Comentando o Primeiro Episódio de Suki-Tte Ii Na Yo。ou “Say I Love You。”

As Personagens Masculinas Tipo dos Shoujo Mangá: (Mais) um Esboço

Quais são os tipos de garotos mais comuns nos shoujo mangá? Que tal fazer uma lista?

Irene Adler é a grande injustiçada nas recentes adaptações de Sherlock Holmes

Irene Adler, a mulher que enganou Sherlock Holmes, ganhou uma nova roupagem no século XXI. Infelizmente, ela parecia muito melhor no séculos XIX...

Comentando “Detona, Ralph!” (Wreck-It, Ralph)

A Disney revisitou os vídeo games dos anos 1980 em um filme muito divertido e bem executado.

As Personagens Femininas Tipo dos Shoujo Mangá: um Esboço

Personagens centrais nos shoujo mangá, assim como na vida real, as meninas não são todas iguais, mas podemos tentar organizá-las em tipos. Vamos tentar?

Histórias em Quadrinhos: um Levantamento Bibliográfico

Uma ajudinha para quem está começando a pesquisar sobre quadrinhos.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Junjou Romantica ganha terceira temporada animada


Que Junjou Romantica (純情ロマンチカ), de Shungiku Nakamura, é um sucesso ninguém discute, mas é um caso raro, talvez o único, de mangá BL com tantas temporadas animadas para a TV.  Foram duas em 2008, fora os OAVs, e a terceira já foi anunciada.  Está na capa do último volume do mangá, acredito que o #16. A informação veio do Twitter do Manga News, mas os detalhes serão divulgados pelos sites nos próximos dias.  A série começou a ser publicada em 2003 e segue na revista Ciel, da editora Kadokawa.

Empresa vende ingresso para festa e evento de anime no DF não acontece


Um amigo tinha me falado uns 15 dias atrás sobre o causo do evento aqui no DF no qual o realizador pegou o dinheiro dos ingressos e fugiu sem dar maiores explicações.  O evento se chama Fukkatsu e, ainda que todas as páginas oficiais tenham sido removidas, está listado aqui no Projeto Otaku com toda a programação.  Dêem uma olhada.  Eu não sabia nem das duas primeiras edições, mas esta já era a terceira.

Agora, uma amiga enviou o link para o vídeo do Balanço Geral da TV Record local falando do golpe.  A matéria não cita o nome do picareta, mas fala que na 2ª edição do evento ele já havia inventado uma mirabolante história de seqüestro para explicar por que não pagaria o prêmio do concurso de cosplay.  Vejam a matéria abaixo:

Parece que o sujeito não vai mais conseguir aplicar o mesmo golpe, no entanto, desconfio que possa sair sem maiores punições.  A matéria não mostra seu rosto, mas a foto do cidadão - e espero que seja mesmo - está aqui nesta página do Facebook aberta pelos lesados.  Enfim, sempre soube de picaretagens nesse meio de eventos, mas tudo dito à boca pequena e com jeitinho de ser fofoquinha entre inimigos, este caso de Brasília, no entanto, é concreto e foi parar na polícia.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Ranking da Oricon


Este é o ranking da Oricon da semana passada.  O novo sai hoje, quarta-feira.  Enfim, não foi uma semana ruim, acredito mesmo que alguns dos títulos presentes continuam figurando no novo ranking, mas há algo a se observar, este último volume de Chihayafuru não conseguiu as excelentes colocações dos anteriores.  O que quero dizer é que, apesar da segunda semana no top 10, ele não conseguiu encaixar nem o primeiro, nem o segundo lugar.  Será que isso significa alguma coisa?  Esperemos os próximos volumes.  O ranking continua tendo boa representatividade dos josei, como Umimachi Diary e 7SEEDS, que é uma série de ficção científica.  Fora isso, o segundo mangá mais bem sucedido é o clássico interminável Ouke no Monshou.

6. Chihayfuru #25
14. Ouke no Monshou #59
15. Umimachi Diary #6
17. Hana-kun to Koisuru Watashi #9
22. 7SEEDS #27
28. HIGH SCORE #13
30. Taiyou no Ie #11

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Dois novos Shoujo! Tinha esquecido da Nova Sampa!!!!


Esqueci totalmente de comentar que a Nova Sampa – editora de mangá que tem como editor-chefe o Marcelo Del Greco – anunciou seis títulos no Anime Friends, dois deles, shoujo.  Dawn - Tsumetai Te (ドーン 冷たい手), de Ueda Shinsyu, começou a ser publicado na Comic Zero-Sum em  2002 e tem 6 volumes.  É uma série que tem protagonista masculino que tem que lidar com uma praga devastadora.  Vi gente dizendo que é para pegar o mesmo público de Shinrei Tantei Yakumo (心霊探偵 八雲),  que é shoujo que não parece shoujo... O que o pessoal precisa entender é que shoujo não tem cara definida, isto é, shoujo, amiguinhos, não é sinônimo de romance escolar.  A demografia tem várias vertentes e algumas revistas como a Wings, Zero-Sum, Asuka, são especializadas em material de fantasia, ação, ficção científica.  Da mesma linha, uma Margaret ou Betsuma são quase 100% romance escolar faz pelo menos uns 20 anos, com honrosas exceções.


O outro lançamento da Nova Sampa é Hakuōki (薄桜鬼), mangá de fantasia histórica que se passa durante a Revolução Meiji, estilo harém e com a mocinha cercada de membros do Shinsengumi, famoso grupo de samurais que resistiu às mudanças impostas pela revolução.  O Shinsengumi é um top favorito das japonesas e Hakuōki é o primeiro mangá derivado de otome game a sair aqui no Brasil.  A Nova Sampa está inovando.  Hakuōki é bem conhecido, porque teve várias séries para a TV, OAVs e filmes animados para o cinema.  Fora os mangás, claro...  Enfim, Hakuōki tem como roteiristas a Design Factory/Idea Factory, donas do game, e o mangá, a arte, mas imagino que o roteiro para quadrinhos, é de Ninomiya Sachi.  Trata-se da série original que começou a ser publicada em 2009 e conta com 4 volumes.  O mangá foi publicado nas revistas B's-Log Comic e Comic B's-Log Kyun!.


Achei interessante os lançamentos.  Fugiram do volume único, fugiram do shoujo escolar, buscaram inovação.  Parabéns para a Nova Sampa, desejo sucesso.  Confesso que só lembro da Nova Sampa quando penso em Drácula, ou vejo alguma coisa deles na banca, mas o fato é que eles estão vendendo o seu projeto de mangás usando a palavra diversidade, ou seja, não estão a fim de negligenciar nenhum público.  Vamos esperar!  Ah, sim! A Panini não anunciou shoujo, os responsáveis pela palestra da editora disseram que só em 2015... Tá certo...

domingo, 27 de julho de 2014

Algumas palavras sobre o possível uniforme da Mulher Maravilha no cinema


Ontem, foi revelada a primeira imagem da Gal Gadot vestindo o uniforme da Mulher Maravilha do filme Batman vs. Superman: Dawn of Justice.  A maioria dos comentários que vi por aí destacaram que a atriz precisava de mais massa muscular (*Ha!*) e que o uniforme estava interessante, porém descaracterizado.  Vamos comentar os dois pontos.

Desde a escolha da atriz israelense para o papel da Amazona muita gente enfatiza que ela é muito magra para encarnar a personagem.  Qualquer um que está acompanhando as notícias sabe que ela foi escolhida por dois motivos: 1. ela é barata; 2. ela preenche os requisitos artísticos para o filme, isto é, é jovem, bonita, magra, e tem alguma experiência atuando.  

Ótima possibilidade - 1
De qualquer forma, prefiro esperar para ver a moça em ação antes de deplorar o fato dela não ser mais muscular.  Afinal, Jennifer Lawrence consegue ser uma excelente Katniss mesmo com uma aparência muito mais saudável do que a personagem original.  Quem leu os livros da série Hunger Games sabe que o problema da escalação vai muito além da necessidade da atriz tentar parecer morena.  Voltando para a MM, não curto homens e mulheres marombados, a moça parece bem na foto, para mim. Pessoalmente, não me incomoda em nada.

Ótima possibilidade - 2
Já a questão das cores, bem, vem de longa data no cinema americano - e em algumas Comics, também, - essa tendência de tirar a cor das coisas para dar mais seriedade a algum produto da cultura pop.  Assim, quanto mais escuro, mais impressionante, grandioso, adulto, e pode acrescentar outro adjetivo pedante ou pomposo aqui.  A primeira vez que vi isso foi com os filmes da Nova Geração de Jornada nas Estrelas, do cinema, aqueles uniformes sombrios horrorosos migraram para o universo de Deep Space Nine e era um bálsamo ver a turma da Voyager ainda com as cores nos lugares certos.  E houve, claro, o primeiro filme de Jornada com suas cores pastéis, mas pouca gente lembra daquele uniforme (*ótima análise do figurino do filme aqui*)... 

Quem se lembra dessa tragédia fashion?
Tanto Jornada nas Estrelas, quanto os super-heróis americanos, surgiram em um mundo no qual as cores, os uniformes colantes, as minissaias, e tudo mais eram usados descaradamente e sem medo de ser feliz.  Sim, sim, não consigo deixar de amar o uniforme feminino da série original de Jornada e isso nada tem a ver com a minha capacidade de ver e denunciar todo o fanservice e objetificação que tais roupas personificam.
  
Roubaram as cores!!!!!!!
É muito estranho ver o uniforme da Mulher Maravilha sem estrelas e o vermelho, azul e branco escandalosos da bandeira dos Estados Unidos.  Quer dizer, é estranho para mim, que não acompanho as histórias atuais da Amazona.  Agora, nos comics atuais o uniforme da Mulher Maravilha já foi muito modificado, tornou-se mais limpo, por assim dizer, fora as experiências para torná-lo algo mais parecido com uma armadura.  
Entendo que queiram se afastar desse tipo de uniforme, mas...
Encontrei um artigo que discute bem a questão, pontuando, inclusive, os motivos para limpar o uniforme desse aspecto de bandeira dos EUA: tornar a personagem mais palatável ao público internacional.  O artigo também mostra duas propostas de uniforme possíveis para o filme.  Ambas são boas, mas não são a mostrada no Comic-Con.
Guerreira de bronze?
Depois de muito olhar a foto, pensei em uma coisa que não tinha me ocorrido antes, nem vi em discussão nos lugares pelos quais passei.  A armadura-uniforme é meio cor de bronze.  Será que a idéia não seria resgatar essa imagem de armadura grega antiga mesmo?  De repente, por mais que não me agrade, a produção queira fazer este link através da roupa da Mulher Maravilha.   Uma princesa amazona não mais vestindo as cores da América, mas uma armadura de bronze. De qualquer forma, acredito que o uniforme deva mudar ainda, ainda mais com uma recepção que não foi tão positiva assim.

NewPop anuncia mais um mangá BL


Havia quem estivesse esperando por mais um mangá feminino (*shoujo-josei-BL*) pela NewPop e a editora não decepcionou os fãs-consumidores.  Em setembro, chegará às livrarias e bancas Croquis (クロッキー), de Hinako Takanaga. A autora teve vários de seus mangás lançados nos EUA, dentre eles, Croquis e  Koisuru Boukun (恋する暴君) ou The Tyrant Falls in Love) pelo selo Blu, da finada e saudosa Tokyopop.  

Croquis é volume único, o que mostra que a NewPop não está a fim de assumir grandes riscos, mas, também, não pretende virar as costas para os fãs do gênero, e é formado por pequenas histórias (one-shots).  O mangá foi publicado na revista Rutile, da Gentosha, em 2004.  Também no Anime Friends a editora lançou Loveless (ラブレス), um BL bem mais famoso.  Pelas minhas contas, a NewPop é a editora brasileira que mais investe no gênero tendo lançado Blood Honey (ブラッド ハニー) e duas light novels de Gravitation (グラビテーション).  O Blyme está cobrindo os lançamentos BL do Anime Friends, recomendo uma visita.

P.S.: Parece que só falta a Panini mostrar as suas novidades... Será que alguma coisa do interesse do Shoujo Café?  Aguardemos.

sábado, 26 de julho de 2014

Gosta de shoujo dos anos 1970? Este livro é para você!


Entre as minhas muitas pendências aqui no Shoujo Café estava comentar esse lançamento, o mook (*magazine+book*) Dansen Mozun Hen Daisuki Datsuta! Shoujo Manga 70 Nendaihen ~Girl’s Comics in the 1970~ (完全保存版 大好きだった!少女マンガ70年代篇~Girl’s Comics in the 1970~).  Minha experi~encia com mooks é com material do Takarazuka, então, imagino que seja um material fartamente ilustrado – ilustrações grandes, bonitas, memoráveis – e algum texto.  O que está prometido no Comic Natalie e no Amazon é isso mesmo, um olhar sobre a revolução do shoujo mangá que ocorreu nos anos 1970, a “Era Dourada” da demografia.


Só de olha a capa eu já fiquei encantada: Rosa de Versalhes ou Berusaiyu no Bara (ベルサイユのばら), Haikara-san ga Tooru  (はいからさんが通る), Glass Mask ou Garasu no Kamen (ガラスの仮面), Sukeban Deka (スケバン刑事) e um mangá de Machiko Satonaka, acredito, mas não tenho certeza, Aries no Otometachi (アリエスの乙女たち).  Só pela seleção da capa já está sugerido que não será um livro sobre o grupo de 48, será sobre shoujo nos anos 1970 mesmo, com toda a sua riqueza, variedade, estilos, beleza, ousadia, engenho, e um monte de outros adjetivos que eu poderia empilhar indefinidamente.  Nos resumos ainda são citados nominalmente Candy Candy (キャンディ・キャンディ) e Ouke no Monshou (王家の紋章) para reforçar o que eu estou dizendo.  Compra certa. ^_^

P.S.: Escolhi uma imagem de Machiko Satonaka, considerada a iniciadora da invasão das mulheres mangá-kas, em 1966, para ilustrar o post, mas ela não está ligada ao livro propriamente, quer dizer, não que eu saiba.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Shimura Takako estréia na revista Kiss


A conceituada mangá-ka Shimura Takako, de Hōrō Musuko (放浪息子) e Aoi Hana (青い花), vai publicar uma série regular na revista Kiss, segundo o Comic Natalie.  O nome do mangá é Koiiji (こいいじ)  e conta a história de Mame, cuja família é dona de uma casa de banho.  A moça sofre com um amor não correspondido por um amigo de infância há 10 anos.  Este é o resumo que está no ANN e no CN e o ponto de partida para a história.  Vamos acompanhar.

Kyō wa Kaisha Yasumimasu。 ganha live action


Notícia que eu esperava faz muito tempo, afinal, a série josei Kyō wa Kaisha Yasumimasu。 (きょうは会社休みます。) sempre apareceia tão bem nas vendagens e nas críticas que ou teria filme, ou dorama, ou os dois.  Enfim, o anúncio veio.  A versão live action baseada no mangá de Mari Fujimura estréia na TV japonesa em outubro, todas as quartas, dez da noite, na Nippon Television.  A protagonista, Hanae Aoshi, será interpretada por Haruka Ayase.  O script será de autoria de Shigeki Kaneko, que cuidou de Honey & Clover.


Kyō wa Kaisha Yasumimasu。 estreou na revista Cocohana em novembro de 2011.  O sexto volume foi lançado em maio no Japão.  A série segue o dia-a-dia de uma office lady de 30 e poucos anos que nunca teve um namorado, até que conhece Yūto Tanokura, universitário de 21 anos.  A notícia está no Comic Natalie, mas tive ajuda do ANN.



Lançado o primeiro teaser de Ao Haru Ride

 

Ontem ou anteontem, (*desculpem, mas estou meio lá, meio aqui, meio em nenhum lugar esses dias*) saiu o primeiro teaser do filme de Ao Haru Ride (アオハライド ).  Coisa pequena, 33 segundinhos, mas  para os fãs deve ser como jogar álcool na fogueira.  Enfim, a narração em off – que foi traduzida pelo ANN – diz mais ou menos o seguinte (*tradução da tradução...*): “Ao Haru Ride é ... o brilho do momento. Ao Haru Ride é ... doce, deslumbrante. Ao Haru Ride é ... frágil, doloroso, fugaz. Ao Haru Ride é ... sempre cometer erros.”


Eu realmente acredito que este mangá deve aparecer aqui no Brasil.  Estão anunciando muita coisa no Anime Friends, de repente, ao Haru Ride aparece de surpresa.  Quanto ao filme, ele estréia em 13 de dezembro.  Já o anime, está no ar no Japão.