quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Anunciado o dorama de Otouto no Otto


Foi anunciado um dorama do mangá Otouto no Otto  (弟の夫) de Gengoroh Tagame.  A série será exibida pela BS Premium, a partir de 4 de março, 22h.  Enfim, talvez você não conheça Gengoroh Tagame, mas ele é um dos grandes nomes do mangá Bara (*guestpost do Diego sobre isso aqui*).  Ah, o que é isso?  São mangás voltados para o público gay masculino no Japão, não raro com forte conteúdo sexual.  Não, não é BL/Yaoi, isso é, por assim dizer, “coisa de menina”, ainda que meninos possam curtir.  Com Otouto no Otto, Tagame abriu mão do conteúdo sexual mais exacerbado e construiu um mangá slice of life que continua trabalhando com as temáticas que seu público considera importantes, isto é, os relacionamentos homoafetivos.  A série foi publicada em uma revista seinen, a Monthly Action, a mesma que acolheu Orange quando a série saiu da Betsuma.


A história do mangá começa com a chegada de Mike, um canadense que é o viúvo de Ryouji.  Ele vem para o Japão prestar condolências à família de seu companheiro.  O único membro sobrevivente da família é Yaichi, o irmão gêmeo de Ryouji, que cuida da filha criança, Kana.  O cunhado acaba ficando e, assim, tanto Mike aprende sobre o Japão, como a própria vizinhança acaba repensando o sentido da palavra família.  O elenco da série já foi escalada.  Mike será interpretado pelo ex-lutador de sumô Baruto Kaito (*ou Kaido Höövelson, ele nasceu na estonia*).  Ryuta Sato será Yaichi.  Maharu Nemoto será a menininha Kana.  Os diretores serão Teruyuki Yoshida e Yukihiro Toda, o último também é responsável pelo roteiro.  As informações vieram do Comic Natalie, do ANN e do Manga Mag.


Otouto no Otto  é um mangá muito elogiado, começou a ser publicado em novembro de 2014 e terminou em maio deste ano.  Ao todo são 4 volumes e a série foi publicada nos EUA em um formato grande de dois volumes, saiu na França, também, claro.  A série foi indicada ao prêmio de melhor quadrinho no 44º festival de Angoulême.  No Japão, o mangá ganhou o prêmio de excelência no 19º Japan Media Arts Festival, em 2015 e foi listado entre os 20 melhores livros pela Amazon (*EUA?  Japão?*) em 2017.  Enfim, uma série assim é importante em um momento no qual o Japão passa pela intensa discussão (*e pressão*) para que o casamento entre pessoas do mesmo sexo seja reconhecido nacionalmente.

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