quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Quase metade dos casais japoneses leva uma vida sem sexo



A revista Newsweek (*a original é do The Guardian*) publicou uma matéria sobre pesquisa recente feita no Japão com 3 mil pessoas entre 16 e 49 anos.  Dos abordados, 1200 enviaram suas respostas. O resultado?   47,2% dos casais diz levar uma vida sem sexo, isso significa um aumento de 2,6% em relação à última pesquisa feita em 2014.  Segundo o site, a primeira pesquisa do gênero foi feita em 2004 e constatou que 31,9% dos casais não fazia sexo, o que significa um aumento de 15% para a nova pesquisa.  

A taxa de casais sem sexo é maior entre aqueles que estão na faixa dos 40 anos, quando as demandas do trabalho tendem a ser maiores.  Outros dados da pesquisa: 22% das mulheres vêem o sexo como um problema; 35,2% dos homens casados se dizem muito cansados para fazer sexo; houve também dados de que o nascimento de uma criança acabou com a vida sexual do casal e que os homens passaram a ver as esposas somente como membros da família e, não, como parceiras sexuais. 


O Japão tem uma das populações mais velhas do mundo, mais de ¼ da população tem mais de 65 anos, com a venda de fraldas geriátricas ultrapassando as de fraldas para bebês nos últimos seis anos.  Por conta disso, diz a matéria, o governo vem promovendo eventos de namoros para mulheres e workshops estimulando os homens a abraçarem a paternidade.

A matéria se remete a estudos e pesquisas que identificam alguns fatores que agravam o problema.  Por exemplo, o excesso de trabalho (karoshi), já que 35,2% dos homens se diz cansado demais para fazer sexo.  A média de horas trabalhadas chega a 60 e o recente suicídio de uma mulher de 24 anos trouxe a discussão do excesso de trabalho para a ordem do dia.


A Newsweek aborda, também, o mercado de entretenimento virtual que oferece substitutos para a interação entre homens e mulheres reais.  Só que fala somente dos jogos para mulheres, nada de comentar os produtos para homens que devem ser muito mais abundantes, ou do quão caro é ter filhos no Japão, ou do quanto a desigualdade de gênero vem afastando as mulheres do casamento.

Outro dado oferecido pela matéria é que 42% dos homens e 44% das mulheres adultos do Japão, isto é, entre 18 e 34 anos, se dizem virgens.  E traz referência a outra matéria que afirma que os casamentos sem sexo podem derivar de um problema mais profundo, muitos homens vêem suas esposas como mães substitutas e, não, como pessoas com necessidades emocionais e sexuais.  Fora, que muitos rejeitam o casamento mesmo e, provavelmente, o sexo como um todo. Enfim, tragédia.

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2 pessoas comentaram:

situação triste, mas a situação do Brasil em termo de natalidade é pior ainda..
classe pobre tendo filho como coelho !! meninas sendo mães....

Stefano, busque as estatísticas brasileiras. Se é verdade que a única faixa na qual a natalidade brasileira cresceu é entre as adolescentes, é igualmente verdade que nossa natalidade vem caindo, inclusive entre os mais pobres. Só para ajudar, dados de 2011: AQUI. Você está repetindo pre-conceitos. Outra coisa, busque dados sobre as taxas de aborto e abandono de bebês no Japão. Até no Shoujo Café você acha.

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