quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Mangá da Estrela do Sena ganha reedição no Japão



Consta que no auge do sucesso da Rosa de Versalhes, em 1974, Riyoko Ikeda foi assediada para ceder os direitos do seu mangá para uma animação para a TV. Ela negou, como todos sabem, e o anime de Lady Oscar só saiu em 1978/79.  Na impossibilidade de animar o grande sucesso, a Sunrise e a Fuji TV criaram uma série inspirada no material histórico da Rosa de Versalhes, mas com características muito menos realísticas e muito mais aventura capa e espada.  O nome da série é La Seine no Hoshi (ラ・セーヌの星), com uma heroína mascarada, usando um collant (body), que lutava pela justiça.  Mais tarde, e isso é um spoiler, a mocinha descobre que é irmã bastarda da Rainha Maria Antonieta.  Em alguns países do Ocidente, a série fez muito sucesso e foi rebatizada de Tulipano Nero (Tulipa Negra), nome do sujeito que também agia em prol dos fracos e oprimidos às vésperas da Revolução Francesa, ou seja, é anime de aventura e ação, logo, o herói tem que ser um homem.


Apesar dos nomes estrelados – quer dizer, em um futuro próximo seriam – envolvidos na produção, como Yoshiyuki Tomino, Akio Sugino, Shunsuke Kikuchi, etc., o anime é muito, muito ruim.  Vi alguns episódios em italiano e a santa chatice de Riyoko Ikeda dessa vez foi visionária.  A animação é pobre, também, e o character design do Sugino – que assumiu a direção de arte da segunda parte do anime da Rosa e quase escangalhou com a arte magnífica de Miki Himeno e Shingo Araki – não consegue impactar em nenhum momento. E, deixo claro, que o estilo de Akio Sugino funciona muito bem em séries que estão entre minhas favoritas de todos os tempos, como Ace Wo Nerae (エースをねらえ!).


Mas eis que o Comic Natalie noticia que uma versão mangá da série, que pelo que entendi nunca tinha sido completada, ganhou uma nova edição, com o fechamento do que tinha ficado pendente.  O mangá, que é de 1975, tem arte de Morimura Asuka e roteiro de Kaneko Mitsuru.  O volume #1 saiu agora, em outubro, o #2, sai em janeiro de 2014.  Achei a arte bonita, tenho um fraco por shoujo setentista mesmo, mas olhem para essa Maria Antonieta e me digam se não é plágio descarado da de Riyoko Ikeda?


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5 pessoas comentaram:

E essa Maria Antonieta hein? A Riyoko Ikeda não processou por plágio a editora do mangá não? kkk

A proposta do anime parece ser interessante, mas ter que botar um mocinho por que bem, é mangá de ação é fogo viu? De qualquer forma a mocinha é um charme.

Ps: Seja bem-vinda de volta Valéria!

Eu andei dando uma pesquisada. Parece que o anime melhora a partir do episódio 27 – houve uma troca generalizada de equipe (o que nunca é bom sinal) e puseram o Yoshiyuki Tomino (de Gundam) pra assumir aí. Parece que a série era para ter 26 episódios mesmo e foi estendida – a rigor ela tem dois arcos dramáticos nessa fase e a do Tomino é considerada um terceiro arco extra, mas essa última fase só foi lançada em DVD ano passado. Aqui tem alguma coisa sobre o assunto.
http://animeanime.jp/article/2012/07/18/10836.html

Eu vi episódios soltos e, bem, não percebi nenhuma melhora vendo um episódio mais avançado, não.

Bom, eu não vi – tanto que disse parece. Fico curioso por causa da entrada do Tomino, mas nesse caso, em projeto já em andamento, fico em dúvida se ele teria liberdade para meter o dedo dele.

Assisti ao primeiro episódio legendado em inglês no youtube. Realmente a série é muito 'parecida' com A Rosa de Versailles. Lendo sobre esse anime acabei descobrindo outro Paris no Isabelle, onde a mocinha também se veste de homem. Os japoneses adoram a história francesa não?
Muita sacanagem o que fizeram com o título do anime, me lembrou até a Rapunzel da Disney...
A heroína capa e espada me lembrou a Juliet de Romeo x Juliet que se vestia de garoto e se disfarçava de Red Whirlwind para lutar pelos fracos e oprimidos.
Bem que poderiam fazer um novo anime dessa temática, só que não se passasse em Paris, poderiam escolher outro lugar.
Abraços

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