sexta-feira, 10 de julho de 2015

Tokyopop anuncia um possível retorno


Vários sites estão comentando que a Tokyopop, outrora a maior editora de mangás dos EUA, anunciou um retorno no seu painel no Anime Expo 2015 (*eu nao tinha visto a notícia*).    Ao que parece, a editora está pedindo portifólios de artistas para avaliação e sinalizou que está negociando novas licenças (*Mangá? Manhwa?*) para o futuro.  O furor, claro, foi imediato.  Há quem veja a notícia como positiva, há quem reclame que não lhe pagaram alguma coisa quando a editora saiu de cena, há quem tenha sentimentos conflituosos à respeito. Basta seguir os links que o Mangablog oferece e ter um painel completo do caso.

Enfim, para quem acompanhou o mercado de mangá norte americanos na primeira década do século XXI, sabe da importância da Tokypop para a explosão dos mangás nos EUA.  A VIZ e a Dark Horse publicavam maná desde nos anos 1980 usando o formato americano, isto é, capítulo por capítulo, formatão e espelhado, vendido em Comicshops.  Era coisa de nicho.  A Tokyopop inaugurou o formato "100% manga" com volumes inteiros, em formato japonês e usando shoujo (Sailor Moon, Paradise Kiss, Mars, etc.) sem preconceito.  Fora isso, colocou para vender nas livrarias e sites de grandes redes na internet.  O material chegou às mulheres, que se sentem alienígenas nas Comicshop (*vide The Big Bang Theory, se você acha que estou exagerando, nem precisa pegar mulheres falando do problema*) e bombou.

Na época, os arautos da tragédia e do caos, diziam que a coisa não iria funciona.  Que nosso (*pobre*) cérebro ocidental era programado para ler em um sentido e somente nele, que era coisa de fã surtado e, bem, vocês sabem que eles estão errados.  Obviamente, críticas mais pertinentes apareceram, que a Tokyopop usou dessa estratégia para economizar, sem espelhamento, você não precisa de artistas para mexer na arte dos mangás e coisas do gênero e, aí mais grave, que eles economizavam na tradução e, sim, que davam calotes em funcionários.

De qualquer forma, a Tokyopop fez história.  Se voltará a ocupar um espaço no mercado norte americano depois que a crise ceifou várias editoras, que a Kodansha entrou com seu próprio selo e limitou os lançamentos, não sei.  De resto, era algo que precisava ser comentado.  E, sim, eles já tinham sinalizado uma volta ao mercado de mangás em 2011 e pode ser, mais uma vez, uma notícia que não dê em nada.

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1 pessoas comentaram:

Eu vi muitas coisas da Tokyopop que eu queria comprar, mas achar as edições hoje em dia ficou mais difícil.
Pena que eles não conseguiram se manter. Se bem que pelos comentários, parece que não eram uma empresa das mais éticas.

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