sexta-feira, 6 de abril de 2018

Governo japonês se preocupa com adolescentes grávidas que abandonam os estudos


O Japan Times publicou uma notícia sobre a preocupação do governo japonês com as adolescentes que abandonam as escolas por conselho das instituições quando estão grávidas.  Segundo o artigo, nos anos fiscais de 2015 e 2016 2098 estudantes do colegial engravidaram e 642 deixaram de frequentar a escola por vontade própria ou de seus responsáveis.  E há 32 casos de meninas que saíram da escola por conselho da instituição.  Pelo tom da matéria, o governo acredita que possam ser muito mais.

É a primeira vez que tais pesquisa é feita.  Foram 1006 casos de gravidez em escolas públicas de tempo integral e 1092 em escolas de tempo parcial.  Não sei bem o que são essas últimas.  escolas técnicas, talvez?  Das 32 meninas que deixaram de estudar por recomendação da escola, 18 expressaram o desejo de prosseguir nos estudos e pediram transferência.  Também em 18 casos dentro dos 32 estudados, a escola aconselhou as estudantes a deixarem a instituição por causa da dificuldade em prosseguirem os estudos em sua situação e por causa de sua condição familiar.  Em 8 casos a escola argumentou que não tinha como manter uma aluna grávida em sala de aula por questões de segurança.  Em cinco casos, a escola argumentou questões de disciplina e que a grávida, ou uma jovem mãe, poderiam prejudicar o ambiente escolar.  Deveriam fazer mais mangás sobre esse assunto... 

Enfim, ser mãe é difícil, uma adolescente grávida sem o suporte da família e da escola tem tudo para fracassar, ou atrapalhar-se mais do que precisaria em seus estudos.  Faz tempo que não tenho uma aluna grávida em sala, onde leciono, normalmente, elas parecem ser bem tratadas.  Agora, em uma escola que trabalhei no Rio, um colégio de formação de professores, era comum que os próprios docentes humilhassem as meninas, especialmente, quando precisavam levar seus bebês.  E era colégio público, em área carente, mas, claro, se você pode ser canalha, insensível, você vai aproveitar essas oportunidades para colocar as manguinhas de fora.  Provavelmente, a maioria se pronunciaria contra o aborto, mas não via nenhum problema em constranger uma adolescente que está fazendo das tripas coração para ser uma boa mãe e continuar seus estudos.

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