segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Otona no Shoujo Manga Techou - Parte 3: As Obras favoritas de Michiyo Akaishi, Koi Ikeno e Chiho Saito



Esta é a parte tês dos meus posts sobre o livro Otona no Shoujo Manga Techou (*parte 1 e 2*).  Pensei em quatro posts sobre o livro, serão mais.  Dá um trabalhão tentar transliterar os títulos de mangá e neste post temos os títulos favoritos e que mais influenciaram algumas autoras que estrearam nos anos 1980 e, portanto, cresceram lendo mangá no final dos anos 1960 e 1970, quando as mulheres já dominavam o shoujo mangá.  Peguei as três primeiras da lista (*continuo o resto depois*): Michiyo Akaishi, Koi Ikeno e Chiho Saito.


Michiyo Akaishi, para quem não conhece,  nasceu em 1959 e ganhou um concurso para novos talentos ( Shogakukan Shinjin Comic Award) em 1979.  Sua estréia oficial veio em 1980 com Marshmallow Tea wa Hitori de (マシュマロティーはひとりで)  na revista Sho-Comi.  Seu mangá One More Jump (ワン·モア·ジャンプ) venceu o  Shogakukan Manga Award de 1994 na categoria infantil.  A autora faz shoujo e josei, faz mangá histórico, de guerra, ficção científica, drama, etc. e tem um traço bem old school (*que eu amo*) e, talvez, seu mangá mais famoso fora do Japão seja Alpen Rose (アルペンローゼ) que teve anime e foi vendido para a Europa.  Os favoritos da autora são:

Poe no Ichizoku (ポーの一族一) de Hagio Moto
Versailles no Bara (ベルサイユのばら) de Riyoko Ikeda


Hamidashikko (はみだしっ子) de Jun Mihara 
Ace wo Nerae! (エースをねらえ!) de Sumika Yamamoto
Smash wo Kimero! (スマッシュをきめろ!)  de Shiga Kimie


Koi Ikeno nasceu, também, em 1959 e estreou, ao que parece, em 1982.  Seu maior sucesso foi e continua sendo Tokimeki Tonight (ときめきトゥナイト), iniciado em 1982, que teve várias seqüências e anime.  Outra de suas obras de sucesso é Nurse Angel Ririka SOS  (ナースエンジェルりりかSOS), de 1995, que também teve anime.  Os favoritos da autora são:

Poe no Ichizoku (ポーの一族一) de Hagio Moto
Versailles no Bara (ベルサイユのばら) de Riyoko Ikeda
Ame no nioi ga suru machi (雨のにおいがする街) de Yukari Ichijou 


Bijin wa Ikaga?  (美人はいかが?) de Tadatsu Youko
Tasogaredoki ni Mitsuketa no (たそがれどきに見つけたの) de A-ko Mutsu


Chiho Saito, para quem não lembra, é a criadora - como parte do coletivo Be-Papas - de shoujo Kakumei Utena (少女革命ウテナ ) e dona de uma extensa carreira produzindo shoujo e josei.  Nascida em 1967, ela estreou oficialmente com a história curta Ken to Mademoiselle (剣とマドモアゼル), em 1982, e venceu o Shogakukan Manga Awards em 1997, na categoria shoujo, com Kanon (花音).  Até o momento, e infelizmente, Utena foi sua única obra animada.  A autora é capista das revistas Harlequin (Harmony Romance), faz josei e shoujo, mangá harlequin e adaptações de clássicos da literatura e mesmo musicais do Takarazuka para mangá.  Falo dela com freqüência, porque é uma das minhas top autoras favoritas.  Sua lista de favoritos é a que segue:

Poe no Ichizoku (ポーの一族一) de Hagio Moto
Versailles no Bara (ベルサイユのばら) de Riyoko Ikeda
Arabesque (アラベスク) de Ryouko Yamagishi


Sign wa V!   (サインはV!) de Jinbou Shirou e Mochizuki Akira
Sora ga Suki! (空がすき!) de Takemiya Keiko
Angelique (アンジェリク) de Anne e Serge Golon e Kihara Toshie


Curioso descobrir que Poe no Ichizoku é o favorito das três autoras e a Rosa de Versailles é o segundo citado.  Assim, montar um ranking de popularidade é até fácil.  Akaishi cita Hamidashikko e olhando o traço de Jun Mihara e o dela, é possível ver a influência.  Akaishi também cita dois mangás de tênis, mas não sei se ela fez algum mangá de esportes.  Teria que pesquisar.


Koi Ikeno cita um trabalho de Yukari Ichijou que foi difícil transliterar, mas acho que eu acertei.  Eu esperava encontrar a autora nas listas, ela deve aparecer de novo.  Bijin wa Ikaga? parece ser aquele típico título dos anos 1970, que deve ter marcado muitas leitoras, mas não entra nas listas dos top da época.  Tasogaredoki ni Mitsuketa no apareceu nos top 20 da década e entrou na lista da autora.


Chiho Saito cita um mangá de balé, Arabesque, e ela mesma já fez mangás de balé, de dança e patinação.  Cita um mangá de esportes importante dos anos 1970, Sign wa V! , que é sobre voleibol., e que fez muito mais sucesso como dorama. Ela cita um título menos famoso de Takemiya Keiko e a versão mangá dos livros - que viraram filmes - românticos que fizeram muito sucesso nos anos 1960 e além.

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