segunda-feira, 20 de junho de 2016

5º Festival do Japão de Brasília: Eu estive lá!


Ontem não houve post, porque estava no 5º Festival do Japão e estava tão cansada quando voltei que não tive ânimo para postar nada.  O festival aconteceu no Expo-Brasília nos dias 17 a 19 de junho.  Dia 18 é o Dia Nacional da Imigração Japonesa, porque a primeira leva de imigrantes chegou aqui nesta data em 1908.  O que falar do evento?

Não fui na sexta-feira, mas passei um bom tempo no evento no sábado e no domingo.  O espaço, essa área de exposições no Parque da cidade é ampla e o espaço ocupado pelo festival foi ainda maior que nos outros anos.  Comprei o ingresso antecipado na internet, então, não enfrentei fila.  Na verdade, quando cheguei, não havia fila nem para a compra no local, diferente, aliás, do ano passado.  De novidade mesmo, um segundo palco no qual se apresentaram bandas e artistas.  A temática era anime.  Nesta área do evento ficaram os stands de games, jogos de tabuleiro, workshop de mangá e uma arena de combates medievais.  Sério!  Não sei o que os pseudo-cavaleiros estavam fazendo lá, afinal, estava rolando o Festival Medieval em Brasília na mesma data.  Vai entender... O fato é que havia alguns cosplays circulando, mas a maioria - deste punhadinho - era de anime e mangá mesmo.  Acho que os Jedi, que sempre se fazem presentes, estavam no outro festival.  

18 de junho: Dia Nacional da Imigração Japonesa
Nesta mesma área mais extrema estava o stande de Kyudo (arco e flecha) e o espaço para o Drifting, que encheu todo o imenso stand com o cheiro desagradável de borracha queimada.  Sei que faz sucesso, vide Initial D e a série Velozes & Furiosos, mas acho um negócio meio fora do lugar, agora, como o evento tem patrocínio de montadoras de veículos, a coisa faz sentido, sim.

No outro palco, o mais antigo, rolou o Miss Nikkey Centro Oeste, mas não sei quem ganhou ainda, e as apresentações mais tradicionais, como o taiko e o taiko de Okinawa, artes marciais diversas, danças típicas, cantores, shodo...  Neste último caso, o shodo, foi um tanto sem graça, porque o mestre fez os traçados, mas nós, que estávamos assistindo, não podíamos visualizar o andamento da tarefa.  Deveria haver um telão ou algo assim, ver somente a obra pronta é bem sem graça.  As apresentações no geral atrasaram, mas nada que fosse exagerado.  Foi bonito ver um grupo de dança folclórica de Taguatinga - região, aqui, do DF - formado por senhoras bem idosas.  Algumas, dançando sentadas em suas cadeiras, porque não tinham mais tanta firmeza nas pernas.  Aliás, a quantidade de idosos/as em cadeira de rodas era grande.  Deveriam estar lá pelo prazer da festa da comunidade, de estar junto, de ouvir sua língua materna.  Bem emocionante esta parte.

Brasília tem excelentes grupos de taiko.
Havia uma área infantil, grande no sábado, maior ainda no domingo, que atraiu um enxame de crianças.  Desta vez, no entanto, devido ao aumento da área e tamanho dos brinquedos, fora a ausência de monitores em número suficiente, tive que ficar com a Júlia, revezando com o pai.  No domingo, ela dormiu e eu fiquei sentada umas três horas assistindo tudo o que apareceu no palco principal, enfim, ano passado, neste aspecto, foi melhor.

Os stands de comida estavam em maior número, as filas muito maiores, também.  Do que eu comi, camarão empanado, onigiri, yakitori e tempurá, tudo estava ótimo, salvo o karê Raisu.  Amo essa comida, conheci no segundo festival, o primeiro que eu fui, o que foi no autódromo.  Adoro.  Só que ano passado e este, o Karê estava péssimo, a ponto de eu achar o meu muito melhor, o que é temerário.  Enfrentei uma fila dos diabos para não comer um prato minimamente aceitável com curry com gosto de curry.  Ano que vem, não compro.
Kare Raisu, eu esperava algo assim, recebi uma gororoba.
Na parte de lojas, muita bugiganga (pseudo) japonesa, camisetas, penduricalhos, touquinhas, CDs piratas de novelas, shows e cantores japoneses tradicionais.  Não vi nada nesse sentido de anime, nem em lojas relacionadas à anime e mangá.  Vendendo mangá nacional - havia uma edição detonada da Margaret, mas estava cara demais - só o Sebinho mesmo.  Havia bancas de artesanato, flores e comidas, em geral, doces misturados na área das lojas.  

Os stands da Embaixada Japonesa, organizações nipo-brasileiras e outras, se destacavam pelo atendimento e material oferecido.  Oficinas havia para todos os gostos, infelizmente, nunca pude fazer nenhuma delas.  Enfim, foi divertido, mas fica muito aquém do Festival de São Paulo (*claro*) e o Expo-Brasília tem iluminação e acústica ruim. Ah, e como uma amiga me lembro, os banheiros, apesar da presença das equipes de limpeza, eram sujos, depredados e inadequados, enfim.  Fui trocar fralda da Júlia tomada pelo nojo.  Só que isso, é culpa da administração, porque o povo da limpeza estava trabalhando bem e as nojeiras típicas de quem é mal educado nem estavam evidentes.  O lugar, o espaço, é bom e central, mas cabe ao GDF reformar e mantê-lo em condições.

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