terça-feira, 8 de maio de 2018

Seja uma dessas mulheres e não seja esses homens


Não assisto o Fantástico, embora, curiosamente, tenha visto partes do programa do último domingo, de qualquer forma, só vi esta matéria depois.  Queria ter postado na segunda, não consegui, na terça (*estou colocando a data de ontem*), estava tão arriada de cansaço e estresse (*vocês não sabem o que é o processo burocrático de preparação de uma prova trimestral no Colégio Militar de Brasília*) que fiquei semi-apagada depois que voltei com Júlia da escola.  Enfim, o Fantástico tem um quadro de experimentos sociais.  Pegam um ou mais atores e temos uma cena, normalmente, em um shopping center do Rio (*eu reconheço o lugar, às vezes*).  O que a reportagem quer saber é se as pessoas iriam intervir, ou não.  Antes, se faz uma pesquisa na internet para saber como as pessoas se posicionam.  E qual era a encenação do dia? (*Vídeo AQUI*)

Uma adolescente de 16 anos conheceu um garoto, da mesma idade, na internet e marcou encontro com ele em um shopping.  A menina fica assustada, porque quem aparece é um homem de 40 anos.  O sujeito vem com um papo super seboso de que "não tem problema", a menina fica nervosa, fala que não avisou para a mãe, que ela esperava um sujeito da idade dela etc.  O sujeito, em algumas das encenações, chega a se alterar e segurar a menina pelo braço.  Não era verdade, a gente sabe, quem está no shopping, não.  E havia coerção, não era consensual.   Era uma menina sendo constrangida por um homem adulto.  Quem interveio?  Só mulheres.  Na internet, 72% disseram que iriam intervir.  72%.  Será que eram todas mulheres?  

Mulheres de várias idades, algumas pareciam ser humildes, outras tinham um nível educacional elevado.  Umas eram adolescentes que se viram na garota, outras, mães, que viram suas filhas na situação.  Houve quem inventou desculpas para resgatar a menina, houve quem entrou solando, apesar do cara ser grandão. SORORIDADE, termo bem na moda, é o que a gente viu ali. Mas e os homens?  E a história do homem que aparece do nada para salvar a mulher em perigo?  E o homem do "se fosse minha filha, irmã, amiga, whatever"?  Nenhum homem SOZINHO ajudou uma adolescente em situação de assédio. NENHUM, o único que agiu só o fez porque a mulher que estava com ele falou primeiro.  Também é um vídeo interessante para quem não entende o conceito de CLASSE DOS HOMENS.  Homens que se protegem, que fingem que não estão vendo, que tem invejinha do sujeito que vai "pegar" a "novinha", que... acrescentem o que quiserem.  Eu, se fosse um homem, me sentiria mal. Eu que sou mulher, me senti mal.  Recomendo muito o vídeo, muito mesmo.

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