sábado, 18 de março de 2017

Comentando o livro "A Guerra não tem rosto de Mulher"

"Estou procurando vida para obter observações, nuances, detalhes.  Meu interesse pela vida não é o evento como tal, não a guerra como tal, não Chernobyl como tal, não o suicídio como tal. O que me interessa é o que acontece com o ser humano, o que acontece com ele no nosso tempo. Como o homem se comporta e reage. Quanto do homem biológico está nele, quanto do homem de seu tempo está nele, o quanto dele mesmo ele carrega." (Svetlana Aleksiévitch)
Faz mais ou menos um mês que terminei de ler o livro "A Guerra não tem Rosto de Mulher", da bielorussa Svetlana Aleksiévitch.  Ao longo da leitura, eu já sabia que precisava resenhá-lo para o Shoujo Café. A autora, que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 2015 é uma jornalista que está mapeando a história da antiga URSS através de memórias e depoimentos.  Seus livros falam da II Guerra, da Guerra do Afeganistão, de Chernobyl, da própria URSS.  Em "A Guerra não tem Rosto de Mulher", a autora dá voz às mulheres soviéticas.  


Cerca de 1 milhão delas serviram na chamada Guerra Patriótica,  em todas as ocupações possíveis, desde aquelas consideradas femininas, como a enfermagem, ou a cozinha, até as mais perigosas da frente de combate como a infantaria, as tropas de tanques, ou o desarme de minas.  Conforme o trecho que segue:
“No Exército soviético lutaram aproximadamente 1 milhão de mulheres.  Elas dominavam todas as especialidades militares, inclusive as mais ‘masculinas’.  Surgiu até um problema linguístico: as palavras ‘tanquista’, ‘soldado de infantaria’, ‘atirador de fuzil’, até aquela época, não tinha gênero feminino, porque mulheres nunca tinham feito esse trabalho.  O feminino dessas palavras nasceu lá, na Guerra...” (p. 8)

Trata-se de um livro de jornalista, ela não é historiadora profissional, só que da forma às vezes poética que ela escreve, conseguiu escrever um livro de História dos mais engajados, críticos e humanos que eu já li.   Segundo, a autora, que nasceu em 1948, não viu a guerra, mas cresceu ouvindo falar, cresceu em uma vila onde os homens eram escassos, o que ocorreu é que “(...) depois da vitória, os homens se esqueceram dessas mulheres.  Os homens roubaram a vitória dessas mulheres.”.  Assim, ela  as  tira da invisibilidade, dá voz a quem havia se calado por força das circunstâncias, necessidade de preservação, tentativa de reintegração.  No começo de seu trabalho, diz a autora, ela teve certa dificuldade em encontrar as mulheres, com o tempo, uma ex-combatente passava a informação para outra e eram tantas mulheres escrevendo-lhe cartas, procurando-a, contando suas histórias de guerra que, bem, não deu para entrar todo mundo. E o livro teve mais de uma versão, a primeira, em 1985, ainda no tempo da URSS.

A leitura do livro de Aleksiévitch é terrível e, ao mesmo tempo, comovente, amorosa, intimista.  Dar voz às mulheres foi algo difícil.  A História oficial soviética, ela começou a escrever o livro em 1978, calou-se sobre elas por muito tempo.  Segundo a autora, trinta anos.  Ao que parece, ao voltarem do conflito, poucas mulheres mantiveram-se orgulhosas de terem ajudado a salvar a pátria.  Há casos de moças expulsas de casa por parentes temerosos da reputação das filhas, irmãs, enfim, das jovens solteiras que não tinham lutado na guerra.  


Outras, eram chamadas de putas às vezes pelas próprias mulheres que as viam como ladras de maridos e noivos.  Algumas militares passaram quatro anos servindo com homens nas mais difíceis condições.  Há relatos de mulheres que tentaram esconder que defenderam a pátria, temerosas de não conseguirem se casar.  Enfim, elas não foram tratadas de imediato como heroínas, mas quase como uma aberração.  

Um dos poucos homens que fala no livro, deixa mais ou menos evidente que os homens, muitas vezes, tinham vergonha de terem dependido tanto das mulheres.  Mesmo admirando as companheiras de guerra, chamando-as de irmãs, o machismo estrutural impediu-lhes de trata-las com a devida consideração depois que a carnificina terminou.  Ninguém se casa com uma irmã, alguns disseram querer mulheres que não lembrassem a guerra.  Mas houve vários relatos de mulheres que casaram com companheiros de armas.  Um deles, que participou do depoimento da esposa, declara que não havia casamento mais perfeito  do que aquele que nasceu no meio da guerra e das tantas dificuldades..  


Por outro lado, os casos de mulheres temerosas por sua honra, seu destino e até sua beleza foram mais numerosos.  Uma disse que tinha pernas muito bonitas e que temia perde-las.  “Um homem sem uma perna é um herói, ele vai se casar, já uma mulher...”.  As mulheres que foram para a guerra, a maioria das depoentes, foram educadas dentro de padrões de gênero muito estritos.  Casar, ter filhos, eram prioridades.  A guerra veio por acaso.

Algo que o livro enfatiza é que a forma como as mulheres lembram da guerra tende a ser diferente dos homens.  Elas se preocupam com detalhes e minúcias que escapam ao olhar masculino e, ao mesmo tempo, são negligentes com questões valorizadas pela História oficial, aquela narrada pelos homens, como nomes de generais e estratégias de batalhas.  A autora ressalta, também, que homens aprendem desde cedo que podem vir a matar, já as mulheres são criadas para saber que são fonte de vida, preservadoras da vida.  Matar, para elas, é, no geral, um trauma muito maior.  Vejam bem, no geral, a diversidade das narrativas aponta desde o início que nada é obrigatório ou certinho, que apesar de algumas linhas gerais transparecerem, as pessoas são plurais.


Há mulheres que foram para a guerra movidas pelo fervor patriótico, foram educadas para amar a URSS – sim, falamos de soviéticas, não necessariamente russas, ucranianas, bielorussas, casaques, quirguizes etc. – e sabiam que os nazistas queriam exterminar o povo de seu país.  Sim, o projeto dos nazistas era este, para quem não sabe.  Aos povos da URSS não restava muito, salvo, resistir ou ser destruído imediatamente, ou aos pouquinhos.  O tratamento dado às populações arianas ocupadas foi muito diferente do concedido aos soviéticos.  Vejam bem, patriotismo, não é amor à Stálin. Um dos relatos cita uma soldado ucraniana que tinha tudo para detestar o ditador, afinal, sua família tinha toda perecido no Holodomor, mas ela era uma patriota e sabia o qual o destino dos povos considerados inferiores nas mãos dos nazistas.  Ela não viu o final da guerra.

Há umas três mulheres que declaram sua devoção pelo ditador, mas a maioria, quando dele falam, quando se permitem, o acusam de seus crimes contra o povo, de ter torturado e mandado prender gente que se sacrificou heroicamente na Revolução, na Guerra Civil e mesmo, depois da guerra, na luta contra os alemães (*ter sido prisioneiro de guerra era motivo de suspeita*).  Elas lembram dos expurgos, especialmente, o de 1937, que eliminou o topo da hierarquia militar e deixou as tropas soviéticas em mãos inexperientes.  Uma entrevistada se declara “uma verdadeira comunista”, não sei se isso implica em venerar Stálin.  Um caso engraçado é o da veterana que diz que venerava tanto Stálin que ficou doente e acamada quando os crimes do ditador foram expostos por Khrushchev, em 1953.  


Aleksiévitch ouviu toda a sorte de relatos e, ainda que a guerra narrada pelas mulheres seja carregada de patriotismo, trata-se de uma guerra triste, feia, suja.  A censura soviética retardou a publicação do livro da autora.  O seu censor a acusava de estar escrevendo um novo Nada de Novo no Front e que a URSS não precisava desse tipo de “História”.  Já os homens com quem ela conversou, e há no livro pelo menos uns três ou quatro relatos de homens, não raro mostram-se contrariados.  Guerra é assunto masculino.  Para que ouvir as mulheres?  Será que a autora não confiava neles?  Alguns maridos deixavam por escrito o que as mulheres deviam contar, número de batalhões, batalhas, comandantes.  Elas acabavam falando sobre outras coisas...

Há uma ideia que a autora defende ao longo do livro, a de que, depois da guerra, por quase trinta anos, as mulheres foram esquecidas.  Hoje, a internet coloca para o mundo as fotos das lindas – quase sempre são – e jovens militares soviéticas, todas usando saia e botas, com cabelos à altura dos ombros.  Há uma foto, que eu espero achar para o post, com uma militar tocando violão, outra deitadinha em uma barraca, parece acampamento juvenil. (*acabei não encontrando... Droga!*)  Os relatos, no entanto, mostram outra realidade.  As roupas eram as mesmas para homens e mulheres, o corte de cabelo, idem.  


Há mais de um relato sobre longas tranças deixadas para trás, sobre como uma cortou o cabelo chorando, mas sabia que com cabelos grandes, eles poderiam apodrecer, já que nem sempre seriam lavados, muito menos cuidados.  Há mais de uma menina – porque, sim, a maioria saia do colégio para o front, algumas de 15, 16 anos, mentiam a idade – que lamenta não poder mandar suas tranças de volta para a mãe, que esse tinha sido o último pedido antes da filha partir.

Uma das mulheres, um dos relatos “engraçados” por assim dizer, é de uma que diz que a pior coisa da guerra foi ter que usar cueca.  Que como mulher se sentia aviltada.  Outras relatam que não havia suporte para quando estavam menstruadas, que nas longas marchas o sangue descia, congelava e que elas sabiam que os homens estavam observando tudo.  Algumas falam da vergonha que essas jovens sentiam ao passar por tais constrangimentos, mas era a guerra.  Que só receberam saias e roupa de baixo femininas quando já estavam na Polônia.  


A guerra roubava delas a “feminilidade”?  Sim e não.  Algumas não falam das agruras, outras, eram totalmente assujeitadas aos papéis de gênero.  Aproveitavam qualquer tecido para bordar alguma coisa bonita, lembrar de casa.  Há o relato da franco atiradora que foi alvejada por se recusar a retirar uma echarpe vermelha.  Um preço elevado, sem dúvida, para uma pequena vaidade.  O comandante alemão capturado mal acreditou que o “atirador” que tanto os atormentara era “ela”.  Um e outro relato falam de como foi difícil reaprender a usar roupas civis.  Usar vestido e salto de novo.

Talvez os relatos mais terríveis sejam os das partisans, mulheres que viram parentes serem massacrados, uma que teve que matar seu bebê recém-nascido que chorava de fome enquanto o regimento se movia no pântano, das capturas e torturas, do milagre de estar viva.  Nas narrativas das partisans há um ódio muito mais concentrado contra os alemães.  Fala-se de execução de prisioneiros, por exemplo, porque o destino que os alemães davam aos guerrilheiros soviéticos era este, mas antes vinha, claro, a tortura, assistir a morte dos parentes, não raro crianças.  Nos relatos das militares, há raiva, mas há muito mais lembranças de ter atendido feridos alemães, para a surpresa do inimigo, de que os soviéticos eram diferentes dos nazistas.  De como dividiam as rações com as crianças alemães famintas quando a guerra já estava no fim.


As militares falam das mães que batiam nos filhos que atiravam pedras nos soldados alemães, das que se lamentavam por verem soldados tão jovens, meninos, maltrapilhos e famintos.  Eram os mesmos meninos que antes massacravam o povo soviético.  “Como suas mães permitiram que fossem para a guerra?”.  Enquanto isso, milhões de meninas e meninos soviéticos também partiram, mas, e eis o machismo estrutural, a culpa era das mães.  Será que as mães soviéticas negariam seus filhos à pátria, se pudessem?  As filhas, talvez, há relatos sobre famílias que resistiram, sobre alistamentos recusados, sobre moças que fugiram para o front.  Agora, há relatos bem terríveis de gente que sobreviveu à guerra para depois ser punida pelo regime de Stálin.  Quem foi levado para fora da URSS, para trabalhar em campos de prisioneiros nazistas na França, por exemplo, teve que “se explicar”.  Sim, é absurdo, mas há vários relatos de esposas que não perderam o marido na guerra, mas ficaram sem ele depois do conflito.

Há alguns relatos que se destacam por serem únicos, por assim dizer.  O da que via o fantasma do marido morto na guerra.  O da maquinista que passou a guerra com o marido e o filhinho em uma locomotiva.  O da médica que decidiu nunca ficar triste depois de sobreviver de uma forma ridícula.   O da primeira mulher na marinha, que alistou-se como homem, porque tinha um nome masculino. O da moça que se descobriu judia durante a ocupação alemã.  Ela não sabia, mas os alemães sabiam.  Outra, também judia, filha mimada e única, delicada, prendada, perde a mãe, perde o pai e tem como única saída juntar-se aos partisans.  Morrer como vítima, acuada, ou morrer lutando.  


Há as duas irmãs – filhas de um herói de guerra bielorusso – que pedem para não servirem juntas no mesmo regimento, porque, na primeira batalha, uma se perde da outra e o terror que sentiram era maior que o medo do combate.  A história da soldado posta para montar guarda em um cemitério, à noite, é curiosa, porque revela um assujeitamento aos papéis tradicionais e a revolta por ser obrigada a sair deles, afinal, “isso lá era trabalho de mulher!”.  

Há um relato de conversão religiosa de uma militar que viu um colega ser morto por se recusar a matar, por se dizer cristão.  Ela diz que quer que suas medalhas e condecorações sejam doadas à igreja depois de sua morte.  Outra, uma médica, só descobriu que a mãe era religiosa quando estava para partir para o front.  Houve um relato de enfermeira que me fez chorar.  Ela era baixinha, mas carregava homens com mais do dobro de seu tamanho e peso.  “Não sei como fazia, mas eu conseguia”.  Uma das histórias mais tocantes é a da mulher que se junta aos partisans com a filha bebê e deixa o filho mais velho sob o cuidado de parentes.  Ao voltar da guerra, vestida como homem, cabelos cortados, o filho acredita que é o pai quem voltou.  A filha, que ela tivera que mandar para longe em um avião militar, parece que nunca voltou a encontrar.


Detalhe, enfermeiras tinham que buscar os feridos no campo de batalha, a maioria não estava em hospitais mais ou menos protegidos, mas com as tropas na frente de batalha, e deviam trazer as armas junto, ou eram punidas.  Todas relembram de como eram pesados os feridos e os armamentos.  Já as enfermeiras tanquistas, normalmente selecionadas entre as moças mais altas e fortes (*mas nem sempre, há a fala de uma das exceções  no livro*), tinham que retirar feridos dos veículos em chamas.  São vários e vários relatos sobre isso.  Falando em feridos, há muitas que lembram dos cadáveres mutilados pelos alemães, de crianças queimadas vivas nas aldeias, de um bebê que teve o crânio esmagado por um oficial nazista ou de outro que ficou com um menino judeu e o tratava como um cão de estimação, torturando o garoto até que ele desapareceu.  

Há relatos de prisioneiros soviéticos mortos pelos alemães, feridos até, de um hospital de campanha alemão abandonado com os feridos dentro.  Os soviéticos os acolheram e cuidaram, mas eram tropas oficiais.  Já uma partisan relatou o prazer que tinha em ver os prisioneiros nazistas sendo massacrados, por exemplo.  Outra enfermeira, se oferece para participar de um pelotão de fuzilamento de um soldado que fugiu e provocou confusão na tropa.  Os feridos, que ela se esforçara para colocar em lugar seguro, foram capturados e massacrados pelos alemães.


Há um capítulo sobre o amor.  É curto, porque a autora comenta que poucas mulheres falavam de se apaixonar ou qualquer coisa na guerra.  No capítulo do amor, há pouco patriotismo por assim dizer.  A esposa que cruza o país para se juntar ao regimento do marido, o faz por amor a ele, não à URSS.  A que convence o comandante a permitir que leve o corpo do marido para enterrar em casa está mais preocupada com a memória do seu amado do que com a pátria.  E é neste capítulo que aparece um tema sombrio e que nenhuma outra entrevistada comenta: o medo do estupro.

Trata-se de uma enfermeira, a única mulher de um regimento, que se torna amante do comandante como forma de se proteger dos outros homens. Ela fala do medo de sair à noite do alojamento.  Duvido que fosse a única, mas ninguém mais falou sobre o assunto.  Esta moça tem uma história trágica, pois passa de um comandante para outro, de um que somente tolerava, para outro que foi seu único amor, e termina grávida e abandonada.  Ela diz que aos comandantes era permitido ter amantes, aos demais oficiais e soldados, jamais.  O estupro volta em outros momentos.  Há um breve relato de homem que fala da vergonha de ter estuprado alemães.  Ele se lamenta, diz que era um bom rapaz, educado, mas que, enfim, foi levado pelo grupo.  Ele não se isenta de culpa, diz que se arrepende, que tinha vergonha de que “as meninas” (*as colegas militares*) viessem a saber.



Uma oficial comenta sobre os estupros de alemães com certa frieza.  Ela diz sentir de forma diferente cinquenta anos depois, mas que, na época, não conseguia ter pena das mulheres.  Ela lembrava do que tinham feito na URSS e há pelo menos um relato de uma moça soviética, mantida em escravidão sexual por um alemão, que se mata grávida.  Voltando ao relato dos estupros, a militar lembra das moças alemães atendidas pelo serviço médico soviético, de como vinham feridas e envergonhadas, de como se recusavam a apontar os culpados dizendo não querer mais sangue (*Ou tinham medo?*).  

A ordem das tropas soviéticas era matar os estupradores, o que não quer dizer que oficiais e comandantes não tenham feito vista grossa.  O relato da militar no livro aponta para isso.  De qualquer forma, a ameaça não impediu que milhares de estupros fossem cometidos por soviéticos na Alemanha e na Polônia.  Agora, não pensem que foram somente soviéticos que praticaram tais atos.  Tropas francesas tocaram terror na Itália estuprando homens e mulheres  indistintamente e começam a vir à tona relatos e fontes sobre norte-americanos estuprando na França e, principalmente, na Alemanha ocupada (*1-2*).


Escrevi demais e não comentei nem uma ínfima parte do livro.  Havia tantas frases grifadas, tantas coisas que eu queria escrever... Será que foi suficiente?  Enfim, se puderem, comprem o livro.  Se você se interessa por História da Mulheres, Estudos de Gênero, se você é feminista, se você, enfim, gosta de ler um livro bem escrito, cheio de reflexões sobre a História e tantas outras coisas, este livro vai lhe agradar.  Para quem se interessou, "A Guerra não tem Rosto de Mulher" foi lançado no fim doa no passado pela Companhia das Letras junto com outros dois livros da autora.

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1 pessoas comentaram:

Que post maravilhoso! Essa resenha e aquela do filme que a moça vai para o convento de freiras que foram estupradas me emocionaram e me faz refletir como o gênero feminino sofreu no passado. Parabéns e obrigada por compartilhar seus pensamentos!

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