domingo, 19 de setembro de 2021

Mangá sobre colegas de trabalho que brigam feito cão e gato, mas escondem que foram namorados no passado, vai virar dorama

Dekinai Futari  (デキないふたり) da mangá-ka Satomura vai virar dorama, segundo o Comic Natalie, a série vai virar dorama.  Eu realmente não conhecia o mangá e a autora (*linkei o Twitter dela*), ele é publicado somente em versão digital, no LINE, acredito, e, depois, sai o encadernado.  Tem somente dois volumes  e tudo com scanlations e fui dar uma olhada.   Segue o resumo oficial: "Nao Shirafuji e Takahito Kurose são colegas de trabalho e rivais ferozes, competindo pelas vendas mais altas todos os meses. Eles podem lutar como cães e gatos no trabalho, mas na verdade foram amantes no colégio! A causa do rompimento foi uma frase dolorosa que ele disse durante a primeira experiência."

Li dois capítulos, o traço é bom e a história é capaz de prender a audiência fácil.  Eles são profissionais competentes, são publicitários, mas brigam feito cão e gato, mesmo no ambiente de trabalho,  são repreendidos pelo chefe, mas não se emendam. Agora, Kurose, o par romântico da protagonista, fez um negócio muito detestável com Shirafuji.  E foi na primeira vez dela e isso faz com que ela fique traumatizada, com bloqueio e talz.  Aos 25 anos, ela não consegue fazer sexo com ninguém. Eu torceria mais para que um outro sujeito aparecesse na história para ajudá-la a superar.  E parece que aparece mesmo, mas é um cara que tem um cabelo mais bonito que o dela e isso pode gerar outro trauma, vai saber... Enfim, depois continuo lendo, porque estou com algumas coisas atrasadas aqui.  O CN não traz mais informações sobre o dorama, temos que aguardar.

Nova edição da Sho-Comi comemora os 15 anos de carreira de três de suas mangá-kas

Para comemorar o aniversário de 15 anos de carreira de três das mais importantes mangá-kas da revista atualmente, Ai Minase (Seishun Heavy Rotation), Kyoko Kumagai (Chocolate Vampire) e Yuki Shiraishi (Kyuuso no Chigiri), a Sho-Comi deste mês veio com um booklet com material das suas séries atuais (*as que estão entre parênteses*), segundo o Comic Natalie.  Materiais comemorativos são sempre interessantes, é pena que com o dólar alto até as antologias, que são bem baratinhas, vem se tornando cada vez mais inacessíveis.

Hamefura não acabou ainda: Vem aí um filme animado e um OAD!

Otome Game no Hametsu Flag shika nai Akuyaku Reijou ni Tensei shite shimatta...   (乙女ゲームの破滅フラグしかない悪役令嬢に転生してしまった…), ou Hamefura, ou My Next Life as a Villainess: All Routes Lead to Doom!, ou ainda o "anime da Katarina" terá um filme animado, esse foi o anúncio feito ao final da segunda temporada para a TV.  O fato é que a série sobre a otome viciada em games que morre e vira a vilã de um deles fez tanto sucesso que se multiplicou em várias "cópias" mais ou menos competente.  A série, que começou como livros continua viva não somente na animação, mas em vários mangás em publicação simultaneamente.  E antes do filme animado, teremos um OAD junto com a edição especial do volume #7 de um desses mangás.  Este episódio especial falará da infância das personagens e é baseado em material que está nos livros.  FONTE: Comic Natalie e ANN.

Grande Mestre do xadrez citada em Gambito da Rainha processa a Netflix

Um dos assuntos mais importantes da semana sob um prisma feminista foi a notícia de que a enxadrista georgiana e da antiga URSS Nona Gaprindashvili está processando a Netflix por ter sido citada de forma desqualificadora e mentirosa em Gambito da Rainha.  No episódio final da série, o comentarista fala sobre a protagonista, Beth Harmon, o seguinte "A única coisa incomum sobre ela, realmente, é seu gênero. E mesmo isso não é único na Rússia. Há Nona Gaprindashvili, mas ela é a campeã mundial feminina e nunca enfrentou homens".  Naquela altura da série, Gaprindashvil já tinha enfrentado vários homens, nomes importantes do xadrez e os derrotado.  Segundo o Estadão, "A denúncia lembra, ainda, que a jogadora de 80 anos competiu contra dezenas de enxadristas masculinos de destaque, derrotando 28 deles ao longo de sua carreira."

Sobre isso, a Wikipedia em inglês diz ainda o seguinte:  "Durante sua carreira, Gaprindashvili competiu com sucesso em torneios masculinos, vencendo, entre outros, o torneio Hastings Challengers em 1963/4. Ela empatou em segundo lugar em Sandomierz em 1976, empatou em primeiro lugar em Lone Pine em 1977, e empatou em segundo em Dortmund em 1978.  Sua performance em Lone Pine fez dela a primeira mulher a ganhar uma norma para o título de Grande Mestre Internacional. Embora ela não tenha cumprido todos os requisitos da norma, ela se tornou a primeira mulher a receber o título de Grande Mestre Internacional da FIDE em 1978."


Na minha resenha sobre a série, que eu assisti e gostei, eu enfatizei o quanto ela era negligente e mentirosa ao ignorar que a protagonista era mulher e sujeita a uma série de discriminações de gênero que deveriam estar em Gambito da Rainha e que JAMAIS elas seriam uma questão menor na vida de Beth Harmond ou qualquer outra enxadrista.  O que me escapou, porque eu só conhecia as irmãs Polgar e tinha lido a crítica feita por uma delas à série, é que os caras que fizeram a série, sim todos homens, chegaram a mentir sobre uma enxadrista real, citada por nome, para elevar a sua criação.

Enfim, eu torço muito para que Gaprindashvili ganhe a indenização que está pedindo.  Não basta tentar vender uma imagem irreal do que era (*e ainda é um pouco*) ser mulher no mundo do xadrez, ou ser mulher nos anos 1960 e 1970, mas eles ainda rebaixaram o maior nome feminino do xadrez no mesmo momento para tornar sua protagonista sexy ainda mais brilhante. É nojento, sabe?  E recomento o texto do Omelete da Julia Sabbaga sobre o tema, também.

sábado, 18 de setembro de 2021

Comentando Kageki Shoujo #11: Reta final com episódio duplo

O episódio #11 foi excelente para desenvolvimento de personagem, mas terá que ser visto com o #12 para a compreensão do rumo que a história irá tomar.  Neste capítulo, as meninas foram colocadas para competir entre si pela primeira vez.  Como abriu-se uma exceção para que as meninas do primeiro ano atuassem, algo que foi mostrado no ótimo e igualmente decepcionante episódio #6, o professor de teatro decidiu inserir uma cena de Romeu e Julieta na formatura das meninas do segundo ano.  Como serão somente 10 ou 15 minutos, as meninas terão que competir por quatro papéis, Romeu, Julieta, Teobaldo e a ama.  A tensão se estabelece logo de início, com Hoshino e Sawa levando a questão aos limites e Sarasa e Ai tendo dificuldades em lidar com seus sentimentos e expectativas.

Ai deseja ver Sarasa como Romeu, quer vê-la repetindo os versos que moveram seu coração no episódio #5, quando a amiga recita as falas da personagem no meio da rua em uma das grandes cenas da série.  Pois bem, Sarasa até fica tentada, mas ela quer provar a si mesma e para o professor que pode ser Teobaldo.  O problema é que ela nunca teve inveja e outros sentimentos negativos associados à personagem.  Será mesmo?  Assistam ao episódio.

Já Ai se recorda de comentários da mãe, com que se relaciona muito mal, sobre atuação.  Ela repete as dicas para Sarasa, mas a própria Ai não conseguia entender ainda os sentimentos de Julieta, a personagem que escolheu.  Antes disso, ela recebe um empurrão de Higiri, a vilã oficial da série, que a alerta sobre a necessidade de ambição.  Ai, que admira profundamente Sarasa, acredita que a amiga chegará ao topo, então, ela precisa subir, também, não pode se deixar derrotar.

Além dos dramas das quatro personagens citadas, com ênfase nas protagonistas, claro, temos o namorado de Sarasa ligando para ela e tentando aconselhá-la sobre a dúvida entre Romeu e Teobaldo.  Há um lampejo de ciúme de Ai ao saber que Sarasa está falando com o rapaz.  Temos Yamada travando e tomando um tranco de Hoshino.  Ela almeja, ou não, ser a melhor?  As gêmeas, agora, estão ambas tentando ser Julieta.  E os professores comentaram sobre como estresse dessa primeira competição está influenciando a dinâmica da turma.

É um episódio que mostra como a amizade entre Ai e Sarasa se aprofundou.  Como elas se tornaram realmente parceiras, companheiras, sem nenhuma das barreiras que Ai tinha tentado colocar entre elas.  Mesmo sendo uma série tão curta, Kageki Shoujo!! (かげきしょうじょ!!) conseguiu apresentar essa evolução e, claro, temos certa dubiedade quanto aos sentimentos de Ai por Sarasa.  É simplesmente amizade e akogare, aquele sentimento de admiração tão enorme, sem medida, que acaba nos sugerindo coisas que não estão lá, ou seria amor?  Enfim, fica ao gosto do freguês.

E o episódio termina com o início da apresentação do grupo.  Já vimos Ai em cena e sua esplêndida Julieta, muito diferente da primeira vez.  O gancho é a chamada do segundo grupo com Yamada como Julieta e Sawa, que não teve seu capítulo solo, como Teobaldo.  O que eu imagino é que o próximo episódio seja ainda das apresentações dos grupos.  Seria óbvio demais se Sarasa e Ai fossem selecionadas, mas não me surpreenderia se acontecesse.  Queria ter o mangá para me guiar, mas não tenho mais.  O último episódio deve ser a formatura do segundo ano e a apresentação.  Quem sabe, não recebemos um presente?  O anúncio de uma segunda temporada?  Vamos torcer.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Quais animes clássicos seriam um sucesso se tivessem um remake? Veja o que os japoneses responderam.

Passei pelo Gooranking e abri essa enquete sem saber do que se tratava.  Daí, vi Hana Yori Dango no topo e tinha que ver o que era.  Animes clássicos que os japoneses acreditam que, se refeitos, fariam sucesso.  Olha, na lista há uns queridos meus que eu não gostaria que refizessem, como Touch, na verdade, não precisam ser refeitos, mas o próprio Hanadan, bem, o anime original não cobriu nem metade do mangá e uma série que seguisse de perto o quadrinho poderia ser interessante.  E, sim, sei dos problemas da série, mas ela tem méritos, também.  No top 10 temos Candy Candy e, enfim, essa série só poderá entrar em discussão depois que as autoras parassem de brigar.  Vou colocar todos os títulos até o 20º lugar, depois disso, somente shoujo, ou coisas como Escaflowne.

1. Hana Yori Dango
2. Rurouni Kenshin
3. Yu☆Yu☆Hakusho
4. CAT'S♥EYE
5. Dr. Slump
6. Touch
7.Urusei Yatsura
8. Ranma 1/2
9. Candy♥Candy
10. Macross
11.Tokimeki Tonight
12. Future GPX Cyber Formula
13. Nadia: The Secret of Blue Water
14.High School! Kimengumi
14. Cowboy Bebop
14. Aka-chan to Boku
17. Maison Ikkoku
17. Marmalade Boy
19. Fushigi Yugi
20. Meitantei Holmes
22. Magical Angel Creamy Mami
23. Shoujo Kakumei Utena
27. Magic Knight Rayearth
28. Patalliro!
31. Karekano
31. Kamikaze Kaito Jeanne
33. Gokinjo Monogatari
45. Kingyo Chuuihou!
45. Hime-chan's Ribbon
50. Akazukin Chacha
50. Escaflowne
53. Hiatari Ryoukou!
53. Ohayou! Spank
57. Minky Momo

Alguns comentários: Escaflowne, Utena, Minky Momo, não precisam de remake algum.  São séries redondinhas.  Escaflowne e Utena foram feitas para a TV mesmo, não seria nem o caso de seguir o mangá.  Sim, sim, Utena tem mangá, mas há muitas diferenças e foram lançados quase juntos.  Querem anime do mangá?  Eu não.  Paralliro! tem vários animes, não sei o que querem que façam de novo.  Qual parte do mangá?  O fato é que tem tanto shoujo que nunca foi adaptado.  De resto, acho que tudo em animação do Mitsuru Adachi entrou nessa lista.  Hiatari Ryoukou! é shoujo, mas foi feito por ele.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Ator iniciante quer encontrar seu admirador secreto em novo mangá da revista Qurie

A Comic Qurie é uma revista josei digital recente e que vem lançando mangás que parecem ser bem interessantes.  Um deles, comentei tempos atrás, que é o da fujoshi que fica fantasiando sobre dois novos colegas de trabalho e não consegue mais se concentrar no serviço.  O nome é Me no Doku sugiru Shokuba no futari (目の毒すぎる職場のふたり).  Agora, está sendo lançado o primeiro volume da série Saenai Boku wa, Kimi No Hero (冴えない僕は、君のヒーロー) da mangá-ka Nore, que parece ser bem interessante, também.  O protagonista é um  ator iniciante que fica intrigado ao começar a receber doces de um admirador secreto.  


O rapaz não se acha atraente e tem uma série de inseguranças, mas decide descobrir quem é que está lhe enviando presentes.  Os doces vêm de uma loja específica, será que o admirador trabalha lá?  Fora isso, o protagonsita decide se tornar um ator cada vez melhor para honrar o seu admirador secreto.  Sim, é BL e é josei e não existe contradição nisso. Vocês perceberam, claro, que o protagonista é gordinho e desenhado de forma simpática, não com características distorcidas como é comum nos poucos mangás com heróis, ou heroínas, obesos.  Gostei do traço, aliás, parece ser exigência para publicar na Qurie que a pessoa desenhe bem.  Para mais imagens, visite o Comic Natalie.  Alguém poderia agilizar as scanlations.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Comentando Bolsonaro e Adélio - Uma fakeada no coração do Brasil: Sim, eu assisti e preciso fazer uma resenha

Quando assisti Democracia em Vertigem, acabei não fazendo uma resenha no Shoujo Café, porque era um material político demais em um momento em que as pessoas continuavam muito sensíveis.  Até pensei em não fazer resenha de Bolsonaro e Adélio - Uma fakeada no coração do Brasil, mas senti a necessidade de comentar.  Se você o post não lhe interessa, tenha certeza de que outros mais do seu gosto virão.  Enfim, fiquei muito impressionada com a entrevista do jornalista Joaquim de Carvalho ao GGN (*link*) e fui atrás do documentário da TV 247.  Sim, eu sei, o fato de ser do 247 já traz uma certa sombra de dúvida sobre o material, porque trata-se de um site posicionado muito posicionado à esquerda, mas o documentário não é pró-PT e antibolsonaro.  Trata-se de um material para levantar as pontas soltas e mal amarradas do caso da facada.  E o faz muito bem, diga-se de passagem, ou eu teria largado e ido fazer outra coisa.  

Para começo de conversa, trata-se, sim, de um titulo bem sensacionalista, mas efetivo.  "Fakeada" é como as pessoas que não acreditam que houve uma facada chamam o incidente acontecido com o então candidato Jair Bolsonaro em Juiz de Fora.  Esse grupo é bem grande atualmente e não culpo ninguém por pensar desse jeito, ou usar a palavra.  Falando por mim, desde o início, eu acreditei que seria muito difícil não ter ocorrido a facada, porque seria muita gente envolvida em uma farsa, gente demais, inclusive colocando sua reputação em risco.  Hoje, tendo a visão de que se trata antes de tudo de uma seita e de que os fiéis podem ter sua aderência conseguida mediante polpudas compensações com dinheiro público, e após o escândalo da Vaza-Jato, não sei realmente, espero que, um dia, as questões em torno do ocorrido sejam realmente esclarecidas, ou recebam uma atenção tipo Caso Evandro, porque há coisas muito nebulosas aí.  

Querem ver?  Sabiam que Adélio não tem contato com a família desde o atentado?  Sua tutela está estranhamente com o advogado que o defendeu e não o defende mais.  Isso é muito irregular, porque ele sequer está em um manicômio judiciário.  Sabiam que a atendente do Clube de Tiro .38, onde Adélio e Carluxo se cruzaram, mentiu em rede nacional que eles não se encontraram?   Sabiam que ela, assim como os seguranças que falharam miseravelmente no atentado, mas foram muito bem-sucedidos em proteger e isolar Adélio, foram todos recompensados por Bolsonaro?  Aliás, difícil é explicar como um cara pobre como Adélio, que morava em um quartinho e usava um banheiro coletivo, pode ficar dias em Florianópolis no tal clube e tinha, depois de ser preso, cerca de 8 mil reais na conta corrente.

Das informações que aparecem no documentário, uma das mais interessantes é sobre a conta de Facebook de Adélio.  Antes do encontro com Carluxo, ele era militante pró-Bolsonaro, ou com ideias convergentes, como um de seus sobrinhos explica no documentário, depois, passou a se comportar como alguém de esquerda, ou crítico do mito.  Adélio estava em uma manifestação pedindo renúncia de Temer, isso foi usado para comprovar a hipótese da sua militância, mas a manifestação ocorreu depois de Bolsonaro, no rolo da greve dos caminhoneiros, exigiu a renúncia do golpista master.  

O sujeito ao lado de Adélio na foto chegou a participar de uma live bolsonarista mais tarde e disse que Adélio falou de Jean Wyllys, há sempre o esforço de ligar o esfaqueador ao PSOL, mas calaram o fato dele ter sido filiado por último ao PSD de Kassab.  O cara, depois, temendo processo, desmentiu tudo.  Aliás, o perfil de Facebook de Adélio, lembrem-se que ele está preso, ninguém sabe mais quem administra, os parentes foram excluídos da amizade, o perfil foi fechado e os prints tirados são o testemunho disso aí tudo que relatei.  Basta, no entanto, jogar o nome de Adélio no Google e apreciar as montagens e matérias falsas atrelando o sujeito ao PT, PSOL, Willys, Lula... O que está na internet é eterno.

O documentário traz muitas fotos e vídeos novos, ou não tão explorados, detalhes e entrevistas preciosas.  Devo confessar, claro, que os argumentos dele foram de encontro ao que eu penso.  Assim como no Crime da Rua Toneleros, que quase mudou a História do Brasil para pior, alguma coisa aconteceu em Juiz de Fora naquele 6 de setembro de 2018.  Querem ver?  Assim como o prontuário de Carlos Lacerda, que poderia provar que ele realmente levou um tiro de 45 no pé desapareceu, o de Bolsonaro no Einstein nunca foi entregue para a polícia federal.

É isso, acredito mesmo que Adélio Bispo tenha desferido uma facada, pré-combinada para ser o mais leve possível.  É isso mesmo, eu defendo que há muita coisa a ser investigada no atentado que não foi, e creio que Carluxo possa, sim, ter planejado junto com outros um atentado ao próprio pai, algo que pudesse garantir a eleição.  Sim, eu não acredito que a facada em si é fake, mas que o atentado foi planejado meticulosamente e foi favorecido pela rede de aliados, omissos e outros.  Há muito o que se investigar.  De resto, sugiro que assistam ao documentário e à entrevista no GGN que tem detalhes bem interessantes.

Joaquim de Carvalho, no entanto, defende que sem facada, Bolsonaro não teria sido eleito.  Isso seria algo que eu não afirmaria de forma alguma.  A facada foi um golpe arriscado e efetivo, mas mesmo sem ela, estávamos já em um poço tão profundo que Bolsonaro tinha condições de vencer mesmo assim contando com os apoios importantes que tinha, os anos de difamação antipetista e contra as esquerdas em geral.  E, agora, pagamos todos o preço.  Se quiserem assistir ao documentário, ele está aí embaixo: