domingo, 2 de dezembro de 2018

Hugtto! Precure revoluciona a franquia: Meninos também podem ser uma mahou shoujo!


Hugtto! PreCure (HUGっと!プリキュア) foi lançado na comemoração dos 15 anos da franquia de mahou shoujo mais bem sucedida depois de Sailor Moon (美少女戦士セーラームーン).  Eu não acompanho as séries, mas quase não há dia que os sites que uso como referência não tragam alguma matéria sobre brinquedos, figures, games, shows da série da Bandai.  Precure é uma série para menininhas que agrada o público otaku hardcore pelos piores motivos que vocês possam imaginar.  OK.  

Meninos também podem ser princesas, episódio #19.
Salvo a série original, que tinha somente duas meninas guerreiras, todas as demais séries seguem basicamente um mesmo esquema, que foi testado em Sailor Moon e outras séries do gênero.  Há uma primeira menina escolhida, que sempre tem cabelo rosa (*me corrijam nos comentários, se eu estiver errada, por favor*), seguem-se as outras.  Lá pelo quarto final da série, ou uma inimiga se torna uma das precure, ou revela-se uma nova guerreira que ajudará o grupo original a derrotar os vilões mais fortes.

Apresento-lhes Cure Infini
Desde junho, a série já vai no seu episódio #42, que foi exibido no Japão hoje, havia o zum-zum-zum sobre a possibilidade de um garoto ser uma das Precure, isso se confirmou.  O Twitter estava explodindo e eu fui atrás do episódio e vi raw mesmo com a Júlia no colo.  Enfim, o ANN já tinha falado sobre o episódio #19 no qual o patinador Henri Wakamiya era capturado e assumia a posição de "princesa" a ser salvo.  Todo o capítulo discutia papéis de gênero, isto é, se meninas podiam ser heróis e garotos princesas.  Algo que me surpreendeu nessa série é a quantidade de persoangens coadjuvantes do sexo masculino.  Isso não é comum em Precure.


Bem, Henri se tornou uma das Precure, logo, meninos podem ser mais que princesas, podem ser uma mahou shoujo em um seriado de meninas. Não fica claro se, assim como no anime (*no mangá é diferente*) Sailor Moon Stars, porque se alguém inventou a roda não foi Precure, o garoto ao se transformar vira uma menina de fato.  Talvez, isso seja explicado mais adiante.  O traje de Henri, que eu não sei se é Cure Infini, não difere muito do padrão Precure, ele não me pareceu usar uma versão masculina da indumentária das meninas. 


Mesmo sem entender os diálogos, foi um episódio emocionante e, com certeza, o mais comentado da série.  Descobrir que há uma dupla de patinadores na série me fez ter vontade de assistir.  Acho que vou me esforçar e tentar prestigiar Precure.  Resta saber quando essa nova Precure irá reaparecer. 

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2 pessoas comentaram:

Acho que é basicamente isso, quando a protagonista n tem cabelo rosa, ou é loiro ou marrom. Vale lembrar que a patinação nessa temporada provavelmente vem de uns escritores envolvidos, como Tsubota Fumi, terem relação com pretty rhythm (inclusive, o diretor dos animes de pretty rhythm e king of prism teve envolvimento com os eps do Henri).
Ano passado precure quase fez uma Cure masculina, mas ela foi coisa de um episódio só e não teve nenhuma transformação, assim como as roupas eram meio masculinas mesmo(os fãs chamam de Cure Waffle)

Olá, Valéria. Que bacana ver uma matéria sobre Precure aqui no blog. Um franquia que comecei a acompanhar só a partir desse ano e não podia ter feito isso em melhor hora, pois esse Precure especificamente é sim um mahou shoujo infantil feito pra vender brinquedos e jogos, mas também se preocupou em tratar de assuntos interessantes de maneiras nada infantis.
Por exemplo, há o caso do Henry que - muito apropriadamente, já que era um sonho do personagem - se tornou uma Precure, há uma robô na série - o caso da vilã que passou para o outro lado - que traz consigo alguns questionamentos sobre humanidade, há os casos especificos que ocorrem com as personagens e propiciam reflexões sobre maternidade, trabalho, amizade, responsabilidade, transição da infância para a vida adulta, etc.
No caso específico do Henry isso foi muito bem-feito porque o personagem em um primeiro momento era apenas um rival da terceira Precure - a outra patinadora -, mas com o tempo se tornou amigo do grupo de heroínas, apoiador e admirador delas. Além disso, ele mesmo é alguém que quebrou paradigmas na trama, como comentado por você sobre o episódio 19, então se tinha um personagem que poderia virar mahou shoujo também esse era ele. Alguns episódios antes desse até foi dada uma deixa de que ele poderia se aliar aos vilões, mas fico feliz de saber que foi o contrário.
Esse Precure é bem simples e divertido, mas se importou em construir seus personagens, dar tempo de tela a eles em situações bacanas para o desenvolvimento de uma criança - há várias mensagens cidadães ao longo dos episódios - sabendo se sair do "mais do mesmo", tendo, por exemplo, personagens masculinos que têm relevância para a história - além do grande vilão, esse geralmente uma figura masculina - e algum aprofundamento.
Tudo tratado de forma madura, sem preconceito ou determinismos quanto ao lugar da mulher na sociedade, tanto é que é comum as protagonistas arranjarem trabalhos de meio-período e com eles aprenderem mais sobre como funciona o mundo, e também que lugar de mulher é onde ela quiser!
A mãe da Hana, a protagonista Cure Yell de rosa, e a mãe da Saya, a Cure Ange de azul, são mulheres de negócios e nem por isso deixaram de criar bem suas filhas, além de terem maridos que as respeitam e as apoiam em suas carreiras.
Hugtto Precure é cheio de memsagens positivas que vão sendo bem repassadas ao longo da série, só acho uma pena que esteja acabando, pois eu amei o anime e já comecei a ver os outros anos da franquia por causa dele, mas fico feliz que tiveram a coragem de quebrar paradigmas tolos mais uma vez.
Espero que o Henry seja integrado ao grupo nas lutas, acho que é o normal quando aparece uma sexta Precure, e não acho que ele virou uma garota fisiologicamente na transformação, apenas adquiriu poderes como todas as outras.
Vish, vejo que me empolguei no comentário kkk. Só pra finalizar, é de praxe a cor rosa ser associada a Cure principal, e a cor do cabelo geralmente é rosa mesmo, mas há exceções.

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