quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

domingo, 22 de outubro de 2017

E a surpresa relacionada à Akimi Yoshida é uma surpresa mesmo: Banana Fish terá anime!


Não esperava, não esperava mesmo... Mas a surpresa relacionada aos 40 anos de carreira de Akimi Yoshida é uma série animada de sua obra mais conhecida, Banana Fish (バナナフィッシュ).  Será material para o bloco Noitanima, com direção de Hiroko Utsumi, de Free!.  Eu esperava um dorama de Umimachi Diary (海街diary).  Quem sabe ainda não sai?  Enfim, a notinha está no Comic Natalie.

Maria Antonieta vira peça do Teatro Noh


O Teatro Noh (能) é uma das expressões mais tradicionais da cultura japonesa.  As primeiras ocorrências desse teatro musical, que se utiliza de máscaras para marcar as emoções das personagens, datam do século XIV.  Durante o Shogunato, no século XVII, as mulheres foram banidas, assim como aconteceu no Kabuki.  A peça sobre Maria Antonieta é doo moderno teatro Noh, na tradição de Genshō Umewaka, segundo o Comic Natalie, então, nãos ei se as mulheres atuam, ou não, mas desconfio que sim.  Enfim, é fascinante o interesse dos japoneses por Maria Antonieta e, bem, tenho certeza que na raiz disso tudo está o mangá da Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら ).  A peça será exibida em 12 de dezembro.  O nome da peça é ~Bara ni Miserareta Ouhi~ Gendai Noh Marie Antoniette (~薔薇に魅せられた王妃~現代能 マリー・アントワネット)

Quais as maiores Ojou-sama dos animes? Os japoneses escolheram.


Quando vi essa pesquisa do Gooranking sobre as maiores ojou-sama dos animes, imaginei que iria encontrar um monte de personagens de shoujo anime, já estava preparada para traduzir as 40 posições, ou quase.  Não, não foi o caso.  Peguei somente o top 10 – no qual as personagens de shoujo estavam bem representadas – e desisti do resto, afinal, se   Reika Ryuuzaki, a Ochoufujin de Ace Wo Nerae (エースをねらえ!), uma lista dessas se torna absolutamente capenga e ela sequer aparece.... 

Ayumi de Glass Mask
Em primeiro lugar ficou uma daquelas menininhas órfãs sofredoras de anime que, pasmem, não é loura!   A série Little Princess Sarah é de 1985 e baseada em um famoso livro A Little Princess, de Frances Hodgson Burnett, que já virou filme duas vezes.  

Sachiko de Maria-sama ga Miteru
De shoujo mesmo, há Ayumi, Sachiko, e Tomoyo.  No ranking geral predominam personagens feitas para animação, várias oriundas de shounen mangá, ou light novel. Olha o top 10:

1. Sarah Crewe (Princess Sarah) – 756 votos  
2. Chitanda Eru (Hyouka) – 751 votos
3. Himekawa Ayumi (Glass Mask) – 742 votos
4. Migiwa Kazuha (Yosuga no Sora) – 735 votos
5. Shiba Miyuki (Mahouka Koukou no Rettousei) – 728 votos
6. Suotome Ai (Crayon Shin-chan) – 674 votos
7. Ogasawara Sachiko (Maria-sama ga Miteru) – 653 votos
8. Yuuki Asuna (Sword Art Online) – 573 votos
9. Daidouji Tomoyo (Card Captor Sakura) – 565 votos
10. Chikumaen Kaho (Mayoi Neko Overrun) – 263 votos

Cadê Ochoufujin?
Não expliquei o que é ojou-sama, mas você já deve ter pescado o que é?  Se não, dê uma olhada nesse post do Shoujo Café, ele é uma tipologia das personagens tipo dos shoujo mangá. No total foram 8.511 votos e a pesquisa foi feita no mês de junho.  E você? Qual a sua Ojou-sama favorita?

sábado, 21 de outubro de 2017

Koji Koi: Triângulo Amoroso que pode ser interessante

O Comic Natalie fez um post sobre o lançamento de Koji Koi (こじ恋), série de Izawa Meguro (roteiro) e Tagura Tohru (arte) publicado na revista Sylph.  nunca tinha ouvido falar, não tem scanlations e o resumo no Bakaupdates está em italiano, algo que eu nunca vi, mas pode ser uma série interessante:

Tsukasa é uma adolescente tímida, que tem fobia de rapazes.  Depois da morte de sua mãe, seus pai e avós decidem transformar a residência da família em uma pensão para estudantes por problemas financeiros.  Por conta disso, dois rapazes vão morar na casa da menina, que ajuda os pais com o cuidado dos hóspedes.  Os dois moços tem mais ou menos a idade de Tsukasa, são bonitos e educados, só que um deles é silencioso e confessa que odeia garotas, já seu colega, não suporta Tsubasa por conta de seu caráter esquivo e desconfiado.  Só que os dois vão se apaixonar por ela e a moça, aparentemente, não saberá qual dos dois escolher.

Enfim, parece que um dos rapazes tem um trauma antigo e logo no início do mangá, parece que a menina sofre alguma espécie de bullying por parte dos garotos.  Como bônus no final do volume está a light novel que deu origem ao mangá.  A série pode ser lida on line na página da revista pixiv Sylph. Está aqui.  a capa não empolga muito, mas o traço do mangá é bonito.

Algumas palavras sobre a tragédia de Goiânia


Ontem, um menino de 14 anos em Goiânia, pegou a arma do pai policial, levou para a escola, matou dois colegas de turma e feriu outros quatro.  Uma das meninas feridas está em estado grave, os demais, sobreviverão.  Ele sofria bullying e, ao que parece, todos sabiam.  Tristemente, o incidente ocorreu no dia 20 de outubro, Dia Mundial de Combate ao Bullying. Uma tragédia e poderia ter sido pior, se uma coordenadora não tivesse convencido o garoto a parar, provavelmente entre o primeiro carregamento da arma e o segundo.

Começo dizendo que poderia ser mãe de qualquer um dos envolvidos.  Do agressor, ou das vítimas.  Que eu, como professora, poderia ser vítima em uma situação como essa.  Que sou solidária com as famílias enlutadas, mas preciso falar sobre bullying.  E falar sobre um sofrimento que, segundo os relatos, se prolongava por meses.  Será que antes do menino puxar o gatilho (*11 vezes*), seu pedido de socorro foi ouvido? Será que algum trabalho foi feito com a turma?  Com os alunos e alunas da escola? 


Bullying é um fenômeno universal, não é algo novo, só não tinha nome.  O que tem mudado é a forma como a escola e a sociedade lidam com a questão.  Infelizmente, muitas pessoas ainda encaram a vítima do bullying como alguém que não é forte o suficiente, um fracassado em potencial.  Em uma sociedade machista (*e, sim, é preciso discutir isso*), o menino que sofre bullying, que não consegue revidar e se tornar ele mesmo um bully, é um fracassado, alguém que não honra sua própria masculinidade.  Em tempos de internet, há gente covarde e fracassada o suficiente, adultos, não raro, aos montes para sugerir loucuras, ou incentivar ideias criminosas, em adolescentes desesperados.  Alguns desses, devem estar celebrando, outros, lamentando que o menino tenha levado à sério os conselhos. Que era "só zoeira".

 Não raro, esse adolescente que sofre bullying não tem coragem de pedir ajuda, afinal, ele ou ela seria um fracassado se fosse recorrer aos adultos. Talvez, até tenha buscado ajuda, mas, nós, adultos - educadores e pais - não raro não os ouvimos, ou vemos.  Em certos casos, até perguntamos "o que você fez para merecer" ou "não seja bundão".  Bullying não é revide por algo que alguém fez, é o prazer em torturar aquele que parece o mais fraco, sempre e repetidamente, é uma forma de estabelecer hierarquias e microrrelacões de poderes.  O bully é poderoso no seu próprio círculo, a escola pode ser uma micro-sociedade das mais agressivas e cruéis. E, como disse a pscióloga Rosely Sayão, nos preocupamos com a vítima, raramente, pensamos que nosso filho ou filha pode ser um agressor. 


As pessoas precisam deixar de negligenciar os efeitos do bullying.  É terrível para quem sofre e se mais meninos, especialmente eles, por questões socioculturais, tivessem acesso à armas, teríamos mais incidentes como o de Goiânia.  E, não, este não é um post sobre porte de armas.  Os pais do menino são policiais, precisavam ter armas e por mais cuidadosos que fossem, dificilmente imaginariam que seu filho estava planejando fazer o que fez.  Provavelmente, e não tenho dado nenhum, estou somente sendo solidária com o pai e a mãe do agressor, foram portadores responsáveis de armas.

Uma última coisa, isso, sim, está entalado aqui na minha garganta.  Semana passada, estreou um filme para o público infanto-juvenil no Brasil no qual um bully é visto como o herói da história e modelo a ser seguido.  Bullyies não podem ser modelos de sucesso para ninguém.  Eles tornam a vida de crianças e adolescentes miserável, eles ajudam a tornar as escolas um lugar mais violento do que ela já é.  Quem riu desse filme, o defendeu nas redes sociais, e ontem veio reclamar que vão usar o caso de Goiânia para criticar a questão das armas e que se deveria focar no bullying, esse grande mal, precisa repensar seus valores.


Bullying não é engraçado, não é legal, não pode ser encarado como normal.  Quem sofre bullying é vítima e precisa de ajuda, não pode ser abandonado.  E o bully, sempre que possível, precisa ser corrigido e reintegrado.  Estamos falando de crianças e adolescentes, de possibilidades de socialização e correção.  Há escolas que estão enfrentando o problema, o que não impede que o bullying continue lá, mas quem disse que o trabalho é fácil?  O que precisamos a todo custo evitar é que novas tragédias como essas aconteçam.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Primeiro teaser-trailer de Sakamichi no Apollon


Saiu (*está no ANN*) o primeiro trailer de Sakamichi no Apollon (坂道のアポロン), filme baseado no mangá homônimo de Yuki Kodama.  Foi publicado no site oficial do filme, olha só:


Ficou bonitinho, mas achei Yuri Chinen, que faz Kaoru no filme, com uma aparência tão envelhecida para um adolescente.  Não sei se foi o corte de cabelo.  E ele é novinho, tem 23 anos.  Já Taishi Nakagawa não me lembrou muito o Sentarou do mangá.  Talvez, seja caso somente de vê-lo atuando.  Torço para que o filme seja bom e que não cometa os erros do final do anime (*que é excelente, ainda assim*). É uma série belíssima.  A estréia será no dia 10 de março do ano que vem.

Notícias da Rosa de Versalhes (*não que vá mudar a vida de alguém*)


Se eu tivesse que comentar tudo o que sai relacionado à Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), desde adaptações até produtos, passando por teste de proficiência e livros de francês, não faria mais nada no Shoujo café.  É quase o mesmo que comentar produtos de Sailor Moon durante o auge do aniversário da série, só que o tempo inteiro.  Sim, Berubara é uma instituição no Japão.  Agora, a única, única mesmo, notícia da Rosa de Versalhes que eu gostaria de noticiar é um novo anime, desde que não escrotizassem o character design como fizeram com A lenda dos Heróis Galácticos, claro, ou vocês leriam palavras muito amargas por aqui... Enfim, duas notícias - de sei lá quantas que eu leio todo dia em sites italianos e japoneses - sobre a série de Riyoko Ikeda:


Teremos mais dois gaiden da Rosa de Versalhes na revista Margaret, a notinha está no ANN.  Dois capítulos extras, não sei centrados em quem, não fui investigar, mas, pela capa, deve ser sobre Rosalie. O primeiro saiu hoje, o segundo sairá no dia 5 de novembro.  A Margaret é uma das raras revistas shoujo que permanece quinzenal.  Aliás, na época em que saiu Berubara era semanal e Ikeda baixou no hospital com uma crise renal e o editor a tirou de lá para terminar o capítulo uma vez (*está em uma das partes da entrevista com a autora que eu publiquei no blog anos atrás.  Traduzi da edição italiana do mangá que eu tenho*).


A segunda notícia é que lançaram o iogurte da Rosa de Versalhes no Japão.  Derusailles no Bara ~Yogurt 3-kkakan Kakumei~ (でるサイユのばら~ヨーグルト3日間革命~), imagino que fazendo o infame trocadilho entre Versailles e Delicious.  No site da campanha do iogurte, capítulos do mangá clássico são republicados com as falas alteradas para que façam referência ao iogurte e suas propriedades.  Sim, falasse da capacidade do dito produto em fazer com que você faça cocô, segundo o ANN (*estava no Comic Natalie, também*).  Os capítulos curtos saem toda terça.  Quem criou esta campanha foi a companhia Morinaga Milk para promover o seu Mainichi Sōkai Yogurt.  Tudo, claro, com a aprovação de Riyoko Ikeda... Vi a notícia no Facebook primeiro, mas depois apareceu no Comic Natalie e no ANN.


E eu só penso que Ikeda já tentou proibir cosplays de personagens da Rosa de Versalhes no Japão e respiro fundo... A série é dela, é uma fonte de dinheiro, mas, por favor...