sábado, 19 de junho de 2021

Ouran Host Club vai virar musical

Ontem foi anunciado, e eu vi a foto cedo no Twitter e ninguém tinha certeza do que era ainda, que Ouran Host Club (桜蘭高校ホスト部) iria virar um musical.  O manga completou dez anos do seu encerramento no ano passado e, talvez, entre no radar dos remakes, caso o sucesso de Fruits Basket tenha sido tão avassalador quanto eu imagino que foi.

O que sabemos deste musical até o momento?  Bem, muita coisa.  Tem site oficial, tem Twitter oficial, estreia em 2022 em Tokyo e Osaka, o elenco, salvo a protagonista, Haruhi, está todo montado e no vídeo acima o nome dos rapazes aparece.  Imagino se ainda estão selecionando a mocinha.  Para fotos de cada um dos moços do elenco, visite o ANN, ou o Comic Natalie.  O mangá de Ouran foi publicado pela Panini.

Super-Homem vira estrela de um mangá gourmet. Sim, você leu direito.

Uma das notícias inusitadas desta semana é que o Super-Homem, o super-herói mais icônico do mundo, e não vou discutir isso, porque não é opinião, ou apaixonamento em relação à personagem, é uma constatação, é a estrela de um novo gourmet mangá chamado Superman vs Meshi: Superman No Hitori Meshi (SUPERMAN vs飯 スーパーマンのひとり飯) de Satoshi Miyakawa e Kai Kitago.  Segundo o Sora News, a série estreia na revista Evening e na plataforma Comic Days em 22 de junho e seguirá as aventuras do Homem de Ferro no Japão provando a culinária do país.

Super-Homem vai voar por todo o Japão com a rapidez que lhe é peculiar e experimentar vários pratos, desde os mais conhecidos, até os regionais.  De repente, enfrente algum vilão no caminho.  Sim, é uma mistura muito inusitada, mas há mangá sobre tudo e este aí serve para comprovar a regra.  Eu gosto de gourmet mangá, pena que eles raramente cheguem por aqui.  E, antes que alguém pergunte, sim, há mangás oficiais estrelados por personagens norte americanas, seja da DC, da Marvel, da Disney, entre outros.  Os japoneses tem uma sólida indústria de mangá, mas consomem produtos de outros países e a produção norte americana tornou-se universal invadindo todos os espaços, mas, como no caso do Japão, nem sempre obliterando a produção local.

Casal de Nigehaji vai se casar na vida real

Quem acompanha o blog sabe que eu raramente comento doramas, mas que eu assisti e resenhei todo a série Nigeru wa Haji da ga Yaku ni Tatsu   (逃げるは恥だが役に立つ) e o mangá, também, porque ele saiu nos Estados Unidos.  Ainda não li o gaiden, não foi publicado por lá, tenho que ver se existe scanlations e acabei de baixar o especial que foi ao ar este ano.  Vou resenhar, pode deixar.  Agora, passando pelo Arama Japan vi que Hoshino Gen e Aragaki Yui, que interpretam os protagonistas da série, Mikuri e Hiramasa, comunicaram que vão se casar.  Sim, não costumo dar esse tipo de notícia, mas fiquei feliz por eles.

Hoshino Gen e Aragaki Yui publicaram um comunicados no Twitter pedindo o apoio dos fãs, falando do seu dizendo que gostariam de viver uma vida completa e calma, Yui ainda acrescento que ela seria trabalha desde a adolescência e está muito feliz em ter encontrado alguém com quem viver de forma modesta, mas próspera.  Espero que sejam felizes e, se puder, assista Nigehaji e compare o Hoshino Gen cantor com a interpretação contida, quase sem emoção que ele entregou do tímido Hiramasa.

"A Vida Começa aos Cinquenta", novo mangá trata da descoberta do amor durante a maturidade

Há uma tendência de alguns anos para cá que é o crescimento no número de mangás protagonizados por pessoas maduras ou mesmo na meia idade.  Traduzi um artigo sobre isso algum tempo atrás.  Pois bem, hoje foi lançado no Japão o primeiro volume do mangá Gojitsu, Rokujutsu, Yorokon de。 (五十、六十、よろこんで。) da mangá-ka YM Kei.

A série conta a história de uma mulher de cinquenta anos que, após o divórcio, precisa se mudar para o interior e morar com os pais.  Lá, ela reencontra um antigo amigo que tem sessenta anos.  Ele sempre foi atraído por ela e aproveita a chance de viver um romance com a protagonista.

A série é publicada na revista Kurofune Pixiv e teve seu primeiro volume lançado no Japão.  Achei o traço muito bonito e queria ler a série.  Soube da série pelo Manga Mogura, mas o Twitter está cheio de coisa dessa série no momento.


sexta-feira, 18 de junho de 2021

Comentando o resto da 1ª Temporada de A Discovery of Witches: Confirmei que é ruim, mas eu acabei gostando

Domingo comecei a assistir A Discovery of Witches no Globoplay e fiz minha resenha do primeiro capítulo na segunda-feira.  Acho que foi um dos meus recordes assistindo uma temporada de qualquer coisa, talvez, só perca para O Gambito da Rainha.  Mas muito bem, A Discovery of Witches entrou naquela gaveta onde coloco com carinho séries, animes, filmes, livros, que são ruins, mas eu gosto.  Porque A Discovery of Witches tem seus momentos, alguns muito bons, mas o universo apresentado na série, e não vou jogar a culpa na autora dos livros, porque pode se rum caso como True Blood, é muito problemático.  Vou retirar o resumo geral da primeira resenha e trazer para cá, depois, sigo comentando os capítulos.  Teremos spoilers, eles são inevitáveis.

A Discovery of Witches é uma série de fantasia baseada no romance de mesmo nome da trilogia All Souls, escrita por Deborah Harkness. A atriz Teresa Palmer interpreta Diana Bishop, uma historiadora que descobre um manuscrito enfeitiçado, o Ashmole 782, na biblioteca Bodleian, na Universidade de Oxford. Enquanto ela tenta desvendar os segredos que este livro contém sobre criaturas mágicas, ela é forçada a voltar ao mundo da magia, cheio de vampiros, demônios, bruxas e amor proibido. Formando uma aliança improvável com o geneticista e vampiro Matthew Clairmont, interpretado por Matthew Goode, que  ajuda Diana a tentar proteger o livro e resolver os enigmas dentro dele, enquanto ao mesmo tempo evita ameaças das criaturas do mundo mágico.

Vamos começar dizendo que comecei a assistir a série por puro fanservice.  Mathew Goode está lindo, elegante e sexy em A Discovery of Witches.  Depois que descobri através de um vídeo que Diana e Mathew não demoravam tanto para se entenderem, decidi continuar.  Não tenho mais idade para lenga-lenga amoroso, salvo se muito bem construído, o que é raro.  Pois bem, no mundo de A Discovery of Witches convivem quatro espécies distintas, ou subespécies humanas, não sei, a nossa, os vampiros, os demônios e as bruxas.  Mathew, o vampiro cientista e professor em Harvard, e seus auxiliares no laboratório, Miriam (Aiysha Hart) e Marcus (Edward Bluemel), estudam o DNA das criaturas e estão mapeando a perda de poderes e capacidades de vampiros, bruxas e demônios.  Cada uma a sua maneira, elas estão desaparecendo e, em breve, em temporalidade vampiresca, estarão extintos.

A série tenta dar uma explicação científica aos seres sobrenaturais.  Acredito mesmo que a explicação com as bruxas e com os demônios, que não sei quais poderes têm e parecem ser a casta mais baixa dentre as espécies poderosas, ficou bem arrumadinha.  Eles se reproduzem de forma sexuada, passam, no caso das bruxas isso é evidente, seu poder para a sua prole, salvo se houver algum problema. O que é algo que ocorria no mundo de Harry Potter, também.  Nossa mocinha, por exemplo, foi diagnosticada, depois de exame feito pelo bruxo vilão da história, Peter Knox (Owen Teale), como uma bruxa sem poderes, o que, obviamente, não é verdade, mas não vou dar o spoiler completo aqui, porque o desenrolar dessa parte da trama é interessante.

Agora, quando chegamos aos vampiros, e eu amo histórias de vampiros, há uma tag no Shoujo Café para eles, vejam só, temos o problema.  Se os vampiros são uma espécie, se eles comem, dormem, respiram, tem uma expectativa de vida longuíssima, mas são seres vivos, eles precisam se reproduzir de forma natural, ou todo o argumento supostamente científico vem abaixo.  E a ideia do vampiro que se reproduz existe principalmente nas animações, vide Dom Dracula e Hotel Transilvânia, que chega até a mostrar uma vampira casando com um humano e procriando.  Pois bem, em A Discovery of Witches, os vampiros se reproduzem somente pelas vias vampirescas normais, isto é, mordendo alguém e lhe dando seu sangue para beber.  Se isso não é um problema de coerência dentro do mundo mágico criado, não sei o que é.

Agora, há uma questão importante que fica sugerida nessa primeira temporada, coisas estranhas estão acontecendo com essas espécies não-humanas e, talvez, nossa mocinha engravide de seu vampiro.  Aliás, é o que eu acho que vai acontecer. Por qual motivo estou dizendo isso?  Há uma demônio, Sophie Norman (Aisling Loftus) que nasceu de pais bruxos.  Ela está grávida do marido, Nathaniel (Daniel Ezra), e desconfia que está esperando uma bruxa.  Tudo isso seria impossível dentro da lógica da série e a sogra de Sophie, Agatha (Tanya Moodie), desconfia que isso possa trazer problemas caso chegue aos ouvidos da Congregação.

O que é a Congregação?  É uma espécie de conselho com amplos poderes, inclusive de julgar, condenar e matar, criado a 900 anos e com três representantes de cada espécie, vampiros, bruxas e demônios.  Presidido pelos vampiros, representado pelo chefe da casa dos Clermont, Baldwin (Trystan Gravelle), é um serpentário onde vampiros e bruxas se odeiam, no caso dos vampiros, eles se odeiam entre eles, e os demônios, o baixo clero desse arranjo todo, ficam meio que como expectadores.  É através da congregação que algumas questões de gênero e raça são discutidas na série, que tem um elenco bem diverso.  Agatha é negra e, em dado momento, quando Satu (Malin Buska) é admitida como membro da Congregação representando os bruxos, ela comenta que é bom ter mais mulheres já que faz 900 anos que os vampiros só indicam homens brancos.  Dada a longevidade dos vampiros, são os mesmos caras desde a fundação, talvez, não, Domenico (Gregg Chillin), mas os outros dois, com certeza. 

Bem, o vilão Peter Knox é o chefe dos bruxos e Satu (Malin Buska) é outra personagem vilanesca, já falei deles na primeira resenha.  No caso de Baldwin, ele parece um chefe de família mafiosa.  Odeia o irmão, Mathew, talvez por ele ser o queridinho dos pais, desagradou o pai, Philippe, o chefe do clã dos Clermont à época, ao entrar para a Congregação, mas é capaz de quebrar qualquer regra para preservar a família.  Diana e e Mathew só se salvam de umas boas na primeira temporada porque ele decide ajudá-los e quase paga com sua vida por causa disso.  O outro líder vampiro é  Gerbert D'Aurillac (Trevor Eve), que parece ser velhíssimo, é muito, muito mau, e já foi o papa Silvestre II.  E, sim, todos os vampiros que apareceram na série, até agora, são católicos praticantes, de andarem com crucifixo no pescoço.  É algo que me incomoda, mas se tem vampiro católico, tem que ter vampiro protestante, aliás, daria uma boa fonte de conflito.

Gerbert e Knox meio que se aliam para conseguir capturar Diana e destruir o poder dos Clermont.  Para isso, eles vão usar de todos os recursos, nem sempre trabalhando juntos.  Domenico, o terceiro vampiro na congregação, faz seu próprio jogo, hierarquicamente, ele está abaixo de Gerbert e Baldwin, mas parece apaixonado por Juliette (Elarica Johnson).  A vampira, que é cria de Gerbert, é abusada por ele e foi adestrada para seduzir Mathew.  Há um momento em que Gerbert a envia atrás do protagonista e ela é confrontada por Miriam que lhe diz que a eternidade é muito tempo apra ficar correndo atrás de um homem que não lhe quer.  O fim de Juliette não é dos melhores.

Mas Diana e Mathew se entendem até muito rápido para meu gosto, quer dizer, ele deveria resistir mais sendo um vampiro tão experiente, ainda que, e eu peguei spoilers da segunda temporada, há um porém da relação dos dois.  De qualquer forma, eles estão unidos por uma profecia e isso está claro desde o segundo, ou terceiro capítulo.  O fato é que Diana quer dar uns pegas no vampiro desde o final do primeiro episódio e ele se rende de verdade no quinto capítulo, depois que Mathew leva a bruxa para Sept Tours, a casa ancestral de sua família como uma forma de protegê-la.  Depois de fugir e voltar, ele propõe à Diana que eles pratiquem bundling, que é uma espécie de namoro que consiste em dormir totalmente vestido com outra pessoa, sem praticar uma relação sexual completa. Não conhecia a palavra, nem a prática, mas ela existiu e, talvez, ainda exista.  Só que eu vi os dois sem roupa, então, fiquei bem surpresa com essa história.  O fato é que ele está enrolando Diana sem que ela saiba, ela não será sua parceira (mate) enquanto eles não tiverem uma relação sexual completa.  Ele só teve uma parceira humana (*e talvez vampira*) na vida, a esposa que faleceu.

É crime, segundo as regras da Congregação, relações entre espécies.  Ele sabe disso, Diana, que não recebeu uma educação formal de sua família bruxa, não sabe. Ele já amou duas mulheres que não eram vampiras e causou sua morte, ou não pode protegê-las, não fica claro.  Ele teme não se controlar e machucar Diana.  Antes que alguém venha reclamar, e vi uma resenha tocando nisso, que o vampiro é uma metáfora para o macho tóxico e que coisas como A Discovery of Witches seriam uma versão para adultos de Crepúsculo, bem, quem se mete com vampiros sempre corre riscos, seja homem, seja mulher.  Os vampiros desta série matam pessoas.  Só não o fazem, só preferem caçar animais, porque eles não podem sair dando bandeira por aí.  E Diana vai descobrindo seus poderes durante esta primeira temporada e aprendendo a usá-los.  Ela não é indefesa, mas é ignorante por ter se mantido à margem dos costumes e regras desse mundo das bruxas, vampiros e demônios.

A mãe de Mathew, Ysabeau (Lindsay Duncan), uma vampira super chic e elegante, até tenta demover o filho e Diana.  Ela mostra para a moça como os vampiros caçam, ela conta parte do passado de Mathew.  Mas não adianta.  E queria falar de Ysabeau, porque as tias de Diana, Emily (Valarie Pettiford) e Sarah (Alex Kingston), querem que ela saia de Sept Tours o mais rápido possível, porque Ysabeau seria uma assassina de bruxos, ela teria caçado e chacinado vários deles na América do Sul.  Daí, ficamos sabendo dos motivos, eram bruxos nazistas, que tinham assassinado o marido de Ysabeau, e, como tantos nazistas, tinham fugido para a América do Sul.  Eu não vou condenar Ysabeau e acho que o comportamento das tias de Diana não é muito diferente do das feministas que acham que a Nise Yamaguchi é uma de nós e merece nossa sororidade, mesmo participando ativamente de um projeto genocida.

Enfim, por Ysabeau ficamos sabendo que Mathew é um vampiro de 1500 anos.  Eu realmente acho que essa idade é muito respeitável para um vampiro e que ele deveria ser mais jovem, porque continua se comportando de forma muito impulsiva em alguns momentos.  Fora isso, o ano 500 é bem início da Idade Média e não seria o melhor dos momentos para se estar vivendo, por assim dizer.  E foi  engraçado quando Ysabeau mostra a igreja que ele construiu, porque ele era um artesão, um pedreiro.  Ele morreu em 537.  A quantidade de igrejas cristãs na Europa do norte nessa época é mínima, deveriam tê-lo colocado nascendo um pouco depois.

O fato é que Knox espalha para todo mundo que Mathew sequestrou Diana e obriga a Congregação a se posicionar.  Pelas costas de Baldwin e Knox, Satu e Gerbert se unem para capturar Diana.  Lembrem-se do tal livro que somente ela pode conjurar.  Gerbert não pode invadir Sept Tours, ou seria guerra, mas Satu pode.  Ela tortura Diana, ela tenta fazer com que seus poderes se mostrem, ela marca a protagonista à ferro como uma forma de humilhação, e ela se exaure no processo.  E joga a moça em um fosso.  Satu termina descobrindo o segredo de Gerbert, ele mantém uma bruxa cativa desde o século XI, na verdade, somente a sua cabeça, que repete uma profecia sobre uma bruxa, que pode ser Diana, ou não.  Como Satu não é totalmente má, ele faz alguma coisa pela colega.

Vamos lá, já me estiquei demais.  O fato é que a França não é mais segura e Mathew e Diana fogem para a América.  Emily os recebe bem, mas Sarah não quer um vampiro debaixo do seu teto.  A mocinha tinha liberado seus poderes, não por causa de Satu, mas pela intervenção de seus pais mortos, esta é minha teoria pelo menos.  Diana já estava tendo visões com seu pai e sua mãe desde muito tempo e a coisa se torna mais intensa.  A casa, que é enfeitiçada bem ao estilo Harry Potter, começa a passar mensagens.  O pai de Diana era um time walker (*um viajante do tempo*), ela também é.  Qual o melhor lugar para se esconder da Congregação e tentar aprender a dominar seus poderes?  Onde ela pode encontrar o livro da Vida completo, a razão de a estarem caçando?  Pois é, no passado.  E a segunda temporada se passa no final do século XVI.

Só que antes de viajar no tempo, Diana precisa aprender a fazê-lo.  A série introduz a ideia de que você precisa de três objetos do passado, do momento para o qual você deseja ir, para poder viajar.  Sophie está de posse de um deles e demônios, bruxas e vampiros se unem nessa Congregação paralela, só para usar o termo que está na moda no Brasil.  O que eu fiquei me perguntando se não seria necessário levar três objetos do presente para poder voltar.  Enfim, vamos ver como eles se viram.

Agora, comentarei três cenas realmente ridículas dessa primeira temporada.  Spoilers que você pode evitar.  A primeira delas, a do fosso.  Diana está no buraco e ferida.  Ela não sabe voar, alguns bruxos voam, como Satu, outros, não.  Mathew e Baldwin a encontram, mas não podem salvá-la.  Olha, a série afirma que vampiros não voam, só podem correr muito rápido, tem super força, reflexos e sentidos (*um olfato apuradíssimo*) melhores.  Mas achei bem ridículo que com super salto e super força Mathew não pudesse pular no buraco e saltar de volta com Diana nos braços.  Achei bem méh.

Outra cena muito ruim, ainda que a sequência em si não seja, Mathew e Diana estavam treinando.  Ela precisava usar seus sentidos de bruxa para pressenti-lo em uma floresta.  Ela efetivamente pressente um vampiro, vai ao encontro dele, mas o vampiro era um invasor, era Juliette.  Que Diana se confunda, OK, eu entendo, mas Mathew não conseguiu pressentir a invasora.  Foi algo muito absurdo, porque as criaturas todas se reconhecem como ele não percebeu a invasão e estando tão perto.

A terceira cena é mais complicada ainda, porque pode prenunciar que a história de viagem no tempo vai exigir muita suspensão de descrença.  Diana tem que treinar a viagem no tempo.  Ela começa com segundos, minutos até passar para dias.  Mathew propõe que viagem para Sept Tours alguns dias antes.  Ele quer se despedir da mãe.  Só que, nessa época, eles estavam lá.  Diana pergunta para Mathew se eles não corriam o risco de se encontrar.  Ele diz que não.  Mas como assim?  

Essas são as três cenas mais problemáticas mesmo.  E somado ao fato dos vampiros não se reproduzirem, é muito problema para uma série só.  Ainda assim, eu gostei, as personagens são interessantes e vou continuar assistindo.  Só que fiquei com vontade de olhar os livros.  Foi o mesmo impulso da época de True Blood, o problema é que quando comecei a ler os livros, tomei raiva da séria de TV.  Minha pergunta, caso você tenha lido a trilogia (*e espero que a série tenha somente três temporadas MESMO*) é o quanto a série se afastou do original e se vale a pena ler, ou não.  É isso.  Acabou a resenha.  Devo começar a assistir a temporada 2 no final de semana.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Conheça Lady Molly, uma rival à altura de Sherlock Holmes

Em março do ano passado, comentei do projeto que estava em financiamento via Catarse sobre a primeira mulher detetive da literatura criada por uma mulher,  Loveday Brooke, de Catherine Louisa Pirkis (C.L.Pirkis).  Parece que o projeto deu tão certo que elas continuaram lançando os livros com essas primeiras mulheres detetives e estão com o projeto aberto para o lançamento de  Lady Molly of Scotland Yard, da Baronesa Orczy, criadora do meu querido Scarlet Pimpernel e que eu acreditava, até o ano passado, que era a pioneira nessa história de mulheres detetives.  Eu recebi da Ana o pedido de divulgação e está aqui.  Estou muito feliz que a coleção esteja seguindo em frente.  E eu vi que elas lançaram um livro com a primeira detetive negra escrita por uma mulher negra.  Eu queria isso!  Será que dá para comprar ainda? Abaixo o texto que me mandaram.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Mangá Erótico sobre uma jovem morre de tanto trabalhar e reencarna dentro de um Otome Game vai virar anime

 

Em novembro do ano passado, fiz uma resenha sobre o mangá Tensei Shoya Kara Musabori Etchi ~ Ouji no Honmei wa~ (転生初夜からむさぼりエッチ~王子の本命は悪役令嬢) da mangá-ka Re:mimu vai virar anime.  Vai ser mais uma série do Comic Fest Anime, aquela coleção que adapta mangás TL em animes de capítulos curtos e normalmente com baixa qualidade de animação.  É uma pena, porque a série tem um traço muito bom e uma história que até funciona.

No mangá, a heroína morre de tanto trabalhar e não consegue ter acesso a atualização do game Hoshifuru Koi no Astrolabe.  Sem problema, ela acaba reencarnando no jogo como Diana, a belíssima vilã da série.  Sim, sim, esse tipo de história está na moda.  Ela sabe que o príncipe, que se chama Sirius e é seu noivo, deve se apaixonar pela  mocinha do jogo, ela quer fugir do sujeito para não atrapalhar o andamento do game, mas, seus esforços são em vão.  Sirius está completamente apaixonado por ela e Diana não consegue resistir aos seus encantos.

Apesar do nome em inglês da série ser Game World Reincarnation ~ Sex on the First Night ~ (Reencarnação no Mundo do Game ~ Sexo na primeira noite ~), a mocinha e o príncipe só vão ter uma relação sexual completa no capítulo 17, o último que li em inglês.  Nesse momento, Diana já decidiu mandar às favas a história do game e ficar com Sirius e o provável vilão da história (*o pai dela*) está prestes a aparecer.  É um mangá divertido e bem desenhado, seu primeiro volume encadernado sairá no dia 16 de julho no Japão.  Vi a notícia no Twitter na terça-feira, data do anúncio, mas estou usando como base o ANN.

terça-feira, 15 de junho de 2021

Mangá com Leite 11 - Rosa de Versalhes- Participação de Valéria Fernandes

Participei da última edição do podcast Mangá com Leite sobre o mangá da Rosa de Versalhes.  Se você se interessa pela série e/ou não conhece o Mangá com Leite, dê uma passadinha lá.  Agradeço ao Rafael pelo convite.  Foi muito bom gravar com vocês.  Eu adoro podcast.  O programa está aqui.