domingo, 12 de junho de 2022

The Blood Of Madam Giselle: Que final foi aquele????? (Spoilers/+18)

Volta e meia vejo o pessoal comentando webtoons coreanas e parece que se tornou um lugar comum rebaixar o material japonês, especialmente, shoujo (*ai... ai...*) para louvar o material feito na Coreia do Sul e que está na moda.  Foi em um desses papos esquisitos de Facebook, que conheci The Blood of Madam Giselle (지젤 씨의 피), ou Giselle's Blood , da quadrinista coreana Lee Yeonji.  Muito bem, terminaram as scanlations da série.  Teve 60 capítulos, minha resenha anterior tinha sido no capítulo 30, exatamente a metade da história.  

Acredito que antes de chegar no Bato.To, site que uso para ler a história,  já deve ter dado a volta ao mundo esse final.  Logo, vou comentar o final da série, vou dar spoilers e não vou recontar o início desse Manhwa, minha primeira resenha detalha tudo direitinho.  Dê uma olhada lá e retorne, por favor.

Uma coisa antes do fim.  O marido é morto.  Para minha perplexidade, quem o mata não é Isaac, ou outro dos vampiros da trama, ou mesmo Giselle, mas Roxy, sua amante.  A pobre Giselle foi mandada para um sanatório, resgatada, assim como sua criada, Anne, que quase terminou sendo executada por um crime que não cometeu, e ambas foram parar na mansão de Madame Tuíte, que, na verdade, trabalha para o louro gelado Leo, que não é mordomo, mas dono de tudo, sua família tem uma missão que é proteger as criaturas e controlá-las ao mesmo tempo.  Madame Tuíte é uma funcionária que criou uma droga com base no sangue dos vampiros capaz de prolongar sua vida e a de qualquer humano que a consumir.

Leo quer achar o assassino misterioso que assombra a região, ele usa os vampiros que protege para a missão, assim como seus criados.  Ele protege Giselle e Anne, mas as coloca para trabalhar para ele.  Giselle passa a ser uma empregada, mas está perto de Isaac, livre do marido e, bem, a vida já foi pior.  Ela deseja se tornar imortal e acompanhar Isaac em sua jornada pela eternidade, já ele, quer se tornar humano, casar com ela, ter filhos, morrer.  Romântico, não?  Já vimos isso em outras histórias com imortais.  Parece que alguém, uma personagem terciária, uma espécie de cientista, descobriu como transformar as criaturas em humanos.  Ele está voltando para levar as amostras de uma planta para Madame Tuíte.  Ele é atacado na estrada escura no meio da floresta (*a rota ideal para se tomar à noite, se o seu assassino é um vampiro*) e é morto.  O assassino é Isaac.

O assassino sanguinário era nosso mocinho desde sempre????  Só que, se você leu a história desde o início, sabe que não poderia ser, porque assassinatos foram cometidos quando Isaac estava preso.  Ele não tinha como sair e atacar ninguém até encontrar Giselle e os homicídios começaram antes.  Será que eu perdi alguma coisa com a minha leitura acelerada?  Enfim, o vampiro parece abatido, fraco, debilitado, nos últimos capítulos, já Giselle está se tornando cada vez mais como as criaturas, porque está tomando a droga de Madame Tuíte.  Seus sentidos estão aguçados, ela atacou Isaac e Anne e bebeu seu sangue, ela tem seu desejo sexual cada vez mais acentuado.  O traço continua muito bonito.

Os dois falam do sonho de verem o arco-íris juntos.  Isaac deseja ver o sol.  Giselle desmaia pela segunda vez e diz que logo não poderá mais ver o sol e será como Isaac.  Vem a caçada final.  Isaac desaparece, os grupos se separam, Anne é atacada e Giselle chega em tempo de ver o agressor e lhe acerta um tiro.  Ele foge.  Leo e os outros chegam.  Uma das vampiras fala algo em seu ouvido, ela reconheceu o traço do sangue.  Leo diz que não será necessário persegui-lo, que ele encontraria o seu fim em breve.  Giselle toma para si a tarefa de eliminar o assassino.  

Isaac, que estava consumindo a planta que poderia torná-lo fraco como os humanos, está debilitado pelos tiros.  Ele vê o sol e sorri, mas Giselle o mata.  Não há pena no rosto dela, nenhum sentimento de afeto e o quadrinho termina.  Eu só não xinguei um palavrão, porque havia uma criança presente.  Sim, foi ruim, foi sem sentido, foi absurdo dentro de qualquer padrão que eu já vi de história.  Me chocou mais que o final do anime Himitsu – The Top Secret (秘密 -トップ・シークレット-).  Sério, já achava The Blood of Madame Giselle fraco, agora, o chamo de ruim mesmo.  Pudera a autora de Duchess Debauchery ter o traço dela... 

Mas eis que há um epílogo.  Um último capítulo.  ONZE ANOS DEPOIS.  Anne reencontra Giselle, a criada se casou com Leo.  Pelo menos isso, ainda que não tenhamos visto nada além da aproximação entre os dois no jardim.  A pobre Giselle trabalha em um orfanato.  Ela é a dona?  Leo lhe deu os recursos, ou ela herdou alguma coisa de seus pais, ou marido, ou sei lá?  Não, ela é uma humilde criada.  Ela ainda ama Isaac, ela sofre, ela se culpa, eu xingo para dentro, porque que raio de história é essa?  Giselle fala que viu de longe Madame Tuíte e Olivia, sua amante vampira, e que as duas pareciam mais velhas e que estavam caminhando debaixo do sol.  Elas estão consumindo a planta.

Chega uma criança nova e a dona do orfanato, ou responsável por ele, apresenta para Giselle e Anne um garotinho.  As duas se assustam, é um vampiro.  O garotinho é IDÊNTICO a Isaac quando Giselle o encontrou pela primeira vez na cela do porão da casa do marido.  Ela acolhe o menino, sorri para ele, eu sinto uma espécie de mal estar, porque, bem, veja em que pé estamos.  Ela sai para a varanda com o garoto.  Há alguém que os observa em segredo, sua boca é feral e há sangue nela, é mostrado um rosto.  É Isaac com cara de louco.  E FIM de novo.  Precisávamos desse epílogo?  NÃO.  Precisávamos desse final?  NÃO.  Se você veio ler esse quadrinho pelas cenas de sexo que o povo comentou, foi uma perda de tempo.

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