quinta-feira, 10 de julho de 2014

Notinhas diversas: Jane Austen, Sherlocks, Batgirl e a Mulher Maravilha que não é feminista



Não valia a pena fazer posts separados, então, decidi juntar tudo no mesmo pacote.  Vamos lá!  Batgirl, que para gente como eu era a Barbara Gordon, não sei se ainda é, ganhou uma nova série.  Ah, mas por qual motivo estou noticiando?  Simplesmente, porque lhe derem um uniforme super legal, as fotos estão aqui.  Uniformes de super-heroínas são muito criticados pelas feministas por serem ou fanservice puro ou impossíveis.  Esta Batgirl veste um uniforme funcional, tem até coturnos, e bonito.  Nãos ei se a série em si vai prestar, mas olhar para as ilustrações me traz esperanças no futuro dos comics.  O time criativo por trás da nova Batgirl são  Cameron Stewart e Brenden Fletcher (roteiristas) e Babs Tarr (arte)


Já na semana passada o pessoal da Ms. Magazine, pioneira do feminismo nos EUA, e do documentário Wonder Women! The Untold Story of American Superheroines ficou furioso com a afirmativa do novo responsável pela revista da amazona nos EUA.  David Finch, o desenhista da série, soltou a seguinte em uma entrevista “Nós queremos que ela seja forte – eu não quero dizer feminista, mas uma personagem forte.” 


Houve artigo no The Guardian, jornal britânico se perguntando como alguém não conseguia entender que a Mulher Maravilha era um ícone feminista, a primeira capa da Ms., aliás, aniversariou na semana passada e trazia a heroína.  Ou seja, quem está a frente da personagem não sabe o que é feminismo, vê como algo ruim ou ultrapassado, ou sei lá, e não entende a personagem... E, é bom frisar, como fez a Mother Jones, a fala é de um homem, e jogou por terra toda a curiosidade que é ter um casal de roteiristas a frente da revista.  É esperar para ver no que vai dar...


Outra notícia da semana é que apresentaram um rosto para Jane Austen.  Trata-se de uma reconstituição feita por cientistas forenses com base nos restos mortais da escritora, descrições e um desenho feito por sua irmã Cassandra.  Nunca saberemos qual o rosto verdadeiro de Austen, mas é curioso olhar para essa escultura.  Ela estará em exposição no The Jane Austen Centre in Bath.


E vamos aos Sherlocks... O Sherlock BBC Brasil noticiou que a série da BBC foi indicada a 12 prêmios Emmy, 5 nas categorias principais:  Melhor Telefilme: His Last Vow, Melhor Ator: Benedict Cumberbatch, Melhor Ator Coadjuvante: Martin Freeman, Melhor Roteiro: Steven Moffat (His Last Vow), Melhor Direção: Nick Hurran (His Last Vow), Melhor Música, Melhor Diretor de Fotografia, Melhor Elenco, Melhor Figurino, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Câmera Única.  Martin Freeman também está indicado a Melhor Ator por "Fargo" e compete diretamente com Benedict Cumberbatch.


E, por fim, Sir Ian McKellen, publicou no seu Twitter a primeira foto como Sherlock Holmes.  Ele interpretará a personagem  com 93 anos e vivendo a sua aposentadoria até que um crime de 50 anos atrás volta para tirar sua tranqülidade.  Falei do filme aqui.  McKellen como Holmes é algo que não se pode perder.


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4 pessoas comentaram:

Bom, nunca achei o David Finch grande coisa mesmo, então, não me espanta nada que ele não entenda da Mulher Maravilha nem de feminismo.
O fato de ser uma parceria com a esposa também não é grande coisa, já que ela é iniciante na área e provavelmente não vai apitar nada.

Como se já não fosse ruim o suficiente terem modificado a Amanda Waller pra se encaixar em padrões de beleza e juventude, ainda criaram uma paternidade desnecessária pra Mulher Maravilha (Zeus), e agora isso...

A DC devia colocar o George Pérez pra escrever a MM de novo, aí sim ia sair histórias boas. Até hoje o trabalho dele contando a origem da MM pós-Crise não foi superado.

Adorei o Ian como Sherlock.

Eu gostei do uniforme da BatGirl justamente por não ter apelo sexual, mas já vi várias criticas (principalmente de homens) dizendo que o uniforme é feio e que deviam usar o preto colado como nos quadrinhos. Fico realmente irritada de ver como as heroínas são retratadas, deviam focar mais nas suas histórias e não no corpo, fora que temos poucas protagonistas femininas, por exemplo, não lembro de nenhum filme recente de heroina da Marvel ou DC, claramente as empresas não investem em protagonistas femininas e não tem interesse em ter fãs mulheres.

p.s Mesma coisa com video games, super comum a mocinha estar em perigo, enquanto o protagonista (homem) tem que salva-la...

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