quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Comentando Hadashi de Bara wo Fume - Volume 8



Quarta-feira recebi o meu oitavo volume de Hadashi de Bara wo Fume (裸足でバラを踏め), de Rinko Ueda, foram meses de espera, já que o último volume foi lançado em 12 de abril e eu li em maio, este, agora, foi lançado em 08 de novembro. O último volume só em 14 de março... Muita tortura, eu diria. Como de costume, devorei tudinho em poucos minutos. Acho que meu recorde de tempo de leitura de mangá é com Hadashi de Bara wo Fume. É preciso dizer que este volume manteve o ar sério e hiper-dramático, mundo cão. Resultado? Acabou sendo cômico, porque, bem, Hadashi de Bara wo Fume é totalmente novelão e bem inverossímil.

Neste volume, Sumi sente-se pressionada a aceitar a proposta de Nozomu para salvar não somente Souchiro, como seu irmão vagabundo e as crianças da miséria. Como os rapazes não conseguem emprego, Sumi tenta usar o que ela acredita ser seu único talento para conseguir dinheiro: o shogi. Ela coloca maquiagem e um belo kimono que uma das namoradas do irmão deixou para trás e sai na calada da noite para o bairro da luz vermelha. O homem que derrotá-la poderá ter seu corpo. Como é muito talentosa, Sumi consegue vencer partida após partida, mas um sujeito derrotado decide que ela roubou e tenta violenta-la sob os aplausos de outros homens... Sumi é salva por Souchiro que fica comovido, mas pede que ela não faça mais isso. Enquanto isso, Nozomu cerca o grupo de todas as formas, até culminar com o despejo. E aí vai todo mundo literalmente morar embaixo da ponte. 


Komai, o ex-mordomo de Souchiro, tenta ajudá-los com dinheiro, mas o jovem recusa. Também se nega a vender sua aliança de casamento, mas acaba vendendo o cinto e os sapatos para conseguir comida. No entanto, são somente paliativos e a gota d’água para Sumi é a doença do marido. Sem dinheiro, eles não conseguem atendimento para ele até que Sumi oferece sua aliança como penhor. Desesperada, ela aceita a oferta de Nozomu e prontamente as despesas são pagas. Quando passam a conviver, duas coisas ficam evidentes, a primeira, é a doença mental de Nozomu; a segunda, que Komai não é um traidor. 

Querem ver?  Nozomu não satisfeito em tomar tudo o que foi do amigo, inclusive sua esposa, ainda compra a sua casa e quer fazer sexo com Sumi na cama onde ela dormia com Souchiro. Não dá para saber direito se quem ele deseja é Sumi ou Souchiro... Vai entender o que passa pela cabeça do doido? A única coisa que a moça consegue fazer é convencê-lo de que só terá algo com ele, que sua relação só será plena, quando ele obtiver o divórcio de Miu... Enquanto isso, Souchiro consegue um emprego na estiva e acredita que Sumi o abandonou de verdade...


Foi um volume delicioso de se ler, bem desenhado, como sempre chutando a fidelidade ao figurino de época para o espaço, e com uns freetalks muito simpáticos da autora. Sumi estava lindíssima nesse voluma 8 e há umas cenas bem ternas dela com Souchiro e as crianças para equilibrar um pouco com a vingança de Nozomu.  Destaque para quando a moça consegue esclarecer as coisas com o marido e os dois se beijam apaixonadamente... Neste volume, aliás, Souchiro aceita que ama Sumi e abandona aquele seu ar de ore-sama guy

Apesar do absurdo que foi a derrocada da personagem – vide resenha do volume anterior – é muito interessante vê-lo exercitando a virtude da humildade e sofrendo por Sumi. A moça também mostra decisão e coragem. E não falo somente de aceitar a proposta indecente de Nozomu, mas na sua capacidade de começar a tramar junto com os funcionários que foram maltratados pelo vilão a possibilidade de retomada de poder por parte do marido. Sumi também se mostra corajosa e solidária ao procurar a pobre Miu, mantida pelo marido semi-prisioneira em uma clínica. Nozomu quer o divórcio e quer que ela ceda... Sumi consegue convencê-la de que sente muito e que não deseja seu marido... A cena foi excelente, o problema é saber que Miu está disposta, sim, a aceitar o psicopata de volta.


O volume termina com uma história curta centrada em Komai, o mordomo mais bandeiroso que eu já vi. Nessa historinha, para vocês terem uma idéia, ele fala da sua devoção pelo patrão – Souchiro – na época uma criança e seu trabalho para a família Ijuin. É uma graça quando o pequeno Souchiro diz que Komai precisa casar e ele prontamente diz que só se casaria com o patrão. Mais yaoi que isso, impossível. ^___^ De resto, já peguei as scanlations do último volume. Desta vez, não deu para resistir. Vou ler e resenhar nos próximos dias. Já vi que algumas coisas que eu queria, acontecem, outras, não. E, claro, o final é bem óbvio e totalmente novelão. Ah, mas essa é a graça de Hadashi de Bara wo Fume, ser desavergonhadamente dramático e açucarado ao extremo.  É absolutamente trash, mas é encantador na sua ruindade. 

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2 pessoas comentaram:

Primeiro eu adorei aquele outro mangá da mesmo autora, Tail of Moon se não me engano toda aquela temática ninja num drama foi lindo, sem contar q a autora sabe criar personagens adoráveis, nem os vilões escapam da simpatia S2

E Hadashi sem comentários, aquele dramalhão romântico digno de uma novela, e o traço LINDO e ambiente onde é desenrolada a historia tudo lindo! acompanho pelos scans gringos, mas adoraria ter em papel :) quem sabe um dia depois que eu aprender japonês, ou até o americano que provavelmente sai mais barato
adoro seu blog e acompanho tem muito tempo xD desde que ele tinha aquele layout feinho e simples do blogger aehuaeh =*

Sou com certeza uma das estatisticas do seu blog :)

Fiquei tão desesperada lendo esse mangá que acabei terminado de lê-lo no Mangafox... Ok, não darei spoilers sobre o final...
Mas enfim estava com saudades de umas coisas tipo novelão rsrs ^^

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