quinta-feira, 19 de abril de 2018

Post aleatório: Semelhanças entre Candy Candy e a Escrava Isaura


Hoje, levei Júlia para a escola a no rádio do carro estava ouvindo umas músicas, entrou a abertura de Candy Candy  (キャンディ・キャンディ), e eu comecei a cantar: 

"Sobakasu nante, ki ni shinai wa 
HANA-PECHA datte datte datte, oki ni iri 
OTENBA itazura daisuki, kakekko SUKIPPU daisuki 
watashi wa watashi wa, watashi wa CANDY
hitoribocchi de iru to, choppiri samishii 
sonna toki kou iu no, kagami wo mitsumete
* waratte waratte, waratte CANDY 
nakibesou nante SAYONARA ne, CANDY CANDY"


Daí, comecei a lembrar da disputa judicial insana entre a roteirista (Kyoko Mizuki) e a desenhista (Yumiko Igarashi).  Conhecendo o caso, eu sou a favor da roteirista, mas vejam que impedir que esse clássico seja exibido, que o mangácircule, tenha remake, whatever é um absurdo.  Acredito que a Mizuki ganharia mais (*ela alega que recebeu pouco pela obra e que a parceira se apossou dela*) fazendo um acordo.  Comecei a rememorar algumas cenas, lembrar do dramalhão que é Candy Candy, de como nós, crianças, ficamos impactados com a morte do Anthony (*a gente não assistiu ao final pavoroso, aqui, no Brasil, só poucos capítulos*) e que eu chamo Candy Candy de A Escrava Isaura japonesa.

A desenhista ficou muito mais famosa
que a roteirista, gerando problema até hoje.
O anime passou em tantos, ou mais países, que a novela da Globo (*por vias legais, ou não*).  Lembro, muitos anos atrás de uma moça turca que fez contato comigo para falar de Candy Candy.  A história é um drama torturante.  A protagonista é órfã, pura e bem intencionada.  Por outro lado, Candy é tomboy e inculta, Isaura, por outro lado, é um poço de virtudes e com um intelecto superior... E Candy chegou a ser vendida como escrava... Mas há mais semelhanças, a mocinha perde o seu primeiro amor de forma trágica... E, ooops!  Mas, ora, vejam!  Eu nunca tinha percebido essa semelhança!

Eu sei, você não viu a versão da Globo de 1976, lá Gilberto Braga inventou um primeiro amor para Isaura, algo muito necessário, já que ela e Álvaro (*o mocinho do livro*), só se encontrariam já do meio para o fim do livro.  E, à época, cabia cumprir os cânones de Janete Clair, a mocinha precisava de um amor e beijar alguém logo nos primeiros capítulos.  Só não era costume matar e da forma tão cruel como o Antônio foi morto.  Foi uma das sequências mais memoráveis que eu já vi em uma novela.   Não há vilão melhor que o Leôncio e o Rubens de Falco era maravilhoso.  Já Candy Candy, tinha uns vilões de dar vergonha, mas a trama cheia de tragédias para a heroína já era o suficiente para nos massacrar.

Isaura comeu o pão que o diabo amassou
nas mãos do "sinhozinho" Leôncio.
Era só isso.  Post aleatório, mas tem uma resenha longa de Candy Candy aqui e de A Escrava Isaura, também, claro (*1-2*).  Estava elucubrando aqui.  Quando dirijo, minha mente fica voando por aí.  Aliás, é impossível impedir que ela voe.

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