terça-feira, 25 de outubro de 2016

Comentando o volume #1 Kyou no Kira-kun


Por conta do anúncio do filme de Kyou no Kira-kun  (きょうのキラ君), tomei vergonha e li o primeiro volume.  Queria ter lido dois de uma vez, acho que precisava sentir melhor o mangá, mas não tive tempo mesmo.  A série de Rin Mikimoto me deixou uma boa primeira impressão, ficou uma sensação de leveza e suavidade, ainda que com clichês recorrentes, no entanto, suspeito que teremos surpresas.   Foi outra sensação que me ficou.

O ponto de partida da história é o seguinte, Nino é uma menina excêntrica, que vive em um mundo à parte dos colegas.  Ela é chamada de “mulher do pássaro”, porque sempre anda com um papagaio (*ou outra ave semelhante*) empalhado no ombro.  Quer dizer, logo descobrimos que Sensei, o pássaro, só finge não estar vivo.  Ele é o único amigo da menina e seu grande segredo..  Na turma de Nino, há um rapaz chamado Kira.  Popular, com pinta de playboy, líder de um grupo de bullies, Nino não tem nenhuma simpatia por ele.

Filmes X  Mangá
Um dia, a mãe de Nino, que é obcecada por cosplay, diz para a filha que Kira, o vizinho, tem pouco tempo de vida - 1 ano, na verdade - e ela deveria ser boa com ele.  A menina duvida que a mãe esteja certa, afinal, ela é uma pessoa que vive em um mundo de fantasia.  Na escola, Kira termina descobrindo o segredo de Nino e usa a menina para despistar uma peguete, o que acaba atraindo a atenção para a protagonista, assim como o ciúme das garotas populares.  Sensei decide se vingar do rapaz por ter causado sofrimento à Nino, mas o que acaba acontecendo é que, após o primeiro estranhamento, a moça e o rapaz terminam por se aproximar.  A partir daí, cada dia parece ser mais interessante.

Primeira coisa, Kira e Nino parecem ser clichês ambulantes, porém, já no primeiro capítulo, a autora começa a sugerir que eles não são tão óbvios assim.  Kira esconde sua doença fatal por trás de uma personagem, o garoto popular, o playboy.  Aos poucos, a autora começa a mostrar que ele é sensível e tem um bom coração, apesar do primeiro beijo roubado e da inicial grosseria do moço.  O ponto de partida são as fotos que ele tira.  O olhar para as pequenas belezas do mundo, ajuda a fazer com que os leitores simpatizem com ele.

Quem são essas personagens?
Já Nino parece ser somente a típica garota antissocial.  E ela é, claro, mas há algo no seu passado que a empurrou para o isolamento. O bullying é a razão, nós já sabemos, mas a autora coloca pequenos e fragmentados flashbacks.  Imagino que nos próximos volumes, ou o passado virá atrás dela, ou ela vai se abrir com Kira.  Vamos ver o que vem primeiro.  Nos próximos volumes teremos, também, outras personagens.  O volume #1 foi todo centrado em Kira e Nino, na apresentação das personagens.  Há os colegas de escola, a patota de Kira, mas eles estão ali para compor o fundo, aparentemente.  Já os pais de Nino são criaturas bem estranhas e que, por conta do traço, parecem não ter idade para serem pais da garota.

De resto, quando li uma resenha rápida do mangá, realmente acreditei que Nino iria guiar Kira, seria um turbilhão na vida do rapaz como Nodame foi na do Chiaki.  Agora, lendo o primeiro volume, acredito que não seja assim.  Ela parece precisar tanto do rapaz, quanto ele dela.  No primeiro volume, é Kira quem puxa Nino para o mundo e, não, o contrário.  Agora, o que fica evidente é que ele abandona a personagem e abraça a menina como sua melhor amiga.  

O primeiro volume é basicamente a "feel good" mangá.
Imagino se teremos momentos muito dramáticos e lacrimogêneos adiante, porque o primeiro volume parece feito sob medida para que o/a leitor/a se sinta bem.  Kira morrerá mesmo?  O trailer do filme me parece sugerir que sim. Enfim, o primeiro volume foi bem comedido nesse aspecto.   Nino cortando a franja talvez tenha sido o momento de maior impacto, mas, basicamente, o primeiro volume ajuda a gente a se sentir bem, ainda que a sombra da morte esteja à espreita.

O que mais dizer?  O traço da autora é bonito e bem dinâmico.  Sensei é bem fofinho e a presença do bichinho deve ser uma feliz constante ao longo da série.  Kyou no Kira-kun começou em 2011 e saia na revista Betsufure.  Fechando com 9 volumes.  Agora, é esperar pelo filme.  Vou tentar ler o mangá até o fim.   E há scanlations.


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