O Comic Natalie trouxe uma matéria com algumas falas do produtor e da editora do mangá de Ikkoku Nikki (違国日記), Tomoki Ueda e Megumi Kajikawa. Os dois estiveram em um evento Grand Cinema Sunshine Ikebukuro, em Tóquio, no dia 24 de fevereiro, e conversaram com o público depois da exibição dos episódios 1 a 8 da série. Gente, não é muita coisa para ver de uma vez? Se eu tiro a abertura e o encerramento, sobram uns vinte minutos, se multiplico isso por oito... Enfim, vou destacar as falas que estão no CN:
Ikoku Nikki foi serializado na revista Feel Young (Shodensha) de julho de 2017 a julho de 2023. O anime começou a ser planejado em 2020. Pensem em como determinados animes demoram horrores para chegarem às telas. Neste caso, a qualidade da série compensa qualquer demora. "Ao relembrar a época em que foi abordado sobre a adaptação da obra para anime, Kajikawa disse: "Havia muitas ideias de mistura de mídias, mas a sinceridade de Ueda me impressionou muito, e pela proposta, tive a impressão de que ele valorizaria a obra original. Ele queria preservar a força dos personagens e dos diálogos e os diversos relacionamentos. Ele realmente dava importância a esses aspectos."" Kachikawa também disse que "Ele [Ueda] sabe por experiência própria o quão difícil é criar uma história, o quão difícil é comunicá-la às pessoas e o quão doloroso pode ser se ela não as alcançar, então pensei que ele seria capaz de apoiar o trabalho". Ueda disse que não queria perder as sutilezas da obra original, mantendo a estrutura da história, do texto, da dinâmica das personagens, sem resvalar no sentimentalismo.
Segundo o CN, quando o anime estava sendo dublado, a autora original, Tomoko Yamashita, enviou pequenos textos com 300 a 500 palavras explicando as personagens. "Acho que foi muito útil, pois recebi informações que só o autor poderia escrever, relacionadas ao histórico e às motivações da personagem", disse Ueda. Tomoko Yamashita elogiou o trabalho de Miyuki Sawashiro, dubladora de Makio: "Ela leu a obra original com muita atenção e conseguiu interpretar e compreender a personagem corretamente". Fuko Mori, dubladora de Asa, também recebeu elogios por ter conseguido captar a essência de uma menina de 16 anos. Tanto Ueda quanto Kajikawa também destacaram o trabalho de Ohara Sayaka como Minori, dizendo que ela conseguiu emocioná-los.
Outro destaque da matéria é o seguinte: "O mangá original era serializado em uma revista mensal voltada para o público feminino, então recebi mais reações das mulheres. Mas com a adaptação para anime, consigo ver as reações do público masculino e de pessoas no exterior, o que me deixa muito feliz. Acabamos de anunciar que todos os volumes serão reimpressos!" (Kajikawa) "O diretor Oshiro e sua equipe estão produzindo cada episódio com cuidado, com a intenção de retratar o drama humano com fidelidade. Acho que os próximos episódios mostrarão os resultados do nosso trabalho árduo, então espero que vocês aguardem ansiosamente pelos próximos episódios." (Ueda)
Furar a bolha é muito importante. Mulheres leem seinen, leem shounen, mas o inverso não acontece com a mesma frequência. Ao virar anime, Ikoku Nikki, que nunca foi um estouro de vendas, consegue chegar a outros públicos, gente que talvez desdenhe dos mangás femininos. E, algo que o CN destaca, todos os volumes da série serão republlicados. Imagino que a série termine sendo licenciada em vários países, inclusive no Brasil.














































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