sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Comentando (de novo) Lado a Lado: A Passagem do Tempo e seus problemas


Desde que deu seu salto no tempo, queria escrever alguma coisa sobre Lado a Lado. A novela está chegando na metade e duas semanas atrás, aconteceu uma grande reviravolta, marcada pela Revolta da Chibata, que neste último 22 de novembro completou 102 anos. Talvez tenha sido o melhor dessa segunda fase até agora, com um grande investimento na reconstituição do navio e cenas carregadas de emoção. Meu marido, que não assiste a novela, ficou admirado, ainda que pontuasse que na hora que os canhões atiraram, os efeitos foram pífios. Enfim, como já escrevi antes, meus sentimentos em relação à trama são dúbios e, agora, mais desgosto do que gosto da novela. Mas vamos lá...

Para começar, escalaram mal o filhinho de Isabel. A criança que deveria ter seus seis para sete anos é interpretada por uma criança de 10 anos. O menino é bom, consegue convencer na atuação, mas não como um garotinho de seis anos. Se ainda pontuassem que ele é muito grande para a idade – e eu fui uma criança que com seis passava fácil por nove anos – mas nem isso. Quem foi que escalou tão mal o menino? Já a filhinha de Edgar, consegue convencer que tem seus sete anos. Além de muito fofinha. Outro problema do salto no tempo é que seis anos, para as mulheres solteiras, representaria a necessidade do casamento. Alice (Juliane Araújo), a prima de Laura, está condicionada pela atitude possessiva da mãe e condenada a ser uma solteirona, mas e a artificial e chatinha da Sandra (Priscila Sol)? Ela e a mãe não apareceram na história depois do salto, estão longe porque a mãe, Teresa (Susana Ribeiro), está passando por uma gravidez de risco. Corre pela internet que, na verdade, o filho é de Sandra. Olha, se assim for, e isso não era algo improvável na época, é colocar muita “juventude transviada” na mesma novela. Pensem comigo: Laura, a divorciada; Isabel, que se “perdeu”; Albertinho, nem se fala; e, agora, Sandra, mãe solteira? Vou acabar concordando com a avó da moça... Falando em Albertinho, lembrei de automóveis. É tanto carro nessa novela de época que não sei... Será que havia tantos no Rio de Janeiro? Duvido. E mais importante ainda, alguns me parecem muito modernos para 1910. Não sou especialista, mas andei procurando imagens de carros europeus e americanos da época e acho que tem muita coisa fora do lugar ali.


Outro dos problemas desse salto no tempo, é que as pessoas, especialmente as mulheres, parecem mais jovens do que em 1904. Sério. Pode pegar a Patrícia Pillar como parâmetro, ela era linda e está mais ainda agora, podem dizer que é a felicidade de voltar a ter influência política, enfim... Só que Maria Padilha, Isabela Garcia, Bia Seidl, ou mesmo Deborah Duarte e Zezeh Barbosa, também parecem ter passado pelo programa “10 Anos Mais Jovem”. Além do rejuvenescimento, parece que as roupas – muito bonitas, aliás – se tornaram uma releitura livre do que se usava na época, ou, talvez, um reaproveitamento do figurino de Cordel Encantado. Dia desses Alice, estava usando uma blusa sem mangas para andar na rua do Ouvidor. Sério, uma moça de família não sairia daquele jeito. A blusinha, muito leve, parecia roupa de baixo. Será que chutaram a realidade de vez? Quando o quesito é vestuário feminino, parece que “sim” é a resposta.  E os cabelos desandaram.  Esther, a possível futura noiva de Albertinho, se veste como em Cordel Encantado e usa cabelos modernosos que nada tem a ver com 1910.

Vejam bem, Isabel nunca esteve tão bonita. Camila Pitanga está belíssima em seu novo figurino rica, famosa e desencanada. O problema é que ele é muito fora do lugar e exporia a moça à execração pública, talvez à prisão por atentado ao pudor. Será que faltou bom senso? Ontem mesmo, ela estava cozinhando para Zé Maria – foi a tentativa de reconciliação dos dois – e com um vestido sem mangas e costas nuas, com um mísero avental por cima. Fiquei me questionando se ela não tinha uma roupa menos fashion-arrojada para usar na ocasião... Quando falaram da repaginação (*foi o termo usado*) da personagem ressaltaram a inspiração no artista Mucha (*vídeo abaixo*). Será que as pessoas que estão pensando a novela não tiveram acesso á fotos de época? Será que as mulheres modernas vestiam-se a la Mucha? "Não" é a resposta.  De forma alguma, ainda mais no Brasil.



Falando logo do triângulo Isabel-Albertinho-Zé Maria, preocupa-me a rejeição à personagem de Lázaro Ramos. Sob a desculpa de que “não há química” entre ele e Camila Pitanga, coisa que não concordo, parte do público pede que os dois não fiquem juntos.  No entanto, a forma como os autores conduzem as duas personagens é péssima e comentei sobre isso no primeiro texto sobre a novela.  Eles mal ficam juntos em cena, como fazer a audiência ter empatia por eles? Daí, vem a tal história de que é preciso resgatar Albertinho, há muita gente torcendo para que Isabel volte para ele. Olha, Albertinho não mostrou melhora de caráter alguma desde o início da trama. Eu esperava que o salto do tempo trouxesse um homem mais maduro, oficial do exército. Qual nada! O sujeito parece mais moleque e, agora, mais dominado pela mãe do que nunca. Não sei se perdi o capítulo, algo possível, mas ele foi expulso da academia? Porque como ele está desempregado? Enfim, é muito incoerente. 

O que fica para mim é que o racismo é tão entranhado e inconsciente que – da mesma forma que torcem contra Morena – torcem contra Zé Maria. Será que se Albertinho não fosse jovem, bonito e branco haveria essa torcida pela redenção com Isabel? Porque se redimir ele pode, inclusive morrer no processo, mas se os autores deixarem Isabel com ele, é o caráter da personagem de Camila Pitanga que estará em cheque. Para Isabel existem a meu ver dois caminhos coerentes, ficar com Zé Maria, e aí em que situação cabe aos autores decidir, ou terminar sozinha, altiva e seguindo com sua carreira, pois nem Zé Maria se mostrou digno dela. Duas opções. Albertinho não é uma delas. E torcer para que os dois fiquem juntos como uma forma de se vingar de Constância é esquecer todo o mal que o moço fez para Isabel, e não estou falando de tirar-lhe a virgindade, mas da falta de coragem mesmo.


E chegamos em Laura. {respira fundo} Olha, Laura e Edgar faziam um belo casal, o melhor da trama.  Se os autores queriam discutir o drama de ser divorciada (*e, sim, era possível se separar em 1904, vejam aqui e aqui*), que arrumassem um motivo forte para que Laura se separasse de Edgar. Não foi o caso. A mensagem que ficou é que Laura é infantil, pois não valoriza a família e o casamento; ciumenta, porque não é capaz de confiar no marido que deu mostras de amor e caráter; burrinha, porque caiu fácil na trama de Catarina; e fora de seu tempo, no pior sentido possível. Laura poderia ficar com raiva de Edgar, expulsá-lo de sua cama e quarto, mas se separar porque o encontrou na casa de Catarina? Não na cama da cantora, ou sem roupas, mas desmaiado em um sofá, é excessivo. O estigma do divórcio era grande demais, colocava o ex-casal em uma situação de limbo social, no caso de uma mulher, ela ficava vulnerável ao escárnio público, especialmente, se a separação fosse por um motivo fútil, como no caso de Laura. O problema é que um salto de seis anos é muito tempo para que a moça ficasse nas sombras e Edgar angustiado e solitário. Eles se desenharam lá nas primeiras semanas como apaixonados, naquela linha bem almas gêmeas. Separá-los de forma tão leviana foi um tiro no pé.

Outra coisa, o comportamento de Laura e Isabel não me parece moderno ou crítico, mas de afronta. A sociedade, qualquer que seja, tem regras. Algumas devem ser mudadas, mas se você não usa de estratégias, e há várias, é dar murro em ponta de faca e passar por mal educada. A postura das duas nessa segunda fase é na linha “vocês terão que nos engolir”.  Não, a sociedade não as iria engolir, no sentido de aceitar de qualquer jeito, iria engolir no sentido de destroçar.  Seria muito fácil, por exemplo, Constância conseguir internar Laura em um sanatório para loucos.  Muito fácil mesmo!  Laura, por exemplo, comporta-se com uma falta de educação absurda no trabalho. Ela afronta a diretora, a trata de forma desrespeitosa. Se, hoje, isso renderia demissão, imagine em 1910? Pense em um colégio, qualquer um, nem precisa ser de freiras, em 1910, pode ser até ser depois: chega uma moça desconhecida (*não é mãe de aluna*), maquiadíssima, com um vestido frente única sem mangas e quer entrar para entregar um livro. Ela é mal recebida, a novela grita “racismo”. Olha, é muita falta de adequação em um momento em que se exigia das professoras e professores que eles fossem modelos para os estudantes, com código de vestimenta e tudo mais,  e as escolas tentavam impor não somente uma disciplina rígida, mas reprimiam a sexualidade dos alunos e alunas.


Capítulos depois, a mesma Laura tem uma reação histérica quando entra na sala da diretora e vê uma menina recebendo castigos corporais. Ela afronta a madre como se aquilo fosse uma violência sem tamanho. De novo, isso, o desrespeito, é motivo para demissão hoje ou em qualquer época. A maioria dos educadores brasileiros e de outros países em 1910 considerava castigos corporais necessários, em 2009 muitos países ainda os aplicavam, logo, a reação da moça pode ser vista como absolutamente desproporcional.  Havia pedagogos e pedagogas que eram contra os castigos corporais e escreviam sobre isso?  Sim, havia. Se quisessem os autores da novela, que são adeptos de tanto didatismo, discutir a questão, o que fariam? Colocariam Laura, que tem muito a esconder, baixando a bola, ponderando de forma inteligente e razoável com a madre e citando a pedagogia de ponta, como a italiana Maria Montessori. Não! Ela partiu para o confronto. Quando Adelaide no livro Parade’s End afronta a diretora do colégio em que leciona, questiona os métodos pedagógicos ali aplicados e a repressão sobre as alunas, ela está se demitindo, indo embora. Não é o caso de Laura, ela quer ficar e acredita que a escola não tem o direito de continuar sem ela... Desculpem, mas não soa moderno, revolucionário ou feminista, o comportamento de Laura, e em muitos momentos o de Isabel, me burro e deselegante. E, pior, seria deselegante ainda hoje.

A discriminação por serem mulheres livres é um erro e poderia gerar excelente discussão sobre papéis de gênero e autonomia feminina, sobre a inferioridade jurídica das mulheres e sua cidadania incompleta, mas se você é mal educada e arrogante não vai atrair para si a simpatia, não a minha, pelo menos. Eu acabo tendo mais solidariedade com o pobre do Edgar, que está, sim, sacrificando-se pelo bem estar de Laura, compreendo as reservas do pai de Isabel e de Zé Maria. Afinal, o que as duas fizeram para tentar mostrar que elas estão certas além de impor suas atitudes e querer que todo mundo as aceite? A amizade das duas é algo legal, e rendeu, também, a revolta de um comentarista em um site qualquer de que a Globo quer enfiar um casal lésbico na novela das seis, e que não havia essas coisas naquela época. {pausa para rir} Há quem acredite piamente que a Globo inventou a homossexualidade. Olha, eu acho que se as duas formassem um casal – e isso não vai acontecer – seria uma saída realmente revolucionária e até mais convincente para mim.


Para mim, o destaque da novela é Patrícia Pillar. Vilã cheia de contradições, mas que consegue ser humana, e tem, sim, uma agenda clara.  Ela faz tudo por sua família, para que o clã se mantenha unido e sólido.  Com todos os seus defeitos, é capaz de amar o neto mestiço, mas suas limitações a impedem de assumir isso publicamente.  Não a relevo, ela está errada, mas ela me parece muito mais coerente do que as mocinhas da novela.  E suas cenas tentando salvaguardar Laura e a família foram as melhores junto com as da Revolta da Chibata.  Brilhante o seu enfrentamento com Catarina, Alessandra Negrini, mais caricata do que de costume.  Sem Patrícia Pillar, acredito que eu daria menos atenção ainda para a novela.

Por fim, esta semana um dos autores da novela, João Ximenes Braga, culpou horário político e de verão, vilões tradicionais do IBOPE da novela das seis nos últimos anos, e outros monstros pela baixa audiência de sua novela em São Paulo. Ao que parece, o IBOPE só é realmente baixo em São Paulo, só que, infelizmente, é a audiência nesta unidade da federação que é usada como parâmetro. Vejam só que absurdo! No entanto, o autor não admite seus erros. Um deles o excesso de coloquialismo e o hibridismo – que citei em meu primeiro texto – ele diz que são deslizes pontuais, e não são. E há coisas piores. O intragável Fernando me soltou um "não trata-se" no capítulo de hoje (*30/11*). Assim, vamos muito, muito mal... A novela está no meio, mas só sinaliza aquilo que senti no início, seria uma excelente minissérie, não está funcionando no formato em que está. E há vários responsáveis, não somente o horário de verão.

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33 pessoas comentaram:

Estou muito atrasada com a novela, assisto online capítulos de outubro ainda.
Eu torço para que a Isabel fique sozinha, meu motivo é que para mim ela é uma chata. E é por isso que ela combinaria com o Albertinho, se for para ela ficar com alguém, e aproveitaria para se vingar de Constância.
Já Zé Maria precisa de alguém que entenda o papel dele na sociedade e que conviva bem com isso.

Sobre Edgar e Laura: muita decepção no motivo da separação. Esperava mais dos autores, parece que eles se inspiraram em um romance de Barbara Cartland, um motivo sem sentido e fútil.

Apesar de tudo, comparando com as outras novelas no ar, eu ainda prefiro Lado a Lado, e, por isso, continuo a assistir para ver no que vai dar.

Ah, sobre figurinos, carros, etc, os autores tiram muita "licença poética" para a novela ficar mais palatável para o público de hoje. Aquela não foi uma década glamourosa, nem que marcou alguma coisa na área de moda ou design. Então penso que foi mais fácil buscar inspirações em décadas próximas que até hoje inspiram criações.

Esta é uma novela que eu gostaria de acompanhar, mas, depois de Avenida Brasil, ando meio sem paciência para esse formato. Nunca vi um capítulo inteiro de "Lado a lado", portanto não posso opinar muito, mas dá pra concordar com dois dos seus apontamentos: o figurino e o excesso de coloquialismos no texto. As roupas são fora de contexto demais! Além das novas peças da Camila Pitanga, outro dia vi Patrícia Pillar com um vestido transparente, mostrando um decote enorme para a época. Nada condizente com uma mulher do período, muito menos com alguém da posição social dela. Algo na mesma linha que fizeram em "Gabriela" e aqueles vestidos de noiva que eu não sei de onde eles tiraram.
E os coloquialismos... Tá certo que é inviável colocar os atores falando exatamente como no início do século XX, mas as "modernidades" no vocabulário chegam a incomodar.

Também me incomoda muita coisa nessa novela, é até boa, mas tem muitas gafes, e elementos que não condizem com a época em que a trama se passa.

Eu e meu marido estavamos acompanhando bem a novela mas quando se deu a briga de Laura e Edgar, aquela atitude muito infantil nesse caso dele de quebrar as coisas brigando com a esposa por algo que ate então ele desconhecia ficou sem sentido e muito ruim de engolir. A passagem do tempo para uns foi ruim demais a irmã da Berenice que se mostrou boazinha no inicio do plano resurgiu a madrasta da "Gata Borralheira"... Acho com toda certeza que você foi muito feliz no seu primeiro comentario a respeito da forma didática que os autores estão conduzindo isso.

È impressionante como existe mulher machista!!!!
Quer dizer que a Laura não teve motivos para pedir o divórcio???
Impor uma segunda FAMÍLIA a sua esposa não é motivo suficiente??
Tem mulher que joga a dignidade na privada em nome da "família"
O Edgar foi bruto e intolerante com ela ao saber da carta, não aceitou que a esposa o acompanhasse na viagem, depois passa meses sem dar notícia, ela aqui doente perde o filho que foi tão desejado e difícil de ser concebido, o cara volta com uma nova família a tiracolo e ao invés de cuidar da esposa que estava emocionalmente frágil se enfurna na casa da outra mulher e isso não é motivo suficiente???
Francamente...

Ellis, não houve imposição de segunda família. Houve um mal entendido. E mais, a criança era anterior ao casamento. Uma pessoa "mente aberta" como a Laura compreenderia isso. Ambos combinavam inclusive nas idéias progressistas. Em nenhum momento, o rapaz a abandonou.

E pense em termos de início do século XX. Aquilo tudo não seria motivo suficiente para que Laura rompesse. Edgar não tinha uma amante, ele continuo professando o seu amor, o peso social era imenso.

Fora, claro, que tudo na trama foi muito mal construído e forçado, até porque Edgar não daria motivos - não a personagem em seu juízo perfeito - para que ela rompesse com ele.

Se quiser continuar me chamando de machista, à vontade, mas percebe-se bem que você não conhece o teor desse blog. Passar bem.

Laura tinha motivos sim para pedir divorcio, a criança era anterior ao casamento mas não ao noivado, mesmo que naquela epoca edgar ainda nao tivesse completamente apaixonado, ele a traiu sim. E o problema não foi nem a criança e sim aguentar a Catarina, uma mulher vulgar que ela não aguenta nem ouvir o nome interferindo na vida dela. Ver que o marido escolheu sim a filha em vez dela, e nao conseguia consciliar nada, sempre a preterindo em relacao a Catarina e a garota, num momento que ela precisava dele. Ela percebeu que com Catarina sua vida seria eternamente uma duvida, se ele viria para o jantar ou nao, que estaria com a outra ou nao, que nao poderia contar com ele, que ela sofreria e acabaria o odiando, que nao teria paz. Ele perdeu aquele efeito de principe encantado, pode ter sido um tanto para justificr o divorcio, mas agia como se ela tivesse de aceitar tudo, aquela vida sem paz e sem compreensao do marido, ele perdeu aquela sensibilidade que tinha com a esposa, e nem dava atencao a ela.O divorcio pode ter sido apressado e de repente sim (algo para novela continuar, sei la o outro motivo), ela realmente pode ter agido com certa precipitacao e no impulso, pedindo o divorcio num dia e ja partindo no outro (mas isso foi mais um recurso para as coisas andarem). Mas seus motivos nao eram infantis nao. Agora quanto a atriz mirim que faz a melissa acho ela bem artificial longe de ser fofinha, e nao me traz comocao, já o menino que faz o Elias, acho um fofo, muito bom na atuaçao.

Valéria, com todo o respeito a tua opinião, talvez não estejamos assistindo a mesma novela... Melissa é fruto de um relacionamento anterior ao casamento de Edgar, mas foi concebida durante a existência de um compromisso de noivado com Laura. Não me consta que Edgar, ao perceber que não amava a noiva, tenha tido a dignidade de enviar uma carta a Laura rompendo o compromisso, e ficando assim liberado para se envolver com outra mulher. Portanto, Melissa é fruto de uma traição sim (traição que não foi recíproca, porque Laura não usou sua falta de amor como justificativa para se envolver com outro). De qualquer maneira, parece-me, que a essa traição Laura tentou relevar, dentro das suas possibilidades, assim como (apesar de um momento de fraqueza inicial ao esconder a carta), ela reconheceu que ele tinha obrigações com a filha.

Continuando: De qualquer maneira, parece-me, que a essa traição Laura tentou relevar, dentro das suas possibilidades, assim como (apesar de um momento de fraqueza inicial ao esconder a carta), ela reconheceu que ele tinha obrigações com a filha. No entanto Edgar, que na verdade foi infiel à noiva, não teve igual tolerância. Até entendo que no momento que descobriu a carta tenha sentido raiva, mas e depois? Por que continuou sendo duro com Laura, quando quem traiu foi ele? Que direito ele tinha de impôr que Laura ficasse em casa enquanto ele ia para Portugal encontrar com a antiga amante e a filha?

Continuando: Tudo bem, Edgar não a abandonou de fato, mas atravessou o oceano sem pensar para conhecer uma filha que nem tinha certeza que era sua (mas que comprou desde o início como sendo sua, apesar do tipo de mulher com o qual se envolveu lá), mas não retornou com a mesma pressa ao saber que a esposa estava grávida, uma esposa que estava visivelmente sensível e nervosa quando ele partiu (provavelmente, também, em virtude da gravidez que desconhecia). Chegando em casa, ao perceber o mal entendido das cartas sumidas, causado por uma mulher com quem ele se envolveu quando estava noivo (e a quem não me pareceu considerar plenamente confiável), ele em vez de tentar apoiar a esposa que estava visivelmente ABALADA PELO ABORTO, e por isso mesmo mais sensível à presença de sua "segunda família", a deixou completamente de lado e só pensava em Melissa. Quando ela, em um momento de desabafo, disse que enfrentou a gravidez difícil e a perda do filho sozinha, ele ao invés de consolá-la e expressar sua dor pela perda da criança, começou a papagaiar sem a menor sensibilidade, "minha filha tá doente, minha filha tem asma, minha filha isso, minha filha aquilo". Mas e o filho que Laura perdeu? Não era dele também? Não deveria ter sentido a perda do bebê, ou pelo menos tentar entender e amenizar (em vez de minimizar) a dor de sua mulher, que acabara de perder um filho tão desejado? Mas não, ele "esfregou" na cara de Laura sua preocupação EXCLUSIVA com a filha, e agiu como se o filho de Laura nunca tivesse existido dentro dela e como se a dor de Laura fosse menor que os problemas de sua "segunda família". E ele não impôs sua segunda família a ela?

Continuando: Puxa!!! Tudo bem que a filha então era prioridade para Edgar (já que o outro filho não vingou e, ao que parece, pouco lhe interessou)- a própria Laura reconheceu no mesmo momento que entendia isso (de que Melissa era mais importante), mas ele poderia pelo menos ter fingido que o filho perdido e a dor de Laura lhe importavam um pouco. E depois a ex amante (que deveria ter sido escanteada por ele, na frente de Laura, a primeira vez que cometeu a ousadia de se meter na casa onde ele vivia com a esposa), retorna a casa, enquanto ele não está, e esfrega na cara de Laura (que havia acabado de perder um filho e estava sofrendo duplamente, pela perda do bebê e por ele ter filha de outra) coisas do tipo "nós somos a segunda família", "fui eu que terminei com ele, você pode ficar tranquila", e... E Edgar?

Continuando: E Edgar? Em vez de ir até Catarina e colocá-la em seu devido lugar (jogar na cara dela, com a mesma bruteza que teve com Laura quando descobriu que ela escondeu a carta, que Catarina não tinha o direito de se meter na casa em que ele vivia com a esposa e muito menos afrontá-la), não o fez, e ainda por cima, depois de uma suposta doença de Melissa, passou a tarde e noite com a menina no hospital, sem a consideração de avisar Laura, e teve o desplante de sentar cordialmente com Catarina (que havia ido duas vezes a sua casa afrontar sua mulher) para tomar um suco de tomate, quando sua esposa o esperava há horas em casa para jantar (a convite dele), e isso quando (relembro) ele sequer se prestou a avisá-la que precisou atender Melissa e que iria se atrasar.

Continuando: E Laura ainda se separou por um motivo fútil? Traição durante o noivado, viagem para encontrar a ex amante sem a presença da esposa, perda do filho sozinha e sem notícias, descaso dele a sua dor e as afrontas de Catarina quando voltou, e ainda por cima, Laura soube que ele PASSOU A NOITE DORMINDO NA CASA DA EX AMANTE, com a camisa aberta e taças de vinho ao lado? Tudo bem que foi armação de Catarina, mas ele não deu uma ENORME MARGEM ao ter uma atitude cordial, de beber na casa de uma mulher que horas antes foi a sua casa tripudiar sobre a dor de sua esposa? E quando Laura pediu o divórcio, mas mais uma vez deixou claro que aceitava a menina, mas não Catarina, o que que ele fez para provar que faria o possível para evitar que Catarina estivesse entre eles? Propôs, por exemplo, eventualmente, trazer a menina para a casa deles? E/ou contratar uma ama (babá) para ajudar Catarina a cuidar da menina (e com isso não ter que sumir de casa toda hora por causa dela)? E/ou marcar horários de visitas em ocasiões em que a ex se ausentasse? Não, ele queria que ela aceitasse a "segunda família" dele do jeito dele, sem fazer concessões para facilitar as coisas para Laura. Mesmo hoje, que mulher aceitaria que o marido passasse os dias e as noites na casa da "outra"? Muito bem, Laura é de outra época, mas sua mentalidade não. Claro, SE ELA QUISESSE, poderia ter evitado as intrigas de Catarina e lutado por seu amor. Poderia esfregar na cara da rival que ficou com seu homem (mesmo que fosse um homem pela metade), mas ela preferiu recuperar sua dignidade, a passar a vida procurando ele na casa da outra; Laura decidiu conquistar sozinha a paz que ele havia prometido e não lhe deu, e sobretudo, em vez de enfrentar Catarina diariamente (por um homem), resolveu exigir prestação de contas de quem importava, ou seja, do homem que amava e não estava disposto a se colocar no lugar dela naquele momento difícil, mas que queria que ela aceitasse as coisas do jeito dele. Mas recordo, ela disse mais de uma vez que aceitava a menina, embora não pense que ela tivesse essa responsabilidade, afinal... Ele mesmo disse que se a situação fosse inversa, não aceitaria um filho de outro. Então, por que ela deveria necessariamente aceitar uma filha de outra? Valéria, longe de mim questionar as razões da tua posição (entenda que respeito), mas é que às vezes assistimos as novelas de forma tão fragmentada... Sinceramente me choquei várias vezes com as atitudes do Edgar pós Melissa, mas hoje entendo que os autores tiveram que descaracterizá-lo um pouco para fazerem mais aceitáveis as razões do pedido de divórcio, assim como entendo aquele triste aborto e um momento tão complicado para o casal. Não acho que Laura pediu o divórcio só por encontrar Edgar na casa de Catarina (ou por ele passar a noite lá, o que já não é pouco), mas por uma soma de acontecimentos, onde este fato específico foi o "tiro de misericórdia". Tudo bem, seria respeitável ela ter ficado e lutado mais, mas também parece-me respeitável ela ter decidido partir, para evitar odiá-lo no futuro e para recuperar sua paz e dignidade. Laura e Edgar são personagens humanos, não perfeitos (apesar das mentalidades avançadas para a época), ela é ciumenta e ele tem/teve alguns ranços machistas, mas não vejo que ela é a grande (ou única) culpada pelo divórcio, e ele o marido perfeito que tenta fazer tudo certo. Claro, é meu ponto de vista, e as razões deste ponto de vista estão justificadas neste post.

Mary, Cíntia, eu acho que há um problema de percepção. A novela se passa no início dos anos 1900, ela não se passa nos dias de hoje. A rigor, o acordo de noivado entre Laura e Edgar era um arranjo de famílias. Que ela não tivesse nenhum envolvimento amoroso (*e vocês devem lembrar que o objetivo de Laura nem era casar, mas trabalhar*), era mais que esperado, que ele permanecesse casto, é coisa que só tem consistência na cabeça da autora da série Crepúsculo. Fora isso, o estigma de ser uma mulher divorciada era grande demais para ser tomado de forma tão rápida e leviana. E Edgar assumir a filha que teve fora do casamento é e era, mais ainda naquele tempo, uma demonstração de caráter. Como pontuei no meu texto, Laura poderia e deveria se magoar, mas a separação foi um passo tomado de forma muito abrupta e em contradição com o amor que ela professava pelo marido.

Mas é aquilo, da mesma maneira que a novela usa um linguajar coloquial e contemporâneo, há quem projete sensibilidades modernas nas personagens. Eu não tenho paixão nenhuma por A ou B, estava e estou analisando uma novela que assisto. Percebi que muita gente tem vindo parar aqui de um fórum de novelas, nem acho no meio de tantas mensagens em qual delas meu post foi citado. Talvez estejam entendo malo objetivo do meu site, eu não estou torcendo por fulaninha ou ciclaninha, como historiadora e com 36 anos assistindo telenovela, estou analisando um produto que tem se mostrado em muitos aspectos pouco satisfatório, com problemas de consistência mesmo.

Você não irá publicar todo o meu comentário, postado em partes? Puxa!!! Me deu uma trabalheira para escrever.

Valéria, e por que Laura tomou tal atitude de forma (aparentemente) tão abrupta?

Eu justifiquei isso no restante do meu comentário.

E posso te garantir, como historiadora da família que sou, que na história do Brasil em geral eram as mulheres, embora não a maioria delas, que pediam o divórcio (isso desde o século XVIII), e muitas vezes por razões aparentemente fúteis (como o mau hálito do marido), mas não deixavam de tomar atitudes com medo da sanção social.

Vide historiografia sobre história da família, baseada em pesquisa em documentação da época, de Eny de Mesquita Samara, Beatriz Nizza da Silva, etc.

Edgar passar a noite dormindo na casa da outra foi só a ponta do iceberg. Muitas coisas se juntaram que levaram Laura a ter essa postura.

Ah!! E eu encontrei este link em um site de novela, como você sou historiadora (graduada, especialista e mestre), mas não creio que te desrespeitei com meu comentário, apenas expus uma opinião diferente da tua e embasada. Mas admito que aqui vim comentar o conteúdo humano e cotidiano da novela (as razões da personagem para pedir o divórcio), não o conteúdo histórico. Tem algum problema uma frequentadora de sites de novelas escrever no teu blog?

Mary, eu nem tinha visto que você publicou outro post em cima do meu. Respondi aos dois comentários que estavam visíveis, postei os demais agora, quando percebi que estavam lá. Normalmente só deixo de postar comentários ofensivos, não era o caso dos seus, mas peço que só quebre os comentários quando terminar o espaço mesmo, assim facilita na hora de aprovar. O Blogger é meio bugado e, ás vezes, o mesmo comentário vem triplicado ou até mais. Mas enfim, você está assumindo que:

1. Mulheres geralmente pediam a separação  Isso procede, aliás, as estatísticas apontam para isso ainda hoje.
2. Que era geralmente por motivo fútil  Nisso eu discordo. Quando olhamos a historiografia encontramos, sim, motivos fúteis, mas, na maioria das vezes era um somatório de coisas, inclusive a violência do companheiro.
3. Que era comum  Não, não era e o peso social era muito grande sobre ambos e muito mais sobre a mulher. E mais, a depender do grupo social ao qual a mulher pertencesse, o escândalo poderia ser aumentado. Você citou autoras que estudam a questão, não sou especialista sobre o assunto, como você parece ser, mas tenho extensiva leitura na área de Estudos de Gênero e História das
Mulheres. Não era uma decisão fácil e a pressão familiar seria enorme. Edgar poderia, inclusive, agir para impedir a dissolução do casamento, ou mesmo internar a esposa.
4. Há uma segunda família  Há uma filha. O filho de Laura, não tinha existido para ele mesmo. Quando tentou reparar a situação, Laura estava tão abalada que a coisa terminou se complicando. Entre a criança que nunca existiu (*vida em potencial perdida*) e a criança que existe, ele fez a escolha sensata. A separação foi forçada em detrimento o bom andamento da história.

Não discordo que Laura estava fragilizada, mas que ambos – Edgar e Laura – não percebessem a armação das cartas, é bem absurdo, mas faz parte da estratégia rasteira utilizada para precipitar a situação. Repito que a decisão do divórcio de forma tão abrupta não condiz com o caráter da personagem. Dormir na casa da amante? Estava meio evidente a armadilha e que ele não dormiu com a amante. Não levar Laura na viagem? Bem, Laura já tinha escondido a carta de Catarina (*lembro do mal entendido*) e se mostrou bem abalada e insensível em relação à criança. A questão do aborto? Voltamos ao mal entendido das cartas e aquilo que eu escrevi: ela poderia ficar magoada, sem falar com ele, expulsá-lo de sua cama. Seria a chance para os autores criarem uma situação de impacto para que o divórcio ocorresse e não ficasse dúvida que a mocinha tinha, sim, toda razão.

Não foi o que ocorreu. E repito, há gente projetando sensibilidades modernas e tomando partido da mocinha. Para mim, os autores não estão conduzindo bem a história.

Mary, o meu último comentário foi publicado antes de aparecer para mim o último da sua seqüência. Como escrevi, só não posto comentários que sejam desrespeitosos, os seus não foram, estão todos aí. Mesmo o da moça que veio me chamando de machista, foi publicado. Se ela voltasse, eu não publicaria, simples assim. Como seus comentários foram picadinhos, fica difícil acompanhar. Daí, tente usar o espaço todo que o Blogger dá. É possível escrever bastante.

Eu não vejo problema em gente que vem de fóruns de novela postarem aqui. Só é muito incomum o fluxo de pessoas vindo para cá de um site específico, que eu não conhecia. E, sim, conhecendo outros fandom, quando as pessoas se agarram às personagens ou uma séria ou novela apaixonadamente, podem, sim, perder a linha da discussão. Não foi o seu caso. Agora, de repente, quando eu postar este comentário, o mal entendido pode ter crescido, já que você parece acreditar no momento que eu não estou publicando seus comentários, ou estou discriminando quem vem do tal fórum de novelas. O que eu queria saber é em qual momento este link foi postado, porque para mim aparece somente um link geral e quando olhei da última vez havia mais de 1500 mensagens postadas.

Valéria, eu não disse que em geral se divorciavam por motivos fúteis, eu disse que "em geral eram as mulheres, embora não a maioria delas, que pediam o divórcio (isso desde o século XVIII), e muitas vezes [talvez devesse ter colocado somente às vezes?] por razões APARENTEMENTE fúteis. E quanto as razões de Laura, já explicitei minha opinião, e não acho que o fato de ter escondido as cartas lhe dava o direito (como marido cúmplice que havia sido até então) de viajar sem a esposa para encontrar a outra (por mais que socialmente/juridicamente ele tivesse todos os direitos sobre ele e sobre). Mas claro, é minha opinião e percepção, e como te disse, em relação aos sentimentos que norteiam os personagens.

E não questiono que a trama tem seus anacronismos, caminhos fáceis e equívocos históricos, como qualquer obra de ficção.

Ah, desculpe... Resolvi falar do restante do comentário, porque me deu um trabalho escrever. Aliás, tá dando um trabalho ler tudo.

E talvez o pessoal venha do fórum, porque foi lá que divulgaram o link, e lá é muito movimentado.

E quanto a Laura, apenas discordo que as atitudes de Laura passaram a imagem de uma mulher burrinha e infantil. É óbvio que a personagem tem um defeitinho grave, mas bem humano (é ciumenta), mas no mais (embora em um drama construído em tempo the flash), ela foi atropelada por situações às quais não estava preparada para enfrentar naquele momento (sobretudo depois do aborto). Talvez uma mulher daquele época não fosse tão rápida em se divorciar, talvez devessem ter colocado Edgar na cama de Catarina, talvez, talvez... Mas sinceramente, a soma de acontecimentos (de meses, não de dias), é que levaram a esse desfecho, cuja cena do sofá foi apenas o tiro de misericórdia.

Mas creio que a moral da história é essa, uma garota cheia de ideias, temperamental, mas protegida do mundo, que irá perceber a partir de agora as consequências do divórcio.

"O que eu queria saber é em qual momento este link foi postado, porque para mim aparece somente um link geral e quando olhei da última vez havia mais de 1500 mensagens postadas."

Como assim? Eu vi esse link há umas quatro horas atrás em uma comunidade do orkut.

Oi, Mary!

Você veio do Orkut? Então o link foi parar lá, também. Eu não tenho mais identidade no Orkut faz um bom tempo.

A maioria do pessoal que está vindo parar neste post parece vir deste site aqui: http://novelas.redenoticia.com.br/lado-a-lado-resumo-dos-proximos-capitulos-da-novela/41003 Eu tentei localizar em que momento foi postado o link, mas são muitas mensagens.

Valéria! Eu encontrei sei site devido ao meu filho ele adora mangá, anime e outras coisas também. Gostei muito do que você escreveu sobre a novela Lado a Lado antes da passagem do tempo e "passeando" pela internet achei o site rede de noticias que comenta sobre os capitulos da novela, então achei interessante o que você coloca (gostei muito) assim indiquei o seu endereço (encaminhei) para que outros também compartilhassem essa visão, foi isso. Desculpe se trouxe para você algum transtorno. Um abraço.

Muito bom o texto seobre a novela lado a lado, mas discordo quando você se diz que o Albertinho é mal caracter, acho que ele é fraco, dominado pela mãe, mas não mau-caracter. Para mim Mau-carecter é o Fernando.
Desculpa, mas acho que Albertinho e Isabel tem uma quimica, melhor que Isabel e Zé Maria e não acho que nada tem haver com racismo e sim com uma historia melhor contada.
Acho o Personagem do Albertinho mais humano, mais real, principalmente para época em questão( não podemos esquecer que a novela se passa no início XX).
Minha torcida e pelo Albertinho, agora que ele vai sair da casa(asa) da mãe, talvez ele mude e ainda tem o Elias.

Alguém sabe quando o Albertinho vai encontra o Elias, afinal ele é o Pai?

Pedro, sem problema. Eu só fiquei um pouco atordoada com o afluxo de pessoas. E queria saber em qual página o link está... Eu procurei e nada.

Essa sua análise sobre a novela está permeada pela sua moral cristã. Parece que esta é mais forte que o seu feminismo. Pra mim isso é péssimo.

Ju, obrigada pela opinião sem explicação. Pena que não vá me ajudar a refletir... Se é que eu preciso, claro...

Fato estranho aconteceu hoje, 15/01/2013, a menina Madá, falando com o Elias sobre mapa; crianças do morro, analfabetas, como explicar isto? O famoso gerundismo está sendo usado na novela, se se para nós já é absurdo, imagina para a época?

Ana, olhando a cena com cuidado (*vi no site da Globo*), a gente vê que o mapa é com desenhos, sem palavras. A memória visual não precisa estar associada ao domínio das letras. Nesse caso, não há problema. Complicado é tentar colocar uma criança de 10 anos fazendo um menino de 6... Isso, sim, é difícil de engolir.

Quando eu assisti as cenas do divórcio, eu achei a mesma coisa que a Valéria. A menina toda apaixonada, tentando manter o casamento, de uma hora pra outra se divorcia porque encontrou o marido bêbado????? oi?

Que as autoras quisessem mostrar o drama do divórcio, eu aceito, mas dessem um motivo mais forte!

Quanto a Isabel e sua história amorosa, prefiro ela com o Zé Maria, porque o Albertinho não passa de um almofadinha mimado e mulherengo. Todos os amigos trabalham menos ele. Além disso, tem aquela relação edipiana rídicula com a mãe dele. Saravá.

Patricia Pillar e Sheron Menezes estão perfeitas como vilãs. A Catarina é só um remendo, nada do que ela faz dá certo(só o divórcio, mas laura é burra).

Concordo com um dos comentários, que a tal da irmã da Berenice foi pintada com madrasta má. Pelo amor de Deus, como alguém pode ser burra a ponto de perder a fonte de dinheiro e ganhar antipatia dos vizinhos? Aliás, fui a única que achou que Isabel e nem ninguém ter desconfiado do menino esses anos todos, e por um jogo de búzios tudo vir as claras em menos de 1 capítulo foi forçação de barra d+?

Um motivo forte pra se separar do marido ? que tal uma junção de motivos ? = A perda de um filho no qual o marido si quer derramou uma única lágrima ?, a preocupação extrema com a 'segunda família' mais que com uma esposa que fico meses de cama. Que tal o fato de que se fosse o contrario o marido jamais aceitaria, ele próprio disse isso quando a Isabel apareceu gravida. Pq ela tem que aceitar tudo ? pq a novela é de época ? ta mais perai..., a novela não é pra mostrar mulheres a frente de seu tempo ? revolucionarias ? a questão não é mostrar que justamente Laura e Isabel NÃO são de aceitar tudo por conta de uma sociedade machista?. Pois então amores, motivos maiores ? continuar vivendo com mentiras, e coisas sem explicações, como cartas que somem sem justificativas (para a Laura não foi justificado), ou a falta de confiança no marido, são motivos fracos ? Bom eu não acho. Ela disse ao Edgar quando pediu a separação: EU NÃO QUERO ACABAR TE ODIANDO. Ela separou exactamente, pra que aquilo não se tornasse rotina e pra que aquele amor que ela sente por ele não se transformasse em ódio, e virassem dois estranhos. O Edgar não conseguia dar conta de nada que estava acontecendo a seu redor. Então pra mim são motivos muuito fortes sim :) - MINHA OPINIÃO Bjs ;*

Sim, sua opinião. A minha continua a mesma: motivos fracos, situações forçadas, muitas imprecisões históricas. De resto, Jéssy, é seu direito achar a novela o máximo.

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