sábado, 24 de agosto de 2019

Akatsuki no Yona caminha para o final, quer dizer, chegamos aos 70% da série


Mizuho Kusanagi comentou em uma entrevista para o Comic Natalie que sua série Akatsuki no Yona (暁のヨナ) estaria 70% pronta.  Isso significa que ainda temos uns 13 volumes para terminar.  Bem, eu vi a informação dos 70% no ANN, porque tinha ignorado a entrevista já que não sei japonês, nem leio a série.  Só que, aparentemente, havia coisa muito importante na entrevista do CN, então, decidi pegar as ferramentas que tenho e tentar resumir alguma coisa. Peço que tenham em mente que é um trabalho capenga.  Vamos lá:

Um pouquinho da arte de Akatsuki no Yona.
Dez anos de Mangá!

A entrevistadora cumprimenta a mangá-ka pelos dez anos de trabalho em Akatsuki no Yona.  Kusanagi começa falando que não imaginava que a série fosse se estender por tanto tempo, que ela não pensava em dez anos de serialização, mas que, olhando para trás, ela não viu esse tempo passar.  Ela diz que a cada volume ela pensava no próximo, ou nos dois próximos, nos três e assim foi seguindo.  Como subir uma montanha, é a metáfora que ela usa.  E vai falando dos arcos da série e dos seus capítulos favoritos ou mais importantes (91, 152).  A página 1 e 2 da entrevista são sobre a série em si.

Essa capa estava na entrevista.
Por que a autora decidiu ser Mangá-ka?

Em uma parte da entrevista é perguntado para Kusanagi por qual motivo ela decidiu fazer mangá.  Ela disse que decidiu por essa carreira ainda no primário.  A entrevistadora pergunta quais as obas da Hana to Yume (*a entrevista faz parte das comemorações do 45º aniversário da publicação, também*), revista na qual ela publica, a inspiraram.  Ela cita Glass Mask (ガラスの仮面), Koko wa Greenwood (ここはグリーン・ウッド), Please Save My Earth (ぼくの地球を守って), Arabesque (アラベスク), Angel Sanctuary (天使禁猟区), The Change! (ざ・ちぇんじ!) e Aka-chan to Boku (赤ちゃんと僕).  Ela diz que as suas três favoritas dessa leva são Glass Mask, Koko wa Greenwood e Please Save My Earth, ela as leu várias vezes.  OK.  Salvo Greenwood, que é curtinho, as outras duas são mangás longuíssimos.  Glass Mask está aí sem ser terminado por mais de 40 anos.  

Uma das obras citadas como favoritas.
Por que a Hana to Yume?

Em seguida, ela comenta que entre os 18 e os 22 anos foi assistente de Yoko Matsushita em Yami no Matsuei (闇の末裔).  Esse mangá, aliás, fez um grande sucesso, mas foi interrompido devido a problemas de saúde da autora que está tentando retomar a carreira com grande dificuldade.  Yami no Matsuei era publicado na HanaYume.  Enfim, Kusanagi diz que preferiu a Hana to Yume, porque é uma revista que valoriza a diversidade de temas e abordagens.  Sim, a Hana to Yume publica quase de tudo.  Kusanagi volta a falar sobre isso mais tarde na entrevista, que, se um dia ela deixar a HanaYume, esta será sua maior e melhor recordação.

As séries anteriores da autora.
Os trabalhos da Autora antes de Akatsuki no Yona.

A autora começa a falar de suas quatro séries (*mais de um volume*) anteriores a Yona começando com Mugen Spiral (夢幻スパイラル), que é protagonizada por uma garota que tem poderes psiquícos e luta contra uma ameaça espiritual.  Ela fala que alguns dos elementos dessa série seriam retomados em Akatsuki no Yona. Em outra parte da entrevista, ela lamentou que essa série, que teve somente dois volumes, foi cancelada e isso gerou certa insegurança nela como autora. A segunda série de Kusanagi, Game X Rush (ゲーム×ラッシュ) tem dois garotos como protagonistas e foi encomendada pelo editor, ou seja, ela seguiu uma ideia que não era sua e sentiu-se insegura no início, vinha de um cancelamento, afinal, mas diz que aprendeu muito fazendo esse mangá.  E veio sua primeira obra longa NG Life (NGライフ) no qual trabalhou com temas como reencarnação e gender bender (*Influências de Please Save My Earth?*).  O protagonista, se entendi bem, tinha vivido na Antiga Roma, e seu amado reencarnou como uma garota. Ela diz que começou essa terceira série, que chegou aos 9 volumes, receosa, porque teve que lidar com censura (*imagino que intervenção do editor*) em seus dois trabalhos anteriores.  A entrevistadora comenta que ela produziu duas séries com protagonistas femininas e duas com masculinas, mas a autora diz que não pensa muito nisso quando faz os seus mangás.

Yona.
A autora costuma se encontrar com outras mangá-kas da HanaYume?

Ela diz que por morar em Kumamoto, distante 887 de Tokyo, é difícil se sociabilizar com outras autoras, mas que ela fica feliz sempre que consegue se encontrar para tomar chá e conversar com Julietta Suzuki e Shiina Dai.

Muita gente ainda espera por mais
episódios animados de Akatsuki no Yona.
Qual a mensagem para os fãs de Akatsuki no Yona?

A autora agradece a todos os fãs que leram e compraram seus 30 volumes até o momento e agradece por terem acompanhado Akatsuki no Yona nesses últimos dez anos.

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