quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Com abolição da demografia, Shogakukan Manga Awards não premia nenhum shoujo ou josei pelo segundo ano consecutivo

Desde 2023, o Shogakuka Manga Awards deixou de usar o critério da demografia.  O que pode parecer um progresso para algumas pessoas, na verdade, expôs a discriminação sofrida pelas demografias femininas.  Sem a separação tradicional de Kodomo (infantil), Shounen, Shoujo e Geral (*que normalmente premia Seinen*), mesmo com títulos excelentes indicados, todos os premiados são mangás shounen ou seinen.  Ano passado, fiz um Shoujocast sobre essa palhaçada.  Como sabia no que iria dar, eu não fiz post quando da indicação.  Segue quem estava na lista: 

  • Uchi no Inu ga Koneko Hiroimashita。(うちの犬が子ネコ拾いました。) de Sayuri Tatsuyama.  Revista Cheese - Shoujo.
  • Unmei no Makimodo Shi (運命の巻戻士) de Fuuta Kimura - Revista Coro Coro - Kodomo/Shounen.
  • Koiseyo Mayakashi Tenshi-domo (恋せよまやかし天使ども) de Coco Uzuki - Revista Dessert - Shoujo.  
  • Cosmos (コスモス) de Ryuuhei Tamura - Revista Sunday GX - Seinen.  
  • Jumbo Max (ジャンボマックス) de Tsutomu Takahashi - Revista Big Comic - Seinen.  
  • DAN DA DAN (ダンダダン) de Yukinobu Tatsu - Plataforma Shonen Jump+ - Shounen.
  • Dekin no Mogura (出禁のモグラ) de Natsumi Eguchi - Revista Morning - Seinen. 
  • Hinokami-sama no Souji Hito desu ga, Itsunomanika Hanayome to shite Dekiaisareteimasu (火の神さまの掃除人ですが、いつの間にか花嫁として溺愛されています) de Ito Asagi (roteiro), Komomo Yamada (arte) - Revista Yawaraka Spirits - Josei.  
  • Hirayasumi (ひらやすみ) de Keigo Shinzou - Revista Big Comic Spirits - Seinen.
  • Hotaru no Yomeiri (ホタルの嫁入り) de Oreco Tachibana - Plataforma Manga ONE - Shoujo.
  • Mikadono San Shimai wa Angai, Choroi。(帝乃三姉妹は案外、チョロい。) de Aya Hirakawa - Shounen Sunday - Shounen.

Negritei os vencedores e coloquei em vermelho os mangás shoujo e josei.  Quatro títulos femininos indicados em onze, todos os vencedores shounen ou seinen.  Cada um recebeu 1 milhão de ienes e uma estatueta de bronze. Que maravilha poder acabar com a divisão por demografia e não ter o dever de premiar NENHUM título para o público feminino.  Ah, deve ser questão de qualidade, dirão alguns.  Não é, não, é machismo mesmo, invisibilização do trabalho das autoras que fazem material visando outras mulheres.  E, podem esperar, ano que vem vai ser a mesma coisa.  Ah, sim!  Para não ficar tão feio, Hagio Moto recebeu um prêmio especial do júri.  E, para quem não percebeu, dois títulos licenciados pela JB estão na lista Koiseyo Mayakashi Tenshi-domo e Hotaru no Yomeiri (Firefly Weddding).

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