sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Falando de mangá no Dia Mundial de Combate à Aids

Tomoi, primeira HQ a falar
da epidemia de AIDS.
No dia 1º de dezembro é o Dia Mundial de Combate à Aids.  Não é data para se comemorar, mas para lamentar que tenhamos avançado tão pouco nos últimos anos. Enfim  o primeiro quadrinho a discutir o HIV foi um shoujo mangá, Nemureru Mori no Binan (眠れる森美男), e esse post surgiu a partir de uma matéria da Neo Tokyo que fiz muito tempo atrás (*Sim, eu fui redatora da Neo Tokyo lá no começo da revista*), em 2011.  Nenhum dos mangás shoujo que trataram do HIV foram publicados no Brasil.  Não lembro de outros shoujo, ou josei, que tenham falado de HIV, com certeza deve haver, mas shounen didático sobre a doença só apareceu em 2008 e, mesmo assim, com um garoto contraindo a doença da namorada, ou seja, culpando uma mulher.  Os posts do blog que trataram de HIV, direta, ou indiretamente, são os seguintes:

Hoje, a AIDS não foi vencida, ela avança entre os pobres, os jovens e os idosos.  Doença de pobre, vocês sabem, é doença que pode continuar a existir silenciosamente, que recebe poucas verbas.  a doença continua a ser devastadora na África Subsaariana.  No Brasil, a maioria dos infectados continua sendo masculina, mas ela avança rápido entre os adolescentes, jovens (*vide o caso do DF*) e idosos, assim como entre as mulheres casadas.  Os dados são alarmantes e o fato de não termos mais celebridades morrendo da doença diante de nossos olhos na TV (*Cazuza, Lauro Corona, Renato Russo, Cláudia Magno etc.*), da ampliação das drogas retrovirias, muita gente parece acreditar que a AIDS acabou, ou tem cura.  Não, não tem.

Lauro Corona, um dos maiores galãs da TV
brasileira, foi ceifado pela AIDS.
 Pensando nos nossos jovens, projetos como o Escola Sem Partido vão tornar cada vez mais difícil que uma educação sexual eficaz, que implica em falar de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, ou mesmo a discussão sobre o uso de drogas, sejam oferecidas para os meninos e meninas.  Dizer "Não transe" ou "Não use drogas" não resolve o problema.  Garanto que não vai ser na família, muito menos nas igrejas que esse tipo de educação que salva vidas será dada.  Precisamos falar de HIV.  E peço que vocês assistam ao vídeo abaixo:

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