sábado, 21 de janeiro de 2017

Sakura Kinomoto ganha festa de aniversário no Japão



Dentro das comemorações dos 20 anos da série Card Captor Sakura (カードキャプターさくら), da CLAMP, haverá um festival no dia do aniversário da heroína, 1º de abril. Segundo o Comic Natalie, o Sakura Festival 2017 (さくらフェス2017 ~カードキャプターさくらお誕生日会~) acontecerá no Tokyo Ren Niigata Great Hall com a presença dos dubladores originais. Os filmes para o cinema estão sendo relançados ao longo de 2017 e o novo anime chegará em 2018. O CN avisa que os ingressos serão sorteados e podem participar da loteria quem se inscrever até o dia 21 de janeiro. O sorteio será no dia 23 de fevereiro.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Mangás à moda antiga são destaque na revista Entermix


A última edição da revista Entermix, da Kadokawa, trouxe uma matéria especial sobre mangás "old school" de nossos dias, isto é,  que tem uma narrativa e arte mais tradicionais, segundo o Comic Natalie.  A mangá-ka em destaque é Chie Shinohara,  de Shizuku, Ougon no Torikago (夢の雫、黄金の鳥籠) e Sora wa Akai Kawa no Hotori ~Anatolia Story~ ( 天は赤い河のほとり~Anatolia Story~). São 22 títulos e imagino que Chiho Saito seja citada, também,  além de outras artistas que eu adoro. Até fico me coçando para comprar esta edição. Há outra matéria na edição sobre Mao Iwamoto, cujo mangá venceu o Kono Manga ga Sugoi! deste ano. Há algo sobre dorama, os destaques da temporada de inverno de 2017 e uma seção chamada "Ler antes de assistir" focando em Dr. Strange, pricipalmente. 

Personagens de anime são estrelas dos produtos oficiais das Olimpíadas de Tokyo




Tokyo será sede das Olimpíadas  em 2020.  A festa deve ser bonita e  os preparativos estão adiantados.  Vários sites anunciaram (*minha fonte é o Crunchyroll*) que 8 personagens populares dos animes e mangás serão as estrelas dos produtos oficiais e uma espécie de embaixadores das Olimpíadas: Astro Boy, Sailor Moon, Crayon Shin-chan, Luffy de One Piece, Naruto, Yo-Kai Watch, Goku Dragon Ball, e as PreCure originais. 


É possível adquirir os produtos na lojinha on line do evento.  Agora, não há nada barato e ainda é preciso pensar em correio e taxas.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Universidade Japonesa doa 20 mil volumes de mangá para a USP



Segundo o Jornal da USP (*via Crunchyroll*), representantes da universidade paulista tiveram um encontro com um professor da Universidade Meiji, no Japão. Há um projeto de distribuição de mangás para universidades da América Latina como forma de preservação desse material e de divulgação da história e da cultura do Japão. A reunião ocorreu na Agência USP de Comunicação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani). A diretora adjunta de Relações Acadêmicas da Aucani, Laura Izarra, recebeu o vice-diretor do Centro de Estudos Japoneses da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Wataru Kikuchi, e o professor da Faculdade de Direito (FD) da USP e professor visitante na Universidade de Meiji, Masato Ninomiya.

São Paulo será o primeiro e principal ponto de recebimento de volumes de mangá, recebendo 20 mil títulos, que serão armazenados nas bibliotecas da USP, na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e no Japan House. Ainda não se sabe quando os materiais chegarão ao Brasil.

Ranking da Oricon


Saiu o ranking da Oricon e, mais uma vez, os shoujo e josei estão bem representados.  O topo do ranking traz dois josei, e material muito diverso, a comédia de Akiko Higashimura e a ficção científica de Yumi Tamura.  Ainda no top 10, temos Gozen 0-Ji, Kiss-shi ni Kite yo.  De interessante temos Otaku ni Koi wa Muzukashii ainda na décima segunda colocação.  Será que fica mais umas duas semanas no top 30? E Kanouso mantendo a mesma colocação da semana passada.

1. Tokyo Tarareba Musume #7 
2. 7SEEDS #33 
8. Gozen 0-Ji, Kiss-shi ni Kite yo #5 
12. Otaku ni Koi wa Muzukashii #3 
17. Onegai, Sore wo Yamenaide #4 
22. Kanojo wa Uso wo Ai Shisugiteru #21 
23. Watashi ga Motete Dousunda #11

P.S.: O Oricon não colocou o ranking no seu site ainda. Estou usando o que foi publicado no ANN.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Aplicativo de namoro lista os dez nomes femininos japoneses mais atraentes




Eu não tenho conta no Tinder, nem sei como essa rede social funciona em detalhes. Sempre que ouço ou leio alguma coisa sobre ela, parece que é algo como o inferninho das redes sociais, no qual, não raro, abusos acontecem. Só que o Rocket News 24 trouxe o resultado de uma pesquisa feita pela rede social no Japão elencando os dez nomes que recebem mais likes no Tinder. Bem, a lista é tão fofinha que decidi postar.

Os nomes japoneses em muitos casos parecem uma exaltação da beleza, dos bons sentimentos, enfim, acho que vale uma olhadinha. Ah, sim, uma coisa que o RN24 enfatiza é que eles não especificaram como se escreve, isto é, os kanjis envolvidos, mas a sonoridade, daí, o site colocou as formas mais comuns de grafia. Segue a lista:

10. Aoi – Pode ser escrito de várias formas, mas, normalmente temos“malva-rosa” (葵) ou a cor “azul” (碧).

9. Misato – É um dos muitos nomes que usam o kanji美, significando “bonita”, daí, duas combinações mais comuns são“bela sabedoria” (美知) ou “linda vila” (美里).

8. Mayu – Muitas das formas de escrever Mayu utilizam o kanji 真, significando “verdade”. Daí, “única verdade” (真唯) or “verdadeira tarde” (真夕). Este último não faz muito sentido para mim.

7. Kanako – Utiliza normalment o kanji 奈, que se remete tanto à divindade, quanto às maçãs. A combinação mais comum é “criança muito abençoada” (加奈子). Outra possibilidade é奏子, “filha da música”. É o único nome da lista a ter a terminação ko (子), outrora comum em nomes de meninas, mas, hoje, vista como ultrapassada, segundo o RN24.

6. Erika – O site explica que alguns nomes são montados mais pela sonoridade, do que propriamente por significarem alguma coisa. Parece que Erika é um desses nomes, ainda assim, os dois exemplos dados “aroma de peras sagradas” 恵梨香 e “perfume da vila pitoresca” 絵里香, remetem à perfume, aroma.

5. Rina – O mesmo kanji citado para Misato aparece em Rina. Assim, há possibilidades como里奈 “vila abençoada” e梨奈 “pera abençoada”.

4. Mizuki – Normalmente s compõe com o kanji de 月, lua. Daí temos “bela lua” (美月) e “lua d’água (水月).

3. Moe – Se escreve com o kanji 萌, significando “broto”, a idéia seria se remeter à juventude, inocência, enfim.

2. Ayaka – O RN24 afirma que o nome pode ser grafado de várias formas, normalmente remetendo elegância, daí composições como “flores coloridas”, 彩花, e “teia de fragrâncias”, 綾香.

1. Miyu – Normalmente, utiliza o kanji美 que aparece, também, em Misato e Mizuki. Daí, “bela gentileza”, 美優, e “bela conexão”, 美結.

Comentando Moana (Disney, 2016)



Começo a resenha de Moana com um grande parágrafo que resumirá todas as minhas impressões gerais, talvez seja a animação mais bonita que eu já assisti e não estou falando somente de Disney. Bonita, porque é um deleite para os olhos, o ápice não somente da técnica de animação 3D, mas da harmonia das imagens, da fotografia, o melhor produto não somente da Disney que já assisti. Aos meus olhos, Moana é a mais linda das princesas, e, claro, parte dessa beleza vem tanto do domínio da tecnologia 3D, como da capacidade dos animadores de captar e colocar o encanto das mulheres polinésias. E há a música que se entrelaça com as imagens. Se houve mais cantoria do que a média dos últimos filmes, tivemos, também, músicas lindas e empolgantes. Nota dez nesses quesitos, portanto. Indo ao roteiro, bem, ele não deixou a desejar, mas não conseguiu exceder a média do estúdio. Agradará ao seu público, mas duvido que chegue perto do impacto de outra produção da Disney, que lhe é inferior, Frozen.

A história de Moana gira em torno da princesa – ela prefere ser chamada de “filha do chefe” – que se sente desde muito criança atraída pelo oceano e pelas histórias mitológicas contadas pela avó paterna, Tala Waialiki. Já o pai de Moana, o chefe Tui, reprime a filha e enfatiza que a ilha que habitam e seu calmo mar ao redor oferecem tudo o que é necessário para uma vida maravilhosa. Com o passar do tempo, no entanto, as histórias da velha começam a se realizar como uma profecia – árvores que não dão seu fruto, falta de peixes – empurrando Moana para o oceano, o reencontro com o passado de sua tribo, outrora navegadores.

Belas imagens.
Para restaurar o equilíbrio do mundo, Moana precisa encontrar o semideus Maui que, ao roubar uma pedra, o coração da deusa mãe-criadora Te Fiti, cuja lenda abre o filme, atraiu a desgraça para o mundo. Maui precisa ajudar Moana, algo que ele não deseja, e recuperar seu instrumento mágico, um cetro em forma de arpão, e sua capacidade de se transmutar em vários animais. Quando o coração de Te Fiti fosse devolvido, tudo voltaria aos seus eixos.

Moana, como defini no meu primeiro parágrafo, tem mais pontos fortes do que fracos. Artisticamente, e sou uma leiga falando, eu daria nota dez para a produção. O deleite visual, a música muito que se entrelaça com as imagens, emoções, isso tudo faz com que Moana seja um espetáculo deslumbrante, um filme para figurar entre os melhores da Disney. Agora, um dos pontos centrais do roteiro, o ponto de partida da jornada da heroína, no entanto, é batidíssimo, a proibição paterna (*de novo temos o pai amoroso castrador nos filmes da Disney*) de que a heroína possa sair do seu lugar, ir além dos limites geográficos ou culturais ou, ainda, papéis de gênero, no melhor estilo “não há lugar melhor que o lar”.

O porquinho lindo tem pouco tempo de tela, já o galo...
A Pequena Sereia, Pocahontas, e mesmo Frozen tem essa premissa. Ademais, é comum na cultura norte americana esse conflito entre dentro-fora. O que seria mais importante? Aquela ficção da comunidade ancestral, onde todos seriam “o mesmo”, pautados pelos mesmos gostos e valores, mantê-la protegida das inovações que irão corromper sua pureza, ou abrir-se para o novo, lançar-se para o mundo. Footloose, episódios das diversas séries de Jornada nas Estrelas, e poderia citar toda uma série de histórias que partem da mesma premissa. Fora isso, há o trauma. O pai de Moana abomina o mar grande e a navegação, porque passou por uma situação difícil. Transgressão das normas, para alguns pecado, e o resultado é culpa. Lembrei de Footloose de novo. Enfim, nesse aspecto Moana não inova em nada.

Só que um filme pode ser bom, e Moana é bom, sem ter que fazer grandes revoluções. Em Moana, temos, por exemplo, a figura do mentor, algo típico dessas jornadas heróicas, mas, o que é muito bem-vindo, o papel cabe a uma mulher, a avó. Nossa Moana não está só na companhia dos homens, ela tem fortes laços com a avó, que faz as vezes de feiticeira sábia, e com a mãe. Esta última aparece pouco, mas sua presença é segura e importante. Ela apóia a filha, ela explica o trauma do pai em relação ao oceano. Cumpre-se a Bechdel Rule e ainda temos um filme com lampejos feministas fortes e inegáveis.

  Uma vovó inesquecível.
Algo bom em Moana é que nada é feito em nome do pai, outro clichê hiper-batido e eu serve de reforço falocêntrico (*vide Rogue One*), mas em nome de algo maior, o bem estar da comunidade, o equilíbrio cósmico e em nome de si mesma. A avó até aponta caminhos, mas não exige, não obriga e Moana cresce em sua jornada. Em nenhum momento, também, e isso pode ser visto como positivo, ou não, Moana precisa provar que é boa apesar de ser menina. Seus embates como o semideus Māui, a desconfiança que ele tem por ela, são muito mais determinados pelo fato dela ser uma reles mortal, uma frágil humana. Ser uma “princesa” seria um agravante, mas não o determinante.

Falei em positivo ou negativo, porque, bem, Moana anula o gênero. Ela é uma menina, mas ser menina nunca é de fato relevante para a personagem. Até que ponto ser uma mulher não seria um problema para a filha de um chefe maori? Alguém assistiu A Encantadora de Baleias? Pois é, mas é preciso não chamar discussões que podem atrair polêmicas, porque em se tratando de Disney, o povo costuma ver até os mínimos pontos parra crítica. Os conservadores estão horrorizados e até clamam que Moana faz apologia à obesidade! Sua autossuficiência incomoda. Para os progressistas, Moana também não é boa o suficiente, porque, bem, já seria hora de uma princesa LGBTQ-whatever.

Linda Moana.
Eu concordo com um texto que li na BBC, a Disney nunca está descolada do que acontece no mundo, no social. Agora, isso não quer dizer que a empresa possa, deva, ou queira responder à todas as demandas. E isso, claro, não anula algumas críticas. Eu, de minha parte, acho interessante, desde que não se torne regra, que princesas, ou quaisquer personagens femininas protagonistas, possam ser mulheres independentes, que a descoberta do amor não precise ser o horizonte obrigatório e o matrimônio o destino.

Em Moana temos uma heroína assim. Não sabemos bem sua idade, mas é uma adolescente em busca de um lugar no mundo e que conquista o respeito dos homens que com ela convivem, neste caso, o pai e Māui. Das mulheres relevantes em sua vida, Moana já tinha tudo, são elas, aliás, o principal suporte de seu crescimento. A figura da velha, em especial, é a mais importante. Ela é a voz feminina livre. Ela não tem marido, não tem mais a função de reproduzir, tem certa ascendência sobre o filho que a esposa, que fala baixo, pelos cantos até, não possui. Poderia ser a reforçadora de normas, algo que é função dos velhos, mas se apresenta como “louca da aldeia” e, ao invés de, reforçar grilhões, ela estimula os jovens a testarem suas asas. Talvez, se a avó não fosse a mãe do chefe não pudesse ser tão adoravelmente doidinha. Mas e daí? Para mim, ela foi um dos tesouros do filme e ao reencarnar como um animal ainda mais livre e majestoso, ela possibilitou lindas cenas. Lindas mesmo.
A bebê Moana é tão lindinha.
Por outro lado, ao contrário, por exemplo, da protagonista de Rogue One, ela carrega todas aquelas marcas de feminilidade, que uma princesa precisa ter. Ela tem longa cabeleira, um rosto atraente, lábios bonitos. Moana é sensual. Eu, pelo menos, a vi assim. Algo importante para torná-la mais bonita foi dar-lhe proporções quase reais (*ninguém tem olhos daquele tamanho, OK?*), ela poderia ser uma moça polinésia normal. Sim, normal, forte sem ser de fato atlética, não obesa, como alguns críticos conservadores apontaram. Agora, as proporções do corpo de Moana não são invenção desse filme. Algo parecido foi visto nas personagens de Lilo e Stitch, que é de 2002. A diferença, agora, é que Moana é 3D e foi feita para ser particularmente bonita.

E falta falar de Māui, ele é inspirado em um herói civilizador das várias mitologias da polinésia e, em particular, a maori. O Māui original poderia ser desde um humano heroico até um deus completo. Depende da versão. Ele é um herói civilizador ao estilo Prometeu, e vejam que foi Māui quem roubou o fogo para os humanos, só que com toques de Locki, ou Exu, ou seja, um pregador de peças. Suas vítimas privilegiadas? As divindades. Logo, mais cedo, ou mais tarde, ia dar problema. O Māui segue do filme segue nessa linha e se vê em maus lençóis ao roubar o coração da deusa Te Fiti e ainda atrai a desgraça para toda a humanidade.

Nem tudo o que parece, é.
O Māui agrega características do ser mitológico, mas é uma típica personagens Disney. Um alívio cômico, que usa e abusa de estereótipos em relação aos povos da Polinésia. Ele pode ser visto como simpático, ou antipático, a depender de como você encara esse tipo de personagem expansiva, barulhenta e que, no início, age quase como um bully em relação ao protagonista. De qualquer forma, é muito, muito importante que filmes como Moana possam ser encarados como janelas para outras culturas, que aticem a curiosidade

Por exemplo, meus conhecimentos sobre mitologia da Polinésia era zero. Para escrever a resenha, precisei pesquisar, ver informações sobre Māui, especialmente. Um verbete puxa o outro e estou deslumbrada. Quanta gente pode começar a pesquisar, ler, estudar, enfim, a partir de um filme sincero, ainda que com deficiências? Muitas. Eu devo muito ao cinema e à animação. Olhando a Wikipedia, vi que uma das principais críticas à Moana é em relação ao uso limitado da mitologia polinésia, que o filme foi redutor. 

Moana tem muita determinação.
 Não há deusas guerreiras no filme, mesmo que elas sejam abundantes nos panteões locais e apareçam nas lendas de Māui, existe o reforço da idéia de deusa-mãe-criadora. Obviamente, quando comparamos com o nosso modelo patriarcal de paternidade solitária, há o choque e mesmo Moana se torna muito subversivo. É preciso perceber que um filme da Disney, especialmente os mais recentes, nunca é pródigo de personagens. Um elenco numeroso poderia não funcionar em tela, ademais, uma deus guerreira poderia eclipsar a própria personagem, ou seria algo enriquecedor? O que me fica de dúvida é se a maioria das falas de Moana são femininas, ou não.

Aliás, uma das cenas mais lindas do filme, e olha que Moana é belíssimo, é o encontro final da heroína com a grande deusa, um momento de reconciliação e, de certa forma, de exaltação do feminino, daquilo que em nós busca compreensão, acolhimento, manutenção da vida, vinculo com a natureza, de uma ordem que não é em si mesma excludente. Sim, soou reforço de papéis de gênero, mas assumo que são aspectos que vejo não como naturais, mas positivos. De guerra, violência e destruição, o mundo centrado no masculino já nos impõe o tempo inteiro.

Boa parte do tempo, ele é um bully.
No fim das contas, Māui aprende com Moana e a heroína com o semideus. Ele, que viveu milhares de anos, tem muito a lhe ensinar, quando decide que quer fazer isso, claro. Ela mostra para a entidade que seu egoísmo é daninho para toda a humanidade, que ele mais prejudicou do que ajudou os humanos com alguns de seus atos. Entre eles há respeito, parceria, não tutela, sem que em nenhum momento Māui parece menos poderoso que Moana, porque efetivamente ele não é, mas a moça não precisou dele para resolver o grande problema, ela consegue chegar à solução buscando aqueles valores que apontei no parágrafo acima, além da coragem que somente alguém que se lança ao grande mar pode ter. 

Acho que é isso. Moana é um filme lindo visualmente, uma poesia, ou canção, com imagens. Com uma heroína independente, forte, carismática, sensual e que não é chatinha em nenhum momento. Só três coisinhas, há uma cena pós-créditos com o terrível caranguejo que roubou o cetro anzol de Māui, eu saí e não consegui vê-la; Moana quer dizer “oceano” na maioria das línguas da Polinésia; e, bem, aqueles cocos piratas (*não, não vou explicar*) e pareceram referência ao último Mad Max, oou será que não deu tempo? É palatável para crianças, mesmo pequenas (*Júlia estava comigo*), e para adultos que não sejam muito exigentes. Espero mesmo que o filme conquiste seu espaço entre os melhores da Disney, porque, de fato, merece. 

O coque também funciona.
Detalhe, aqui, no Rio, a maioria das sessões que continuam abertas são 3D.  Isso é péssimo para crianças pequenas, sem falar em outras pessoas que não podem,ou querem assistir em 3D.  Os óculos não cabem na Júlia, ela assistiu sem. Passou boa parte do tempo dispersa. Agora, além da ditadura da dublagem, a imposição do 3D, mais lucrativo.  Parece mesmo que querem fazer de tudo para expulsarem as pessoas do cinema.  O problema é que a gente se acostuma a ser maltratado.  Foi a primeira experiência da Júlia com o 3D e vai permanecer assim por muito tempo, mas ela não era a única criança entre 2 e 3 anos na sessão, ou seja, paga-se mais caro para não receber pelo que se pagou.


Your Name de Makoto Shinkai deve se tornar o anime de maior bilheteria no mundo


 Não postei nada sobre Your Name, ou Kimi no Na wa。(君の名は。), longa de animação do notável Makoto Shinkai, mas o Rocket News 24, faz post em cima de post sobre ele.  Your Name vem superado uma a uma as animações da Ghibli e até Frozen, que, graças aos japoneses, tornou-se um dos 5 filmes mais rentáveis da história.  Pois bem, segundo o RN24, Your Name está muito distante ainda de alcançar A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro/千と千尋の神隠し), que deu o único Oscar de animação para Hayao Miyazaki, mas que o filme já é a maior bilheteria da animação japonesa fora do país.  Caramba!  Será que Chihiro é a maior bilheteria japonesa de todos os tempos?  Tendo conseguido lucros espetaculares na Ásia, o filme ainda não estreou nos EUA e Canadá, mas já estão fazendo contas.  Será que Your Name estréia nos cinemas do Brasil?  Será que vai abocanhar um prêmio Oscar?  Enfim, é esperar para ver.

Your Name é inspirado em um romance que, por sua vez, bebe em materiais como Ranma 1/2 ( らんま 1/2) e o conto da Era Heian, Torikaebaya Monogatari, entre outros.  Os protagonistas da história são dois adolescentes.  Um deles, uma menina do interior, leva uma vida tediosa e sonha em reencarnar como um garoto em Tokyo.  Daí,um dia, um garoto da capital japonesa acorda e descobre que, na verdade, é a menina.  Simplesmente, ela e  o rapaz trocaram de corpo e de vidas.  Bem, é um ponto departida batido, mas o que importa é como ele foi trabalhado.

P.S.: Infelizmente, minha conexão, aqui, no Rio, está imprestável esses dias.  Por isso, fiquei dois dias sem postar nada.