quarta-feira, 10 de junho de 2026

Shoujocast no Ar! Marjane Satrapi: Uma autora corajosa e que partiu cedo demais


No dia 4 de junho, foi comunicado que Marjane Satrapi, conhecida mundialmente pelo quadrinho autobiográfico Persepolis, tinha morrido de tristeza.  Ela nunca se recuperara da morte do marido, Mattias Ripa, um ano antes.  Eles permaneceram casados por quase trinta anos.  Morrer de tristeza é possível. Como meu marido é depressivo e tem um quadro severo, eu me senti particularmente tocada.  

Esse Shoujocast foi ravado um pouco na força do ódio, porque vi tantas críticas de gente "de esquerda" a Satrapi, acusações de quem não deve ter lido nenhum de seus quadrinhos ou assistido aos seus filmes, acusando-a de ser partidária da monarquia, dos Estados Unidos, de Israel.  Reclamando que ela não se pronunciou sobre a guerra contra o Irã, o bombardeio à escola de meninas em Minab, o genocídio em Gaza.  


Gente, meu marido passou mais de 4 anos quase sem colocar os pés fora de casa.  Eu não sei do que o marido de Satrapi morreu,  mas se foi uma doença longa, e se ela o amava tanto, talvez ela só tenha ficado focada nele por boa parte do seu tempo.  Quanto à guerra contra o Irã, ela começou em fevereiro; Satrapi morreu em junho, muito provavelmente, ela estava já muito debilitada. 

Outra coisa, as  mulheres do Irã SEMPRE lutaram por seus direitos (inclusive pelo direito de poderem usar o véu, quando foi proibido).  Antes da Revolução, durante a Revolução (a favor e contra ela) e depois da vitória dos aiatolás.  Se as feministas iranianas não estão nas ruas agora, é porque é mais importante se unir por um país que está sob ataque ou pelo menos esperar melhores oportunidades.   Mas me desculpem esticar essa coisa toda, mas depois que eu gravei o programa, li muita bobagem ainda, coisa de gente insensível, inculta e/ou maliciosa.  Mas o programa ainda vale, mesmo que eu tenha falado mais do que deveria.


Enfim, volto ao Shoujocast esta semana.  Como acredito ser importante, estou trazendo os links do programa para cá, também.
Resenhas:
Para ler Satrapi: 

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