quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

domingo, 24 de setembro de 2017

Comentando Bingo: O Rei das Manhãs (Brasil, 2017)


Segunda-feira assisti Bingo: O Rei das Manhãs, filme muito elogiado e que foi escolhido para concorrer a uma possível vaga na disputa pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.  Meu quarto filme brasileiro em sequência.  Livremente baseado na história de Arlindo Barreto, que interpretou o palhaço Bozo entre 1982 e 1986, o filme consegue ser bem convincente seja como biografia, ou como memória dos programas infantis dos anos 1980, e mais do que tudo é um filme muito bem narrado, tocante em alguns momentos, crítico e debochado em outros.  Mérito do elenco e do diretor, o experiente montador Daniel Rezende.

Em linhas gerais, a história é a seguinte: Augusto Mendes (Vladimir Brichta) é um ator que sonha em fazer uma grande carreira televisão brasileira. Filho de uma grande diva do teatro e da TV (Ana Lúcia Torre), divorciado e pai de Gabriel (Cauã Martins), ele trabalha fazendo pornochanchadas e inveja a ex-mulher, que é estrela da principal novela da TV Mundial (Rede Globo). Uma das promessas que faz para seu filho é que seu próximo papel será algo que o filho e seus amigos possam assistir.

Estrelato.
Um dia, quando está prestes a fazer um teste para uma das novelas de TVP (TVS/SBT), ele vê uma fila com homens vestidos de palhaço.  São os testes para um programa infantil importado dos Estados Unidos.  Ele pergunta se pode fazer o teste e termina sendo o escolhido para interpretar o palhaço Bingo.  Augusto, mesmo escolhido, tem dificuldades para encarnar o palhaço com roteiros vindos dos Estados Unidos e se vê ameaçado de perder o emprego. Decide, então, fazer um estágio com um palhaço experiente (Domingos Montagner), refinando o seu estilo.

No estúdio, Augusto mantém uma relação conturbada com Lúcia (Leandra Leal), a rígida diretora que resiste a todas as estratégias de conquista do protagonista, e faz amizade com Vasconcelos (Augusto Madeira), que vira seu parceiro de farras e o apresenta às drogas pesadas.  O sucesso faz com que Augusto se afaste do filho e mergulhe em um mundo de luxo e orgias.  No entanto, algo o atormenta, a obrigatoriedade de permanecer anônimo.  Bingo é famoso, mas Augusto não pode colher os louros desse sucesso.  Com o passar do tempo, as pressões e as drogas começam a atrapalhar a relação de Augusto com o filho e mesmo com o seu trabalho.

De pai amoroso à pai ausente.
Tenho um monte de coisas a comentar sobre Bingo, o problema é como fazer isso sem comprometer o prazer de quem decidir assisti-lo.  Então, meus comentários podem parecer aleatórios, é o risco, enfim...  Trata-se de um filme muito interessante e que consegue captar bem a atmosfera dos anos 1980, época de boa parte da minha infância, com músicas, roupas, maquiagem e seus carros com motor 4,1.  Só que o mundo de Bingo era muito diferente do meu.  As personagens são de classe média.  O telefone, peça que é mostrada como tendo revolucionado o programa do Bingo, era coisa que poucos podiam ter.  

Eu jamais pude sequer tentar ligar para qualquer programa infantil e, se tivesse telefone, seria impensável ligar para São Paulo.  Os preços eram proibitivos.  E isso me fez lembrar de algo que não entra no filme é qualquer discussão sobre economia.  Mesmo desempregado, ou vivendo de bicos, Augusto não parece se preocupar com as contas a pagar, ou pensão do filho.  Depois de estourar como Bingo, menos ainda... Augusto deseja o estrelato, ser um ator reconhecido, estar fora do círculo das pornochanchadas, não precisar mostrar a bunda, como sua mãe pontua em determinado momento, mas dinheiro mesmo nunca parece ser um problema.  Fama, sim.

A revolução do telefone.
E é essa ambição que conduz a personagem.  Havia vários programas com ou de palhaços nos anos 1970-80.  Pururuca e Torresminho, Carequinha, o próprio Fofão era uma espécie de palhaço.  Nenhum deles parecia realmente preocupado em mostrar-se, eles encarnavam a personagem.  O Bingo do filme desejava ser reconhecido como Augusto Mendes, daí o anonimato ser tão pesado para ele.  A questão do anonimato também perseguia a mãe do ator e seu modelo.  A grande diva do teatro e primórdios da TV que envelhece e é esquecida, relegada a se tornar jurada de programa de calouros.  A mãe real de Arlindo Barreto era jurada do programa Flávio Cavalcanti, um dos mais importantes da TV nos anos 1970.

É o narcisismo que empurra a personagem, que lhe dá energia para lutar por um papel de palhaço, enfrentar os grandões da Mundial (Globo), a diretora, enfim.  Ele quer ser famoso, ele quer que suas ideias sejam reconhecidas e quer usufruir dos lucros.  Ao tentar aproveitar os frutos do seu trabalho, mesmo não podendo revelar que é Bingo, que Augusto mergulha em um processo destrutivo de drogas e orgias.  Vladimir Brichta consegue se mostrar muito competente em todos os momentos dos ternos aos mais destrutivos e depravados do seu palhaço.

Um homem cheio de ideias.
Falando em ternura, o filme trabalha muito bem a relação do pai com o filho.  Não é artificial, nem forçado.  Importante também frisar é que para valorizar o afeto entre pai e filho não há qualquer demonização da mãe (Tainá Müller).  Augusto a inveja, afinal, ela tem um papel de destaque na principal novela da TV Mundial, mas ela não é tratada como leviana ou uma mãe que não ama e se preocupa com o filho.  É uma boa lição para outros roteiros.  Para valorizar um dos pólos não é necessário desqualificar o outro.

Com a fama, a relação entre pai e filho se torna difícil.  Bingo é o palhaço favorito de todas as crianças, mas deixa de ter tempo para o filho.  As noitadas, as orgias, as drogas, terminam roubando o tempo que era do menino que nem tem a alegria de poder contar que é filho do principal palhaço do Brasil.  Agora, se eu tivesse que apontar uma cena desnecessária do filme, a única, aliás, é a colocarem o menino conseguindo ligar para o programa do Bingo.  Pode ter sido um dos delírios de Augusto?  Sim, mas não parecia.  Sempre que o ator delirava por estar sob o efeito de drogas, não nos ficava dúvida do que estava ocorrendo.

O americano dono da marca ficou satisfeito
sem saber o que Augusto estava falando.
Pelo que andei lendo, Arlindo Barreto foi o segundo Bozo.  O primeiro ator a interpretar a personagem, Wandeko Pipoka, também teve problemas com drogas.  Já Arlindo, que nega ter sido demitido como a personagem do filme, acaba incomodando com seu descontrole, imagino que Luís Ricardo, outro que encarnou o Bozo e de quem me lembro bem, o substituísse em seus momentos de crise.  Aliás, falando em descontrole, foi espetacular a cena vingança contra a TV Mundial quando Bingo ficou em primeiro na audiência.  Aliás, foi preciosa a participação de Pedro Bial fazendo as vezes de Boni.  Augusto foi rejeitado e espezinhado na campeã de audiência e se vingou.  Agora, se ele saísse só de cuequinha vermelha (*marca da personagem*) na rua no início dos anos 1980, iria preso.

Já tentando ir para o final, li pelo menos uma crítica em relação à personagem de Leandra Leal, que é a diretora do programa, a verdadeira Lúcia era uma produtora, evangélica e muito rígida.  Enfim, a crítica que li e perdi, dizia que ela era exagerada e artificial.  Bem, os confrontos com Bingo parecem ser exagerados.  Por mais bizarros que fossem os programas infantis da época, o nível de duplo sentido e tudo mais apresentado no filme parecem excessivos, ou talvez minha memória esteja falhando.  Agora, como personagem, Lúcia é absolutamente plausível.  

O amigo que empurra augusto para o abismo.
Não havia essa coisa de evangélico não praticante nos anos 1980.  Éramos minoria e tínhamos que ter um comportamento público exemplar.  O caso de Lúcia é agravado por ela ser mulher.  Como mulher ela precisava ser ainda mais séria, como profissional de sucesso no meio de homens e crente, ela precisava ser rígida.  A forma como ela coloca Augusto no seu devido lugar, mesmo interessada por ele, é exemplar.  Se ele não se consertar, ela não vai aceitar nenhum relacionamento com ele, mas quando ele cai, ela vai lá e lhe estende a mão.  Enfim, apesar dos exageros do filme no comportamento de Bingo e de Lúcia, gostei bastante dela.

A única personagem real do filme que aparece com seu nome é Gretchen interpretada pela competente Emanuelle Araújo.  Sim, Gretchen e outros cantores e cantoras adultos frequentavam programas infantis nos anos 1980 e as apresentadoras, não raro, usavam pouca roupa e posavam para revistas masculinas.  No geral, não havia reclamações, ou elas não eram visibilizadas.  Não havia internet e, como pontuei, os evangélicos eram só uma minoria, não um grupo de pressão como hoje. E, sim, Emanuelle Araújo está muito bem, ela é uma artista versátil.

Emanuelle Araújo é um furacão.
Bingo, apesar das várias personagens femininas com nomes, não cumpre a Bechdel Rule, eu diria.  Se alguma das mulheres conversa entre si, e não me lembro de nenhuma cena específica, é sobre Bingo.  De resto, o filme é competente em apresentar personagens femininas sólidas e até certo ponto complexas, ao mesmo tempo em que explora de forma correta a forma objetificada como as mulheres eram (*Não mais?*) tratadas na TV, nas pornochanchadas, e outras mídias.

Fechando, eu queria Bingo com mais dez minutos.  A conversão de Augusto ficou clara no filme, exigência de Arlindo Barreto em cuja vida a história é baseada, mas não foi desenvolvida com o mesmo vigor que o arco da queda, por assim dizer.  Não estou pedindo que Bingo fosse um filme religioso, mas um melhor desenvolvimento seria bem-vindo.  Fora isso, não sei se para conseguir o reconhecimento das plateias atuais, ou por desconhecimento mesmo, a igreja de Lúcia é neopentecostal.  O verdadeiro Arlindo converteu-se e tornou-se pastor da igreja batista e, bem, nos anos 1980, igrejas batistas eram tudo, menos aquilo que é mostrado no filme.  De resto, Arlindo Barreto foi o responsável, acredito eu, por abrir espaço para que palhaços pudessem atuar como evangelizadores e esteve por muitos anos à frente da Tenda da Esperança.  Seria legal terminar com isso.

Sempre em atrito com os superiores.
Bingo: O Rei das Manhãs é um filme assumidamente adulto e bem estruturado.  Talvez adulto demais em certos aspectos, o que limita o seu público (*e torna inviável que seja usado em igrejas, também, apesar da conversão da personagem*), um Bingo menos desbocado e pornográfico poderia puxar mais gente para o cinema.  Acredito que esse fator o torne menos viável para o Oscar.  Não sei se foi a melhor escolha, ainda que seja um filme excelente.  E, sim, Bingo não engana ninguém e se sai melhor que Aquarius nesse quesito.  Agora, acredito que ele não conseguirá entrar na seleção final, salvo se a estrela de Daniel Rezende, indicado previamente pela montagem de Cidade de Deus, tiver um brilho muito forte em Hollywood.

Enfim, foi a intenção dos realizadores chocar em muitos momentos e contaram com o brilho de Vladimir Brichta e a competência do resto do elenco.  É um filme triste, também, porque mostrou Domingos Montagner, morto faz um ano, como o palhaço que ensina a função para o protagonista.  Montagner começou sua carreira como palhaço e, bem, vê-lo atuando me emocionou um tanto.  Também derramei uma lágrima no fim, mesmo com a correria da conversão, a redenção de Augusto foi emocionante.  E não falo do aspecto religioso somente, mas de ter recuperado a autoestima, a dignidade, a saúde, o amor do filho.

sábado, 23 de setembro de 2017

Ilustração da CLAMP inspira figure espetacular


Code Geass, que não é shoujo ew tem character design da CLAMP, completou 10 anos.  Pois bem, a Megahouse, uma das grandes fabricantes de figures, anunciou sexta-feira uma figure comemorativa com o nome de G.E.M. Series Code Geass: Hangyaku no Lelouch R2 CLAMP works in Lelouch & Suzaku.  a figure traz os dois protagonistas da série, Lelouch e Suzaku. Eles podem permanecer unidos ou serem separados e custam a pequena fortuna de 29,916 ienes, aproximadamente 834,83 reais, sem impostos e correio, claro.


A figure é baseada em uma ilustração do artbook MUTUALITY: CLAMP works in CODE GEASS  (*Assim mesmo, com as maiúsculas e tudo mais*), lançado em 2008.  A figure, que não é a única comemorativa dos dez anos da série, o ANN cita uma de Zero e Lelouch vi Britannia, já haviam sido anunciadas.  A gracinha com Lelouch e Suzaku sai em março.  Acredito que já está em Pré-venda.






Code Geass teve duas séries  Code Geass: Lelouch of the Rebellion (コードギアス 反逆のルルーシュ), em 2006, e Code Geass: Lelouch of the Rebellion R2 (コードギアス 反逆のルルーシュ R2), a sequência, em 2008.  Ano que vem teremos uma nova série, Code Geass - Hangyaku no Lelouch - Kōdō.  Uma compilação de filmes será lançada nos cinemas japoneses em 21 de outubro, como parte das antecipações da nova série.  Acredito que o vídeo abaixo é o trailer das compilações:

Coisas que eu detesto: listas de livros obrigatórios


Detesto essas listas de livros que toda feminista, toda mulher, todo homem, todo bom cristão, todo gay, todo ET, todo papagaio etc. deveria ler na vida. Aliás, essa coisa de listas de livros e textos só vale para ementa de disciplina da faculdade e, mesmo lá, a maioria não lia e era feliz e aproveitava a disciplina do mesmo jeito.  Aliás, acho que em toda a minha vida acadêmica, só fiz todas as leituras em duas disciplinas, em uma delas para brigar com a professora e ter os subsídios para confrontá-la (*eu era dessas*) e terminei acreditando que ela foi uma das melhores professoras que tive na vida.

Essa história de listas é uma espécie de ditadura bem intencionada, mas, ainda assim, ditadura. Tutela intelectual: eu sei o que é melhor para você.  Sim, porque não são sugestões, são listas obrigatórias que "todo mundo tem que ler".  E a gente vai repassando, às vezes, sem nem parar para pensar que as listas obrigatórias variam a depender de quem as faz, quais seus gostos, idade, origem, formação, posicionamentos políticos, se é homem ou mulher, hetero ou homo, se professa alguma religião etc. Raramente, muito raramente, a pessoa que monta a lista vai conseguir transcender suas condições de produção.


A última lista que abri só tinha uma mulher (*Aleluia! Tinha uma!*), Hannah Arendt, forte viés filosófico, e tinha um pezinho no centro leste da Europa. Só faltava estar escrito, bom seria para a felicidade plena que você lesse em russo e alemão, sua experiência no original sempre é melhor.  Aviso que não tinha lido nenhum dos livros indicados, nenhum.  Devo ser uma pessoa muito infeliz ou mal (in)formada.

Acredito que todo mundo deveria ler, agora, a forma como as pessoas interagem com aquilo que leem e o mundo tem muito de pessoal, de particular. Impôr leituras que podem tornar as pessoas melhores, mais críticas, mais felizes é uma bobagem.  Pior ainda, pode afastar as pessoas dos livros, minar-lhes o prazer de ler.  Obviamente, se você está em alguma área científica, a coisa ganha outros tons, mas listas de internet não se aplicam a isso, mesmo quando incluem livros acadêmicos nelas.  Falo das coisas que circulam de forma generalizada e sempre bem intencionada.


E, sim, é somente a minha opinião, nada mais. E opinião de alguém que leu muito menos do que as pessoas acreditam que ela leu e que leu e lê muita bobagem pelo simples prazer de ler. E, sim, uma das piores coisas que poderiam acontecer na minha vida é não poder ler, a segunda é escolher o que ler. Daí, The Handmaid's Tale me deixar tão aterrorizada, assim como saber de moléstias nas quais a pessoa esquece/desaprende como ler e não consegue voltar a fazê-lo.  Ler liberta.  Uma vez que você aprenda a ler, ninguém conseguirá impedir que você o faça, daí, no Sul dos EUA, haver leis proibindo que se ensinasse os escravos a ler.  Já a terceira, bem, preciso conviver com ela: é não ter tempo para ler tudo o que quero e preciso.

De resto, detesto listas com filmes e mangás obrigatórios, também, mas isso fica para outro post.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Quais as personagens estrangeiras de anime mais atraentes para os japoneses?


O Charapedia fez uma pesquisa para saber quais os personagens estrangeiros mais atraentes para os japoneses.  10 mil votantes e o que eu estranhei (*vai que eu não achei*) é que não colocaram, como sempre fazem, o ranking de votos por sexo.  Queria ver o que aparecia mais na lista dos meninos e das meninas, por assim dizer.  Eu fiquei curiosa, porque, bem, como alguém rouba o primeiro lugar do Viktor?  Como?  Como?  


1. Alice Cartelet (Kiniro Mosaic) – 453 votes – Não conheço essa menininha, mas ela deve ser super popular para destronar o querido Viktor.  Pelo que vi, ela é inglesa (*bandeirinha*), fã de cultura japonesa (*otaku?*) e tem um intenso akogare pela protagonista da série.  E, bem, essa criança tem 17 anos.  Deve ser uma série bem moe.


2. Victor Nikiforov (Yuri!!! on Ice) – 400 votes – Como não amá-lo?  O melhor patinador, treinador e marido do mundo da animação, provavelmente.


3. Irina Jelavic (Assassination Classroom) – 294 votes  – Não acompanho a série, que é publicada pela JBC, mas ela é atiradora de elite e professora de língua estrangeira.  Provavelmente, outras coisas, também.


4. Camus (Uta no☆Prince-sama♪) – 255 votes – Sabe uma franquia de shoujo anime que eu deveria para para olhar?  São tantas continuações e uma presença insistente nos mais diversos rankings que deve valer o esforço.  Quanto a esse moço, ser estrangeiro e louro já o qualificaria a estar nessa lista, o cavalo branco deve ter definido a parada.


5. Vermouth (Detective Conan) – 217 votes – Atriz, membro de uma organização criminosa e interessada no protagonista da série.  Ele tem verbete bem grandão na Wikipedia.


6. Kiss-Shot Acerola-Orion Heart-Under-Blade (Monogatari) – 185 votes – Segundo meu marido, ela é a forma infantil de uma poderosa vampira (*e cheia de fanservice*) que sofreu forte dano físico (*foi meio que desmembrada*) e recebe ajuda do protagonista, Ararague.  Enfim, preferi botar a versão fofinha dela no post.


 7. Yuri Plisetsky (Yuri!!! on ICE) – 172 votes – Yuri tem uma expressão sempre meio entre o tédio e a raiva, tsundere, vocês sabem, mas ele merecia melhor lugar no ranking.  De qualquer forma, somente Yuri!!! on ICE e Detective Conan aparecem duas vezes nessa lista.


 8. Jodie Starling (Detective Conan) – 151 votes – É uma agente do FBI que, quando criança, teve os pais assassinados por Vermouth, que aparece em quinta colocação.  Lendo o verbete sobre ela, fiquei imaginando o quanto minha imagem de Detective Conan como série inócua deve estar equivocada.


 9. Ciel Phantomhive (Black Butler) –  135 votes – Conde, órfão, poderoso e, provavelmente, porque não acompanhei a série, um tanto arrogante e mimado.  Faltou o cabelo louro dessa vez. 


10. Alexandra Garcia (Kuroko no Basket) – 128 votes – Professora de basquete e ex-jogadora da WNBA.  De resto, passei a odiar essa série que nunca vi, porque os profissionais envolvidos decidiram estragar o character design de lenda dos Heróis Galácticos.

O Goboiano publicou a lista e eu acrescentei alguns comentários, mas o primeiro trabalho de tradução é deles.  

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Lenda dos Heróis Galácticos já tem trailer e novo character design


Eu odiei esse novo character design genérico moderno do fundo da minha alma, mas tinha que comentar a notícia que está no ANN.   A Lenda dos Heróis Galácticos ou Ginga Eiyu Densetsu, uma das minhas séries de anime favoritas, terá uma novíssima série estreando chamada de Ginga Eiyu Densetsu Die Neue These (銀河英雄伝説 Die Neue These) estreando na TV no ano que vem, em abril.  Serão 12 episódios.  Já em 2019, a série continua no cinema com três filmes com quatro episódios cada.  


A nova adaptação dos romances de Yoshiki Tanaka ficará a cargo do povo que fez Kuroko's Basketball (黒子のバスケ), direção, scripts, design (*horroroso*) de personagens etc. O estúdio é Production I.G.  Já o desenho mecânico, porque não acredito que sejam somente os mechas, como está no ANN, já que são poucos, estão sob a responsabilidade de  Shinobu Tsuneki (Ghost in the Shell: Stand Alone Complex, Psycho-Pass) e Naoyuki Kato (ilustrador dos livros e de Starship Troopers).  Será uma super produção, mas eu aposto que a primeira leitura da obra de Yoshiki Tanaka continuará sendo superior.





Os dubladores revelados até o momento são: Mamoru Miyano (Reinhard von Lohengramm), Kenichi Suzumura (Yang Wen-li), Yuichiro Umehara (Siegfried Kircheis) e Yoshimitsu Shimoyama (Narrador).  Site oficial do anime é este aqui.

Quais são as personagens que melhor usam o fogo nos animes e mangás?


O Gooranking fez uma pesquisa para saber quais personagens se saem melhor usando o fogo.  Achei injusta a colocação da Sailor Marte, mas ela está entre os 10.  O Goboiano traduziu as 15 primeiras colocações, eu estiquei até o 20º lugar com o acréscimo das personagens de shoujo anime/mangá que aparecem entre os 50.  Segue a lista:

1. Monkey D. Luffy (One Piece) – 651 votes
 2. Roy Mustang (Fullmetal Alchemist) – 376 votes
 3. Hiei (Yu Yu Hakusho) – 323 votes
 4. Natsu Dragneel (Fairy Tail) – 237 votes
 5. Recca Hanabishi (Flame of Recca) – 205 votes
 6. Charizard (Pokemon) – 177 votes
 7. Sabo (One Piece) – 174 votes
8. Genryusai Shigekuni Yamamoto (Bleach) – 164 votes
 9. Sailor Marte (Sailor Moon) – 162 votes
10. Sazuki (One Piece) – 154 votes
 11. Dark Schneider (Bastard!!) – 147 votes
 12. Katsuki Bakugo (My Hero Academia) – 145 votes
 13. Sasuke Uchiha (Naruto) – 137 votes
 14. Zetton (Ultraman) – 135 votes
15. Rin Okumura (Blue Exorcist) – 133 votes
16. Mohammed Abdul (JoJo's Bizarre Adventure Part 3 Stardust Crusaders)  - 131 votos
17. Makoto Shishio (Rurouni Kenshin) - 122 votos
18. Shana (Shakugan no Shana) - 114 votos
19. Ikki de Fênix (Cavaleiros do Zodíaco) - 105 votos
20. Fujiwara no Mokou (Touhou Eiyashou ~ Imperishable Night) - 67 votos


Agora as personagens de séries shoujo fora do top 20 e, bem, basicamente é Precure, a franquia de animes shoujo mais bem sucedida dos últimos tempos, quer dizer, franquia para o público mais infantil mesmo.  Segue a listinha:

26. Hikaru Shidou (Guerreiras Mágicas de Rayearth) - 47 votos
30.  Cure Scarlet (Go! Princess Precure) - 34 votos
35. Cure Rouge (Yes! Precure 5) - 29 votos
39. Cure Lovely (Video - Happiness Charge Pretty Cure!) - 22 votos
44. Cure Sunny (Smile Precure) - 19 votos

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Recapitulando a última quinzena de horrores e retrocessos


É chato ter que ocupar o espaço do Shoujo Café para esse tipo de post, mas a situação muito anda tão esquisita que, bem, é preciso escrever alguma coisa.  Estou cansada e um tanto angustiada, não quero contaminar vocês, mas é preciso comentar rapidamente uma lista de notícias.  Atentados ao Estado Laico, á democracia, aos direitos humanos, à igualdade de gênero etc.  Vamos lá, segue a listinha;

1. Exposição Queermuseu é suspensa por pressão do MBL, seus aliados e marionetes.  O caso ainda está repercutindo e fez com que outras ações semelhantes fossem tentadas e conseguidas.  Ainda ouviremos muito sobre isso, porque, bem, o MBL mostrou força e não vai perder essa onda tão boa. 

2. Peça de teatro com Jesus trans é suspensa no SESC Jundiaí por ação judicial.  Imagino que Jesus Cristo Super Star e o Monty Phyton seriam impedidos de existir em nossos dias.  Aliás, o povo do Monty Phyton comentou algo assim em entrevista nos anos 1990... Enfim, pelo menos a peça foi remontada em Rio Preto e tudo vai muito bem.  Nem tudo é treva, mas a lamparina é pequena e pode ser apagada a qualquer momento.


3. Quadro que DENUNCIA pedofilia é apreendido e artista acusada de fazer apologia à pedofilia.  A exposição era sobre a violência contra as mulheres, houve denúncia de três deputados (*homens*) e, mesmo com o parecer do Ministério Público, o delegado continua insistindo que houve apologia à pedofilia.  Queriam, inclusive, criminalizar a artista, Alessandra Cunha.  A exposição tinha classificação indicativa de 12 anos, agora, é de 18.  Não sei se o quadro voltou a ser exposto, só sei que esse tipo de discussão - pedofilia, violência de gênero - precisa ser feita por gente de menos de 18 anos.  Precisa ser discutida nas escolas.

4. Juiz considera "mero exercício de correção" a surra que o pai deu de fio elétrico em sua filha de 13 anos ao descobrir que ela tinha perdido a virgindade. Bônus: o pai também cortou os cabelos da menina para que ela não pudesse ir à escola, por vergonha.  Não estou pedindo que o pai seja encarcerado e joguem a chave fora, a coisa precisa ser vista de forma mais ampla, porém, esse tipo de coisa configura abuso do papel de pai, provavelmente poderia ser enquadrado como tortura por outros magistrados (*crime inafiançável*) e a conotação de crime de honra, sem ser visto como tal, só reforça os papéis de gênero desiguais.  Perdeu a virgindade, é mulher, não presta.  Aliás, nenhuma notícia que vi comentou o namorado, porque se a menina tem 13 anos e o namorado for maior de idade é estupro de incapaz.  Simples assim.  O pai sai salvaguardado para impedir a filha de estudar e espancá-la sempre que necessário.


5. Juiz de Brasília concede liminar que possibilita tratamentos de cura gay no Brasil em nome da liberdade científica e agindo contra todas as evidências científicas atuais e contrariando decisões da OMS e conselhos de psicologia e medicina do Brasil.  Essa foi fresquinha, saiu ontem.  Os psicólogos que estão em desacordo com a lei, entram na justiça alegando discriminação.  Agora, vamos juntar com a notícia de cima e pensem no seguinte caso: se um pai, ou uma mãe, ao descobrir (*ou desconfiar*) que seu filho ou filha é homossexual cometer um espancamento, ou obrigar o adolescente, ou jovem, ou criança, sei lá, a uma terapia de "cura gay", será que encontraria algum magistrado para considerar "mero exercício de correção"?  Aposto que sim.  Parte de todos os problemas acima começaram com o judiciário e outros ainda virão.

6. General quatro estrelas defende "intervenção militar" (*golpe, portanto*) em evento da Maçonaria (*muito apropriado*), no fim de semana, disse ter respaldo de outros oficiais generais (*ninguém apareceu publicamente para endossar o coleguinha*).  Somente de ontem para hoje o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, exigiu explicações do comandante do Exército, General Villas Boas, que é repeitadíssimo e muito sensato.  Demorou, até, porque, ele deveria ter sido prontamente chamado a se explicar, mas fez o certo e, pasmem, tem gente questionando o direito do Ministro de repreender o general boquirroto ou exigir alguma punição (*ele é reincidente, aliás*). Acho lindo quando gente que se diz conservadora, questiona as hierarquias, especialmente, no que concerne ao meio militar e/ou eclesiástico, achando que podem tudo em nome de uma suposta liberdade de expressão.  Eles e elas deveriam ser os primeiros a conclamar a sociedade a respeitar as regras, ou não?  No entanto, só vale para os outros, esses a gente cala usando de expedientes dos mais questionáveis.


7.  Um projetinho: Deputado Pastor Franklin do PP de Minas Gerais quer obrigar as rádios públicas a tocarem músicas religiosas nacionais.  Para quem não acredita, projeto aqui.  Um amigo comentou que muito da música erudita pode ser considerada música clássica.  Sim, daí o "nacional" para quebrar.  Será que música religiosa incluiria repertórios da Umbanda e Candomblé?  Duvido.  O fato é que esse povo não entende que Jesus disse "eis que estou à porta e bato" (Apocalipse 3:20).  Querem arrombar mesmo.  E, bem, eu cresci ouvindo lindas histórias de conversão que começaram com alguém ouvindo o cantarolar de um hino (*Maravilhosa Graça, Rude Cruz, Sou FelizO Rosto de Cristo etc.)[1], ou passando em frente a uma igreja e ouvindo um coro, gente que decidiu não se matar, gente que decidiu entrar e foi acolhido.  Agora, temos isso aí.

E, bem, ainda estamos da terça-feira. Nossa semana para o obscurantismo religioso, intolerância e retrocesso só começou.  Pelo menos, Feliciano e sua gangue de deputados evangélicos não conseguiu se criar, aqui, no Museu Nacional, tentaram censurar uma mostra sobre a Ditadura Militar sob denúncia de pedofilia.  Mas foi vitória pequena.  Os tempos são tristes.


[1] Para quem não sabe, eu sou protestante batista e meu gosto musical é arcaico, conservador mesmo.  Detesto a maioria do que ouço da chamada música gospel contemporânea e o que não quero de ruim para mim, não desejo para ninguém.