sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

RIP (rest in peace) Alan Rickman, Sentiremos muitas Saudades


Olha, 2016 já  começou enfiando o pé na porta e dilacerando o coração de muita gente.  Depois de David Bowie, agora, Alan Rickman.  O grande ator faleceu ontem.  Tanto Bowie, quanto Rickman, tinham 69 anos, ambos, mortos por um maldito câncer.  Uma amiga recordou ontem no Twitter que 69 é o símbolo do signo de Câncer, aliás... Um pouco de humor negro, às vezes, é possível.  Rickman era um dos meus atores favoritos.  Sua voz era inebriante, sua forma de interpretar, seu olhar, ele era um ator incomparável.



Acredito que vi Rickman primeiro, antes da internet e da facilidade em conseguir filmes e informações, no  dos primeiro Duro de Matar (1988 e 1995), ou em Robin Hood, o Príncipe dos Ladrões (1991).  Nenhum desses filmes me marcou, e a interpretação de  Rickman não os torna relevantes.  Em Hollywood, nos blockbusters, Rickman era sempre o vilão.  Nada de novo, ser estrangeiro, ser inglês, ajuda nessa parte.  Só que, normalmente, os papéis são rasos e/ou caricatos.



Passei a notar Alan Rickman em Razão e Sensibilidade (1995).  O filme toma liberdades em relação ao original de Jane Austen, mas é uma grande adaptação, um filme belamente executado e que faz justiça ao livro. Um dos motivos para  tantos elogios é o Coronel Brandon de Alan Rickman.  Um dos homens mais queridos da autora, uma personagem cheia de melancolia e dignidade, ele recebe o espeço necessário neste filme roteirizado por Emma Thompson e dirigido por Ang Lee.  Não recebeu prêmio, mas ganho o coração de muita gente.  O meu, inclusive.



Outro papel de Rickman que marcou-me profundamente não veio de um filme sério, mas de uma comédia.  Sim, Rickman fez comédias, ele tinha um grande senso de humor e seu olhar era carregado de ironia.  Galaxy Quest (1999), Heróis Fora de Órbita, em português, é uma paródia à Jornada nas Estrelas, a série de TV.   Rickman faz o Dr. Lazarus, o extraterrestre frio e lógico, referência ao Sr. Spock.  Sua interpretação é espetacular e o filme uma pequena pérola.



Talvez, para toda uma geração Rickman tenha sido Snape, a trágica personagem dos  livros e filmes de Harry Potter.  projetei Snape em Rickman, porque, bem, os filmes ficam muito aquém dos livros e por imaginar o professor sinistro bem mais esguio do que o ator era. De qualquer forma, ele era uma das coisas mais interessantes dos filmes, junto com Maggie Smith.  



Enfim, Alan Rickman fez muitos filmes interessantes, séries da BBC, e teatro.  Um dos papéis que ele interpretou foi o Valmont de Ligações Perigosas (1985).  Um dos meus sonhos é conseguir assistir o fragmento de uma apresentação sua neste papel.  Pena que o último filme que vi com Rickman no cinema tenha sido o medíocre Um Golpe Perfeito (Gambit, 2012).  O que me levou ao cinema??  Rickman e Colin Firth no mesmo filme...



Há, segundo a Wikipedia, três filmes com Alan Rickman em pós-produção.  Seu último trabalho lançado foi A Little Chaos (2014), que é dirigido pelo próprio Rickman,que também atua como Luís XIV, rei da França.  Está na minha lista.  Ah, sim!  O The Mirror, jornal britânico, trouxe 15 detalhes da vida de Alan Rickman para testar os super fãs.  Vale uma olhadinha.  Está aqui.


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1 pessoas comentaram:

A primeira vez que notei o Rickman foi justamente no Galaxy Quest. Achei demais a interpretação dele.
Depois vim saber que ele tinha feito o vilão do Duro de Matar e pensei "que cara eclético".
Anos depois, quando vi Harry Potter pela primeira vez, pensei "Putz! O cara do Galaxy Quest!".
Grande ator e uma grande perda.

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