segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Japonesa escreve livro sobre os abusos que sofreu no trem durante sua adolescência


"É assim que se vê do exterior." "Eu estou ali!"
"É isso que acontece no interior."
Os japoneses têm uma palavra para designar os homens que assediam e abusam de mulheres nos trens e metrôs: chikan.  A questão é tão séria que a pratica dos vagões femininos é comum.  O Sora News comenta que existe inclusive uma espécie de adesivo à prova d’água que as mulheres podem pregar no abusador e marcá-lo.  Mangas shoujo como Confidential Confessions (Mandaiteiki Sakuhinshu/問題提起作品集) e Ore Monogatari!!  (俺物語!!) tratam a questão do assédio às mulheres como algo sério, mas há toda uma série de materiais, e não falo somente de hentai (*pornografia*), que tratam a prática com muita complacência.

O livro.
Enfim, o SN trouxe uma matéria falando de um livro lançado na França por uma japonesa, Kumi Sasaki, que lá reside. No livro, que tem ilustrações ao estilo mangá jornalístico, ela conta o seu sofrimento entre os 12 e os 18 anos e como os abusos eram quase diários.  Segundo a autora, os agressores eram desde adolescentes até homens na casa dos setenta e que houve uma vez em que um homem casado chegou a segui-la nas ruas, o que a deixou aterrorizada.

A autora.
Ela conta no livro como entrou em choque quando foi apalpada pela primeira vez.  De como teve depressão e tentou mesmo o suicídio.  O objetivo do material é denunciar a forma como a sociedade japonesa é negligente em relação a este tipo de abuso, tratando como coisa menor, culpando as vítimas, ou mesmo romantizando os agressores.  Segundo o SN, a autora agradece a uma amiga ou amigo, que a salvou do abismo.  Sasaki, hoje, tem quase 40 anos e ainda fica petrificada quando tem que andar de trem ou metrô com homens.

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