sábado, 6 de julho de 2013

Para quem está em Brasília: 2º Festival do Japão


Fiquei sabendo por acaso desse evento por um cartaz no Hospital da FAB.  Não tenho certeza, mas a impressão que tenho é que a divulgação do 2º Festival do Japão se deu muito no âmago da comunidade nipônica local, centros culturais, cursinhos de línguas e dojos.  Ainda assim, o espaço do evento dentro do autódromo de Brasília estava lotado com um público bem plural em termos de idade, mas com uma marcada presença dos japoneses e descendentes.  Muitas famílias com crianças e idosos.  Havia, claro, alguns adolescentes e jovens otakus pagando mico (*sim, o termo é esse*) com cosplays bem rasteiros de Naruto e com as famosas touquinhas que são vendidas aos montes nos eventos de anime e mangá.  Acredito que fora desses ambientes esses adereços só fiquem bem em crianças e havia algumas bem fofinhas com touquinhas compradas no evento.

Falando em termos de Brasília, o evento hoje estava bem legal.  Havia uma diversidade de barracas, a maioria vendendo comidinhas japonesas (*e poucas, não*), outras com roupas e bugigangas que a gente vê aos montes na Liberdade, em São Paulo, e algumas com coisas que agradam aos fãs de anime e mangá.  O pavilhão de exposições estava um pouquinho pobre, mas acho que o objetivo é fazer o evento crescer e, bem, acho que há espaço para isso.  A parte de workshops estava bem animada e eu conheci uma nova técnica artística japonesa, o Oshibana, que é a arte de prensar e trabalhar com flores, folhas e mesmo frutos prensados. 

Falando nas apresentações, havia demonstrações de artes marciais e street dance  (*que usaram até a música de abertura de Cutey Honey*) e o taiko, para mim, o ponto alto desses eventos.  Destaque, também, para as comidas.  Preço muito bom e bem saborosas.  Pena que as filas estivessem grandes e meu marido e eu tenhamos esquecido de passar no caixa eletrônico... Aliás, tudo no evento era com fichas compradas no caixa, até as barracas de produtos que não eram comida.  Espero que repensem o sistema para o ano que vem.  Ah, sim!  Uma coisa muito legal do folder era um glossário explicando as comidas que estavam à venda.  Para os quase leigos em culinária japonesa, como eu, foi uma mão na roda.  Muito útil mesmo.

Parte realmente ruim do evento, e que não é responsabilidade da organização mesmo, era o sol de rachar.  Talvez, um outro lugar para o ano que vem pudesse diminuir o desconforto.  De qualquer forma, já é o melhor evento que vi em Brasília em muito, muito tempo.  Se eu voltar amanhã (*e é o que eu espero*), terei que arranjar um chapéu ou algo do gênero.  Para quem se interessar, informações do evento neste site.

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