domingo, 19 de maio de 2019

Comentando Os Vingadores: Ultimato (EUA, 2019): Agora COM SPOILERS


Assisti ao último filme dos Vingadores na quinta-feira de estreia, estava sozinha e fiz uma resenha sem spoilers.  Na quinta-feira seguinte, consegui convencer meu marido a ir ao cinema ver o filme.  O único filme dos Vingadores que eu tinha assistido duas vezes, tinha sido o primeiro.  Aliás, é raro nos últimos anos, conseguir assistir um filme mais de uma vez nos cinemas.  Primeiro, falta de tempo; segundo, os ingressos se tornaram muito mais caros do que eram quando eu estava lá nos anos 1980-90.  Talvez, o texto tenha vindo já muito tarde, afinal, muita gente já comentou inclusive coisas que eu devo comentar, mas trabalhei até no sábado e estou corrigindo provas, realmente, não tive tempo ainda para sentar e escrever um texto robusto.

Pois bem, primeira coisa que tenho a colocar é que gostei muito de assistir de novo, especialmente, em um cinema melhor, com uma tela decente.  Pude ver bem, coisas que não tinha percebido da primeira vez.  As lágrimas vieram aos olhos mesmo sabendo o que iria acontecer.  Observei melhor certas questões, também.  Outra coisa, meu marido gostou do filme, muito mesmo, e foi a primeira vez que o vi demonstrando euforia e alegria em muitos meses.  Ele sofre de depressão (*além de outras coisas*) e, nesses últimos tempos, a situação geral do país só tem feito o seu estado geral de saúde piorar.  Perceber o efeito benéfico do filme sobre ele já valeria pela sessão inteira.  E, sim, este texto que já demorou muito a sair, talvez seja um tanto desordenado, espero que isso não incomode a muita gente.


No final, ela fez pouca diferença.
Vamos lá, preciso resumir o filme de novo?  Não vou, não, peço que leiam a primeira resenha, ela dá conta dessa parte.  Ficou um texto bem organizado e com um cuidado que normalmente não tenho com spoilers.  Sou tagarela, quem visita o site deve saber.  

Quem assistiu ao primeiro filme e não é ingênuo já sabia que todos os que viraram pó iriam voltar.  O que não tínhamos ideia era de como os heróis conseguiriam ressuscitar os amigos e  todos os outros desaparecidos.  Aliás, nem sabíamos se isso seria possível.  Ao longo do filme, tivemos que lidar com um detalhe doloroso, porque foi, nem todo o mal que Thanos tinha feito, pode ser desfeito.  algumas personagens morreram de fato e acredito que o MCU (Marvel Cinematic Universe), não irá se trair nesse aspecto.  Começo citando dois exemplos, Visão (Paul Bettany) e Gamora (Zoe Saldanha) estão definitivamente mortos.  Ambos foram sacrificados para que Thanos tivesse acesso a duas das jóias, ele pela jóia da mente, já Gamora, a da alma.

O Homem de Ferro se sacrifica por todos.
Saber lidar com a morte é algo importante e conversando com uma fã dos filmes da Marvel, tão fã que a prova que ela aplicou para suas turmas era cheia de textos sobre o MCU, vi que deve ter havido pelo menos alguns fãs que saíram frustrados do filme.  Ela foi a primeira pessoa que encontrei que não gostou de Ultimato.  O motivo foi esse.  Eu cresci vendo anime e leio mangá, enfim, salvo alguns casos absurdos, como os shounen arrasa-quarteirão, as pessoas morrem e normalmente ficam mortas, exceções são exceções. 

Fãs de anime e mangá precisam aprender a lidar com o luto e com a necessidade do recomeço, sei disso desde que Anthony caiu do cavalo e quebrou o pescoço em Candy Candy.  Pessoas morrem, a gente sofre, guarda as boas lembranças.  Por isso mesmo, quando cheguei para assistir Ultimato, uma morte estava certa para mim, a de Tony Stark (Robert Downey Jr.).  O que sempre me pareceu o mais importante é o como o roteiro iria me entregar esse momento.  Não podia ser da forma abrupta e sem significados maiores como a morte de Tasha Yar na primeira temporada de Jornada nas Estralas: A Nova Geração.  Era necessário fazer justiça à trajetória da personagem, a primeira a estrear no MCU, em 2008.  E assim foi feito.  Da segunda vez que assisti, conseguindo enxergar o filme direito, umas lágrimas brincaram nos meus olhos.  Ver Ultimato pela segunda vez, me emocionou mais do que da primeira.


Algo que incomodou muita gente e
que, para mim, engrandeceu o herói.
Voltando, uma grande sacada foi dividir o filme em duas partes e começar com a morte de Thanos (Josh Brolin).  Acredito que ninguém esperava que o grande vilão fosse ser executado pelo Thor (Chris Hemsworth) nos primeiros minutos de filme, mas foi.  E não foi o suficiente e só trouxe mais tristeza e sensação de impotência para os heróis.  Houve quem reclamasse que essa primeira uma hora e pouco se Ultimato foi lenta demais, no entanto, ela serviu para construir a angústia e a frustração dos heróis.  Eles fizeram tudo o que podiam, mas não foi o suficiente.  Nem a chegada da Capitã Marvel (Brie Larson), prestou para alguma coisa.  

Dentre os sobreviventes em destaque, afinal, o filme tinha como objetivo fechar a saga dos Vingadores originais (*do cinema*), o Capitão América (Chris Evans) e a Viúva Negra (Scarlett Johansson) eram os mais engajados, cada um da sua maneira, em tentar ajudar aqueles que sobreviveram e conseguir superar sua própria dor que não era pequena.  Os demais, nesse caso, o Homem de Ferro, o Hulk (Mark Ruffalo) e Thor seguiram em frente, ou, no caso deste último, permaneceram doentiamente atrelados ao passado, mas volto a isso mais adiante.

Natasha sofre por ter falhado e se
esforça por proteger os que restaram.
Thor sofreu uma série de perdas ao longo dos vários filme.  Perdeu amigos fiéis, a mãe, o irmão (*que eu esperava que voltasse neste filme vivo e bem*), o Mjolnir (*o martelo*), perdeu Asgaard.  Não é pouca coisa, não.  Enfim, mas algo que gerou grande controvérsia, foi colocarem o Thor depressivo, porque, sim, ele estava doente, como alguém desleixado e gordo.  O preconceito contra pessoas obesas é grande e, para alguns, isso foi tomado como expressão de preconceito.  A colega de trabalho que citei lá em cima, considerou desrespeito com a figura do herói.  Ao que parece, foi o próprio ator, cuja veia para comédia eu elogiei na primeira resenha, quem pediu que algo diferente fosse feito com Thor.  Enfim, foi gordofobia, ou não?

Vejam bem, convivo com um depressivo, conheço vários dos sintomas mais comuns dessa doença, acredito que a representação do Thor foi muito próxima daquilo que eu vejo perto de mim.  No caso do Thor, com um agravante, a culpa.  "Ah, mas ele precisava ser gordo?"  Olha, o Thor não estava obeso, porque este é o seu biotipo, sabemos bem que não era o caso.  Ele engordou e se tornou alcoólatra, para mim um traço determinante nessa equação toda, porque acabou sendo arrastado pela doença.  Nada no seu ambiente doméstico era saudável.  Havia sujeira.  Havia muita bebida alcoólica e  o que de comida vimos, era pizza.  Eu amo pizza, mas a gente sabe que não é lá muito saudável comer essa iguaria todos os dias.  


As palavras certas, ditas pela pessoa certa.
Claro, que o humor estava presente, mas ele me pareceu muito mais explicito em relação aos males do álcool, do que da obesidade que, no caso de Thor, era fruto, sim, de um estilo de vida destrutivo.  Daí, Tony o chamar em um dado momento de Great  Lebowski.    A cena da conversa entre Thor e sua mãe (René Russo) foi uma das mais importantes do filme e é bom escrever isso em um Dia das Mães.  Enfim, é desse encontro que o herói arranca forças para recomeçar, para tentar, e todo depressivo sabe o quanto isso é difícil e complicado, e prova que mesmo fora de forma, ele ainda é o deus do trovão.  E, sim, se ele comer melhor, no caso o conselho da mãe, isso não iria lhe fazer mal.  


Thor continua gordo no final do filme e não menos poderoso.
Não conheço ninguém do movimento body positive que defenda que as pessoas se alimentem de forma desequilibrada, porque devem aprender a amar o seu corpo e serem gentis consigo mesmas para encontrar seu ponto de equilíbrio.  Dito isso, não vi mal em um Thor gordo, especialmente, porque ele continua poderoso mesmo assim, os problemas que vi no filme foram outros.

Como você viu o filme, sabe que a trama envolveu viagem no tempo como forma de conseguir reverter o que Thanos tinha feito, localizando as joias no passado.  Tivemos citações a vários filmes e mesmo a um dos meus seriados favoritos, Quantum Leap.  Segundo meu marido, que entende muito mais da parte científica da coisa do que eu, teoricamente é possível viajar no tempo seguindo essa teoria de redução ao nível de partículas quânticas.  Obviamente, ninguém deve se torturar sobre essas questões.  Primeira coisa, eu ADORO historias com VIAGEM NO TEMPO, teria que ser muito ruim para não me agradar.  E vejo a coisa da seguinte forma, viagem no tempo raramente não produz uma boa história, seja apelando para conceitos científicos mais sólidos, e foi esse o aporte que a ideia do Homem Formiga (Paul Rudd) trouxe para o filme, ou de lances mais absurdos.  


Coisas que só uma boa viagem no tempo podem fazer por você.
Querem um exemplo?  Em Algum Lugar do Passado, o sujeito volta no tempo de tanto olhar para a foto de uma mulher de cem anos atrás e desejar estar com ela.  E a gente embarca na história.  😄 Quem é velha como eu, lembra desse filme.  O livro é ainda melhor, pelo menos lá a gente sabe que o sujeito tinha um tumor cerebral e tudo poderia ter sido uma alucinação.  Aliás, falando nisso, houve quem ficou aborrecido com a escolha do Capitão América, e foi a forma que encontraram para dar um final definitivo para a personagem interpretada por Chris Evans, voltar ao passado e se casar com a agente Carter (Hayley Atwell)  e viver o amor e a vida de um norte americano médio com ela.  Sim, foi um paradoxo, afinal, tudo parecia ter ocorrido na mesma linha temporal e, não, em uma nova linha alternativa.  Vai ter que lidar com isso, já vi gente exigindo suspensão de descrença maiores que essa.

O filme ofereceu para Thor, Homem de Ferro e Capitão América a grande luta que os três heróis mereciam em sua última (*aparente*) participação no MCU.  O confronto com Thanos foi dramático, heroico e bem impactante.  O momento em que o Capitão América consegue erguer e usar o martelo do Thor em especial.  Mau marido estava esperando por isso desde o primeiro filme e reclamava bastante, muito mesmo.  E ele ficou vibrando.  Também foi bem coerente, dentro da lógica do filme, devolver o Mjolnir ao passado, assim como a jóias, restaurando o fluxo temporal.  E, sim, a única participação de Loki criou a possibilidade de vermos Tom Hiddleston, mas o irmão de Thor que sobreviveu, não foi o que tinha passado por uma série de experiências importantes que permitiram que ele se tornasse alguém melhor.  Dito isso, o Loki que vai voltar em algum filme futuro, talvez, no próximo Guardiões da Galáxia, é aquele lá do primeiro filme dos Vingadores.  vamos ver no que vai dar isso... 


A melhor personagem feminina do filme.
Falando das mulheres, agora, porque acho que nunca conseguirei terminar esse texto e ainda tenho provas para corrigir:  Não tinha percebido, e fiz um comentário tolo na minha primeira resenha por causa disso, que Shuri (Letitia Wright), irmã do Pantera Negra (Chadwick Boseman), poderia ter ajudado como uma das mentes científicas que trabalham no projeto de viagem do tempo.  Bem, ela estava morta, aparece em um dos trailers.  De qualquer forma, a questão da representação das mulheres é um dos problemas da película.  E, sim, temos muitas mulheres em cena, sim, a Marvel se esforçou, mas o fez por vias muito conservadoras.  A equipe que viaja no tempo, é pobre tanto em diversidade étnica, quanto em relação às mulheres, pois só temos Natasha e Nebula (Karen Gillan), por sinal, as duas mulheres mais importantes do filme.  

Nebula, irmã de Gamora, uma personagem secundária nos filmes dos Guardiões da Galáxia, teve o melhor arco dentre todas as mulheres do filme.  Ela salva o Homem de Ferro, ela atua como membro efetivo da equipe que tenta derrotar Thanos, ela faz as escolhas certas, inclusive eliminando seu "eu" do passado.  Sim, Karen Gillian fez duas personagens, a fiel servidora do vilão, a filha maltratada, usada, ofendida e, ainda assim, fiel, e a do presente, transformada por uma série de experiências, mas, ainda assim, com uma personalidade coerente.


Nebula cresceu e apareceu nesse filme.
É estranho que com tantas personagens femininas importantes no MCU, uma que nunca efetivamente se destacou, tenha conseguido ter um papel tão decisivo.  E o momento de sororidade mais forte do filme não foi a cena girl power com todas as mulheres disponíveis dizendo que protegeriam a Capitã Marvel, alguém que não precisa de apoio algum, mas quando Gamora e Nebula fazem as pazes.  Nebula consegue, enfim, dizer tudo o que a morte prematura da irmã, em um sacrifício de sangue feito por Thanos para obter a jóia da alma, a tinha impedido.  Inclusive dizendo para a Gamora do passado que ela teria um envolvimento com Peter Quill (Chris Pratt).

Aliás, algo importante aqui.  A Gamora que fica na história não é a mesma que viveu uma série de experiências com os Guardiões, da mesma forma que o Loki não será, mas algo que o filme deixa em aberto e era muito importante, é como os renascidos irão lidar com o retorno.  Se gente como o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) ficou com a vida parada após a morte de sua família, outraas pessoas seguiram com sua vida.  Cinco anos é muito tempo.  Quantas pessoas casaram de novo? quantas pessoas se suicidaram?  Quantas vidas seguiram em frente?  Sei que não dava para lidar com esses temas dentro de um filme enorme, mas fiquei com minha cabeça trabalhando em cima disso.  E, bem, se falamos do Gavião, vamos direto para Natasha e o sacrifício da Viúva Negra.


Natasha e o Arqueiro formam uma dupla, seja por serem amigos
de verdade, seja por serem as personagens mais frágeis dos Vingadores.
Olha, todo site ou canal de youtube feminista que mereça esse nome (*e recomendo o vídeo da Mikannn*), já falou sobre isso, estou bem atrasada, mas é algo fundamental.  A personagem de Scarlett Johansson, um dos Vingadores originais dentro do MCU, teve seu arco de história negado.  Ela foi sacrificada no melhor estilo "women in refrigerators" para que a personagem do Gavião Arqueiro (*ou Ronin*) pudesse crescer e amadurecer, além de servir de estímulo para o conjunto dos Vingadores restantes, todos homens, sua única "família", recebessem estímulo extra para lutar.  É um recurso de roteiro batido e super machista, por assim dizer.

Mais do que isso, temos uma repetição, ainda que não movida pelos mesmos sentimentos, da morte de Gamora.  Idêntica cena, tal e qual um duplo invertido.  A Viúva Negra, uma mulher sem família, sem laços definitivos, por assim dizer, se sacrifica pelo amigo e por metade do universo, elevando-se; já Gamora, é sacrificada pelo pai, uma criatura cheia de defeitos e contradições, um monstro de egoísmo, um indivíduo que se arvora o direito de ser um deus, para que ele possa eliminar metade do universo.  Com certeza, poderíamos ter seguido outro percurso, feito outras escolhas, mas matar mulheres é aquela forma mais preguiçosa de empurrar um herói para a ação.   


Os roteiristas sacrificaram três mulheres por este homem.
E, não, nunca fui fã da Natasha, até escrevi outras vezes que ela e o Gavião estavam em níveis muito diferentes de força e poder em relação aos outros Vingadores.  Agora, como um dos Vingadores originais, ela merecia mais.  Tínhamos cinco homens e uma mulher e preferiram sacrificar a ela, porque certamente ela é mais dispensável que qualquer um deles.  Como desdobramento, o Gavião cresce e aparece como herói.  Vejam que a morte sacrificial de Tony Stark coloca um ponto final à história, ela não é uma alavanca para a elevação de outras personagens, ela é sua consagração, sua redenção.  A morte de Natasha é artifício de roteiro para que os homens cresçam.  É uma escada, por assim dizer.

Em relação a isso, uma coisa que a Mikannn pontuou e que eu não tinha pensado, foram três mulheres sacrificadas para que ele pudesse crescer.  Natasha, a esposa e a filha.  Prestem atenção que ele dá pouca ênfase à perda de seus meninos, ele fala da esposa e da filha.  Por elas, ao que parece, ele se torna um exterminador.  Elas morrem, ele vai ao inferno e se torna o Ronin.  Natasha morre, ele tem sua elevação final.  Não, não foi justo.  Até o Rocket (Bradley Cooper) teve mais crescimento que a Natasha nesse file.  Viram ele protegendo o Groot (Vin Diesel) no campo de batalha?  E, sim, o filme foi ótimo com isso tudo, também.


O filme é dos homens, não importa quantas mulheres
eles coloquem para preencher a tela.
E, claro, nada do que eu pensei para a Capitã Marvel nesse filme se concretizou.  Era um filme dos Vingadores, ela poderia desequilibrar a balança.  Fizeram o quê?  A afastaram e ela demorou o suficiente para voltar a ponto de termos tido tempo para a luta espetacular da tríade Thor, Homem de Ferro e Capitão América com o vilão.  Ela volta e seu efeito no campo de batalha poderia definir rapidamente as coisas para o lado dos heróis e que temos?  Aí, sim, um uso inteligente das joias, Thanos usa somente uma delas contra a Capitã Marvel e a neutraliza, jogando-nos na sequência mais importante desse confronto final, o sacrifício do herói.

Vocês sabem que eu gostei do filme.  Eu poderia ficar citando tudo o que amei, começando com o uso de Nebula, seu crescimento, e o papel do Homem Formiga; a representação do Thor depressivo; a luta de Tony Stark com ele mesmo, seu crescimento como herói.  Gostei, também, de terem dado ao Capitão América a chance de ser um sujeito comum, porque, bem, ele sempre foi o sujeito comum, de bom caráter e sentimentos puros, elevado à herói.  E o Homem Aranha (Tom Holland), fofo e confuso, sem entender muito bem o que estava acontecendo, mas feliz por estar vivo.  Mesmo o Hulk foi muito bem utilizado e quem acompanha o MCU sabe o quão acidentada é a carreira do herói em seus filme solo.  E eu espero que o Dr. Estanho (Benedict Cumberbatch) dos Vingadores cresça e apareça em seus filmes solos, tirando a decepção que o primeiro filme do herói me deixou.  


Ah, Marvel!  Vocês precisam tratar melhor
as suas personagens femininas.
E já ia esquecendo da Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen)!  Sim!  Sim!  Ela não teve uma grande participação no filme em termos de tempo de tela, mas foi quase responsável pela derrota de Thanos.  O quase a gente sabe o motivo.  Cheia de ódio por ter perdido seu amado, ela colocou Thanos nas cordas de uma forma que nenhum dos outros heróis fez, nem a Capitã Marvel.  Eu nunca li histórias dem quadrinhos em que a personagem aparecesse, mas meu marido comentou que ela é uma personagem poderosa, sim, mas cujas capacidades não são muito claras, variam muito no decorrer do tempo.  De qualquer forma, foi por causa dela que Thanos mandou destruir tudo com uma chuva de fogo.  Criou-se a deixa para a entrada da Capitã Marvel, atrasada somente por questões de roteiro, que fique claro.  Uma personagem tão poderosa como a Feiticeira Escarlate precisa ter um uso maior nos próximos filmes do MCU.

Foi um filme de muitos altos e poucos baixos.  Só que alguns dos pontos baixos estão relacionados às mulheres.  Ainda é muito difícil questionar velhos clichês quando se trata da representação das  mulheres.  Fala-se muito em diversidade, cogita-se um próximo filme com um (*ou uma*) super-herói gay.  Será bem-vindo, ou bem-vinda, mas eis que a Marvel anuncia que irá revelar que um de seus grandes heróis atuais é homossexual.  Os dedos de muita gente estão cruzados para que seja a Capitã Marvel.  
Sim!   E ela sozinha poderia ter detonado Thanos,
mas a gente sabe que os roteiristas não deixariam.
Bem, já me desgastei ontem e terei que produzir um texto sobre isso por causa da Elsa de Frozen, mas vou escrever de novo.  Pegar uma personagem como a Capitã Marvel e colocá-la como lésbica é reforçar esterótipos de gênero, mulher forte, independente, solitária, que se mete em ambiente masculino, deve ser lésbica.  Não percebo a escolha, caso seja essa, como ofensiva, não entendam mal, mas é clichê preguiçoso, é reforçar representações sociais a respeito das mulheres.  é esperar para ver.

De resto e concluindo, parei para prestar atenção nos olhares entre o Bucky (Sebastian Stan) e o Capitão América quando o herói viaja para o passado.  Sim, entendo que o povo ship os dois e vou tomar vergonha na cara e assistir ao Soldado Invernal, porque o Blu-ray está aqui em casa e não assisti por preguiça.  Segundo li, os atores revelaram em entrevista que a cena dos dois, os olhares e tal, estão ligados ao fato do Capitão ter revelado antecipadamente para o amigo que não pretendia voltar, que iria ficar no passado.  Whatever... Também prometo ver finalmente os dois filmes do Homem Formiga para resenhar.  Já os do Hulk, apesar do Eric Bana, não, não tenho vontade.  


E o Capitão América usa o martelo de Thor.
É isso, por favor, leia a primeira resenha, ela complementa esta aqui, lá fiz um texto melhor, acredito.  Este aqui, ficou grande, ficou confuso.  Eu perdi um pouco o pique de escrever esse texto.  queria fazer outras coisas.  Feliz Dia das Mães para quem curte a data.  Espero que o novo Homem Aranha possa ser tão satisfatório como o primeiro.  Sentirei falta dos Vingadores "originais" caso tenhamos outros filmes da equipe.  Duvido que não tenhamos com uma nova formação.  Bom domingo pra vocês!

(Postado em 12/05)

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1 pessoas comentaram:

Primeiramente, feliz dias das mães!

Em relação ao filme em si, fui uma das pessoas que não gostaram do longa no geral, mas acredito que seja mais por uma questão subjetiva do que por problemas, por exemplo, de coerência no roteiro.
Acho que o ponto principal é o quão você simpatiza com a personagem do Tony. Embora os outros vingadores originais tenham sua respectiva relevância dentro da narrativa - especialmente o Steve e o Thor, cada um com seu arco definido no longa -, para mim ficou claro que o filme é indiscutivelmente uma espécie de ode a trajetória do Tony ao longo do MCU, onde os seus relacionamentos pessoais (Pepper, Morgan, até personagens extremamente secundárias como o Happy e aquele garoto do 'Homem de Ferro 3' reaparecendo neste filme) tendo quase a mesma importância de tempo de tela quanto o resto do desenrolar da trama.
E é até certo ponto compreensível, uma que ele é o ponto de partida do MCU - desconsiderando aquele filme solo do Hulk coletivamente ignorado. Mas para muitos como eu (e acredite, tem muita gente) que sempre detestaram o Tony, com pouca ou zero empatia para com ele, é extremamente frustante ver uma personagem que eu não me importo nem um pouco sobressair e ofuscar um encerramento de uma saga em detrimento do desenvolvimento de outras personagens e a descaracterização de tantas outras.
Enfim, teve muitas outras coisas que eu não gostei no filme (Natasha também merecendo um funeral em tela, a decisão do Steve no final do longa implicando que ele irá ignorar as revelações e eventos de Soldado Invernal, etc), e eu poderia escrever por horas exemplificando os motivos, mas no final das contas o filme me pareceu insatisfatório porque a personagem principal não me convenceu e/ou não me comoveu. Se o foco do filme tivesse sido, por exemplo, o Steve, aí sim acredito que teria tido uma reação conpletamente diferente.
Mas fico contente que você e seu marido tenham gostado do filme, e como eu disse antes é uma questão mesmo de afinidade com as personagens apresentadas. Não gostei muito de Homecoming também, mas pretendo ver o filme porque gosto do trabalho do Tom Holland e para esclarecer essas dúvidas em relação ao salto temporal (o amigo dele também foi dizimado no estalo, não?). Enfim, veremos.

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