Mostrando postagens com marcador sunjeong manhwa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sunjeong manhwa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de agosto de 2026

O único Destino dos Vilões é a Morte terá animação em breve

A série O único Destino dos Vilões é a Morte, seu nome no Brasil, ou Villains Are Destined to Die, o título internacional, teve seu anime anunciado.  A série, tanto as novels quanto os livros originais, é lançada no Brasil pela Newpop.  Não tenho certeza, mas foi a primeira novel da Newpop, no máximo, a segunda.  Eu nunca peguei nada desse manhwa para ler. Isekai de vilã tem que ter algo de especial (*para mim*) para me atrair.   Mas vamos lá, o resumo dado pela Newpop é o seguinte: 

Eu vou recomeçar até que o destino dessa vilã… Não seja a morte. Nascida e criada como filha ilegítima de uma família rica e dona de conglomerado, ela finalmente conseguiu escapar daquela casa infernal, mas então… acabou sendo transportada para um jogo de simulação de relacionamento e virou a vilã, Penelope Eckhart. Se ela falhar em conquistar um dos cinco personagens principais antes da protagonista do jogo retornar, seu destino será apenas a morte! Em um jogo de vida ou morte, quem será o rapaz que Penelope escolherá?

Segundo o ANN, a protagonista é uma estudante chamada Siyeon Cha e o jogo de harém reverso se chama Daughter of the Duke’s Super Love Project (Super Projeto Amoroso da Filha do Duque).  A autora da novel se chama Gwon Gyeoeul e o manhwa é de uma artista chamada Suol.  A série de novels já está encerrada e o manhwa está na sua reta final.  Como o volume #1 do quadrinho está esgotado, espero que a Newpop faça um relançamento, porque com anime anunciado, mmmuita gente irá se interessar.

domingo, 12 de julho de 2026

Ranking da Oricon: Quatro Últimas Semanas


Eu pisco e já se foram quatro semanas desde que postei o último ranking da Oricon. E, quanto mais semanas se acumulam, mais trabalho braçal eu tenho.  Enfim, houve semanas com um bom número de shoujo/josei/BL no top 10, houve semanas sem nenhum título.  Houve uma semana com um BL no top 10 como único representante das demografias femininas.  Importante é observar, também, a permanência, o quanto um título resiste entre os trinta mais vendidos, o que é indicativo de que teremos a sua presença ainda nos cinquenta mais vendidos, ainda que não saibamos.  E temos títulos publicados no Brasil em destaque.  E, só explicando, eu posto o top 10, marco os mangás de demografia feminina, e do 11º em diante, só coloco os mangás femininos.  

1. ONE PIECE #115
2. HUNTER×HUNTER #39
3. One-Punch Man #37
4. Katainaka no Ossan, Kensei ni Naru ~Tada no Inaka no Kenjutsu Shihan datta noni, Taisei Shita Deshi-tachi ga Ore o Houttekurenai Ken~ #9
5. BLUE GIANT MOMENTUM #8
6. Madan no Ichi #9
7. Ao no Hako #26
8. Aoashi Brotherhood #2
9. Kinnikuman #93
10. ONE PIECE #114
13. Honey Lemon Soda Another Stories
19. Koushaku-sama, Akusai no Watashi wa Mou Houtteoite Kudasai #3
20. Akujiki Reijou to Kyouketsu Koushaku ~Sono Mamono, Watashi ga Oishiku Itadakimasu!~ #13
24. Fukurou to Tsugai-sama #2 ~Sekkaku no Hare no Hinanoni, Kokunai Kara Kokugai Made Teki-Darake ~~

1. Katainaka no Ossan, Kensei ni Naru ~Tada no Inaka no Kenjutsu Shihan datta noni, Taisei Shita Deshi-tachi ga Ore o Houttekurenai Ken~ #9
2. Solo Leveling #25
3. Blue Lock #39
4. Kusuriya no Hitorigoto ~Maomao no Koukyuu Nazotoki Techou~ #22
5. Skip Beat! #53
6. Reiwa no Dara-san #8
7. Honey Lemon Soda Another Stories
8. Dustland #1
9. Tensei Shitara Slime Datta Ken #32
10. Fukakouryoku no I Love You #9
11. Hotaru no Yomeiri #12
12. Tamon-kun Ima Docchi!? #16
13. Koi seyo Mayakashi Tenshi-domo #7
14. Re: Blue #10
27. Ouke no Monshou #71
30. Uchi no Otouto-domo ga Sumimasen #15

SEMANA 15-21/06
1. Blue Lock #39
2. Kusuriya no Hitorigoto ~Maomao no Koukyuu Nazotoki Techou~ #22
3. Tensei Shitara Slime Datta Ken #32
4. ONE PIECE CHOPPER’s #1
5. Tsuki ga Michibiku Isekai Douchuu #17
6. Koi seyo Mayakashi Tenshi-domo #7
7. Skip Beat! #53
8. Ouke no Monshou #71
9. Tamon-kun Ima Docchi!? #16
10. Hen na Ie #7
17. 40 Made ni Shitai 10 no koto #3
18. Under the Oak Tree #5 (manhwa)
20. Nanatsuya Shinobu no Housekibako #27
21. Hotaru no Yomeiri #12

1. Tensei Shitara Slime Datta Ken #32
2. Mairimashita! Iruma-kun #49
3. Kaoru Hana wa Rin to Saku #23
4. WIND BREAKER #26
5. 40 Made ni Shitai 10 no koto #3 
6. Mairimashita! Iruma-kun if Episode of Maffia #8
7. Chainsaw Man #24
8. Dandadan #24
9. Tensei Shitara Slime Datta Ken #32 Special Edition
10. Kindaichi Papa no Jikenbo #4
11. Koi seyo Mayakashi Tenshi-domo #7
20. Nanatsuya Shinobu no Housekibako #27
22. Konya, Uchi ni Oide: Reitetsu Joushi no Risei ga Toketara #6
23. Maronier Oukoku no Shichinin no Kishi #11
25. Fushigi Yugi: Byakko Senki #6
27. Akuyaku Reijou wa Dekiai Route ni Hairimashita!? #7

sábado, 2 de maio de 2026

Isekai para ser livre: uma análise feminista dos elementos da ficção Isekai (artigo traduzido)

Estou fazendo uma pesquisa sobre isekai e me deparei com o texto de Nadta Sasithorn que tem como título em inglês  Isekai to be Free: A Feminist Analysis of the Elements of Isekai Fiction (Isekai para ser livre: uma análise feminista dos elementos da ficção Isekai).  O problema é que em inglês é só o título e o resumo, porque o original é em tailandês e o título é ข้ามมิติเพื่อเป็นไท: การวิเคราะห์องค์ประกอบของงานเขียนแนวข้ามมิติผ่านแนวคิดสตรีนิยม, em português é algo como "Escrita transdimensional para a liberdade: Uma análise dos elementos da escrita transdimensional através de conceitos feministas".  Como vocês bem imaginam, eu entendo nada dessa língua, mas as ferramentas de tradução tornaram a nossa vida  menos complicada.  Ainda assim, mesmo que o texto faça sentido para mim, não necessariamente ele estará perfeito.  Coloquei aqui a introdução e a primeira parte do artigo.  Como ele é longo, a tradução está aqui.  Para quem quiser o original, é clicar no título tailandês.

Como o artigo não tem ilustrações, todas as que estão no post foram incluídas por mim.  No restante do artigo de Sasithorn, ela analisa duas obras: The Villainess Becomes the Leading Lady (악녀지만 여주인공이 되겠습니다 )  Yurinhae (novel) & Akade (manhwa)  e The Reason She Lives as a Villainess (그녀가 악녀로 사는 이유 ) de Yuwn & Beop.saeng.  As duas obras têm scanlations em inglês e imagino que elas existam em português, também, porque achei o nome em nossa língua. A bibliografia está no artigo e eu traduzi tudo para o inglês, porque achei melhor deixar nessa língua.  Agora, as notas sinalizadas no artigo parecem não estar disponíveis.  Há a marcação no texto, mas as notas mesmo não estão no site com o artigo.  Quando terminar o trecho do artigo, eu retorno com alguns comentários e, para quem quiser, eu fiz um Shoujocast sobre isekai anos atrás.  Eis o link.

Escrita transdimensional para a liberdade: Uma análise dos elementos da escrita transdimensional através de conceitos feministas

Introdução

Atualmente, a leitura de quadrinhos por meio de aplicativos para smartphones é extremamente popular, e existem muitos deles no mercado, como LINE Webtoon, Kakao, Comico e outros, que publicam uma variedade de gêneros de quadrinhos, permitindo que os leitores escolham quadrinhos com conteúdo que corresponda às suas necessidades. A Naver Webtoon, empresa controladora da LINE Webtoon na Coreia do Sul, chegou a ter 85 milhões de usuários em 2022 (Naver Webtoon, 2022). Um dos gêneros de quadrinhos mais populares hoje em dia é o mangá shoujo (para garotas), que envolve a transmigração para outro mundo, ou isekai, e apresenta uma protagonista feminina. Uma pessoa comum do mundo real atravessa dimensões para outro mundo. De acordo com o ranking da LINE Webtoon dos cinco quadrinhos mais populares em todas as categorias, três histórias apresentam temas transdimensionais, duas das quais têm protagonistas femininas. Na categoria de fantasia romântica, lida principalmente por mulheres, existem 60 histórias com temas transdimensionais em um total de 157 (LINE WEBTOON, 2023).

O gênero de ficção de transmigração/viagem entre dimensões tem ganhado crescente popularidade na última década e é originário do Japão (Lu, 2020; Price, 2021). O termo issekai (異世界) vem da palavra japonesa que significa "outro mundo" e é usado para descrever a convenção da ficção em que os personagens viajam para dimensões paralelas ou mundos alternativos (Ma, 2023, p. 1). As primeiras histórias de transmigração/viagem entre dimensões apresentavam um adolescente como protagonista, que cruzava dimensões para um mundo de fantasia. Portanto, os estudos sobre esse gênero frequentemente se concentram em obras originárias do Japão, particularmente light novels. Histórias em quadrinhos ou animações, como o artigo de Paul S. Price (2021) "A Survey of the Story Elements of Isekai Manga" (Uma pesquisa dos elementos da história do mangá Isekai), exploram os elementos narrativos do mangá isekai e definem as características da escrita dos isekai, incluindo a ligação do isekai a um gênero similar, a fantasia. Enquanto isso, Curtis Lu (2020) categoriza a literatura isekai em quatro tipos, fornecendo uma visão mais clara de suas características. E Scott Ma (2023) discute a ideologia ocidental refletida na criação de mundos alternativos na escrita Isekai, frequentemente comparando-os à Europa medieval.

Uma revisão da literatura revela que a maioria dos estudos sobre romances com temática de transmigração tende a se concentrar em obras com protagonistas masculinos e são predominantemente japonesas. No entanto, romances sobre transmigração são populares não apenas no Japão, mas também na Coreia do Sul e na Tailândia. Além disso, romances românticos com protagonistas femininas são outro gênero popular, e muitos deles também abordam temas de transmigração. As fontes escolhidas para este estudo são do LINE Webtoons Thailand, um aplicativo popular de quadrinhos coreanos para dispositivos móveis na Tailândia. Especificamente, a história selecionada apresenta uma protagonista que morre no mundo real e renasce em um romance que lhe é familiar, mas não no corpo da protagonista original. Ela é a vilã da história, que geralmente encontra um fim terrível, forçando a protagonista a encontrar uma maneira de sobreviver ao cruel destino da vilã.

A primeira história que analisaremos é "The Villainess Becomes the Leading Lady" (A Vilã se Torna a Protagonista), adaptada do romance homônimo de Yurinhae, publicado no site Kakao na Coreia do Sul desde 2020 e também adaptado para manhwa e publicado no mesmo site em 2021 (Yurinhae, 2020, 2021). A protagonista, Cha Min-joo, é uma estudante do ensino médio coreana dos dias atuais que comete suicídio pulando de um prédio devido ao bullying de sua colega de classe, Lee Soo-yeon. Cha Min-joo se vê renascida como Dalia Margaret, a vilã do romance "Flore, Nascida para Receber Amor", um livro que ela lia quando era mais jovem. Ainda viva no romance, Dalia, meia-irmã de Flore, a protagonista da história, desempenha o papel de uma vilã extremamente cruel e grosseira. Cha Min-joo, no corpo de Dalia, descobre que Lee Su-yeon, que caiu do prédio com ela quando cometeu suicídio, também entrou no corpo de Flore, a heroína do romance.[4] Isso a leva a decidir planejar uma vingança contra Lee Su-yeon por tê-la intimidado, com a cooperação do Príncipe Johann Descartes Serbian, Grão-Duque do Reino da Sérvia, que é o cenário do romance.

Outra webtoon que pode ser estudada em conjunto com esta é "The Reasons She Lives as a Villainess" (Os Motivos Pelos Quais Ela Vive como uma Vilã), escrita por Yuwn e ilustrada por Beop.saeng, publicada na Kakaopage em 2021 (The Reason She Lives as a Villainess, 2021; Yuwn & Beop.saeng, 2021a). A história gira em torno de uma funcionária de escritório que morre em um acidente de caminhão e sua alma entra no corpo da protagonista de um romance de fantasia romântica que ela leu. A protagonista desse romance é Lesian Husernian, a filha caçula de uma família rica, que foi criada de forma cruel e constantemente submetida a insultos e humilhações. Isso fez com que ela desenvolvesse uma personalidade perversa e, no final do romance, morre tragicamente. Quando a protagonista habita o corpo de Lesian antes de sua morte na trama do romance, ela tenta mudar o destino de Lesian para evitar esse triste fim.

O estudo dos quadrinhos mencionados revelou elementos literários comuns à escrita transdimensional. No entanto, como estudos anteriores sobre escrita transdimensional se concentraram principalmente em textos com protagonistas masculinos, a leitura de textos com protagonistas femininas oferece uma perspectiva diferente. Este artigo tem como objetivo examinar as características compartilhadas dos webtoons coreanos, analisando elementos ficcionais, as nuances da escrita transdimensional e os desafios enfrentados pelas protagonistas femininas. Também explora conceitos feministas refletidos nos elementos ficcionais, em especial na criação de personagens e no desenvolvimento da trama.

Revisão da literatura

Isekai, ou romances de transmigração, são obras de fantasia com protagonistas que viajam para outro mundo. Esse gênero ganhou significativa popularidade no Japão desde 2012 (Lu, 2020: 5-6; Price, 2021: 58). O número de mangás e animes japoneses com temática de transmigração aumentou drasticamente, de menos de 10 títulos em 2010 para mais de 140 em 2018, o ano com o maior número de mangás com esse tema publicados (Price, 2021: 58).

Paul S. Price (2021) discutiu como as obras sobre viagens dimensionais diferem de outras obras que descrevem mundos paralelos, como As Viagens de Gulliver (1726), Alice no País das Maravilhas (1865), Um Ianque na Corte do Rei Arthur (1889) e outras. Ele observou que, embora essas obras utilizem mundos paralelos como cenário, elas são categorizadas em diversos gêneros. Por exemplo, Alice no País das Maravilhas é considerada literatura infantil, As Viagens de Gulliver é satírica.  Já as obras sobre viagens transdimensionais são frequentemente categorizadas como ficção especulativa, aparecendo exclusivamente em mangás, filmes de animação e romances japoneses (2021). A ficção especulativa é um gênero literário que se refere à literatura que não está atrelada à realidade geralmente aceita pela sociedade (realidade consensual). Isso inclui todas as ficções não miméticas, como fantasia, ficção científica, terror e outras (Oziewicz, 2017). A escrita transdimensional compartilha semelhanças com a alta fantasia, que apresenta histórias sobre outros mundos e eventos sobrenaturais (Price, 2021).

Em seu artigo de 2020, "The Darker Sides of the Isekai Genre: An Examination of the Power of Anime and Manga"  (Os Lados Sombrios do Gênero Isekai: Uma Análise do Poder do Anime e do Mangá), Curtis Lu categoriza os mangás isekai em quatro tipos: 1) Isekai Padrão, onde o protagonista viaja para outra dimensão,[5] particularmente um mundo de fantasia inspirado em videogames. O protagonista frequentemente adquire superpoderes que superam os de outros personagens na outra dimensão, e isso é considerado a base de muitos gêneros isekai subsequentes. 2) Isekai Romântico, que se concentra menos nas aventuras do protagonista na outra dimensão e mais nos relacionamentos românticos entre o protagonista e um personagem do sexo oposto. Se o protagonista for masculino, haverá muitas personagens femininas que se apaixonarão por ele, mas, ao mesmo tempo, esse gênero de histórias românticas de transmigração se expandiu para um público-alvo feminino maior, incorporando elementos de jogos otome, onde a protagonista feminina é o objeto de desejo dos personagens masculinos. 3) Isekai de vida lenta (histórias de transmigração com um ritmo de vida tranquilo), onde o protagonista não busca aventuras, mas escolhe viver uma vida simples em outra dimensão. Nesse gênero, o protagonista pode não receber poderes sobrenaturais, mas usa o conhecimento adquirido em seu mundo original para se orientar. Por fim, 4) Isekai atípicos (histórias de transmigração que se desviam dos gêneros de transmigração padrão), como um protagonista humano transmigrando para o corpo de um ser não humano ou um protagonista de outra dimensão aparecendo no Japão moderno.

A trama das histórias em quadrinhos transdimensionais geralmente envolve um protagonista viajando para outro mundo, seja por meio de um portal intencional ou não, ou morrendo e renascendo nesse mundo. Esse outro mundo difere do mundo original do protagonista. Em seu mundo original, o protagonista vivia em um cenário moderno semelhante à época em que a história se passa, como a Tokyo contemporânea, no Japão, com seus avanços tecnológicos. No entanto, o outro mundo para o qual o protagonista viaja frequentemente se assemelha a uma sociedade antiga, particularmente a Europa medieval ou uma sociedade europeia histórica não especificada com um sistema feudal de governo. Scott Ma (2023) sugere que a escrita transdimensional exemplifica a ideologia ocidental (ocidentalismo). Na literatura japonesa contemporânea, esse estilo se reflete na estrutura literária em que o personagem principal, um japonês moderno com valores sociais modernos que enfatizam os direitos humanos, a liberdade e a igualdade, viaja para outra dimensão — um mundo semelhante à Europa antiga, repleto de opressão e desigualdade. Este mundo torna-se então o palco para o protagonista moderno derrubar o sistema feudal e cultivar os conceitos de liberdade e igualdade (Ma, 2023).

A ambientação da Europa medieval na escrita transdimensional é parcialmente influenciada por jogos de RPG japoneses, que por sua vez são influenciados por jogos de tabuleiro que incorporam elementos da literatura fantástica ocidental. Isso confere à escrita transdimensional uma característica de intertextualidade, ou seja, elementos presentes em outros gêneros, sejam eles mitologia, literatura fantástica, jogos de tabuleiro ou RPG, contribuem para a experiência do leitor. Os leitores podem compreender imediatamente os elementos e princípios de dimensões alternativas (Price, 2021). Além disso, alguns elementos de jogos de RPG são utilizados na escrita transdimensional sem que o autor precise explicar sua origem, como atributos de personagens, como pontos de vida (PV), pontos de magia (PM), habilidades e níveis; guildas de aventureiros, locais onde o protagonista recebe missões para avançar na história ou obter recompensas; monstros, ou criaturas inimigas do protagonista; e itens, ou diversos equipamentos mágicos, etc. (Lu, 2020; Price, 2021).

Otome Isekai, ou transmigração para garotas, apresenta características distintas que o diferenciam de Shonen Isekai (transmigração para garotos) mencionado anteriormente. Como Otome Isekai é frequentemente categorizado como transmigração romântica, o foco está no relacionamento entre a protagonista feminina e seu interesse amoroso masculino. Os enredos de transmigração romântica não enfatizam muito as aventuras da protagonista, permitindo que os autores experimentem uma ampla gama de estruturas narrativas, como uma protagonista feminina transmigrando para um jogo[6] para garotas que ela costumava jogar e tendo que conquistar o coração de um personagem masculino no jogo, ou transmigrando para a vilã de um jogo ou romance que ela costumava ler (Lu, 2020).

domingo, 4 de janeiro de 2026

Todas as Resenhas de 2025: Mangás e Manhwas

Foi um ano pobre em resenhas e isso é visível aqui, também.  Acredito que, no geral, li mais coisas em 2025, mas escrevi menos.  Preguiça, desorganização e cansaço, mas o fato é que estou devendo muitos textos.  Os escreverei um dia?  Não sei.  De qualquer forma, juntei mangá e manhwa, além de separar entre mangás mainstream e material NSFW/+18.  Manhwa só tem na parte para  maiores mesmo.   A maioria desses materiais para mulheres adultas que eu leio tem sido coreanos, não sei se é algoritmo, ou se é o que está em maior quantidade no site onde costumo ler as coisas, mas tem aparecido cada vez menos material japonês.  As resenhas estão abaixo:

Mangás Shoujo e Josei:

  1. Juuichinin Iru!: 11º Tripulante - resenha antiga. 
  2. Watashi no Shiawase na Kekkon/Meu Casamento Feliz vol. 1 
  3. Kekkaishi no Ichirinka/Bride of the Barrier Master vol. 1-4 
  4. Uruwashi no Yoi no Tsuki/Sob a Luz da Lua vol. 1 
  5. Kikaiji Kake no Marii/Mechanical Marie - oneshot de origem da série. 
  6. Toaru Joyuu no Saiai capítulo 1 
  7. Kimi to Koete Koi ni Naru (With You, Our Love Will Make It Through) vol. 1-2 
  8. Tamaki to Amane 
  9. Hankei 150 Meters no Ai - 15 capítulos disponíveis 
  10. Toki wo Kakeru Sexless (Leaping Through Time to Save a Sexless Marriage) 
  11. Shoujocast do vol. 1 de Nodame Cantabile.

Mangás e Manhwas +18:

  1. Yotogi no Futago - Niehime wa Futari no Ouji ni Aisareru (The Night-Time Twins ou At the Bidding of Twins -The Offered Princess Loved by Two Princes-) 
  2. Triple Happy Wedding ~ Kekkon o 3-Ri de Okonau Sekai de, Osananajimi no Karera to... 
  3. Algumas sugestões de mangás e manhwas eróticos no Dia do Sexo 
  4. My Fantasies Are Cumming to Life?! - Encerramento da série 
  5. As pessoas deveriam parar de tentar acreditar que obras de fantasia são material histórico para justificar sua visão de que as mulheres de outras épocas eram absolutamente miseráveis (não é bem uma resenha

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

As pessoas deveriam parar de tentar acreditar que obras de fantasia são material histórico para justificar sua visão de que as mulheres de outras épocas eram absolutamente miseráveis

Imagine que você está lendo um manhwa que tem uma ambientação europeia e parece ser inspirado no século XIX.  As roupas femininas parecem ser algo da metade do século, Era das Crinolinas e coisa e tal.  Só que, neste mundo, a mocinha, que é irmã de um duque, usa um anel contraceptivo para não engravidar, faz um exame de DNA para descobrir seu verdadeiro pai e transa loucamente com seus dois irmãos sem sentir nenhuma culpa, porque religião nem deu as caras na história.  Neste mesmo quadrinho, o vilão é o príncipe herdeiro, homem casado, mas que quer a mocinha de qualquer jeito e propõe que ela se torne sua concubina e o imperador, pai do moço, diz para os irmãos dela que ele garante que ela será tratada como esposa e que os filhos dela e que os filhos dela, não os da esposa legítima, serão os herdeiros do trono. O príncipe herdeiro diz para nossa protagonista que irá matar a esposa assim que ela se  casar com ele e que, caso ela continue se recusando, ele irá revelar para o mundo que ela se deita com os dois irmãos e acabar com a reputação da família dela. Super historicamente correto para a Europa no século XIX e pode escolher qualquer país, qualquer um.

Mas eis que eu leio o capítulo 41 dessa bodega e a mocinha está morando com o pai, um gigolô (*acho que deve ser cafetão, mas está gigolô nas scanlations*), porque ele apareceu para reclamar a sua guarda depois que o fato dela não ser irmã do duque apareceu nos jornais.  Eu acho que quem plantou a notícia foi o próprio duque para afastar o príncipe herdeiro, porque, agora, ela não poderia ser concubina dele, afinal, veja suas origens, não é mesmo?  Só que ela está prisioneira na mansão do pai, que, aliás, foi presenteada pelo seu irmão duque, e sendo torturada por ele, que ameaça vendê-la para  quem pagar  mais, prostituí-la e outras coisas que eu não irei escrever aqui.  Eu fico furiosa com esse capítulo e posto um pequeno comentário no Bato.to: 

"Eu sei que esse tipo de história não é feita para fazer sentido, mas está me dando nos nervos. Bem, a FL já passou da idade de casamento, como dito em algum capítulo anterior; agora, foi dito que ela já passou da maioridade legal. Por esse motivo, ela não está presa a esse pai; ela pode voltar para Evan (que eu suponho estar tramando algo) ou pegar o dinheiro dela e ir morar sozinha. Essa situação com aquele homem horrível é absurda. E quem o trouxe para a história? Leon? Bem, vou dormir. Eu preferia quando tínhamos apenas um vilão, o príncipe herdeiro." (I know this kind of story is not made to make sense, but it's getting to my nerves. Well, the FL has passed the age of matrimony, it's said in some chapter back; now, she said she has passed the legal age. For that reason, she is not bound to this father; she can go back to Evan (whom I suppose is plotting something) or take her money and go live alone. This situation with that horrible man is absurd. And who has taken him into the story? Leon? Well, I'm going to sleep. I preferred it when we had just one villain, the crown prince.)

Explicando o "Quem o trouxe para a história", logo nos primeiros capítulos, Leon, o irmão mais novo, está procurando pelo pai da mocinha, Aris, porque ele e o duque sabem que ela foi adotada.  Leon quer que o pai da protagonista revele sua origem e, assim, ele poderá se casar legalmente com ela.  Leon é burrinho, além de não entender a palavra consentimento.  Não gosto nada dele.  Evan, o duque, é manipulador, mas, pelo menos, ele não forçou a mocinha a fazer nada que ela não quisesse.  Enfim, o fato é que o pai bandido foi trazido para a história.  Mas eis que uma criatura, que se revelou historiadora como eu, mas que eu imagino que não seja das melhores, porque parece acreditar que esse mundo de fantasia tem alguma verossimilhança histórica escreveu o seguinte:

"Nada do que lhe foi dado (nem mesmo se ela trabalhou para obtê-lo) é dela. Tecnicamente, tudo pertence ao chefe da família e pode ser considerado roubado. Ela não pode se casar com ninguém sem a permissão dele, ou será devolvida ao pai e seu "marido" terá sérios problemas legais.  Ela não consegue um emprego com pessoas da nobreza sem a permissão dele. Ela não conseguirá um emprego fazendo muito mais do que vender seu corpo, porque as habilidades que possui não são as necessárias para as classes média ou baixa, ou é um trabalho proibido para mulheres. Como nobre, ela não pode nem entrar em um convento sem a permissão do pai.  Se ela conseguir escapar dele (lembre-se de que ele a tranca à noite e controla quem ela vê durante o dia), então tudo o que ela tem como possibilidade é uma vida nas ruas, ou nos bordéis, ou ser arrastada de volta para ele e tratada ainda pior.  As sociedades patriarcais são projetadas para tornar as mulheres completamente dependentes dos homens. Se os homens que controlam a vida de uma mulher são horríveis, então, de alguma forma, elas devem ter merecido isso, segundo a opinião pública. (SPOILER: Ela será resgatada e tudo ficará bem. O príncipe herdeiro e seu "pai" terão o que merecem. Só vai levar mais tempo do que o planejado para colocar tudo no lugar e garantir que ela saia dessa enrascada sem nenhuma culpa.)" (Nothing that has been given to her (or even if she worked for it) is hers. It all technically belongs to the head of the family, and it can be claimed as stolen. She can’t get married without his permission to anyone else or she will be returned to her father and her “husband” will be in serious legal trouble.  She can’t get a job with the nobility without his permission. She can’t get a job doing much else except selling her body, because the skills she has are not what is needed by the middle or lower classes, or is work that is forbidden to women. As a noble, she can’t even enter a convent without her father’s permission.  If she can escape from him (remember that he locks her up at night, and controls who she sees in the daytime), then all she has is a life on the streets, or the brothels, or being drug back to him and treated even worse.  Patriarchal societies are designed to make women completely dependent on men. If the men who control a woman’s life are awful, then they must have deserved that somehow according to public opinion.  (SPOILER: She’s going to be rescued and everything will be fine. The Crown Prince and her “father” will get what’s coming to them. It’s just going to take longer than they had planned to put all of the pieces into place, and make sure she comes out of this mess without any blame.)

Olha, ler essa bobajada, porque, repito, estamos falando de um mundo de fantasia em primeiro lugar, me deixou muito, muito irritada.  Fora que, vamos combinar, mesmo em sociedades patriarcais há regras e nossa mocinha estava ligada a uma família mais poderosa do que o pai que apareceu.  Se nosso duque estalasse os dedos, o vagabundo sumia  e estou falando em ir para outro plano e ninguém iria lamentar.  Como fiquei com muita raiva, redigi uma resposta tentando fazer a criatura entender que ela estava sendo ridícula e joguei meu currículo na cara dela.  Não deu certo, mas eu não vou continuar as repostagens, porque ela acredita piamente que a autora está tentando retratar a Regência inglesa (*não está, nem roupa inspirada na Regência aparece na história, a camisola da mocinha é um babydoll e ela usa calcinhas dos nossos dias*), entre 1795 e 1837, e está fazendo uns malabarismos para tentar convencer que a mocinha não tem direito algum, porque ela teve reconhecer que, mesmo na Inglaterra, que ela estava supostamente descrevendo, uma mulher solteira e maior de idade tem alguns.  Minha resposta foi:

"Bem, eu sou historiadora, feminista, na área de estudos de gênero e com tudo o que isso implica. Esta é minha profissão há quase 30 anos. Este manhwa é uma fantasia histórica, então a autora pode usar todas as bobagens que quiser e misturar elementos ocidentais e coreanos como quiser. Então, estou dizendo que, de acordo com a maioria das leis europeias ou mesmo no Brasil (meu país) no século XIX, uma pessoa de 25 anos, homem ou mulher, é maior de idade e pode fazer o que quiser. Quantos anos tem a nossa protagonista? Não sabemos, mas foi dito que ela já passou da idade de casar. E se ela não fizer parte da família ducal e não for menor de idade, ela pode se casar com quem quiser, conseguir um emprego ou fugir. Toda essa situação é ridícula, mas eu gosto da história e estou aqui perdendo meu tempo comentando.  Se ela não tem 25 anos, tudo bem. Mas, novamente, é fantasia, e não se trata de nenhuma sociedade patriarcal que conhecemos; é uma mistura do que agrada à autora. Toda essa baboseira do príncipe herdeiro tomá-la como segunda esposa ou concubina não seria possível em nenhuma sociedade ocidental desde o século XII, pelo menos. E esse tipo de baboseira histórica acontece repetidamente na maioria dos quadrinhos japoneses e coreanos.  Dito isso, estou ciente de que tudo vai ficar bem, só estou furiosa porque os dois "irmãos" não estão fazendo nada para resgatá-la."  (Well, I'm a Historian, a feminist one with gender studies in my curriculum and all that comes with it. This is my profession for almost 30 years. This manhwa is a historical fantasy, so the author can use all the nonsense and mix Western and Korean elements as they please. So, I'm saying that according to most of the European laws or even in Brazil (my country) in XIX century, a 25-year-old person, man or woman, is of legal age and can do as he or she pleases. How old is our FL? We don't know, but it was said that she was past the age of marriage. And if she is not part of the duchal family and not a minor, she could marry who she pleases, get a job, or run away. This whole situation is ridiculous, but I like the story and I'm here wasting my time commenting it.  If she is not 25, OK. But again, it's fantasy, and it's not any patriarchal society we know; it's a mix of what pleases the author. All the bullshit wth the Crown Prince taking her as a second wife or a concubine would not be possible in any Western society since the XII century at least. And this kind of historical shit happens again and again in most Japanese and Korean comics.  All that said, I'm aware that everything is be OK, I'm just mad because the two "brothers" are doing nothing to rescue her.)

Para  quem quiser o resto da discussão, está aqui.  Vejam que meu primeiro comentário nada tinha a ver com pedir verossimilhança histórica, porque eu não sou doida e tenho uma história pessoal a honrar, mas as pessoas parecem embarcar nessas histórias com disposição para legitimar qualquer sofrimento imposto às mulheres.  A normalização e espetacularização do abuso sob a justificativa de que "no passado era assim", mesmo quando se trata de séries de fantasia, é comum.  Já escrevi muito sobre isso em vinte anos de blog.  Em Bridgerton acabamos com o racismo, mas a vida das mulheres continua cheia de restrições, o Conto da Aia, livro da maior relevância, acaba se esticando como série e meio que estimulando um filão que pode ser chamado de pornô da tortura.  Não achei um artigo que eu acredito que comentei no blog e que comenta sobre séries literárias extremamente violentas que surgiram na esteira do sucesso do seriado, mas encontrei uma resenha do Metrópoles que foca nesse ponto, como O Conto da Aia é um pornô da tortura contra mulheres.

Enfim, gêneros como dark romance vão muito nessa linha e eu não gosto desse tipo de material, já li alguns para saber que não são para mim.  Mas manhwa que é o centro dessa discussão maluca e que me estimulou a escrever esse post é somente um TL (teen love) que talvez tenha o conteúdo sexual mais pesado no qual eu já tropecei.  Dito isso, eu não iria jamais fazer resenha dele e ele é, sim, para maiores de 18 anos, sem negociação.  O nome da série é Beyond the Walls of the Duke's Mansion, os homens da série são bonitos, pelo menos Evan e o príncipe herdeiro são, mas a arte é irregular, especialmente quando se trata da mocinha que pode parecer mais jovem ou mais velha sem motivo aparente (*na verdade, ela parece mais velha no início da história*).  A mocinha, Aris, debutou faz tempo, mas o irmão duque - que tem uma moral inatacável e é solteiro apesar da idade e responsabilidades - afastou todos os seus pretendentes.  Ela tem imenso desejo sexual, seu quarto é ao lado do outro irmão, que vive trazendo prostitutas, e, um dia, ela decide contratar um gigolô.  Evan, o duque, impede o sujeito de entrar e acaba tendo intimidades com Aris, que não o rejeita, mas eis que Leon tenta seduzir a mocinha.  Ambos os sujeitos sabem que ela é adotada, já Aris não sabe, mas se pega com os dois sem nenhuma culpa.  E, só para constar, as scanlations não são censuradas, o que torna o conteúdo sexual mais ostensivo ainda. O primeiro capítulo já joga uma situação muito pesada na nossa cara para somente depois começar a contar a história.  Não acho que seja para todo mundo e nem acho que a putaria da série valha isso tudo, mas eu quero saber como as autoras, porque acredito que são duas (*é  baseado em livro*), vão levar esse troço até o fim com o mínimo de coerência.  Faltam poucos capítulos para o final.  

Espero que quem chegou até aqui na leitura tenha entendido o meu ponto, não se deve tratar material de fantasia como histórico e a gente precisa estar atento para como esses autores e autoras de fantasia tem uma ideia muito distorcida do passado, assim, de forma genérica, como uma época em que os homens (*qualquer homem, porque esse pessoal nem reflete sobre questões de ordem econômica*) podiam tudo e as mulheres (*qualquer mulher, vide parênteses acima*) não podiam nada e colocam esse tipo de ideia em seus quadrinhos e livros.  Isso é uma fantasia que não nos permite ver que havia espaço para resistências, negociações e mesmo subversão da ordem e que não existe um passado patriarcal monolítico, mas que ele tem nuances que variam no tempo e  a depender da sociedade e cultura que estamos analisando.  Às vezes, as mulheres até venciam, sabe?

Aliás, só para emendar com outro manhwa que eu estou lendo, Bound by Fate, que é um isekai no qual a mocinha, que é uma médica obstetra, volta para a Dinastia Joseon (1392-1897) e encontra no passado o homem com o qual o seu destino está entrelaçado, temos um drama que meio que joga por terra até a fantasia do príncipe oriental que pode tudo.  E vou explicar, a protagonista sempre sonha que está fazendo sexo com um homem desconhecido, seu casamento vai mal, ela não consegue engravidar mesmo fazendo vários tratamentos e descobre que o marido, também médico, só que dermatologista, a está traindo com sua melhor amiga (*que engravidou*), vem sabotando as inseminações artificias e seus remédios para matá-la, porque ele quer se livrar dela, mas que ficar com todos os bens do casal.  E foi ela quem trouxe a maioria do dinheiro para o casamento.  Enfim, nossa mocinha é cética, mas vai atrás de uma xamã que lhe explica que ela só vai conseguir engravidar desse tal homem do sonho e lhe dá um amuleto funerário.   Como ela precisa mais de um advogado do que de uma feiticeira, ela acaba descobrindo o homem com quem sonha, só que sofre um acidente, por causa dos remédios sabotados pelo marido, e entra em coma.  Acredito que ela não morreu.

No passado, século XV, ela se vê casada com o mesmo traste, a melhor amiga é a madrasta do sujeito e ela está, mais uma vez, sendo envenenada e sabotada no seu intento de engravidar.  Mas em uma tentativa de fuga, ela encontra o príncipe herdeiro, que vive tendo sonhos com uma mulher sem rosto que dança para ele, por isso o sujeito vive de bordel em bordel em busca da tal mulher dançarina, porque mulher decente não dança (*não entendo nada de história da Coreia, então, não sei*).  Nossa mocinha tinha como hobby praticar dança tradicional, mas o sujeito é capaz de transar com ela, uma mulher casada, mas, não, de peruntar se ela pode dançar para ele.  Enfim, muita água já rolou debaixo dessa ponte, mas o tal príncipe, ainda que tenha arrumado um divórcio para a protagonista, que somente  o monarca ou ele poderiam conceder, não pode nem tomá-la publicamente como concubina, porque ele foi obrigado a se casar para fortalecer sua posição.  Não consumou o casamento, a noiva tem cara de vilã e parece ter uma relação incestuosa com o irmão que parece fascinado pela mocinha, mas estamos nesse pé.

Casamentos são negócios entre famílias e mesmo um monarca não pode casar com quem bem entende, nem se livrar da consorte como lhe aprouver.  Como esse manhwa parece levar a História, essa com H maiúsculo mais à sério, tendo a acreditar nele.  Então, mesmo essa história do monarca, príncipe, nobre levando uma mulher qualquer para dentro de casa, ofendendo a esposa legítima e colocando os filhos bastardos na frente dos que nasceram dentro do casamento não deve ser coisa normal nem na Coreia ou no Japão.  E digo mais, a depender do poder do clã da esposa, ia dar ruim e esse papo de que a mulher é sempre culpada pode até aparecer em privado, mas, em público, é a honra da família que está em jogo e se ela tem força, não vai levar desaforo para casa, não.

É isso.  Eu estava precisando escrever.  Se não tivesse gravado um Shoujocast (*que acredito que será um fiasco, porque praticamente ninguém assistiu*), gravaria um vídeo.  E não saiam atrás dos dois manhwas que eu citei se não forem maiores de idade.  Beyond the Walls of the Duke's Mansion nem vale tanto o esforço, é tipo "é ruim, mas eu gosto", ainda que me agradasse mais ter a mocinha somente com o Evan (*nada contra trisais na ficção, mas não gosto do Leon*), já Bound by Fate muito mais ou menos e seria melhor se tivesse menos sexo, porque a história é instigante por si mesma e o sexo, às vezes só atrapalha.  Enfim, é isso.  Não coloquei links para scanlations, não, mas é fácil encontrar.

sábado, 6 de setembro de 2025

Algumas sugestões de mangás e manhwas eróticos no Dia do Sexo

Hoje, comemora-se o Dia do Sexo.  Normalmente, eu acabo esquecendo, mas cheguei a fazer um post em 2023, falando de material derivado de Orgulho & Preconceito.  Para quem não sabe a origem da data, cito uma matéria do site ND+: "O dia 6 de setembro ficou marcado no calendário popular como o Dia do Sexo. A escolha não foi aleatória: a data faz alusão à posição sexual ’69’, que inspirou uma campanha publicitária em 2008.  A ideia partiu da marca de preservativos Olla, que buscava dar visibilidade ao tema, combater tabus e incentivar o sexo seguro. Desde então, a data se consolidou e atrai cada vez mais discussões sobre prazer, saúde e consentimento.".  Muito bem, decidi fazer uma listinha de sugestões de mangás e manhwas eróticos  para mulheres nos quais o sexo se articule bem com a história, isto é, que não sejam somente um empilhar de situações sexuais que, não raro, atrapalham o andamento da narrativa.  Quem já leu algumas das minhas resenhas, sabe que eu sempre coloco isso em questão quando analiso uma série ou oneshot. Poderia incluir outras séries, mas há algumas que preciso fazer resenhas em separado mesmo, por exemplo, um dos meus mangás TL de noiva substituta terminou e preciso comentá-lo, e outras que não valem muito o esforço.  E eu não curto omegaverse e Dark Romance, então, nenhuma das séries cai nesses dois gêneros.   De resto, trata-se de um post  +18, se você é menor de idade, não é  para ir atrás desse material, não.

1. Hunks, Harems, and Hardcore Habits ou Trapped in a Ruined Reverse Harem Game (피폐 역하렘 게임에 갇혀버렸다), de Dowe e Yurangbam.  "Presa em um jogo onde ela é uma espiã encarregada de seduzir os homens do Império, nossa protagonista se encontra em um cenário distorcido de harém reverso, sem saída.  "Eu entrei no jogo ontem à noite? Mas não me lembro de ter entrado..."  O que começou como uma experiência imersiva de jogo para seu dia de folga rapidamente se transforma em um pesadelo quando ela percebe que está presa lá dentro. Agora, cercada por homens irresistivelmente bonitos e encontros intensos, ela quer desesperadamente escapar.  Mas há um problema: o jogo não planeja deixá-la sair tão cedo!"  Gosto bastante dessa série, inclusive estou lendo o livro que deu origem ao manhwa.  Não sabemos o nome da mocinha no mundo real, mas no jogo, ela é Haniel, uma santa (sacerdotisa), que começa sendo treinada pelo pervertido sumo pontífice para uma missão de espionagem no Império.

A mocinha tem várias possibilidades de progresso em um jogo que é hardcore e que tem finais muito ruins, caso ela não consiga cumprir as missões.  Ela pode morrer, ela pode terminar sendo torturada pelo sumo pontífice, mas ela deseja seguir a rota mais difícil, que é montar um harém com seis personagens que são capturáveis.  Sim, ela é gulosa.  Quando termina a primeira temporada do quadrinho, ela capturou duas personagens, Orias, o pontífice, e Ardal, o comandante da guarda.  No estágio em que eu estou no livro, ela capturou mais uma, Dion, outro cavaleiro, já no Império.  A protagonista está no jogo para transar, então, ela  não se importa muito com alguns apuros que passa.  Sua vida no mundo real era triste, tinha sido traída e abandonada pelo noivo (*que nunca lhe dera muito prazer na cama*), tinha um chefe carrasco e sua família parece não ter sido das melhores.  No jogo, por outro lado, ela é disputada e tem missões a cumprir, só não pode deslogar por causa do bug e fico imaginando se ela não vai morrer em nosso mundo e ficar definitivamente no jogo.  O manhwa tem menos texto (*claro*) e já inventou pelo menos uma cena de sexo que não está no livro e com Orias, o pontífice, personagem que eu desgosto profundamente e que é dono de todas as partes do manhwa que  me desagradaram.  O traço infelizmente é  instável e o/a artista tem aumentado os peitos de Haniel a ponto da coisa ficar feia.  De resto, o figurino é muito bom.

2. The Mating of Elves (엘프의 짝짓기), de Popuri""Não tenho interesse nos rituais imundos de acasalamento dos humanos."  Naos, um caçador elfo classe S que despreza humanos, é amaldiçoado por uma súcubo enquanto explorava uma masmorra sozinho, sendo vítima de uma maldição ligada ao que mais despreza, sexo.  A única que pode dissipar a maldição? Pania, uma curandeira elfa com uma habilidade que revela janelas de status [como dos games]!  E todas as missões, claro, envolvem algo de cunho sexual.  Só que Pania é apaixonada por Naos desde muito tempo e ambos, como irá se comprovar ao longo da jornada, são extremamente inexperientes."

Esta série tem muito sexo e situações constrangedoras, li a primeira temporada sem censura e preciso deixar registrado que nunca vi geitais desenhadas de forma tão bonita.  É sério. O traço é bonito e Pania é uma fofinha.  Eu só incluí a série nessa lista, porque há uma história de fundo que, imagino eu, vai se desenrolar na segunda temporada do manhwa.  Houve uma guerra entre humanos e elfos, ainda que se tenha chegado a um acordo, muitas mágoas ficaram.  Naos, por exemplo, odeia humanos.  Sua irmã foi violentada por um grupo deles e cometeu suicídio, ficando presa entre os mundos como uma alma penada.  Ela aparece para ele em um determinado momento da história. O  horror que ele tem ao sexo deriva disso, acredito.  Ele acaba se apaixonando por Pania, mas tem uma série de reservas, uma delas o fato de ela ser muito mais nova que ele, mesmo que a série explique muito bem que elfos chegam à idade adulta aos 30 anos e não mudam muito depois disso.  E Pania já em 99 anos.  Quando chegamos ao final da primeira temporada, descobrimos que existe um vilão (*que eu acredito que está metido na tragédia que aconteceu com a irmã de Naos*) e por causa dessa pessoa, a maldição não foi quebrada, mantendo nossos heróis em uma situação muito complicada e perigosa.  É uma série divertida e cheia de fuleiragem, também, claro.

3. A Hookup Gone Wrong in the Best Way (선 넘는 오빠 상사)de Heeso, TheLove e Dalnolae.  "Tudo o que tivemos foi uma aventura de uma noite — nada mais!"  Gaeul nunca imaginou que dormiria com o cara errado. Mas o verdadeiro choque? Sua aventura de uma noite acabou sendo ninguém menos que Seo Dohyeon — o chefe do seu irmão mais velho.  Incentivada por uma amiga a tentar uma aventura casual, ela se arrisca, sem imaginar que se tornaria um desastre total. Mas... foi realmente um erro? Dohyeon é bonito, bem-sucedido e inegavelmente habilidoso na cama. Ele é o pacote completo. E, para ser sincera, ela não odeia exatamente a maneira como ele continua confundindo os limites entre eles.  Justo quando seu coração começa a vacilar, Dohyeon descobre a verdade — sua verdadeira idade. E, de repente, ele se afasta."  Esta série aqui está  na reta final das scanlations e já terminou na Coreia do Sul.  É bem desenhada e é divertida, e temos uma história além de sexo.

Gaeul, a mocinha, tem 23 anos, mora com o irmão e cursa a faculdade.  Ela tenta sempre superar o irmão e vive para os estudos.  Por conta de sua melhor amiga, ela acaba se tornando mais atenta ao visual e decide que quer perder a virgindade, experimentar o sexo, mas não namorar, porque estudo e trabalho vêm em primeiro lugar.  Por conta disso, ela arruma um parceiro por uma noite usando um aplicativo.  Dohyeon está no mesmo bar e é confundido por ela com o sujeito com quem tinha marcado.  O acordo é que não haveria beijo e Gaeul vai embora no outro dia, deixando dinheiro para pagar o quarto.  O rapaz se sente ofendido e acaba descobrindo quem ela é.  Para se aproximar de Gaeul e confirmar que é a mesma moça com quem passou a noite, ela acaba usando (*e abusando*) do irmão dela, a quem torturava no trabalho.  Os dois terminam por se relacionar e combinam que sairão três vezes.  A intenção dele, que está sendo pressionado pelo avô para se casar, é que ela irá aceitar ser sua namorada, só que as coisas se complicam... E não estou falando da idade, aliás, não sei quase nada de Coreia e uma diferença de dez anos não me parece um horror como é para o mocinho.  Enfim, desde o início sabemos que eles irão ficar juntos, a questão é sempre o caminho a percorrer.  O mocinho guarda alguns segredos e o irmão de Gaeul vira bicho quando descobre o caso dos dois.

4. Aromatic Love (아로마틱LOVE), de BV (B.Mil Studio)"Bonita é uma farmacêutica que trabalha com ingredientes raros que exigem busca em locais perigosos. Ela contrata Sir Ivan como seu guarda-costas em uma curta missão de coleta de ingredientes na floresta, mas as coisas mudam de rumo no primeiro dia quando ele é contaminado por um dos ingredientes de Bonita, que por acaso é um afrodisíaco. Determinada a ajudar Ivan a sair de sua difícil situação, Bonita acaba tendo que aliviar a aflição do rapaz. A partir daí, coincidências levam a encontros sensuais entre eles. Será que isso vai durar apenas até o fim do contrato ou se tornará algo mais?"  Esse aqui é bem fofinho, apesar de ter umas cenas de sexo meio impactantes. O segundo capítulo pode sugerir que se trata de um material mais pesado do que é, inclusive. O traço é bonito e a protagonista não é somente Bonita no nome; Sir Ivan também é bem atraente e sua pose de tsundere não dura muito tempo.  

O mocinho parece ser um elfo, mas, na verdade, é um lobisomem, que não vira lobo, mas fica alterado na lua cheia.  Só que, mesmo um tanto transtornado, Ivan sempre é cuidadoso com Bonita; isso é bem legal nesse manhwa.  Em um dado momento, por causa de umas flores, Ivan conta para Bonita a lenda de um lobisomem e uma humana que se apaixonaram e foram separados.  Ela trancafiada em uma torre e ele esperando no campo o seu retorno, até morrer e se tornar a tal flor.  Me pergunto se eles são a reencarnação desses amantes. No fim do contrato, Bonita, que de boba não tem nada, arruma uma desculpa para esticar os serviços de Sir Ivan e levá-lo para casa, sob a desculpa de que a guerra (*e não sabemos muitos detalhes sobre isso*) tinha tornado sua vila perigosa.  Ele que é meio sonso, aceita ficar na casa dela.  E estamos nesse pé.  A série está em andamento no Japão e as scanlations estão atrasadas em relação ao que está saindo na Coreia do Sul.

5. Savage Witch (나쁜 마녀), de Red Grita, taetae e Foruri.   "Apesar de sua bela aparência, a bruxa Despaniel é famosa por seu temperamento ruim. Um dia, um humano gravemente ferido, Royen, é trazido à sua casa a cavalo. Desprezando os humanos, ela quer curar suas feridas e abandoná-lo, mas com a floresta de inverno fechada, ela não tem escolha a não ser viver com ele até a primavera chegar. Com o passar do tempo, Despaniel descobre que viver com Royen não é tão ruim assim... Mas quando a floresta de inverno finalmente se abrir, será que ela realmente conseguirá mandá-lo embora?"  Este aqui está completo e poderia ter se esticado mais, caso as autoras quisessem.  Há explicações sobre o mundo no qual se passa a história que poderiam ser dadas, por exemplo, humanos e bruxas pertencem a espécies diferentes ou o que levou à caça às bruxas ou ainda quem são o pai e a mãe de Despaniel?  Os destaques em Savage Witch, além da arte, que é muito boa, são as personagens mesmo.  

Gostei muito de ler esse quadrinho, porque a cinderela é o mocinho, inclusive, ele é virgem.  Os papéis de gênero são meio que invertidos nessa série.  Royen é o príncipe herdeiro rebaixado pela madrasta e pelo irmão de criação.  Ele desconfiava de todas as mulheres colocadas em seu caminho, acreditando que poderiam ter sido plantadas pela madrasta.  Inclusive, ele é ferido de morte por conta de uma armação do irmão.  O pai de Royen, o imperador, não vale nada, aliás, descartou a mãe dele por ser de uma nobreza inferior.  O amor acabou, por assim dizer.  E Despaniel entende, quando ela já está amando Royen, que eles não podem ficar juntos, porque isso seria algo desabonador para um imperador.  E antes de ir para a cama com Despaniel, ele ganha a bruxa pelo estômago.  Ele passa a cozinhar para ela, usando as memórias de ver os soldados cozinhando no acampamento.  Com o tempo, ele vai se tornando cada vez melhor.  A vilã do quadrinho é uma bruxa que tem inveja de Despaniel, principalmente por ela ser protegida por Nila, a feiticeira mais antiga e poderosa da floresta proibida.  Sendo mais fraca do que Despaniel, ela sacrifica a sua vida para matar a "rival".  Vitória na morte.  Quantos vilões fariam algo assim?  E o final da história é bem surpreendente, eu diria, corajoso até, mas havia mais história para contar.

6. Secret Mode (시크릿 모드), de Ohjeom e MT.  "Minji pode parecer uma garota comum, mas ela tem um segredo que ninguém sabe: ela vive uma vida dupla. De dia, ela é uma criatura desajeitada e introvertida, que seu  melhor amigo diz não parecer uma mulher, mas à noite, ela se transforma em Eunha, uma borboleta social deslumbrante. Sua vida secreta toma um rumo inesperado quando um homem misterioso conhecido como "Black" a aborda com uma oferta: "Se você quiser se tornar membro do nosso clube secreto, você deve passar por um teste." "Você deve dormir com dois homens que você já conhece." Determinada a entrar no clube exclusivo, Minji abandona sua personalidade tímida e assume sua identidade de Eunha, seduzindo a todos, desde uma amiga de infância até um sunbae da sua faculdade — até mesmo seu senhorio. Mas será que Minji — ou melhor, Eunha — conseguirá entrar, ou sua vida dupla cuidadosamente construída ruirá?".  Esse aqui é a série mais barra pesada dessa nossa listinha.  Muito bem desenhado, mas tem uma protagonista que gosta de sexo e acaba se tornando uma espécie  de predadora de homens.  Fosse algo mais realista, ela terminaria se metendo em uma grande fria, o que ainda pode acontecer, porque a série está em andamento, e ser até traficada.  Como é que você aceita tentar entrar em um clube secreto por receber uma proposta de um cara estranho?

Minji entra para o clube, como vocês já imaginam.  E ela tem uma cartela de homens que ela tenta levar para cama: o melhor amigo, um veterano na universidade, o dono do prédio onde mora (Ah, Sr. Kim...) e um otaku que pega o metrô com ela todos os dias.  Aliás, antes dessa aventura começar, ela fantasia com todos esses homens, menos o doce Sr. Kim.  Um desses homens é Black, que lhe faz a proposta de entrar para o tal clube.  Enfim, as aventuras de Minji tendem a se tornar mais perigosas e, no atual momento, o melhor amigo, que foi o gatilho para que ela iniciasse sua vida dupla, está lá lamentando por ela ter se afastado dele.  O sujeito botava defeitos nela, mas, no fundo, no fundo, gostava dela como era, ou gostava dele ao alcance da sua mão quando ele desejasse.  Vai saber?

7. Yoake wo Kou Kemonotachi (夜明けを乞うけものたち), de Tsutsumi Kakeru.  "Este é um mundo onde existem aqueles chamados de mutantes, vigiados pelo governo; eles são alvo de uma série de preconceitos e fetichizados. Ai Zetsuze é um mutante de classe 5, com bocas nas duas mãos.   Zetsuze se apaixonou por sua colega de trabalho humana, Kanzaki, o que para ele é um problema. Ele havia desistido da possibilidade de um romance com uma humana normal, mas quando estava no centro de inspeção para mutantes, viu Kanzaki, alguém que nunca imaginou que estaria lá.  Ele termina por convidá-la para sair com ele, mas ela o rejeita. Zetsuze se recusa a desistir, usa uma espécie de chantagem e ela acaba aceitando, mas quer que a coisa seja somente física. Quem ela realmente é, e por que ela insiste tanto em "absolutamente nenhum beijo"?"  Este é o único mangá dessa listinha, um TL de ficção científica, que já conta com quatro volumes.  Bem desenhado e com uma história que nos empurra a seguir em frente.  O primeiro mistério a ser resolvido, claro, é qual o poder de Kanzaki.

Os mutantes dessa série são como os X-Men.  Há os mais poderosos e os menos poderosos, há os que conseguem se misturar sem problemas com os humanos e aqueles que trazem no corpo as marcas da sua diferença.  São quase párias.  E temos os humanos que tentam controlá-los, explorá-los e, em alguns casos, excluí-los.  Agora, pense nas possibilidades de um mutante com três bocas em um mangá erótico. 🤗  Os mangás TL são aqueles que revelam toda a potencialidade dos dedos longos dos meninos de shoujo mangá, neste caso, ainda temos esse superpoder.  

Todas as séries têm scanlations em inglês, eu leio no site Bato.to, é só fazer a busca.  Algumas devem ter em português, também, mas não fui procurar.  

domingo, 6 de julho de 2025

Ranking da Oricon: Duas Últimas Semanas

Atrasei um post, então temos dois rankings esta semana.  Só explicando a forma como trabalho, eu posto o top 10 e os mangás femininos que estão entre 0 11º e o 30º lugar.  Os mangás femininos no top 10 estão negritados.  Esta semana, o mangá que está em quarto lugar, Akuyaku Reijou no Naka no Hito, teve anime recentemente anunciado.  Akatsuki no Yona está em sua segunda semana no top 10.  Isso empurra a série para cima.  De resto, foi uma boa semana, afinal, são dez títulos para o público feminino entre os mais vendidos.

Agora, na semana passada metade do top 10 era shoujo ou josei e o que mais me surpreendeu foi ver um sunjeong manhwa, Under the Oak Tree, entre os títulos.  Já apareceu manhwa para o público feminino entre o 21º e o 30º lugar, mas tão bem no ranking, nunca.  E passou o Anime Friends e Hotaru no Yomeiri não foi anunciado ainda, mas será, eu tenho certeza. Nagi no Oitoma estava no seu volume final e entrou no top 10.  E Oni no Hanayome continua presente nos dois últimos rankings, também terá anime em breve.

1. Kinou Nani Tabeta? #24
2. Medalist #13
3. Jibaku Shounen Hanako-kun #24
4. Akuyaku Reijou no Naka no Hito ~Danzai sareta Tenseisha no Tame Usotsuki Heroine ni Fukushuu Itashimasu~ #6 
5. Solo Leveling #21
6. Blue Lock #34
7. Akatsuki no Yona #46
8. Ookiku Furikabutte #38
9. Tensei Shitara Slime Datta Ken #29
10. Gaikotsu Kishi-sama Tadaima Isekai e Odekakechuu #XIV
14. Koi Suru Lip Tint #2
16. Shujinkou Nikki #11
18. Hotaru no Yomeiri #8
21. Oni no Hanayome #7
23. Utsukushii Kare #5
24. PUNKS△TRIANGLE stitch #1
25. Kaisha to Shiseikatsu: On to Off #4
29. Sayonara Miniskirt #4

1. Blue Lock #34
2. Tensei Shitara Slime Datta Ken #29
3. Uma Musume Cinderella Gray #20
4. Akatsuki no Yona #46
5. Hotaru no Yomeiri #8
6. Oni no Hanayome #7
7. Under the Oak Tree #3 
8. Nagi no Oitoma #12
9. Kakkou no Iinazuke #28
10. Mairimashita! Iruma-kun #43
13. Unmei no Hito ni Deau Hanashi #7
25. Datte Nozomarenai Tsugai desu kara #2