quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Mangá sobe adolescentes que sofrem de insônia vai virar anime

Não conhecia Kimi wa Houkago Insomnia (君は放課後インソムニア), de Makoto Ojiro, e nem li parte da série ainda, mas vi no Manga News que o mangá vai virar anime e achei o primeiro teaser interessante, assim como o resumo que está no Bakaupdates.  Olhem só: "Nakami é um estudante do ensino médio estudioso, mas mal-humorado e anti-social que dá nos nervos de seus colegas. No entanto, sua má atitude vem do fato de que ele tem um distúrbio do sono e frequentemente passa noites a fio sem um único minuto de sono. Durante os preparativos para o festival escolar, ele é enviado a contragosto ao observatório de astronomia da escola para recolher caixas de papelão, no extinto clube de Astronomia, um lugar que dizem ser assombrado. Ele encontra no lugar isolado um refúgio perfeito para ele dormir, mas enquanto vasculha, ele se depara com seu colega Magari Isaki dormindo dentro de um armário tombado.  

Isaki, ao contrário dele, é uma garota bonita e popular na entre os colegas, mas que também esconde seus próprios problemas de insônia. Procurando um meio-termo, eles descobrem que há conforto e facilidade em dormir juntos, então eles recorrem a fazer do observatório seu próprio local particular para dormir... Será que eles encontraram o conforto que procuravam?"


Enfim, para quem se interessar, a série sai na Big Comic Spirits e tem scanlations de todos os oito volumes lançados até o momento.  Devo dar uma olhadinha assim que puder

Saíram os indicados do 15º Manga Taisho Award

O Manga Taisho Award é um dos prêmios mais importantes do gênero do Japão e a primeira premiação ocorreu em 2008.  Para que uma série possa ser indicada, ela precisa ter sido lançada no ano anterior, neste caso 2021, ou ter oito volumes, ou menos.  O comitê de indicação é composto principalmente por funcionários de livrarias que são responsáveis pelos mangás de suas respectivas lojas. O comitê de nomeação deste ano tinha 99 pessoas, que selecionaram entre 235 títulos.   Depois, segue uma segunda rodada de votação com o resultado anunciado no final de março.  Dentre os indicados, que podem ser vistos no Comic Natalie e no ANN, estão três mangás josei:  

1. Umi ga Hashiru Endroll (海が走るエンドロール) de John Tarachine.  Esta série, que parece ser super importante, ficou em primeiro lugar na lista feminina do Kono Manga ga Sugoi 2022.  O mangá conta a história de uma idosa viúva que descobre sua paixão pelo cinema e se dedicar a isso.
2. Onna no Sono no Hoshi (女の園の星) de Yama Wayama.  A série foi a primeira colocada na lista feminina do Kono Manga ga Sugoi 2021 e estava em todas as listas dos melhores mangás, inclusive na lista do Kono Manga ga Sugoi de 2022.  É a segunda indicação da série.  O mangá segue o dia-a-dia de um professor de idiomas, provavelmente inglês, em uma escola feminina.
3. Jitenshaya-san no Takahashi-kun (自転車屋さんの高橋くん) de Arare Matsumushi.  Este é um mangá que eu não conheço, mas o resumo é o seguinte: "Hanno Tomoko, cujo apelido é Panko, tem 30 anos. Ela está preocupada com o assédio sexual do chefe e não pode recusar o convite de um colega. Takahashi, que trabalha em uma loja de bicicletas local em seu bairro, está sempre perto, e é um pouco insistente, mas... Estranhamente ela não desgosta disso. Na verdade, os verdadeiros sentimentos que ela não pode dizer normalmente ela pode falar com ele." A série ficou em 13º lugar no Kono Manga Sugoi 2022.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

O Shoujo Café está de volta!

Desde domingo pela manhã, ou sábado de madrugada, o blog estava fora do ar para a maioria das pessoas.  Muita gente tentou me ajudar a resolver o problema e sou muito grata, mas uma amiga, que é da área de informática, me orientou a esperar, porque  deveria estar ocorrendo alguma atualização do Host, neste caso, o Google.  Até acionei o suporte, mas a coisa nem chegou a avançar muito.  O site voltou ao ar sem maiores problemas.  Como estava em trânsito de ônibus do Rio para Brasília, não fiz nenhuma postagem, mas, amanhã, retornarei com os posts normalmente.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Ase to Sekken vai ganhar dorama: o plot é meio doido, mas o mangá é honesto

Em 2019, fiz uma resenha do início do mangá Ase to Sekken (あせとせっけん), em português seria Suor e Sabão, aliás, o título internacional é Sweat and Soap.  A série é a estreia da autora  Kintetsu Yamada e foi publicado na revista Morning, fechando com 11 volumes.  O ponto de partida de Ase to Sekken é o seguinte:

"Asako Yaeshima é uma office lady que transpira excessivamente e sempre sofreu por causa disso.  Ela trabalha na Lilia Drop, uma empresa que fabrica produtos de maquiagem e banho que são tremendamente populares entre as mulheres. Apesar de não poupar gastos com desodorante em sua rotina diária, um dia Natori Koutarou, do departamento de desenvolvimento de produtos, diz a ela: "Seu odor corporal é maravilhoso! Para desenvolver novos sabonetes, vou sentir seu cheiro todos os dias a partir de agora!" Ela se assusta, mas a ideia perturbadora acaba se concretizando em um relacionamento amoroso que é muito gratificante para ela."


Foi anunciado hoje, segundo o Comic Natalie, que um live action está em produção e a estreia será em 3 de fevereiro.  Koutaro será interpretado por  Kanta Satou e Asako Yaeshima será Yuno Ohara.  Maiores informações, como horário e número de episódios, devem vir depois.  Para quem quiser, tem scanlations do mangá completo por aí.  É fácil achar.  Aliás, acredito que este mangá tenha gfrandes possibilidades de aparecer no Brasil.

Ranking da Oricon - Semana 02-09/01

Mais uma semana sem nenhum mangá feminino entre os trinta mangás mais vendidos da Oricon, então, vou postar somente o top 10.  Este é efetivamente o primeiro ranking do ano.  Espero que tenhamos alguma série de demografia feminina aparecendo na próxima listagem.  É isso.  Talvez seja o único post de hoje.

1. Jujutsu Kaisen #18
2. Dr. Stone #24
3. Black Clover #31
4. Jujutsu Kaisen #17
5. Boruto ~Naruto Next Generations~ #16
6. Blue Box #3
7. MF Ghost #13
8. Jujutsu Kaisen #0 ~Tokyo Toritsu Jujutsu Koutou Senmon Gakkou~
9. Kinnikuman #77
10. Tokyo Revengers #25

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Gekkan Shoujo Nozaki-kun terá dorama chinês este ano!

Vi ontem no Twitter que a série, que eu amo, Gekkan Shoujo Nozaki-kun (月刊少女野崎くん ), de Izumi Tsubaki, terá um dorama este ano.  A parte curiosa?  Será chinês e com o nome de The Comic Bang.  A série original conta a história de Sakura, uma colegial que está no segundo ano e que é apaixonada por Nozaki, um sujeito bonito, alto e de poucas palavras.  A menina toma coragem para se declarar e acaba descobrindo o segredo do garoto por acidente.  Ele pensa que ela quer seu autógrafo, porque ele é "uma famosa" autora de shoujo mangá.  Nozaki arregimenta Sakura como sua assistente e a menina descobre que não está sozinha, que vários colegas de escola auxiliam Nozaki.  A partir daí várias personagens aparecem e passamos a conhecer um pouco das engrenagens de construção de um shoujo mangá, do rascunho até a editora.  Nozaki-kun, o mangá, fez dez anos em 2021 e teve uma única temporada animada em 2014.

O My Drama List traz um resumo que tem mudanças significativas em relação ao original:  "Lu Ye Qi (Zhao Yi Qin) é um estudante inteligente do segundo ano do curso de matemática, sempre foi conhecido por seu perfil discreto e misterioso. Sem o conhecimento de outros, ele tem uma ocupação oculta - como um artista profissional de shoujo mangá. No entanto, como estudante de ciências, ele não possui certos conhecimentos sobre quadrinhos shoujo. Lu Ye Qi originalmente queria escrever quadrinhos juvenis com ação e violência, mas de alguma forma se desviou em seu caminho. No entanto, como ele é apaixonado por quadrinhos, ele decidiu persistir em perseguir seus sonhos. Zuo Qian Dai (Shen Yue), que tem uma queda por Lu Ye Qi, decide confessar seu amor um dia; mas suas intenções foram mal compreendidas e ela acabou sendo recrutada para sua equipe de desenho.  Desde que Lu Ye Qi conheceu Qian Dai, ele ganhou uma nova inspiração para a criação e, à medida que os dois passam o tempo juntos, eles também acenderam uma nova paixão por fazer quadrinhos. À medida que sua equipe de quadrinhos continua a crescer e se estabilizar, novas oportunidades e desafios também surgem. Diante das dificuldades desconhecidas, os membros da equipe vivenciaram confusão, desconfiança e discussões. No entanto, eles eventualmente saem mais fortes e mais unidos do que nunca como uma equipe. Com confiança e apoio mútuos, histórias de juventude, amizade e sonhos continuam a florescer dentro do pequeno estúdio."

Basicamente a mesma coisa e, ainda assim, bem diferente.  Enfim, há várias fotos no Twitter do elenco caracterizado.  Não sei se vou assistir ao dorama, mas Nozaki-kun é um mangá que eu queria ver no Brasil e seria ótimo ter uma nova temporada animada anunciada.

Baraou no Souretsu terá peça de teatro

O anime de Baraou no Souretsu (薔薇王の葬列), baseado no mangá de Aya Kanno, estreou no dia 9 de janeiro (*resenha do primeiro capítulo*) e já foi anunciada uma adaptação para o teatro.  Segundo o Comic Natalie, via ANN, a peça está prevista para junho no Nippon Seinenkan Hall, em Tokyo.  O que temos no momento é a informação de que o diretor será Fumiya Matsuzaki e que o roteirista do anime, Hiroki Uchida, será o responsável pela peça, também.  Logo devemos ter mais informações e fotos do elenco, quando este for divulgado.  A página da peça é esta aqui.  

Comentando Sing 2 (EUA/2021): Um filme musical para iluminar o início de 2022

Segunda-feira, depois de alguma insistência, afinal, a pandemia não acabou, levei minha menina de 8 anos e uma priminha da mesma idade para ver Sing 2, a nova animação da Illumination.  Quando terminou o filme, segurei a mão da Júlia e agradeci por ter me levado ao cinema, porque a continuação de Sing é muito legal e me diverti bastante, inclusive cantei "I say a little prayer", uma das poucas músicas do filme que eu realmente conhecia, porque sou um ZERO a esquerda nesse assunto.  Quem entende de música deve se divertir mais que eu, claro.

Enfim, eu assisti ao primeiro Sing (2016) no cinema, mas estava tão cansada que cochilei em algum momento e acabei não resenhando, mesmo tendo visto várias vezes em casa com a Júlia.  Aliás, junto com Trolls, é uma das animações musicais norte-americanas que meu marido também gosta.  No primeiro filme, o produtor musical Buster Moon, um coala picareta e cheio de sonhos, tenta salvar seu teatro e acaba fazendo um concurso musical cujo prêmio foi divulgado errado para muito mais.  A responsável pela façanha foi sua secretária, uma iguana idosa chamada Dona Kiki, Miss Crawly, no original.  Isso, claro, gera uma grande confusão.  

No fim das contas, tudo dá certo, o teatro é salvo e o Moon consegue ter uma companhia de teatro formada por Rosita, a estrela da companhia e dona de casa estressada, e Gunter, um alemão doidinho, ambos são porcos; Johnny, um gorila adolescente que não quer seguir a vida de crime do pai; Meena, uma menina elefante super tímida e com uma voz espetacular; e Ash, uma talentosa roqueira porco-espinho que consegue sair de um relacionamento tóxico.  Há outras personagens, mas são essas as que voltam no segundo filme, junto com Nana Noodleman, uma ovelha negra idosa e famosa cantora, que apoia os sonhos de Moon.  O sobrinho dela, melhor amigo do coala, não voltou no segundo filme.

Em Sing 2, Moon está bem com seu teatro lotado e apresentando um musical inspirado em Alice no País das Maravilhas, mas sonha em ter um musical apresentado em Redshore City, a Meca dos musicais e uma referência à Nova York.  Uma olheira famosa chamada Suki (*e que é uma cadela da raça Saluki*) diz que ele nunca conseguiria se dar bem em Redshore, que ele não tem noção do que é um espetáculo de verdade.  Estimulado por Nana, Buster Moon parte para Redshore City com sua equipe em busca de uma audição com o empresário do ramo do entretenimento Jimmy Crystal, que é ambicioso e cruel.

Buster Moon acaba chamando a atenção de Crystal com a proposta de musical de Gunter (*que não sabe como ele vai terminar*) e a promessa de que conseguirá colocar um antigo astro do rock e eremita por mais de 15 anos, Clay Calloway, no palco.  Obviamente, Moon não conhece Calloway, mas sabe que é a sua vida que está em risco caso fracasse, pois Crystal é um gangster mesmo.  Para piorar, a filha do figurão, Porsha, quer ser a estrela do musical no lugar de Rosita, que tem medo de altura.  Moon cede e os problemas são se acumulando.  Será que ele realmente estava sonhando demais ao desejar se apresentar em Redshore?

Enfim, Sing 2 oferece dois filmes ao preço de um, porque considero o musical em si algo a parte. Na parte filme, temos o drama de Moon, que precisa trazer Calloway, que tem um trauma e deseja esquecer do mundo fora de sua chácara e lidar com a filha mimada do chefe.  Meena tem que superar sua timidez e oferecer uma atuação convincente de princesa apaixonada.  Já Johnny sofre assédio de um coreógrafo consagrado, que o acha incompetente.  Por conta disso, ele termina conhecendo uma lince dançarina de rua que lhe dá uma ajudinha.

Já o musical sonhado por Gunter é realmente divertido e é onde a computação gráfica do filme é usada ao máximo.  Uma exploradora espacial (Rosita/Sorcha) e seu robô (Gunter) passam por diversos planetas em busca de um explorador espacial desaparecido (Calloway).  Os números musicais são ótimos e tudo é colorido e divertido.  Foi uma parte muito empolgante mesmo.  E ver Dona Kiki assumindo os ensaios, depois de quase morrer quando tenta falar com Calloway, foi ótimo, também.

Nessa confusão toda, reencontramos o pai de Johnny e seus capangas e Suki mostra que não era antipática, mas somente conhecia seu chefe muito bem e queria proteger Moon.  Meena descobre o primeiro amor e temos uma discussão clichê (*Mas quem se importa?*) sobre como alguém pode interpretar uma pessoa apaixonada sem nunca ter se apaixonado antes?  E Ash prova que aprendeu a não se deixar pisar pelos machos e larga um show no meio, porque os donos doclube decidem pagar menos para ela por ser uma mulher.  

Enfim, Sing 2 foi bem satisfatório mesmo.  Me diverti muito mais do que assistindo Encanto, devo confessar, e quero reassistir com o som original, porque quero ouvir as vozes dos artistas.  Se você quiser assistir um filme divertido e cantar junto, Sing 2 é uma boa pedida. Não vai mudar sua vida, nem fazer com que você faça reflexões profundas sobre o mundo, mas cinema não é somente par aisso, não é mesmo?  Então, nada de grandes dramas, é para desligar metade do cérebro e embarcar no sonho de Buster Moon.  E, caro adulto, tenha certeza de que você sairá mais leve e, não, ofendido.