Ontem, estreou um dos animes que eu mais estava esperando: Isekai no Sata wa Shachiku Shidai (異世界の沙汰は社畜次第). A animação é derivada de uma série de light novels de autoria de Yatsuki Wakatsu e Kikka Ohashi, já o mangá tem arte e roteiro de Kazuki Irodori. Os livros, além da capa, têm ilustrações também e muito bonitas, porque o traço das novels é mais interessante que o do mangá. Até o momento, são três livros publicados e sete volumes de mangá. Não sei até qual momento da história o anime vai cobrir da história, nem li tudo o que está publicado ainda. O ponto de partida da série é o seguinte:
Seiichirou Kondou tem quase trinta anos e é um sachiku (社畜), um sujeito tão fanático por trabalho que se dedica integralmente à sua companhia, um escravizado remunerado. Ele sabe disso e está repensando a forma como está vivendo. Ao retornar para casa, depois de uma longa jornada de trabalho, ele vê uma colegial sendo tragada por uma luz saindo de um buraco no chão. Ele tenta ajudar a menina, que grita por socorro, e acaba sendo levado junto para o outro mundo, o reino de Romany. A jovem, que se chama Yua Shiraishi, é a donzela sacerdotisa que tem que salvar aquele país de uma ameaça terrível. Mas o que será de Kondou?
O protagonista recebe as desculpas dos oficiais do reino, eles lhe explicam que a magia empenhada para trazer Yua foi muito grande e eles não têm como mandá-lo de volta. Como compensação, Kondou recebe a oferta de casa, comida e tudo mais que ele aceitar ter. Só que o sujeito faz um inusitado pedido: ele quer TRABALHAR. Kondou é viciado em trabalho, não tem hobbies e se recusa a se tornar uma espécie de bicho de estimação nesse novo mundo. E o que ele sabe fazer? Ele é contador, com grande habilidade no uso do ábaco, e se dispõe a aprender tudo o que puder para se tornar útil. E é assim que ele é colocado para trabalhar na contabilidade do trabalho e começa a descobrir falcatruas que podem colocar sua vida em risco.
Estou lendo o primeiro livro da série e algo que me deixou meio decepcionada, mas não me tirou o prazer de assistir à série, é que cortaram toda a discussão matemática da história. No livro, há uma grande ênfase no fato da Matemática ser uma linguagem universal e Kondou se apegar a isso para que ele consiga se inserir naquele mundo. E ele vai deduzindo como as horas são organizadas, se frustra ao perceber que eles não parecem ter nada de diferente que ele possa realmente aprender em termos de equações e que em Romany também usam números indo-arábicos. A piada recorrente dos sujeitos tentando pronunciar o nome do protagonista só aparece uma vez no episódio.
Aresh Indolark, o comandante da terceira ordem, aparece bastante nesse primeiro episódio. Só que Norbert, o lourinho que se torna o guia do protagonista por indicação de Helmut, chefe da contabilidade, não explica a estrutura das três ordens para Kondou. E os membros da terceira ordem não estão vestidos completamente de preto como no livro, há marrom nas botas (*Argh!*) e púrpura nno manto. De resto, a abertura, que é bem simpática, já mostra Aresh e Kondou de mãos dadas e o comandante parece estar sempre rondando o protagonista, o observando de longe, nesse primeiro episódio. No livro, a coisa não é tão recorrente, no anime já deixam bem evidente que Aresh está observando Kondou e o protegendo ao mesmo tempo.
Yua, a donzela sacerdotisa, é motivo de preocupação para Kondou, ele teme pelo bem-estar dela e isso deve ser desenvolvido na história, imagino, preciso progredir na leitura. O que me incomodou um tanto é que o figurino da moça parece que foi enfeiado, porque as roupas são descritas no livro e elas são bonitas. Já o primeiro príncipe deveria ser um homem bem mais atraente, acho que investiram pouco nele, mas ele é antipático como no livro. Na verdade, a animação não é de primeira linha, me lembro um pouco de Hana-Kimi (花ざかりの君たちへ), que também não teve o investimento que deveria.
De resto, o principal ficou na história. O vício por trabalho, a dedicação de Kondou e seu rigor com as contas, a forma como ele se recusa a fazer vista grossa para desvios de verbas e corrupção. A atração entre Aresh e o protaonsita também está bem desenhada nesse primeiro episódio e a coisa já deve explodir no próximo episódio, por assim dizer. Não sei se mostrarão sexo, porque ele vai acontecer, ou se vão optar por uma abordagem menos explícita como no mangá, mas tenham certeza de que Isekai no Sata wa Shachiku Shidai é BL mesmo, não é enganação, não.
Enfim, a resenha fica por aqui, espero acompanhar essa série até o fim. Para quem quiser, está no Crunchyroll. Outra coisa,, estava tentando gravar o Shoujocast, mas deu tudo errado. Estou de férias, fora de casa e as dificuldades para gravar acabam sendo maiores. Espero conseguir amanhã, porque além de falar de Hana-Kimi, irei focar em Ikoku Nikki e Hana-Kimi, claro.



















































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