segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Sobre os animes dos anos 1990 que os japoneses querem remake: Algumas Considerações


No sábado, publiquei uma pesquisa do Gooranking sobre "animes dos anos 1990" que os japoneses queriam que tivesse remake.  O pessoal no Facebook discutiu e opinou bastante e acho que vale a pena comentar alguma coisa sobre isso focando nos shoujo, especialmente.

Primeira coisa, eu realmente defendo que o termo "remake" não caba, salvo para material original.  Por exemplo, Escaflowne (天空のエスカフローネ), ou Cowboy Bebop (カウボーイビバップ), ambos na lista, nasceram anime.  O mangá é um derivado deles.  Cabe fazer remake dessas obras?  Acredito que não, elas são ótimas como estão.  Mas alguém colocou uma ideia interessante, Escaflowne poderia ter uma continuação.  O que aconteceu, por exemplo, cinco, dez anos depois de Hitomi voltar para a Terra?  Ela e Van se reencontraram?  Eu assistiria um especial sobre isso, desde que você derivado da série de TV e, não, do movie.

Utena foi relançado em qualidade Blu-ray no Japão
 como parte das comemorações de 20 anos da série.
Já Shoujo Kakumei Utena (少女革命ウテナ) foi planejado como um produto multimídia e todo mundo que leu o mangá sabe o quanto o quadrinho diverge da animação, como é tradicional na abordagem, enquanto o anime é de fato revolucionário.  O lançamento da série remasterizada é bem mais interessante, e os japoneses fizeram isso.  Queria que lembrassem de Mahou Tsukai Tai (魔法使い) e fizessem o mesmo.  Refazer o anime é uma furada.  Pior, refazerem o anime a partir do mangá de Ciho Saito.  Há tanta coisa da autora que merecia ser animada, deixem Utena em paz e vamos celebrar a obra maravilhosa que esse anime já é.

Já quando se trata de uma adaptação de um mangá, caso de Hana Yori Dango (花より男子), o que cabe não é um remake, mas uma nova adaptação.  Quando a série foi ao ar  em 1996, o mangá ainda estava em andamento.  O trabalho feito ficou na média da época e muito longe daquilo que de  melhor poderia ser feito.  Eu gostaria de uma novíssima animação, como no caso da proposta de Fruits Basket (フルーツバスケット), cobrindo todo o mangá.  Quer dizer, no caso de Hanadan, poderiam retirar as gorduras, porque quem leu a série sabe que Kamio Youko esticou o que pode e como pode.  Agora, eu realmente acho difícil que tenhamos uma nova série animada.  Mas, de novo, vide o caso de Fruits Basket. 

Fushigi Yuugi original está ótimo como está.
Marmalade Boy (ママレード・ボーイ) poderia receber uma readaptação mais fiel ao mangá,  é nisso que eu penso, por exemplo, quando desejo uma nova animação da Rosa de Versalhes  (ベルサイユのばら).  Agora, quanto à Fushigi Yuugi (ふしぎ遊戯), ao invés de mexer com Miaka, Tamahome e cia, que tal animarem as histórias  das outras miko (sacerdotisas), isso seria bem mais interessante.  O mesmo vale para Magic Knight Rayearth  (魔法騎士レイアース), que é ótimo do jeito que está.  Remake para quê?

Já Basara (バサラ), que teve uma série curta e acidentada, merecia uma adaptação decente.  É um mangá épico e se a animação soubesse usar as cores como a  Yumi Tamura usa em suas obras seria lindo, fora que as discussões de gênero da série continuam pertinentes.  E, para concluir, Karekano  (彼氏彼女の事情).  Nova adaptação seria bem-vinda?  Seria, mas eu cortaria no volume #11, na viagem até Kyoto.  Dali para frente, a série cai naquele arco complicadíssimo do Arima e eu, Valéria, não faço questão daquilo animado, não.  

Basara nunca teve a animação que merecia.
Tem tanta série shoujo excelente da época que não teve animação. Hanakimi  (花ざかりの君たちへ) é uma delas, Mars (マース) é outra e nem vou voltar em Chiho Saito, porque se um dia anunciarem Waltz wa Shiroi Dress de (円舞曲は白いドレスで)  animado, acho que eu choro.

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