segunda-feira, 2 de maio de 2011

Comentando o Filme Thor



No sábado, assisti um dos filmes que eu mais estava esperando este ano, Thor. Além de confiar no tino do pessoal que está produzindo os filmes ligados aos Vingadores, o Kenneth Branagh seria o diretor, e, bem, eu adoro o Thor. A única coisa que me aborreceu um pouco no início, foi não terem escolhido o Alexander Skarsgård – o Eric de True Blood – para ser o Thor, afinal, ele tinha o porte, a titude, o talento e a beleza, e, ainda por cima, é sueco de verdade. Mas deixa para lá, o menino que interpretou o Thor, Chris Hemsworth, se saiu muito, muito bem. Melhor do que eu poderia imaginar. Sua atuação como Thor foi bem convincente, fugiu do caricato, e, sim, o cara é bem bonitão e teve fanservice. Mas voltemos ao filme...

Acho que nunca li uma HQ sequer do Thor – como não li do Homem de Ferro e do Capitão América – mas via os desenhos que passavam na TV nos anos 1980, aqueles que eram simplesmente uma seqüência de quadros das HQs originais. Adorava o Thor e o Príncipe Submarino (Namor) e, sim, alguns dos episódios mais dramáticos eram do asgardiano que, pelo menos lá nos seus primórdios, tinha como identidade secreta um médico que mancava de uma das pernas, Donald Blake. Obviamente, não esperava ver os quadrinhos da década de1960 nos filmes. Não é assim que as coisas funcionam, ainda mais com super-heróis americanos que vivem mudando de mão e sendo reinventados, mas não poderiam fugir muito das origens da personagem e a função do filme era essa, apresentar Thor para inseri-lo no filme dos Vingadores que estréia ano que vem.

O filme começa com a astrofísica Dr.ª Jane Foster (Naltalie Portman) investigando junto com a sua estagiária, Darcy Lewis (Kat Dennings), e seu antigo professor, Dr. Eric Selvig (Stellan Skarsgård – pai do citado vampiro Eric), uma anomalia cósmica visível a olho nu no meio do deserto do Novo México. Tudo parecia estar indo bem, quando a atividade no céu começa a ficar assustadora e um louraço cai do céu bem na frente do carro e é atropelado. Bang! Ele parece muito confuso e diz se chamar Thor, o grupo acaba por levá-lo para o hospital. Daí, cortamos a cena e voltamos para Asgard. O filme apresenta os deuses nórdicos como “alienígenas” e fala da sua batalha, liderados por Odin (Anthony Hopkins), contra os gigantes de gelo para salvar a Terra. Odin tem dois filhos Thor e Loki (Tom Hiddleston), ambos muito amados, mas somente um deles poderá ser rei.

O tempo passa e Thor é o escolhido, mas ele é arrogante, narcisista e violento. Por conta disso, ele é facilmente enredado por Loki que o induz a se vingar de uma ofensa feita pelos gigantes de gelo, mesmo contra a vontade de Odin. Junto com outros quatro deuses, Volstagg (Ray Stevenson), Hogun (Tadanobu Asano), Fandral (Josh Dallas) e Sif (Jaimie Alexander), os irmãos vão até o Jotunheim, o mundo dos gigantes, dispostos a colocá-los no seu lugar. Muito bem, a coisa não funciona muito bem e Odin precisa salvá-los. Como castigo, Thor é exilado sem poderes, ou, pelo menos, sem seu poderoso martelo, na Terra. Entre os humanos, ele precisará aprender a ser humilde e digno. O martelo também segue para a Terra e crava-se em uma pedra, no melhor estilo Excalibur, mas não poderá ser movido por qualquer um. Voltamos á queda de Thor no início do filme.

A S.H.I.E.L.D. – agência de espionagem que monitora várias coisas, inclusive a vida dos heróis – localiza o martelo (*cena que vimos no filme do Homem de Ferro 2*) e confisca todos os dados e equipamentos da Dr.ª Foster. Thor, absolutamente confuso, tenta recuperar seu martelo com a ajuda da Dr.ª Foster, mas tudo dá errado. Enquanto isso, em Asgard, Odin tem um colapso depois de uma discussão com Loki, e o filho, que se sente enjeitado, coloca em andamento sua agenda secreta que tem como um dos objetivos eliminar de uma vez por todas o seu grande competidor pelo coração do pai, Thor, nem que para isso tenha que destruir toda a Terra e toda a raça humana.

Thor é um filme muito empolgante, com algum humor e momentos de drama e um leve, muito leve, romance. Correu um pouco em alguns momentos, é verdade, pois apresentar um personagem nem sempre é fácil, ainda mais tendo que trafegar por dois mundos. A trama familiar asgardiana, mesmo simplificada para caber em um filme de mais ou menos duas horas e uma classificação indicativa para “toda a família”, conseguiu ser densa e dramática. Loki, muito bem interpretado, aliás, é dúbio em seus sentimentos, não sendo o típico vilão. Ele ama o pai, tem profunda inveja do irmão, sofre ao descobrir-se “adotivo”, e, bem, ainda que tenha muita sede de poder, não quer destruir Asgard. O elenco de apoio em Asgard, os deuses, e fiquei muito feliz em ver uma guerreira entre eles, conseguem ajudar a compor o clima, além de renderem uma cena engraçadíssima quando estão na Terra e os agentes da S.H.I.E.L.D. os comparam à Xena, Jackie Chan e Robin Hood... ^_^ Aliás, as piadinhas foram boas, a começar com Darcy falando que “não queria morrer por seis créditos” e tentando pronunciar o nome do martelo de Thor, até a já tradicional participação especial de Stan Lee. Voltando à Asgard, Anthony Hopkins dá um show como Odin exalando força, sabedoria, nobreza e dignidade. Pena que Renée Russo, que faz Frigga, a mãe de Thor, tenha participado tão pouco. Não há muito que dizer dela, só que estava “muito bonita”.

Voltando à Terra, eu gostei da atuação de todo mundo. Natalie Portman estava bem como Jane Foster. Ninguém espere uma interpretação como em Cisne Negro, afinal, ela não está no filme para isso. Aliás, ela poderia ser somente a insossa amada do Thor, mas deu consistência para a Dr.ª Foster, que só de ser “promovida” à astrofísica já conseguiu subir vários degraus em relação à ocupação subalterna e fetichista da personagem original, que era enfermeira (*nada contra a profissão, que é digna e fundamental, mas ao uso que fazem dela na ficção*). Darcy é uma gracinha, suas caras e bocas e piadas foram fundamentais. Stellan Skarsgård estava bem no papel e ele tem créditos de sobra comigo, por motivos já citados. ^_^ Interessante é que ele vai estar no filme dos Vingadores. Eu espero que dêem uma pontinha para a Natalie Portman, também. Afinal, Thor disse que voltaria para reencontrá-la.

Acho que o ponto fraco do filme é a luta final de Thor contra o golem – o Destruidor – enviado por Loki. Eu não li as HQs, mas meu marido me explicou que o golem era indestrutível. No filme, parecia mais uma versão elaborada das sentinelas dos X-Men. Thor – que voa no filme igualzinho no desenho paradão da TV, coisa que ficou legal à beça – acabou muito fácil com o monstro. Muito mesmo. Uma luta mais longa, depois que Thor consegue o martelo, só engrandeceria o filme. O problema é que, como a história se passava entre dois mundos, ainda teríamos a luta final, a “de verdade”, que não poderia ser na Terra. Foi o único momento em que o roteiro falhou um pouco, talvez até por uma boa causa.

Durante a produção do filme, houve muita polêmica pelo fato de Heimdall, o guardião da ponte do arco-íris, a passagem entre os mundos, ser interpretado por um ator negro, Idris Elba. Curiosamente, um dos deuses nórdicos ser um japonês não rendeu tanta reclamação... Idris Elba dá um tom tão impressionante e convincente ao guardião, que eu duvido que alguém possa reclamar dele. Como derivado de um quadrinho, fidelidade (*um elenco todo louro*) não é algo que se possa exigir, e não vejo motivo para tanta chiadeira. Ademais, o nome disso eu não tenho problema em dizer, é racismo.

Visualmente, eu adorei as cenas de vôo de Thor e a luta dele com aquele monstro no mundo dos gigantes. Aquela foi a cena de ação mais empolgante do filme inteiro para mim. Asgard, o visual geral dos deuses, tudo ficou bem legal mesmo. Não vou ficar falando que vi Shakespeare em Thor, porque briga de irmãos e disputa pelo coração do pai, podemos encontrar em várias fontes antes do bardo, a começar pelo mito de Caim e Abel, na Bíblia. De qualquer forma, é muito bom ter um diretor de verdade guiando o espetáculo, e Kenneth Branagh é um diretor de primeiríssima linha. Algumas das minhas cenas favoritas do cinema estão no seu Henrique V – ainda que não seja um dos meus filmes favoritos – e o Frankenstein dele é muito bom, também. Nunca duvidei que ele nos ofereceria um grande espetáculo. Até agora, aliás, os filmes de herói da Marvel deram muito certo. Vamos esperar o Capitão América, pois desse, sim, eu tenho um pouco de medo.

Para terminar, o aviso “Espere os créditos acabarem, pois há uma cena extra”. Eu mal posso esperar pelo filme dos Vingadores! E é bom saber que Loki voltará nesse filme. Um amigo me disse que ele é um dos responsáveis por unir os Vingadores e o ator que fez o Loki está muito, muito bem. Termino reforçando o elogio ao Chris Hemsworth, que interpretou o Thor. Ele me fez deixar de lamentar tão intensamente o fato de não terem escolhido o Alexander Skarsgård. Também achei muito legal, e não vou deixar de escrever isso, que ofereceram algum fanservice para nós, mulheres (*e quem mais se interessa por homens bonitos*), além de um beijo que, sim, foi muito empolgante (*ou talvez eu estivesse muito suscetível naquela tarde*). E a iniciativa foi da Jane Foster. Aliás, só repetindo: uma pontinha da Natalie Portman no filme dos Vingadores iria muito bem. E, surpreendentemente, o filme contempla toda a Bechdel Rule, porque temos quatro personagens femininas com nome, elas conversam entre si, e não somente sobre o herói ou outro homem. Quem poderia esperar por isso em um filme desses? Fecho, no entanto, escrevendo que, mesmo sem saber muito bem o motivo, eu ainda prefiro O Homem de Ferro 1. Dou quase nota dez para Thor, mas Homem de Ferro me pareceu um filme bem mais redondinho e impressionante. E vocês, qual dos filmes foi o seu favorito?

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12 pessoas comentaram:

Esse é um filme que está me deixando bastante curiosa. Vejo opiniões bem distintas quanto a ele, e estou curiosa pra ver o qual vai ser minha impressão final disso tudo.

Só tem uma coisa que pode parecer bobo, mas eu gostaria que não tivesse mudado... o papel da namorada do Thor, a enfermeira Jane. Sim, concordo que tinha um cunho fetichista. Mas por isso mesmo, eu gostaria muito que tivessem mantido a profissão da moça e então tratado com respeito e realismo pra variar, ao invés de darem outra profissão a ela como se ser enfermeira fosse "feio", ou algo que a diminuísse como mulher.

Me passou a impressão que na dúvida, pra não cair em polêmicas, para Hollywood é melhor não mostrar enfermeira nenhuma porque a profissão simplesmente não pode ser mostrada com respeito na mídia sem que caia no fetiche. E no fim, é isso que cria estereótipos... jamais mostrar, ou mostrar sempre em contextos "viciados". Confesso que isso me incomoda (e pessoalmente, é um desrespeito às verdadeiras enfermeiras.)

Sou a favor de atualizações de contexto e que deixassem a personalidade de Jane mais pró-ativa sim. Pena que o diretor -- de quem sou fã, aliás -- não quis ou não lhe foi permitido que mantivesse a profissão clássica da personagem.

(Diga-se de passagem, soube que na própria Marvel tempos depois Jane tornou-se médica -- é quase como se quisessem ser bonzinhos e "melhorar a situação dela, já que ser enfermeira não era bom o bastante...". Pobres enfermeiras! Todos preferem mudar as profissões das personagens ao invés de mostrarem a classe com o devido respeito!)

Isso tudo também afeta outro corte -- a identidade que o Thor assume enquanto mortal, a de um manco que para se transformar, bate a bengala no chão para transformar-se. Isso tem vários simbolismos interessantes, e é uma pena que tenham cortado. Acredito que fizeram isso para economizar tempo e narrativa, e sem essa parte do plot, o envolvimento com uma enfermeira seria desnecessário. Mas é uma pena, porque é um dos lados do personagem que são mais interessantes a meu ver.

Bem, eu não lamento a mudança. Deixei bem claro dentro do texto. Mas, pelo que pesquisei sobre a personagem, ela não é mais enfermeira há tempos... E nem é mais importante nos quadrinhos de Thor... casou com outro e tudo mais. Não acho que os caras (*homens ou mulheres que escrevem ou precisam escrever como homens*) que dão as cartas nesse meio saibam representar enfermeiras fora do subalterna/fetiche (*ou secretária... a função é muito parecida*). E ter mais uma mocinha insossa não me faz falta MESMO. Thor ofereceu um pouco mais.

Já a identidade secreta, Thor chega a ser Don Blake em um momento do filme... mas é algo que está longe do contexto original. E, bem, nos quadrinhos ele não é mais Don Blake, também, ao que parece.

Eu entendi sua posição, ficou bastante clara. Peço desculpas se não me expressei bem, eu é que queria comentar o outro lado da moeda...

Realmente fizeram Jane deixar de ser enfermeira, nas HQs, há tempos. É que isso a meu ver é um reforço do estereótipo... é um falso agrado, porque continua associando enfermeira a fetiche/vergonha. Pois no momento em que ela TEM QUE DEIXAR DE SER ENFERMEIRA, é como se ela tivesse sido "promovida", "largou aquela vida indigna" -- quando não há nada de indigno em ser enfermeira. O certo seria mostrar a profissão sem fetiches e de forma respeitosa.

(Os profissionais do ramo de roteiro de HQ / cinema pipoca é que, aparentemente, não conseguem isso.)

Por isso que eu falei que PREFERIRIA, se fosse possível, que mantivessem a profissão e a tratassem com respeito, e mudassem a personalidade da moça, de insossa pra uma moça pró-ativa (afinal, não é porque é enfermeira que tem que ser servil e tola). Acharia muito legal haver uma enfermeira tratada de forma sem fetiches e realista. Se nenhum rapaz do ramo não consegue lidar com o tema (tenho minhas dúvidas, acho que conta também a imposição dos produtores), garanto que alguma roteirista do sexo feminino poderia lidar com ele, tanto nas HQs quanto nos roteiros para cinema.

O que me incomoda é a incapacidade de Hollywood / quadrinhos lidar com o tema. Eles assumem que não conseguem, então não se esforçam pra tentar -- deixam de lado.

Eu lamento pelas enfermeiras que vão continuar sinônimo de fetiche porque ninguém se dispõe a mostrar a classe de forma respeitosa na mídia uma vez que seja.

Claro que no frigir dos ovos, porém, prefiro ver uma personagem com a profissão mudada que uma enfermeira fetichizada. Mas existem questões mais complicadas envolvidas, e o duro é conferir que a solução que se busca é sempre paliativa.

Petra, suas colocações são perfeitas. Não pense que eu estou discordando de você, porque entendo bem o seu ponto de vista.

Você tem razão mesmo. A coisa toda é de lamentar. No entanto, acredito, também, que o rol de profissões (*enfermeira, professora, secretária, modelo, etc.*) e ocupações (*da mocinha em relação ao herói: namoradinha, mãe, noiva, eventualmente esposa, etc.*) representavam as limitações tanto de uma época, na qual as profissões à disposição das mulheres eram mais limitadas, como de uma visão se mundo, onde as mulheres eram sempre subalternas e/ou definidas em função dos homens de sua vida.

E veja só, se podemos dizer que a primeira parte do problema foi muito mudada - pelo menos na média dos países ocidentais e orientais - a segunda parte, a da representação das mulheres pelas diversas mídias, continua um problema. E dos grandes!

Infelizmente eu ainda não vi. E ainda tem "A garota da capa vermelha"... Vou ter que decidir por um deles ou se o milagre acontecer, vejo os dois.

PS: Sou muito mais esse Thor que o Eric :p

Não me incomodo com um Heimdall negro a partir do momento que no filme, adotaram uma abordagem "eram os deuses astronautas" para Asgard e os Vikings – se partissem para o lado de divindades mesmo (como nos quadrinhos), acharia que foram longe demais, mas já que não são mais "deuses vikings"...

Acho que o que mais me incomodou no Idris Elba como Heimdall é um erro de background: Heimdall e Sif são irmãos e isso é importante (nas fases pós-simonson isso é melhor desenvolvido). Ou pusessem uma Sif negra ao lado do Elba, ou um Heimdall branco ao lado de Jamie Alexander. É falta de coerência mesmo.

O Donald Blake, identidade secreta do Thor nas HQs muito antigas, era médico. Por isso é que ele se interessa por uma enfermeira, afinal, é alguém com quem ele convive diariamente e conhece bem. E não sei até que ponto a profissão de enfermeira era tratada como fetiche nos quadrinhos da editora, já que a Marvel chegou a ter outras revistas (Night Nurse, Student Nurse) em que a enfermeira era protagonista, não coadjuvante.

Quanto ao Heimdall negro, acho que foi uma jogada genial. Os gigantes do gelo, vilões, têm pele escura, os deuses de Asgard, heróis, a maioria tem pele clara. Se teve gente acusando Senhor Dos Anéis de racismo, porque os orcs eram escuros e os elfos e hobbits claros, talvez eles tenham pensado nisso, não faltaria algum desocupado pra acusar o filme de racismo. Talvez nem tenha sido proposital, mas colocando um negro em destaque, viraram o jogo, e as críticas à presença de um negro entre os deuses nórdicos é que acabaram soando racistas, e aqueles que criticaram fizeram publicidade grátis pro filme...

Bem, Koppe, no meu último comentário, eu comenteisobre a função dessas profissões...

ruacitanão posso da nenhuma opinão ,já que não assisti o filme,espero que seja melhor que o segundo filmo do homen de ferro,porem já notaram que a marvel é bem nordica,em quanto a dc comics é mais grega com a mulher maravilha...^^

Na boa, Alexandre, cor depele ou cabelo NUNCA foi problema para persoangens serem irmãs em quadrinhos. E Thor é isso, um quadrinho. Ou seja, quem implica com isso, a meu ver, tem problemas. Nunca vi ninguém reclamando de gente com pele azul sr irmã de outra com cor de pela "normal", por exemplo.

A minha opinião sobre o filme é, curiosamente, igual à da Heidi McDonald:
http://www.comicsbeat.com/2011/05/06/review-the-world-of-thorcraft/

Como ela, eu odiei o roteiro (que é parcialmente escrito pela Besta Fera) mas gostei das atuações (ainda que tanto Hopkins quanto Portman tivessem personagens muito mal definidos e sua atuação sofresse por isso), da direção e dos efeitos especiais. Também achei o 3D dispensável, mas aí o erro foi meu por não ter procurado uma sala em 2D.

(Palavra de verificação: tuarai. Parece o nome de uma tribo amazônica!)

Fui ver "Thor" já no apagar das luzes - quase que não encontro legendado - então já fui com spoilers e críticas na cabeça. E, apesar de eu preferir o Homem de Ferro, até que achei o filme bem legal. =]

O Chris Hemsworth ficou bem como Thor, embora eu continue resmungando que o Alexander Skarsgård seria a melhor escolha. E adorei o fanservice! hahahaha

Ainda que o Thor tenha ficado legal, eu gostei mesmo foi do Loki. Genial e movido por amor e inveja, ele protagonizou as melhores cenas do filme (pra mim, claro). O Tom Hiddleston é muito, muito bom. As lágrimas na discussão com Odin pareceram tão verdadeiras que me comoveram.

Eu não gostei da luta contra o Destruidor. Os efeitos na cena eram fantásticos, não vou negar. O chato é que os guerreiros de Asgard pareceram fracotes quando o Thor resolveu tudo ligeirinho. Poderia ter sido uma mais luta mais suada, teria mais emoção.

O Stellan Skarsgård estava ótimo, e acho que vou gostar muito de sua participação no filme dos Vingadores. A cena final me deixou eufórica! =D

Falando nos Vingadores, uma coisa que estou gostando é descobrir referências contidas nos filmes, interligando-os. Adorei o comentário dos agentes da SHIELD quando o Destruidor aparece:
- "É mais um dos Stark?" / - "Sei lá, o cara nunca nos conta nada." (ou coisa assim)

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