terça-feira, 23 de maio de 2017

E eu descobri que Roger Moore estava em um dos filmes da minha infância


Hoje, morreu Roger Moore.  Ele foi o primeiro 007 que eu conheci. Depois, bem depois de ter visto uns três filmes com ele, assisti ao primeiro com Sean Connery.  Sempre achei o Roger Moore um sujeito bem bonito, charmoso e coisa e tal, mas nunca me convenceu como ator, não me lembro de nenhum filme com Moore onde seu desempenho tenha me impressionado. Só que, graças ao falecimento dele, acabei descobrindo que um dos meus filmes da infância, que eu vi sei lá quantas vezes na Sessão da Tarde, era com ele.  O nome em português é O milagre (The Miracle) e ele foi feito em 1959.

A freira amaldiçoada e seu capitão.
O filme se passa na Espanha durante as Guerras Napoleônicas.  A protagonista é uma postulante à vida religiosa, Teresa (Caroll Baker), muito devota à Virgem Maria, mas dada à cantar canções de amor e ler livros mundanos.  Um dia, pelas grades do convento, ela vê um regimento britânico e cai de amores por um capitão (Roger Moore).  Depois de uma batalha, a madre superiora permite que os soldados feridos sejam tratados no convento e Teresa descobre o nome do capitão, Michael Stuart, e os dois se apaixonam e ele a pede em casamento.  Teresa não tem coragem de fugir do convento e passa a viver em profunda contradição.


Numa noite, depois de rezar e pedir um sinal (*que não vem, ou ela não compreende*) diante da estátua da Virgem, ela decide fugir e ir em busca do capitão, abandonando suas vestes religiosas.  É uma noite de tempestade e a cena, à época, me impressionou bastante.  A partir daí, só tragédia. Os homens que Teresa conhece pelo caminho todos se apaixonam por ela e morrem de forma trágica.  Quando, depois de algum tempo, ela reencontra seu capitão, ele continua a amando, mas ela sabe que ficar perto dele é atrair a desgraça.  Depois de ver uma sombra vermelha, e temendo pela morte do moço, ela decide abandoná-lo e voltar para o convento, se humilhar e fazer penitência.  O que ela descobre é que, enfim, ninguém tinha dado por falta dela, pois a Virgem Maria tinha tomado o seu lugar.

Casal cinematograficamente perfeito para os padrões dos anos 1950.
O verbete da Wikipedia diz que o filme é baseado em uma peça de teatro de 1911, que se passava na Idade Média, no entanto, a história está em As Pupilas do Senhor Reitor, que eu li já na adolescência.  O livro é de 1866, ou seja, a lenda era conhecida bem antes em Portugal.  Eu tenho certeza que a história de origem é de fato medieval, que circulava na forma de cantiga, enfim.  De qualquer forma, foi bom descobrir e, bem, não sei se teria coragem de rever o filme hoje e estragar minhas memórias infantis.  Deve fazer, pelo menos, uns 30 anos que assisti pela última vez.

Live and Let Die
De resto, não lembro de Roger Moore por causa do filme, mas por seu 007 mesmo.  O Espião que me Amava e Com 007 Viva e Deixe Morrer (*Live and Let Die é uma música que adoro*) foram os filmes com ele que mais gostei.  Enfim, Moore já tinha 89 anos, viveu uma longa vida, espero que tenha sido feliz e será bem lembrado pela sua longa carreira como 007, o Santo, Ivanhoé etc.

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