sábado, 9 de fevereiro de 2013

Comentando The Last de Burgh de Deborah Simmons



Acabei de terminar de ler The Last de Burgh, o último livro de uma saga iniciada por Deborah Simmons quinze anos atrás.  Não lembro direitinho quem me apresentou aos de Burgh, acho que foi Sett, mas nunca fiz um post sobre um livro da série.  Já comentei os mangás, e tenho todos aqui em casa, mas os livros, e alguns já li e reli várias vezes, nunca.    Os livros da série são Taming The Wolf (O Lobo Domado), The de Burgh Bride (O Anel de Noivado), Robber Bride (Coração de Guerreira), "The Unexpected Guest" (Uma Visita Inesperada), My Lord de Burgh (Um Lorde para Amar), My Lady de Burgh (A Noviça de Burgh) e Reynold de Burgh: The Dark Knight (O Cavaleiro Negro).  

O Lobo Domado (Taming the Wolf) foi o primeiro Harlequin que li e quem me indicou me conhecia direitinho, já que continuei lendo todos os outros.  Cada livro é focado em um dos irmãos de Burgh (*Dunstan, Geoffrey, Simon, Stephen, Robin, Reynold e Nicholas*) e The Unexpected Guest é sobre o pai dos moços, Lord Fawke.  O Lobo Domado é o livro mais empolgante, por assim dizer, e apresenta a grande família.  The de Burgh Bride é muito bom e tem o meu de Burgh favorito como protagonista.  Robber Bride mantém o mesmo nível, e vamos muito bem até a história do papai de Burgh.   My Lord de Burgh não me impressionou em uma primeira leitura, mas, ao ser relido, subiu no meu conceito.  Só que os últimos livros foram fracos. Até as mocinhas foram sem graça... 


O pior como livro é My Lady de Burgh, que tem o irmão mais cretino de todos; já The Dark Knight é chatíssimo e nunca consegui ler de ponta a ponta.  Foi decepcionante, porque a autora ficou muito tempo sem escrever sobre o clã e esperávamos mais.  Em The Dark Knight faltou romance (*de sexo nem vou falar...*), a autora esqueceu da origem da perna manca do moço.  Foi de nascença ou em batalha?  Mas a coisa mais desgastante mesmo foi insistir no elemento sobrenatural, como se fosse uma piada esticada.  Se os poderes “mágicos” de Brigid e suas tias foram muito bem colocados em My Lord deBurgh, a inserção das velhas nos dois livros seguintes foi um fiasco.  Quando vi que elas não estavam no último livro, fiquei aliviada.

The Last de Burgh conta o encontro entre Nicholas, o caçula que vimos crescer ao longo dos outros livros, e Emery provocado por um voto feito pelo rapaz ao irmão desaparecido da moça.  Nicholas salvou Gerard, um cavaleiro Hospitalário, de um ataque de um Templário, e ele pede que “Ajude... Emery”.  Já a moça, que vivia sozinha em uma choupana, recebe o irmão ferido tarde da noite e ele lhe pede que “Não confie em ninguém”.  De manhã, o moço se foi e Emery fica desesperada ao ver o Templário se aproximando.  Veste as roupas do irmão que tinha guardadas e se prepara para fugir, quando dá de cara na porta dos fundos com Nicholas e seu escudeiro.  Juntos, eles passam a tentar encontrar Gerard, e desvendar o mistério em torno de um pacote que o moço tinha enviado para a irmã.  É atrás desse objeto que estão o Templário e outros inimigos.  Conforme as mortes se sucedem e os mistérios se acumulam, cresce a tensão erótica entre Nicholas e Emery, que ele julga ser um rapaz... 


The Last de Burgh é muito bom, talvez o melhor escrito de todos os livros da saga.  Seria melhor se fosse mais longo, com um capítulo final partido em dois, poderia, também, ter se esticado um pouco mais a situação clichê (*mas que eu gosto muito*) do sujeito confuso que acredita estar apaixonado por um homem, mas tudo é bem contado. Há vários mistérios a serem resolvidos, a começar pela doença de Nicholas, razão pela qual ele não quer voltar para casa, nem contato com a família. O moço acha que vai morrer. Há o mistério em torno do pacote que foi roubado de algum lugar no Oriente e atrai desgraça a quem estiver com ele.  E há o mistério de Emery... esse último foi bem surpreendente,  bem bolada, ainda que a situação da moça dentro da propriedade de uma ordem religiosa parecesse estranha desde o início.  Eu achava que a rejeição dela era fruto da idéia de que não era digna de casar com um homem de uma família tão rica e poderosa.  O final do livro poderia ser mais dramático, especialmente a resolução do problema de Emery, mas Deborah Simmons fechou bem a saga, especialmente, se levarmos em consideração os dois livros anteriores.

Nicholas garoto era uma personagem bem simpática, adulto, ele se tornou um dos melhores de Burgh.  Muito mais maduro e equilibrado que muitos dos seus irmãos mais velhos.  É interessante ver como ele tem autocontrole ao perceber as inseguranças e dúvidas da mocinha, coisa que um Dunstan jamais faria.  Trata-se de um mocinho que compreende que “não” é “não”, ou, pelo menos, deve ser encarado como tal.  Emery é uma boa mocinha e fiquei contente que, em um dos momentos mais dramáticos da história, ela não tenha saído fugida feito uma louca, mas chamado Geoffrey e Guy, o escudeiro de Nicholas, e revelado tudo.  Estou cansada de mocinhas burras ou impulsivas demais nessas novelas brasileiras.  Aliás, veio bem a calhar uma frase do herói sobre pessoas inteligentes fazerem coisas estúpidas quando acreditam que não têm escolha.  Isso, aliás, é muito, muito comum.


Se tivesse algo a lamentar no livro seria a ausência dos outros irmãos.  Geoffrey, o meu favorito, aparece, OK, mas como era o último livro, seria o momento de celebrar e terminar tudo com uma grande festança no castelo do Conde.  Outra coisa a se pontuar é o quanto Deborah Simmons ficou pudica nesses últimos dois livros.  Nada de sexo, nem de amassos tórridos, a coisa é bem contida, especialmente se compararmos com os primeiros livros.  Só que como The Last de Burgh tem uma boa história a contar e é coerente, não lamento por isso.  Tudo bem, fazer o quê?  Mas eu queria  ler a primeira noite dos dois em detalhes.  (*Ficou parecendo o trote que a Hanah Howell passou na Saga das Terras Altas, em que o primo famoso pela sua competência como amante não é mostrado em ação nenhuma vez no livro que protagoniza.*)

Enfim, fico feliz que Deborah Simmons tenha fechado bem a Saga dos de Burgh, ainda mais depois dos últimos livros.  Eu tenho muito carinho pela série.  Gosto do fato da autora não ter escrito toneladas de livros sobre os de Burgh, ainda que torça para que ela continue a saga de alguma forma.  Se Simmons fosse como Hanah Howell teríamos uns cinquenta livros sobre os de Burgh, seus filhos, primos, etc. cheio de passagens e mocinhas repetitivas.  Simmons é uma autora melhor e  não se vende como aquilo que não é.  Ela escreve livros populares, de leitura rápida, mas os faz direito. É como a média dos bons mangás.  Aliás, agora, é esperar uns dois anos para que saia neste formato, pois toda a saga de Burgh foi publicada pela Ohzora.  Pena que a mangá-ka oficial da série seja somente mediana.  Já o livro, não sei quando sai no Brasil, mas foi lançado nos EUA em janeiro.  No mais, continuo pensando que alguns livros da saga, como O Lobo Domado, dariam filmes muito legais.

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