quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Ranking da Oricon: Quatro últimas semanas
quinta-feira, 3 de setembro de 2026 at 1:33 PM
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Shueisha lança plataforma multilíngue de mangás para comemorar seu centenário
quinta-feira, 6 de agosto de 2026 at 10:47 PM
A editora Shueisha colocou no ar hoje sua plataforma multilíngue e gratuita (*por tempo limitado*), a Manga Million, com um acervo de 1 milhão de páginas de mangá. São títulos em várias línguas e há algumas categorias: Popular, Anime, Completo, Séries. Não colocam a demografia, o que poderia facilitar a busca. Há uma quantidade enorme de línguas e temos 62 títulos em português, enquanto em inglês são 382. Mesmo shoujo importantes como Hana Yori Dango (花より男子) não estão disponíveis em nossa língua, já até preciosidades como Hot Road (ホット ロード) e Papa Told Me (パパ トールド ミー). Segundo o Pro Shojo Spain, 150 títulos dos 400 disponíveis são shoujo ou josei.
Enfim, quando abri o site pensei "Será que a Shueisha contratou um monte de tradutores ou usou IA?". Pois é, amiguinhos, parece que a tradução foi feita por IA mesmo. Dito isso, deve ser uma tradução bem meia-boca e, claro, ajuda a precarizar o trabalho dos profissionais da área. Não é falta de dinheiro, é uma escolha da editora.
Mangá sobre dança de salão parece feito sob medida para virar dorama
at 10:11 AM
Acabou de estrear na plataforma Manga Plus o mangá Nanatousei o Mitsukete (七等星をみつけて) ou Finding the Invisible Star de Sango Honda. A série começa em 2001 e conta um romance de dois adultos que se conhecem em uma escola de dança: um operário inseguro com seu emprego braçal e uma presidente de empresa. Ela mente dizendo que é uma office lady; ele esconde que é um trabalhador braçal; ambos estão muito atraídos um pelo outro. Parece um prato cheio para discutir questões de gênero e classe. Espero conseguir dar uma olhada.
A série está categorizada como shounen, mas a história, o traço, o fato de ter protagonistas adultos fizeram muita gente na internet apontar que a série, se estivesse saindo em papel, estaria em uma revista seinen, como a Afternoon ou a Morning. Pelo que eu li dos resumos, acredito que seja o caso, sim, mas o que me pareceu algo mais que evidente é que tão logo o material junte um número de capítulos suficiente, será transformado em dorama ou filme para o cinema. Há apostas de que a série parece que será curta. O autor parece não ter Twitter. A série está cadastrada no Bakaupdates e eu fiquei sabendo dela pelo Manga Mogura.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Ranking da Oricon: Semana 20-26/07
segunda-feira, 3 de agosto de 2026 at 10:06 PM
sexta-feira, 3 de julho de 2026
[Por que agora?] 24 anos após o fim de sua publicação em série, Anatolia Story está sendo adaptado para um anime: "As Razões Certas"
sexta-feira, 3 de julho de 2026 at 6:03 AM
Tenho um monte de coisas para comentar, mas tropecei nesse artigo do mês passado com uma série de informações interessantes, inclusive a porcentagem de adaptações para anime que ainda vêm de mangá. Só que, como é um gráfico geral, eu imagino que seja diferente no caso das adaptações de obras para o público feminino. Mas o centro do artigo é discutir por qual motivo os animes históricos estão na moda e por que um material antigo é mais fácil de adaptar por estar fechado, ou seja, há uma previsibilidade, desde que dialogue com os dias atuais. Embora o entrevistado (*o especialista em mercado de animes*) defenda que Anatolia Story não é isekai, e, estritamente falando, não é mesmo, eu defendo que, aos olhos do público japonês, é, sim. Na verdade, uma série histórica que se passa fora do Japão e no passado é uma dupla terra estrangeira, um duplo isekai, por assim dizer. Enfim, o artigo é rico. Agora, o entrevistado sonha com uma adaptação que eu acredito que só sai quando a autora terminar o mangá e não sei se ela está muito interessada nisso, não. 😌
Como sempre, desde que possível, mantive a estrutura do artigo original, inclusive a negritagem como estava. Só acrescentei o link do Kono manga ga Sugoi! 2023, quando falaram de Tenmaku no Jaadugar. O site de origem, ao que parece, é uma espécie de revista digital da Kodansha. O link para o original está aqui.
[Por que agora?] 24 anos após o fim de sua publicação em série, "Anatolia Story" está sendo adaptado para um anime: "As Razões Certas"
Em julho de 2014, o mangá shoujo "Anatolia Story" (história original de Chie Shinohara), que vendeu mais de 20 milhões de cópias e foi publicado há 24 anos, e "Tenmaku no Jaadugar" (Tomato Soup), que ganhou o primeiro lugar na edição feminina do "Kono Manga ga Sugoi!", foram ambos adaptados para anime.
Falando em adaptações de mangás históricos para anime, sucessos recentes como "Kingdom", de Yasuhisa Hara, e "Chi: Chikyuu no Undou ni Tsuite" (de Uoto) ainda estão frescos em nossas memórias, e a presença do gênero histórico em animes aumentou claramente nos últimos anos.
No entanto, Ken Kikuchi, diretor-representante do MANGA Research Institute, uma associação geral incorporada especializada em pesquisa de mercado sobre propriedade intelectual (PI) de mangá e anime e organizadora da IMART, uma das maiores conferências do setor, oferece uma perspectiva ligeiramente diferente.
Então, por que mangás históricos têm sido adaptados para anime com tanta frequência nos últimos anos? Existem razões específicas da indústria de anime atual e do mercado global.
As tendências de streaming por trás do aumento do anime
Nos últimos anos, séries de anime populares como "Demon Slayer", "Jujutsu Kaisen" e "Oshi no Ko" foram produzidas em quase todas as temporadas.
O principal fator por trás disso é o rápido crescimento dos serviços de streaming de vídeo. O estilo de assistir anime no próprio ritmo em smartphones e PCs, além das transmissões televisivas, se consolidou, expandindo o próprio mercado de anime. De fato, segundo uma pesquisa da Associação Japonesa de Animação, o número de novos títulos de anime para TV em 2024 foi de 254, quase o dobro dos 136 títulos em 2005.
"Nossa pesquisa de 2023 mostrou que as adaptações de mangá representaram aproximadamente 45% de todos os animes nos últimos anos, seguidas pelas adaptações de romances, com cerca de 25%. No entanto, muitas adaptações de romances são posteriormente adaptadas para mangá, então também podem ser consideradas adaptações de mangá. No total, isso representa cerca de 70%. À medida que o mercado de anime se expande, aqueles que trabalham na indústria estão constantemente em busca de material original, então é inevitável que o número de animes baseados em mangá continue a aumentar."
Com o aumento do número de séries de anime, cresceu também a demanda por adaptações de mangá. Então, por que tantos animes estão sendo produzidos atualmente?
"Anteriormente, era comum usar um sistema de comitê de produção, onde várias empresas investiam e tomavam decisões em conjunto durante o processo de produção. No entanto, hoje em dia, há uma tendência crescente de plataformas de streaming como a Netflix investirem e adquirirem conteúdo por conta própria."
Além disso, enquanto antes era comum recuperar os custos de produção por meio da venda de produtos como DVDs ao longo de vários anos, hoje em dia, as plataformas de streaming estão adquirindo cada vez mais obras antes mesmo de sua exibição. Em outras palavras, criou-se uma estrutura na qual a perspectiva de recuperar os custos pode ser vista antes mesmo do início da produção.
"Por exemplo, há rumores de que 'Tensei Shitara Slime Datta Ken' (história original de Fuse, mangá de Taiki Kawakami) recuperaria seu investimento mesmo antes de ir ao ar. O ambiente para produção se tornou mais fácil do que antes, o que levou a um aumento no número de séries de anime produzidas."
A força dos dramas históricos que atraem um público global.
Então, dentre os muitos gêneros, por que o mangá histórico tem uma presença tão forte? Kikuchi cita "a capacidade de ser agradável mesmo que você já saiba o final" como um dos motivos.
"Por exemplo, Oda Nobunaga já apareceu em dramas históricos muitas vezes. Todos sabem o que ele fez e que morreu no Incidente de Honnoji. Mesmo assim, ainda gosto de assisti-los porque fico curioso para ver 'Que tipo de interpretação será a de Nobunaga este ano?'"
Como já conhecemos a história principal e seu desfecho, podemos apreciar genuinamente os elementos de improvisação que não se encaixam nos fatos históricos. Kikuchi afirma que isso se aplica até mesmo além das fronteiras nacionais.
"Por exemplo, ouvi dizer que as pessoas na China apreciam 'Kingdom' como uma obra de fantasia. Como o texto histórico original, os Registros do Grande Historiador, tem muita ambiguidade, elas podem apreciar as partes que divergem dos fatos históricos, pensando: 'Então é assim que a obra interpreta isso.'"
Além disso, o gênero histórico está se beneficiando de uma tendência global. As fantasias românticas originárias da Coreia do Sul se tornaram sucessos no mundo todo, e há uma demanda crescente por histórias com mulheres na corte real e no harém.
"Nos últimos anos, obras com protagonistas femininas tornaram-se extremamente populares, muitas delas adaptadas para mangá e filmes, consolidando-se como um gênero de sucesso global. Um excelente exemplo é 'Kusuriya no Hitorigoto' (de Natsu Hyuga). Esta obra, que combina mistério e romance ambientado no harém imperial, é popular não só no Japão, mas também no exterior."
As adaptações em anime de "Anatolia Story" e "Tenmaku no Jaadugar", que serão lançadas neste verão, também têm aspectos que se sobrepõem às tendências globais atuais."
"Anatolia Story" conta a história de Yuri Ishtar, uma estudante do ensino fundamental dos dias atuais, que é convocada para o Império Hitita no século XIV a.C. e se vê envolvida em intrigas da corte enquanto luta ao lado do terceiro príncipe, Kail. A obra incorpora muitos elementos populares em gêneros contemporâneos, como viagem no tempo, romance harém e fantasia intercultural.
No entanto, já se passaram 24 anos desde o fim da série.
"Animar obras antigas não é incomum na indústria. Por exemplo, 'Ushio to Tora' (de Kazuhiro Fujita) encerrou sua publicação em 1996 e foi adaptado para anime 19 anos depois, em 2015. Obras com material original completo são mais fáceis de estruturar e, portanto, mais fáceis de serem trabalhadas pela equipe de produção."
No entanto, nem qualquer obra antiga serve.
"O importante é estar alinhado com as tendências atuais do mercado. Nesse aspecto, 'Anatolia Story' é muito contemporâneo."
Kikuchi destaca sua semelhança com histórias de "reencarnação isekai".
"Nos últimos anos, histórias isekai (reencarnação em outro mundo) têm sido um gênero extremamente popular. 'Anatolia Story' não é uma história isekai, mas a estrutura de uma garota moderna sendo transportada para uma era e um país diferentes é bastante similar. É uma obra dos anos 90, mas não parece datada."
Além disso, o fato de a história se passar no antigo Império Hitita também é um fator significativo.
Assim como 'Kingdom' despertou interesse no mundo de língua chinesa, 'Anatolia Story' tem potencial para ser bem recebida na região onde outrora existiu o Império Hitita. É uma região pouco conhecida no Japão, mas na era atual de distribuição internacional, essas características regionais podem ser uma vantagem.
Além disso, a hipótese de que será bem recebido no exterior também é um fator significativo.
"Na verdade, a webtoon 'Lore Olympus' (de Rachel Smyth), baseada na mitologia grega, ganhou prêmios de quadrinhos americanos por dois anos consecutivos. Ela tem um grande potencial para ser um sucesso não apenas no mercado nacional, mas também no mercado global."
Por outro lado, "Tenmaku no Jaadugar" se passa no Império Mongol do século XIII. Conta a história de Sitara (mais tarde Fátima), uma jovem iraniana que usa seu conhecimento e sabedoria para sobreviver no harém imperial, e foi o primeiro mangá histórico a ganhar o primeiro lugar na edição feminina do concurso "Kono Manga ga Sugoi!".
"Esta série também se alinha perfeitamente com a tendência atual de protagonistas femininas e dramas de harém, e os cenários do Império Mongol e da Ásia Central são novidade para o público estrangeiro. Na Europa e na América, há uma tendência de apreciar obras tanto do Japão quanto da China como uma categoria ampla de 'obras asiáticas', então há uma boa chance de que ela atraia atenção."
Além disso, existem grandes expectativas em relação à equipe de produção.
"Naoko Yamada, que atua como diretora geral, trabalhou em projetos como 'K-On!' (Kakifly) e 'Koe no Katachi' (Yoshitoki Oima), e o estúdio de animação Science SARU produziu obras populares como 'Dandadan' (Yukinobu Tatsu) e 'Heike Monogatari' (roteiro: Reiko Yoshida). Acho que este é um elenco forte e perfeito para um drama histórico."
Qual será o próximo grande mangá histórico?
Kikuchi acredita que o aumento nas adaptações de mangás históricos para anime continuará a gerar uma demanda estável.
"É difícil dizer que o gênero histórico seja particularmente popular, mas é um gênero clássico que existe há muito tempo, então acho que um certo número de obras continuará sendo produzido nesse gênero. Agora, ele se combina com elementos populares globalmente, como romances harém e protagonistas femininas. Nesse sentido, a tendência de adaptações para anime pode continuar por algum tempo."
Então, quais mangás históricos têm maior probabilidade de serem adaptados para filmes ou séries de TV em seguida? Pedimos a opinião de Kikuchi-san, puramente a título pessoal.
A primeira obra mencionada por Kikuchi foi "Sengoku" (de Hideki Miyashita). Ambientada no período Sengoku, retrata a vida do senhor da guerra Sengoku Hidehisa e é conhecida por sua meticulosa pesquisa histórica.
"A série terminou em 2022 e acumulou uma quantidade substancial de material ao longo dela. Ter bastante material de origem facilita a estruturação da história, o que é uma grande vantagem na hora de adaptá-la para anime."
Além disso, ele diz que também está acompanhando "Oumi no Umi: Mizumo ga Yureru Toki" (história original de Israfil, mangá de Motomura Eri), que faz parte da popular tendência "reencarnação x histórico" dos últimos anos.
"Esta história acompanha um protagonista com conhecimento moderno que reencarna como Kuchiki Mototsuna, um senhor da guerra de um pequeno país durante o período Sengoku, e ascende ao poder. Possui uma ampla gama de adaptações, incluindo romances, quadrinhos, CDs de drama e peças teatrais, e está ganhando considerável impulso como propriedade intelectual."
Em termos de compatibilidade com mercados estrangeiros, também foi mencionado "Sengoku Komachi Kurotan" (história original de Kyochikuto, mangá de Sawada Hajime). É a história de uma estudante do ensino médio que frequenta uma escola agrícola e que viaja no tempo para o período Sengoku, usando seus conhecimentos modernos de agricultura para servir a Oda Nobunaga.
"Incorpora muitos dos elementos que estão em alta agora: uma protagonista feminina, o período Sengoku e viagens no tempo. Tenho lido bastante ultimamente e acho interessante como a história se desenrola a partir de uma perspectiva claramente feminina."
E a que eu pessoalmente gostaria de ver animada é "Otoyomegatari" (de Kaoru Mori). É um mangá popular de Kaoru Mori que retrata a vida e a cultura matrimonial de povos nômades na Ásia Central do século XIX.
"Acredito que há uma grande possibilidade de que as pessoas na Ásia Central aceitem esta obra como algo próximo de sua própria história e cultura. Especialmente nesta era de distribuição internacional, acho que obras com essas características regionais têm grande impacto."
Parece haver muito espaço para descobertas nos mangás históricos. Estou ansioso para ver como "Red River" e "Tenmaku no Jaadugar", que estreiam neste verão, serão recebidos ao redor do mundo.
▼Ken Kikuchi, Diretor Representante do Instituto de Pesquisa MANGA da Associação Geral Incorporada . Ele é especializado em pesquisa de mercado de propriedade intelectual para mangá e anime e organiza a conferência do setor "IMART". Publica o "Manga Industry News Summary" em formato digital. Entre suas obras publicadas está "Manga Business" (Cross Media Publishing).
Entrevista e texto por Mochiko Abegawa
quinta-feira, 25 de junho de 2026
One Piece será o primeiro mangá a receber estátuas em museu de cera de Paris
quinta-feira, 25 de junho de 2026 at 7:49 PM
O Museu Grévin foi fundado em 1882 pelo jornalista Arthur Meyer inspirado no Madame Tussauds fundado em Londres em 1835, e recebeu o nome de seu primeiro diretor artístico, o caricaturista Alfred Grévin . É um dos museus de cera mais antigos da Europa e do mundo. O museu tem 450 figuras de cera e, agora, One Piece (ワンピース) fará parte da sua exposição permanente. O site do museu abriu uma página para One Piece explicando a importância da obra e avisando que serão colocados em exposição 10 personagens do mangá.
sexta-feira, 19 de junho de 2026
Exposição itinerante celebra os 15 anos de Gekkan Shoujo Nozaki-kun
sexta-feira, 19 de junho de 2026 at 11:06 PM
Gekkan Shoujo Nozaki-kun (月刊少女野崎くん), de Izumi Tsubaki, é uma série sobre o mundo do shoujo mangá que por quinze anos vem garantindo boas risadas. Eu coleciono a edição norte-americana do mangá que, no Japão, terá seu volume #18 publicado em agosto, que é o mês de abertura da exposição que começará em Tokyo, de 7 a 23 de agosto, e seguirá para Osaka (setembro), Fukuoka (outubro) e Aichi (outubro). O site do PR Times explica que a entrada é livre, mas que os ingressos precisam ser reservados on line ou haverá sorteio. Resumindo, se não tiver conseguido ingresso antes, talvez não consiga entrar na hora, porque o evento pode lotar.
Na página do evento há fotos dos itens que serão vendidos na lojinha da exposição e a informação de que o volume #18 terá duas versões, a normal e uma com um booklet centrado em Hori-senpai e Kashima. Eu gosto de Nozaki-kun, mas sei que a autora pode publicar a série eternamente, porque ela é episódica, e eu detesto quando uma série vai se esticando e esticando. E, claro, eu queria uma segunda temporada, queria muito mesmo.
domingo, 7 de junho de 2026
RIP Ritsuhiro Mikami: Não sabemos qual doença abreviou a sua vida
domingo, 7 de junho de 2026 at 10:05 PM
A conta oficial do Twitter da Flos Comic da Editora Kadokawa comunicou na sexta-feira que a mangá-ka Ritsuhiro Mikami faleceu em 17 de abril devido a uma doença. Como acontece na maioria dos casos, não foram dados mais detalhes. As últimas postagens da autora em sua conta no Twitter são de março.
A autora tem vários mangás josei e shoujo cadastrados em seu nome no Bakaupdates, mas é lembrada, segundo o ANN, por duas séries em especial: Akuyaku Reijou ni Tensei Shippai shite Kachi Heroine ni Natte Shimaimashita ~Akuyaku Reijou no Ani to no Kazoku Endo wo Akiramete Koibito End wo Mezashimasu~ (悪役令嬢の兄との家族エンドを諦めて恋人エンドを目指します~轉生反派大小姐失敗結果成為贏家女主~), já encerrada e derivada de light novel, e Momotarou-kun wa Iu Koto o Kikanai (桃太郎くんは言うコトをきかない), que é uma série shounen. Ela tinha acabado de terminar a segunda parte de uma história comemorativa de Akuyaku Reijou ni Tensei Shippai shite Kachi Heroine ni Natte Shimaimashita, que a editora ainda não havia publicado e será lançada em data a definir. O Comic Natalie também comentou o falecimento da mangá-ka.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Mangá sobre namorada que reencarna para salvar o amado vence o 50º Kodansha Manga Award
sexta-feira, 15 de maio de 2026 at 8:47 PM
Esta semana foram publicados os vencedores do 50° Kodansha Mangá Award. E eu comentei no Twitter e no Facebook, mas não postei no blog. As coisas aqui estão muito atrasadas. Enfim, o vencedor na categoria shoujo foi Shinimodori no Mahou Gakkou Seikatsu o, Moto Koibito to Prologue kara (※Tadashi Koukando wa Zero) (死に戻りの魔法学校生活を、元恋人とプロローグから(※ただし、好感度はゼロ)) e Re-Living My Life with a Boyfriend Who Doesn't Remember Me, de Mutsuhana Eiko e Shirakawa Gin. A série veio de light novel (*Que está fechada em três volumes!!!!!*) e seu mangá é publicado na Flos Comic. O resumo é o seguinte:
"A vida parecia perfeita para Oriana depois que ela começou a namorar Vincent no inverno do seu quinto ano na academia. Mal sabia ela que seu amado morreria em circunstâncias suspeitas. Antes que pudesse processar qualquer coisa, ela acorda e se vê de volta ao seu corpo aos sete anos de idade, sem ter ideia de como morreu. Quando finalmente retorna à academia de magia na esperança de se reencontrar com o namorado, descobre que Vincent não se lembra dela! Agora ela está de volta à estaca zero. Será que Oriana conseguirá aproveitar essa segunda chance na vida e mudar o destino de Vincent? Fazer seu amor dar certo é realmente uma questão de vida ou morte!"
Li o primeiro volume da série (*que precisa urgentemente de um apelido, se já tiver, me avisem, por favor*) e gostei bastante. Tem algo de Harry Potter na caracterização da escola de magia, mas é difícil fugir da influência da obra de JK Rowling; a gente tem que lidar com isso. Preciso continuar a leitura da série e há boato, que deve se confirmar, se que um anime virá em breve. E eu aposto que Re-Living My Life with a Boyfriend Who Doesn't Remember Me será licenciado por aqui, isso se já não estiver nas mãos de uma das nossas editoras nesse momento. A série está licenciada em vários países.
Re-Living My Life with a Boyfriend Who Doesn't Remember Me derrotou Uruwashi no Yoi no Tsuki (うるわしの宵の月 )/Sob a Luz da Lua, que era prata da casa e já tinha sido indicado três vezes; Taiyou Yori mo Mabushii Hoshi (太陽よりも眩しい星 )/A Star Brighter than the Sun; e Tonari no Stella (隣のステラ)/Gazing at the Star Next Door. Sob a Luz da Lua é o único em publicação no Brasil; ele sai pela JBC.
O vencedor do Kodansha Manga Award na categoria geral, como geralmente acontece, foi um mangá seinen, The Darwin Incident ou Darwin Jihen (ダーウィン事変 ), de Shun Umezawa, publicado no Brasil pela Panini. Na categoria shounen, venceu Gachiakuta (ガチアクタ), de Kei Urana, que também sai pela Panini em nosso país.
terça-feira, 7 de abril de 2026
Saíram os indicados do 50º Kodansha Mangá Awards: Quais Shoujo estão concorrendo?
terça-feira, 7 de abril de 2026 at 12:45 AM
O tradicional prêmio da editora Kodansha liberou os indicados deste ano nas categorias Shounen, Shoujo e Geral (*que, para ZERO surpresa, só tem mangás seinen*). Que quiser saber os indicados a Shounen e Geral, favor checar o ANN ou o Comic Natalie, sobre eles só quero comentar que Kaoru Hana wa Rin to Saku (薫る花は凛と咲く) ou The Fragrant Flower Blooms With Dignity, de Saka Mikami, que muita gente fica achando que é shoujo, porque é um romance escolar, está no lugar certo, a série é shounen, como foi indicada em 2023, 2024 e 2025, é forte candidata a vencer. Mas quem está indicado na categoria Shoujo?
- Uruwashi no Yoi no Tsuki (うるわしの宵の月 )/Sob a Luz da Lua de Mika Yamamori. Foi indicado em 2022, 2023 e 2024. É um forte candidato. Publicado na Dessert (Kodansha). Sai no Brasil pela JBC e teve anime na temporada passada.
- Shinimodori no Mahou Gakkou Seikatsu o, Moto Koibito to Prologue kara (Tadashi Koukando wa Zero) (死に戻りの魔法学校生活を、元恋人とプロローグから (※ただし好感度はゼロ))/Re-Living My Life with a Boyfriend Who Doesn't Remember Me de Eiko Mutsuhana, Yugiri Aika, Gin Shirakawa. Foi indicado em 2025, deve ter anime em breve. Publicado na Flos Comic (Kadokawa).
- Taiyou Yori mo Mabushii Hoshi (太陽よりも眩しい星 )/A Star Brighter than the Sun de Kazune Kawahara. Primeira indicação. Teve uma primeira temporada animada ano passado e vai te continuação, provavelmente, ainda este ano. Publicado na Betsuma (Shueisha). Imagino que será anunciado no Brasil em breve, acredito que será pela Panini.
- Tonari no Stella (隣のステラ)/Gazing at the Star Next Door de Ammitsu. Foi indicado no ano passado. Publicado na revista Betsufure (Kodansha). Esse aqui eu não conheço.
Os favoritos, vocês devem imaginar, são os títulos da casa. Duas séries são da Kodansha. Os resultado sairá no dia 11 de maio.
sexta-feira, 3 de abril de 2026
E terminou Honey Lemon Soda! A revista Ribon trará bônus exclusivos da série por dois meses consecutivos.
sexta-feira, 3 de abril de 2026 at 11:27 PM
A edição da Ribon que saiu no Japão hoje (03/04) trouxe o último capítulo de Honey Lemon Soda (ハニーレモンソーダ), de Mayu Murata. Foram dez anos de publicação e a série foi um dos maiores sucessos de vendas da Ribon, inclusive conseguindo levantar as vendas da revista que andavam em baixa fazia muito tempo. Honey Lemon Soda é uma história de amor e amadurecimento sobre Uka Ishimori, uma estudante do primeiro ano do colegial que sofria bullying e era chamada de "Pedra" no ginasial, e como ela gradualmente se transforma após conhecer Kai Miura, um garoto de cabelos cor de limão. A série começou a ser publicada na edição de fevereiro de 2016 da Ribon e ultrapassou 16 milhões de cópias vendidas, incluindo as edições digitais. Foi adaptada para um filme live-action em 2021 e para um anime para TV em 2025.
O volume #31, contendo o capítulo final, será lançado em 25 de maio. Além disso, segundo o Comic Natalie, a próxima edição da Ribon, a de junho, que sairá em 2 de maio, trará um livro de ilustrações de 32 páginas totalmente colorido, intitulado Honey Lemon Soda Illustration Book: Jewel Box. A edição de julho, com lançamento previsto para 3 de junho, trará um suplemento Honey Lemon Soda. Me pergunto se a autora irá fazer algum gaiden e se teremos continuação da animação. Honey Lemon Soda é publicado no Brasil pela Panini.
A mesma edição da Ribon traz um mangá one-shot de 17 páginas chamado Chibi Maruko-chan: Maruko Meets Shinnosuke (ちびまる子ちゃん まる子、しんのすけに出会う の巻), uma colaboração entre Chibi Maruko-chan (ちびまる子ちゃん), de Momoko Sakura, e Crayon Shin-chan (クレヨンしんちゃん), de Yoshito Usui. Infelizmente, ambos os autores desses dois mangás de sucesso morreram e o mangazinho foi feito por Botan Kohagi, artista do estúdio Sakura Production, e que foi assistente de Momoko Sakura por muitos anos. A edição traz uma bolsinha de Chibi Maruko-chan e Crayon Shin-chan como brinde.
domingo, 8 de março de 2026
Shoujocast no Ar! Hoje é 8 de Março: Temos alguma coisa para comemorar? #8M
domingo, 8 de março de 2026 at 11:55 PM
quarta-feira, 4 de março de 2026
Quais mangás os japoneses gostariam de ver transformados em anime? Dê uma olhada na lista.
quarta-feira, 4 de março de 2026 at 1:57 PM
Criada em 2018, a pesquisa Anime-ka Shite Hoshii Manga Ranking 2026 (アニメ化してほしいマンガランキング) ou Ranking dos Mangás para serem adaptados para anime chegou a sua 9ª edição. Este ano foram 222.758 votantes. Segue o top 10:
domingo, 1 de março de 2026
71º Shogakukan Manga Award é adiado por causa do escândalo com mangá-ka condenado por abuso sexual
domingo, 1 de março de 2026 at 9:10 PM
Para quem não leu meu post de sexta-feira, um breve resumo: "A editora Shogakukan suspendeu a distribuição do mangá Joujin Kamen (常人仮面) após descobrir que seu autor, Ichiro Hajime, era na verdade Shouichi Yamamoto, autor do mangá Daten Sakusen (堕天作戦). O departamento editorial do aplicativo de mangá da plataforma Manga ONE, que pertence a Shogakukan, anunciou no dia 27 que interrompeu a distribuição digital da série e suspendeu o envio dos volumes encadernados. Um comunicado oficial explicando as circunstâncias e pedindo desculpas foi publicado no site da empresa."
De novo temos que gente do calibre de Rumiko Takahashi (Ranma 1/2, Inuyasha), ONE (One Punch Man), Kanehito Yamada e Tsukasa Abe (Sousou Frieren) decidiram retirar seus mangás da plataforma Manga One. Houve também uma nota da Associação dos Cartunistas do Japão comentando o caso. E a Shogakukan fez um novo pronunciamento, se desculpando ainda mais (Mangás Brasil). Vou repetir o que escrevi no post de sexta: os editores do Manga One sabiam que era o mesmo cara, achavam que o processo contra ele não daria em nada e que ninguém se importaria de verdade. Outra coisa, a desenhista deveria estar no escuro. Não acredito que ela soubesse.
Enfim, a última novidade é que a Shogakukan anunciou que o 71º Shogakukan Manga Award, que seria no dia 3 de março, foi adiado. Segundo consta, ainda não foi determinada uma nova data. Imagino que deve estar um barata voa na editora, porque eles devem estar prevendo o prejuízo, porque eles terão. Não estou falando de perda de valor de mercado da marca, estou falando do dinheiro perdido com a reação dos mangá-kas, especialmente, dos maiores. E é isso por enquanto. Apostaram que poderiam contar com a ignorância e insensibilidade do público. Até o momento, estão se quebrando.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Shogakukan SE DESCULPA por publicar autor condenado por estupro sob pseudônimo e retira seu título da plataforma Manga One
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 at 8:03 PM
Olha, esse caso é de um cinismo fabuloso, porque antes de contar a história já deixo registrado que ninguém irá me convencer de que os editores não estavam cientes dessa fraude. Muito bem, vamos ao caso nojento.
A editora Shogakukan suspendeu a distribuição do mangá Joujin Kamen (常人仮面) após descobrir que seu autor, Ichiro Hajime, era na verdade Shouichi Yamamoto, autor do mangá Daten Sakusen (堕天作戦). O departamento editorial do aplicativo de mangá da plataforma Manga ONE, que pertence a Shogakukan, anunciou no dia 27 que interrompeu a distribuição digital da série e suspendeu o envio dos volumes encadernados. Um comunicado oficial explicando as circunstâncias e pedindo desculpas foi publicado no site da empresa. Tudo de forma muito discreta, sem maiores detalhes.
Mas o que o Sr. Shouichi Yamamoto fez? Segundo informações da imprensa japonesa (*colocarei todos os links no final*), em 2016, Shouichi Yamamoto atuava como professor e iniciou um relacionamento com uma aluna de 15 anos. Em uma das fontes que eu encontrei em inglês, os abusos foram descritos em detalhes, mas vou poupar vocês e dizer o seguinte: era coisa de mangá hentai guro. Os abusos se estenderam por três anos. Shoichi Yamamoto foi preso em 2020 sob a Lei de Proibição de Pornografia Infantil e condenado em processo sumário (multa de ¥300 mil). Motivo? Ele gravava e fotografava os abusos e estupros. Por conta disso, seu mangá Daten Sakusen foi interrompido sem divulgação pública da prisão ou dos crimes, a editora, a mesma Shogakukan, colocou como justificativa um "problema pessoal". Percebem como protegeram o sujeito?
Em 2021, o editor de Shoichi Yamamoto ofereceu à vítima um acordo de ¥1,5 milhão (aproximadamente 50.220 reais) com uma cláusula de confidencialidade, mas a vítima recusou (*Há suspeita de que ele tenha tentado encobrir outros casos do mangá-ka.*). A jovem desenvolveu estresse pós-traumático e outros transtornos e acabou sendo expulsa da universidade (*o termo que apareceu foi esse*), imagino que ela não deu conta. Em julho de 2022, a vítima entrou com um processo civil contra Yamamoto. Em 20 de fevereiro de 2026, o julgamento civil foi concluído com uma sentença que ordenou a Yamamoto o pagamento de 11 milhões de ienes em indenização. Isso dá mais ou menos 340 mil reais. A corte reconheceu que o professor, um adulto em posição de autoridade, se aproveitou da baixa autoestima da menina estabelecendo uma relação de dominância e a obrigando a atos sexuais contra a sua vontade. Agora, prisão que é bom, nada. Se o que eu li que ele fez é verdade, e fosse no Brasil, em situação normal, claro, ele iria para a cadeia. Poderia nem ser por tanto tempo, mas além da multa teria prisão.
Como a bomba explodiu na imprensa japonesa, a Shogakukan não conseguiu fazer como lá em 2020. E cito direto do post do Mangás Brasil: "Em comunicado próprio, a ilustradora Tsuruyoshi Eri afirmou que não tinha conhecimento do histórico judicial do roteirista quando aceitou trabalhar no projeto. Com a repercussão do escândalo, alguns autores que publicam suas obras na plataforma estão tomando atitudes para se desvincular da empresa. Eno Sumi (Aftergod) suspendeu a serialização temporariamente. Já Ryuhei Tamura (Cosmos), entrou com um pedido para remover seu trabalho do catálogo da One. Além disso, diversos mangakás e profissionais da área, tem se manifestado em solidariedade à vítima e cobram atitudes, como Ichika Yuno (Canção do Amanhecer)." O nome original de Canção do Amanhecer é Yoake no Uta (夜明けの唄).
Por conta dessa situação toda, a Shogakukan interrompeu a distribuição on-line e a publicação dos volumes da série do condenado. Pediu desculpas e admitiu que o agressor não deveria ter sido contratado como autor, expressando seu mais profundo pesar às vítimas, leitores e artistas.
Vamos lá! Eu acredito que a desenhista da série seja inocente. Ela deve ter sido escalada pelos editores para o projeto, mas não acredito mesmo que os editores e outros dentro da empresa estivessem no escuro em relação à identidade do autor. Muito provavelmente, imaginavam que a Justiça não iria condená-lo e poderiam continuar fingindo demência, afinal, quando Shouichi Yamamoto foi afastado lá atrás, ninguém sabia o motivo da suspensão da sua série. E para quem quiser comparar com o caso do Nobuhiro Watsuki (Rurouni Kenshin), ele patrocinava o abuso infantil ao comprar material pornográfico com crianças, mas ele não violou ninguém. Esse cara aí, o Shouichi Yamamoto cometeu estupros e outros abusos. Ele foi muito além, ainda que, pelo que entendi do caso, eles tenham sido enquadrados dentro da mesma lei.
Para as fontes do caso: Oricon News, Oricon em inglês, Coki, Asahi, Itmedia, Sankei, ZakZak e Anime Corner.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
NHK exibe novo curta-metragem de anime paralímpico com personagens criados por autora de Kaichou wa Maid-sama
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 at 12:37 AM
Segundo o ANN, a NHK anunciou o lançamento do mais recente episódio da série "Anime x Para: Quem é o Seu Herói?" ("Ani × Para: Anata no Hero wa Dare Desu ka") em 8 de janeiro, e o canal NHK E o exibiu na segunda-feira. O vigésimo episódio da série apresenta uma história sobre hóquei em trenó com personagens criados pela mangá-ka Hiro Fujiwara, de Kaichou wa Maid-san (会長はメイド様!). O curta é estrelado por Nobuhiko Okamoto e Hiroki Yasumoto, com música tema de Tortoise Matsumoto. As Olimpíadas de Inverno de 2026 serão na Itália, nas cidades de Milão e Cortina d'Ampezzo, de 6 a 22 de fevereiro. O mais doido é que tem brasileiro com chance de medalha.
Enfim, o projeto "Anime x Para: Quem é o Seu Herói?" teve início em 2017. A série animada visa aumentar o interesse pelo paradesporto antes dos Jogos Olímpicos de Verão e Inverno. Os curtas anteriores da série contaram com a colaboração de Captain Tsubasa (キャプテン翼) para futebol para cegos, Baby Steps (ベイビーステップ) para tênis em cadeira de rodas, o renomado artista de Ashita no Joe (あしたのジョー), Tetsuya Chiba, para rúgbi em cadeira de rodas, e Yowamushi Pedal (弱虫ペダル) para paraciclismo, entre outros. O curta de 2023 adaptou a série de novels Kimi to Kogu - Nagatoro Koukou Canoe-bu (君と漕ぐ - 長瀞高校カヌー部), da autora de Sound! Euphonium (響け! ユーフォニアム0, Ayano Takeda. Já em 2024, foi lançado um curta de anime sobre arco e flecha paralímpico baseado na série Ushio & Tora (うしおととら), de Kazuhiro Fujita, além de um curta de goalball baseado em Mairimashita! Iruma-kun (魔入りました! 入間くん), de Osamu Nishi.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Com abolição da demografia, Shogakukan Manga Awards não premia nenhum shoujo ou josei pelo segundo ano consecutivo
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026 at 11:24 PM
Desde 2023, o Shogakuka Manga Awards deixou de usar o critério da demografia. O que pode parecer um progresso para algumas pessoas, na verdade, expôs a discriminação sofrida pelas demografias femininas. Sem a separação tradicional de Kodomo (infantil), Shounen, Shoujo e Geral (*que normalmente premia Seinen*), mesmo com títulos excelentes indicados, todos os premiados são mangás shounen ou seinen. Ano passado, fiz um Shoujocast sobre essa palhaçada. Como sabia no que iria dar, eu não fiz post quando da indicação. Segue quem estava na lista:
- Uchi no Inu ga Koneko Hiroimashita。(うちの犬が子ネコ拾いました。) de Sayuri Tatsuyama. Revista Cheese - Shoujo.
- Unmei no Makimodo Shi (運命の巻戻士) de Fuuta Kimura - Revista Coro Coro - Kodomo/Shounen.
- Koiseyo Mayakashi Tenshi-domo (恋せよまやかし天使ども) de Coco Uzuki - Revista Dessert - Shoujo.
- Cosmos (コスモス) de Ryuuhei Tamura - Revista Sunday GX - Seinen.
- Jumbo Max (ジャンボマックス) de Tsutomu Takahashi - Revista Big Comic - Seinen.
- DAN DA DAN (ダンダダン) de Yukinobu Tatsu - Plataforma Shonen Jump+ - Shounen.
- Dekin no Mogura (出禁のモグラ) de Natsumi Eguchi - Revista Morning - Seinen.
- Hinokami-sama no Souji Hito desu ga, Itsunomanika Hanayome to shite Dekiaisareteimasu (火の神さまの掃除人ですが、いつの間にか花嫁として溺愛されています) de Ito Asagi (roteiro), Komomo Yamada (arte) - Revista Yawaraka Spirits - Josei.
- Hirayasumi (ひらやすみ) de Keigo Shinzou - Revista Big Comic Spirits - Seinen.
- Hotaru no Yomeiri (ホタルの嫁入り) de Oreco Tachibana - Plataforma Manga ONE - Shoujo.
- Mikadono San Shimai wa Angai, Choroi。(帝乃三姉妹は案外、チョロい。) de Aya Hirakawa - Shounen Sunday - Shounen.
Negritei os vencedores e coloquei em vermelho os mangás shoujo e josei. Quatro títulos femininos indicados em onze, todos os vencedores shounen ou seinen. Cada um recebeu 1 milhão de ienes e uma estatueta de bronze. Que maravilha poder acabar com a divisão por demografia e não ter o dever de premiar NENHUM título para o público feminino. Ah, deve ser questão de qualidade, dirão alguns. Não é, não, é machismo mesmo, invisibilização do trabalho das autoras que fazem material visando outras mulheres. E, podem esperar, ano que vem vai ser a mesma coisa.
Ah, sim! Para não ficar tão feio, Hagio Moto recebeu um prêmio especial do júri, a foto veio no pacote. Segundo o Pro Shojo Spain foi "em reconhecimento às suas conquistas em estabelecer as bases para que o mangá shojo, e o mangá em geral, fossem reconhecidos internacionalmente como literatura e arte.". E, para quem não percebeu, dois títulos licenciados pela JB estão na lista Koiseyo Mayakashi Tenshi-domo e Hotaru no Yomeiri (Firefly Wedding).
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Mais informações sobre o mangá de Prism Rondo (Love Through a Prism): vai ser shounen. Venha passar raiva comigo.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026 at 10:26 PM
Anteontem, havia sido anunciado que Prism Rondo (プリズム輪舞曲) ou Love Through a Prism, anime original da Netflix com character design de Kamio Yoko teria mangá, algo que eu já tinha comentado que seria inevitável, e que ele provavelmente seria seinen. Quando foi anunciado o mangá, a informação é que ele sairia no Manga Mee, plataforma que publica mangás para o público feminino. Fiquei surpresa. Foi informado, também, que ele teria arte de Kamio Yoko com participação de sua ex-assistente Maki Minami (Special A). OK. Surpreendente. Hoje, o ANN publicou que toda a arte será de Maki Minami, o roteiro deve ser de Kamio Yoko, mas que o mangá irá sair na plataforma Shonen Jump+. Alguns comentários sobre isso.
Manga Mee é uma plataforma japonesa, a Shonen Jump+ vai para o mundo inteiro e o mangá já deve ser publicado pelo menos com duas opções, japonês e inglês. Basta olhar o character design e você sabe que é shoujo, só que se é publicado na Shonen Jump+ e se o anúncio veio da página da Shonen Jump é shounen. Isso quer dizer que se o mangá for excepcionalmente bom ele será colocado em listas de melhores mangás shounen ou para o público masculino? DU-VI-DO! Afinal, está na cara que ele é joseimuke. Sabe onde vão enfiá-lo? Na lista dos melhores mangás femininos. o critério revista/plataforma/selo cai por causa disso? Não, simplesmente fica evidente o quanto de investimento se faz em plataformas para o público masculino e como há a consciência de que esse investimento se reverte em maior visibilidade. É isso, só quero dividir minha raiva com vocês nesse primeiro dia do ano. 👍🏾🙃
P.S.: Parece que vai sair nas DUAS plataformas. Vamos ver qual selo o encadernado terá, então.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
Saiu o guia Kono Manga Sugoi! 2026: Veja a lista feminina. Em 2025 o guia completa vinte anos.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025 at 10:38 PM








































































