sábado, 12 de setembro de 2026
Ranking da Oricon: Semana 31-08 a 06/09
sábado, 12 de setembro de 2026 at 9:46 AM
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
"Fumie", de Masamichi Kawabe: Uma história que retrata o karma daqueles que criam fumie
segunda-feira, 31 de agosto de 2026 at 10:46 PM
No dia sete desse mês foi publicado um mangá histórico chamado Fumie (踏絵). Fumie eram imagens de Jesus Cristo, da Virgem Maria e outras figuras religiosas usadas para expor cristãos ocultos depois que o Cristianismo foi banido do Japão, em 1614. As pessoas deveriam pisar nos fumie para mostrar que não eram cristãos, se se recusassem... Enfim, o mangá de Masamichi Kawabe é um one-shot e foi publicado na revista Kurage Bunch. O resumo que está no Comic Natalie é o seguinte:
"O ano é 1791 em Nagasaki. Onami, uma pintora filha de um missionário que renunciou à sua fé e de uma mãe japonesa, recebe a encomenda de um magistrado para criar um fumie (uma imagem para ser pisoteada) com o objetivo de expor cristãos escondidos. Onami aceita a encomenda e começa a criar o fumie. Mais tarde, o fumie é levado até os 240 habitantes da ilha onde ela nasceu e cresceu, mas os ilhéus pisoteiam a imagem um após o outro... A história retrata o karma de Onami como pintora."
Fumie é o segundo mangá de uma série de Kawabe chamada Edo Muzan Shiriizu. A primeira história foi um mangá intitulado Zanshu e saiu em dezembro passado. Infelizmente, não achei informações sobre esse one-shot, já Fumie está disponível no site da revista. Para quem quiser um bom filme sobre a perseguição aos cristãos no Japão, recomendo Silêncio. Tem resenha no blog.
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Shueisha lança plataforma multilíngue de mangás para comemorar seu centenário
quinta-feira, 6 de agosto de 2026 at 10:47 PM
A editora Shueisha colocou no ar hoje sua plataforma multilíngue e gratuita (*por tempo limitado*), a Manga Million, com um acervo de 1 milhão de páginas de mangá. São títulos em várias línguas e há algumas categorias: Popular, Anime, Completo, Séries. Não colocam a demografia, o que poderia facilitar a busca. Há uma quantidade enorme de línguas e temos 62 títulos em português, enquanto em inglês são 382. Mesmo shoujo importantes como Hana Yori Dango (花より男子) não estão disponíveis em nossa língua, já até preciosidades como Hot Road (ホット ロード) e Papa Told Me (パパ トールド ミー). Segundo o Pro Shojo Spain, 150 títulos dos 400 disponíveis são shoujo ou josei.
Enfim, quando abri o site pensei "Será que a Shueisha contratou um monte de tradutores ou usou IA?". Pois é, amiguinhos, parece que a tradução foi feita por IA mesmo. Dito isso, deve ser uma tradução bem meia-boca e, claro, ajuda a precarizar o trabalho dos profissionais da área. Não é falta de dinheiro, é uma escolha da editora.
Mangá sobre dança de salão parece feito sob medida para virar dorama
at 10:11 AM
Acabou de estrear na plataforma Manga Plus o mangá Nanatousei o Mitsukete (七等星をみつけて) ou Finding the Invisible Star de Sango Honda. A série começa em 2001 e conta um romance de dois adultos que se conhecem em uma escola de dança: um operário inseguro com seu emprego braçal e uma presidente de empresa. Ela mente dizendo que é uma office lady; ele esconde que é um trabalhador braçal; ambos estão muito atraídos um pelo outro. Parece um prato cheio para discutir questões de gênero e classe. Espero conseguir dar uma olhada.
A série está categorizada como shounen, mas a história, o traço, o fato de ter protagonistas adultos fizeram muita gente na internet apontar que a série, se estivesse saindo em papel, estaria em uma revista seinen, como a Afternoon ou a Morning. Pelo que eu li dos resumos, acredito que seja o caso, sim, mas o que me pareceu algo mais que evidente é que tão logo o material junte um número de capítulos suficiente, será transformado em dorama ou filme para o cinema. Há apostas de que a série parece que será curta. O autor parece não ter Twitter. A série está cadastrada no Bakaupdates e eu fiquei sabendo dela pelo Manga Mogura.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Ranking da Oricon: Semana 20-26/07
segunda-feira, 3 de agosto de 2026 at 10:06 PM
domingo, 2 de agosto de 2026
Sukeban Deka será publicado nos Estados Unidos
domingo, 2 de agosto de 2026 at 10:29 PM
Um dos últimos Shoujocasts que eu gravei foi sobre shoujo completando cinquenta anos; um deles é Sukeban Deka (スケバン刑事), de Shinji Wada. A série é o primeiro shoujo policial e o autor, um homem que começou a fazer shoujo quando a maioria dos autores estava saindo e deixando o espaço para as mulheres, queria fazer uma série protagonizada por uma mulher adulta, mas isso não foi permitido e ele buscou alternativas. Saki Asamiya é uma sukeban, uma delinquente, cuja mãe foi acusada de um assassinato que não cometeu e está aguardando sua execução. Saki recebe uma proposta de uma divisão especial da polícia: ela aceitaria ser uma agente infiltrada em escolas e sua mãe teria sua execução retardada, caso não aceitasse, sua mãe seria morta o mais rápido possível. Legal, não é? Saki tem que aceitar e, usando um iô-iô como arma, ela vai fazer justiça nas escolas. De anime, tivemos somente dois especiais, muito divertidos, mas a série fez sucesso em live action. E foram vários.
Segundo o ANN, uma editora chamada Omoi licenciou 54 títulos da Kodansha para lançamento digital. Como a Kodansha opera diretamente nos Estados Unidos, não entendi nada, menos ainda ela ceder certos títulos, mas se vão lançar Sukeban Deka, eu vou comprar. 🥳 Entre os títulos anunciados nesse pacote temos coisas como: Kirio Fan Club (霧尾ファンクラブ), que teve anime na temporada passada e deveria ser um lanççamento importante; Paradise Kiss (パラダイス・キス), que é outro dos dos títulos que eu não entendo nessa lista; Sakuran (さくらん), seinen que eu queria ver no Brasil; Utsubora (ウツボラ); Shojo Koi。─Shojo no Shouko-san─ (ショジョ恋。─処女のしょう子さん─), josei que parece ser be bonitinho; Helter Skelter (ヘルタースケルター), que é um mangá josei mmuito perturbador.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
[Por que agora?] 24 anos após o fim de sua publicação em série, Anatolia Story está sendo adaptado para um anime: "As Razões Certas"
sexta-feira, 3 de julho de 2026 at 6:03 AM
Tenho um monte de coisas para comentar, mas tropecei nesse artigo do mês passado com uma série de informações interessantes, inclusive a porcentagem de adaptações para anime que ainda vêm de mangá. Só que, como é um gráfico geral, eu imagino que seja diferente no caso das adaptações de obras para o público feminino. Mas o centro do artigo é discutir por qual motivo os animes históricos estão na moda e por que um material antigo é mais fácil de adaptar por estar fechado, ou seja, há uma previsibilidade, desde que dialogue com os dias atuais. Embora o entrevistado (*o especialista em mercado de animes*) defenda que Anatolia Story não é isekai, e, estritamente falando, não é mesmo, eu defendo que, aos olhos do público japonês, é, sim. Na verdade, uma série histórica que se passa fora do Japão e no passado é uma dupla terra estrangeira, um duplo isekai, por assim dizer. Enfim, o artigo é rico. Agora, o entrevistado sonha com uma adaptação que eu acredito que só sai quando a autora terminar o mangá e não sei se ela está muito interessada nisso, não. 😌
Como sempre, desde que possível, mantive a estrutura do artigo original, inclusive a negritagem como estava. Só acrescentei o link do Kono manga ga Sugoi! 2023, quando falaram de Tenmaku no Jaadugar. O site de origem, ao que parece, é uma espécie de revista digital da Kodansha. O link para o original está aqui.
[Por que agora?] 24 anos após o fim de sua publicação em série, "Anatolia Story" está sendo adaptado para um anime: "As Razões Certas"
Em julho de 2014, o mangá shoujo "Anatolia Story" (história original de Chie Shinohara), que vendeu mais de 20 milhões de cópias e foi publicado há 24 anos, e "Tenmaku no Jaadugar" (Tomato Soup), que ganhou o primeiro lugar na edição feminina do "Kono Manga ga Sugoi!", foram ambos adaptados para anime.
Falando em adaptações de mangás históricos para anime, sucessos recentes como "Kingdom", de Yasuhisa Hara, e "Chi: Chikyuu no Undou ni Tsuite" (de Uoto) ainda estão frescos em nossas memórias, e a presença do gênero histórico em animes aumentou claramente nos últimos anos.
No entanto, Ken Kikuchi, diretor-representante do MANGA Research Institute, uma associação geral incorporada especializada em pesquisa de mercado sobre propriedade intelectual (PI) de mangá e anime e organizadora da IMART, uma das maiores conferências do setor, oferece uma perspectiva ligeiramente diferente.
Então, por que mangás históricos têm sido adaptados para anime com tanta frequência nos últimos anos? Existem razões específicas da indústria de anime atual e do mercado global.
As tendências de streaming por trás do aumento do anime
Nos últimos anos, séries de anime populares como "Demon Slayer", "Jujutsu Kaisen" e "Oshi no Ko" foram produzidas em quase todas as temporadas.
O principal fator por trás disso é o rápido crescimento dos serviços de streaming de vídeo. O estilo de assistir anime no próprio ritmo em smartphones e PCs, além das transmissões televisivas, se consolidou, expandindo o próprio mercado de anime. De fato, segundo uma pesquisa da Associação Japonesa de Animação, o número de novos títulos de anime para TV em 2024 foi de 254, quase o dobro dos 136 títulos em 2005.
"Nossa pesquisa de 2023 mostrou que as adaptações de mangá representaram aproximadamente 45% de todos os animes nos últimos anos, seguidas pelas adaptações de romances, com cerca de 25%. No entanto, muitas adaptações de romances são posteriormente adaptadas para mangá, então também podem ser consideradas adaptações de mangá. No total, isso representa cerca de 70%. À medida que o mercado de anime se expande, aqueles que trabalham na indústria estão constantemente em busca de material original, então é inevitável que o número de animes baseados em mangá continue a aumentar."
Com o aumento do número de séries de anime, cresceu também a demanda por adaptações de mangá. Então, por que tantos animes estão sendo produzidos atualmente?
"Anteriormente, era comum usar um sistema de comitê de produção, onde várias empresas investiam e tomavam decisões em conjunto durante o processo de produção. No entanto, hoje em dia, há uma tendência crescente de plataformas de streaming como a Netflix investirem e adquirirem conteúdo por conta própria."
Além disso, enquanto antes era comum recuperar os custos de produção por meio da venda de produtos como DVDs ao longo de vários anos, hoje em dia, as plataformas de streaming estão adquirindo cada vez mais obras antes mesmo de sua exibição. Em outras palavras, criou-se uma estrutura na qual a perspectiva de recuperar os custos pode ser vista antes mesmo do início da produção.
"Por exemplo, há rumores de que 'Tensei Shitara Slime Datta Ken' (história original de Fuse, mangá de Taiki Kawakami) recuperaria seu investimento mesmo antes de ir ao ar. O ambiente para produção se tornou mais fácil do que antes, o que levou a um aumento no número de séries de anime produzidas."
A força dos dramas históricos que atraem um público global.
Então, dentre os muitos gêneros, por que o mangá histórico tem uma presença tão forte? Kikuchi cita "a capacidade de ser agradável mesmo que você já saiba o final" como um dos motivos.
"Por exemplo, Oda Nobunaga já apareceu em dramas históricos muitas vezes. Todos sabem o que ele fez e que morreu no Incidente de Honnoji. Mesmo assim, ainda gosto de assisti-los porque fico curioso para ver 'Que tipo de interpretação será a de Nobunaga este ano?'"
Como já conhecemos a história principal e seu desfecho, podemos apreciar genuinamente os elementos de improvisação que não se encaixam nos fatos históricos. Kikuchi afirma que isso se aplica até mesmo além das fronteiras nacionais.
"Por exemplo, ouvi dizer que as pessoas na China apreciam 'Kingdom' como uma obra de fantasia. Como o texto histórico original, os Registros do Grande Historiador, tem muita ambiguidade, elas podem apreciar as partes que divergem dos fatos históricos, pensando: 'Então é assim que a obra interpreta isso.'"
Além disso, o gênero histórico está se beneficiando de uma tendência global. As fantasias românticas originárias da Coreia do Sul se tornaram sucessos no mundo todo, e há uma demanda crescente por histórias com mulheres na corte real e no harém.
"Nos últimos anos, obras com protagonistas femininas tornaram-se extremamente populares, muitas delas adaptadas para mangá e filmes, consolidando-se como um gênero de sucesso global. Um excelente exemplo é 'Kusuriya no Hitorigoto' (de Natsu Hyuga). Esta obra, que combina mistério e romance ambientado no harém imperial, é popular não só no Japão, mas também no exterior."
As adaptações em anime de "Anatolia Story" e "Tenmaku no Jaadugar", que serão lançadas neste verão, também têm aspectos que se sobrepõem às tendências globais atuais."
"Anatolia Story" conta a história de Yuri Ishtar, uma estudante do ensino fundamental dos dias atuais, que é convocada para o Império Hitita no século XIV a.C. e se vê envolvida em intrigas da corte enquanto luta ao lado do terceiro príncipe, Kail. A obra incorpora muitos elementos populares em gêneros contemporâneos, como viagem no tempo, romance harém e fantasia intercultural.
No entanto, já se passaram 24 anos desde o fim da série.
"Animar obras antigas não é incomum na indústria. Por exemplo, 'Ushio to Tora' (de Kazuhiro Fujita) encerrou sua publicação em 1996 e foi adaptado para anime 19 anos depois, em 2015. Obras com material original completo são mais fáceis de estruturar e, portanto, mais fáceis de serem trabalhadas pela equipe de produção."
No entanto, nem qualquer obra antiga serve.
"O importante é estar alinhado com as tendências atuais do mercado. Nesse aspecto, 'Anatolia Story' é muito contemporâneo."
Kikuchi destaca sua semelhança com histórias de "reencarnação isekai".
"Nos últimos anos, histórias isekai (reencarnação em outro mundo) têm sido um gênero extremamente popular. 'Anatolia Story' não é uma história isekai, mas a estrutura de uma garota moderna sendo transportada para uma era e um país diferentes é bastante similar. É uma obra dos anos 90, mas não parece datada."
Além disso, o fato de a história se passar no antigo Império Hitita também é um fator significativo.
Assim como 'Kingdom' despertou interesse no mundo de língua chinesa, 'Anatolia Story' tem potencial para ser bem recebida na região onde outrora existiu o Império Hitita. É uma região pouco conhecida no Japão, mas na era atual de distribuição internacional, essas características regionais podem ser uma vantagem.
Além disso, a hipótese de que será bem recebido no exterior também é um fator significativo.
"Na verdade, a webtoon 'Lore Olympus' (de Rachel Smyth), baseada na mitologia grega, ganhou prêmios de quadrinhos americanos por dois anos consecutivos. Ela tem um grande potencial para ser um sucesso não apenas no mercado nacional, mas também no mercado global."
Por outro lado, "Tenmaku no Jaadugar" se passa no Império Mongol do século XIII. Conta a história de Sitara (mais tarde Fátima), uma jovem iraniana que usa seu conhecimento e sabedoria para sobreviver no harém imperial, e foi o primeiro mangá histórico a ganhar o primeiro lugar na edição feminina do concurso "Kono Manga ga Sugoi!".
"Esta série também se alinha perfeitamente com a tendência atual de protagonistas femininas e dramas de harém, e os cenários do Império Mongol e da Ásia Central são novidade para o público estrangeiro. Na Europa e na América, há uma tendência de apreciar obras tanto do Japão quanto da China como uma categoria ampla de 'obras asiáticas', então há uma boa chance de que ela atraia atenção."
Além disso, existem grandes expectativas em relação à equipe de produção.
"Naoko Yamada, que atua como diretora geral, trabalhou em projetos como 'K-On!' (Kakifly) e 'Koe no Katachi' (Yoshitoki Oima), e o estúdio de animação Science SARU produziu obras populares como 'Dandadan' (Yukinobu Tatsu) e 'Heike Monogatari' (roteiro: Reiko Yoshida). Acho que este é um elenco forte e perfeito para um drama histórico."
Qual será o próximo grande mangá histórico?
Kikuchi acredita que o aumento nas adaptações de mangás históricos para anime continuará a gerar uma demanda estável.
"É difícil dizer que o gênero histórico seja particularmente popular, mas é um gênero clássico que existe há muito tempo, então acho que um certo número de obras continuará sendo produzido nesse gênero. Agora, ele se combina com elementos populares globalmente, como romances harém e protagonistas femininas. Nesse sentido, a tendência de adaptações para anime pode continuar por algum tempo."
Então, quais mangás históricos têm maior probabilidade de serem adaptados para filmes ou séries de TV em seguida? Pedimos a opinião de Kikuchi-san, puramente a título pessoal.
A primeira obra mencionada por Kikuchi foi "Sengoku" (de Hideki Miyashita). Ambientada no período Sengoku, retrata a vida do senhor da guerra Sengoku Hidehisa e é conhecida por sua meticulosa pesquisa histórica.
"A série terminou em 2022 e acumulou uma quantidade substancial de material ao longo dela. Ter bastante material de origem facilita a estruturação da história, o que é uma grande vantagem na hora de adaptá-la para anime."
Além disso, ele diz que também está acompanhando "Oumi no Umi: Mizumo ga Yureru Toki" (história original de Israfil, mangá de Motomura Eri), que faz parte da popular tendência "reencarnação x histórico" dos últimos anos.
"Esta história acompanha um protagonista com conhecimento moderno que reencarna como Kuchiki Mototsuna, um senhor da guerra de um pequeno país durante o período Sengoku, e ascende ao poder. Possui uma ampla gama de adaptações, incluindo romances, quadrinhos, CDs de drama e peças teatrais, e está ganhando considerável impulso como propriedade intelectual."
Em termos de compatibilidade com mercados estrangeiros, também foi mencionado "Sengoku Komachi Kurotan" (história original de Kyochikuto, mangá de Sawada Hajime). É a história de uma estudante do ensino médio que frequenta uma escola agrícola e que viaja no tempo para o período Sengoku, usando seus conhecimentos modernos de agricultura para servir a Oda Nobunaga.
"Incorpora muitos dos elementos que estão em alta agora: uma protagonista feminina, o período Sengoku e viagens no tempo. Tenho lido bastante ultimamente e acho interessante como a história se desenrola a partir de uma perspectiva claramente feminina."
E a que eu pessoalmente gostaria de ver animada é "Otoyomegatari" (de Kaoru Mori). É um mangá popular de Kaoru Mori que retrata a vida e a cultura matrimonial de povos nômades na Ásia Central do século XIX.
"Acredito que há uma grande possibilidade de que as pessoas na Ásia Central aceitem esta obra como algo próximo de sua própria história e cultura. Especialmente nesta era de distribuição internacional, acho que obras com essas características regionais têm grande impacto."
Parece haver muito espaço para descobertas nos mangás históricos. Estou ansioso para ver como "Red River" e "Tenmaku no Jaadugar", que estreiam neste verão, serão recebidos ao redor do mundo.
▼Ken Kikuchi, Diretor Representante do Instituto de Pesquisa MANGA da Associação Geral Incorporada . Ele é especializado em pesquisa de mercado de propriedade intelectual para mangá e anime e organiza a conferência do setor "IMART". Publica o "Manga Industry News Summary" em formato digital. Entre suas obras publicadas está "Manga Business" (Cross Media Publishing).
Entrevista e texto por Mochiko Abegawa
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Novos mangás que estão saindo no Japão
quarta-feira, 24 de junho de 2026 at 11:35 PM
Começo abrindo uma exceção para um seinen chamado Mitsugetsu Taishou Romantan (蜜月大正浪漫譚), de Koshikawa Tamako. O resumo está no Comic Natalie e no Manga Mogura e é o seguinte: "No início do século XX, o Japão testemunhava um número crescente de mulheres que desejavam trabalhar e viver de forma independente. O mesmo acontecia com uma jovem professora chamada Iku Hasome. Ela é rígida e determinada. Hassome consegue fazer com que as notas de seus alunos melhorem, mas não é promovida por ser solteira e jovem. Quando sua mãe adoece, porém, ela se vê obrigada a se casar com um desconhecido. Enquanto a família do novo marido esperava que ela engravidasse em breve, seu novo marido parecia diferente do que ela imaginava.". O primeiro capítulo está aqui. Olhando as imagens, a angústia da protagonista na sua noite de núpcias e como o marido se comporta com ela, já me senti atraída pela história. Quero saber qual o segredo desse noivo. O mangá acabou de estrear na Young Jump. Isso deve virar dorama ou live action.
Outro mangá lançado esta semana é Chimi no Hanayome ― Haha wo Koroshita Otoko ni Totsugu Hanashi (血魅ノ花嫁――母を殺した男に嫁ぐ話) de Kusano Ai. A história, segundo o Comic Natalie, é mais ou menos essa: "No Japão da Era Taisho (*imagino que seja*) existem os chimi, monstros que se misturam à sociedade humana e sobrevivem bebendo sangue humano. Asuka, uma garota nascida em uma família que as caça, deseja ardentemente matar a criatura que matou sua mãe. Um dia, em uma festa para a qual é convidada, ela se envolve em um incidente que envolve uma dessas criaturas...". O mangá estreou ontem na revista MagComi, que publica mangás de múltiplas demografias, imagino que a gente só vá saber se Chimi no Hanayome é seinen ou josei ou shoujo quando os encadernados saírem. No Bakaupdates, a autora só tem josei registrados, mas o traço dela está bem diferente nessa nova obra.
Já Konya, Himitsu no Kitchen de (今夜、秘密のキッチンで), de Akiko Kurosawa, teve seu primeiro encadernado lançado no Japão. O resumo do Comic Natalie é o seguinte: "Tsubokura Ayumi é uma ex-apresentadora de TV que se torna dona de casa após se casar com um empresário que era um dos patrocinadores de seu programa. Para o mundo exterior, Ayumi é uma mulher feliz que vive uma vida encantadora com o marido e a enteada. Na realidade, Ayumi está presa em um relacionamento abusivo de longa data com o marido, o que a faz perder gradualmente a confiança e a estabilidade emocional. A cozinha é o único lugar onde ela encontra paz e tranquilidade. Ao tentar recomeçar a vida, a vida de Ayumi dá uma guinada inesperada quando ela conhece Kei, um chef italiano que compartilha a mesma paixão pela culinária.". O mangá é (*ou foi publicado*) na plataforma SHURO, que traz mangás de várias demografias. A autora só tem josei em seu currículo, mas esta série em especial ainda não está cadastrada no Bakaupdates.
Não tinha visto, mas Konya, Himitsu no Kitchen de teve dorama na Fuji TV que começou em abril e terminou na semana passada. A série mudou a profissão da protagonista, que passou a ser uma ex-atriz. Os protagonistas do dorama são Kinami Haruka como Tsubokura Ayumi e Takasugi Mahiro como Kei.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Autora do aclamado mangá Hataraku Saibou (Cells at work) deixa depoimento impactante no Twitter
segunda-feira, 15 de junho de 2026 at 7:22 PM
Akane Shimizu, autora de Hataraku Saibou (はたらく細胞), mais conhecido como Cells at Work, usou seu perfil no Twitter para fazer revelações bem chocantes sobre a sua vida pessoal, prometendo maiores detalhes no futuro.
domingo, 24 de maio de 2026
Produtos de Moyashimon lançados no Japão
domingo, 24 de maio de 2026 at 1:29 PM
Moyashimon (もやしもん), de Ishikawa Masayuki, é uma série seinen, que teve anime e dorama e que eu acho uma graça. Como não gostar de uma série em que o protagonista, que era calouro na faculdade, vê bactérias e elas são todas fofas? E quando ele diz que a linhagem de uma tal bactéria era japonesa e não europeia, porque elas estavam se curvando para cumprimentá-lo? Ah! Era muito simpático! Esses produtos são da continuação da série que é chamada de Moyashimon+.
Assim, eu queria ter todas elas e eis que o Comic Natalie trouxe um post comentando sobre os produtos da série que estão sendo lançados no Japão. A coleção inclui nove itens: almofadas, chaveiros de acrílico, suportes de acrílico em formato de placa de Petri, formas de gelo e ecobags. As almofadas e os chaveiros de acrílico apresentam fungos que aparecem na história, como *A. oryzae*, *S. cerevisiae*, *L. yogurtii* e *P. chrysogenum*. A forma de gelo também pode ser usada para fazer gelo no formato de *A. oryzae*.
As encomendas podem ser feitas a partir de 18 de junho no site de e-commerce FaNeMa e os produtos começarão a ser enviados em setembro.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Mangá sobre namorada que reencarna para salvar o amado vence o 50º Kodansha Manga Award
sexta-feira, 15 de maio de 2026 at 8:47 PM
Esta semana foram publicados os vencedores do 50° Kodansha Mangá Award. E eu comentei no Twitter e no Facebook, mas não postei no blog. As coisas aqui estão muito atrasadas. Enfim, o vencedor na categoria shoujo foi Shinimodori no Mahou Gakkou Seikatsu o, Moto Koibito to Prologue kara (※Tadashi Koukando wa Zero) (死に戻りの魔法学校生活を、元恋人とプロローグから(※ただし、好感度はゼロ)) e Re-Living My Life with a Boyfriend Who Doesn't Remember Me, de Mutsuhana Eiko e Shirakawa Gin. A série veio de light novel (*Que está fechada em três volumes!!!!!*) e seu mangá é publicado na Flos Comic. O resumo é o seguinte:
"A vida parecia perfeita para Oriana depois que ela começou a namorar Vincent no inverno do seu quinto ano na academia. Mal sabia ela que seu amado morreria em circunstâncias suspeitas. Antes que pudesse processar qualquer coisa, ela acorda e se vê de volta ao seu corpo aos sete anos de idade, sem ter ideia de como morreu. Quando finalmente retorna à academia de magia na esperança de se reencontrar com o namorado, descobre que Vincent não se lembra dela! Agora ela está de volta à estaca zero. Será que Oriana conseguirá aproveitar essa segunda chance na vida e mudar o destino de Vincent? Fazer seu amor dar certo é realmente uma questão de vida ou morte!"
Li o primeiro volume da série (*que precisa urgentemente de um apelido, se já tiver, me avisem, por favor*) e gostei bastante. Tem algo de Harry Potter na caracterização da escola de magia, mas é difícil fugir da influência da obra de JK Rowling; a gente tem que lidar com isso. Preciso continuar a leitura da série e há boato, que deve se confirmar, se que um anime virá em breve. E eu aposto que Re-Living My Life with a Boyfriend Who Doesn't Remember Me será licenciado por aqui, isso se já não estiver nas mãos de uma das nossas editoras nesse momento. A série está licenciada em vários países.
Re-Living My Life with a Boyfriend Who Doesn't Remember Me derrotou Uruwashi no Yoi no Tsuki (うるわしの宵の月 )/Sob a Luz da Lua, que era prata da casa e já tinha sido indicado três vezes; Taiyou Yori mo Mabushii Hoshi (太陽よりも眩しい星 )/A Star Brighter than the Sun; e Tonari no Stella (隣のステラ)/Gazing at the Star Next Door. Sob a Luz da Lua é o único em publicação no Brasil; ele sai pela JBC.
O vencedor do Kodansha Manga Award na categoria geral, como geralmente acontece, foi um mangá seinen, The Darwin Incident ou Darwin Jihen (ダーウィン事変 ), de Shun Umezawa, publicado no Brasil pela Panini. Na categoria shounen, venceu Gachiakuta (ガチアクタ), de Kei Urana, que também sai pela Panini em nosso país.
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Ranking da Oricon: Semana 20-26/04
sexta-feira, 1 de maio de 2026 at 11:21 PM
Está no ar o ranking dos mangás mais vendidos da semana, que é publicado semanalmente pela Oricon. Para quem não sabe, eu publico o top 10, que esta semana não tem nenhum mangá de demografia feminina, e publico todos os shoujo, josei e BL que estão no ranking. De destaque no top 10, temos Skip & Loafer, publicado no Brasil pela JBC e que teve duas temporadas animadas, e Hon nara Uru hodo, atual vencedor do Grande Prêmio no 30º Osamu Tezuka Awards e no 19º Manga Taisho Awards. É uma série sobre um sebo (*loja de livros usados*) e deve ser adaptada para anime ou live action em breve. Não comentei os prêmios, porque não havia mangá feminino indicado, acredito.
Falando em demografia feminina, Natsumo Yuujinchou continua entre os mais vendidos, a série é um fenômeno. Temos um BL na lista, 25ji, Akasaka de e Game ~Suit no Sukima~ finalmente teve um volume lançado. Trata-se de um mangá josei com conteúdo erótico (*mas não é TL*) e é publicado pela Panini. Se você não sabe disso, é culpa da autora, que fica muito tempo sem publicar nada da série.
terça-feira, 28 de abril de 2026
Uma conversa com Hyūganatsu, autora de Diários de uma Apotecária (Entrevista Traduzida)
terça-feira, 28 de abril de 2026 at 10:58 PM
O site Anime Herald publicou uma entrevista com Hyūganatsu, autora das novels de Kusuriya no Hitorigoto (薬屋のひとりごと), aqui, no Brasil, Diários de uma Apotecária. A série de mangá é lançada no Brasil pela Panini; o anime faz um sucesso absurdo. Não é shoujo, mas sei que muita gente gosta da série e fiquei pensando se, de repente, uma ex-aluna muito querida poderia passar por aqui e ler a entrevista. Acho que ela iria gostar. Enfim, parece que a entrevista foi dada pela autora para vários sites em uma espécie de coletiva no Anime Boston 2026, em 4 de abril. Para quem quiser ler o original, é só clicar no aqui. A estrutura do texto original foi mantida e as ilustrações são de Touko Shino, responsável pela arte dos livros. As novels serão publicadas no Brasil pela editora Alt.
Uma conversa com Hyūganatsu, autora de Diários de uma Apotecária
Dead Rhetoric: Para Diários de uma Apotecária , quais são alguns dos desafios em manter os mistérios ancorados na realidade, mas ainda assim com soluções criativas e verossímeis?
Hyūganatsu: A estória em si é histórica. Queremos evitar usar qualquer coisa moderna nela. Dito isso, queremos garantir que seja realista, então usaremos técnicas modernas. Por exemplo, ao limpar um corte, usaremos álcool. Essa foi uma técnica desenvolvida no século II, então faz sentido usá-la nesta história.
Anime Herald: Você pode compartilhar um pouco do seu conhecimento sobre a Imperatriz Wu Zetian?
Hyūganatsu: Como você disse, ela foi uma personagem histórica real que existiu. A versão dela que está na história é um pouco diferente, mas a usamos como base. Nos registros históricos reais, ela é vista como uma imperatriz não muito boa. Ela também é a única imperatriz mulher da China.
Parte disso provavelmente se deve a imprecisões nos registros históricos, bem como à possível misoginia e sexismo presentes nos registros que foram mantidos sobre ela. Na verdade, ela fez muito bem ao seu povo naquela época. Analisando a forma como os registros foram mantidos, eles podem ter alterado ou distorcido um pouco a história. Ainda assim, achamos que ela era uma personagem interessante e cativante. É por isso que quisemos usá-la.
A-to-J Connections: O que te inspirou a escrever o que é essencialmente uma série de romances de mistério médico ambientados na China imperial?
Hyūganatsu: Gostaria de fazer uma correção. Sei que é o que está escrito na editora, que se trata de uma história da China antiga, mas na verdade não é.
Meu objetivo era criar uma bela história de amor em um gigantesco palácio imperial, com várias mulheres deslumbrantes circulando por ali. Essa foi a base. Pensei em qual seria o pano de fundo para esse tipo de história e que tipo de personagens eu poderia criar. Foi daí que surgiu a ideia da história de amor e dos mistérios em um belo palácio imperial. É uma combinação interessante.
Além disso, não é exatamente baseado em castelos imperiais chineses. Eles eram um pouco diferentes dos castelos imperiais japoneses. Este se assemelha mais a um castelo imperial japonês. Há o palácio dos fundos, com algumas centenas de pessoas de alto escalão. Pode haver um palácio externo e uma cidade ao redor com dezenas de milhares de habitantes. Há mocinhos e vilões. Agora, criar uma história nesse cenário torna-se muito fácil.
Jotaku Network: Para "Diários de uma Apotecária", qual é o seu processo de criação dos mistérios que Maomao resolve, e que tipo de pesquisa você realizou?
Hyūganatsu: Comecei procurando por enigmas e mistérios. Era importante que fossem algo que até uma criança pudesse resolver. Me inspirei em coisas que as crianças faziam. Isso se tornou a fonte dos mistérios. Um exemplo seria observar as tarefas de casa de verão delas e as perguntas que recebiam. Eu usava isso como inspiração para algumas dessas perguntas. Tratava-se de observar coisas do mundo real às quais as crianças têm acesso e que fazem, e então usar isso como base para os mistérios que Maomao precisa resolver.
(Nota do editor: Houve então uma discussão sobre o pedaço de papel em branco que Maomao deixou para trás como exemplo.)
Dead Rhetoric: Com um cenário e uma época mais sombrios em "Diários de uma Apotecária", o que te guiou ao inserir elementos mais leves na história?
Hyūganatsu: Uma coisa que eu penso é que, mesmo nos momentos mais sombrios, as pessoas sentem fome. Posso fazer um personagem comer alguma coisa. Isso é algo que nunca muda, não importa o que esteja acontecendo. As pessoas têm diferentes pontos de vista e perspectivas. Algumas podem ser mais positivas e voltadas para o futuro. Outras são mais negativas e voltadas para o passado.
Mesmo vivendo no mesmo mundo, seus pontos de vista serão muito diferentes. Então, se você tem uma personagem como Maomao, que vê tudo de cima, isso permite que ela tenha uma perspectiva diferente das outras pessoas. Isso possibilita alguns pontos de vista interessantes.
Anime Herald: Você disse que já pensou em ser policial. Qual é o seu personagem fictício favorito de policial ou detetive?
Hyūganatsu: Sou muito fã de (Hercule) Poirot. Peço desculpas a todos os fãs de Sherlock Holmes.
Anime Herald: Assim como Poirot, eu também gosto de uma xícara de chocolate quente antes de dormir.
Hyūganatsu: (Risos)
A-to-J Connections: Como você pesquisa os tipos de remédios que Maomao fabrica e usa ao longo da série?
Hyūganatsu: Trabalhamos de trás para frente. Começamos escolhendo a doença ou o mal que queremos incluir. Depois, procuramos a cura para essa doença. Normalmente, eu fazia isso online. Infelizmente, a internet se tornou menos confiável. Agora, precisamos fazer uma pesquisa aprofundada e evitar informações que se mostrem falsas.
Jotaku Network: Até agora, Diários de uma Apotecária é sua única série a receber uma adaptação para anime. Há alguma outra obra sua que você gostaria de ver adaptada no futuro? Sobre o que ela seria?
Hyūganatsu: Não posso dizer nada. Aguardem ansiosamente.
Anime Herald: Parabéns!
Hyūganatsu: Agora precisamos fazer um pacto de segredo.
Dead Rhetoric: Ao escrever The Failure at God School, você consegue exercitar sua criatividade como escritor? O que você gosta de poder incorporar elementos sobrenaturais à história?
Hyūganatsu: Escrever isso é um pouco difícil. O lado bom é que não estou trabalhando sozinho. Estou trabalhando em estreita colaboração com o professor Akagawara (Modomu). Há várias pessoas diferentes na equipe: o editor, o gerente, muita gente envolvida no processo. O bom é que, sempre que me perco, posso dizer: “Akagawara-sensei, o que eu faço? Me ajude!”
Outro ponto importante que levo em consideração ao escrever é que uma história de fantasia ainda precisa de regras para funcionar como tal. Garanto que ela não se torne muito irrealista e que permaneça ancorada na realidade. Isso tem um grande impacto na história.
Anime Herald: Uririn é adorável. É a Uririn de Uriurikoron que cresceu e virou relações públicas?
Hyūganatsu: Não. Eu adoraria trabalhar com a Sanrio. A Sanrio tem a Uririn. Você pode ir ver a Uririn no Sanrio Puroland quando quiser.
(Nota do Editor: Houve uma breve discussão sobre a Uririn e a Sanrio. Hyūganatsu adoraria trabalhar com a Sanrio. "Sanrio, por favor, me contratem. Eu daria o meu melhor como Uririn." -Hyūganatsu)
A-to-J Connections: Algum personagem ou trama se tornou mais importante do que você imaginava inicialmente?
Hyūganatsu: Eu sempre digo Jinshi. Originalmente, Jinshi deveria morrer. Pensamos que, se o matássemos, todos ficariam bravos, então decidimos deixá-lo viver. O plano original era que Gaoshun o matasse jogando algo nele. Teria sido uma história bem diferente.
Jotaku Network: Quais são os sentimentos ou mensagens gerais que você espera transmitir aos leitores de Os Diários do Boticário?
Hyūganatsu: Eu não estava buscando transmitir nenhuma mensagem específica. A forma como eu pensava era que estava escrevendo uma história de fantasia maravilhosa para a qual as pessoas pudessem escapar quando o mundo real ficasse muito difícil. Eu estava criando essa fuga para as pessoas.
Anime Herald: Você tem alguma pergunta para nós?
Hyūganatsu: Para me tornar popular aqui nos Estados Unidos, que tipo de perguntas eu deveria fazer? Que tipo de histórias vocês querem ler ou assistir?
Anime Herald: William Goldman, autor de A Princesa Prometida, tem uma ótima frase sobre Hollywood: "Ninguém sabe de nada". Isso também vale para animes. Ninguém sabe qual será o próximo grande sucesso. Ninguém previu que Yuri!!! on Ice seria um sucesso estrondoso. Gostaríamos de poder ajudar, mas não podemos.
Anime-Zing Radio: Concordo. Diários de uma Apotecária é um dos meus favoritos, mas não saberia dizer que tipo de perguntas gostaríamos de ver respondidas.
Jotaku Network: Ninguém sabe do que vai gostar até assistir. Ninguém poderia prever que uma série sobre uma jovem que trabalha com medicina se tornaria uma personagem tão brilhante e amada.
Hyūganatsu: Parece que você está dizendo que eu deveria experimentar várias coisas diferentes. Obrigada.
Anime Herald: Muito obrigado.
terça-feira, 7 de abril de 2026
Saíram os indicados do 50º Kodansha Mangá Awards: Quais Shoujo estão concorrendo?
terça-feira, 7 de abril de 2026 at 12:45 AM
O tradicional prêmio da editora Kodansha liberou os indicados deste ano nas categorias Shounen, Shoujo e Geral (*que, para ZERO surpresa, só tem mangás seinen*). Que quiser saber os indicados a Shounen e Geral, favor checar o ANN ou o Comic Natalie, sobre eles só quero comentar que Kaoru Hana wa Rin to Saku (薫る花は凛と咲く) ou The Fragrant Flower Blooms With Dignity, de Saka Mikami, que muita gente fica achando que é shoujo, porque é um romance escolar, está no lugar certo, a série é shounen, como foi indicada em 2023, 2024 e 2025, é forte candidata a vencer. Mas quem está indicado na categoria Shoujo?
- Uruwashi no Yoi no Tsuki (うるわしの宵の月 )/Sob a Luz da Lua de Mika Yamamori. Foi indicado em 2022, 2023 e 2024. É um forte candidato. Publicado na Dessert (Kodansha). Sai no Brasil pela JBC e teve anime na temporada passada.
- Shinimodori no Mahou Gakkou Seikatsu o, Moto Koibito to Prologue kara (Tadashi Koukando wa Zero) (死に戻りの魔法学校生活を、元恋人とプロローグから (※ただし好感度はゼロ))/Re-Living My Life with a Boyfriend Who Doesn't Remember Me de Eiko Mutsuhana, Yugiri Aika, Gin Shirakawa. Foi indicado em 2025, deve ter anime em breve. Publicado na Flos Comic (Kadokawa).
- Taiyou Yori mo Mabushii Hoshi (太陽よりも眩しい星 )/A Star Brighter than the Sun de Kazune Kawahara. Primeira indicação. Teve uma primeira temporada animada ano passado e vai te continuação, provavelmente, ainda este ano. Publicado na Betsuma (Shueisha). Imagino que será anunciado no Brasil em breve, acredito que será pela Panini.
- Tonari no Stella (隣のステラ)/Gazing at the Star Next Door de Ammitsu. Foi indicado no ano passado. Publicado na revista Betsufure (Kodansha). Esse aqui eu não conheço.
Os favoritos, vocês devem imaginar, são os títulos da casa. Duas séries são da Kodansha. Os resultado sairá no dia 11 de maio.
domingo, 8 de março de 2026
Shoujocast no Ar! Hoje é 8 de Março: Temos alguma coisa para comemorar? #8M
domingo, 8 de março de 2026 at 11:55 PM
quarta-feira, 4 de março de 2026
Quais mangás os japoneses gostariam de ver transformados em anime? Dê uma olhada na lista.
quarta-feira, 4 de março de 2026 at 1:57 PM
Criada em 2018, a pesquisa Anime-ka Shite Hoshii Manga Ranking 2026 (アニメ化してほしいマンガランキング) ou Ranking dos Mangás para serem adaptados para anime chegou a sua 9ª edição. Este ano foram 222.758 votantes. Segue o top 10:
domingo, 1 de março de 2026
71º Shogakukan Manga Award é adiado por causa do escândalo com mangá-ka condenado por abuso sexual
domingo, 1 de março de 2026 at 9:10 PM
Para quem não leu meu post de sexta-feira, um breve resumo: "A editora Shogakukan suspendeu a distribuição do mangá Joujin Kamen (常人仮面) após descobrir que seu autor, Ichiro Hajime, era na verdade Shouichi Yamamoto, autor do mangá Daten Sakusen (堕天作戦). O departamento editorial do aplicativo de mangá da plataforma Manga ONE, que pertence a Shogakukan, anunciou no dia 27 que interrompeu a distribuição digital da série e suspendeu o envio dos volumes encadernados. Um comunicado oficial explicando as circunstâncias e pedindo desculpas foi publicado no site da empresa."
De novo temos que gente do calibre de Rumiko Takahashi (Ranma 1/2, Inuyasha), ONE (One Punch Man), Kanehito Yamada e Tsukasa Abe (Sousou Frieren) decidiram retirar seus mangás da plataforma Manga One. Houve também uma nota da Associação dos Cartunistas do Japão comentando o caso. E a Shogakukan fez um novo pronunciamento, se desculpando ainda mais (Mangás Brasil). Vou repetir o que escrevi no post de sexta: os editores do Manga One sabiam que era o mesmo cara, achavam que o processo contra ele não daria em nada e que ninguém se importaria de verdade. Outra coisa, a desenhista deveria estar no escuro. Não acredito que ela soubesse.
Enfim, a última novidade é que a Shogakukan anunciou que o 71º Shogakukan Manga Award, que seria no dia 3 de março, foi adiado. Segundo consta, ainda não foi determinada uma nova data. Imagino que deve estar um barata voa na editora, porque eles devem estar prevendo o prejuízo, porque eles terão. Não estou falando de perda de valor de mercado da marca, estou falando do dinheiro perdido com a reação dos mangá-kas, especialmente, dos maiores. E é isso por enquanto. Apostaram que poderiam contar com a ignorância e insensibilidade do público. Até o momento, estão se quebrando.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
NHK exibe novo curta-metragem de anime paralímpico com personagens criados por autora de Kaichou wa Maid-sama
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 at 12:37 AM
Segundo o ANN, a NHK anunciou o lançamento do mais recente episódio da série "Anime x Para: Quem é o Seu Herói?" ("Ani × Para: Anata no Hero wa Dare Desu ka") em 8 de janeiro, e o canal NHK E o exibiu na segunda-feira. O vigésimo episódio da série apresenta uma história sobre hóquei em trenó com personagens criados pela mangá-ka Hiro Fujiwara, de Kaichou wa Maid-san (会長はメイド様!). O curta é estrelado por Nobuhiko Okamoto e Hiroki Yasumoto, com música tema de Tortoise Matsumoto. As Olimpíadas de Inverno de 2026 serão na Itália, nas cidades de Milão e Cortina d'Ampezzo, de 6 a 22 de fevereiro. O mais doido é que tem brasileiro com chance de medalha.
Enfim, o projeto "Anime x Para: Quem é o Seu Herói?" teve início em 2017. A série animada visa aumentar o interesse pelo paradesporto antes dos Jogos Olímpicos de Verão e Inverno. Os curtas anteriores da série contaram com a colaboração de Captain Tsubasa (キャプテン翼) para futebol para cegos, Baby Steps (ベイビーステップ) para tênis em cadeira de rodas, o renomado artista de Ashita no Joe (あしたのジョー), Tetsuya Chiba, para rúgbi em cadeira de rodas, e Yowamushi Pedal (弱虫ペダル) para paraciclismo, entre outros. O curta de 2023 adaptou a série de novels Kimi to Kogu - Nagatoro Koukou Canoe-bu (君と漕ぐ - 長瀞高校カヌー部), da autora de Sound! Euphonium (響け! ユーフォニアム0, Ayano Takeda. Já em 2024, foi lançado um curta de anime sobre arco e flecha paralímpico baseado na série Ushio & Tora (うしおととら), de Kazuhiro Fujita, além de um curta de goalball baseado em Mairimashita! Iruma-kun (魔入りました! 入間くん), de Osamu Nishi.


































































