Faz tempo que eu acompanho o Oscar. Muito tempo mesmo. Gosto de assistir, gosto de comentar e torcer, também. Com brasileiros participando, a gente torce mesmo. Mas eu escrevi um post ontem no qual explicava as chances e possibilidades de O Agente Secreto e do Adolpho Veloso. E eu antecipei todos os prêmios. O Brasil não ganhou estatueta, mas esteve muito bem representado no Oscar.
Não sabia que a Noruega nunca tinha ganho um Oscar de filme internacional. Valor Sentimental fez história. É engraçado, porque Dinamarca e Suécia já venceram várias vezes. Como muita gente que eu respeito elogiou o filme, vou me esforçar para assistir até o fim, porque comecei e larguei. Talvez tivéssemos mais chances se a Mubi, distribuidora no Reino Unido, tivesse feito um bom trabalho, mas não fez.
Houve muitos prêmios óbvios, todos os que Frankenstein levou eram esperados. Todo mundo sabia que Guerreiras do K-Pop levaria melhor longa de animação e Golden provavelmente melhor canção. Melhor filme e diretor para Uma Batalha Após a Outra. Mas houve surpresas como um empate em curta documentário e Amy Madigan (A Hora do Mal) como melhor atriz.
Um dos pontos altos da cerimônia foi o In Memoriam. Eu gosto muito dessa parte e houve um grande destaque este ano. O auge foi Barbra Streisand homenageando Robert Redford com quem trabalhou no filme O Nosso Amor de Ontem (The Way We Were/1973). Ela cantou com a voz muito embargada a música tema do filme. Eu quase chorei. Lembro de ter assistido O Nosso Amor de Ontem muitos anos atrás. Acho que foi no SBT. Acredito que foi o primeiro filme sobre Macarthismo que eu vi.
Notável este ano foi termos 74 mulheres indicadas. Um recorde. Acredito que os melhores discursos foram os do pessoal de Pecadores, porque todos tinham plena consciência do seu papel histórico naquela noite. Autumn Durald Arkapaw, em especial, fez um discurso muito feminista ao receber o prêmio de Melhor Fotografia. Foi a primeira mulher a ganhar o prêmio e a primeira mulher negra a ser indicada. Isso em quase 100 anos de premiação.
Quando Michael B. Jordan recebeu o prêmio de Melhor Ator, aquele que a gente queria para o Wagner Moura, também tivemos um belo discurso no qual ele citou todos os atores e atriz negros que ganharam a categoria. Foram poucos, muito poucos se levarmos a consideração de que estávamos na 98ª Cerimônia do Oscar. Ah, sim! Quando apresentaram a música de Pecadores, a bailarina Misty Copeland entrou no palco. Foi uma forma de espicaçar Timothée Chalamet por causa de suas falas ridículas sobre balé e ópera. Aliás, Marty Supreme foi o grande perdedor da noite pelo número de estatuetas que não levou e pela quantidade de propaganda que fez.
No geral, gostei bastante dessa cerimônia. Mais do que eu acreditava. E, pelo menos nos prêmios principais, quem recebeu a estatueta mereceu. Muito diferente do ano passado, quando um filme medíocre recebeu várias estatuetas. Acho que é isso, a lista dos vencedores está aqui. Preciso agora ver mais filmes do Oscar, inclusive Pecadores e Uma Batalha Após a Outra.














































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