sexta-feira, 6 de março de 2020

Projeto no Catarse: Conheça a primeira mulher detetive da literatura de mistério do século XIX. Obra inédita no Brasil.


A mulher detetive criada por uma mulher mais antiga que eu conhecia era Lady Molly of Scotland Yard, saída da imaginação da Baronesa Orczy, a criadora do eu querido Scarlet Pimpernel, mas não, eu estava errada.  Já deveria saber disso, claro!  Enfim, a primeira mulher detetive da literatura criada por uma mulher (*olha, que melhor não colocar a mão no fogo, não...*) foi Loveday Brooke, saída da pena de Catherine Louisa Pirkis (C.L.Pirkis), que assinava suas iniciais, como tantas mulheres fizeram para esconder seu sexo biológico e terem a possibilidade de vender suas obras em início de carreira.


Segundo o projeto do Catarse, Loveday Brooke é inédita em língua portuguesa.  A detetive é contemporânea de Sherlock Holmes, tendo aparecido na literatura em 1893.  Holmes apareceu pela primeira vez em 1887, em Um Estudo em Vermelho.  O texto do projeto até coloca um trecho de uma revista de época comparando ambos com vantagem para Loveday Brooke.  Como não li nada da personagem e sou fã de Sherlock Holmes, não vou tecer comentários, mas é realmente surpreendente que a personagem nunca tenha sido adaptada para o cinema, ou TV.  Lady Molly of Scotland Yard, por exemplo, teve uma única aparição, em uma seriado britânico chamado The Rivals of Sherlock Holmes.


Enfim, caso atinjam o valor do projeto, o livro a ser lançado se chama The Experiences of Loveday Brooke e foi lançado em 1894 reunindo os contos lançados no ano anterior.  O título da edição brasileira será As Aventuras da Detetive Loveday Brooke.  Eu vou contribuir.  Acredito que é muito importante que obras de mulheres sejam lançadas em nossa língua, especialmente, material que já deveria ter sido lançado em nosso país faz muito tempo.  E, bem, acredito que a coletânea de histórias de Lady Molly of Scotland Yard não foi publicado por aqui, também.


Para quem quiser quiser ler mais sobre o projeto e contribuir, se quiser, o link está aqui.  Só não gostei do uso do termo "detetive feminina", "detetive mulher" me parece melhor, até porque fica parecendo uma concessão, afinal, o detetive seria naturalmente homem, já que ninguém falaria "detetive masculino".  Agora, se você quiser comprar o mesmo livro em inglês, ver se gosta, enfim, tem ele baratinho no Amazon (*Opção 1 e 2*).

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