Comentando o Primeiro Episódio de Suki-Tte Ii Na Yo。ou “Say I Love You。”

As Personagens Masculinas Tipo dos Shoujo Mangá: (Mais) um Esboço

Quais são os tipos de garotos mais comuns nos shoujo mangá? Que tal fazer uma lista?

Irene Adler é a grande injustiçada nas recentes adaptações de Sherlock Holmes

Irene Adler, a mulher que enganou Sherlock Holmes, ganhou uma nova roupagem no século XXI. Infelizmente, ela parecia muito melhor no séculos XIX...

Comentando “Detona, Ralph!” (Wreck-It, Ralph)

A Disney revisitou os vídeo games dos anos 1980 em um filme muito divertido e bem executado.

As Personagens Femininas Tipo dos Shoujo Mangá: um Esboço

Personagens centrais nos shoujo mangá, assim como na vida real, as meninas não são todas iguais, mas podemos tentar organizá-las em tipos. Vamos tentar?

Histórias em Quadrinhos: um Levantamento Bibliográfico

Uma ajudinha para quem está começando a pesquisar sobre quadrinhos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Ranking da Oricon


Hoje sai o novo ranking da Oricon e eu não postei os outros dois... Enfim, é a correria da minha vida, peço desculpas.  O dois últimos rankings da Oricon têm como destaque o gaiden de Shingeki no Kyoujin e deve continuar assim esta semana.  Agora, a boa surpresa é o bom desempenho da nova série de Chie Shinohara, Yume no Shizuku, Ougon no Torikago.  Estreou em 17º lugar e conseguiu entrar no top 10.  Enfim, com certeza, é o mangá mais vendido da autora por volume até agora.  E essa arrancada é muito rara para  um josei. :) Preciso ler essa história, afinal, é um retorno para a Anatólia, neste caso já Turquia, e o sujeito da capa ainda é a cara do Kalil.

SEMANA11-17/08
5. P to JK #5
6. Shingeki no Kyojin Gaiden - Kuinaki Sentaku  #2
7. Shingeki no Kyojin Gaiden - Kuinaki Sentaku  #2 Edição Limitada
10. Yume no Shizuku, Ougon no Torikago #5
11. Hiyokoi #13
19. LiarXLiar #6
22. Honey Bitter #10
24. Suki-tte Ii na yo。 #13

SEMANA4-10/08
8. Shingeki no Kyojin Gaiden - Kuinaki Sentaku  #2 Edição Limitada
9. Shingeki no Kyojin Gaiden - Kuinaki Sentaku  #2
12. Ookami Heika no Hanayome #1
17. Yume no Shizuku, Ougon no Torikago #5
24. Suki-tte Ii na yo。 #13

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Volume #11 da Rosa de Versalhes chega às lojas 40 anos depois


Ontem foi lançado o volume #11 do clássico dos shoujo mangá A Rosa de Versalhes  (ベルサイユのばら).  O novo encadernado traz os gaiden lançados na revista Margaret nos últimos meses, cada um deles focado em um dos homens de destaque na série: André, Gerodel, Fersen e Allain.  Além disso, há um encarte colorido focado em André, correções feitas ao que foi publicado na Margaret e uma entrevista com a autora, Riyoko Ikeda.  O Comic Natalie informa que no obi do volume, a faixinha que envolve o livro, traz informações d eocmo concorrer a um dos 50 cartões da Rosa de Versalhes que serão distribuídos pela Shueisha.  

Já no Margaret TV, Ikeda envia uma saudação aos fãs.  Segundo o CN, outros vídeos virão nos próximos dias.  Ah, sim!  Para quem não entendeu, A rosa de Versalhes é um mangá devidamente encerrado.  Fechou com 10 volumes, e já com um gaiden no último deles, em 1974.  Outros gaiden vieram nos anos 1980 e foram publicados em volumes a parte.  Este volume #11, com o traço atual da autora, é comemorativo dos 40 anos da série, uma jogada de marketing, um mimo para @s fãs, e nada acrescenta à história original.

Akiko Higashimura desenha propaganda de Xampu


O Comic Natalie anunciou que a mangá-ka Akiko Haigashimura desenhou uma campanha comercial para o xampu e condicionador & Her by Crusavon.  Este nome nada me diz, mas a arte de Higashimura usando o seu novo mangá, Tokyo Tarareba-Jou (東京タラレバ娘), ficou muito legal.  A série se passa no futuro, durante as Olimpíadas de Tokyo de 2020.  Ainda não vi se já saíram scanlations.


De resto, a última edição da revista Kiss trouxe um memo pad de Kuragehime (海月姫). O filme está vindo por aí e eu estou na expectativa do anúncio de uma segunda temporada animada.  Acredito que ela virá, sim, e não é somente a esperança de fã falando nesse momento.

  

domingo, 24 de agosto de 2014

Glass Mask perto do seu final???????


O ANN publicou uma notinha citando uma fala da autora de Glass Mask (ガラスの仮面), Suzue Miuchi, para a revista Entermix  da Kadokawa, sobre a retomada da série (*nem sabia que estava parada de novo na Betsuhana*) o final da série.  Ela disse mais ou menos o seguinte (*tradução da tradução...*): “Pouco a pouco, ele está se dirigindo [para o final]. Desde o começo da publicação do mangá, eu só escrevi o mangá com o desejo de querer que todos possam ler e se divertir, animarem-se, sentirem-se felizes. Esse sentimento não mudou, mesmo agora. Está demorando muito tempo, mas eu não tenho nenhuma intenção de desistir. Por favor, continuem torcendo por mim até o fim. Vou completar [o mangá], de forma absoluta.”

Em 2009, ela disse que terminaria o mangá logo.  Em 2010, a autora disse em entrevista que Gass Mask estava no seu arco final.  Estamos nós em 2014.  A série começou em 1975 (*Mil Novecentos e Setenta e Cinco!!!!!!!*) e ficou quase dez anos parada, sem nenhum volume.  O #49 saiu em 2012, o #50 está atrasado desde o ano passado.  Em compensação, já foram duas séries animadas para a TV (*1984 e 2005/06*), uma séire de OAVs (*1998*), duas temporadas de dorama (*1997*), o movie paródia para o cinema Onna Spy no Koi! Murasaki no Bara wa Kiken na Kaori!? !? (ガラスの仮面ですが THE MOVIE 女スパイの恋! 紫のバラは危険な香り!?/It's Glass Mask But… the Movie: Female Spy's Love! The Purple Rose Has a Dangerous Scent!?) e a série comédia Glass no Kamen Desu ga (ガラスの仮面ですが/It's Glass Mask But) com historinhas bobas de 3 minutos no ano passado.  E mais peça de teatro e outras coisas.


É inegável o sucesso de Glass Mask e sua importância na cultura pop japonesa.  Só que já deu.  A autora tem pouco a desenrolar (*vide meus comentários no post de 2010*) e acredito que muita gente no Japão está cansada de esperar.  Nem vou falar fora do país de origem, porque mesmo com essa publicação intermitente, Glass Mask saiu em vários países da Ásia e na Itália e França, porque estrangeiros não contam.  Diferente de outras séries de 1975, Ouke no Monshou (王家の紋章), que a autora publica ininterruptamente, e Eroika (ロイカより愛をこめて), que é episódico, Glass Mask é interrompido sem motivo ou razões fortes.  Enfim, espero que este terminando não dure cinco anos ou mais.

sábado, 23 de agosto de 2014

Japoneses respondem "Qual série fez você se tornar fã de anime?"


Fazia tempo que não postava resultados de pesquisas japonesas, mas a verdade é que não vi nenhuma que fosse realmente interessante.  Enfim, o site Rocket News 24 publicou o resultado de uma pesquisa feita pelo site Charapedia entre os dias 14-20 de agosto.  Foram 10 mil questionários respondidos, 49.4% de homens, 50.6% de mulheres, 77.2% deles entre 10 e 29 anos.  A pergunta é “qual série fez com que você se tornasse um fã de anime?”.

O RN24 publicou somente os cinco primeiros de cada grupo etário, mas no site da pesquisa havia o top 10 e listas dos mais votados entre os homens, as mulheres e um ranking geral.  Os únicos shoujo representados nas listas são Sailor Moon e Sakura.  Mesmo entre os mais velhos, há muitas séries recentes e poucos clássicos.  Nunca imaginei ver uma lista da turma com mais de 30 sem Touch, por exemplo. Também estranhei a ausência de Slam Dunk.  De qualquer forma, vale a pena olhar os resultados.


10-19 anos
01 585 Sword Art on Line
02 551 To Aru Majutsu No Index Series
03 506 Gintama
04 425 K-On!
05 381 Kuroko no Basket
06 321 One Piece
07 311 Shingeki no Kyoujin
08 242 Suzumiya Haruhi no Yūutsu
09 239 Monogatari Series
10 216 Naruto


20-29 anos
01 326 Sailor Moon
02 270 Card Captor Sakura
03 207 One Piece
04 201 Digimon Adventura
05 195 Tennis no Oujisama
06 189 Gundam Seed
07 185 Clannad
08 179 Suzumiya Haruhi no Yūutsu
09 168 Neon Genesis Evangelion
10 149 Full Metal Alchemist


30 anos e além
01 323 Yamato
02 252 Neon Genesis Evangelion
03 246 Gundam
04 225 Dragon Ball 
05 158 Slayers
06 129 Sailor Moon
07 125 Cavaleiros do Zodíaco
08 119 Yu☆Yu☆Hakusho
09 111 Eureka Seven
10 110 K-On!


Feminino
01 582 Gintama
02 482 One Piece
03 477 Sailor Moon
04 410 Kuroko no Basket
05 395 Tennis no Oujisama
06 293 Shingeki no Kyoujin
07 275 Card Captor Sakura
08 263 Detective Conan
09 255 Naruto
10 246 Fullmetal Alchemist
11 242 Free!
12 216 K-On!
13 206 Gundam Seed
14 198 Yu☆Yu☆Hakusho
15 183 Neon Genesis Evangelion
16 167 Dragon Ball
17 141 Monogatari Series
18 129 Katekyō Hitman Reborn!
19 125 Saint Seya
20 123 Digimon Adventure


Masculino
01 642 To Aru Majutsu No Index Series
02 557 Sword Art on Line
03 450 K-On!
04 369 Neon Genesis Evangelion
05 351 Suzumiya Haruhi no Yūutsu
06 338 CLANNAD
07 245 Yamato
08 231 Code Geass: Lelouch of the Rebellion
09 213 Dragon Ball
10 210 Gundam
11 209 Shakugan no Shana
12 180 Monogatari Series
13 177 Gundam Series
14 174 Angel Beats!
15 149 Higurashi no Nakukoroni
16 138 Zero no Tsukaima
17 137 Puella Magi Madoka☆Magica
18 122 Ano Hana。
19 119 Ore no Imōto ga Konna ni Kawaii Wake ga Nai
20 117 Card Captor Sakura


Geral
01 746 To Aru Majutsu No Index Series
02 678 Sword Art on Line
03 666 K-On!
04 645 Gintama
05 552 Neon Genesis Evangelion
06 536 One Piece
07 492 Sailor Moon
08 465 Suzumiya Haruhi no Yūutsu
09 450 Kuroko no Basket
10 420 Clannad
11 411 Tennis no Oujisama
12 399 Shingeki no Kyoujin
13 392 Card Captor Sakura
14 383 Gundam Seed
15 380 Dragon Ball
16 351 Code Geass: Lelouch of the Rebellion
17 350 Fullmetal Alchemist
18 338 DetectiveConan
19 323 Yamato
20 321 Monogatari Series
21 314 Gundam
22 275 Naruto
23 254 Free!
24 227 Yu☆Yu☆Hakusho
25 210 Angel Beats!
26 207 Higurashi no Nakukoroni
27 204 Doraemon
28 202 Shakugan no Shana
29 201 Digimon Adventure
30 192 Puella Magi Madoka☆Magica

Acredito que boa parte dos japoneses cresça assistindo animes, isto não quer dizer ser fã de anime.  Talvez, seja a mesma relação que muitos de nós tem com programação da Rede Globo.  Houve um tempo, ou durante a infância ou adolescência, ou por algum motivo outro, que se assiste no automático.  Pensem nas TVs em espaços públicos que normalmente estão na Globo.  Com o passar do tempo, entretanto, a gente aprende a mudar de canal, desligar a TV, ou nossa vida nos impede de acompanhar a programação.  Enfim, se tornar fã de alguma coisa, assistir com freqüência, é diferente de parar eventualmente para ver este ou aquele programa.  É assim que percebo esta pesquisa.  Uma amiga também ponderou que, pelo menos no caso japonês, parece que o público que vê anime, nem sempre é o mesmo que lê mangá.  Concordo, concordo mesmo.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Chiho Saito lança outro mangá Harlequin


É, parece que a Chiho Saito gostou de fazer mangá Harlequin.  Depois de Beltania no Ouhi (バルターニャの王妃), agora a autora desenhou e roteirizou Yuuwaku no Sheik (誘惑のシーク) baseado no livro Sheik de Connie Mason.  E para comemorar o lançamento ainda vamos ter sessão de autógrafos!  Duvido que não venham outros.  Falta ela fazer um BL, jpa que vive fazendo ilustrações para a BeXBoy Gold.  Enfim, a matéria está no Comic Natalie.

Para quem se interessou pelo mangá, e se ela fez como em Beltania no Ouhi ele está na média do que ela faz normalmente e, não, da média do que as autoras fazem nos Harlequin, segue o resumo da história: A princesa Zara foi criada pelo pai para ser uma guerreira e sempre esteve ao seu lado nas batalhas contra os árabes que roubaram a sua terra.  Mas um dia ela cai prisioneira do sheik Jamal abd Thabit e é transformada em sua escrava.  Dividida entre o dever para com o seu povo e as tentações oferecidas pelo seu mestre árabe, Zara se pergunta se deve colocar em questão tudo em que sempre acreditou e confiar seu coração ao inimigo... Sim, Harlequin mais básico. :P  A tal Connie Mason é especializada em livros que se passam na Idade Média, vikings ou escoceses... com sagas e tudo mais... essas coisas.  Nunca li nada dela.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Site comemora os 20 anos de carreira de Fumi Yoshinaga


Para comemorar o 20º aniversário de carreira de Fumi Yoshinaga, um site especial, o Fumi Yoshinaga no Gagyou (がぎょうよしながふみの画業), foi aberto na internet.  “Gagyou” é algo como caderno de ilustrações, talvez seja sinônimo para portfólio em japonês, mas não tenho certeza.  


Enfim, segundo o Comic Natalie, o site abriu no dia 21 de agosto e oferece amostras de vários trabalhos da autora  para leitura on line, como All My Darling Daughters (愛すべき娘たち Ai Subeki Musumetachi), Gerard & Jacques (ジェラールとジャック Gerard to Jacques) e  Flower of Life (フラワー・オブ・ライフ).  Vocês podem ver pelas ilustrações que coloquei no post que há muita coisa disponível.  Vocês podem encontrar resenhas de alguns mangás da autora aqui no blog.


Fumi Yoshinaga debutou em 1994, na revista Hanaoto, com The Moon and the Sandals (月とサンダル Tsuki to Sandal).  Ela produzia e, talvez ainda produza, doujinshi de suas obras e de outros autores, também.  A autora é conhecida por seus mangás BL e por obras que só flertam com temas homoeróticos, como  Antique Bakery ( 西洋骨董洋菓子店 Seiyō Kotto Yōgashiten).  Vencedora de vários prêmios, o trabalho de maior destaque da autora no momento é  Ōoku (大奥), cujo volume #11 será lançado no Japão no dia 28 deste mês.  


Se o plano original permanece, trata-se do penúltimo volume da série.  Estou com minhas resenhas da série atrasadas desde o nascimento de Júlia, mas tentarei colocar tudo em dia, prometo!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Primeiro teaser e cartaz do filme de Kuragehime


O Comic Natalie acabou de publicar o cartaz e o trailer do filme de Kuragehime (海月姫), baseado no mangá de Akiko Higashimura.  A estréia do filme está prevista para o dia 27 de dezembro.  Bem, bem, eu gostei muito do trailer.  Rena Nounen pareceu perfeita como a Tsukimi e as Amar, que aparecem de relance, parecem ótimas, também.  Não consegui, no entanto, ver o Kuranosuke que amo tanto em Masaki Suda... enfim, vamos aguardar   o trailer mesmo e o filme.  




O diretor é Yasuhiro K
awamura responsável pelo segundo filme de Nodame Cantabile ( のだめカンタービレ 最終楽章 後編) e pelo filme de L♥DK.  O site do filme é este aqui.  Para quem ainda não viu, o Elenco de Kuragehime está aí embaixo:

Rena Nounen - Tsukimi Kurashita
Masaki Suda - Kuranosuke Koibuchi
Hiroki Hasegawa - Shu Koibuchi
Chizuru Ikewaki - Banba
Rina Ohta - Mayaya
Tomoe Shinohara - Jiji
Azusa Babazono - Chieko
Nana Katase - Shoko Inari (o sujeito da imobiliária)
Mokomichi Hayami - Yoshio Hanamori (chauffeur da família de Kuranosuke)
Sei Hiraizumi - Keiichiro Koibuchi (pai de Kuranosuke)
Kenta Uchino - Kashiwagi

Ranking do Comic List


Eis o ranking do Comic List da semana de 13-19 de agosto (*o da Oricon, eu já atrasei e devo postar dois juntos outra vez*).  Há algumas mudanças no top 30 geral, mas dois títulos permanecem.  O gaiden de Shingeki no Kyoujin, que continua fora do ranking de shoujo, permanece no top 10, e Yume no Shizuku, Ougon no Torikago, de chie Shinohara, resiste mais uma semana.  Deve ser o mangá de melhor vendagem da autora até hoje.  De resto, temos três shoujo, todos novidades, mesmo sendo figurinhas certas entre os mais vendidos.

6. Shingeki no Kyojin Gaiden - Kuinaki Sentaku  #2 (não apareceu em shoujo*)
7. P to JK #5
13. Hiyokoi #13
18. Yume no Shizuku, Ougon no Torikago #5
22. LiarXLiar #6

No ranking de shoujo, temos os três estreantes puxando o ranking e nove volumes de Ao Haru Ride no top 15. O volume faltante está logo em seguida, mas eu nunca posto para além da 15ª colocação.  O anime está puxando o mangá agora e deve permanecer assim durante mais algum tempo.  Aliás, deve se tornar pior quando o volume #11 sair. ^_^ Em josei, tivemos algumas mudanças e a permanência de vários títulos, como Trap Hole, Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu, Love Stage  e S Love.  Foi um ranking muito fácil de traduzir desta vez com tanta gente repetida. ^_^

SHOUJO
1. P to JK #5
2. Hiyokoi #13
3. LiarXLiar #6
4. Ao Natsu #3
5. Suki-tte Ii na yo。 #13
6. Ookami Heika no Hanayome #1
7. Ao Haru Ride  #10
8. Ao Haru Ride  #3
9. Ao Haru Ride  #2
10. Ao Haru Ride  #9
11. Ao Haru Ride  #1
12. Ao Haru Ride  #4
13. Ao Haru Ride  #5
14. Ao Haru Ride  #6
15. Ao Haru Ride  #8

JOSEI
1. Yume no Shizuku, Ougon no Torikago #5
2. Honey Bitter #10
3. Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu  #6
4. S Love #1
5. Chihayafuru #25
6. Dear Brother #5
7. Hakusaku-sama wa Aibusuru
8. Koi ni Ochita Utahime
9. KaKafuKaka #1
10. ousaku Laboratory - Chikousei no Biyaku
11. Love Stage!! #3
12. <2 1="" in=""> Comics Cinderella no Negai  
13. Love Stage!! #2
14. Hatsukoi wo Oshiete Moratta
15. Trap Hole #4

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Comentando o documentário Wonder Women! ! The Untold Story of American Superheroines



Semana passada, recebi meu DVD do documentário Wonder Women!  The Untold Story of American Superheroines.  Feito em 2012, o filme recebeu vários prêmios e elogios.  Considero a boa recepção muito justa, mas o título é amplo demais já que o foco é na Mulher Maravilha e em poucas outras figuras heróicas (*menos até que super-heróicas*) da TV e do cinema.  Pouco se falou das outras super-heroínas dos comics, por exemplo, ainda assim, é um material bem interessante e com a proposta de ser um material didático para futuras discussões em colégios, disciplinas de história das mulheres e das meninas, e de estudos feministas.

O documentário se foca, principalmente, o impacto da personagem Mulher Maravilha como ícone da cultura pop e feminista, sua capacidade de inspirar meninas e mulheres, ainda que os escritores das histórias da Amazona e a DC pouco se importassem com este público.  Além disso, o filme discute a baixa representatividade e a objetificação das mulheres nos quadrinhos e no cinema; as figuras (super)heróicas mais recentes como Buffy e Xena, e o que elas oferecem de novo para o seu público e para a representação das heroínas em geral.


Aqui, cabe explicar o meu oscilar ao utilizar heroína e super-heroína.  Vejam bem, Rippley da série Alien pode ser considerada uma super-heroína?  Ela usa alguma roupa ou apetrechos que poderiam torna-la uma super-heroína?  Acredito que não seja o caso.  Que super poderes ela possui no início de sua jornada?  Já a Mulher Maravilha possui poderes e apetrechos mágicos; a Bat-Girl não tem super-poderes, mas possui apetrechos que potencializam suas capacidades.  

Esta discussão não é feita no filme, mas opõe, por exemplo, duas autoras importantes, Trina Robbins e Lillian Robinson.  Para Robbins, figuras heróicas e super-heróicas não se diferenciariam, já para Robinson, não.  Se consideramos Robbins, a Mulher Maravilha não seria a primeira super-heroína dos comics.  Concordo em muitas coisas com a Trina Robbins, mas, não, nesta questão.  Só que Robbins é mais famosa, está viva e, bem, o filme não faz discussão neste sentido.


Wonder Women! é um documentário bem interessante, no entanto, é inegável que é bem superficial em alguns aspectos.  Por exemplo, ignora completamente o impacto dos mangás e animes nos EUA.  Nenhuma palavra sobre Alita, a Major Kusanagi, ou mesmo Sailor Moon e Card Captor Sakura.  Não posso deixar de ver isso como uma grande lacuna.  Outro tropeço, este dos grandes, é cair no blá-blá-blá do bondage e sadomasoquismo nos primeiros quadrinhos da Mulher Maravilha.  Quem discute uito bem a questão é Lilian Robinson ao mostrar – melhor seria usar provar – que não era somente a Mulher Maravilha a ser amarrada na Era de Ouro, mas Batman e outras personagens masculinas tinham tratamento semelhante.  Às vezes,  me pergunto de somente Robinson teve acesso ao material de época ou se os outros vieram com opiniões pré-estabelecidas e inamovíveis mesmo diante das evidências.

De resto, o documentário oferece farto material para discussão e mesmo orientações para seu uso em sala de aula.  Há uma ótima parte com um workshop com adolescentes, meninas que são desafiadas a montar a sua própria super-heroína.  Há outra muito legal com uma brasileira, imigrante, mãe solteira (*ao que parece*), que se inspira na Mulher Maravilha para buscar forças.  Ela tem várias tatuagens da heroína e diz que venceu nos EUA, porque foi forte, migrou durante a crise econômica brasileira, conseguiu trabalhar e fazer faculdade, fala bem inglês, algo que sua mãe e avó jamais poderiam sonhar.  Diz, também, que sua filha é uma wonder girl e que irá ainda mais longe.  


Uma das melhores partes do documentário é a da polêmica da DC com as feministas da revista Ms. a respeito da Mulher Maravilha.  Esta icônica revista feminista foi criada em 1972 e sua primeira capa trouxe a Mulher Maravilha, como ela era quando as autoras da publicação eram crianças e adolescentes nos anos 1940, e o slogan “Wonder Woman for President”.  A personagem é mostrada como forte e comprometida com a paz mundial, além de cheia de compaixão pelos mais fracos.  Foi aí que elas souberam que a heroína tinha sido despida de seu uniforme e poderes, aberto uma loja de roupas (*sério! 1*), virado especialista em artes marciais e que tinha um mestre (*sério! 2*).  A coisa é tão feia que o nome do tal mestre aparecia na frente do nome da heroína!  Confiram na capa aí em cima.

Enfim, pouco me importa que alguém venha me dizer que a fase Mod foi a melhor das histórias da Mulher Maravilha, Gloria Steinem – que fala pela Ms. no documentário –  vai direto ao ponto, a heroína é um ícone feminista, a única super-heroína americana com revista própria desde sempre, que nunca dependeu de um super-herói masculino e que nasceu comprometida com ideais feministas.  Tirar seu uniforme e colocá-la tutelada a um homem é um caso gritante de desempoderamento.  E tome cartas para a DC.  Quem viu o documentário Comic Book SuperHeroes Unmasked – onde só falam homens – deve estar ciente que a figura que falou do incidente estava confusa, afinal, para ele, a Mulher Maravilha era uma personagem criada para o público gay masculino (*Há!*) e não para essas mulheres.  As feministas são loucas?  Bem, Steinem conta a sua versão da história e da sua conversa com os chefões da DC  “Já devolvemos o uniforme.  Já criamos  uma tribo de amazonas negras na Núbia!  Agora, deixe-nos em paz!”.  Elas venceram, e tinham seu ícone de volta.



O documentário, entretanto, fala, sim, do sucesso da personagem entre os homens gays (*mulheres lésbicas têm voz várias vezes ao longo do filme*), eles, também, carentes de heróis e heroínas que os representassem tomam a Mulher Maravilha como uma de suas heroínas favoritas. Daí o belo enfoque no trabalho de Andy Mangels, um apaixonado pela Amazona, e o seu Women of Wonder Day que levanta recursos para programas contra a violência doméstica. O seu evento reúne todo o tipo de gente que é convidada a desenhar a heroína como desejaria que ela fosse.  Vi a página do evento e, parece, o último Women of Wonder Day foi em 2012.

Wonder Women! foca, também, no seriado da Mulher Maravilha dos anos 1970 que, apesar dos seus defeitos especiais (*é assim que a gente brinca com esses seriados da época*), foi um hit na época.  A série estrelada pela Miss América  Lynda Carter foi exibida entre 1975 e 1979.   A atriz é entrevistada e fala do que representou para ela interpretar a heroína e que ela inventou a transformação da personagem, que girava para deixar sua identidade secreta para trás e se tornar a Amazona.  A graça é que não havia retorno, uma vez Mulher Maravilha, a personagem não voltava mais a ser Diana Prince.  Que eu tenha visto, não há menção no filme nem às tentativas anteriores, nem às posteriores.



O documentário fala de outras séries que vieram na esteira do sucesso, inesperado para os chefões da TV, como A Mulher Biônica (1976–1978) e mesmo As Panteras (1976-1981).  O filme pontua muito bem que as séries não eram necessariamente feministas, mas que preenchiam um vazio muito grande e, por isso, marcaram época e inspiraram as meninas e mulheres.  Sim, há várias entrevistas ao longo de todo o documentário.  Outra coisa importante é que o filme destaca que essas heroínas estavam à serviço da comunidade e que, especialmente a Mulher Maravilha, celebravam a sororidade, isto é, a cooperação e solidariedade entre as mulheres.

A partir daí, Wonder Women comenta o backlash dos anos 1980, a celebração do herói super-viril individualista, vide os filmes de Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone.  Assim, as personagens femininas ou seguiram um pouco na mesma linha, vide Ripley e Sarah Connor, ou foram colocadas em seu devido lugar como acessório erótico do filme, namoradinha do herói ou donzela em perigo.  Quando escapavam disso, mesmo em filmes B ou C, nos quais, segundo o documentário, estavam as mulheres mais fortes e mesmo cruéis dos anos 1970 e 1980, precisavam morrer.  



Os anos 1990 chegaram um pouco mais animadores na TV e nos cinemas com Thelma e Louisie (1991), Buffy (1997-2003), Xena (1995-2001), entre outras.  No entanto, apesar de empoderadas, independentes, capazes física e intelectualmente, a sombra da morte estava sempre à espreita lembrando, talvez, que não havia espaço para elas neste mundo ou, pior, que elas eram meninas más.  O filme é muito rico e fala ainda de webcomics, movimento Grrl Power dando voz às mulheres que fazem parte dele e criticando a apropriação e domesticação feita por produtos como as Spice Girls.  Senti falta da Mulher Maravilha na animação, não se falou uma linha sobre os antigos ou novos desenhos da Liga da Justiça.

Documentários como Wonder Women mostram, e estou me repetindo, a carência enorme que temos no Ocidente de heroínas e super-heroínas que possam inspirar meninas e mulheres.  Vendo a parte do Comics Code, a acusação de lesbianismo e a guinada romântica nas histórias da Mulher Maravilha, é  impossível não lembrar do que acontecia no Japão e que mesmo os animes de robôs gigantes de Go Nagai nos anos 1970 ofereciam mais referencial de tipos femininos heroicos do que a TV e os comics.  Triste?  Sem dúvida, e eu nem vou falar da Rosa Versalhes.  



É isso.  Não sei se um dia este documentário estará disponível no Brasil.  Comprei minha cópia no site dos produtores.  O DVD deveria ter closed captions, mas nenhum dos meus aparelhos consegue lê-las.  E  foi por água abaixo minha possibilidade de emprestar para quem não tem um inglês tão fluído.  De resto, recomendo.  Se tiver a chance, não deixe de assistir.  E recomendo a resenha do Washington Post sobre o documentário.  Muito melhor que a minha, aliás.