terça-feira, 10 de abril de 2012

Comentando Escrava Isaura (1976) - Parte 1



Como acabei de fazer a loucura de assistir quase sete horas contínuas de Escrava Isaura, precisava escrever alguma coisa sobre essa experiência. Eu ia ver Jogos Vorazes ontem, mas não consegui largar Isaura pra lá... enfim, no domingo comprei o box com o resumo da novela. Apesar de ser uma obra curta, com 100 capítulos somente, a emissora preferiu lançar o compacto, o mesmo exibido em 1990 no aniversário de 25 anos da emissora. Foi a última vez que assisti a Escrava Isaura. Aliás, não sei quantas vezes a novela foi exibida na TV Globo, mas sua primeira exibição foi quando eu tinha pouco mais que um ano. Daí, não sei quais são as minhas memórias mais remotas, pois elas se confundem. Lembro dela na época do TV Mulher, eu assistia na casa da minha avó. Deve ser a minha lembrança mais antiga. Segundo a Wikipedia, foi em 1982 e já era a quarta reexibição. Ufa!

Para quem não sabe nada de Escrava Isaura, o que eu acho impossível, o resumo da história é o seguinte: Isaura é escrava do Comendador Almeida e foi criada por sua esposa, Ester, como se fosse filha. Isaura recebeu dela a mais refinada educação: toca piano, borda, desenha, pinta, fala vários idiomas, etc. É a moça perfeita, mas é escrava. Obviamente, a boa senhora a ama, mas não vê necessidade de lhe dar a alforria. Afinal, ela tem de tudo. Ser livra pra quê? Isaura também tem uma característica especial que a torna diferente das outras escravas e torna a sua situação ainda mais aviltante: ela é branca. Filha de escrava muito clara com um feitor, ela pode passar pela mais branca das moças. No livro, Bernardo Guimarães compara a pela de moça ao marfim das teclas do piano. Pois bem, o Comendador – que causou a morte da mãe de Isaura, pois ela não cedeu aos seus avanços – trata mal a menina, mas o amor de sua mulher compensa o seu desprezo.


O casal tem um filho, Leôncio, que está na Europa fingindo que está estudando, enquanto torra o dinheiro da família. Quando dizem que ele está se formando em Física, eu ri. ^____^ De volta ao lar, Leôncio descobre Isaura e passa a assediá-la sexualmente das piores maneiras. A moça, temendo magoar Ester, aguenta tudo calada e foge de Leôncio da forma que pode. Enquanto isso, Januária, a excelente Zeni Pereira, tenta proteger a moça e manter seu pai informado do que acontece com ela. Depois de casado com uma boa moça, Malvina, o vilão não cumpre o último desejo de sua mãe, que é alforriar a moça, tampouco cumpre a palavra do Comendador para com o pai de Isaura que ia compra-la por 10 contos de réis, uma quantia exorbitante para a época. A partir daí, a vida de Isaura é um inferno, até que ela e seu pai fogem e ela encontra Álvaro, moço rico e de idéias abolicionistas e que irá salvá-la de Leôncio. Na novela da Globo, Gilberto Braga inventou um primeiro amor para Isaura, Tobias, moço honrado, bondoso e progressista, ainda que dono de escravos, e que termina assassinado friamente pelo vilão.

Enfim, sei que minha mãe sempre amou Escrava Isaura, e minhas lembranças mais antigas podem vir daquilo que minha mãe contava e não propriamente de eu ter assistido ao programa. Só sei que Escrava Isaura é desde sempre uma das minhas novelas favoritas. Rever agora, mesmo que não completamente, uma obra tão importante e influente me deixou até um pouco emocionada. Curiosamente, apesar de Gilberto Braga mostrar muito desprezo por Isaura nas entrevistas que li, o sucesso da novela é obra dele, de um magnífico trabalho de adaptação que tornou um livro medíocre (*eu li o livro*) em um grande espetáculo. Por exemplo, a cena da morte do Tobias e da Malvina (*que eu acho que ainda estava grávida*), me causa forte impressão até hoje. É obra de Gilberto Braga, que criou um herói tão perfeito (*a primeira aparição do homem é em cima de um cavalo branco, pessoal*) e teve coragem de matá-lo da forma mais cruel, deixando nossa Isaura nas mãos do pior vilão da teledramaturgia brasileira. Matar uma personagem tão amada não é para qualquer um, não. Obviamente, a autora de Harry Potter ganha fácil nesse quesito, mas isso é outra história...

Pois bem, a qualidade dos DVDs está acima da média da Globo. Tenho aqui umas três minisséries lançadas por eles – O Tempo e o Vento, Anos Dourados e Grande Sertão Veredas – e a qualidade do vídeo deixa muito a desejar. O Tempo e o Vento, por exemplo, tem uma imagem sofrível, não sofreu nenhuma remasterização. Escrava Isaura tem uma qualidade excelente, deve ter sofrido uma boa restauração e isso surpreende, dado o caráter descuidado da Globo. A crítica fica por conta da edição. Primeiro, nem seria tão necessário editar, mas até aí vai. Só que algumas cenas são cortadas de uma forma muito abrupta. Em alguns momentos (*poucos, ainda bem*), parece que tiraram um pedaço importante da cena. Por exemplo, quando foi que Tobias falou de Isaura para Henrique (*irmão de Malvina*)? Duvido que não houvesse uma cena anterior, só que ela foi retirada. Agora, uma coisa irritante na novela é a trilha sonora que não para muito. Não há silêncios, Retirantes ou outra orquestração está sempre tocando... Isso é muito chato mesmo.


Escrava Isaura é ainda hoje – apesar de outras novelas terem rodado o mundo – o maior sucesso da Globo e da teledramaturgia brasileira. Se todas as anedotas sobre a novela forem verdade (*suspensão do racionamento em Cuba, cessar fogo na Bósnia, a palavra “fazenda” ter entrado para a língua russa, etc.*), ela é um fenômeno cultural global que merece muitos estudos. O drama de Isaura comoveu mais da metade do mundo, foi recontado, virou peça, quadrinho, tudo que se possa imaginar. E, bem, não foi por causa do livro de Bernardo Guimarães, mas da novela. Foi Escrava Isaura que lançou Lucélia Santos, na época com a idade aproximada a da personagem, 18 anos. Há quem reclame do fato dela ser branca. Eu simplesmente digo “é o que está no livro”. Eu particularmente acho o livro uma peça abolicionista muito racista e obtusa. Bernardo Guimarães, nas suas boas intenções, usa o escândalo que é a escrava branca, virginal, virtuosa, e prendada para chocar a opinião pública em plena campanha abolicionista de 1875. A novela foi além, levanta a bandeira de que a escravidão não é degradante somente porque permitiria que uma Isaura existisse, mas por ser degradante em si mesma. A novela também salvou a personagem André. No livro, se bem me lembro, ele cobiça Isaura, é vil, e o autor deixa muito claro que ele "não conhece o seu lugar" por desejar alguém como a moça. Rosa é outra vilã, só que ela permanece assim e ganha cores mais fortes na novela.

Fora isso, em Escrava Isaura temos o vilão mais terrível das novelas. Eu não lembrava de como Leôncio era tão cruel, repulsivo, lascivo (*ele cobiça qualquer mulher... não precisa ser Isaura, não*) e capaz de tudo. E olha que a novela está editada! Ele trata mal até a mãe! Só não chutou cachorro, matou cavalo à pancadas e aterrorizou criancinhas... será que ainda vai acontecer? Eu acho o Rubens de Falco meio canastrão, ou, talvez, seja a forma como ele interpreta, mais teatral do que televisiva. Olhando com cuidado, entretanto, percebi o quanto ele é expressivo, principalmente quando usa seus olhos de um azul claríssimo. Na cena do sarau, ele duela com Roberto Pirillo (Tobias) com os olhos. E duelam com palavras, também. Diálogos preciosos. E o texto – pesadamente censurado na época da Ditadura – é carregado de duplos sentidos. O assédio sexual, a violência, estão presentes de múltiplas formas e sem que nada seja dito diretamente. Ainda assim tudo é muito forte, já que fica marcada a situação de vulnerabilidade e desamparo de Isaura e a falta de limites de Leôncio.



A cena em que Leôncio compara Isaura com uma fruta, que por lhe pertencer, ele pode devorar, mas não dividiria com ninguém, preferindo destruí-la é de dar medo. E olha que a mãe dele nem morreu ainda e o sujeito já está barbarizando. Prestando atenção em Leôncio, me pareceu, também, que o autor foi desenhando desde o início e sutilmente um quadro de doença mental. Há cenas que sugerem isso. Claro que ele foi mimado pela mãe e estragado pelo pai (*que é tão podre quanto o filho*), mas parece-me que ele é de fato doente. Outra coisa a pontuar é o quanto o Rubens de Falco estava velho para ser Leôncio, ainda que tenha se apossado magistralmente do papel. É difícil convencer que ele é filho de Beatriz Lyra, mesmo que ela tenha sido mãe aos 13 anos, coisa que não seria surpresa na época. Os outros rapazes (Roberto Pirillo, Edwin Luisi e Mário Cardoso) tem a idade certa, já Leôncio parece um bode velho correndo atrás de Isaura e fica bem ridículo levando esporro dos pai. Mas logo, logo, ele será órfão e livre para causar toda a desgraça que desejar.

Hoje, Escrava Isaura não poderia passar às seis da tarde, talvez nem às nove da noite. A (*maldita*) classificação indicativa consideraria o conteúdo violento demais. Mas o que era a escravidão, afinal? Com suas vítimas de vários tipos, desde uma Isaura, que é perseguida pelo senhor lascivo, até uma Rosa, que acredita que usando seu corpo e sua esperteza poderia se livrar do tronco e outros castigos. Hoje, introduziriam um (*ou vários*) núcleos cômicos para idiotizar a trama, tornariam os diálogos mais didáticos e, ao mesmo tempo, vazios. A riqueza do texto de Escrava Isaura me surpreendeu, afinal, eu não lembrava de tudo em detalhes, não lembrava mesmo. As cenas são densas demais, algumas pesadas demais, para que seja um material palatável ao público das seis. Ou assim, os donos da programação pensam. Eu fico triste com isso. Mas, da mesma forma que no livro, o papel dos negros no processo de abolição é esquecido. Até entendo isso – não concordo, nem digo que precisava ser assim – em 1977, mas o que me choca é que a Globo repita a mesma abrobrinha em novelas recentes, como a nova Sinhá Moça.

Como escrevi mais acima, Gilberto Braga criou uma personagem apaixonante, o Tobias. Gosto muito dele, vocês já perceberam. Talvez, no seu drama em relação à escravidão, ele tenha sido a personagem mais complexa da trama. Seu sofrimento, angustias, dúvidas são bem concretas. Ele vê a necessidade do fim da prática, acredita que ela terminará em breve, tenta ser justo (*algo impossível*) com seus escravos, mas não consegue abrir mão da prática... Não ainda. Para piorar, ele ama uma escrava! E está disposto a tudo para ser feliz com Isaura. Mas Leôncio - e pensando bem, ele é um pouco parecido com o William do livro Os Pilares da Terra (*não da minissérie*), só que mais inteligente - é um adversário poderoso e terrível demais. Tobias é muito bonzinho para calcular meticulosamente a queda do vilão, como faz Álvaro, o segundo amor de Isaura e seu par no livro.

Pelo que eu me lembro do Álvaro, ele me parecia bem esquemático, era o bom moço abolicionista, só que com amigos inteligentes e muito mais frio nas suas ações, algo fundamental quando se enfrenta um vilão muto poderoso e/ou inteligente, ou as duas coisas. Já o Tobias, deve ter sido criado para encher lingüiça, afinal, como manter a heroína sem um par romântico por mais da metade da novela? Só que a emenda saiu melhor que o soneto e poucas mortes foram mais terríveis do que a dele. E de bônus, ainda foi a Malvina, deixando o canalha do Leôncio viúvo. Aliás, como o Leôncio é curioso, porque ele junta em si tudo que existe de pior em termos privados e públicos, em nenhum momento, salvo por poucos segundos quando ele ainda não sabe que Isaura era escrava, ele foi gentil com ela. Em nenhum momento, houve a possibilidade de surgir alguma atração ou tensão erótica entre eles. Leôncio é como o Capitão no livro A Marca do Zorro (*o original de Johnston Mcculley*), , na primeira chance que tem de ficar só com a mocinha, ele tenta estuprá-la. Só que Isaura é escrava e não tem o Zorro para salvá-la.

Enfim, infelizmente, acho que só poderei voltar a assistir na quinta-feira. É o que exige o bom senso... Mas eu não consegui parar quando o DVD 1 terminou com um gancho tão perfeito: Januária (*a Mammy, isto é, a mãe preta expansiva, amorosa e autoritária. É um papel tipo imortalizado por Hattie McDaniel em E o Vento Levou*) contando para Isaura a história de seus pais. Claro que o flashback teve problemas de figurino e cabelos. Se eles se viram mais ou menos bem com a moda dos anos 1840 (*nunca vi crinolinas tão volumosas*), o mesmo não aconteceu para a época do nascimento de Isaura. Roupas e cabelos estavam totalmente fora do lugar. Outra coisa que me “agride” é aquele paletó feito de cortina do Leôncio. É a coisa mais ridícula, florida, e estranha é aquela?! Mas o interessante é que Leôncio quer passar a (*falsa*) idéia de ser refinado, bem vestido. Ele representa a nossa aristocracia (*até hoje, talvez*) que despreza tudo o que é nacional e exalta o que vem de fora. Outra crítica curiosa às nossas elites foi a peça apresentada em francês. Só nossa Isaura parecia entender francês do século XVII, o Comendador dormiu, e a maioria fingia entender. Foi excelente.


Eu terminei o DVD 2 com Isaura e Tobias finalmente se encontrando e a moça explicando sua situação. Houve muito lenga-lenga para que chegássemos nisso, e olha que a novela está cortada! Leôncio, claro, já sacou o que está acontecendo e odeia Tobias, porque Isaura o ama, e porque o moço o denunciou por maltratar seus escravos. Acredito que no DVD 3 o bicho vai pegar. ^____^ Mas acredito que a morte do Tobias só acontecerá no DVD 4. Coisa interessante e corajosa, volto a repetir, você criar uma personagem simpática, que é o amor da protagonista, naquele esquemão “amor à primeira vista” e ter coragem de mata-lo. Interessante, também, é dar à Isaura um segundo amor... Só a Candy Candy sofreu mais nessa área, afinal, Antony morreu e ela ainda perdeu o Terry para outra... Comparar com Candy Candy é fácil, afinal, a novela deve competir pau a pau com esse anime em número de países em que foi exibido.

Certamente, tanto o autor do original, Bernardo Guimarães, teve influências. Uma das possibilidades é a Cabana do Pai Tomás. Mas a questão que mais me toca é a repetitiva situação do escravo bem tratado que seus senhores acham que não precisa ser libertado. Invariavelmente, dá merda (*desculpem o termo*). Um filme americano que é bem nessa linha é Meu Pecado foi Nascer (Band of Angels). Eu chamo de Escrava Isaura americana. A diferença é que a mocinha – fenotipicamente branca – era filha do senhor com uma escrava, é mimada e arrogante como Scarlett O’Hara, e só descobre sua condição quando a madrasta manda chama-la do colégio interno para os funerais do pai. Depois do enterro, a surpresa, ela é vendida como parte do espólio do pai. O noivo pastor abolicionista não faz nada para salvá-la e ainda tenta se aproveitar dela mais lá na frente, afinal, ela é somente uma negra... Vendida, tem que se tornar amante de um homem poderoso. E é na casa desse homem que conhece outro escravo criado como filho, Sidney Poitier (*jovem e lindo*), que não se conforma com sua situação nem (*pasmem*) é grato ao pai Clark Gable, um ex-traficante de escravos arrependido, mas que continua tendo escravos... Tsc... Tsc... É um filme mediano, mas para comparar com Escrava Isaura é ótimo.

Quando Isaura leva a questão da alforria para sua dona, ela não entende. Ainda que não seja discutido isso, é fácil de entender a confusão da dona de Isaura, afinal, como alguém que também não é livre, pois é mulher e casada com um homem autoritário, vai entender a situação da moça? Enfim, não é nada revolucionário, mas dá material para pensar... Algo que me incomoda, aliás, além da falta de negros como protagonistas da luta pelo fim da escravidão na dramaturgia brasileira, é a debilidade das sinhás moças e sinhás donas. Há estudos (*e eu queria um vídeo que vi na Cultura anos atrás feito por uma mestranda da UFF*) que apontam que as sinhás donas, aqui, ou no Sul dos EUA, eram mulheres que tinham uma presença ativa e dominante nas plantações. Em Escrava Isaura, elas são adereços de salão e pouco fazem para gerir as fazendas. Final, as sinhás donas eram responsáveis por elas durante as longas ausências dos maridos na corte e os quadros com seus retratos mostram mulheres endurecidas, sérias, e, não, mocinhas frágeis. Aliás, é disso que tratava o vídeo.

Olhando Escrava Isaura, eu só imagino o quanto a novela daria um excelente shoujo mangá. Tem todos os lances rocambolescos necessários, e eu proporia pegar a novela. Se bem que, ao que parece, a versão que eu não li, a da 1ª e 2ª edição, era muito mais... Agora, eu não critico mais a Record, afinal, eles não inventaram personagens, estavam na versão que o autor decidiu censurar. Eu preciso investigar os motivos... Eu fico imaginando como seria A Escrava Isaura nas mãos de uma Chiho Saito, ou do Studio Seasons. Simone Beatriz, que tal? Fora isso, eu gosto bastante do desempenho da Lucélia Santos (*não vou voltar a elogiar o Rubens de Falco*), afinal, ela era uma menina quando desempenhou o papel de sua vida. E Escrava Isaura mostra o quanto uma adaptação pode ser criativa e superar e muito o original. Fora isso, e eu não posso deixar de citar, Roberto Pirillo, Edwin Luisi e Mário Cardoso estão lindos nessa novela. Um espetáculo mesmo. Eu vou resenhar o resto quando terminar, devo ter esquecido de muita coisa. E tem, ainda, a segunda temporada de Downton Abbey.

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5 pessoas comentaram:

Sempre quis assistir essa versão da Escrava Isaura, quando a novela foi re-exibida pela última vez eu não era nem nascida. Li o livro 2 vezes, gosto bastante dele, mas sei de suas limitações. Assisti a versão da Record, a qual gosto muito, mas me incomoda profundamente o figurino feminino, aquelas saias enormes me dão agonia.
Valéria, saberia me dizer qual das 2 versões possui o figurino correto para época que tenta retratar?
Depois de ler essa resenha me bateu uma vontade de comprar os dvds.
E claro também considero o Leôncio um dos melhores vilões.

Lady, os dois figurinos são bem precisos, as saias ficaram enormes da segunda metade da década de 1840 até início da década de 1860. D~e uma olahda: http://bit.ly/I01DnF

Eu vi Escrava Isaura em uma destas reprises. É claro que não percebi todas estas nuances, gostaria de rever. Agora a Lucélia Santos e a abertura sempre ficarão nas minhas lembranças. E eu não sei o motivo mas depois de Hadashi de Bara wo Fume também fiquei com essa ideia da novela como um shoujo...^^

Eu queria ter visto A escrava Isaura (não era nascida na época que passou e acho que era pequena quando reprisou). Bem que o canal viva podia reprisar. Seria bem melhor que Roque Santeiro que está passando agora... Na globo é praticamente impossível de reprisar pelo que você disse sobre violência e tudo mais.
Mas eu fiquei curiosa... O que você achou da versão da Record? Eu acho que eles esticaram muito o final e ficou extremamente chata x.x Gosto mais da versão de Senhora lá da Record do que da Escrava Isaura.

Assisti a novela em 1976, TV preta e branca, eu então com 05 anos de idade. Gostava muito do Tema de Isaura e Tobias, mas não faço do nome do mesmo. Alguém saberia dizer o nome desse tema instrumental?

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