Criado em novembro de 2013, o Fundo Cool Japan deve ser extinto, porque não há previsão orçamentária para 2027. O programa, cujo objetivo era promover a cultura pop japonesa e, consequentemente, o país, é bancado com verbas públicas e da iniciativa privada. A definição oficial do Cool Japan é a seguinte: “Um fundo público-privado com o objetivo de contribuir para o crescimento sustentável da economia japonesa através da expansão da demanda e oferta no exterior de produtos e serviços atraentes e exclusivos do estilo de vida e cultura japoneses.”.
Parecia promissor, mas o programa é deficitário e sua gestão nunca foi das melhores. Não lembro em qual post está, mas lembro de ter lido e comentado que os projetos patrocinados normalmente ligados aos interesses dos velhos que mandam no Japão, inclusive, no caso do mangá, projetos ligados à mangá-kas shounen que eram grandes estrelas quando esses sujeitos eram jovens. Aliás, um dos grandes problemas para os mangás HOJE, e traduzi um artigo sobre isso, é a falta de investimento público na preservação dos originais.
De qualquer forma, o Japão pegou esse trem do soft power atrasado; a Coreia do Sul é o modelo, mas quem estava à frente do projeto não parecia saber muito bem o que fazer. Agora, a China também está se saindo melhor que o Japão em algumas áreas. Fora que uma das questões que o soft power tenta estimular é o turismo e os discursos que circulam com mais força no Japão são aqueles que estigmatizam os turistas como um problema. Sim, overtourism é uma questão do nosso tempo, mas cabe ao Estado planejar e regular o setor e, não, tentar transformar turistas em ameaça.














































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