quarta-feira, 31 de julho de 2019

Para quem quiser ouvir o Shoujocast


Lá em 2009, eu decidi criar um podcast.  Começou de forma bem precária.  Aí, o amigo Anderson sugeriu um nome "Shoujocast".  Vieram companheiras, a Lina Inverse, depois a Tanko e, por fim, a Tabby e, bem, fizemos 52 programas.  Pouco, eu sei, mas as agendas desencontraram.  Sempre penso em voltar, mas ainda não houve como.  Bem, eu queria disponibilizar os programas, mas descobri que não tinha todos. Perguntei se a Lina tinha.  Ela organizou tudinho e disponibilizou para download (*AQUI*).  Tudinho, não, faltou o programa 52, então, coloquei no Youtube.



Eu parei para escutar um dos meus programas favoritos o duplo sobre Orgulho & Preconceito e foi um prazer muito grande ouvir a voz das amigas queridas e da convidada especial, a Adriana Salles.  Que conversa legal foi aquela.  Enfim, se você quiser relembrar, ou conhecer o Shoujocast, esta é a oportunidade.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Divulgando uma Vaquinha: Cirurgia de uma Gatinha


Pessoal, estou utilizando o espaço do Shoujo Café para divulgar a Vaquinha de um amigo.  Ele, que me deu duas das minhas gatinhas anos atrás (*Sookie e Yuripe*), tem uma gatinha de mais ou menos seis meses, a Fênix, e ela sofreu um acidente.  Enfim, ele achou que a bichinha tinha entrado embaixo do automóvel, mas ela estava dentro do motor, ou sobre o pneu (*quando resgatamos o Kalil ele tinha se agarrado dessa maneira ao nosso carro*) e acabou sofrendo uma fratura.  Ele já gastou mais de mil reais (*na página da Vaquinha ele dá o valor*) só com o primeiro atendimento.  Tudo em Brasília é caro e os atendimentos públicos, ou de faculdades de veterinária, são disputadíssimos.  

Enfim, a gatinha precisa de uma cirurgia e ele precisa levantar R$ 3.800,00.  Sugeri que abrisse uma vaquinha e eu ajudaria a divulgar. Ele não tem experiência nessas coisas, eu colocaria a foto da gatinha, por exemplo, e está envergonhado. Fiz minha doação (*ela entra na segunda-feira*), meu marido fez outra, certamente outros amigos irão colaborar, mas se você quiser dar alguma ajuda, seremos muito gratos.  E se for de Brasília, quem sabe, indicar um lugar onde ele possa levar a Fênix e os preços não sejam absurdos, a gente agradece MUITO.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Quer saber qual personagem de anime divide o aniversário com você? Este site pode lhe ajudar!


O  Rocket News 24 trouxe informações sobre um site  japonês (*sim, alguma informação romanizada, mas basicamente é em japonês mesmo*) com um arquivo de mais de 10 mil aniversários de personagens de anime.  Agora é fácil saber quem faz aniversário no mesmo dia que você. :) Enfim, é divertido dar uma olhada nele e há personagens clássicas, também, porque Oscar (A Rosa de Versalhes) está junto com o Levi (Shingeki no Kyojin) e a Mei Tachibana (Suki-tte Ii na yo) em 25 de dezembro... E tem muito mais personagem de anime que faz aniversário nesta data.  Vale a pena dar uma olhadinha, é divertido. :)  O endereço é este aqui.  

Percebi que tem gente perdida sem conseguir achar o caminho.  Desculpem, a coisa não é realmente auto-explicativa.  Enfim, se você clicar direto aqui, vão aparecer os meses em seqüência, a mesma nossa, claro.  Eu nasci em fevereiro, então, procuro o mês dois.  Chegando lá, clico no dia 5.  Os nomes das personagens e séries estão romanizados, assim como as séries.  É fácil.

POST ORIGINALMENTE DE 26/06/2015.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

British Museum hospedará a maior exposição de mangás fora do Japão


O The Guardian publicou uma matéria intitulada “Boys' love to Pokémon: British Museum to host major show on manga” (De Boys Love a Pokemon: o British Museum irá hospedar uma gigantesca exposição de mangá).  O foco principal da matéria é falar da obra de Hagio Moto e Takemiya Keiko e da importância dos mangás BL no Japão. Poe Kazoku e Kaze to Ki no Uta são o foco dos comentários de Nicole Rousmaniere, a curadora da exposição.  Segundo a matéria, alguns itens da mostra nunca saíram do Japão.  Então, se você estiver em Londres entre 23 de maio e 26 de agosto do ano que vem, visite a exposição no British Museum.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Revista Nakayoshi homenageia Yu Asagiri


A mangá-ka Yu Asagiri faleceu no dia 27 de outubro aos 62 anos.  Ela teve uma carreira de 42 anos e muito produtiva, a Nakayoshi publicou várias de suas obras.  Os cartões - memorial cards - são e duas de suas obras, Nana Iro Magic (なな色マジック), vencedor do Kodansha Manga Award na categoria shoujo em 1987, e Minmin! (ミンミン!).


Os cartões são bem bonitinhos e a notinha foi publicada no Comic Natalie.  Segundo o CN, o objetivo desses brindes é agradecer à autora pelas obras maravilhosas que ela criou.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Jornal do Shoujo Café: Japoneses escolhem o Kanji do ano, BL unindo casais de otaku, Arte, Violência e Nostalgia


Como muitas pessoas parecem ter gostado desse post chamado Jornal do Shoujo Café, acredito que ele vai continuar por algum tempo.  Há dias que eu estou mais inspirada, outros menos.  Guardei algumas notícias para hoje, mas espero não me esticar demais, pois tenho umas burocracias de trabalho para terminar.   E, só lembrando, este site é feito por uma feminista, logo minha leitura tem um filtro e os meus parâmetros estão definidos.  Se quiser continuar...  

Desastre é uma boa palavra para 2018.
1. Japoneses escolhem o kanji para "desastre" como palavra de 2018.  Desde 1995, é promovido um concurso na cidade de Kyoto, escolher a palavra do ano.  O objetivo é promover o uso do kanji, os ideogramas japoneses.  Mais de 200 mil japoneses votaram e a palavra escolhida foi  (sai), desastre.  admirável o feeling desses japoneses.😊 Vi a notícia primeiro no site do Galileu, mas está no Sora News, também.  A revelação foi feita quatro dias atrás pelo mestre em caligrafia Seihan Mori.  No SN tem vídeo dele escrevendo o ideograma.

Fãs de YURI!!! on ICE devem ter pontos bônus.
2. Homens que não discriminam BL tem mais chances de arrumar uma namorada no Japão.  O Sora News trouxe uma curiosa matéria sobre uma agência de encontros japonesas especializada no público otaku.  A tal agência, ou serviço, chama-se Tora Con e ela estava prestes a fechar.  Daí, alguém iluminado teve a ideia de somente aceitar candidatos homens que afirmassem não discriminar as mulheres por elas gostarem de BL (*Boys Love: ouça o Shoujocast sobre demografias, por favor*).  Resultado?  Agora, as tais festas/eventos são disputadíssimas.

O SN pontuou que não é a única exigência, aliás, as demais condições apontam para as desigualdades de gênero no Japão.  Tanto homens, quanto mulheres, precisam ter entre 25 e 35 anos para participarem dos eventos.  Os homens, no entanto, precisam ter emprego fixo na iniciativa privada, ou no serviço público, e receber, pelo menos, 3.5 milhões de ienes ano, algo como quase 121 mil reais, o que daria um salário médio de 9 mil por mês contando com o 13º salário (*aquele que gente no novo governo brasileiro considera um problema*).  Já as mulheres, precisam ter um emprego, mas nenhuma renda mínima lhes é imposta.  Além disso, elas precisam colocar no formulário que aceitarão os hobbies do marido, desde que "aceitáveis".  O que significa isso, não está claro, segundo o SN.

Celebração ou denúncia?
3. Um dos quadros mais violentos que já vi.  Vi esse quadro esta semana em um post do Twitter.  Trata-se de uma óbvia celebração do privilégio masculino e brando do estupro de mulheres negras.  Não acredito que eu esqueceria deste quadro que tem dois nomes, "Le rapt de la négresse" (*O Rapto da Negra*) ou "le viol de la négresse" (*O Estupro da Negra*).  O primeiro nome é um eufemismo, é utilizado em obras como "O Rapto de Europa [Por Zeus]" ou "O Rapto das Sabinas" (*pelos romanos*).  Sabemos que o que se segue ao rapto é o estupro, ainda que, como no caso das sabinas, o mito se esforce por fazer crer que as mulheres terminaram por "amar" seus estupradores e, assim, selou-se a paz.  No caso do segundo título do quadro que estou comentando, menos comum de aparecer em sites, trata-se da verdade nua e crua.  Raramente eram baseadas em afeto as relações entre senhores e escravas, o comum era o estupro, afinal, não cabia à mulher escravizada recusar ao seu senhor.

Pintado pelo holandês  Christiaen van Couwenbergh em 1632, o quadro, que uns leem como celebração, outros como denúncia, mostra bem as relações desiguais entre brancos e negros em um momento no qual a escravidão era ativamente promovida pelas nações europeias, e como é celebrado o direito dos homens de se apropriarem dos corpos das mulheres.  As em situação mais vulnerável, caso das mulheres negras ou indígenas escravizadas, mas isso poderia se estender às brancas, também.  Acabou isso?  Não.  Recentemente, soldados franceses em missões de paz da ONU na República Centro-Africana foram acusados de violar centenas de crianças que deveriam proteger.  Em seu país, pegariam, no mínimo, 15 anos, mas eles estavam na África... É o direito do senhor, não o fictício, criado para difamar a Idade Média, mas aquele fruto da violência de gênero e dos modelos hegemônicos de masculinidade.  

Nem todos os homens são iguais, alguns
podem "roubar" as esposas de outros.
4. A honra dos homens depende da honra de suas mulheres.  Como pontuei acima, a apropriação das mulheres poderia resultar em guerra (*caso das sabinas*) caso elas tivessem dono, mas e quando o senhor daquela mulher estivesse em condição inferior a do que dela queria se apropriar?  Enfim, a imagem acima trata disso.  Foi postado, também, no Twitter.  Luís XIV teve inúmeras amantes e vários filhos com elas.  Suas relações normalmente eram públicas e mesmo escandalosas resultando em humilhação para o marido traído e para a rainha da França.  Dentro de um sistema que celebra um modelo de masculinidade agressiva, humilhar os outros machos seja por sua potência sexual, seja pela força física, pelo poder ou pela riqueza, são parte do jogo.

Enfim, Madame de Montespan, a da foto, foi amante do rei por 13 anos.  Quando perdeu seu lugar de favorita (Maîtresse en titre), caiu em desgraça e se envolveu em famoso caso de feitiçaria e venenos, tem filme sobre isso, inclusive.  Muito antes disso, porém, seu marido, Louis Henri de Pardaillan de Gondrin, não aceitou bem o fato de ser corneado pelo rei.  Ao invés de se aproveitar da situação como muitos, começou a dar escândalo e planejou uma vingança.  

A bela Montespan.
Começou a dizer que iria frequentar os piores bordéis do país, se contaminar com doenças venéreas, infectar a esposa e, assim, fazer com que o rei adoecesse.  Obviamente, o rei não aceitou isso pacificamente e o exilou em suas terras. Quem manda ser bocudo? Quer se vingar e sai anunciando para todo mundo. Condenado a não poder deixar suas terras, e não pode mesmo, porque Luís XIV viveu bastante para os padrões de sua época, e mandou rezar miss anual pela esposa, como se ela estivesse morta, enquanto ele viveu.

Prisão perpétua aos 16 anos.
5. Crianças abusadas punidas como adultos.  Eu poderia falar de vários casos de crianças vítimas esta semana.  Começando com os pais mal educados e violentos que agrediram um garotinho no bairro vizinho ao meu e se tornaram alvo de críticas de toda a imprensa nacional, passando pelo padrasto que sequestrou e matou a enteada e tantos outros.  Casos tristes, casos cruéis, uns sem conserto, ou compensação.  No entanto, quero falar que me impressionou desde que soube dele meses atrás.  Cyntoia Denise Brown, nascida em 1988, foi condenada à prisão perpétua em 2011 pela lei do Estado do Tennessee por assassinato e roubo.

A jovem nunca conheceu seu pai, sua mãe era alcoólatra e, depois de seu nascimento, usuária de drogas.  Sem condições de sustentá-la, e depois de passar por situações de miséria e violência, a mãe a colocou para adoção.  Aos 16 anos, Cyntoia fugiu e acabou sendo cooptada, prostituída e drogada.  Seu cafetão a espancava e violentava.  em 6 de agosto de 2004, ela foi "contratada" por um homem de 43 anos.  "“Johnny estava me acariciando, depois me agarrou entre as pernas muito forte. Ele me olhou de um jeito, tipo, um olhar muito feroz, e eu senti um calafrio. Achei que ele ia me bater ou fazer alguma coisa assim comigo. Mas aí, ele rolou para o lado e se esticou. Então, achei que ele não ia me bater, achei que ele ia pegar uma arma", afirmou a garota em seu testemunho." 

O documentário.
Cyntoia alega que ficou com medo, porque o homem tinha muitas armas em casa, ela roubou um dos revólveres dele e tentou escapar, mas o homem sacou de uma arma e ela conseguiu ser mais rápida.  A perícia não confirmou a versão da moça, o sujeito era um atirador do Exército, e ela foi condenada à 51 anos de prisão, o mínimo para apelar por uma condicional.  Em 2011, um documentário trouxe atenção para o caso Cyntoia Brown e várias celebridades saíram em seu apoio pedindo que sua pena fosse revista.  As leis atuais do estado não teriam condenado Brown, ela era uma adolescente e o Estado tinha a responsabilidade de zelar por ela.  Outras vozes apontam que muitos estados norte-americanos punem crianças prostituídas e traficadas como se fossem adultas e culpadas de sua miséria.  Cyntoia seria somente uma vítima extrema, afinal, irá passar toda a sua vida atrás das grades. Esta semana, no dia 6, a Suprema Corte do Tennessee confirmou a sentença.  Talvez, se ela não fosse negra, o resultado fosse outro, a luta continua, no entanto.

6. Faça um exercício.  leia o texto abaixo e reflita, antes que a teocracia nos engula a todos, afinal, há gente do novo governo clamando por um governo orientado por princípios religiosos cristãos (*de qual cristianismo falam, confesso que não sei*), ou pela igreja (*qual também não sei*) e precisamos nos precaver.

7. Christopher Reeve era um grande ator.  O The Mary Sue postou um texto intitulado "Top 5 Reasons Why Richard Donner’s Superman Remains a Superhero Classic" (Cinco Maiores Razões porquê o Super-Homem de Richard Donnes Permance um Clássico dos Filmes de Super-Herói).  O primeiro filme do Super-Homem está completando 40 anos.  Faz muitos anos que não assisto ao filme, mas uma cena em particular me fez desejar rever a película:


Christopher Reeve, nesta cena, é absolutamente convincente como um sujeito que está interpretando duas personagens, o Super-Homem e Clark Kent.  Não é simplesmente colocar e tirar um óculos, percebem?  Enfim, Reeve nos deixou muito cedo.  Nascido em 1952, ele sofreu um acidente enquanto cavalgava em  27 de maio de 1995.  Ficou tetraplégico, lutou para continuar ativo, mas faleceu precocemente em 2004.  Outro filme que gosto muito com ele é Em Algum Lugar do Passado.

Primeiro teaser-trailer do filme de Downton Abbey


O filme de Downton  Abbey já tem data de estreia, 13 de setembro de 2019, e o teaser trailer foi lançado.  Eu assisti quatro das seis temporadas da série, resenhei três para o blog, daí, por conta da minha gravidez, eu acabei perdendo o passo... OK, mas eu tentarei colocar tudo em dia para o filme que, eu, claro, não acredito que será lançado em nossos cinemas.  
Três filhas, nenhuma tem o direito de herdar o título e as terras.
Para quem não sabe do que se trata Downton Abbey, a série da ITV criada por Julian Fellowes acompanha o dia-a-dia dos moradores da propriedade de mesmo nome.  Os nobres, a família Crawley, os condes de Grantham, upstairs, e os criados, downstairs.  Às vezes, o mundo dos nobres e dos criados se cruza, como quando Sybil, a filha caçula e sufragista dos Crawley, se apaixona pelo motorista socialista, católico e irlandês da família (Allen Leech).  São muitas tramas que se cruzam, mas o início da série trata da questão da herança, assim como em Orgulho & Preconceito, porque a lei não mudou, as filhas não herdam o título e a propriedade do pai, era preciso, então, que Lady Mary (Michelle Dockery), a filha mais velha, se casasse com um primo, o herdeiro mais próximo.  Apesar de não mar o sujeito, tudo estava acertado, mas o cara morre no naufrágio do Titanic.  
Mary e Mathew demoraram muito para se acertarem,
apesar de ser lucrativo para ambos.
Cabe buscar o próximo primo, Matthew (Dan Stevens), um advogado que tinha recebido uma educação de classe média e não tinha qualquer familiaridade com esses parentes distantes, ou seu estilo de vida.  O santo dele e o de Mary não cruzam e, durante um bom tempo, a gente ficou na expectativa do acerto dos dois.  Eles se casam e tem um filho, mas Dan Stevens queria uma carreira (*medíocre*) em Hollywood e pede para sair da série.  Ele morre, deixando Mary inconsolável... Oh, bem, há muitas histórias cruzadas e rola muita coisa em Downton Abbey.  O trailer do filme está aí embaixo:


Estão no filme: Maggie Smith (Violet Crawley), Hugh Bonneville (Robert Crawley), Elizabeth McGovern (Cora Crawley), Michelle Dockery (Lady Mary), Laura Carmichael (Lady Edith Crawley), Joanne Froggatt (Anna Bates), Brendan Coyle (John Bates), Jim Carter (Charles Carson), Kevin Doyle (Joseph Molesley), Allen Leech (Tom Branson), Matthew Goode (Henry Talbot), Robert James-Collier (Thomas Barrow), Phyllis Logan (Mrs. Hughes), Sophie McShera (Daisy Mason), Lesley Nicol (Mrs. Patmore), Penelope Wilton (Isobel Crawley) e Harry Hadden-Paton (Bertie Pelham). O elenco adicional inclui: Imelda Staunton, David Haig, Tuppence Middleton, Kate Phillips, Stephen Campbell Moore e Geraldine James.  Espero que todo mundo tenha o que fazer.
O casal enfrenta muitos obstáculos para ficar junto.
A data do filme?  Acho que ninguém tem certeza ainda.  Acredito que teremos Grande Depressão, talvez a coroação de um rei, ou dois.  O site Willow and Thatch acredita que ele seguirá até a morte de George VI.  Eu acho uma extensão de tempo muito grande, afinal, a sexta temporada terminou no Natal de 1925.  Só para vocês terem uma ideia da temporalidade da série:
Com sua agenda atribulada, Lily James não está no filme.
A primeira temporada (2010) cobre o período que vai do naufrágio do Titanic (14/15 de abril de 1912) até o assassinato do Arquiduque Francisco Ferdinando e o início da I Guerra Mundial (julho de 1914).  A segunda temporada segue de 1916/1917 até 1919, a I Guerra e o logo depois, as mudanças sociais imediatas.  A terceira temporada segue de março/abril de 1920 até agosto de 1921.  A quarta temporada segue de fevereiro de 1922 até agosto do mesmo ano.  A quinta temporada vai de fevereiro de 1924 até dezembro do mesmo ano.  A sexta e última temporada (2015) segue de abril de 1925 até o Natal do mesmo ano.  Há os especiais de Natal que não necessariamente se passam nessa data.

NewPop anuncia My Lesbian Experience with Loneliness para 2019


A Newpop fez vários anúncios ontem, entre eles o aclamado mangá autobiográfico My Lesbian Experience with Loneliness (さびしすぎてレズ風俗に行きましたレポ/Sabishisugite Rezu Fuzoku ni Ikimashita Repo) de Kabi Nagata.  Trata-se de um volume único produzido originalmente em cores e lançado no site Pixiv.  O volume entra naquela categoria "mangá ensaio", acredito que seja o primeiro a sair aqui.  E é yuri, também, ainda que possa ser lido por qualquer audiência de pessoas maiores de 16 anos.  Eu tenho o volume americano e interrompi a leitura em algum momento. Enfim, se tivesse que qualificar a obra, eu diria que ao lançá-la a autora estava fazendo uma espécie de terapia, isto é, colocando as situações dificílimas que viveu para fora como forma de se libertar, se empoderar e ajudar outras pessoas.


O mangá atraiu a atenção da editora japonesa East Press e ele foi lançado em um volume único em junho de 2016.  A arte foi retocada, algum material foi acrescentado, e o sucesso de público e crítica foi a recompensa que a autora recebeu.  Se você conhece My Lesbian Experience with Loneliness sabe que a autora teve que lidar com a depressão, cujos desdobramentos eram uma terrível doença de pele.  Seu estado emocional delicado fazia com que ela não conseguisse se manter em nenhum emprego.  Desenhar a salvou.  Contar sua própria história a ajudou a lidar com o seu interior e exterior em frangalhos.  E ao ler o título não pense que se trata de um mangá sobre sexo, trata-se de um material denso e que lida com uma enormidade de sentimentos sem perder o humor.


Como é importante comentar essas coisas, My Lesbian Experience With Loneliness entrou ficou em 3º lugar no guia Kono Manga ga Sugoi! 2017; recebeu o prêmio de mangá do ano no The Anime Awards 2017; entrou na lista da Teen Vogue dos melhores livros queer de 2017; foi indicado no Harvey Award na categoria Melhor Manga.  O mangá vendeu muito bem nos EUA, lá, ele foi lançado pela Seven Seas.Não esperava que a NewPop, ou qualquer de nossas editoras, fosse lançar esse tipo de obra e muito me surpreendeu o anúncio.  Espero que a editora encontre o seu público e a obra de Kabi Nagata faça sucesso também no Brasil.