domingo, 26 de março de 2017

Mercado de mangás digitais cresce 27.5% no Japão


O ANN publicou uma noticia interessante, a All Japan Magazine and Book Publisher's and Editor's Association (AJPEA) publicou as vendas estimadas do mercado de mangá no Japão em 2016.  As vendas combinadas de mangás físicos e digitais subiram 0.4% comparado com o ano anterior.  Números positivos, verdade, que precisam ser destrinchados.


Quando falamos em mangás físicos, houve uma queda de 7.4% na venda dos encadernados e 12.9% na venda das antologias.  Fazendo a média dos dois, a queda foi de 9.3%.  De acordo com a matéria é o 15º ano de queda consecutiva e, hoje, o mercado de mangá representa metade do que foi em meados dos anos 1990.  Basta pegar a Shounen Jump, revista emblemática de sucesso.  Nos anos 1990, sua tiragem era de 5 milhões.  Hoje, é a metade.


Em contrapartida, quando falamos em mangá digital os números bombaram.  Aumento de 27.1% da compra de volumes digitais e de 55% no caso das antologias.  Tirando a média, e eu só estou reproduzindo dados, o crescimento foi de 27.5% do mercado.  Bem, se você acompanha o Shoujo Café, volta e meia comento de antologias que são somente digitais, ou de revistas josei que abandonaram o formato tradicional.  Novos tempos, novas estratégias, novos hábitos de consumo.  Crise?  Eu não diria.


O ANN informa que, no caso dos mangás digitais, não foi levado em consideração sites e aplicativos que oferecem mangás de graça.  Fosse contabilizado, a conta iria inflar ainda mais.  Ainda segundo a matéria, o mercado de livros e todas as demais publicações em papel no japão teve queda de 3.4% no ano passado.  Agora, quando se trata de material digital, o aumento foi de 27.1%.


Enfim, eu gosto de papel, mas entendo que por questões de espaço e praticidade o mercado digital avance.  Comprei vários mangás da Kodansha americana em formato digital.  Vantagens?  Chega imediatamente, é mais barato e não vai ocupar espaço na minha casa.  Mas meus mangás mais queridos, assim como meus livros, precisam ser em papel.  Quero tocar, cheirar acariciar.  Faz parte.  Agora, é pensar em ajustes e estratégias para  que o modelo tradicional se sustente e o digital renda ainda mais lucros.  De resto, não temam, mangás, assim como livros, devem continuar sendo impressos por muito, muito tempo.   A questão é não fechar os olhos às novas possibilidades.

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1 pessoas comentaram:

Não tem jeito, amo papel. Já comprei uma série em digital, mas apenas porque queria muito terminar de ler e ficaria caro demais trazer de fora.
Mas também tem o fator espaço físico. Praticamente não tenho mais onde estocar mangas e os atuais nem mesmo estão guardados adequadamente.
Se a publicação digital no Brasil acontecesse de fato com os mangas, é provável que eu iniciasse as coleções no digital, para os casos de lançamentos que eu desconheça. Se eu pegasse amor à série, compraria em papel também. Mas infelizmente, não tenho essa opção ainda.

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