quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Muito Além do Mangá: Rosa Vermelha – Uma Biografia em Quadrinhos de Rosa Luxemburgo


Semana passada terminei de ler Rosa Vermelha – Uma Biografia em Quadrinhos de Rosa Luxemburgo (Red Rosa: A Graphic Biography of Rosa Luxemburg), publicado no Brasil pela Martins Fontes.  O volume é de autoria da canadense, radicada na Inglaterra, Kate Evans.  Não tenho muito contato com quadrinhos ingleses, mas suspeito que a obra possa ser aproximada muito mais dos trabalhos de mulheres sobre elas mesmas, ou outras mulheres, do que qualquer escola em especial.  Enfim, tenho muitos elogios a tecer ao quadrinho e algumas críticas, também, mas começo escrevendo que é uma obra que merece ser lida, ainda que não seja propriamente uma leitura leve.

Para quem nunca ouviu falar de Rosa Luxemburgo (1871-1919), ela é a mais importante pensadora socialista de todos os tempos.  Algumas de suas frases são lembradas até hoje.  Exemplos: "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem." (*minha favorita*) ou "Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres." ou ainda "Não estamos perdidos. Pelo contrário, venceremos se não tivermos desaprendido a aprender.". Poderia citar um monte de outras.  Luxemburgo marcou sua época, foi admirada, odiada, perseguida, amada, enfim, acredito que deveria ser uma daquelas figuras que inspirava fortes sentimentos, nunca a apatia.  Tudo isso é muito bem captado pela arte e escrita de Kate Evans. 


Talvez a mais famosa foto de Rosa Luxemburgo.
Nascida em uma família judia na Polônia ocupada pelos russos, ela possuía displasia congênita de quadril e claudicava, já que tinha uma perna mais curta que a outra.  De saúde precária, nunca foi vista como bela, o que não a impediu de viver várias aventuras (*incluo as prisões como aventuras*) e romances.  Na infância passou de privações econômicas (*a autora do quadrinho associa sua baixa estatura a desnutrição quando criança*). Seu pai era comerciante de madeira, sua mãe membro de uma família de rabinos com grande erudição.  Recebeu incentivo dos pais para que estudasse em tempos nos quais muitas portas educacionais estavam fechadas para as mulheres e judeus.   Somente 10% das vagas nas universidades poderiam ser ocupadas por eles e na Polônia as escolas superiores estavam fechadas às mulheres.  Assim como Madame Curie, teve que sair da Polônia para prosseguir nos estudos universitários.  Rosa Luxemburgo foi para a Suíça, sua tese de doutorado em história econômica sobre a industrialização da Polônia é referência até hoje.  Falava alemão, russo, polonês e escrevia também em francês, não sei se falava a língua.

Ainda a adolescente, Rosa começou suas atividades políticas e foi membro do partido social democrata de seu país, mas foi na Alemanha que fez sua carreira como política, pensadora e ativista.  Há quem pense que ela era alemã, mas ela ganhou a cidadania do país graças a um casamento de fachada (*Eu não sabia disso*).  Na Alemanha, fez parte do SPD (Partido Social Democrata), desentendeu-se com as lideranças por seu posicionamento contra a I Guerra Mundial e ousou criticar os rumos ditatoriais da Revolução Russa no momento em que ela estava ocorrendo. Seu pacifismo era visto como fraqueza por gente como Lênin e Trostsky.  Terminou sua carreira (*e vida*) no KPD (Partido Comunista Alemão).  Foi morta durante a Revolução Espartaquista de 1918-19, que ela apoiou contra seu próprio julgamento.


Como um trovão.
Hoje, Rosa de Luxemburgo é venerada pelos socialistas, e a própria autora fala da importância da pensadora para os jovens do movimento "Occupy" de 2013.  A  de Evans, no entanto, tentou mostrar Rosa Luxemburgo para a além da hagiografia (*gênero literário também conhecido como “vida de santo”*), mas como uma mulher de carne e osso, com sonhos, ambições, vaidades, pequenos prazeres e o ímpeto de mudar o mundo.  A autora da frase "Há todo um velho mundo ainda por destruir e todo um novo mundo a construir. Mas nós conseguiremos, jovens amigos, não é verdade?".  Rosa é a intelectual potente, que escreve, que discursa aos operários e mineiros, que leciona, que faz o possível para estar nos altos círculos de poder do partido, onde só havia homens, que borda e desenha como qualquer mulher prendada de sua época, que foi presa e morta por suas idéias.  Evans mostra, também, a Rosa que admira a natureza, que é poetisa, que amou e teve muitos amantes, que decidiu não ter filhos para se dedicar à revolução.  E tudo isso está nos escritos de Rosa.  Ela deixou textos densos, aqueles que a gente lê na faculdade de História, economia, Ciência Política (*isso se a seleção dos autores não for pautada em ter, ou não ter, um pênis*), mas, também, das cartas à família, aos amantes, aos amigos.  Imagino que Kate Evans teve contato com essas cartas graças à edição inglesa de 2011, porque esses textos mais mundanos de Luxemburgo são os menos divulgados.

O quadrinho Rosa Luxemburgo é bem complexo.  Ao mesmo tempo que ele empolga e nos arrasta, afinal, a protagonista é uma mulher fascinante, ele é pesado, porque Evans tenta colocar o máximo de texto de Rosa (*e o que ela cortou está nas notas*) dentro da obra.  Em um pequeno vídeo da autora que encontrei, ela se mostra fascinada com o cabelo de Rosa Luxemburgo e ela brinca dizendo que os escritores socialistas do século XIX pareciam ser pagos pelo número de palavras que usavam e diz que tentou transformar os escritos de Rosa em textos em formato do Twitter.  Desculpe dizer, mas ela não faz isso, não.


Minha percepção, e isso atua contra a boa leitura do quadrinho, é que a autora é tão apaixonada pelos textos de Rosa Luxemburgo, que ela queria colocar tudo o que pudesse. Ela acredita no potencial revolucionário de Rosa Luxemburgo e o seu quadrinho é uma espécie de manifesto.  Em alguns momentos o excesso de texto funciona, em outros, o quadrinho parece ficar em segundo plano.  Da mesma forma, algumas metáforas visuais da autora são poderosas, começando pela que está na capa, a I Guerra se processando dentro dos cabelos/cabeça da Rosa, são muito boas, é a imagem da capa.  Aliás, pergunto-me se houve edições em cores de Red Rosa, porque achei muitas páginas coloridas na busca do Google e a edição brasileira é toda em preto e branco.  Enfim, voltando ao ponto, talvez, ela pudesse usar menos texto e mais imagens como esta, mas ela queria que as palavras de Rosa Luxemburgo transparecessem.

Na maioria dos momentos, a autora é capaz de apresentar o pensamento de Rosa, ou Luxemburgo explicando Marx, de forma clara.  Mais valia, fetiche da mercadoria, imperialismo, o rascunho da teoria da dependência etc.  Mas não diria que Rosa Vermelha é um livro didático.  Você vai ler e terá que ir além para entender melhor as questões.  A autora mostra, também, a rebeldia intelectual de Rosa, capaz de questionar até as premissas de Karl Marx sem nenhum temor.  Agora, ela não vai dar destaque às críticas de Rosa à Revolução de Outubro, a coisa passa meio batida.
Ninguém é sagrado, nem Marx.
Uma injustiça cometida por Evans é em relação à Klara Zetkin, líder feminista alemã, uma das responsáveis pelo estabelecimento do Dia Internacional das Mulheres, e amiga íntima de Rosa.  Vejam bem, Rosa Luxemburgo nunca quis ser vista como mulher, ou judia, ela queria ser vista como um dos camaradas.  Ela nunca brigou por espaços para mulheres, mas para que as mulheres estivessem no espaço dos homens, junto com eles.  Nesse sentido, Rosa parece se inserir perfeitamente na leitura que se tornou tradicional entre as esquerdas, isto é, resolvido o problema de classe, o problema de gênero se resolve. Enquanto Rosa falava o que não ofendia aos homens do SPD, enquanto não representou uma ameaça ao status quo, eles a aceitaram, quando ela começou a incomodar, bem, ela foi abandonada por eles na prisão, vista apor alguns como inimiga. 

Já Zetkin tinha a percepção da luta de classes, mais ampla, como Rosa, e a da luta pelos direitos das mulheres, que o sexo feminino não receberá tratamento igualitário se não lutar por ele.  Nem preciso dizer que acho que Rosa Luxemburgo, por mais genial e corajosa que fosse, não estava percebendo como a questão das mulheres ia além da derrubada do capitalismo.  Espaços de mulheres são espaços de luta estratégicos e importantes, por isso, quando um Stálin fechou a seção feminina do partido comunista soviético, ele sabia exatamente o que estava fazendo.  Aliás, os jacobinos, ainda na Revolução Francesa, também fecham os clubes de mulheres e tentam mandá-las para casa.  Esse exemplo, Rosa Luxemburgo já tinha em mãos.

Rosa e sua amiga Klara Zetkin.
São aportes diferentes, verdade, mas elas eram amigas, membros do SPD, vão incomodar os homens cada uma do seu jeito.  Rosa Luxemburgo era a favor do voto para as mulheres, porque defendia, como praticamente todos os socialistas da época, o voto universal.  No quadrinho, Zetkin, uma sufragista engajada, é apresentada como uma voz aburguesada e sua revista feminina como porta voz das mulheres bem-nascidas.  Bem, isso é injusto com uma mulher que será uma das primeiras eleitas para o parlamento alemão.  Zetkin não era uma voz das mulheres burguesas, embora, a seu modo, ela e Rosa fossem parte dessa classe social e também explorassem a mão de obra de outras mulheres (*e homens*).  E como Kate Evans arruma as coisas?  Luxemburgo e Zetkin estão discordando, na verdade, Rosa Luxemburgo está trovejando contra as mulheres burguesas, "parasitas de parasitas", e Zetkin muda de assunto e decide falar de gatinhospara preservar a amizade.  

Falando em gatos, a autora retorna pelo menos três vezes ao fato de Rosa não ter filhos. Nunca li suas cartas, não sei se era uma preocupação constante de Rosa Luxemburgo, mas a autora reforça um estereótipo de gênero.  Uma mulher sem filhos é incompleta.  Rosa não quer/pode ter filhos, então, ela tem um gato.  É como se fosse um refúgio da mulher solitária.  Não que Rosa fosse solitária, mas sua vida era de solteira, mesmo com vários amantes. Nesse sentido, o quadrinho é fenomenal, porque nos mostra – e isso está nas cartas de Rosa Luxemburgo – uma mulher que gostava de sexo e de homens, não a madre superiora do movimento socialista.  

Rosa e Mimi.
A Rosa Luxemburgo que conheci pelo quadrinho é sensual e livre.  E isso é importante ressaltar, pois muitas das mulheres socialistas de então, as que estavam na vanguarda, eram defensoras da liberdade e igualdade nas relações amorosas, se opunham ao casamento tradicional, enfim, viviam à margem de muitos valores tradicionais.  Klara Zetkin, por exemplo, era mãe solteira.  Rosa Luxemburgo casou-se pela cidadania alemã, mas, durante sua vida, manteve sua independência em relação aos homens.  Parceira, sim, submissa, não.


No quadrinho são apresentados pelo menos três amantes de Rosa Luxemburgo, o último deles, para quem ela escreveu uma carta, meio que cai de paraquedas na narrativa, inclusive, tive que procurar fora do volume referências mais sólidas sobre ele, mas os dois mais importantes são Leo Jogiches e Kostya, filho de Klara Zetkin.  Leo Jogiches é o amor da juventude de Rosa.  Ela o conheceu na suíça, quando ainda era estudante.  Um revolucionário lituano, homem de ação, que não consegue colocar em palavras suas idéias.  Parece que ele mesmo teria falado/escrito isso.  No quadrinho, ele é apresentado como uma figura que influenciou Rosa nas suas reflexões revolucionárias, já ela, foi a pena que deu forma para as idéias turbulentas de Jogiches.
Jogiches, o amante que ameaça matar.
Os dois nunca se casaram, nunca tiveram filhos, mas mantiveram um relacionamento próximo como amantes, amigos e camaradas.  Ele perdeu a vida em 1919, assassinado enquanto investigava a morte trágica de Rosa e Karl Liebknecht.  A figura de Jogiches é ambígua.  Ele certamente gosta de Rosa, mas a revolução vem primeiro, para ela, também, aliás.  No entanto, quando ele sabe que Rosa tem um amante, um homem bem mais jovem que ela, Kostya, que os dois estão morando juntos, ele a ameaça e ao rapaz.  É uma cena tensa.  O que Rosa faz?  Ela coloca a revolução em primeiro lugar.  Denunciar Jogiches para a polícia seria a sua morte e ela tem carinho por ele.  Além disso, seria um escândalo entre as fileiras socialistas.  Ela se cala e prefere se separar de Kostya.  


Rosa Luxemburgo era um ser humano e essas contradições fazem parte da sua biografia.  Agora, quantas mulheres se calam diante da violência masculina?  Preferem sofrer a ver o companheiro preso?  Se preocupam com um agressor quando ele eventualmente vai preso?  Ou, ainda, quantas mulheres de esquerda se calam diante do assédio e outras atitudes machistas dos colegas de partido, coletivo, ou o que seja, porque, bem, elas têm que entender que eles são homens e “primeiro a revolução” e “resolvido o problema de classe, o de gênero se resolve” ou “o feminismo é uma ideologia burguesa”.  Ah, você não sabia dessa última?  Pois é, nem sempre as pessoas consideraram o feminismo como “coisa de comunista”, não. 
Kostya é mandado pela mãe para se
uma espécie de governanta de Rosa.
Dentro do quadrinho também aparecem questões de gênero que são invenção da autora e ela admite, como todo bom autor, que preencheu lacunas, eliminou gente, uniu mais de uma personagem em uma só, enfim... A primeira é Rosa ouvir criança “pena que é uma menina”, pois seu potencial intelectual seria desperdiçado, ou sua resistência em relação ao espartilho e adesão apaixonada aos primeiros sutiãs (*essa parte seria verdade?*).  O espartilho era metáfora da sociedade burguesa e patriarcal, basta pegar a imagem.  A autora também trabalha com contrastes.  Rosa vê ricos e pobres, vê a vida de luxo das colegas (*ela era bolsista em uma escola feminina de elite*), enquanto outras crianças viviam na miséria e eram obrigadas a trabalhar.  Uma coisa interessante é que a autora coloca Rosa não depilada.  Mulheres no final do século XIX e início do século XX dificilmente se depilavam, mas ao mostrar os pelos de Rosa, a autora está dialogando com muitas das modernas feministas que defendem o direito aos seus pelos.  Foi uma sacada interessante.

Enfim, muita coisa acontece nas 179 páginas de Rosa Vermelha (*fora as notas*).  A I Guerra ocupa o terço final, e as páginas últimas se dedicam à Revolução Espartaquista.  Rosa Luxemburgo defendia que a revolução deveria ser espontânea, nascer das massas, em um movimento não guiado ou apropriado por uma elite.  "A massa não é apenas objeto da ação revolucionária; é sobretudo sujeito."  Kate Evans parece acreditar nessa premissa.  Parte das críticas de Rosa aos bolcheviques nascem em virtude da forma como eles tomaram a revolução para si e eliminaram as vozes dissidentes, assim como a autonomia das massas.  Agora, uma coisa é teoria, outra coisa é prática... 


Sobre a guerra.
O próprio partido de Rosa, o SPD, apoiou a guerra, se afastou das idéias revolucionárias, e depois assumiu o poder na República de Weimar que substitui o Império Alemão.  Rosa assiste perplexa a traição de seus partidos às massas, afinal, ela defende que a guerra atende á interesses imperialistas e que as classes exploradas deveriam se unir, que os nacionalismos eram ilusão criada pela burguesia.  Abandonada pelos homens do partido que temem por seus votos e pala própria existência do SPD, ela passa boa parte da guerra presa.  

Terminada a guerra, temos as agitações e se existe um vilão em Rosa Vermelha seu nome é Friedrich Ebert, que vai governar no início da República de Weimar.  Membro do SPD, apresentado como ex-aluno de Rosa (*havia uma espécie de escola para os membros do partido*),mas pouco interessado e inteligente, ele se torna líder da ala revisionista do partido e que não tem pudor em se aliar à Extrema Direita, os freikorps, para destruir a Revolução Espartaquista.  Kate Evans não tem simpatia por ele.

Os freikorps antecipam os nazistas.
E Rosa, que não queria estar na vanguarda de uma revolução, participa do movimento, que Evans apresenta como inicialmente espontâneo, mas que se perde por parte de uma direção firme.  A minha leitura do quadrinho é esta.  As únicas cenas humorísticas do quadrinho para mim, estão nos momentos tensos da Revolução Espartaquista, coisa que parece vinda de Monty Python. Operários e marinheiros que tentam tomar um prédio do governo e recebem do comandante (*não sei se policial ou membro do exército*) a mensagem de que só entregava a guarnição se tivesse um papel assinado e ninguém sabia quem iria assinar, porque a revolução é espontânea e, bem, não há líderes, certo? A cena, que deve ser verídica, é surreal.  A cúpula dos espartaquistas (*menos Rosa, que estava escrevendo para o jornal do dia seguinte*) cercados por freikorps e se questionando se deveriam responder ao fogo.  O diálogo é o seguinte em português:

"Há tropas do governo na praça à frente!"
"Este item não está na pauta.", responde o outro.
"Não devemos discutir a defesa armada do edifício?", pergunta um terceiro.
Não precisamos.  Nenhum alemão abrirá fogo contra outro alemão (...)"


Discursando para as massas.
Nem preciso dizer que atiraram e mataram, enquanto as gracinhas estavam deliberando.  Enfim, quem já assistiu assembleias na faculdade, no sindicato, no partido, enfim, já deve ter visto dessas cenas, quando, ou ninguém sabe quem está no comando (*e não precisa ser uma pessoa só*) da reunião, ou quem está não tem coragem de agir como tal e colocar ordem na bagunça para não parecer anti-democrático.  Sim, porque a ala de Rosa Luxemburgo levantava a bandeira do socialismo democrático, mas a galera não consegue distinguir entre democracia e regras básicas necessárias ao bom andamento das ações.  Daí, não acredito, por exemplo, em uma frente d esquerda unida em 2018.  Já a direita, e alguns elementos que se dizem de centro, sabem bem quando é necessário se unir e se defender.

É isso, trata-se de um quadrinho interessante, sobre uma mulher que merece ser lembrada e ter sua obra conhecida.  Trata-se, também, de um olhar feminino e feminista sobre Rosa Luxemburgo, sobre o pensamento socialista da virada do século XIX para o XX, sobre a Grande Guerra e as revoluções que agitaram o final da década de 10 do século passado.  E estou escrevendo sobre Rosa Vermelha, porque gostei e a série  de resenhas"Muito Além do Mangá" privilegia quadrinhos feitos por mulheres, ou sobre mulheres, e que não sejam japoneses e são poucas resenhas: Bordados, de Marjane Satrapi, Olympe de Gouges, de Catel Muller e José-Louis Bocquet, Aya de Yopougon, de Marguerite Abouet e Clément Oubrerie.  Eu recomendo.  E, se você se interessar por comprar, pode usar o link do Amazon e ajudar o Shoujo Café a se sustentar (*não que eu vá deixá-lo fechar, mas é uma ajuda, sim*).

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