A imagem do topo do post é de uma matéria antiga do The Guardian.  É interessante, mas tem erros, um deles é omitir que a adaptação de Razão & Sensibilidade de 1995, a mais famosa, as personagens tiveram suas idades alteradas para mais, porque a Emma Thompson queria fazer a Elinor Dashwood.  Inclusive, isso fica bem claro no filme, com alguém dizendo que ele tinha perdido sua chance de casar por já ter 27 anos.  No livro, a personagem começa a história com 17 anos, ou seja, em uma idade bem adequada, mas sem recursos para ser apresentada na sociedade e procurar um bom partido devido à morte do pai.

Sim, também acho que o Alan Rickman está perfeito
em Razão & Sensibilidade 1995.
Aliás, por causa disso, essa deliberada alteração nas idades de algumas personagens, muita gente (*que não leu os livros, nem pesquisou*) acredita piamente que o Coronel Brandon é mais velho que o Mr. Knightley, porque o papel caiu como uma luva para o Alan Rickman.  O Coronel tem 35 anos no início do livro, a idade da mãe das moças, aliás.  Além disso, esquecem, também, que Brandon tinha sofrido muito na vida, ido para a guerra, era tímido e tudo mais e o Mr. Knightley só era o vizinho intrometido que não tinha muita coisa para ocupar seus pensamentos salvo pela "obsessão" por Emma. 😄 Aliás, eis outro momento, um novo filme, no caso Emma, para que alguma editora tenha o estalo e lance as adaptações de romances da autora para mangá, no caso, da editora Ohozora, josei mangá.  Não estou falando de material produzido nos EUA (*EXEMPLO*).

A piada é boa.  E eu adoro Waterloo
 com o elenco de Mamma Mia.
Deixo a sugestão de um quiz sobre Orgulho & Preconceito em inglês.  É, sim, difícil.  Eu, pelo menos, achei.  Abaixo, uma entrevista longa dada pelo Colin Firth na China.  


No minuto 18min30s o repórter começa a perguntar todo animadinho sobre Orgulho & Preconceito (1995), recomenda a série, diz que passou na China dublado e legendado e o Colin Firth fica bem sem graça e começa a dizer coisas como: "Eu não esperava que o sucesso fosse durar tanto." "No ano anterior (1994) a BBC tinha feito uma versão de muito sucesso de MiddleMarch e Orgulho e Preconceito foi feito para manter o interesse por clássicos."  

Colin Firth, na entrevista, só faltou mandar
 o pessoal esquecer O&P e ir assistir MiddleMarch.
Aqui, um adendo, Rufus Sewell, protagonista de MiddleMarch, tem seus encantos na série iria ficar mais interessante (*bonito, sexy, enfim*) alguns anos depois.  Aliás, tenho a série no meu HD faz mais de uma década.  Preciso assistir e resenhar, mas a qualidade do vídeo é bem ruim.  Continuando, "Mr. Darcy não faz muita coisa na série, ele só 'stares' (encara as pessoas)". Ele tem trauma tipo Leonard Nimoy teve do Sr. Spock por muito tempo. Fazer o quê?  

Darcy e Elizabeth, 1995 e 2005.
Lembro de uma entrevista em que ele comenta "Se, um dia, eu chegasse em Marte, a manchete dos jornais seria 'Mr. Darcy desembarca em Marte'".  Bem, é preciso lidar com isso.  Mas acredito que é jogo, ele adora ficar reprisando a cena da camisa molhada em outros filmes.  Se não gosta, recuse, ué!  Quem mandou manter a velha chama acessa?  Ah, sim, mais adoante na entrevista o repórter pergunta se ele não sonha com alguns papéis, como Hamlet.  O Colin Firth ri e diz que está muito velho para a personagem.  Pois é... 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Anunciando o dorama de Mairunovich


Acabei de ver no Manga Mogura que foi anunciado o dorama de Mairunovich  de Sato Zakuri.  Para comemorar, o primeiro volume será relançado, provavelmente, em formato digital.  O anúncio oficial virá na próxima edição da revista Margaret, que traz na capa a nova série da autora, Mojikoinenekoi  (モジコイネネコイ).  


Voltando à Mairunovich,  trata-se de uma adaptação tardia, pois a série foi publicada entre 2010 e 2014.  O resumo do início da história é o seguinte: Kinoshita Mairu tem um nome fofo, mas vive se desculpando por ser feia. Na verdade, ela pede desculpas por sua existência. Os colegas de classe a chamam de "Cogumelo Venenoso" pelas costas e até seu próprio irmão a trata com desdém. No entanto, tudo isso está prestes a mudar com a ajuda de sua mentora/vizinha transexual, Fuwari-chan, e do "rei da escola", Kumada Tenyuu!  Vamos aguardar maiores detalhes.

Lançado o segundo volume de Kainis no Kane no Tori


Em setembro passado, falei de Kainis no Kane no Tori (カイニスの金の鳥), porque o mangá havia recebido destaque no Comic Natalie.  Agora, a série de Hata Kazuki volta ao CN pois foi lançado o segundo volume e a versão digital (*não a impressa*) vem com uma conjunto de ilustrações especiais.


O mais interessante é que o CN dá detalhes do mangá, a protagonista, Lea efetivamente se tornou uma escritora, mas não somente assina com o nome de Alan Wedgewood, ela se traveste de homem para conviver com outros escritores.  Só lembrando, a história se passa no século XIX.  Outros detalhes do segundo volume são o encontro de Lea com outra mulher escritora travestida (Georges Sand?) e os problemas que enfrenta quando outro escritor descobre sua identidade.  O mangá é publicado na revista Matogrosso e não tem scanlations.

Fragmentando Mulheres: Uma estratégia de Vendas que promove a Desumanização


Um dos argumentos mais utilizados para a proibição do véu integral (*burqa e niqab*) em países ocidentais é que esse tipo de vestimento, ao esconder o rosto das mulheres, lhes roubaria sua identidade e parte de sua humanidade, reduzindo-as à sombras.  Há questões de segurança, também, mas não vou discutir isso nesse texto.  A pessoa que escreve concorda integralmente com esse argumento, esconder o rosto das mulheres é negar-lhes parte da humanidade.  E, sim, há mulheres que defendem o uso do véu integral, mas o fato de vocalizarem seu apoio publicamente, é preciso lembrar que adesão não significa falta de coerção (*do grupo, de ideologias religiosas, de imperativos identitários etc.*)

Mulheres sem rosto.
Mas não estou escrevendo esse pequeno texto para falar de vestimentas islâmicas, mas de como a mídia fragmenta os corpos das mulheres, objetificando-os com o intuito de vender produtos, ideias, ou promover o deleite da audiência.  Há propagandas e matérias que usam e abusam de partes dos corpos femininos.

A matéria pergunta qual a pate favorita do corpo das mulheres.
Bundas, coxas, peitos, barrigas saradas, ou fora dos padrões, passam mensagens para o consumidor, uma delas é que mulheres não precisam ter rosto, identidade, não são pessoas, podem ser consumidas aos pedaços.  Tempos atrás, na turnê de Sandy e Júnior aconteceu algo engraçado que se remete a isso.  A música Maria Chiquinha teve sua letra alterada por ser considerada ofensiva em nossos dias.  Muita gente protestou, mas a parte alterada foi a seguinte:

"Então eu vou te cortar a cabeça, Maria Chiquinha
Então eu vou te cortar a cabeça
Que você vai fazer com o resto, Genaro, meu bem?
Que você vai fazer com o resto?
O resto? Pode deixar que eu aproveito"

Sim, é para ser engraçado.  Maria Chiquinha, a adúltera, poderia ser morta pelo marido, sua cabeça, cortada.  Já "o resto", bem, ele é útil, porque o corpo das mulheres não são nada mais, nada menos, do que orifícios a serem preenchidos ao bel prazer dos homens.  Um rosto é desnecessário.

Como a amamentação arruinou meu corpo.  Sim, essa foto
é dessa matéria e, sim, existe uma matéria com esse título.
O que me fez escrever esse texto foi uma matéria chamada "Casal gay de Salvador está prestes a dar à luz gêmeos com útero solidário".  Nela, há um ensaio fotográfico do casal com o seu "útero solidário".  Sim, a mulher, uma amiga, não mostra o rosto, não tem nome, trata-se de um recipiente somente.  "Ah, você está delirando!  Ela pode não querer mostrar o rosto, porque teme preconceito.".  Gente, já vi montes de matérias sobre mães, irmãs, que cedem seu útero para acolher embriões que não são seus.  Elas normalmente tem rosto e nome, são parentas, enfim, que merecem respeito e admiração.

Isso não é bonito, nem fofo, nem sei lá... 
Essa mulher da matéria não foi tratada como uma pessoa, ela é somente um útero. E isso, em um momento no qual querem controlar ao máximo o corpo das mulheres enfatizando sua função reprodutiva, é muito, muito triste.  E a questão não ser um casal gay, mas essa objetificação e redução das mulheres à pedaços com funções específicas como seduzir, reproduzir, cuidar, entre outros.  

A foto abre uma matéria sobre mulheres que praticam corrida.
E para quem não entendeu, porque eu talvez não tenha sido clara, tentarei resumir: A mulher foi voluntária, OK, não estou discutindo isso, mas que não colocassem somente sua barriga. E independentemente dela não querer aparecer, ter seu nome revelado, usaram seu ventre nesse ensaio que, visto isoladamente, é de mau gosto, mas como o caso não pode ser analisado como isolado, ele faz parte de um modelo de representação das mulheres aos pedaços, corpos compartidos, sem rosto, sem identidade, desumanizados. Seios, pernas, bundas e, claro, barrigas.

Exemplo de avó barriga solidária que tem rosto e nome.
Não há nada de progressista na forma como a matéria foi construída, negando nome e rosto às mulheres que são somente úteros.  Não há nada de fofo em fazer um ensaio fotográfico com uma mulher aos pedaços celebrando a alegria de dois homens pela chegada de seu bebê (*e poderia ser um casal hetero*) sem que ela nada fosse além de um receptáculo.  Cabe aqui lembrar de novo do Conto da Aia.  Tudo faz parte de um mesmo discurso com múltiplas origens e que aponta para o fato das mulheres serem menos que humanas, descartáveis.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Finalmente, o segundo filme de Haikara-san ga Toru com legendas!


Hoje, à tarde, descobri que o segundo filme de Haikara-san ga Toru  (はいからさんが通る), que é de 2018, saiu com legendas em inglês.  Parece que foi lançado no dia 14.  Ele está disponível aqui para ser assistido on line e para download.  O primeiro filme, eu assisti com legendas em português, parece que disponibilizaram antes no Brasil.  Não sei se houve lançamento por algum fansuber nacional, não achei mesmo.


Para quem está perdido, não sabe o que é Haikara-san ga Toru, um rápido resumo:  Haikara-san ga Tooru, de Waki Yamato, é baseado no mangá de mesmo nome publicado na extinta revista Shoujo Friend entre 1975 e 1977 e conta a história de Benio Hanamura, uma garota moderna vivendo no início do século XX.  No início da história, ela é uma colegial de 17 anos, que sonha em casar com o homem que ama e escolher qual o seu lugar no mundo.  Ela é cheia de energia, tomboy, mas não se destaca, nem nas artes femininas, que são muito enfatizadas em sua escola, nem em aspectos acadêmicos, mas ela é boa em kendô.  


O pai viúvo lamenta tê-la educado mais como um garoto do que como uma menina.  Seus melhores amigos são Tamaki, uma verdadeira ojousama, rica, aristocrática, e que, mesmo sendo feminista, consegue ser agradável e se destacar nas prendas femininas, e Ranmaru, seu vizinho, apaixonadíssimo por Benio, e que se prepara para ser onnagata (ator especializado em papéis femininos no teatro Kabuki).  Um belo dia, depois do colégio, o pai de Benio lhe comunica que ela  irá se casar em breve com Shinobu Ijuin, um jovem tenente, para cumprir uma antiga promessa feita à avó do jovem, o amor de sua vida.  A moça se revolta, resiste, mas acaba se apaixonando pelo moço.  Não darei mais detalhes.  Minha resenha do primeiro filme está aqui.


Quando o primeiro filme termina, Benio acredita que o moço morreu em algum lugar da fronteira entre Rússia e China (*provavelmente, fazia parte das tropas japonesas enviadas para invadir a Rússia durante a guerra civil que se seguiu à Revolução Russa*).  Benio vai trabalhar como jornalista, entra na história o dono do jornal, Tousei, um sujeito que odeia mulheres, mas acaba se apaixonando por ela.  Na última sequência, Benio está chegando na Mandchúria como correspondente de guerra e tem a sensação de ter visto o noivo morto na estação de trem.


Detalhe, no mesmo site há outros animes, inclusive Candy♥Candy (キャンディ♥キャンディ) completo com legendas em inglês.  Corre lá!  ah, sim, me avisaram que há um fansuber brasileiro legendando Candy♥Candy.  É outra oportunidade de assistir esse clássico e entender por qual motivo a série faz tanto sucesso.

É possível cozinhar o prato feito em Parasita em 8 minutos?


No filme Parasita, é questão de vida, ou morte, fazer determinado prato em 8 minutos.  O Sora News fez o teste para ver o quão realista o filme realmente foi.  


No filme, o prato se chama “ja ja ramen.” e, segundo o SN, o Twitter oficial de Parasita no Japão explicou que o prato reúne três ingredientes: Chapagetti (macarrão instantâneo) da marca Nongshim, macarrão instantâneo da marca Noguri e cane de qualidade.  Os passos da receita são os seguintes:

1. Ferva o macarrão com suas respectivas coberturas secas por 5 minutos.
2. Corte a carne em cubos.
3. Escorra o macarrão quando terminar e adicione os dois molhos.
4. Adicione o óleo incluído, misture com a carne e pronto!


Faltou ter que cozer a carne na frigideira, porque tem isso, também, fora que a água precisa estar fervendo antes de colocar o macarrão.  Enfim, apesar de não descrever isso na matéria, há fotos mostrando o processo, então, foi feito, também.  E eles cronometraram o tempo e levaram 12 minutos e 47 segundos para concluir o processo.  Ia dar ruim.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Mais da metade das mulheres jovens japonesas solteiras tem dificuldades em se sustentar



O Sora News trouxe uma matéria sobre uma pesquisa feita no Japão com 350 mulheres solteiras na casa dos vinte anos e morando sozinhas.  O SN começa falando de como é alto o custo de vida no Japão, especialmente, em Tokyo, e que 49,9% das entrevistadas diz receber 200 mil ienes ao mês, ou menos.  Isso corresponde a US$2.094,38, com o câmbio a 4,40 reais, seria R$9215,27.  Parece muito para os nossos padrões brasileiros, mas, no caso do Japão, não é.

O SN começa dizendo que os valores de aluguel em Tokyo normalmente começam nos 70 mil ienes e podem chegar a mais de 100 mil com facilidade. Isso para um apartamento modesto.  Logo, um salário de 200 mil ienes é muito pouco.  Os gastos mensais das entrevistadas são de cerca de 143.685 ao mês e cerca de 28,6% gastam entre 100 mil e 150 mil ienes com contas e necessidades básicas.


Os planejadores econômicos normalmente recomendam que 50% do salário seja destinado ao aluguel e outras despesas obrigatórias, 20% seja guardado e 30% fique para as outras despesas pessoais.  Recebendo 200 mil ienes, essa conta não fecha.  21,2% dizem gastar mais do que recebem.  Elas não conseguem guardar nada e ainda estão se endividando.  14.6% diz que não consegue guardar mais do que 10 mil ienes do seu salário.

33,5% das entrevistadas trabalham em escritórios. 13,3% está no setor de serviços e 9,5% trabalha em regime de homeoffice.  36,6% diz ter dois empregos para conseguir sobreviver. Akirako Yamamoto da FP Woman, uma empresa de planejamento econômico, diz que a pesquisa pode estar errada, porque há uma grande diferença salarial entre as mulheres no início dos seus 20 anos e as que estão chegando nos 30 anos.  As mais jovens ainda estão na faculdade, trabalham em meio expediente e isso tem impacto nos salários e nos números.


Embora todas essas estatísticas mostrem uma imagem geral da vida dessas mulheres de 20 anos, uma pergunta realmente se aprofundou em cada uma das suas experiências pessoais: "Como você se sente com relação à sua renda e gastos mensais?" Ainda que cerca de 43,4% das entrevistadas se sintam bem com sua situação financeira, com 11,4% dizendo: "Eu tenho bastante espaço de manobra" e 32% dizendo "Estou indo bem", a maioria não se sente confortável com suas finanças .

47,1% disseram que "o dinheiro está um pouco apertado" e 9,4% disseram que "o dinheiro está muito apertado". Algumas participantes também adicionaram respostas como “Parece que não vou conseguir um emprego permanente em tempo integral, por isso estou preocupada com meu emprego/renda” e “Não importa o quanto eu trabalhe, não ganho o suficiente para compensar minhas despesas”. Outras falaram sobre como isso afetou suas vidas: “Eu parei de carregar meu cartão bancário e cartões de crédito e estou tentando não gastar dinheiro” e “Eu desisti de meus hobbies e perdi amigos porque parei de sair com eles. "


Não é um cenário animador, eu diria, mesmo levando-se em consideração, e o SN coloca isso, que a amostragem é pequena.  O texto não fala em diferenças salariais entre homens e mulheres, mas eu fui atrás e encontrei dados do ano passado.  A diferença salarial média é de 24.5%, alta para um país desenvolvido, mas em queda nos últimos 15 anos.  O SN comenta, no entanto, que quando o assunto é casamento, muitas mulheres jovens, isto é, aquelas que não tem um emprego que lhes pague condignamente, ou uma profissão, acabam dizendo que se casariam, desde que fosse com um homem rico.