sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Comentando Sinhá Moça pela última vez e mais umas palavrinhas sobre algumas tramas atuais



Escrevi menos sobre a novela Sinhá Moça do que gostaria durante os meses de sua exibição, bem menos. Como prometi escrever um texto de fechamento, ele passou na frente de Orgulho & Paixão, pois a coisa poderia esfriar e eu não ter mais pique, ou tempo, para escrever. De qualquer forma, ela chegou ao seu último capítulo semana passada e eu terminei de assistir esta semana.  Que dizer?  Revendo adulta o que vi quando menina, me fez perceber algumas coisas que tinham me escapado, mas confirmou que minha memória não me enganou, por assim dizer.  Basta ler o primeiro texto que escrevi sobre a trama.

Primeira coisa, já escrevi e repito: a novela era, sim, muito boa, que  Benedito Ruy Barbosa, contando com a colaboração de suas filhas, Edmara e Edilene, tinha feito um grande trabalho, porque o original de Maria Dezonne Pacheco Fernandes era bem fraco e o filme de 1953 não oferecia muito mais.  Havia pouquíssimo material para fazer uma novela, ainda mais com 172 capítulos.  Algo que estava rascunhado no livro e no filme, o temperamento forte da heroína (Lucélia Santos), foi amplificado na trama.  Eu realmente achei que Rodolfo (Marcos Paulo) foi por demais tolerante diante das atitudes mimadas e dos vai e vens da mocinha, mas o que se estabeleceu entre os dois foi um relacionamento entre iguais, dentro do possível para uma novela de época e de Benedito Ruy Barbosa.  

Um dos pontos altos da novela, o casamento no quilombo.
Desde o início, com a mocinha viajando sozinha, ficou marcado que, apesar das limitações impostas às mulheres, a protagonista iria esticar ao máximo a corda da sua liberdade.  Como pontuei lá no primeiro texto, aquela confissão de amor ao Rodolfo, quando Sinhá Moça descobriu que Rafael era seu irmão, nunca me desceu, mas o amor dos dois se desenvolveu razoavelmente depois disso, com alguns desencontros e muitos capítulos sem se ver, tantos, que dava certa angústia. De qualquer forma, confirmei que o Rodolfo de 1986 era mais interessante que o de 2006.  Alguém que admite que tem ao seu lado (*ou deseja ter*) uma mulher de inteligência e coragem, que nãos e submete passivamente aos papéis tradicionais sem se sentir menos homem, ou parecer fraco, apesar de sofrer por amor, diante dos olhos da audiência.

Estou escrevendo isso não somente por comparação com as duas Sinhá Moça, mas por me incomodar muito que, talvez para não receberem acusações de machismo, alguns mocinhos de novela de época, ou pseudo-época, estão sendo transformados em umas figuras meio tolas. Vou citar algo ocorrido recentemente em Orgulho e Paixão.  Mariana  (Chandelly Braz), uma das destemidas mocinhas da trama, humilha Xavier (Ricardo Tozzi), um sujeito perigoso.  À noite, o Coronel Brandão (Malvino Salvador), seu noivo e desafeto de longa data do vilão, se oferece para levá-la em casa.  Ela diz não.  Ele acata passivamente.  Ela é sequestrada pelo vilão mal sai da porta da casa dele.  

Um casal igualitário na medida do possível para o século XIX.
Ora, dizer que respeita a coragem de uma personagem feminina, que não é nenhuma Mulher Maravilha, Katniss, ou o que valha, mas que vai junto em caso de necessidade, não é machismo, é a atitude mais adequada e ponderada.  é o que se espera, aliás, de um mocinho, não que ele deixe a amada que, repito, não tem super poderes, à mercê de um sujeito cruel e que tem capangas. Aliás, um amigo faria isso para outro, por qual motivo não fazer por sua amada?  O autor poderia ter feito melhor.  Fecha a parte da comparação, só ressalto que na busca do equilíbrio entre respeitar a força das mulheres e, ainda assim, apresentar personagens masculinos que mereçam ocupar um lugar no coração da mocinha, tem gente metendo os pés pelas mãos.  Perde-se em consistência e coerência, em virilidade, em galanteria, em romantismo e ganha-se o quê?  Um mocinho fraco.

Em alguns momentos, a coragem da mocinha era mesclada com uma falta de noção do perigo e, claro, havia a ingenuidade, ou um pouco de burrice, que, segundo o jornalista Maurício Stycer, são fundamentais para toda novela dar certo, ou ela vai acabar em poucos capítulos.  Aliás, acho que a personagem mais inteligente da novela era o pai de Ana, o Seu Manoel (José Augusto Branco), inteligente, também, porque sabia quando se fingir de trouxa, enfim... Falando do Barão de Araruna, o impecável e espetacular Rubens de Falco, ele enganou quem quis e como quis ao longo da trama. A própria história do tiro na estrada e da acusação a Rodolfo era mais que furada, mas foi esticada o quanto se pode.  A melhor parte?  O cinismo que o Rubens de Falco imprimia no Barão, como quando ele rompia a quarta parede e conversava conosco olhando para a câmera. Um ator espetacular.

Rubens de Falco espetacular e com um tratamento bem mais
 sincero do que é dado a Dom Sabino na trama das sete.
O fato é que Sinhá Moça poderia ter terminado com uns 30, 40 capítulos a menos e estaria ótima.  Quando entramos nas duas semanas finais, já não havia quase nada a resolver.  Era mais encher linguiça e quando das Dores (Dhu Moraes), a mãe de Rafael, aparece, as cenas dela, que poderiam ter rendido bastante, foram poucas e de menos impacto que eu me recordava.  Aliás, esse poderia ser o padrão das telenovelas, entre 90 e 120 capítulos. Escrava Isaura, onde o par Rubens de Falco e Lucélia Santos encontrou-se a primeira vez, teve somente cem capítulos e, ainda assim, as maldades de Leôncio e Rosa  (Léa Garcia) se repetiram sei lá quantas vezes.  

Que mais dizer antes de tocar em alguns pontos mais espinhosos?  A rapidez com que se arrumou a situação de Ricardo (Daniel Dantas), Ana do Véu (Patrícia Pilar) e do Engenheiro (Henri Pagnoncelli) foi absurda.  Curiosamente, tudo foi feito de forma muito moderna.  A Igreja, na figura do Frei José (Sérgio Viotti), fechou os olhos, e ninguém achincalhou nem Ricardo, nem Ana, que poderia ter sido acusada de não conseguir agradar ao marido, pelo fiasco de seu casamento.  Reclama-se muito das modernidades em novelas de época, vide o que vem acontecendo com Orgulho e Paixão, mas não me lembro de viva alma tocar nesse pequeno absurdo, nem em 1986, nem em 2006, nem hoje.  Fica parecendo que a situação desse triângulo, ou quadrado, se incluirmos a Baronesa, ficaria por isso mesmo... 

Ricardo atormentou a pobre Ana, mais do que eu me lembrava.
De resto, como o Ricardo, que é sonso e se faz de doido, é detestável, machista, manipulador.  Ainda assim, cabe ressaltar que Daniel Dantas estava ótimo, e digo o mesmo, na segunda Sinhá Moça, de Bruno Gagliasso, que compôs a personagem de forma totalmente diferente (*era o núcleo caipira de um homem só*), mas a personagem era de um egoísmo sem tamanho, além de inconsequente.  E termina com a Baronesa (Elaine Cristina) que em qualquer versão é uma mulher linda, sensível inteligente e merecia um pouco mais do que um sujeito egocêntrico e que se faz de trouxa, já que era, no mínimo, junto com o Seu Manuel era o sujeito mais inteligente da história.

Papéis menores que eu queria marcar, o Mário, de Tarcísio Filho.  Não me lembrava que ele era bom ator nessa época.  Na verdade, só fui notá-lo mesmo em Éramos Seis, do SBT.  Olhando em retrospecto, talvez este tenha sido o seu melhor papel na Globo aos meus olhos, e o Mário é uma personagem terciária que faz alguma coisa na trama, ao contrário dos outros jovens que estavam na novela para encher linguiça.  Em alguns momentos, dava para torcer por ele com a Juliana, afinal, os dois formavam um belo casal e ele merecia ser amado.  Outros destaques, o saudosíssimo Luiz Carlos Arutin e Cláudio Correa e Castro, que encarnou o médico sempre de plantão até ir para a capital, que era abolicionista e afrontou o Barão em sua casa.

Brancos bons.  Negros sofredores.  Tudo nos conformes.
Agora vamos às críticas e vou meter O Tempo Não Para, a trama atual do horário das sete, nesse balaio para aproveitar a viagem.  Se vocês pegarem o último texto que escrevi sobre a novela, terão algumas das minhas percepções lá, uma delas, é que o novelista não dá o protagonismo aos negros, mas os subordina à liderança iluminada dos brancos.  Isso se mantém até o final do folhetim, o que não impediu, claro, um grande desempenho do elenco negro da novela.  O problema é que em vários momentos, seja pela voz do Capitão do Mato, o espetacular Toni Tornado, ou de algum branco, culpa-se os negros por sua passividade para, mais adiante, acusá-los de selvageria quando reagem. 

Os abolicionistas em Sinhá Moça, e em praticamente toda a produção global até nossos dias, são brancos, mesmo que tenhamos historicamente vários nomes conhecidos de negros e negras que participaram ativamente do processo de fim da escravidão.  Ontem mesmo, houve uma cena constrangedora em O Tempo Não Para.  Se você leu meu texto, já sabe que desci a lenha em Dom Sabino ser moderno e escravagista em 1886, quando a escravidão estava praticamente morta, salvo em nichos muito específicos que não eram o dele, um capitalista de grande visão.  Mas, sim, a cena era entre Vanda, interpretada por Lucy Ramos, que é uma atriz negra e foi a Adelaide na Sinhá Moça de 2006, e Samuca (Nicolas Prattes), o mocinho branco, rico e humanista.

A Bá (Chica Xavier) encarnava a submissão absoluta,
já Das Dores (Dhu Moraes), deu a volta por cima. 
Como?  O autor não se deu ao trabalho de explicar.
Na cena, Vanda está mostrando documentos do século XIX para Samuca e eles descobrem que Dom Sabino liderou um destacamento de negros na Guerra do Paraguai.  Samuca louva o sogro, um homem que sabe que o sangue de negros e brancos é igual.  Vanda sobe nas tamancas e diz que ele tinha escravos e, portanto, era racista.  O moço diz que é anacronismo falar de racismo no século XIX (*Cóf!  Cóf!*) e que dom Sabino tratava muito bem seus escravos, que fofo.  Vanda não aceita e em dado momento cita uma lista de (*homens*) negros abolicionistas famosos (*menos Luís Gama...*), mas fica ela parecendo a recalcada e insensível.  Fato é que deram um tom irritante para a personagem e eu fiz um comentário no Twitter sobre isso curtido pela própria atriz e eu espero que ela não pense que não gosto dela, mas a crítica era à personagem em si.

Aliás, a Vanda é desenhada para ser assim, a mal amada modelo, uma mulher que está em posição de poder e que precisa ser ainda mais competente e dura por ser negra, termina sendo reduzida a uma chata arrogante.  Ela já foi inclusive acusada pela personagem de Cristiane Torloni de ser uma feminista do tipo moderno e chato, das que estão estragando o feminismo, porque odeiam os homens.  Isso é muito grave e você já deve ter ouvido ou lido isso vindo de um machista, mas é sempre melhor colocar uma mulher falando, ainda mais uma personagem simpática.  

Não lembrava de como estava bem o Tarcísio Filho em Sinhá Moça.
Daí, todos os negros modernos de O Tempo Não Para aceitam ser chamados de escravos pelos sem noção que vieram de 1886 e os escravos de Dom Sabino que acordaram são todos felizes pela sua condição.  Virado é o mundo moderno que acabou com prática tão boa para ambos os lados.  E, claro, errada é a Vanda, essa mulher chata, sem senso de humor, que não entende que ser chamado de escrava é elogio... Apesar de amar o Milton Gonçalves, gostar do tom que ele dá para a sua personagem, me dá um pouco de vergonha, também.  Pai José teria umas coisinhas a dizer ao seu Eliseu...  

O fato é que, no geral, as nossas telenovelas, e a que está no ar no horário das sete vai na mesma batida, terminam por sedimentar uma visão de passividade e apatia por parte dos negros e negras, diante de seu destino.  A exceção talvez tenha sido Pacto de Sangue, que tinha negros e negras de todos os tipos, escravos e livres, passivos e ativos na busca da liberdade para si e para os outros, letrados e bem postos e em condição humilde, mas esta novela nunca foi reprisada e mal é lembrada pela maioria.  Será que, um dia, ela será resgatada desse limbo?c

Justino teve chance de fugir, mas foi movido
pela vingança e pela burrice (*típica dos negros*)
e pagou com a vida.  Ou teria morrido como
um "guerreiro de pai José"?
Por essas e outras, continua sendo perpetuada a ideia de que os negros nunca fizeram nada por si mesmos, salvo fugir, desde que com a ajuda de brancos, claro.  Se tentam agir sozinhos, seja para a fuga, ou uma reação, terminam sendo derrotados, ou descambam para a selvageria.  Vide o triste fim de Justino (Antônio Pompeo) e do Capitão do Mato que ousou chicotear a mocinha da história, ou do incêndio da senzala com o Barão de Araruna dentro.

Aliás, a sequência inteira que culminou com a morte de Justino e do Capitão do Mato, é muito violenta.  Rafael parece possuído pelo seu sangue negro, logo, pela selvageria, e quase mata o pai.  E imagino que matar o pai dentro da visão patriarcal de Benedito Ruy Barbosa seja inaceitável, daí, o "quase".  Não consegui ver a sequência em 2006, mas duvido que não tenham atenuado.  Foi, apesar do meu desgosto em relação a forma como os neros foram tratados na trama, um dos pontos altos de toda a novela.  Terrível, racista, mas espetacular em todos os sentidos.  Interpretações entregues com um primor raramente visto e terminando com o tiro e Justo, personagem de Grande Othelo, matando o filho para salvar a mocinha.  Falando nisso, a novela termina e Bentinho não volta... Será que o ator foi demitido no meio da trama?

Pacto de Sangue, a novela esquecida.
Mas houve dubiedade, também, e coube aos excelentes Grande Othelo e Ruth de Souza representarem a justiça que ganha ares de vingança sem remorso, só que eles, também, eram desprovidos da razão.  Se estivessem em seu juízo perfeito fariam o que fizeram?  Ateariam fogo ao Barão de Araruna?  De qualquer forma, foi delicioso rever a atuação dos dois.  E há um depoimento de Ruth de Souza na página da Globo sobre o seu papel como Balbina que merece ser assistido. Ruth de Souza estava no filme Sinhá Moça e foi indicada como melhor atriz no Festival de Veneza por sua atuação.  Aliás, eu prefiro o final do filme, que parcialmente segue o livro, com Rodolfo defendendo Justino no tribunal, a abolição ocorrendo concomitantemente, e ele e Sinhá Moça se encontrando depois do julgamento, no meio da festa.  O desfecho da novela é bem anticlimático, por assim dizer.

Concluindo, a novela, como eu bem lembrava e como não poderia deixar de ser, termina com o perdão aos patriarcas.  José Coutinho (Tato Gabos Mendes) e Adelaide (Solange Couto), tão perseguidos pelo pai do moço (Ivan Mesquita), o perdoaram.  A intervenção do sujeito no parto de Adelaide, ajudando-a com xingamentos racistas e ameaças a parir, foi muito desagradável, para dizer o mínimo.  Aquilo foi de virar o estômago e, de repente, o velho deixou de ser um crápula racista e virou um sogro e avô amoroso.  

casamento interracial que colocou na mesa
 a discussão sobre o branqueamento.
Já com o Barão, bem, depois de toas as atrocidades que ele fez, incluindo tentar matar toda a sua família, ficou parecendo feio que Rafael, o filho mestiço e bastardo que tanto sofreu em suas mãos, não o perdoasse.  Eu acredito no perdão e no arrependimento, mas esse tipo de trama é bem forçada, mas é típico de novela.  Raramente, alguém que comeu o pão que o diabo amassou pode dizer que não perdoa e não ser vilanizada por isso.  E, por fim, veio o elogio à inteligência do Barão que, mesmo escravocrata e racista, acreditou que a escravidão estava no fim, e se precaveu, ele era mais esperto que Dom Sabino e Benedito Ruy Barbosa mais coerente que o autor da trama das sete.

De resto, veio o elogio aos fazendeiros desbravadores, criadores de cidades e grandes plantações.  Os escravos eram somente a ferramenta, o engenho, a coragem, o esforço era deles.  E o último ato da novela é demarcar os direitos dos proprietários de terra, dos latifundiários, dos que com monarquia ou república queriam continuar donos do Brasil.  Nesse aspecto, o autor da novela não tem nuances.  Os ex-escravos foram abandonados pelo Estado (*Abolição para quê e para quem?*) e não tiveram a inteligência de permanecer nas fazendas como homens e mulheres livres (*Será?*).  Os italianos, ao chegarem, deveriam entender que a terra tinha dono, que deveriam ficar com o que sobrasse e se conseguissem amealhar alguma coisa.  E gente como Rodolfo, sem aptidão para o café, deveria defender seus interesses no congresso, seja da monarquia, ou da república.  

Espetaculares esses dois.
E em uma nota quase feminista, havia mulheres como a protagonista que poderiam comandar fazendas, lidar com capatazes, meeiros, imigrantes, na falta de um marido, um pai, ou um filho.  Reafirma-se a igualdade possível entre Rodolfo e sua amada, ele na política, ela no café, para horror dos mais conservadores que não entendem, afinal, que trata-se de um esforço para que tudo efetivamente continue como está, com os mesmos grupos dominantes brancos, ou embranquecidos, monopolizando as terras e os destinos do Brasil.  E veja a ladainha sendo reforçada no horário das sete em uma novela divertida, sim, muito mesmo, mas que é reiteração desses valores caducos e quase totalmente descolada do embasamento histórico.

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3 pessoas comentaram:

quando vai postar de orgulho e paixão e queria perguntar se vc viu a novas capas de jane auten e oq achou?

O texto lembrou um pouco a questão da abolição em que muito se fala tanto da princesa isabel e do joaquim nabuco, mas quase nunca vejo citado o andré rebouças. Tanto rebouças quanto nabuco publicaram ótimas obras sobre o abolicionismo. A do nabuco é muito difundida e tal (que é ótima também), mas a do rebouças só foi publicada originalmente no século XIX e depois na década de 90, e só, não se ouve falar muito dele, eu só acabei conhecendo mais a trajetória do rebouças numa optativa muito específica da faculdade...

Valéria...
Estou eu cá de volta, com atraso!
Primeiramente, quero agradecer-lhe por ter respondido o meu comentário em um outro texto seu.

Foi a primeira vez que assisti Sinhá Moça e acompanhá-la, através de suas análises elucidativas, explanando principalmente sobre a época da nossa história e o papel que a trama deixou de enfatizar, quando deixa um pouco de lado o "protagonismo" dos negros, fizeram-me ter outro olhar mais crítico sobre a novela. Com certeza, apesar das falhas, Sinhá Moça é um novelão e estará entre as minhas preferidas.

Diante do que você expôs, a trama de 1986 parece ser mais fiel ao sec XIX. Eu também andei acelerando alguns capítulos de 2006 para saber o que viria a acontecer , por pura curiosidade e ansiedade. E, fatalmente, as comparacões foram inevitáveis. Prefiro a de 1986 em tudo. Da interpretação dos atores à atmosfera do ambiente a que se realizou as gravações. Havia uma sintonia entre o casal principal na trama 1986 muito maior, por exemplo, não evidenciada na 2006.

Enfim, muito obrigada pelo texto final sobre a novela. Você escreve muito bem!

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