sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pesquisador quer saber o perfil e os gostos “mangáticos” do público brasileiro



Um amigo me enviou um e-mail ontem falando da pesquisa que ele está fazendo para o seu TCC, pois bem, ele pediu que eu usasse o espaço do Shoujo Café para conseguir aumentar ainda mais a sua base de pesquisa, então, vou colocar a descrição que ele me mandou:
(...) estou promovendo uma pesquisa para pegar algo do perfil e dos gostos “mangáticos” do leitor brasileiro de mangá, com o objetivo de embasar meu trabalho de conclusão do curso de Publishing, da FGV. Nele, temos noção de todo o processo de produção do livro, da preparação de originais até seu acondicionamento na estante da livraria, passando por formação de catálogo, produção gráfica, marketing, etc. No final, apresentamos um projeto, que pode — ou não — ser vendido ao mercado. No meu caso (solitário), é um selo de mangá. (...) Então, por que não uma pesquisa informal? Deixo com vocês as respostas.
Bem, eu não comentei com ele, mas Nodame nós sabemos que estaria no nicho do “josei mangá”, mas entendi o objetivo, que é oferecer um mangá infantil, um voltado para o público feminino e outro para o público masculino. Eu não sei se Nodame seria a melhor escolha, mas a idéia da pesquisa é ótimo. Aliás, acho que o curso enfocado no último Globo Universidade (*um dos melhores programas da TV brasileira para mim*) é exatamente o de Publishing, ou algo próximo. O vídeo deve estar na página do programa agora. Enfim, para quem quiser ajudar na pesquisa, o link do formulário é esta aqui.

9 pessoas comentaram:

# Interessante o trabalho dele. Também contribui com a pesquisa. :)

E também penso que o Globo Universidade é um dos poucos programas de conteúdo da nossa TV. :D

Quero saber pq é obrigatório se identificar.

Olha, Diana, você fala do nome? Qual o problema em colocar um nome que pode ser, inclusive um nome qualquer? O problema seria colocar números de documentos, o que não é caso. O restante dos dados são necessários para efeitos estatísticos. E eu nem preciso perguntar para o autor da pesquisa apra saber disso, são questões óbvias. Agora, como ninguém é obrigado a responder anda, basta, simplesmente, ignorar.

Se a questão da identificação for neste blog, eu exijo identificação apra dificultar ao máximo a vida dos trolls. Para tentar postar, precisarão no mínimo ter um cadastro. como tendem a ser repetitivos, bastará que eu veja o nome para recusar o comentário sem sequer ler. simples assim. Na nossa casa, entra quem deixamos. E eu não deixo gente desocupada e/ou mal educada comentar aqui. ;)

Bem, não sou troll! (ehehehehe) =D

Brincadeiras a parte, contribui com a pesquisa e achei ótima a iniciativa. O ideal mesmo de quem está desenvolvendo pesquisas na faculdade (mesmo que seja só um TCC) é questionar e avaliar, como no caso dele, os parâmetros pré-estabelecidos de mercado e quem sabe, já ter um projeto com uma boa coleta de dados para apresentar comercialmente. Saímos ganhando também se o mercado de publicação melhorar.

Agora, achei a pesquisa ainda presa a parâmetros engessados do mercado - como no caso do direcionamento das perguntas sobre Scans e compras. Também achei bem ruim o fato de só poder colocar 5 mangás que comprei, mas o número de Scans que tenho não ter limite - Passa a idéia de que compro pouco e "copio" muito... o que não é verdade, já que comprei pelo menos 70% de todos os títulos lançados no país, da década de 90 até hoje.

Valéria, desculpa deixar um comentário longo, mas tenho a esperança que o autor da pesquisa pegue esse feedback depois. ;)

Não gostei das perguntas, achei que elas direcionam a determinadas respostas. Limitar o número de mangás que se acompanha é ridículo e tive que botar os mais de 20 mangás que compro atualmente.

Não gostei dele ter deixado de questionar se nós somos favoráveis ou contra os meio-tankohons, não gostei da pergunta sobre "capturar scans", ele deveria deixar um espaço aberto sobre o motivo de ler scans, varia muito de pessoa para pessoa e achei as opções tendenciosas como se o leitor de scan fosse vilão. Eu não sou errado por perceber que as scans de Hunter x Hunter são melhores que o serviço porco que a JBC, sou? Eles mudam o sexo dos personagens, mudam a adaptação dos nomes no meio da obra, suprimem informação e ainda é errado baixar scans?

Tive que fazer textos imensos sobre o que cada editora tem que melhorar, cada uma tem seus pontos positivos e negativos, mas é claro que a Newpop e a JBC têm mais pontos negativos que a Panini (erros ortográficos, não se dão ao trabalho de reconstruir cenários, falta de glossário etc.).

Concordo com a Zaíra,

Achei muito bacana a iniciativa da pesquisa, mas não gostei de algumas perguntas. Em especial a que pedia para justificar o porquê de baixar scans pela internet. Baixo algumas séries simplesmente porque a edição brasileira ainda não alcançou a japonesa, mas não é por ter lido no computador que vou deixar de comprar os mangás nacionais.

Olá a todos. Sou o realizador da pesquisa sobre mangás e, em cima de alguns comentários, gostaria de esclarecer o seguinte:
não sou pesquisador profissional, portanto, sei que há falhas no apanhado (o que creio ter deixado bem claro por lá), que faço só e somente pra embasar meu TCC (e, quem sabe, um futuro Plano de Negócios diante de empresários), nada mais. Não estou julgando quem captura scans — até porque também o faço — e sinto se isso deixa alguma crítica e desconforto no ar. Mas a pergunta é importante dentro da realidade de um mercado que há muito deixou de ser físico pra virar digital nestes tempos de iPads, Kindles, Coolers e que tais.
Concordo com a Zaíra qto ao limite imposto aos títulos à venda e a ausência em relação aos baixados, o que já resolvi.
Qto ao limite em si, coloquei-o pra "forçar" o entrevistado a começar com o(s) título(s) de sua preferência, o que se diluiria numa "lista" atulhada.
E, sim, os motivos que levam aos scans são vários, não se encerram nos itens listados, nem eu sou onisciente deles, mas sempre conto com o bom senso dos entrevistados pra fazerem suas observações nas respostas discursivas.
A todos, o meu agradecimento pela participação e pelas críticas construtivas. É justamente com elas que se faz um trabalho sério, seja na área de pesquisa, seja na editorial.

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