A editora Shueisha colocou no ar hoje sua plataforma multilíngue e gratuita (*por tempo limitado*), a Manga Million, com um acervo de 1 milhão de páginas de mangá. São títulos em várias línguas e há algumas categorias: Popular, Anime, Completo, Séries. Não colocam a demografia, o que poderia facilitar a busca. Há uma quantidade enorme de línguas e temos 62 títulos em português, enquanto em inglês são 382. Mesmo shoujo importantes como Hana Yori Dango (花より男子) não estão disponíveis em nossa língua, já até preciosidades como Hot Road (ホット ロード) e Papa Told Me (パパ トールド ミー). Segundo o Pro Shojo Spain, 150 títulos dos 400 disponíveis são shoujo ou josei.
Enfim, quando abri o site pensei "Será que a Shueisha contratou um monte de tradutores ou usou IA?". Pois é, amiguinhos, parece que a tradução foi feita por IA mesmo. Dito isso, deve ser uma tradução bem meia-boca e, claro, ajuda a precarizar o trabalho dos profissionais da área. Não é falta de dinheiro, é uma escolha da editora.















































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Eu rodei, rodei, rodei e consegui achar algumas pérolas, como Ai no Aranjuez e Pocket ni Chopin. A maioria dos shoujo que eu pude reconhecer é da Ribon Magazine entre os anos 1980 e 2010 (obras de Miho Obana, Mizusawa Megumi, Aoi Hiiragi, Shiina Ayumi), e alguns outros da Margaret (como obras da Satoru Makimura, Ryo Ikuemi e Fusako Kuramochi).
É uma pena que todo esse trabalho tenha sido feito com IA. No entanto, ao menos no inglês, o trabalho esta decente, e me faz pensar que daqui uns anos, quando a IA tenha melhores garantias de qualidade, não apenas os vastos catalogos das editoras estarão todos disponiveis pra gente, como muito provavelmente a mediação das editoras locais sera completamente descartado. Me assusta um pouco ver como a forma de consumir mangas esta mudando rapidamente, e o que isso vai significar para a evolução da propria midia.
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