sexta-feira, 3 de abril de 2009

Mangá Corporativo: Quando gêneros que não são contemplados



Graças ao Mangablog cheguei a um site interessante (*agora nos meus links aqui*) no qual o autor fez um post sobre a sua ânsia em ler bons mangás sobre salaryman. Esse tipo de mangá para homens adultos, o manga corporativo, é um nicho importante no Japão e lida com questões do dia-a-dia. Achei curioso, embora isso só comprove as minhas teorias, que ele comentasse With the Light, um mangá para mulheres adultas lançado nos EUA, um dos poucos, talvez o único, daqueles para donas de casa, não para office ladies, e centrado no drama de como lidar e educar uma criança autista. Eu tenho o volume 1. Ele é excelente. O autor não diz o contrário, mas comenta que achava muito mais interessante quando o mangá focava nos problemas do pai - salaryman - no trabalho ou gerenciando a questão do filho. Ele não está dizendo que o mangá é ruim, mas apontando que ele queria ler mais sobre homens trabalhadores, com dramas e problemas com os quais ele se identifica. Eu acho o personagem pai no primeiro volume um nojento, mas entendo bem o sentimento. Eu me identifico com a mãe, ou o drama vivido pelas mulheres japonesas em uma sociedade desigual e machista.

Acredito que temos duas questões aqui. A primeira, e o Okazu já tocou nisso, é que público cresce, amadurece, e as editoras muitas vezes não oferecem mangás para os adultos ou os jovens. Vejo muita gente ponderar isso aqui. No caso das fãs de shoujo, elas estão cansadas dos dramas amorosos das colegiais. São adultas e não se identificam mais com os dramas vividos ai. Querem outro tipo de protagonista. Eu entendo e concordo quando não degenera em depreciação do material para adolescentes. O outro é que há gêneros e mangás que são ignorados. O mangá corporativo, por exemplo. Enfim, vale a leitura do artigo. Vou freqüentar mais o blog.

4 pessoas comentaram:

E isso lá, ondem tem uma quantidade imensa de manga sendo publicada, e um mercado maior e bem articulado. Ta certo que em muitos casos as editoras investem no mais do mesmo e no "sucesso garantido".

Aqui no Brasil... bem, nem da p/ comparar.

Aliais vc sabe se na Europa há uma variade maior de generos?

Na França eu sei que se publica de tudo e mais um pouco. Na Itália nem tanto, mas nem se compara com o Brasil e acredito que eles tenham variedade maior que nos EUA.

E eu sou um dos que queria MUITO ler a série Shima Kosaku. Mas algo me diz que é melhor esperar terminar o Young Shima Kosaku para arriscar. Porque praticamente a série é um mangá corporativo sim, mas também é a cobertura em quadrinhos de toda a vida de um homem, na prática, com todas as marchas e contramarchas – casamento, divórcio, etc. Talvez pondo tudo na devida ordem cronológica a partir do prequel (a única fase NÃO corporativa), ele seja mais deglutível para os leitores.

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