terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Crítico Japonês propõe censura ao último anime da Ghibli para lançamento internacional


Como lançamento internacional, vocês devem saber, o sujeito quis dizer EUA, mas vamos ao causo.  Kaguya Hime no Monogatari (かぐや姫の物語), o último filme do Studio Ghibli, foi um sucesso.  No entanto, entre tantos elogios, um crítico de cinema japonês chamado Akihiko Reizei mostrou-se preocupado com a carreira internacional da película.  Não vou me prolongar, mas o texto do Rocket News 24 criticando o sujeito e a censura burra, pontuou que o cidadão acredita que Kaguya Hime pode fracassar por mostrar bebês (*sim, bebês*) e crianças nuas em algumas cenas, além de ter seqüências nas quais mulheres aparecem amamentando... Para o sujeito, isso poderia ser visto como pedofilia e pornografia... O RN24, brincou dizendo que ele esqueceu de pontuar que aparecem bichos sem roupa, também, e que isso era igualmente escandaloso.


Chato é ver como o puritanismo, com interesse comercial, claro, vem se espalhando pelo mundo.   Os animes japoneses de qualidade sempre mostraram a diversidade cultural do país com poesia e até humor, e isso vale para produtos de todo o tipo.  Nascimento, morte, banho, sempre apareceram de forma natural, como deveria ser e é para muita gente.  Desde quando nudez contextualizada é pornografia e/ou pedofilia?  Como alguém pode considerar (*e muita gente considera*) como sexualmente ofensivo um ato como amamentar? Agora, é moda se curvar aos tarados reacionários?  Mundinho ridículo esse nosso.


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7 pessoas comentaram:

Mais engraçado é a crítica vir do Japão, o país exportador por excelência do fanservice.

Eu vi essa notícia em outra fonte e a interpretação era substancialmente diferente.

O tal crítico estava é preocupado, segundo a notícia, com o excesso de puritanismo de alguns órgãos de classificação ocidentais que poderiam afetar a arrecadação do filme retirando a classificação livre.
Você sabe como no mundo real implicam com amamentação, e a quantidade dessas cenas no filme, com peitos à mostra mais a Kaguya criança circulando peladinha por tanto tempo poderia incomodar esses órgãos e fazê-los dar uma classificação "12 anos" por exemplo, ou qualquer outra que não a geral.
Ele apenas avisava isso e recomendava que o Ghibli se preparasse com um corte "seguro" para esses mercados caso eles pudessem causar problemas.

Mesmo entendendo o raciocínio financeiro, também achei excesso de zelo. Sinceramente, que "censurem" que os únicos prejudicados serão eles mesmos.
Também fiquei pensando sobre o caso de Wolf Children, que tem cena da Yuki e da Ame pelados e da Hana amamentando. Não me lembro de isso ter causado quaisquer problemas para o filme, essas cenas apareciam até nos trailers.

Maurício, o texto critica (*o que eu usei e o meu*) a posição de um crítico de cinema. Ela não representa o pensamento nem da maioria dos críticos, quanto mais do público japonês.

Panino, não sei qual texto você leu, mas minha fonte é muito clara, ela considera o tal crítico um babaca e aponta como quando a Ghibli cedeu e censurou um filme seu - Näusica - foi um fracasso.

O tal crítico não estava pensando no mercado internacional, sabemos bem que era o mercado americano.

Quanto aos críticos da amamentação, seja em público ou privado, não vou escrever aqui o que eu acho desses tarados, porque este blog é censura livre. Mas digo que quem se importa com eles é ainda mais imbecil e desprezível.

Já li o que você escreveu sobreu o assunto.

Onde li era discutido apenas a questão comercial e por esse ponto de vista até pode fazer um pouco de sentindo concordando ou não, ainda mais se você parar para pensar que isso é muito comum no próprio Japão. Tantos animes são exibidos censurados na TV apostando na venda de discos.

Eu acho errado fazer o que foi sugerido nesse caso, acho o motivo bobagem e idiota, frescura, etc, também não concordo.
Mas se o filme for refém desses órgãos de classificação em alguns mercados é necessário fazer uma escolha, que pode ou não barrar espectadores das salas (apesar de que não imagino crianças indo assistir desacompanhadas).

Se for preciso "brigar" para mudar essas mentalidades idiotas, existe hora e local para isso.
Que façam lobby com os governos se for necessário para mudar os conceitos dos órgãos de classificação, público para apoiar que não vai faltar.


(obs: usando firefox desatualizado, o botão de responder mensagem não funciona).

Panino, a partir do momento que a Ghibli nunca mais permitiu censura em seus produtos depois do fiasco de Näusica; que o material do estúdio se paga no Japão e, não nos EUA (*porque é este o mercado internacional em questão*); e que tudo o que produz é considerado mais como obra de arte do que como produto comercial corriqueiro (*não estamos falando em seriados de TV*); não faz sentido.

De resto, já disse o que tinha que dizer. Para mim, a preocupação do crítico só mostra o quanto esse senhor é limitado e pouco perceptivo em relação ao que o sue país produz.

Quanto ao botão, não funciona mesmo. Desde que o novo site estreou, isso está aí enfeitando... Não sei como resolver, infelizmente. :(

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