Em abril do ano passado, comentei sobre um evento relacionado ao anime Vampire Princess Miyu (吸血姫 美夕), comentei à época que estava desconfiada de que iriam anunciar um novo anime. Ainda acho, mas o fato é que não veio anúncio algum.
Hoje, no entanto, o Comic Natalie trouxe uma matéria sobre o relançamento do mangá em edição elaborada e com uma história nova extra que será partida nos três volumes encadernados. Trata-se do primeiro mangá, que é shoujo, de Kakinouchi Narumi, porque Vampire Princess Miyu teve outras séries publicadas em revista seinen.
Outro detalhe é que o mangá, que começou a sair em 1990 e foi publicado em duas revistas distintas da Akita Shoten, a Suspiria e a Surpiria Mystery, é um derivado de uma história original de Toshihiro Hirano (*marido de Kakinouchi*) com arte de Chiaki Konaka dos OVAs de 1988 e 1989.
Além disso, serão realizados uma exposição e um evento de vendas na Galeria Epicute em Tokyo, de 9 a 12 de outubro, e na Breeze Plaza Room 805 em Osaka, de 23 a 25 de outubro. A exposição contará com gravuras de obras como Vampire Princess Miyu, Vampire Princess Yui (吸血姫 夕維), "Yakushiji Ryouko no Kaiki Jikenbo (薬師寺涼子の怪奇事件簿) e a série Chiisana Ohimesam (小さなお姫様), bem como ilustrações originais da capa de "Vampire Princess Miyu". Palestras e sessões de autógrafos com Kakinouchi serão realizadas nos dias 11 e 25 de outubro. No post do CN, há mais ilustrações.
Na sexta-feira foi publicado o ranking da Oricon. Desta vez, temos um shoujo no top 10: Yubisaki to Renren. A série teve anime em 2024 e é publicada pela Newpop. Meu volume #7 chegou ontem, aliás. Fora do top 1, temos Naka made Aishite subindo de posição, além de algumas estreias. Hana Himeru Kimi no Meteor é um mangá de vampiro e tem scanlations. Umi ga Hashiru End Roll deve melhorar de posição, porque é o último volume e teve o filme animado anunciado. Seijo ja Nakatta node, Oukyuu de Nonbiri Gohan o Tsukuru Koto ni Shimashita é isekai manga gourmet, só não sei se é reencarnacionista. Megane, Tokidoki, Yankee-kun vai ter anime em breve.
1. Five Star Monogatari #19
2. Yubisaki to Renren #14
3. Jujutsu Kaisen≡ #3
4. Tensei Kenja no Isekai Life ~Daini no Shokugyou o Ete, Sekai Saikyou ni Narimashita~ #32
5. Tensei Kizoku no Isekai Boukenroku ~Jichou o Shiranai Kamigami no Shito~ #15
6. ONE PIECE CHOPPER’s #1
7. Tensei Shitara Dainana Ouji datta node, Kimama ni Majutsu o Kiwamemasu #23
8. Shinjiteita Nakama-tachi ni Dungeon Okuchi de Korosarekaketa ga Gift "Mugen Gacha" de Level 9999 no Nakama-tachi o Te ni Irete Moto Party Member to Sekai ni Fukushuu & "Zamaa!" Shimasu! #22
9. Kagura Bachi #11
10. Haimiya-senpai wa Kowakute Kawaii #2
15. Naka made Aishite #6
21. Hana Himeru Kimi no Meteor #6
22. Umi ga Hashiru End Roll #9
26. Seijo ja Nakatta node, Oukyuu de Nonbiri Gohan o Tsukuru Koto ni Shimashita #10
Ia colocar esse mangá no post (*que está atrasado*) de lançamentos, mas acho que ele merece post em separado. Aliás, ele tem tanta cara de anime, que eu apostaria que vai ter em breve, a série sai na pixiv Sylph. Chiisana Hikari no Dining Cucina Luce (小さな星《ひかり》のダイニング クチーナ・ルーチ), de Marina Sano e Koutouno Karin, tem a seguinte história: "Gania, um vampiro que se sentia 'diferente dos outros vampiros', vagava sozinho, rejeitado tanto por vampiros quanto por humanos. Angela, uma humana com 'aparência vampírica', vivia nas sombras, evitando a luz do sol. Por acaso, as duas se conheceram e começaram a trabalhar juntas no restaurante da vila de Angela, Cucina Luce. Enquanto servem pratos deliciosos aos vibrantes moradores da vila, seus dias juntos se tornaram insubstituíveis..."
O mangá foi vencedor do Magic Island Grand Prize em 2022 – Prêmio Especial para Obra Original em Quadrinhos (Categoria Outro Mundo/Fantasia). No Bakaupdates, consta que a série não fechou ainda o primeiro volume, mas está perto disso. Até onde vi, não tem scanlations. Parece que a desenhista é Sano Marina e ela tem vários mangás laçados, principalmente, BL.
Em março, foi anunciado um evento do anime de 1997 de Vampire Princess Miyu, com presença em um talk show com a presença de Narumi Kakinouchi (desenhista), Toshiki Hirano (roteirista do mangá e diretor da animação), Kenji Kawai (compositor da trilha sonora) e Chiaki Konaka (roteirista anime). Muito bem, este mês, mais especificamente no dia 9 de abril, e eu estou postando atrasada, a nova edição do mangá (*que é shoujo originalmente, mas migrou para revista seinen nas suas últimas fases*) ficaria disponível para leitura on line gratuitamente no Piccoma, segundo o Comic Natalie. Vejam bem, é simplesmente uma homenagem, ou a preparação de terreno para um anúncio de algo novo da série? Eu acredito que vão anunciar alguma coisa, sim.
Até ontem, não conhecia a série Babanba Banban Vampire (ババンババンバンバンパイア), de Hiromasa Okujima, mas o perfil LGBTANIMES+ postou o trailer do live action e um resumo da história que chamaram a minha atenção. E a série não terá somente filme, mas série animada, também. O resumo do LGBTANIMES+ está melhor que o do Bakaupdates, então, é ele que está a seguir: "Mori Ranmaru (1565-1582), ex-amante do lendário Oda Nobunaga (1534-1582), agora é um vampiro e trabalha em uma casa de banhos. Seu atual objetivo é sugar o sangue de um rapaz virgem, e ele fará de tudo para mantê-lo assim."
Só um ponto, não há certeza de que Mori e Nobunaga fossem amantes, embora um relacionamento mais íntimo entre os dois não estivesse fora da normalidade da época. De qualquer forma, o objetivo é fazer humor com vampiros e isso normalmente funciona comigo. Uma curiosidade, o mangá original é shounen, tem oito volumes e está em andamento. O anime (*site oficial*) estreia em janeiro, o live action, em março. E segue os trailers do anime e do filme live action, ambos são muito engraçados.
Vampire Danshiryou (ヴァンパイア男子寮), ou Vampire Dormitory, nome internacional da série de Ema Toyama, chegou ao final hoje na revista Nakayoshi.
A série, cujo anime está no ar e foi escolhido para comemorar os 70 anos de uma das mais tradicionais revistas shoujo, terá 14 tomos encadernados e o volume será publicado no Japão em 11 de julho, segundo o Pro Shojo Spain. Vampire Dormitory começou a ser publicado em 2 de novembro de 2018. Fiz uma resenha do início do mangá, ela está aqui.
Em novembro, foi anunciado que Vampire Danshi Ryou (ヴァンパイア男子寮) ou Vampire Dormitory, de Emma Toyama, seria transformado em anime e, mais do que isso, seria a série escolhida para celebrar os 70 anos da revista Nakayoshi. Grande honra, mas, apesar de gostar muito de vampiros, não gosto da autora. De qualquer forma, o primeiro teaser-trailer saiu ontem. O básico da história é o seguinte, uma menina pobre-pobre-muito-pobre que, para piorar, fica órfã e termina indo parar na rua, conhece um cara muito bonito (danshi), que, por acaso é um vampiro, que a salva de morrer e a transforma em sua serva. A partir daí, ela deve viver com ele no dormitório da escola, onde só residem garotos. Trailer abaixo.
Eu fui olhar o mangá, não resisti, segue então, uma pequena resenha do primeiro capítulo. Para começar a conversa, o primeiro capítulo realmente entrega muito bem a história que podemos esperar. Mito, nossa protagonista, ficou órfã bem pequena e ficou passando de mão em mão de parentes até terminar o ginasial. Ela se forma e uma tia lhe diz que, agora que terminou a educação obrigatória no Japão (*fiz post recente sobre isso*), ela deveria pegar as coisas dela e ir embora. A menina é jogada na rua e vai se vestir de garoto para se proteger do assédio. Sim, é exatamente isso.
A abertura da série nem é essa situação, pois trata-se de um flashback, mas a garota sendo demitida do restaurante vagabundo onde trabalha por atrair muitas adolescentes e mulheres para lá. Mito é um ikemen (*um garoto bonito*) e o restaurante é um pé sujo para homens. Sendo assim, a menina é posta na rua. Ela precisa de um emprego e entra no que parece ser um host club (*como em Ouran Host Club*) cheio de ikemen. Só que ela acha que o lugar é muito refinado para ela e tenta escapar, mas ela se corta e um dos rapazes, o que parece estar em comando, a leva para os fundos do estabelecimento e suga sua ferida para logo reclamar que seu sangue tem gosto de podre. Ele é um vampiro, ele não e alimenta de humanos faz muito tempo e, como será dito mais tarde, ele não consegue sugar o sangue de mulheres, só rapazes bonitos.
Mito foge e vai se abrigar no terraço de um prédio, está chovendo muito, e é nesse momento que temos o flashback, porque ela olha a rua e vê gente acompanhada, adolescentes pedindo para a mãe vir buscá-los e ela não tem ninguém. De volta ao restaurante, um dos vampiros explica para Ruka, que sendo o mais experiente das criaturas da noite deveria saber disso, que o sangue de um humano que nunca foi amado tem gosto ruim, mas se o rapaz (*Mito*) receber amor, certamente seu sangue teria um gosto maravilhoso. Ele também diz que fazia uma década que Ruka não se interessava por ninguém. O vampiro finge que não é com ele, mas fica abalado.
De volta ao terraço, Mito pensa em se matar, mas desiste, só que escorrega e cai. O vampiro a salva e fala as baboseiras sobre sangue podre por falta de amor, e que ele poderia amá-lo (*ele pensa que é um garoto*), melhorar seu sangue, em troca, ele seria seu escravo. Mito apaga e acorda no tal dormitório do título. O vampiro reexplica a história de sangue com gosto de podre, falta de amor e que a protagonista aceitou ser sua escrava. Diz que a matriculou na escola e que ela morará com ele. Pensando na vida miserável que levava, ela diz aceitar. Leva um cascudo e é acusada pelo vampiro e agir por interesse e, não, por reflexão. O cascudo é cena clichê de mangá/anime, de resto, que alternativa ela teria?
Mito vai para o banheiro e o vampiro fica tagarelando do lado de fora. A menina vai se despindo, tira a peruca (*por qual motivo não cortou os cabelos de uma vez? Qual o sentido nisso?*). Ela ouve o vampiro falar que só se interessa por homens e pensa "Mas eu sou uma mulher!". Como esconder isso para não voltar para as ruas? Como o vampiro, ainda que tapado, irá ser enganado por muito tempo? Afinal, Mito é bonita como homem e como mulher.
Sei que teremos um triângulo amoroso entre Ruka, o vampiro tapado, Mito e Ren, que não apareceu ainda. Ren é um Dampiro, isto é, um híbrido com humano (*não gosto muito desse conceito, mas ele existe*), e sei que só de olhar para Mito, ele descobrirá que se trata de uma mulher. Ele, diferentemente de Ren, só se interessa por mulheres e vai lutar por ela. Pelo que me informei, usando de estratégias não muito limpas. O moço tem aquele ar de moreno perigoso e, ao que parece, muitos poderes.
Conhecendo Emma Toyama, teremos muita pegação, situações de consentimento dúbio e, por ser na Nakayoshi, nada de sexo, ou, pelo menos, não até que as coisas cheguem perto do final. Ela deveria estar em outra revista, ainda que o traço dela tenda para o infantil, suas narrativas não o são. Quando penso no sucesso estrondoso de Hanakimi (花ざかりの君たちへ), esquema muito semelhante, mas sem vampiros e sem essa história de escravidão contratual, e que a série nunca recebeu anime, eu fico muito desanimada. De qualquer forma, Vampire Dormitory é certeza de sucesso, nasceu para isso, puxa todas as cordinhas possíveis (*harém reverso, triângulo amoroso, gender bender, vampiros, colégio interno etc.) e a autora é muito competente.
Vampire Danshiryou (ヴァンパイア男子寮) será transformado em animação para comemorar os vinte anos e carreira de Ema Toyama e os 70 anos da revista Nakayoshi. Realmente, grande honra e responsabilidade. Segundo o Comic Natalie, a série terá seu 12º volume lançado este mês, mas não entendi direito se será o último volume da série, acredito que sim. Enfim, não sou fã de Ema Toyama, acho que ela coloca um apelo sexual muito grande em mangás publicados em uma revista como a Nakayoshi, por conta disso, nunca vi nada do mangá, mas ela faz sucesso e vampiro vende, é quase que uma regra para filmes, livros, séries e mangás, claro. O resumo da série é o seguinte:
Para Mito, ser escrava de um vampiro é a menor de suas preocupações. Mito viveu nas ruas desde que se formou no vida miserável e sem amigos, mas quando um belo vampiro, Ruka, a resgata da morte certa, ele faz uma oferta que parece boa demais para ser verdade: tornar-se sua serva obediente. Nessa condição, ela poderá se alimentar sempre que quiser. Se aceitar, ela pode morar com ele (no dormitório masculino). Como sua existência depende de seu segredo não ser descoberto, cada dia é um novo perigo – para não falar do que pode significar viver com um vampiro! Ruka, sem saber que Mito é uma garota, a cobre de atenção dia e noite, colocando o segredo da menina em risco, assim como a vida maravilhosa que ela tem no momento. Nem sei o que comentar, quer dizer, uma coisa eu preciso dizer: Que vampiro é esse que se deixa enganar dessa maneira?
A série já tem conta no Twitter e site oficial. Segundo o CN, há uma campanha em andamento no Japão ligada a propaganda da série. Quem ganhar, receberá uma ilustração especial autografada feita pela autora. O resultado sai no dia 6.
Volta e meia vejo o pessoal comentando webtoons coreanas e parece que se tornou um lugar comum rebaixar o material japonês, especialmente, shoujo (*ai... ai...*) para louvar o material feito na Coreia do Sul e que está na moda. Foi em um desses papos esquisitos de Facebook, que conheci The Blood of Madam Giselle (지젤 씨의 피), ou Giselle's Blood , da quadrinista coreana Lee Yeonji. Muito bem, terminaram as scanlations da série. Teve 60 capítulos, minha resenha anterior tinha sido no capítulo 30, exatamente a metade da história.
Acredito que antes de chegar no Bato.To, site que uso para ler a história, já deve ter dado a volta ao mundo esse final. Logo, vou comentar o final da série, vou dar spoilers e não vou recontar o início desse Manhwa, minha primeira resenha detalha tudo direitinho. Dê uma olhada lá e retorne, por favor.
Uma coisa antes do fim. O marido é morto. Para minha perplexidade, quem o mata não é Isaac, ou outro dos vampiros da trama, ou mesmo Giselle, mas Roxy, sua amante. A pobre Giselle foi mandada para um sanatório, resgatada, assim como sua criada, Anne, que quase terminou sendo executada por um crime que não cometeu, e ambas foram parar na mansão de Madame Tuíte, que, na verdade, trabalha para o louro gelado Leo, que não é mordomo, mas dono de tudo, sua família tem uma missão que é proteger as criaturas e controlá-las ao mesmo tempo. Madame Tuíte é uma funcionária que criou uma droga com base no sangue dos vampiros capaz de prolongar sua vida e a de qualquer humano que a consumir.
Leo quer achar o assassino misterioso que assombra a região, ele usa os vampiros que protege para a missão, assim como seus criados. Ele protege Giselle e Anne, mas as coloca para trabalhar para ele. Giselle passa a ser uma empregada, mas está perto de Isaac, livre do marido e, bem, a vida já foi pior. Ela deseja se tornar imortal e acompanhar Isaac em sua jornada pela eternidade, já ele, quer se tornar humano, casar com ela, ter filhos, morrer. Romântico, não? Já vimos isso em outras histórias com imortais. Parece que alguém, uma personagem terciária, uma espécie de cientista, descobriu como transformar as criaturas em humanos. Ele está voltando para levar as amostras de uma planta para Madame Tuíte. Ele é atacado na estrada escura no meio da floresta (*a rota ideal para se tomar à noite, se o seu assassino é um vampiro*) e é morto. O assassino é Isaac.
O assassino sanguinário era nosso mocinho desde sempre???? Só que, se você leu a história desde o início, sabe que não poderia ser, porque assassinatos foram cometidos quando Isaac estava preso. Ele não tinha como sair e atacar ninguém até encontrar Giselle e os homicídios começaram antes. Será que eu perdi alguma coisa com a minha leitura acelerada? Enfim, o vampiro parece abatido, fraco, debilitado, nos últimos capítulos, já Giselle está se tornando cada vez mais como as criaturas, porque está tomando a droga de Madame Tuíte. Seus sentidos estão aguçados, ela atacou Isaac e Anne e bebeu seu sangue, ela tem seu desejo sexual cada vez mais acentuado. O traço continua muito bonito.
Os dois falam do sonho de verem o arco-íris juntos. Isaac deseja ver o sol. Giselle desmaia pela segunda vez e diz que logo não poderá mais ver o sol e será como Isaac. Vem a caçada final. Isaac desaparece, os grupos se separam, Anne é atacada e Giselle chega em tempo de ver o agressor e lhe acerta um tiro. Ele foge. Leo e os outros chegam. Uma das vampiras fala algo em seu ouvido, ela reconheceu o traço do sangue. Leo diz que não será necessário persegui-lo, que ele encontraria o seu fim em breve. Giselle toma para si a tarefa de eliminar o assassino.
Isaac, que estava consumindo a planta que poderia torná-lo fraco como os humanos, está debilitado pelos tiros. Ele vê o sol e sorri, mas Giselle o mata. Não há pena no rosto dela, nenhum sentimento de afeto e o quadrinho termina. Eu só não xinguei um palavrão, porque havia uma criança presente. Sim, foi ruim, foi sem sentido, foi absurdo dentro de qualquer padrão que eu já vi de história. Me chocou mais que o final do anime Himitsu – The Top Secret (秘密 -トップ・シークレット-). Sério, já achava The Blood of Madame Giselle fraco, agora, o chamo de ruim mesmo. Pudera a autora de Duchess Debauchery ter o traço dela...
Mas eis que há um epílogo. Um último capítulo. ONZE ANOS DEPOIS. Anne reencontra Giselle, a criada se casou com Leo. Pelo menos isso, ainda que não tenhamos visto nada além da aproximação entre os dois no jardim. A pobre Giselle trabalha em um orfanato. Ela é a dona? Leo lhe deu os recursos, ou ela herdou alguma coisa de seus pais, ou marido, ou sei lá? Não, ela é uma humilde criada. Ela ainda ama Isaac, ela sofre, ela se culpa, eu xingo para dentro, porque que raio de história é essa? Giselle fala que viu de longe Madame Tuíte e Olivia, sua amante vampira, e que as duas pareciam mais velhas e que estavam caminhando debaixo do sol. Elas estão consumindo a planta.
Chega uma criança nova e a dona do orfanato, ou responsável por ele, apresenta para Giselle e Anne um garotinho. As duas se assustam, é um vampiro. O garotinho é IDÊNTICO a Isaac quando Giselle o encontrou pela primeira vez na cela do porão da casa do marido. Ela acolhe o menino, sorri para ele, eu sinto uma espécie de mal estar, porque, bem, veja em que pé estamos. Ela sai para a varanda com o garoto. Há alguém que os observa em segredo, sua boca é feral e há sangue nela, é mostrado um rosto. É Isaac com cara de louco. E FIM de novo. Precisávamos desse epílogo? NÃO. Precisávamos desse final? NÃO. Se você veio ler esse quadrinho pelas cenas de sexo que o povo comentou, foi uma perda de tempo.
Vinte Cinco anos atrás estreava uma das séries mais icônicas dos anos 1990, Buffy, a Caça Vampiros. Não lembro bem quando assisti pela primeira vez, se em alguma tarde de sábado na Globo e a série era uma bobagem muito divertida. Buffy, tinha sido criada como um live action para, mais tarde, se tornar uma série na qual a personagem título (Sarah Michelle Gellar) se mudava com a mãe, Joyce Summers (Kristine Sutherland), para uma cidadezinha e descobria que era uma caçadora de vampiros, que tinha nascido para isso, quando a sua antecessora morreu.
A heroína não se empolga muito com a ideia, afinal, ele queria curtir sua adolescência, mas termina aceitando Giles (Anthony Stewart Head), o bibliotecário da escola, como seu mentor e fazendo amigos, os esquisitos da escola, Xander (Nicholas Brendon) e Willow (Alyson Hannigan), assim como uma antagonista, Cordelia (Charisma Carpenter), que, mais tarde, termina sendo incorporada ao grupo, que passou a ser chamado de Scooby Gang em vários momentos. E, sim, Buffy, a caçadora, acaba fascinada por um misterioso vampiro chamado Angel (David Boreanaz). A primeira temporada, em especial, apresentou os vampiros mais fracos que eu já tinha visto.
Neste início, Willow era apaixonada por Xander, que sonhava com Buffy e era esnobado por Cordelia, que desdenhava o que queria comprar. Daí, introduziram Oz (Seth Green), já na segunda temporada, para fazer par com Willow. O rapaz, descobriremos depois, é um lobisomem. Mas os rolos amorosos das quatro personagens ganharam uns tons meio complicados, com gente saindo magoada, muito aliás. Nesta fase, Buffy mostra aquelas dúvidas e dificuldades da adolescência. Já a protagonista vive o amor impossível com seu vampiro misterioso, que fugia a todo custo de ter qualquer intimidade com ela.
A primeira temporada fez sucesso e veio a segunda, uma das melhores de todas. Ela introduziu os vampiros ex-amigos de Angel, Drusilla (Juliet Landau) e Spike (James Marsters). A segunda temporada ainda tinha episódios bobinhos, mas introduziu o melhor vilão da série inteira, Angelus. Quem era ele? O próprio Angel que acaba perdendo a sua alma ao ter um único e genuíno momento de prazer e verdadeira felicidade com a heroína. Angel estava amaldiçoado e tinha consciência de todos os seus malfeitos da época de vampiro vida louca, como Angelus, ele lembrava e não se importava, queria era continuar destruindo vidas. Ele e Buffy transaram e isso provocou muita dor e sofrimento para muita gente. Angel termina se salvando, mas o preço foi caro para ambos. Esses castigos ligados ao sexo são bem moralistas, mas, enfim, é um detalhe e Angel mal era melhor que sua versão boazinha.
A terceira temporada foi irritante, não gosto mesmo, a quarta a mais fraca, salvo pela sétima, que não vi e não tenho como comentar. Já a quinta temporada teve um episódio muito bom com Dracula, o genuíno, aparecendo para mostrar o que era um vampiro de verdade. Além disso, Buffy ganhou uma irmã e gosto muito de Dawn (Michelle Trachtenberg), mas perdeu a mãe. Nesta temporada Willow, que de moça nerd acabara se tornando uma poderosa bruxa, se descobrira bissexual, ou lésbica, e estava namorando Tara (Amber Benson). Tara, que também era bruxa, ajuda Willow a tentar superar o seu crescente vício em magia. Elas eram um ótimo casal, mas tiveram um trágico fim na irregular sexta temporada e Willow quase destruiu o mundo.
A morte de Tara decepcionou muita gente, porque é meio que o reforço de um tropo que é o de negar a felicidade a um casal que não seja heteronormativo e, claro, vem com o combo da mulher poderosa que enlouquece. Ficou feio, eu diria. Ainda na quinta temporada, Spike e Buffy se tornam um casal e, bem, ele é melhor que Angel em tudo, inclusive David Boreanaz, um ator muito limitado, não se compara em talento à James Masters. As cenas de Spike e Buffy eram divertidas e sensuais, também. Na sexta temporada, um dos episódios memoráveis foi Once More With Feeling, que foi todo musical.
Enfim, queria marcar o aniversário da série. Esses dias estava revendo alguma coisa da segunda temporada de Buffy no Globoplay e nem me recordava dessa história de 25 anos da série. Bem, Buffy tem algo de trash, mas é cativante e apresentou uma heroína forte e de ação em um momento no qual elas não eram tão frequentes. Não considero uma série feminista, mas ela vendia aquela ideia de girl power, além da importância da amizade e impactou bastante as crianças e adolescentes e foi um divertimento simpático para adultos jovens, como eu. E Buffy rendeu um spin-off, a série Angel, além de quadrinhos e outros produtos. Logo abaixo, um vídeo com o reencontro comemorativo do elenco:
Anne Rice é a grande referência contemporânea quando o assunto são histórias sobre vampiros, não que eles tenham saído de moda em algum tempo desde os finais do século XIX, mas a autora trouxe novas temáticas e discussões que revigoraram o gênero, se é que é correto usar este termo aqui. Rice morreu decido a complicações de um AVC, segundo o G1.
Nascida em Nova Orleans, no estado da Luisiana, nos Estados Unidos, em 1941, formada em Ciências Políticas e Escrita Criativa, ela começou a escrever em 1972. O maior sucesso de sua carreira foi a série Crônicas vampirescas, o primeiro dos seus livros Entrevista com o vampiro, foi lançado em 1976, ano em que eu nasci. A tradução brasileira da obra foi feita por Clarice Lispector. Em 1994, Entrevista com o Vampiro foi transformado em filme com um elenco de jovens astros, alguns já consolidados, outros em ascensão, como Tom Cruise, Bradd Pitt, Kirsten Dunst, Antonio Banderas, além da própria autora. Rice continuou escrevendo até o fim de sua vida e sua última obra lançada no Brasil em 2018 foi Comunhão do Sangue. Ao todo, a escritora americana publicou mais de 30 livros e virou referência em obras de terror e fantasia.
Curiosamente, quase ao mesmo tempo em que Rice começava a escrever suas Crônicas Vampirescas, Hagio Moto publicava uma de suas primeiras obras e que continua sendo um de seus grandes mangás até hoje, Poe no Ichizoku (ポーの一族), lançado entre 1972 e 1976, que também trata de vampiros e trouxe novas abordagens para o segmento. Poe no Ichizoku continua tendo continuações lançadas em nossos dias. Imagino que Moto conheça a obra de Rice, isso é certeza, na verdade, mas será que a americana tinha tido a oportunidade de conhecer a produção de uma das maiores mangá-kas japonesas? Realmente, gostaria de saber.
Chocolate Vampire (チョコレート・ヴァンパイア) de Kyoko Kumagai chegou ao fim na edição da Sho-Comi lançada no dia 19 de novembro. Além da capa, a série recebeu destaque dentro da edição. Segundo o Comic Natalie, o último volume do mangá, o #18, está previsto para 25 de fevereiro de 2022.
Também está aberta uma votação para eleger as melhores ilustrações da série, porque um apêndice com as mais votadas será o brinde da edição #5 de 2022. São 67 ilustrações ao todo. Na edição atual da Sho-Comi também há um serial que dá acesso a um voice comic da série. Chocolate Vampire estreou na revista em 2016 e conta a história de amor entre um vampiro chamado Setsu e uma mortal de nome Chiyo. Tem vampiro, é sucesso certo.
Poe no Ichizoku (ポーの一族), o Clã ou Família Poe, em português, é uma das séries mais importantes de Hagio Moto e foi publicada entre 1972 e 1976. A edição de dezembro da revista Shogakukan's Flowers revelou na quinta-feira que o mangá terá uma nova série em 2022. A série original conta a história de um jovem vampiro de mais de 200 anos, Edgar, e acompanha vários eventos de sua vida. Durante anos, a autora recebeu pedidos para que ela escrevesse outros capítulos da série, mas Moto recusou até que, segundo a Wikipedia, teve problemas de saúde por volta dos sessenta anos e temeu que sua carreira de mangá-ka.
Enfim, em 2016, para comemorar os quarenta anos do mangá, Hagio Moto lançou Poe no Ichizoku: Haru no yume (ポーの一族~春の夢) na revista Flowers. Em 2018, ela lançou Poe no Ichizoku: Unicorn (ポーの一族 ユニコーン), já em 2019, tivemos Poe no Ichizoku: Himitsu no Hanazono (ポーの一族 秘密の花園), todos com um volume e, também, na revista Flowers.
Ano que vem, Poe no Ichizoku: Haru no Yume (ポーの一族 満月の夜) que contará com capítulos novos e outros que já tinham saído, mas não entraram em nenhum encadernado. Poe no Ichizoku foi adaptado para dorama em 2016 e para uma peça do Teatro Takarazuka em 2018. É uma pena que nada de Hagio Moto tenha sido publicado no Brasil.
Eu resenhei a primeira e a segunda temporada de A Discovery of Witches (A Descoberta das Bruxas), porque apesar de ser uma série bem mais ou menos, ela terminou me cativando e como só terá mais uma temporada, eu pretendo terminar. O trailer saiu anteontem e tem dois temas centrais, vingança contra os vilões, liderados por Peter Knox, o bruxo que matou os pais da mocinha, e Gerbert, o vampiro que foi papa e não aprendeu ainda a mandar um e-mail, e uma revolução que mude o mundo como conhecemos e acabe com a Congregação, o pacto estabelecido entre bruxos, vampiros e demônios mais de 900 anos atrás.
Diana (Teresa Palmer), nossa mocinha bruxa, está super poderosa e empoderada, além de grávida do vampiro interpretado pelo lindinho do Matthew Goode, motivo inicial para eu dar uma olhada na série. Acredito que a terceira temporada tem tudo para manter o nível das duas primeiras. A estreia é em janeiro. E, sim, teremos um novo vilão, o "filho" de Mathew que sofre da mesma doença que ele (blood rage) e quer procriar de forma "natural", isto é, engravidando uma bruxa. Acho que ele vem atrás de Diana. Para quem quiser ler meus textos sobre a série: 1 - 2 - 3 - 4.
Faz quase um mês que terminei de assistir a segunda temporada de A Discovery of Witches e estou desde então sem conseguir terminar esta resenha. Demorei para terminar a temporada, também, porque fui ver que assisti ao episódio #1 em 20 de junho. De lá para cá, fiz várias resenhas de Loki, estreou Kageki Shoujo (*e não resenhei ainda o último episódio*), comecei a ver Hilda Furacão (*que pretendo comentar em algum momento*), e, mais recentemente, estreou Nos Tempos do Imperador e tenho um monte de coisas pendentes aqui. OK, antes que o texto se perca, preciso postá-lo. Continuo achando a série ruim, mas um ruim que me fisgou. Fazer o quê?
Comecei a assistir por ter vampiros e o Matthew Goode, estou no lucro, porque pelo menos no quesito homem bonito e que sabe atuar, a série é uma riqueza. Agora, a segunda temporada acabou sem que nada se resolvesse, não me decepcionou, só me deixou com vontade de assistir a terceira temporada que só estreia em 2022, mas que será a última. AMÉM! Que fazer até lá? Ler os livros. O primeiro estava de graça para quem tem Kindle Unlimited, pena que só em português, mas já está comigo (*em quase um mês, mal andei nas páginas*).
Situando quem caiu aqui de pára-quedas, A Discovery of Witches é uma série baseada nos livros da historiadora e romancista Deborah Hakness, a trilogia All Souls (A Discovery of Witches, Shadow of Night, e The Book of Life) e que conta a história de Diana e Mathew, uma bruxa e um vampiro que se apaixonam em um mundo no qual os humanos convivem, mesmo que sem saber, com as chamadas criaturas (bruxas, demônios e vampiros). Diana, que é historiadora, consegue pegar na biblioteca de Oxford o livo Ashmole 782, que estava desaparecido fazia séculos e termina por atrair a atenção de todas as criaturas. O livro guarda importantes segredos e pode ser a chave para salvar vampiros, bruxas e demônios da extinção, porque com o passar dos séculos, os três grupos estão ficando cada vez mais fracos. Já Mathew é um geneticista e com 1500 anos de idade, ele estuda as criaturas, a série se propõe (*Cóf! Cóf!*) a tentar explicar cientificamente o que não pode ser explicado.
Vampiros, bruxas e demônios criaram regulamentos para garantir a convivência e o segredo que são controladas pela Congregação. Essas regras, no entanto, proíbem que as criaturas mantenham relações próximas, se casem e por aí vai. Diana e Mathew estão transgredindo esses códigos. Perseguidos, eles acabam fugindo para o passado, lá podem se esconder de seus perseguidores e tentar encontrar o livro. Eles retornam para a Londres de 1590, onde Diana poderá aprender a usar sua magia, porém, o Mathew da época é um espião à serviço da Rainha Elizabeth (Barbara Marten), conhecido, também, por ser um assassino e torturador à serviço da Coroa Inglesa.
A segunda temporada da série tem dez episódios, a primeira teve oito, e, no passado, se passa em Londres, na França e na Boêmia (atual República Tcheca). No presente, continuamos pulando principalmente da França, onde fica a propriedade ancestral dos Clermont, Sept-Tours, Veneza, sede da Congregação, e Londres. Há uma parte na Finlândia por causa de Satu (Malin Buska), que volta para sua terra ancestral tentando restaurar seus poderes, mas é coisa rápida. Em alguns momentos, a produção parece ser muito boa, acho as ruas de Londres no passado e no presente, de Veneza convincentes, mas uma cena, uma das melhores da temporada, no palácio de Elizabeth I me pareceu pobre, tudo muito vazio, sem mobiliário, sem nada.
Nesta segunda temporada são introduzidas uma série de personagens interessantes, algumas delas com participação importante na última temporada. Gallowglass, o vampiro viking que é sobrinho de Mathew, tem uma grande participação e é sempre útil na hora de ajudar os protagonistas a saírem das encrencas em que se metem. O ator que interpreta a personagem, Steven Cree, é super charmoso. Aliás, a série oferece homens bonitos e charmosos em abundância, só isso já serve para segurar parte da atenção. No grupo dos homens não charmosos, mas com um papel relevante, temos o Padre Hubbard (Paul Rhys), que foi transformado em vampiro durante a Peste Negra.
Hubbard é o vampiro mais poderoso de Londres e mantém o controle sobre a maioria das criaturas da cidade. No início, ele parece um líder de seita sinistro e perigoso, mas com o passar dos capítulos percebemos que ele é um homem piedoso e que protege os necessitados e oferece a vida eterna aos que estão à beira da morte. Ele e Philippe de Clermont tem um acordo, ele não se mete nos assuntos do clã e os Clermont respeitam o território de Hubbard. Assim como todos na série, Hubbard fica fascinado por Diana e deseja colocá-la entre os seus protegidos, mas é obstruído por Mathew.
No passado, Diana consegue uma mestra, a simpática Goody Alsop (Sheila Hancock). A anciã, que é uma das melhores coisas da temporada, sabia da vinda de Diana e lhe explica que ela é uma weaver (tecelã), um categoria especial de bruxa que é capaz de tecer feitiços. As weaver normalmente só controlam um elemento, mas Diana domina todos eles. De um começo pouco promissor, Diana evolui rápido nos seus poderes. Inclusive descobrindo o seu familiar, uma espécie de patronus (Lembram de Harry Potter?) do universo criado por Deborah Harkness. Mathew desconfia das bruxas e as bruxas dele, mas, com o tempo, aprendem a se respeitar e, claro, as bruxas estão curiosas a respeito de Diana.
E a mocinha evolui com uma rapidez muito grande. Isso já estava se desenhando na primeira temporada. Não sei como acontece nos livros, mas Diana vai de alguém que não controlava seus poderes, que manifestava sua magia de forma desordenada e imprevisível para a maior bruxa de todas, a mais poderosa, que é capaz de pontuar alto em todas as competências possíveis desse mundo bruxo ficcional. Tem familiar, faz feitiços, tem visões, é uma weaver, consegue viajar no tempo... Falando em viagem no tempo, realmente foi uma das abordagens mais sem noção que eu já vi do tema.
Se não estiver errada, Mathew lançou seu eu sem grandes travas no futuro e não está nem um pouco preocupado, mesmo sabendo que ele pode causar grande dano no século XXI e trazer problemas para sua família. Enfim, esse "descuido" deveria ser algo imperdoável, mas deve passar batido. Aliás, como o episódio #8 foi praticamente todo centrado no presente, podemos ver bem como a coisa vai escalando para um confronto que deve colocar fim à Congregação e levar a uma guerra. Aliás, Philippe fala em uma guerra ocorrida no passado em um dos capítulos que aparece, mas, pelo que eu entendi, o conflito foi entre os vampiros mesmo e só.
Já tinha falado de William Cecil (Adrian Rawlins), ministro da Rainha Elizabeth, ele é o chefe de Mathew e apresentado como uma figura vilanesca e meio paranóica na série. Mathew, cujo apelido é Shadow (Sombra), faz parte considerável do trabalho sujo para ele, mas o vampiro do futuro se sente mal com isso, fazia muito tempo que ele não torturava, ou matava pessoas. Com as resistências e uma esposa bruxa, o vampiro atraia a atenção e acaba sendo convocado por seu pai a ir para a França se explicar. Como teriam que ir até a Boêmia para tentar recuperar o livro, seria apenas um desvio.
Gallowglass não segue com Mathew e Diana na França, ele odeia o país, vai direto para o Sacro Império. Há algo curioso nessa passagem pela França, porque os filmes e séries normalmente são negligentes nesse quesito, Diana monta atravessada na sela, como uma dama. Ela é boa amazona, mas não tem costume de montar assim e sofre bastante até que Mathew lhe arruma calças (*Por que não fez isso antes?*) e ela se sente mais confortável para montar à cavaleiro. Para quem não sabe, mulheres não usavam nada parecido com ceroulas, calcinhas, roupas de baixo, enfim, nessa época. O cinema e a TV colocam, porque, bem, iria parecer estranho para o expectador médio ver a mocinha erguer as saias e estar completamente nua.
Falemos de Philippe. Assim como sua esposa Ysabeau (Lindsay Duncan), ele é um vampiro impressionante. James Purefoy passa uma dignidade enorme para o patriarca dos Clermont, além de ser ao mesmo tempo sarcástico e sexy. Aliás, ele toca terror na vida de Mathew e Diana, muito mais para que o filho adotivo se posicione em relação à Diana. Explicando, Mathew não tinha feito sexo com Diana até meados da segunda temporada. Era muita bolinação e nenhuma finalização. Ela cobrava, ele fugia. A primeira coisa que Philippe faz é dizer que na casa dele eles não dormiriam juntos sem serem casados (!!!!!), porque o cheiro dos dois era distinto e ele sabia que nada tinha acontecido de definitivo entre os dois. Pergunto-me se, na primeira temporada, Ysabeau mentiu para Diana. O fato é que a protagonista fica irada com o sogro e o marido, que chega a dizer que, caso ela quisesse, poderia trocá-lo pelo pai (*Olha a ideia...*). Acaba pagando caro por isso.
Enfim, não pensem que essa história de Philippe impedir os dois de dividirem o quarto é por motivos religiosos, porque é revelado que, apesar de estar do lado dos católicos nas guerras de religião francesa, ele é pagão. E por onde anda Ysabeau? Caçando bruxas. Ela realmente detestava as bruxas, não tinha sido somente uma vingança pelo assassinato do marido pelas bruxas nazistas, como ficou parecendo na primeira temporada. Sim, bruxas nazistas. Nesta temporada é explorada, muito bem, aliás, a angústia de Philippe em saber que não estava vivo no futuro de onde o filho e a nora vieram e de Mathew que não quer de forma alguma contar para o pai o que aconteceu. No fim das contas, Philippe consegue se apaziguar e manda uma carta para a esposa no futuro, o que é pressentido pelas tias bruxas de Diana, que estão abrigadas em Sept Tours. Foi um dos pontos altos da temporada.
Philippe também consegue resolver o problema do filho com sua doença hereditária, a "blood rage", não sei como isso ficou em português. Ysabeau é portadora, mas Mathew e sua irmã doida que apareceu nessa temporada, tem a doença, que os faz cometer uma série de assassinatos. Segundo li em spoilers sobre os livros, a doença pode ser motivo para que um vampiro seja exterminado, já que ele, ou ela, não teria controle sobre seus atos quando em crise, Mathew só não rodou ainda por ser um Clermont. Philippe, no entanto, cura Mathew, ou, pelo menos, mostra para ele que é possível controlar seus impulsos. E Diana passa ajudar o marido, porque eles terminam se casando, a se controlar. Em termos de figurino, e eu gosto bastante desse figurino século XVI do seriado, o ponto alto é o vestido de noiva de Diana. Pode não ser perfeito para a época, mas é lindo.
Chegando na Boêmia, eles precisam se aproximar do excêntrico imperador Rudolf II (Michael Jibson), que já sabia que um dos espiões da Rainha Elizabeth estava chegando. Essa parte da temporada foi menos interessante que as outras. O imperador se sente seduzido por Diana, ele era obcecado com o sobrenatural e sabe que ela é uma bruxa. Até que consigam o livro, eles encontram com o rabino Loew (Anton Lesser), o Maharal of Prague, o maior sábio judeu da época, que estava semi-prisioneiro do imperador. Diana vai ser abordada por um sujeito elegante, gentil e bonito chamado Benjamin Fuchs (Jacob Ifan). Mathew não o encontra, mas pelos spoilers que peguei dos livros, ele é um dos vilões da história e aparece em cenas do presente. Só fui notá-lo depois. De posse do livro e tendo arrumado uma grande confusão no Sacro-Império, eles retornam para Londres, mas não levam o escriba e alquimista Edward Kelley de volta, outro prisioneiro do imperador e quem estava de posse do livro para traduzi-lo. Ele era a missão dada por Elizabeth para Mathew, ela o queria de volta.
Nesse retorno para Londres, Mathew tem que se explicar para a rainha e temos uma das melhores cenas da temporada. Elizabeth I angustiada com o futuro do reino, aparentando estar um tanto paranoica, ela é acalmada por Mathew que conta que ela se tornou a maior dos monarcas da Inglaterra e que, no futuro, seu reino está seguro. Vista isoladamente, foi um grande momento de Mathew Goode e de Barbara Marten. Fica evidente que ela o conhece desde a infância e que ele é tanto um súdito, quanto um amigo. De resto, parece que metade de Londres percebeu que o Mathew que está no passado não é o vampiro, mas alguém que veio do futuro.
O texto ficou enorme, mas ainda temos alguns surtos de blood rage de Mathew, principalmente quando ele quase acaba com Kitty e sua irmã por terem tentado matar Diana. A mocinha consegue ajudá-lo a se estabilizar. A bruxa termina seu treinamento e reencontra seu pai (David Newman), que também é um time walker. É um momento importante da série, mas ainda prefiro a cena de Mathew com Elizabeth. O pai de Diana, um antropólogo, convence a filha e o genro a deixarem o livro no passado, porque seria errado levá-lo para o presente. Olha, depois desse esforço todo, como assim? Mas eles deixaram o livro, mais uma vez um historiador passando vergonha na ficção, por assim dizer.
Um momento difícil para Diana e Mathew é deixar para traz o menino Jack, que eles haviam acolhido, evidenciando que tanto o vampiro, quanto Diana, tem o intenso desejo de terem um/a filho/a. Ela consegue que Padre Hubbard proteja o menino ao lhe dar uma gota de seu sangue. Só que isso não vai terminar bem por causa de Benjamin Fuchs, mas ele é problema para a próxima temporada. Aliás, Domenico quase é morto e não acredito que o vampiro que está matando gente em Londres seja o Mathew do passado, não. De resto, Diana engravida. Sim, engravida de um vampiro. No livro, pelo que eu vi dos spoilers, ela engravida duas vezes, perde o primeiro bebê e mantém a segunda gravidez. Na série, é uma vez só e é algo absolutamente inesperado para as personagens, porque estava mais do que na cara que era o que iria acontecer.
Já no finalzinho da temporada, e eu deixei de comentar muita coisa, uma das tias de Diana, que tinha invocado o espírito da mãe da mocinha, é morta por Peter Knox (Owen Teale). Ela estava fazendo um ritual exatamente no templo pagão onde Philippe acolhera Diana como filha e fizera mágica, apesar de ser um vampiro. Quando a série termina, Diana se tornou uma bruxa muito poderosa, mas eles não retornaram ainda, mas há uma galera em Sept Tours (vampiros, bruxas, demônios e até a namorada humana de Marcus) e tudo vai ficar para a terceira temporada. Já no finalzinho dela, há uma cena pretensamente romântica em que Mathew lê as memórias de Diana ao sugar seu sangue e a moça diz que pode fazer mesmo com um feitiço chamado beijo de bruxa. Imagina absorver 1530 anos de memórias? Achei a cena bem ruim mesmo. Outra coisa muito ruim, os demônios serem tão fracos quanto os humanos, eles nada têm de especial. E acabou, ou eu jogo esse texto fora e não o publico mais.
Comecei ontem a segunda temporada de A Discovery of Witches, a fase em que os dois protagonistas, Diana e Mathew estão no século XVI. No final da temporada #1 (*resenha aqui*), Diana, a bruxa super poderosa que precisa aprender a usar seus poderes, porque não lhe mandaram para Hogwarts, e Mathew, o vampiro católico de 1500 anos, partiram para 1590. Lá, eles estariam livres da perseguição de seus inimigos e encontrariam uma professora para Diana, uma bruxa realmente poderosa e, não, as tias que deixaram a garota em homeschooling.
O que Mathew não esperava era cair em Londres, tinha calculado chegar ao interior e acaba ficando meio exposto por estar com uma bruxa e, também, porque todos esperavam que ele estivesse na Escócia espionando para Sir Cecil, Lord Burghley, chanceler de Elizabeth I. Quando a notícia de que o vampiro está em Londres se espalha, Mathew precisa se apresentar ao seu chefe e inventar uma história mirabolante qualquer, além de se ver obrigado a voltar a torturar e matar para manter sua identidade secreta.
Alguns pontos interessantes, a mocinha convence como alguém que está deslocada no tempo e meio que fascinada por tudo o que vê. Como ela é historiadora (🙄) começa a perceber que estava ensinando algumas coisas da forma errada, por não ter visto com seus próprio olhos. Como historiadora, achei esta parte bem divertida. Não sou bem a criatura que gostaria de viajar no tempo, ainda mais para o passado, faço mais a linha da protagonista de Lost in Austen ("Sou negra e não vou para nenhum lugar que não tenha papel higiênico e chocolate."), mas imaginar que seria uma experiência excitante, eu posso. Segundo, Diana, a parte de Londres onde o mocinho mora não fede (🧐).
Já Mathew tem que reencontrar com o seu passado meio sombrio de espião e torturador, algo que causa repulsa ao seu eu do século XXI. Ele é um caçador de espiões católicos e de bruxas, sabe-se lá por qual motivo, espero que alguém me explique, porque a caça às bruxas não é coisa da Inglaterra de Elizabeth, ainda que agradasse ao seu primo e herdeiro, Jaime VI da Escócia. Também espero que me expliquem por qual motivo um vampiro católico está caçando católicos como forma de espionar os ingleses. É dito que ele assumiu a função de espião por ordem de seu pai, Philippe (interpretado pelo charmoso James Purefoy), que deve dar as caras daqui a pouco na série.
Mathew não pretende ficar muito tempo, ou será descoberto, nem quer ir até a França. Ele teme encontrar a si mesmo? Parece que não. O que ficou sugerido, e que é meio que uma alopração em uma história de viagem no tempo, é que o Mathew de 1590 pode não estar mais em 1590. Eles usaram o termo "displaced", deslocado. Não gostei desse detalhe, ficou meio jogado, e espero que expliquem em um capítulo futuro. Em algum momento, Mathew meio que defende as bruxas para Sir Cecil alegando que elas ajudaram a repelir a Invencível Armada, em 1588. Isso daria uma boa história, um filme até.
De resto, porque é uma resenha curta, quem o casal encontra primeiro é o poeta Christopher "Kit" Marlowe (Tom Hughes), que, na história, além de amigo do mocinho é um demônio. Ele acredita que Mathew foi enfeitiçado por Diana e tentará a todo custo se livrar dela. Nesse primeiro episódio, Diana e Marlowe tem uma conversinha em privado e acredito que ela entendeu a origem da reação do poeta. Não é cuidado, nem amizade, é paixão. O Marlowe original era (*pelo menos*) bissexual e eu estou lendo a tensão no ar nas cenas dele com Mathew e Diana. É minha aposta, mesmo que não queiram desenvolver nada nessa seara. Mathew conta que é um viajante do tempo para Kit neste primeiro episódio e ele, que estranhou a falta da barba e o brinco, acredita.
Em 1590, Mathew atende pelo nome de Matthew Roydon. O Roydon real era um poeta e membro da School of Night, um clube de poetas, escritores e cientistas "malditos" da época. Walter Raleigh fazia parte do grupo e aparece neste episódio. Mathew em 1590 parece mais possessivo e sinistro, talvez, pela força das circunstâncias. Ele quer proteger Diana, ele quer evitar, muito provavelmente, que ela descubra as coisas horríveis que ele costumava fazer. É bem coerente em uma história de vampiro que esse tipo de coisa aconteça. E eles estão buscando uma bruxa que possa ser a professora de Diana. A primeira opção, uma ancestral de Sophie, parece aterrorizada com os poderes de Diana e tenta fugir.
Terminando, porque já escrevi demais e comecei este texto ontem. Gostei do figurino até o momento, Diana está com o cabelo preso, algo importante, e tudo é muito bonito, apesar da predominância do preto. Houve uma boa cena da governanta de Mathew ajudando a mocinha a se vestir e mostrando as várias camadas de roupas envolvidas no processo. Bem detalhista, pode não ser realista de fato, mas se esforça por ser convincente. E o vampiro aprovou as novas roupas de Diana e meio que disse que não tinha deixado ela sair antes, porque Diana estava usando roupas emprestadas da irmã dele e que estavam mais de 10 anos desatualizadas na moda e ele tinha uma reputação a manter. Foi uma cena divertida. Mathew apareceu andando na rua sem chapéu nas primeiras cenas, mas corrigiram isso, também. Vou continuar assistindo e ver se faço uma resenha curta de Loki.